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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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BALANÇA DE PODER

Ver Equilíbrio de poder.

BRETTON WOODS

A Conferência Econômica de Bretton Woods, ao lado das conferências políticas de Teerã (1943), Yalta (1945) e Potsdam (1945), foi uma das mais importantes havidas durante a Segunda Guerra Mundial. Realizada entre 1 e 22 de julho de 1944, num hotel da pequena cidade norte-americana de Bretton Woods, em New Hampshire, a conferência reuniu representantes de 44 países, inclusive da antiga

União Soviética, com a finalidade de criar as instituições que formariam os pilares da nova ordem econômica internacional do pós-guerra e estabelecer seus princípios.

Os Estados Unidos eram um dos países mais interessados no

êxito da conferência. Para o governo de Franklin Roosevelt era absolutamente necessário que ao término da guerra a nova arquitetura econômico-financeira internacional estivesse concluída. Essa arquitetura constituía condição fundamental para a inserção do Estado norte-americano no novo sistema internacional.

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Menina da sombrinha

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Menina da sombrinha

Viajei quase a noite toda e o ônibus me deixou na estação rodoviária de Natal.

Também chamada de “a Cidade dos Reis Magos” e “a Cidade do Sol”. Ela desempenhou um papel na história da aviação, mas eu estava cansado. À tarde, tinha um encontro com o grande folclorista Luís da Câmara Cascudo. Tudo o que desejava era dormir.

Eram quatro horas da manhã, sem dúvida. E eu não iria alugar um quarto de hotel só por algumas horas. Procurei uma praia. E encontrei uma. Ela estava pálida. Ao largo, podia-se ver uma longa linha branca. Essa linha fazia barulho e espuma. É ali que as vagas do oceano se quebram. Eu disse a mim mesmo que iria esperar tranquilamente, em minha areia, que o Sol se levantasse, e pensei em Adão quando percebeu que havia nascido e que havia ondas, espuma, ervas, areia e coqueiros.

Adormeci. Quando despertei, alguns jovens jogavam futebol. Eles gritavam. A manhã já estava bem avançada. A areia brilhava por causa do Sol, mas eu não entendia o que estava acontecendo, pois estava à sombra. Levantei os olhos e vi que havia uma sombrinha acima da minha cabeça. Procurei de onde vinha aquela sombrinha e percebi uma garotinha negra, muito linda. Ela tinha uns seis ou oito anos, apenas.

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Boto cor-de-rosa

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

Boto cor-de-rosa

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na um estoque gigante no qual se empilham riquezas vindas do mundo todo. Os três mil miseráveis de Manaus dos anos 1600 são substituídos por um milhão de negociantes, merceeiros, controladores, mercadores, mas essa atividade desvairada permanece um pouco artificial. Manaus não desapareceu, está novamente ganhando dólares. No entanto, onde foi parar aquela linda cidade louca da Louca Época?

E o que foi feito de seus sonhos?

Boto cor-de-rosa

Os golfinhos são mamíferos do mar, cetáceos carnívoros cuja cabeça se prolonga por uma espécie de bico. Eles gostam dos homens e das marcas que os barcos deixam na água. Alguns ebanistas dos séculos passados esculpiram “braços de poltronas em forma de golfinhos”. No Brasil, conhecemos os golfinhos rosa. Os cientistas os nomeiam Inia geoffrensis. Os habitantes os chamam de botos.

O boto, mamífero da ordem dos odontocetáceos, nada nos rios da Amazônia.

O que não lhe falta é perseverança, pois, originalmente, como todos os golfinhos do mundo, ele só poderia subsistir nas águas salgadas. Todavia, os mares e os continentes ainda não se tinham fixado e, no mioceno, isto é, entre 24 e 5 milhões de anos antes de nossa era, a Amazônia foi inundada pela água do mar em alguns períodos. Alguns grupos de golfinhos se perderam na Bacia Amazônica. Então, após alguns outros movimentos geológicos, a água do mar se retirou da Bacia Amazônica e os golfinhos se surpreenderam quando constataram que sua água era doce.

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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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ALCA

A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) teve como ponto de partida a Primeira Cúpula das Américas, realizada em Miami em dezembro de 1994. Junto com o anfitrião do encontro, o então presidente norte-americano Bill Clinton, 33 chefes de Estado e de governo da região, entre eles o presidente do Brasil à época, Itamar Franco, e o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso, decidiram criar uma área livre de barreiras ao comércio e ao investimento, da qual está excluída a ilha de Cuba, por não ser considerada pelos demais um país democrático. Esses líderes assumiram o compromisso de concluir as negociações até o fim do ano de 2005. As negociações, porém, não foram concluídas. Havendo sido iniciadas numa conjuntura internacional em que as teses neoliberais preponderaram em toda a região, as negociações foram interrompidas quando governos nacionalistas de esquerda foram sendo eleitos no subcontinente sul-americano nos primeiros anos da primeira década, sendo que alguns desses governos assumiram posições marcadamente antinorte-americana, o que impossibilitou qualquer avanço no sentido de criação da área de livre comércio.

