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10. MOVIMENTO, MÚSCULO, BIOMECÂNICA

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Movimento, Músculo, Biomecânica

Tendemos a pensar que os movimentos estão associados principalmente

à locomoção, ou seja, um animal que se movimenta de um lugar a outro.

Entretanto, mesmo animais que permanecem fixos e nunca se movimentam

(p. ex., ­corais e esponjas), apresentam uma grande diversidade de movimentos.

Deve ser consi­derado também como um animal movimenta água pelas brânquias, alimento pelo trato intestinal ou sangue pelo sistema vascular.

O número de mecanismos utilizados para a realização de movimento é limitado, embora seus usos variem muito. Serão discutidos três mecanismos básicos, os movimentos amebóide, ciliar e muscular.

O movimento amebóide tem seu nome derivado da movimentação da ameba, um organismo unicelular descrito em qualquer livro de Biologia. A locomoção amebóide implica em grandes modificações da forma da célula, fluxo de citoplasma e atividade de pseudópodes.

A locomoção ciliar é o modo característico de movimentação de protozoários ciliados, como o paramécio. Entretanto, os cílios são observados em todos os filos

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3. CIRCULAÇÃO

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LEITURAS COMPLEMENTAREs

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Capítulo 2 – Sangue

CIRCULAÇÃO

O principal objetivo da movimentação de um líquido no corpo é o de propiciar rá­ pido transporte de grande volume a distân­ cias onde a difusão é inadequada ou muito lenta. Portanto, a circulação é importante em virtualmente todos os animais com mais de poucos milímetros de tamanho e uma necessidade para os grandes animais com altas taxas metabólicas.

Além de transporte de gases, a circu­ lação sanguínea serve (1) para transportar outros solutos, (2) para transportar ca­lor e (3) para transmitir força.

As funções que dependem da trans­ missão de força estão relacionadas, na maioria das vezes, com o movimento do ani­mal todo, o movimento dos órgãos e a manutenção da pressão para a ultrafil­ tração nos vasos sanguíneos renais; estas funções serão discutidas posteriormente.

As funções que dizem respeito ao mo­ vimento de solutos (incluindo os gases) e ao calor serão discutidas neste capítulo.

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11. CONTROLE E INTEGRAÇÃO

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CONTROLE E INTEGRAÇÃO

Os processos fisiológicos, naturalmente, necessitam ser controlados e não devem funcionar de modo disparatado.

Nos capítulos precedentes, com freqüência foram mencionados regulação e controle, porém. seus mecanismos de regula­ção não foram discutidos.

Regulação significa o ajuste de uma quantidade, concentração, taxa ou de alguma outra variável, geralmente a fim de que um nível desejado seja atingido ou mantido. Por exemplo, admitimos instintivamente que a respiração deva fornecer oxigênio à taxa em que é usado pelo organismo. De modo semelhante, todos os processos fisiológicos devem ser controlados e integrados.

Integração significa a união de partes.

Em fisiologia. esta palavra abrange o controle de todos os componentes funcio­ nais, incorporados em um organismo que opera de forma integrada, onde nenhum processo isolado pode ocorrer a um ritmo independente.

As funções fisiológicas podem ser controladas por hormônios ou pelo sis­ tema nervoso, mas há duas diferenças fundamentais: uma está relacionada à

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6. EFEITOS DA TEMPERATURA

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EFEITOS DA TEMPERATURA

No capítulo anterior, foram discutidos o metabolismo energético dos animais e a influência de variáveis, tais como concentração de oxigênio, tamanho corpóreo e atividade. Neste capítulo, será discutida a grande influência da temperatura sobre os organismos vivos e seus processos metabólicos.

A vida ativa dos animais limita-se a uma faixa restrita de temperaturas, que varia de alguns graus abaixo do ponto de congelamento da água pura (0ºC) até aproximadamente +50ºC. O enfoque agora será dado

à temperatura do organismo, e não de seu meio ambiente. Por exemplo, o ser humano mantém a sua temperatura corpórea em cerca de 37ºC independentemente se fica exposto a um frio intenso ou se vai a uma sauna, onde a temperatura é próxima ao ponto de ebulição da água.

Os limites de temperatura para a vida animal são muito restritos quando comparados às temperaturas cósmicas, mas, apesar disso, há a ocorrência de temperaturas adequadas nos oceanos e na maior parte da superfície terrestre, pelo menos em parte do ano.

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4. ALIMENTO E COMBUSTÍVEL

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ALIMENTO E COMBUSTÍVEL

Os animais necessitam de alimento (1) para prover a energia necessária para permanecerem vivos e manterem os processos físicos, para a contração muscular e muitos outros processos, (2) como matéria-prima para formar e manter o mecanismo celular e metabólico e (3) para crescimento e reprodução.

As plantas utilizam a energia solar e o dióxido de carbono da atmosfera para sintetizarem açúcares e, indiretamente, todos os compostos complicados que constituem uma planta.

Todos os animais utilizam compostos químicos para fornecer energia e materiais estruturais. Eles devem obtê-los diretamente dos vegetais ou de outras substâncias orgânicas. Portanto, os compostos orgânicos de que os animais necessitam são, em última análise, derivados das plantas e indiretamente, da luz solar.

Há exceções para esta dependência universal da luz solar. Em alguns locais no fundo do mar, onde não há penetração de luz, existem ricas comunidades animais que se utilizam das características químicas peculiares da água aquecida por processos geotérmicos.

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