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Jorge Amado

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

A gambiarra é uma espécie de feira de invenções permanente, informal e monumental, sem árbitros nem juízes, que acontece em todo o território brasileiro.

Alguns sociólogos e economistas bastante competentes pensaram em encorajar a gambiarra com prêmios, medalhas, Legião de Honra ou Ordens de Rio Branco, subvenções do Estado. Outros sonham com as montanhas de dólares que afluiriam aos cofres do Brasil se este conseguisse “patentear” suas gambiarras e exportá-las.

Os puristas e os historiadores da cultura objetam: consagrar a gambiarra e cobri-la de honras significa ofendê-la e pervertê-la, sufocar seu gênio e desviar sua vocação, aprisionando-a e submetendo-a à ordem, já que ela é um desafio à ordem.

Os filósofos adicionam uma voz brasileira, uma voz suave: oficializar a gambiarra, coroá-la com títulos e prêmios, seria subjugá-la e colocar no bom caminho uma conduta cujo poder está no fato de seguir os caminhos tortos.

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Natal em Recife

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

N

Natal em Recife

Natal é uma festa celebrada com barulho e ternura em todo o Brasil. Em 1967, eu fazia uma reportagem sobre as florestas do Nordeste e estava em Recife na véspera do dia de Natal, tinha corrido muito e estava cansado. Era o início da noite.

A Praça de São José estava cheia de homens, de mulheres e de crianças carregando brinquedos ou alimentos.

Meu hotel era distante do centro. Como tinha dores nos pés, nos rins e em todo lugar, decidi tomar um táxi. Essa é uma das comodidades do Brasil. Há muito táxis e são baratos, e os seus motoristas, gentis e falantes. Logo vi um e dei sinal. Ele não parou. Sem dúvida, estava ocupado. Outro táxi estava atrás. Dei sinal. Este segundo táxi me olhou e continuou seu caminho. Estava calor. Sentia-me perseguido. O que fiz de errado nesse mundo? Por que os taxistas não me viam?

Será que passei para o “outro lado do espelho”? Não entendia nada. Será que meu rosto era desagradável? Estava nu? Verifiquei. Estava vestido. Eu era antipático?

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Medium 9788520437759

R

Valdemar P. da Luz, Sylvio Capanema de Souza Editora Manole PDF Criptografado

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Rábula  Expressão usada para designar a antiga figura daquele que, não sendo advogado, obtinha autorização do órgão competente do Poder Judiciário (no período imperial) ou da entidade de classe (inicialmente do Instituto dos Advogados; a partir dos anos 1930, da OAB) para exercer, em primeira instância, a defesa de um acusado em juízo. O mais famoso rábula foi o carioca Evaristo de Moraes, pai de Antônio Evaristo de Moraes Filho, que também viria a brilhar na mesma especialidade na segunda metade do século passado. Mais tarde, Evaristo de Moraes veio a se formar em Direito, o que ocorreu quando já tinha 45 anos de idade.

Ratificar  Confirmar, aprovar, convalidar. Ato pelo qual se convalida um procedimento anterior, pendente de confirmação por outra pessoa, autoridade ou órgão superior. O mesmo que ad referendum. “O Brasil ratificou a Convenção de

Viena de 1969 pelo Decreto n. 7.030, de 14 de dezembro de 2009.” Os atos praticados por quem não tenha mandato, ou o tenha sem poderes suficientes, são ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados, salvo se este os ratificar. Nesse caso, a ratificação há de ser expressa, ou resultar de ato inequívoco, e retroagirá à data do ato (art. 662, CC). O ato anulável

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Medium 9788520428825

U

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

U

UNIÃO EUROPEIA (UE)

Bloco regional europeu instituído pelo Tratado de Maastricht, assinado pelos doze Estados-membros na cidade holandesa de Maastricht em 7 de fevereiro de 1992, que entrou em vigor em 1o de novembro de 1993, após sua ratificação. A União Europeia é formada por 27 Estados-membros. O processo de construção da UE começou com a reunião de seis Estados: Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Em 1973 houve a adesão de Dinamarca, Irlanda e Reino Unido. A Grécia passou a participar em 1981.

Em 1986 ingressaram Espanha e Portugal. Em 1995 foi a vez de Áustria, Finlândia e Suécia. Por fim, em 1o de maio de 2004, incorporaram-se dez novos membros, entre os quais oito países do antigo bloco comunista: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia,

Lituânia, Malta, Polônia e República Checa. Em 2007, Bulgária e

Romênia ingressaram no bloco regional. A Croácia, a República da

Macedônea e a Islândia aguardam com a Turquia a decisão de seu pedido de ingresso. Em 1986, mediante a assinatura do Ato Único

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Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro

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as cavernas do Amazonas, entre os quais provavelmente os grandes sáurios que aparecem na Bíblia, como o Leviatã ou o Melmoth.

