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Capítulo 8 - REFLEXÕES SOBRE ESTUDOS EMPÍRICOS

Dalgalarrondo, Paulo Grupo A PDF Criptografado

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REFLEXÕES SOBRE

ESTUDOS EMPÍRICOS

Neste capítulo, serão feitas, inicialmente, reflexões sobre trabalhos empíricos realizados pelo grupo de pesquisa coordenado por mim, na UNICAMP, grupo esse que investigou, nos últimos 15 anos, diversas relações entre saúde, transtorno mental e religião. Alguns trabalhos empíricos desse grupo estão disponíveis no endereço eletrônico: www.artmed.com.br. Posteriormente (Capítulos 9, 10 e 11), busco refletir de forma um pouco mais ampla sobre o campo de investigação “religião e saúde mental”, tanto a partir de alguns autores já apresentados na Parte I deste livro como em relação ao panorama sociocultural contemporâneo.

LIMITAÇÕES DE ESTUDOS EMPÍRICOS SOBRE RELIGIÃO E SAÚDE MENTAL

Cabe aqui assinalar algumas das principais limitações dos estudos científicos empreendidos na linha de pesquisa “religião e saúde mental”, particularmente dos nossos próprios estudos. Assim como em outras pesquisas nessa área, em nossas investigações buscamos identificar algumas relações específicas entre religião, saúde e transtornos mentais, porém, ao executar os recortes que constituíram os objetos empíricos, estabeleceu-se determinado contorno para a religião e para o sofrimento mental, assim como se definiram amostras e instrumentos de coleta de dados. Todo esse processo, deve-se reconhecer, estabelece limites, determina um alcance específico e reduz necessariamente a abrangência dos resultados e das interpretações.

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Capítulo 8 - Gênero

Conrad Phillip Kottak Grupo A PDF Criptografado

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GÊNERO

Sexo e gênero

Padrões de gênero recorrentes

Papéis de gênero e estratificação por gênero

Redução de estratificação por gênero – sociedades matrilineares-matrilocais

Matriarcado

Maior estratificação de gênero – sociedades patrilinearespatrilocais

Por estudar biologia, sociedade e cultura, os antropólogos estão em uma posição única para comentar a questão da natureza (predisposições biológicas) e da criação (ambiente) como determinantes do comportamento humano. As atitudes, os valores e o comportamento humanos são limitados não apenas por nossas predisposições genéticas – as quais, muitas vezes, são difíceis de identificar – mas também por nossas experiências durante a enculturação. Nossos atributos como adultos são determinados tanto por nossos genes quanto por nosso ambiente durante o crescimento e o desenvolvimento.

SEXO E GÊNERO

Na discussão sobre papéis de sexo/gênero e sexualidade humanos surgem questões relacionadas a natureza e criação. Homens e

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Capítulo 3 - A PSICOLOGIA DA RELIGIÃO

Dalgalarrondo, Paulo Grupo A PDF Criptografado

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A PSICOLOGIA DA RELIGIÃO

Não apenas no interior da psicanálise ou por ela inspirados, diversos autores têm buscado a análise psicológica da religião lançando mão de outros referenciais teóricos. Não há espaço, aqui, para cobrir a vasta literatura concernente. Em nosso meio, a psicologia da religião foi revista recentemente de forma cuidadosa por

Edênio Valle (1998).

Pode-se divisar, entretanto, dois grandes campos, o da psicologia européia, mais marcado pelas correntes fenomenológicas e existenciais, e o da psicologia norteamericana, de forte extração empírica. Esta última, desde o início, deu maior ênfase

às possíveis “dimensões da experiência religiosa”, à conversão e às “atitudes” dos sujeitos envolvidos, muitas vezes com perspectivas relacionadas à psicologia social.

Na Europa, a tradição hermenêutica, fenomenológica e psicanalítica influenciou autores como Girgensohn (1930) e Külpe, na Alemanha; Vergote (1966), na

Bélgica; Penido, na França; e Fizzotti (1992), na Itália. Eles enfatizaram perspectivas originais com base em métodos introspectivos, na psicanálise e na especificidade psicológica da vida religiosa (Quadro 3.1). Apesar das importantes contribuições européias, a psicologia da religião desenvolveu-se de forma mais vigorosa no meio anglo-saxão, em particular nos Estados Unidos.

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Capítulo 2 - FORMADORES DO CAMPO TEÓRICO

Dalgalarrondo, Paulo Grupo A PDF Criptografado

Religião, psicopatologia e saúde mental

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FORMADORES DO

CAMPO TEÓRICO

Quem morre vai descansar na paz de Deus.

Quem vive é arrastado pela guerra de Deus.

Deus é assim: cruel, misericordioso, duplo.

Seus prêmios chegam tarde, em forma imperceptível.

Deus, como entendê-lo?

Ele também não entende suas criaturas,

Condenadas previamente sem apelação a sofrimento e morte.

Carlos Drummond de Andrade,

“Deus e suas criaturas” (In: Corpo)

OLHANDO PARA A SOCIEDADE E PARA A CULTURA

Em um passado longínquo

Nas várias sociedades humanas, a visão dominante sobre a religião e suas conseqüências para a vida dos homens tendeu, ao longo da história, a ser aquela adotada pelas hierarquias, sejam elas religiosas, políticas ou sociais. As versões oficiais e dominantes tenderam a ser quase sempre apologéticas. Os sacerdotes, teólogos e pensadores afirmam os dogmas, a certeza da existência e centralidade dos deuses e suas leis inexoráveis; a salvação e a felicidade (sejam elas terrenas ou celestiais) só sendo possíveis pela adoção das crenças e pela obediência às leis. Em particular, nas tradições cristã, islâmica e judaica, desde o final da Antigüidade, vários pensadores sutis e profundos, como Santo Agostinho, Anselmo, Abelardo,

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Capítulo 7 - Famílias, parentesco e casamento

Conrad Phillip Kottak Grupo A PDF Criptografado

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FAMÍLIAS, PARENTESCO E CASAMENTO

Famílias

Famílias nucleares e extensivas

Industrialismo e organização familiar

Alterações no parentesco norte-americano

Aplicando a antropologia à cultura popular: famílias televisivas

A família entre os forrageiros

Descendência

Grupos de descendência

Linhagens, clãs e regras de residência

Casamento

Exogamia e incesto

O incesto é uma realidade

Endogamia

Direitos conjugais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo

O casamento em diferentes culturas

Dote e preço ou riqueza da noiva

Alianças duradouras

Divórcio

Casamentos plurais

Poliginia

Poliandria

Antropologia hoje: cinco esposas e

55 filhos

Embora ainda seja uma espécie de ideal em nossa cultura, a família nuclear (pais e filhos) responde atualmente por menos de um quarto de todos os lares nos Estados

Unidos. Expressões tradicionais no país, como “amor e casamento”, “casamento e família” e “mamãe e papai”, já não se aplicam à maioria dos lares norte-americanos.

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