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Capítulo 1 - O que é antropologia?

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O QUE É ANTROPOLOGIA?

Adaptabilidade humana

Adaptação, variação e mudança

Antropologia geral

As forças culturais formam a biologia humana

As subdisciplinas da antropologia

Antropologia cultural

Antropologia arqueológica

“É apenas natureza humana.” “As pessoas são praticamente as mesmas em todo o mundo.” Esse tipo de opinião, que ouvimos em conversas, nos meios de comunicação de massa e em muitas cenas na vida cotidiana, promove a ideia equivocada de que as pessoas de outros países têm os mesmos desejos, sentimentos, valores e aspirações que nós. Essas afirmações proclamam que, como são em essência as mesmas, as pessoas estão ávidas por receber ideias, crenças, valores, instituições, práticas e produtos de uma cultura norte-americana que se dissemina em todas as partes do globo terrestre.

Muitas vezes, esse pressuposto acaba se revelando equivocado.

A antropologia oferece uma visão mais ampla – uma perspectiva comparativa diferenciada e intercultural. A maioria das pessoas pensa que os antropólogos estudam as sociedades não industriais, e eles o fazem.

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Capítulo 6 - Sistemas políticos

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SISTEMAS POLÍTICOS

O que é “o político”?

Tipos e tendências

Bandos e tribos

Bandos de forrageio

Cultivadores tribais

O chefe de aldeia

Os “grandes homens”

Aplicando a antropologia à cultura popular: super-heróis

Irmandades pantribais

Política nômade

Chefias

Sistemas políticos e econômicos

Sistemas de status

O surgimento da estratificação

Os antropólogos têm em comum com os cientistas políticos o interesse em organização e sistemas políticos, mas, nesse caso, mais uma vez, a abordagem antropológica é global e comparativa e inclui os não Estados,* enquanto os cientistas políticos tendem a trabalhar com Estados-nação contemporâneos e recentes. Estudos antropológicos têm revelado uma variação substancial em poder, autoridade e sistemas jurídicos em diferentes sociedades. (O poder é a capacidade de exercer a própria vontade sobre a dos outros; autoridade é o uso formal, socialmente aprovado, do poder, por exemplo, por funcionários do governo.) (Ver Gledhill, 2000; Kurtz,

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Capítulo 11 - Etnicidade e raça

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ETNICIDADE E RAÇA

Etnias e etnicidade

A mudança de status

Diversidade biológica humana e o conceito de raça

Explicando a cor da pele

Raça e etnia

A construção social da raça

Hipodescendência: raça nos

Estados Unidos

Raça no censo

“Não nós”: raça no Japão

Fenótipo e fluidez: raça no Brasil

Grupos étnicos, nações e nacionalidades

Nacionalidades e comunidades imaginadas

Tolerância étnica e acomodação

Assimilação

A sociedade plural

Multiculturalismo e identidade étnica

Aplicando a antropologia à cultura popular: diversidade na TV

As raízes do conflito étnico

Preconceito e discriminação

Os cacos no mosaico

Consequências da opressão

Antropologia hoje: de Embalos de sábado à noite a Jersey Shore

A etnia se baseia em semelhanças e diferenças culturais em uma sociedade ou nação. As semelhanças são com os membros do mesmo grupo étnico; as diferenças se dão entre o grupo e outros. Os grupos ét-

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Capítulo 9 - Religião

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RELIGIÃO

Expressões da religião

Seres espirituais

Poderes e forças

Magia e religião

Incerteza, ansiedade, conforto

Rituais

Ritos de passagem

Totemismo

Controle social

Tipos de religião

Religiões mundiais

Dada a dimensão variada e mundial de crenças e comportamentos rotulados como

“religiosos”, os antropólogos sabem como é difícil definir religião. Em seu livro Religion: An Anthropological View, Anthony F.

C. Wallace ofereceu a seguinte definição:

“crença e ritual relacionados a seres, poderes e forças sobrenaturais” (1966, p. 5). Com a palavra “sobrenatural”, ele queria dizer um reino imaterial, além do mundo observável (mas que o influencia). Essa esfera não pode ser empiricamente verificada nem refutada e é inexplicável em termos normais. Deve ser aceita “com base na fé”. Os seres sobrenaturais – deidades, fantasmas, demônios, almas e espíritos – fazem suas casas fora do nosso mundo material, embora possam visitá-lo de vez em quando. Também há forças sobrenaturais ou sagradas, algumas das quais exercidas por deidades e espíritos e outras que simplesmente existem. Em muitas sociedades, as pessoas acre-

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Capítulo 7 - Famílias, parentesco e casamento

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FAMÍLIAS, PARENTESCO E CASAMENTO

