193 capítulos
Medium 9788520431238

8. Logística e distribuição física

GONÇALVES, Paulo Sérgio Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 8

Logística e distribuição física

Introdução

Há 5 mil anos, os egípcios construíram barcos e há 4 mil anos, a roda foi inventada. Esse dois aparatos tecnológicos permitiram o desenvolvimento dos transportes e, consequentemente, a troca comercial entre os povos.

Para a guarda dos produtos comercializados, foi necessária a criação de armazéns, resultado do desenvolvimento das civilizações.

O primeiro grande armazém de produtos foi erigido em Veneza, uma das principais rotas do tráfego comercial entre nações na era medieval.

A expansão das atividades comerciais por intermédio do mar Mediterrâneo acabou produzindo um grande impulso para que fossem construídos novos armazéns para a guarda dos produtos comercializados e a criação de novos portos tornou-se indispensável para o escoamento desses produtos.

Com a expansão do comércio, impulsionada pela existência de novos portos e armazéns ao longo das rotas dos navios, o comércio alastrou-se em grande escala, de tal forma que novos portos e novos armazéns foram sendo criados e, por consequência, foi-se formando a distribuição física como se conhece atualmente.

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Medium 9788520416808

12. Rousseau e o sujeito como pessoa

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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Rousseau e o sujeito como pessoa

O

contraponto ao século xvii, o século de Descartes, foi o século xviii, que talvez possa ser chamado de o século de Rousseau.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) encontra outro tipo de fundamento para o conhecimento, outro tipo de subjetividade. Um caminho que é possível ver como inserido não exclusivamente no

Iluminismo, mas com passos largos em direção ao Romantismo.

O texto de Rousseau equivalente às Meditações cartesianas é o “Profissão de fé do vigário de Sabóia”, interno ao livro Emílio ou Da Educação. Em tal escrito, Rousseau diz iniciar pelo mesmo estado de dúvida a que se refere Descartes nas Meditações.Todavia, se seu ponto de partida também é o da extensão da dúvida, a continuidade de seu percurso acentua significativas divergências em relação ao caminho cartesiano. É claro que para Rousseau importa, como a Descartes, o amor à verdade como atividade nuclear da filosofia; e, como Descartes, só quer se satisfazer com a admissão do que é evidente. No entanto, se para Descartes a evidência é algo exclusivamente intelectual, Rousseau, por sua vez, coloca a evidência na dependência do que entende ser a “sinceridade do coração”. Rousseau afirma isso da seguinte maneira, no Emílio :

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Medium 9788520429990

20. A SEGMENTAÇÃO DOS MERCADOS COMO OBJETO DE ESTUDO DO TURISMO

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

20. A SEGMENTAÇÃO DOS

MERCADOS COMO OBJETO DE

ESTUDO DO TURISMO1

Marília Gomes dos Reis Ansarah

Alexandre Panosso Netto

Introdução

O tema Segmentação em turismo no Brasil passou a fazer parte dos currículos de cursos de turismo com mais frequência apenas na década de

1990. Tal fato se explica facilmente quando verificamos que os primeiros estudos brasileiros sobre esse assunto foram publicados há pouco mais de

20 anos. Identifica-se assim um gap nesse campo, pois o mercado turístico mundial, desde antes de 1950, já aplicava técnicas de segmentação de mercado. Obviamente, essas técnicas não eram tão desenvolvidas quanto hoje, em que a teoria e a prática do marketing estão avançadas.

A que se deve a abordagem tardia desse tema no Brasil? Ao próprio ritmo do desenvolvimento do turismo nacional e à incapacidade dos estudiosos de turismo do país em compreender as mudanças sociais e econômicas pelas quais o turismo passou desde a década de 1970, período em que se intensificaram as campanhas de marketing turístico do Brasil no exterior.

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Medium 9788520429372

2. Dimensão de valor econômico

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

2 Dimensão de valor econômico

Sônia Maria Kohler Dias

Introdução

Entre as tendências que podem transformar o mercado em âmbito mundial, algumas variáveis estão gradativamente em expansão, tais como: maior integração econômica, aperfeiçoamento dos processos de pro­dução em decorrência da tecnologia, redistribuição das unidades familiares e envelhecimento da população.

A dimensão de valor econômico, nesse contexto, contempla o sistema econômico composto pelas atribuições do governo, das unidades produti‑ vas e das unidades familiares, notadamente no que se refere ao mercado turístico e ao comportamento do consumidor idoso. Tais agentes públi‑ cos, privados e familiares, interagem entre si, impulsionando o fluxo cir‑ cular da renda, que é produto do fluxo real (as funções de famílias e em‑ presas), com o fluxo monetário (transações com a presença da moeda), remunerações inerentes ao ciclo do sistema econômico.

O processo de envelhecimento das pessoas não ocorre de um momen­ to para outro, porém, com o passar dos anos, o ser humano vai se adaptan‑ do a uma nova maneira de viver, ainda que com percalços da longa cami‑ nhada ou da saúde. Algumas pessoas têm elevado altruísmo e autoestima,

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Medium 9788520430460

7. Pensamento complexo e interdisciplinaridade: abertura para mudança de paradigma?

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

7

Pensamento complexo e interdisciplinaridade: abertura para mudança de paradigma?1

Patrick Paul | �Médico, Centre International de Recherches et Études Transdisciplinaires

Em busca de sua credibilidade científica, as pesquisas se constroem sobre o reducionismo metodológico classicamente vigente. No entanto, a racionali‑ dade que valoriza a objetividade crítica com frequência se encontra em maus lençóis assim que se questiona a multiplicidade dos fatores suscetíveis de in‑ terferir no seio das áreas circunscritas pelos diversos campos disciplinares ou, mais ainda, nas margens de suas áreas. Ocorre o mesmo quando se deve levar em conta a singularidade dos sujeitos ou das populações. À complexidade dos fatores naturais em interação nas ciências humanas se adiciona, particular‑ mente, uma organização social construída sobre um conjunto de hierarquias imbricadas. A isso se soma, sem dúvida, a realidade psicológica dos sujeitos, cuja inteireza sempre nos escapa.

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