Mesmo incompleta, a colheita dos pescadores de Belém, naquela manhã, não deixava de ser imponente. Vi se acumularem nos cais todos esses seres que normalmente encontramos no livro VII das Histórias naturais de Plínio ou no livro XIX das

Noites áticas de Aulu-Gelle, bem como nas descrições da Índia feitas por Ctésias de

Cnido depois de ter passado, no século IV, algumas temporadas na corte de Artaxerxes II, o grande rei da Pérsia. Como não reconhecer os meio-cães que os gregos chamavam de hemikune, os sciapodes que procuram a sombra de seus próprios pés, ou esses magníficos enotocetes que à noite dormem cobrindo-se com suas próprias orelhas?

Na claridade incerta que acompanhava o retorno do dia, creio ter visto até mesmo alguns astomos, que não têm boca; alguns monoftalmos, esses ciclopes, do tipo

Polifemo; e criaturas cujos pés eram invertidos, como os opisthodactyles, o que deve lhes dar muito trabalho quando querem ir para a frente. Um último barco atracou.

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Estação de São Luís

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Estação de São Luís

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Estação de São Luís

Há meio século, fiz uma reportagem sobre o Brasil. Cismei de atravessar os estados do Nordeste de trem. Para conhecer um país, esse meio de locomoção parecia-me mais prático do que o avião. Fiz algumas anotações:

“Saio de São Luís, faço uma parada em Teresina, no interior do Piauí, antes de subir em direção ao litoral até Fortaleza. Dois dias para fazer esse percurso, talvez cinco, e também muitas lembranças: essa grande terra em demolição, o torpor das tardes no ruído das rodas de ferro, as conversas sonolentas com lenhadores e lavradores, e de tempos em tempos uma parada nas pequenas estações modorrentas, e depois o silêncio, como se tivéssemos chegado ao final dos tempos, ao ponto final do tempo.

O problema é que a estação de São Luís é inóspita. Ela não se revela facilmente e, quando a descobrimos, é bem difícil perceber, nessa espécie de abrigo, algo que se assemelhe a uma porta. Em seguida, basta uma espiadela para compreender que essa estação é desconfiada. Não lhe agrada o seu destino. Ela detesta os trens, os mecânicos, os condutores e os viajantes. Detesta as estações. Tem vergonha. Dá as costas para as suas plataformas e seus trilhos, como uma pessoa enraivecida não fala mais com o seu vizinho. Ela dissimula tudo o que pode revelar sua condição de estação: trilhos e guichês, balanças e sinalizações, cartazes turísticos, nada disso é visível. Ela faz de conta que é outra. Se ousasse, colocaria na sala de espera um pouco de grama, um monte de abacaxis, ou então bicicletas ou barcos de pesca para nos fazer pensar que só por distração os trens passam ali.

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Seringueiros

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Seringueiros

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Buscar na linha fina do Horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte,

Os beijos merecidos da Verdade.

No século XIX, as impaciências do sebastianismo encontram um terreno fértil no Brasil. Mas, quando chega ao deserto do Nordeste, o sebastianismo se transforma um pouco e adquire contornos fúnebres. Nesses espaços calcinados, nessas terras sem consolo, os milenaristas empregam uma eloquência mágica.

De tempos em tempos, um personagem percorre a província mártir apresentando-se como o anunciador de Dom Sebastião. Em Flores, em Pernambuco, João

Antônio dos Santos anuncia que Dom Sebastião vai desembarcar. Forma-se uma modesta seita. A Igreja católica a considera suspeita. Um padre é mandado a Flores. João Antônio dos Santos reconhece que seus cálculos estavam errados.

Os habitantes da região não estão contentes. Dom Sebastião estava decidido a fazer seu grande retorno. Já estava ali, bem pertinho. Havia preparado tudo. O

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Babaçu

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Babaçu

A palmeira se sente à vontade no Brasil. Das 3 mil espécies relacionadas no mundo, a América detém 1.140 espécies endêmicas, 420 só no Brasil.