Famílias

Famílias nucleares e extensivas

Industrialismo e organização familiar

Alterações no parentesco norte-americano

Aplicando a antropologia à cultura popular: famílias televisivas

A família entre os forrageiros

Descendência

Grupos de descendência

Linhagens, clãs e regras de residência

Casamento

Exogamia e incesto

O incesto é uma realidade

Endogamia

Direitos conjugais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo

O casamento em diferentes culturas

Dote e preço ou riqueza da noiva

Alianças duradouras

Divórcio

Casamentos plurais

Poliginia

Poliandria

Antropologia hoje: cinco esposas e

55 filhos

Embora ainda seja uma espécie de ideal em nossa cultura, a família nuclear (pais e filhos) responde atualmente por menos de um quarto de todos os lares nos Estados

Unidos. Expressões tradicionais no país, como “amor e casamento”, “casamento e família” e “mamãe e papai”, já não se aplicam à maioria dos lares norte-americanos.

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Capítulo 3 - Fazendo antropologia

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FAZENDO ANTROPOLOGIA

Métodos de pesquisa em antropologia cultural

Etnografia: a estratégia distintiva da antropologia

Aplicando a antropologia à cultura popular: Bones

Técnicas etnográficas

Observação e observação participante

Conversação, entrevistas e roteiros de entrevista

O método genealógico

Interlocutores culturais-chave

Histórias de vida

“Você tem feito escavações ultimamente?”

Pergunte ao seu professor quantas vezes ele ouviu essa pergunta. Em seguida, pergunte quantas vezes ele de fato participou de uma escavação. Lembre-se de que a antropologia tem quatro subcampos, dos quais apenas dois (arqueologia e antropologia biológica) exigem muita escavação, pelo menos no solo. É claro que os antropólogos culturais “desenterram” informações sobre estilos de vida variados, como fazem os antropólogos linguistas com as características da linguagem. Tradicionalmente, os antropólogos culturais têm executado uma variante sobre o tema de Jornada nas estrelas ao procurar, quando não

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Capítulo 4 - Linguagem e comunicação

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LÍNGUA E COMUNICAÇÃO

Língua

Comunicação de primatas não humanos

Sistemas de chamamento

Língua de sinais

A origem da língua

Comunicação não verbal

Aplicando a antropologia à cultura popular: Facebook e

Twitter

A estrutura da língua

Sons da fala

Os norte-americanos têm certos estereótipos sobre como falam as pessoas de diversas regiões. Alguns desses estereótipos, difundidos pelos meios de comunicação de massa, são mais generalizados do que outros. A maioria das pessoas acha que sabe imitar o

“sotaque sulista” dos Estados Unidos. Estereotipam a fala de Nova York (a pronúncia de coffee, p. ex.), de Boston (“I pahked the kah in Hahvahd Yahd”) e do Canadá (“oot” para “out”).

Às vezes se pensa que o Meio-Oeste dos Estados Unidos não tem sotaque. Essa crença vem do fato de que os dialetos dessa região não têm muitas variantes linguísticas estigmatizadas – padrões de fala que as pessoas em outras regiões reconhecem e menosprezam, como não pronunciar o ‘r’ e dizer ‘d’ em lugar de ‘th’, como em dem, dese e dere (em vez de them, these e there).

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Capítulo 2 - Cultura

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CULTURA

O que é cultura?

A cultura é aprendida

A cultura é simbólica

A cultura é compartilhada

Cultura e natureza

A cultura é abrangente

A cultura é integrada

Aplicando a antropologia à cultura popular: canções populares

A cultura é instrumental, adaptativa e mal-adaptiva

A base evolutiva da cultura

O que compartilhamos com outros primatas

Como nos diferenciamos dos outros primatas

No Capítulo 1, vimos que os seres humanos compartilham a sociedade, ou seja, a vida organizada em grupos, com outros animais

– animais sociais, como macacos, lobos e formigas. Os outros animais, sobretudo os grandes símios, têm habilidades culturais rudimentares, mas somente os seres humanos têm culturas completamente elaboradas – tradições e costumes específicos transmitidos pela aprendizagem e pela linguagem ao longo de gerações.

O conceito de cultura foi fundamental para a antropologia. Mais de um século atrás, em seu livro Primitive Culture, o antropólogo britânico Edward Tylor argumentou que as culturas, sistemas humanos

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Capítulo 10 - O sistema-mundo e o colonialismo

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O SISTEMA-MUNDO

E O COLONIALISMO

O sistema-mundo

O surgimento do sistema-mundo

Industrialização

Causas da Revolução Industrial

Efeitos socioeconômicos da industrialização

Estratificação industrial

Colonialismo

Colonialismo britânico

Colonialismo francês

Colonialismo e identidade

Estudos pós-coloniais

Embora o trabalho de campo em pequenas comunidades tenha sido a marca registrada da antropologia, é impossível encontrar grupos isolados hoje. É provável que nunca tenham existido sociedades verdadeiramente isoladas. Por milhares de anos, os grupos humanos têm estado em contato uns com os outros. As sociedades locais sempre participaram de um sistema maior, que hoje tem dimensões globais – que chamamos de sistema-mundo moderno, ou seja, um mundo no qual as nações são econômica e politicamente interdependentes.