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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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HEGEMONIA

A palavra hegemonia é originária do termo grego hegemonía, que significa direção suprema, ou poder absoluto, que os chefes dos exércitos, chamados hegemónes, exerciam na Grécia antiga. A origem primeira do conceito de hegemonia está assentada, portanto, na ideia de imposição da vontade por intermédio da força armada.

No âmbito das relações internacionais contemporâneas, o emprego do termo está relacionado à imposição de poder preponderante de um Estado e de seus interesses sobre sistemas internacionais regionais ou globais. Isso se dá por meio de instrumentos de influência, controle, primazia, liderança, intimidação e/ou prestígio. Como resultado, o poder hegemônico impõe arranjos e regras às relações político-econômicas de forma a garantir a distribuição de bens coletivos do sistema internacional de acordo com seus interesses e, consequentemente, a ordem internacional. Não há aqui, portanto, o recurso direto ao militarismo, muito embora a superioridade bélica e econômica seja pré-requisito essencial para o exercício factual da hegemonia. A relação direta entre hegemonia e poder internacional não pode, naturalmente, ser descartada.

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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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ECONOMIA POLÍTICA INTERNACIONAL

O estudo da relação entre política e economia começou a ganhar espaço a partir da década de 1970, quando assuntos econômicos passaram a ter prevalência crescente no estudo das relações internacionais, ao lado de temas tradicionais como segurança e política internacional. A economia política internacional (EPI) trata prioritariamente das relações financeiras e de comércio entre os Estados, das relações entre o Estado e o mercado, bem como dos arranjos políticos necessários para o sucesso de iniciativas de cooperação, com vistas à criação e à manutenção de instituições destinadas à regulação da economia internacional (regimes internacionais). Temas pertinentes à EPI são as relações econômicas entre os países do norte, o abismo econômico entre os países do norte e os do sul, as formas de imperialismo político-econômico, o papel dos atores não governamentais no sistema econômico internacional, a assistência financeira internacional, os investimentos externos, o débito internacional e os processos de integração regional, entre outros. Dentre as teorias e os conceitos consagrados no campo da EPI estão a noção de bens coletivos e sua problemática para a obtenção da cooperação internacional, a teoria de estabilidade hegemônica e a teoria da dependência.

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Pombos de Sorocaba

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

de excrementos”. James Agee tem razão. Deveria ter trazido os pés de mandioca ao jornal, mas e o redator-chefe, o que teria dito?

Pombos de Sorocaba

Sorocaba é uma cidade de 600 mil habitantes, e está situada ao sul do Estado de São

Paulo. Ela mereceu no século XIX o apelido de “Manchester do Brasil”, pois dispunha de uma próspera indústria têxtil.

Em 26 de março de 2010, a Polícia Civil de Sorocaba avistou um pombo pousado sobre uma árvore. Ele era muito estranho. Carregava uma pequena sacola. Os policiais se espantaram. Pegaram a sacola e a abriram. E nela encontraram as peças de um telefone celular. Decidiram então vigiar todos os pombos do setor. Vários se dirigiam para a penitenciária de Sorocaba. Dois deles foram capturados “em flagrante delito”.

Os pombos carregavam apenas peças soltas. Transportar um celular inteiro estaria além de suas forças e chamaria a atenção dos poderes públicos sobre o curioso artifício. Os cérebros da operação distribuíam então as minúsculas peças do telefone em várias pequenas sacolas entregues a diferentes pombos. Os detentos tinham a função de reconstruir o quebra-cabeças. O profissionalismo dos organizadores desse comércio, a agilidade dos pombos, o talento dos prisioneiros que, do fundo de suas celas, ajustavam os elementos trazidos pelos pombos agradou muito ao público brasileiro. Desde então, os pombos de Sorocaba fazem parte da “lenda” das prisões brasileiras.

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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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REALISMO

O realismo tem sido o paradigma dominante nos estudos de Relações Internacionais desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar das críticas que tem sofrido, o paradigma realista tem resistido e procurado renovar-se, por isso continua a exercer o papel de espinha dorsal das Relações Internacionais. O realismo deve seu grande prestígio de instrumental analítico convincente ao uso que dele fazem tanto os acadêmicos como os operadores de política internacional.

