15 capítulos
Medium 9788520416808

21. A filosofia analítica e o trabalho de Frege

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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A filosofia analítica e o trabalho de Frege

O

s historiadores da filosofia batizaram o século xviii como o “século da razão”. Foi a época em que Kant fez a crítica da razão, estabelecendo os limites do conhecimento, ou seja, o campo de atuação da razão teorética, e o deslocamento do ponto arquimediano metafísico para o âmbito da razão prática, da moral. Os historiadores também dizem que o século xix foi o

“século da história”. O tempo em que Hegel insistiu em que a razão não era apenas uma faculdade da alma ou da mente, mas o verdadeiro tecido do Universo, e que este, como um grande pensamento – o Espírito –, tinha na história sua manifestação, condicionando com sua racionalidade maior a razão humana finita. Em ambos os casos, os historiadores da filosofia estão conscientes de que esses dois séculos deram guarida ao império da filosofia do sujeito.

Após as críticas e desconstruções da filosofia do sujeito, o século xx, nos seus últimos trinta anos, apareceu aos historiadores como a época em que alguns pensadores procuraram continuar a investigação filosófica secundarizando a filosofia do sujeito. Aos olhos de hoje, é possível dizer que esses pensadores fizeram do

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Medium 9788520416808

22. A filosofia analítica e o trabalho de Bertrand Russell

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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A filosofia analítica e o trabalho de

Bertrand Russell

A

defesa da tese de Frege, de que toda a aritmética é um campo com uma base à qual ela poderia ser reduzida e que tal base é meramente constituída de princípios da lógica, encontra em

Bertrand Russell (1872-1970) um grande entusiasta. Mas Russell não se limita a um trabalho em lógica com derivações para a filosofia. Ao contrário, ele acredita que pode redefinir a filosofia a partir de sua confiança na lógica e na ciência. Sua idéia é a de que “a ciência é inocente até que se prove o contrário, ao passo que a filosofia é culpada a menos que se prove sua inocência”.

Suas conclusões em filosofia se alteram sucessivamente, de livro em livro, cobrindo uma produção vastíssima. Todavia, a idéia de que a filosofia é filosofia analítica, e não valeria a pena se fosse outra coisa, é sempre mantida.

Russell acredita que construções filosóficas não são inúteis, são apenas parte do trabalho filosófico. O autêntico trabalho filosófico, para ele, é o de criticar e clarear noções que, não raro, geram as chamadas discussões filosóficas – metafísicas – não por conta de serem noções autenticamente polêmicas, e sim porque são noções vagas, que não estão no mesmo nível de exatidão das noções com as quais trabalha a ciência. Seu trabalho a respeito da

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Medium 9788520430460

17. Construção de campo interdisciplinar e trajetória do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

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Construção de campo interdisciplinar e trajetória do Centro de Desenvolvimento

Sustentável da UnB

Laura Maria Goulart Duarte | Socióloga, CDS-UnB

Elimar Pinheiro do Nascimento | Sociólogo, CDS-UnB

Saulo Rodrigues Pereira Filho | Geólogo, CDS-UnB

João Nildo de Souza Vianna | Engenheiro mecânico, CDS-UnB

O

presente capítulo tem como objetivo apresentar os pressupostos epistemológicos que pautaram a construção interdisciplinar e a trajetória heterodoxa do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB), no qual se instala o Programa de Pós-Graduação em

Desenvolvimento Sustentável, um dos primeiros a ser criados no Brasil no referido campo científico-acadêmico.

A questão ambiental, com toda a sua complexidade, emerge como uma das mais importantes problemáticas contemporâneas, e a interdisciplinaridade surge como uma estratégia epistemológica para enfrentá-la. O profundo desconforto e a crescente inquietação promovidos por essa questão, problematizada dentro de uma visão crítica, fizeram sentir a sua presença tanto no plano societário quanto no campo epistemológico. Esse momento de desconforto e inquietação foi pautado inicialmente pela terceira revolução científicotecnológica, pela hegemonia neoliberal, pela globalização e, em seguida, pelo desequilíbrio e desregulação da economia mundial, pela falência dos modelos hegemônicos de desenvolvimento e pela degradação ambiental. Ele tem

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Medium 9788520429990

2. CLASSIFICAÇÃO HOTELEIRA: UMA EXIGÊNCIA DO MERCADO INTERNACIONAL DE VIAGENS E TURISMO

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

2. CLASSIFICAÇÃO HOTELEIRA:

UMA EXIGÊNCIA DO

MERCADO INTERNACIONAL

DE VIAGENS E TURISMO

Leandro Bertoli Neto

Introdução

Utilizados primordialmente como referencial informativo, mas tam­bém como indutores do processo de qualificação da oferta turística e da­hospitalidade de uma destinação, os sistemas oficiais de classificação dos meios de hospedagem de turismo (MHTs) foram motivados pela competição hoteleira, sendo adotados por grande parte dos países turisticamente desenvolvidos, notadamente no continente europeu, há mais de seis décadas.

O objetivo principal da classificação hoteleira é oferecer ao público consumidor um referencial que traduza fielmente os níveis de conforto, serviços e preços esperados de acordo com as suas diferentes motivações e objetivos, e que possibilite a distinção e a comparação entre os diversos equipamentos de hospedagem disponíveis no território nacional.

A adoção de um sistema de classificação eficaz, adequado ao contexto mercadológico e às particularidades regionais, favorece ainda a qualificação e a promoção do produto turístico de uma destinação. Além do caráter informativo dos padrões de qualidade e da hospitalidade (na verdadeira acepção do termo) que a estrutura receptiva disponibiliza ao público e que se constitui, de fato, no principal objetivo do processo, a classificação dos MHTs oferece outras vantagens, a saber:

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Medium 9788520430460

10. Experiência do Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica da Unicamp

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

10

Experiência do Programa de

Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica da Unicamp1

Andre Tosi Furtado | Economista, DPCT–IG–Unicamp

Antecedentes

A origem do Programa de Pós-graduação em Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está relacionada com a criação do Departamento de mesmo nome e do Instituto de Geociências, em 1985. O Programa, propriamente dito, teve início em 1988, com a implantação do curso de mestrado. Dada a sua perspectiva internacional, esse programa contou com o apoio da Universidade das Nações Unidas que, em con­vênio com a Capes, financiou a vinda de bolsistas latino-americanos. O

De­partamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT), portanto, foi o resultado de um trabalho de pesquisa coletiva que se originou bem antes de sua criação. De fato, no início dos anos de 1980, com a vinda do professor

1. A primeira parte deste texto foi elaborada com base em documentos institucionais do Programa de

Pós-Graduação em Política Científca e Tecnológica da Unicamp.

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