O SISTEMA-MUNDO

O sistema-mundo e as relações entre os países que o compõem são moldados pela

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Capítulo 5 - Ganhando a vida

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GANHANDO A VIDA

Estratégias adaptativas

Forrageio

Estratégias adaptativas baseadas na produção de alimentos

Horticultura

Agricultura

A intensificação agrícola: homem e meio ambiente

Pastoreio

Sistemas econômicos

A produção nas sociedades não industriais

Meios de produção

No mundo globalizado de hoje, as comunidades e as sociedades estão sendo incorporadas, em ritmo acelerado, a sistemas maiores. A origem (cerca de 10 mil anos atrás) e a difusão da produção de alimentos (cultivo de plantas e domesticação animal) levaram

à formação de sistemas sociais e políticos maiores e mais poderosos. A produção de alimentos gerou mudanças importantes na vida humana. O ritmo da transformação cultural aumentou muito. Este capítulo oferece um quadro para a compreensão de várias estratégias adaptativas humanas e sistemas econômicos.

ESTRATÉGIAS ADAPTATIVAS

O antropólogo Yehudi Cohen (1974) usou a expressão estratégia adaptativa para descre-

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Capítulo 12 - Aplicando a antropologia

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APLICANDO A ANTROPOLOGIA

O papel do antropólogo aplicado

As primeiras aplicações

Antropologia acadêmica e aplicada

Antropologia aplicada hoje

Antropologia do desenvolvimento

Equidade

Estratégias para a inovação

Inovação exagerada

Aplicando a antropologia à cultura popular: Coca-Cola

Como vimos no Capítulo 1, a antropologia aplicada é a utilização de dados, perspectivas, teoria e métodos antropológicos para identificar, avaliar e resolver problemas contemporâneos (ver Ervin, 2005). Os antropólogos aplicados ajudam a tornar a antropologia relevante e útil para o mundo além dela própria. Os antropólogos médicos, por exemplo, têm atuado como intérpretes culturais em programas de saúde pública, ajudando esses programas a corresponderem à cultura local.

Os antropólogos do desenvolvimento trabalham em agências internacionais de desenvolvimento, ou com elas, como o Banco

Mundial e a U. S. Agency for International

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Capítulo 13 - O papel da antropologia em um mundo globalizado

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O PAPEL DA ANTROPOLOGIA

EM UM MUNDO GLOBALIZADO

Globalização: seus significados e sua natureza

Mudança climática global

Antropologia ambiental

Ataques globais à autonomia local

Desmatamento

Contato interétnico

Imperialismo cultural

Fazendo e refazendo cultura

Indigenizando a cultura popular

Este capítulo aplica uma perspectiva antropológica a questões globais contemporâneas. Começamos examinando diferentes significados do termo globalização. O fato de que certos riscos agora têm implicações globais leva a uma discussão das mudanças climáticas, ou seja, do aquecimento global.

A seguir, retomamos questões de desenvolvimento, dessa vez, junto com uma filosofia de intervenção que pretende impor a moralidade ecológica global sem a devida atenção à variação e à autonomia culturais.

Também se examina a ameaça que o desmatamento representa para a biodiversidade global. A segunda metade deste capítulo passa da ecologia aos fluxos contemporâneos de pessoas, tecnologia, finanças, informações, imagens e ideologia, que contribuem para uma cultura global de consumo.

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Capítulo 8 - Gênero

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GÊNERO

Sexo e gênero

Padrões de gênero recorrentes

Papéis de gênero e estratificação por gênero

Redução de estratificação por gênero – sociedades matrilineares-matrilocais

Matriarcado

Maior estratificação de gênero – sociedades patrilinearespatrilocais

Por estudar biologia, sociedade e cultura, os antropólogos estão em uma posição única para comentar a questão da natureza (predisposições biológicas) e da criação (ambiente) como determinantes do comportamento humano. As atitudes, os valores e o comportamento humanos são limitados não apenas por nossas predisposições genéticas – as quais, muitas vezes, são difíceis de identificar – mas também por nossas experiências durante a enculturação. Nossos atributos como adultos são determinados tanto por nossos genes quanto por nosso ambiente durante o crescimento e o desenvolvimento.

SEXO E GÊNERO

Na discussão sobre papéis de sexo/gênero e sexualidade humanos surgem questões relacionadas a natureza e criação. Homens e

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