Os realistas afirmam que essa corrente não só é o paradigma mais habilitado a desvendar a verdade das relações internacionais como também é o mais antigo. Suas origens intelectuais são remotas. Considera-se que a História da Guerra do Peloponeso, escrita pelo grego Tucídides no século V a.C., seja a mais antiga análise realista. Ao argumentar em favor da tese segundo a qual a guerra entre atenienses e espartanos

(431-404 a.C.) aconteceu como inevitável consequência do desequilíbrio havido nas relações de poder entre as duas importantes cidades-Estado da Grécia, Tucídides teria lançado as bases teóricas que até os dias de hoje continuam a sustentar as análises realistas das relações internacionais. Essa tradição teórica inaugurada por Tucídides de centrar a análise das relações internacionais nas causas da guerra e nas condições de estabilidade da ordem internacional foi conservada ao longo do tempo pelas reflexões de intelectuais como Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, Hegel, Max Weber e Carl Schmitt.

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Imensidões

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

Imensidões

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Ele retornou. Eu o conheci um pouco durante dois ou três anos. Era pretensioso e douto, sua bela cabeça assíria sempre um pouco para trás, como se visse do alto as coisas deste mundo. Eu gostava dele.

Imensidões

O Brasil é muito grande. E não lamenta o fato. Aproveita-se e acha que isso não é ruim. Ele é quinze vezes maior do que a França e 10 mil vezes maior do que Luxemburgo; cobre a metade da América do Sul, abriga uma floresta tão grande quanto o céu e um rio igual a um oceano; é limitado por 11 mil quilômetros de fronteiras e tem 6 mil quilômetros de costa atlântica. É grande demais para o nosso olhar.

É cheio de distâncias. Nosso olhar não cobre todas essas vastidões. De tanto ser sem limites, torna-se clandestino. Se você quiser ver o rio Amazonas, o rio Pará, as savanas do Pantanal ou o sertão do Nordeste, o melhor é sobrevoar essas imensidões de avião ou então consultar as fotos enviadas pelos satélites.

É um país exagerado, onde tudo é excessivo. As paisagens, as cores, os sons, os terrores. Tudo é mais brilhante, assustador, confuso e majestoso; tudo é mais vazio ou mais fervilhante do que em outro lugar. As noites são mais negras do que a noite. Os nenúfares do Amapá ou de Bragantina são grandes como barcos. As azaleias japonesas, quando transportadas para o Brasil, se entusiasmam. Formam cercas-vivas semelhantes a balões coloridos de dois metros de diâmetro.

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Valdemar P. da Luz, Sylvio Capanema de Souza Editora Manole PDF Criptografado

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Pacto adjeto  Contrato acessório (fiança) ou cláusula acessória de contrato (preferência, retrovenda, penhor, hipoteca).

Pacto antenupcial  Acordo feito por escritura pública antes das núpcias pelos contraentes que dispõe sobre o regime de bens que vigorará durante o casamento. Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, em relação aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão parcial (art. 1.640, CC). É nulo o pacto antenupcial que não for feito por escritura pública, e será ineficaz se a ele não seguir o casamento (art. 1.653, CC).

CC: “Art. 1.640. Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão parcial. Parágrafo único. Poderão os nubentes, no processo de habilitação, optar por qualquer dos regimes que este Código regula. Quanto à forma, reduzir-se-á a termo a opção pela comunhão parcial, fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública, nas demais escolhas.

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Paulmier de Gonneville

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

de 2007, a Convenção sobre as espécies ameaçadas, em Haia, decidiu proteger os elefantes de Botsuana, alguns corais e a Caesalpinia echinata (pau-brasil).

Em relação aos elefantes, a França aprovou. Em contrapartida, lamentou que a

Convenção tomasse medidas em favor do pau-brasil. É que ele não limita seus talentos somente à tintura. Também interessa à música. De todas as árvores da terra, o pau-brasil é aquele com o qual são moldados os melhores arcos de violino. Algumas centenas de empresas, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na China, no

Brasil e principalmente na França, fazem arcos de alto nível.

Desde o século XVII, as virtudes musicais dessa madeira são reconhecidas, mas pouco utilizadas. Recorre-se, para moldar os arcos, ou às madeiras domésticas – teixo, freixo ou lariço –, ou a uma madeira da Guiana, a muirapinima, uma madeira tão densa que afunda na água. No final do século XVIII, os artesãos utilizam cada vez mais o pau-brasil. Por volta de 1860, os irmãos Tourte percebem as virtudes dele.

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Abaixo-assinado  Documento com características de requerimento ou petição, subscrito por um número ilimitado de pessoas, pelo qual se reivindica um direito ou determinada providência, endereçado à pessoa ou autoridade que possui competência para decidir.

Abalroamento  Choque entre veículos terrestres.

Colisão entre aeronaves, no ar ou em manobras terrestres. Colisão de embarcações em movimento ou com uma delas estacionada. O causador do abalroamento ou da colisão pode ser responsabilizado a indenizar por meio de ação própria (v. Ação de reparação de danos).

