4 capítulos
Medium 9788520428825

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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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ECONOMIA POLÍTICA INTERNACIONAL

O estudo da relação entre política e economia começou a ganhar espaço a partir da década de 1970, quando assuntos econômicos passaram a ter prevalência crescente no estudo das relações internacionais, ao lado de temas tradicionais como segurança e política internacional. A economia política internacional (EPI) trata prioritariamente das relações financeiras e de comércio entre os Estados, das relações entre o Estado e o mercado, bem como dos arranjos políticos necessários para o sucesso de iniciativas de cooperação, com vistas à criação e à manutenção de instituições destinadas à regulação da economia internacional (regimes internacionais). Temas pertinentes à EPI são as relações econômicas entre os países do norte, o abismo econômico entre os países do norte e os do sul, as formas de imperialismo político-econômico, o papel dos atores não governamentais no sistema econômico internacional, a assistência financeira internacional, os investimentos externos, o débito internacional e os processos de integração regional, entre outros. Dentre as teorias e os conceitos consagrados no campo da EPI estão a noção de bens coletivos e sua problemática para a obtenção da cooperação internacional, a teoria de estabilidade hegemônica e a teoria da dependência.

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Medium 9788520435755

Literatura e antropofagia

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

va na fogueira palavras jamais pronunciadas em nenhum lugar do planeta. Eu estava aborrecido. Estava dividido entre dois sentimentos desagradáveis: de um lado, temia que o diretor descobrisse o engodo. Por outro, sentia um remorso em relação à língua francesa que, afinal de contas, é minha mãe.

Não lamentei o que pode ser chamado de má ação, mas, por precaução, prefiro chamar de bom coração. Dane-se a francofonia e seus controladores. Não ia colocar a corda no pescoço desse professor que nada me fizera e que, de resto, à medida que o tempo passava, mudava de figura, tornava-se amigável, colorido, quase encantador. Além do mais, esse homem e eu tínhamos dado uma chance, durante pouco mais de meia hora, a uma língua que ninguém nunca falou, uma língua sem antecedente e que ninguém imitará, uma língua jovem e já morta, tão inextricável quanto a floresta vizinha, devorada pelos cipós e líquens da pré-história, e cujas árvores consomem umas às outras e reflorescem sob a carcaça das árvores vizinhas.

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Medium 9788520437759

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Valdemar P. da Luz, Sylvio Capanema de Souza Editora Manole PDF Criptografado

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Edital  Ato escrito oficial contendo aviso, deter­ minação, notificação, citação ou intimação que se manda publicar por autoridade competente, no órgão oficial ou em outros órgãos de impren­ sa, ou ainda que é afixado em lugares públicos, onde seja de fácil acesso e leitura. Podem ser objeto de edital concorrências públicas, leilões judiciais, hasta pública, abertura de concursos públicos, intimações, notificações, convocações e demais avisos que, por sua natureza, devem ter ampla divulgação.

Edital de proclamas  Edital emitido pelo Cartório de Registro Civil pelo qual se dá ciência a todos de que determinadas pessoas pretendem se casar, oportunizando a denúncia de eventuais impedi­ mentos ao casamento. Estando em ordem a do­ cumentação referente ao pedido de habilitação para o casamento, o oficial extrairá o edital, que será afixado durante quinze dias nas circunscri­

ções do Registro Civil de ambos os nubentes e, obrigatoriamente, será publicado na imprensa local, se houver (art. 1.257, CC).

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Medium 9788520435755

Ifigênia e Orfeu

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Ifigênia e Orfeu

Quando morava em São Paulo, na década de 1950, lia muitos jornais. Jornais importantes, claro, que me informavam sobre o mundo. The Economist, The Times,

Le Monde, O Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Diários Associados, e até mesmo o antigo Jornal do Comércio, do Rio, jornal monumental e ultrapassado, inimigo de qualquer foto, e que parecia ter sido redigido e impresso cem anos antes, entre a chegada do rei de Portugal ao Brasil, no início do século XIX, e a proclamação da República no final do mesmo século.

O Jornal do Comércio era meu preferido. Levava-me ao passado, como as fadas fazem nos contos. Quando eu abria esse vasto cotidiano, respirava seu odor de trapos, de salitre e de tinta preta, pensava em Balzac, e procurava as últimas notícias: esperava saber que Victor Hugo se preparava para deixar Guernesey e se tornar um imigrante em Bruxelas; que o imperador dom Pedro II estava tão cansado por causa da guerra idiota com o Paraguai que seu amigo, o marechal Fonseca, acabou dizendo: “O velho não governa mais”; e sempre me parecia, lendo as “últimas notícias” do Jornal do Comércio, que a guerra de 1914-1918 ia estourar. Não estou brincando. Esse jornal não se dedicava muito ao presente. Ele compartilhava com uma parte da burguesia esclarecida brasileira da década de 1950 uma vasta indiferença pela modernidade. Depois, as coisas mudaram bastante. E, como o

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