Por muito tempo, ela foi uma desconhecida. Ainda que a Bíblia celebre seus frutos e suas palmas, a Europa não a conhece bem. Catarina de Médici fala sobre ela, pois a viu em Hyères. Achou-a magnífica. Alain Hervé, que conhece tudo sobre a natureza e fala de forma magnífica sobre flores, árvores e palmeiras, ensina-nos em seu livro Le palmier (Actes Sud) que Lineu, o grande taxonomista do século XVIII, conhece apenas quinze palmeiras, entre as quais a tamareira.

“Em 1880”, diz Alain Hervé, “o naturalista alemão Alexander von Humboldt descobre cerca de quarenta espécies, no decorrer de sua expedição pelo Brasil, junto com o francês Aimé Bonpland. Em 1823, Karl Friedrich Philipp von Martius, outro naturalista alemão que viajou pelo Brasil, depois de descrever quinhentas palmeiras em sua Historia naturalis universalis palmarum, recebeu o título de ‘pai das palmeiras’. Ele, além de tocar violino, também os fabricava, gravando em sua madeira esta bela frase: ‘Nas florestas me calei; agora que estou morta, canto’. E também dizia: ‘Entre as palmeiras sempre sinto-me jovem, entre as palmeiras, ressuscito’”.

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Bala, o homem da floresta

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

Bala, o homem da floresta

José Edisto Gonçalves Ribeiro é um homem alto, entusiasmado e com um belo rosto duro. Ele chegou a Machadinho D’Oeste, em Rondônia, há quinze anos. Vinha do litoral, da região da Bahia. Tinha vivido até então como um trabalhador da terra. Recebeu um lote no norte de Rondônia. Levou-me para visitar sua propriedade e a casa que ali construiu. Em pé, de jeans e camiseta, glorioso, mostra-me seu pedaço de terra como um castelão mostra seus domínios, faz admirar seus móveis de época, suas matilhas de cães, seus massacres de cervos, sua árvore genealógica.

Quase não consigo acompanhá-lo quando ele salta sobre os troncos de árvores que abarrotam o solo inclinado; são troncos gigantescos. Há um rio. José colocou uma prancha por cima. Essa prancha não é larga, ela se mexe um pouco e, além do mais, há os jacarés que moram no rio. Ele me espera, encorajando-me e tranquilizando-me. Se tivesse coragem, daria meia-volta, mas não tenho. José é “uma força que vai” e eu vou também.

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Mortos

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

Mortos

Em Machadinho d’Oeste, eu quis ir ao cemitério. Machadinho é uma dessas cidades que o Brasil fabrica a passos largos nas zonas pioneiras: Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Amapá...

Na Europa, somos mais prudentes. Quando desejamos um povoado, procuramos um rio. Construímos uma cabana ao lado e em seguida uma segunda, depois traçamos um caminho para religá-las. Adicionamos a tudo isso um pouco de tempo. Quando se passaram mil anos, temos uma cidade com todos os seus ingredientes – ruas tortas, monumentos e vestígios, depósitos, palácios majestosos, avenidas marginais e cemitérios consternados. O Brasil não respeita esses prazos. É um país ao mesmo tempo lento, pois gosta do sonho e da indolência, e impaciente. É o contrário da Europa: tem muito espaço, mas muito pouco tempo, pois começou seu caminho há apenas quinhentos anos. Por isso, quando precisa de uma cidade, sai correndo. Um engenheiro e um arquiteto chegam com suas plantas, pás, picaretas, operários e manobras, e, três anos depois, a cidade está pronta.

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Vazio

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

V

Vazio

O novo país é imenso. E também despovoado. Hoje, ele é considerado um gigante demográfico, com seu crescimento fulgurante, seus 200 milhões de habitantes, suas cidades gigantescas, mas é uma ilusão. O Brasil é um vasto oceano no qual flutuam algumas ilhas. A quase totalidade das populações se empilha sobre essas ilhotas. Em 1975, a metade dos espaços brasileiros era virgem de homens, contando apenas com um único habitante por quilômetro quadrado.

Gilles Lapouge

Nasceu em Digne-les-Bains, na França, em 1923.

Ele é escritor e jornalista. Vindo para o Brasil em 1951, colabora desde então para o jornal

O Estado de São Paulo, mesmo após retornar à

França, onde mora até hoje. Entre seus livros estão

Équinoxiales, que narra uma jornada solitária no nordeste brasileiro, La Mission des frontières, um épico barroco situado na selva amazônica no século XVII, e outros. Suas obras mais recentes incluem L’Encre du voyageur (que recebeu o prêmio Femina de ensaios) e La Légende de la géographie.