Abalroamento de aeronaves  Colisão entre duas ou mais aeronaves, em voo ou em manobra na superfície. Consideram-se provenientes de abalroa­ mento os danos produzidos pela colisão de duas ou mais aeronaves, em voo ou em manobra na superfície, e os produzidos às pessoas ou coisas a bordo por outra aeronave em voo (art. 273,

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Rio Amazonas

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Rio Amazonas

O Amazonas é um abismo. E não compreendemos isso imediatamente. Ele é tão azul, tão calmo. E como vai até o horizonte, é difícil percebê-lo. Ele é tão maior do que o nosso olhar. Move-se tão pouco, tremula e desliza. Isso lá é um rio? Talvez um mar, um mar cintilante ou cinza, ou quem sabe um lago com as dimensões do mundo. Um planeta. Um planeta azul e que brilha. A terra desapareceu.

Foi substituída pela água.

Acabei encontrando esse imenso rio em Belém. Em suas margens, a prefeitura colocou pequenos bancos. Os aposentados e os apaixonados ali se encontram à noite, como nas canções de Brassens e como fazemos às margens do Bléone em

Digne, quando terminamos de jogar bocha. Eles se parecem com esses aposentados de Angers ou de Amiens. Eles se entendem, flertam, contemplam as nuvens e nada é mais exótico do que um Amazonas, nada é mais rotineiro. Muita água e uma água tranquila, assim é o rio que carrega o nome mais romântico do mundo.

Ainda bem que existem os guias de viagem. Eles adoram o Amazonas. E nos prometem, em suas margens ou ao longo de seus afluentes, emoções e momentos magníficos. E sempre mandam dar uma volta pelo mercado de peixes de Belém do Pará. Esse mercado de peixes é uma mania, uma ideia fixa. Você pode até escolher um guia de outra cor, ler um guia azul ou um guia vermelho, um verde ou um amarelo, todos têm a mesma opinião. Falam em uníssono. Acho que um

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Valdemar P. da Luz, Sylvio Capanema de Souza Editora Manole PDF Criptografado

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Dação em pagamento  Acordo realizado com o objetivo de extinguir uma obrigação pelo qual o credor recebe coisa que não seja dinheiro em substituição da prestação que lhe era devida (arts.

356 a 359, CC).

CC: “Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regular-se-ão pelas normas do contrato de compra e venda. Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento, a transferência importará em cessão.

Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros”.

uuVeja

■■Dação em pagamento. Origem. Recebimento de coisa distinta

da anteriormente avençada. Acordo entre credor e devedor. [...]

II. A origem do instituto da dação em pagamento (datio in solutum ou pro soluto) traduz a ideia de acordo, realizado entre o credor e o devedor, cujo caráter é liberar a obrigação, em que o credor consente na entrega de coisa diversa da avençada, nos termos do que dispõe o art. 356, do CC; III. Para configuração da dação em pagamento, exige-se uma obrigação previamente criada; um acordo posterior, em que o credor concorda em aceitar coisa diversa daquela anteriormente contratada e, por fim, a entrega da coisa distinta com a finalidade de extinguir a obrigação; IV. A exigência de anuência expressa do credor, para fins de dação em pagamento, traduz, ultima ratio, garantia de segurança jurídica para os envolvidos no negócio jurídico, porque, de um lado, dá ao credor a possibilidade de avaliar a conveniência, ou não, de receber bem diverso do que originalmente contratado. E, por outro lado, assegura ao devedor, mediante recibo, nos termos do que dispõe o art. 320 do CC, a quitação da dívida; [...] VI. Recurso especial improvido. (STJ, REsp n. 1.138.993/SP, 3ª T., rel. Min.

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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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UNIÃO EUROPEIA (UE)

Bloco regional europeu instituído pelo Tratado de Maastricht, assinado pelos doze Estados-membros na cidade holandesa de Maastricht em 7 de fevereiro de 1992, que entrou em vigor em 1o de novembro de 1993, após sua ratificação. A União Europeia é formada por 27 Estados-membros. O processo de construção da UE começou com a reunião de seis Estados: Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Em 1973 houve a adesão de Dinamarca, Irlanda e Reino Unido. A Grécia passou a participar em 1981.

Em 1986 ingressaram Espanha e Portugal. Em 1995 foi a vez de Áustria, Finlândia e Suécia. Por fim, em 1o de maio de 2004, incorporaram-se dez novos membros, entre os quais oito países do antigo bloco comunista: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia,

Lituânia, Malta, Polônia e República Checa. Em 2007, Bulgária e

Romênia ingressaram no bloco regional. A Croácia, a República da

Macedônea e a Islândia aguardam com a Turquia a decisão de seu pedido de ingresso. Em 1986, mediante a assinatura do Ato Único

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