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Saudades

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Saudades

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E aqui estão os ruídos de São Paulo. São ruídos de 1925 ou de 1936, mas eles nunca desapareceram. Eles não mudaram nesses sessenta anos. Continuam ali:

Todos os ruídos

O ronco dos vagões que se esvaziam

O riso das moças a cadência multiplicadados serralheiros sobre os andaimes o som das britadeiras pneumáticas

O zumbido das betoneiras

Todas as detonações e grunhidos de um maquinário

Norte-americano que explode e repercute nessa nuvem infernal de gesso que sempre envolve o centro de São Paulo onde se demole constantemente para reconstruir uma casa por hora ou um arranha-céu por dia e que penetra também o sorriso da moças

io

O Rio de Janeiro, nesse ponto, no entanto, tem uma superioridade em relação a

São Paulo. Foi outro poeta, Mário de Andrade, amigo de Cendrars, quem descobriu. Em São Paulo, ele diz, as mulheres, mesmo nuas, parecem vestidas. No Rio,

é o contrário: mesmo vestidas, parecem estar nuas.

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X

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Xavecar  Agir de forma ilícita ou desonesta; praticar atos fraudulentos.

ou rejeição por pessoas estranhas a seu meio e sua cultura.

Xenofilia  Estima ou simpatia excessiva por cultura, pessoas ou coisas estrangeiras.

Xenófobo  Aquele que tem xenofobia. Quem tem aversão a coisas ou pessoas estrangeiras.

Xenofobia  Aversão a pessoas e coisas estrangeiras.

Sentimento de antipatia, desconfiança, temor

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F

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

F

FEMINISMO

O feminismo como corrente teórica no estudo das Relações Internacionais começa a conquistar relevância com o fim da Guerra

Fria, na década de 1980. Até então os temas de “alta política” dominavam os estudos da área, particularmente aqueles referentes à guerra. Segundo J. Ann Tickner, esses são temas relacionados à experiência dos homens, considerados especialistas em assuntos militares, o que implícita ou explicitamente serve como argumento para a exclusão da participação da mulher nos assuntos internacionais (Tickner,

2003). Com o fim da Segunda Guerra, a agenda de estudos em relações internacionais se amplia e passa a incorporar temas como conflitos étnicos, globalização, democratização, direitos humanos, feminismo, entre outros.

A reavaliação metodológica e ontológica das Relações Internacionais como campo de pesquisa acadêmica, ocorrida sobretudo a partir da década de 1990, representa outro importante fator. Não apenas temas novos foram incorporados à disciplina como também perspectivas metodológicas diversas daquelas tradicionalmente adotadas pelas ciências sociais. Quase sempre de natureza interdisciplinar, esse foi o caso da abordagem feminista, que se utiliza do método hermenêutico, bem como daqueles de cunho histórico e humanístico. Dessa forma, o feminismo encontrou ambiente propício para o questionamento das próprias estruturas sociais, domésticas ou internacionais. Como resultado, o movimento denunciou hierarquias sociais apoiadas sobre a divisão do gênero humano entre homens e mulheres (gênero de sexo).

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Excelência

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Excelência

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Ricardo continua. Ele me dá um pequeno livro, caso eu não me lembre muito bem da Epístola de Timóteo, que de fato é bastante vaga em minha memória. Então leio Timóteo: “Que as mulheres se vistam de uma maneira decente; que sua indumentária, modesta e reservada, não seja feita de cabelos trançados, de ouro, de pedras, de roupas suntuosas, mas sim de boas obras. Durante a instrução, a mulher deve permanecer em silêncio em toda submissão. Eu não permito à mulher ensinar e fazer a lei ao homem. Que ela guarde o silêncio. Adão foi feito primeiro.

Eva em seguida. E não foi Adão que se deixou seduzir, mas Eva”.

Decido não contradizer Ricardo, São Paulo e Timóteo. A rigor, eu gostaria de atacar, mas é preciso atacar um por um, como fazia Horácio contra os Curiácios.

Se devo lutar contra os três ao mesmo tempo, eles se apoiarão, serão fortes demais para mim e serei esquartejado. Além do mais, Ricardo me tranquiliza. Essa história acaba bem, uma vez que a mulher, a despeito de tantas imundícies acumuladas em seu corpo e em sua alma, “será salva ao se tornar mãe”. Sueli concorda. Creio que Ricardo deixou a Assembleia de Deus por causa do status da mulher. De fato, a Assembleia de Deus é um pouco moderna. As mulheres têm o direito de falar. O

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