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Medium 9788520430460

7. Pensamento complexo e interdisciplinaridade: abertura para mudança de paradigma?

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

7

Pensamento complexo e interdisciplinaridade: abertura para mudança de paradigma?1

Patrick Paul | �Médico, Centre International de Recherches et Études Transdisciplinaires

Em busca de sua credibilidade científica, as pesquisas se constroem sobre o reducionismo metodológico classicamente vigente. No entanto, a racionali‑ dade que valoriza a objetividade crítica com frequência se encontra em maus lençóis assim que se questiona a multiplicidade dos fatores suscetíveis de in‑ terferir no seio das áreas circunscritas pelos diversos campos disciplinares ou, mais ainda, nas margens de suas áreas. Ocorre o mesmo quando se deve levar em conta a singularidade dos sujeitos ou das populações. À complexidade dos fatores naturais em interação nas ciências humanas se adiciona, particular‑ mente, uma organização social construída sobre um conjunto de hierarquias imbricadas. A isso se soma, sem dúvida, a realidade psicológica dos sujeitos, cuja inteireza sempre nos escapa.

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Medium 9788520438930

16. Práticas interdisciplinares no campo das ciências ambientais

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

16

Práticas interdisciplinares no campo das ciências ambientais

Maria do Carmo Sobral, Engenheira civil, UFPE

Carlos Alberto Cioce Sampaio, Administrador, PUC-PR

Valdir Fernandes, Cientista social, UP e Isae

Arlindo Philippi Jr, Engenheiro civil e sanitarista, USP

Introdução

O desenvolvimento da ciência sempre foi impulsionado pelos grandes problemas da humanidade, sobretudo aqueles relacionados à natureza. O surgimento das ciências ambientais não difere dessa dinâmica. Elas surgem como resposta ao reconhecimento das questões ambientais, especialmente a partir da década de 1960. São questões que têm relação com a disponibilidade de recursos para sustentar o ritmo e o estilo de desenvolvimento adotado a partir da Revolução Industrial; relacionadas à poluição, nas suas várias formas, da água, do ar e do solo; problemas vinculados ao uso e à ocupação do solo, principalmente aqueles concernentes aos processos de urbanização; relativas à qualidade de vida das pessoas, envolvendo questões de saúde, mobilidade, alimentação, saneamento, entre outros.

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Medium 9788520438930

24. Interdisciplinaridade como ferramenta de inclusão em ambiente de aprendizagem

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

24

Interdisciplinaridade como ferramenta de inclusão em ambiente de aprendizagem

Silvia Quevedo, Jornalista, UFSC

Tarcísio Vanzin, Arquiteto, UFSC

Vania Ribas Ulbricht, Matemática, UFSC

Introdução

Este capítulo relata o exercício da interdisciplinaridade na construção do

Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) WebGD Acessível, voltado ao atendimento de jovens e adultos com deficiência sensorial nos estudos de Geometria Descritiva (GD). Realizado desde 2009 com apoio da Capes e do

CNPq, o projeto reúne cerca de 20 pesquisadores ligados majoritariamente ao Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPEGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É um projeto inédito no Brasil, construído para atender alunos sob o prisma da inclusão. Por meio dele, cegos, surdos, pessoas com baixa visão e audição poderão adquirir competências para aprender compartilhando conhecimento junto aos colegas sem deficiência. Todos no mesmo ambiente virtual.

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Medium 9788520439883

4. Guia para implementação da certificação florestal na indústria

ALVES, Ricardo Ribeiro; JACOVINE, Laércio Antônio Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

4

Guia para implementação da certificação florestal na indústria

Introdução

Para obtenção da certificação de cadeia de custódia, uma das modalidades da certificação florestal, a indústria deve seguir e atender aos requisitos das normas FSC Standard for Chain of Custody Certification. Esse documento contém os requisitos aplicáveis a uma organização que busca esse tipo de certificação e seu atendimento é condição indispensável, caso opte pelo sistema de certificação FSC.

O presente “guia” foi elaborado com base em experiência prática em certificação de cadeia de custódia e também em consulta aos seguintes documentos:

“Standard for Company Evaluation of FSC Controlled Wood – FSC‑STD‑40‑005”

(Version 2‑1) – versão em inglês (FSC Standard, 2006).

“Addendum to FSC Standard – FSC‑STD‑40‑004 – FSC Product Classification –

FSC‑STD‑40‑004a” (Version 1‑0) – versão em inglês (FSC Standard, 2007a).

“Addendum to FSC Standard – FSC‑STD‑40‑004 – FSC Species Terminology –

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Medium 9788520429372

14. Hospitalidade e acessibilidade

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

14 Hospitalidade e acessibilidade

Diva de Mello Rossini

Introdução

As conquistas da ciência promoveram um significativo aumento da qualidade de vida da população mundial. Dessa forma, proporcionam maior longevidade para o homem, de modo que a expectativa de vida, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

2005, ultrapassa os 65 anos de idade. Boia (2000) verificou em seus es‑ tudos que a existência saudável e duradoura está muito mais relacionada com a qualidade do cotidiano das pessoas do que com a herança genética.

As atividades de lazer que estimulam a criatividade, a sensibilidade e o autoconhecimento também geram melhorias nas condições de vida, tan‑ to nos aspectos físicos quanto psíquicos da pessoa idosa (Fromer e Vieira,

2003). A aposentadoria deixa de ser um momento de recolhimento para transformar‑se em um período de atividades e comportamentos de uma vida ativa e plena de juventude (Rodrigues, 2003).

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Medium 9788578682002

O poder e a ordem

CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio Editora Manole PDF Criptografado

Com versões diferentes, o princípio conceitual definido nas peças constitucionais das democracias capitalistas resume-se ao conteúdo da frase: “Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”. De concepção utópica, se não ingênua, esse postulado democrático já tão corroído não traduz a realidade. Presta-se a ocultar, da opinião pública, o embuste que representa. Com efeito, nenhum poder emana verdadeiramente do povo. Para tanto, o livre pensar seria requisito insubstituível, condição que não ocorre em nenhuma sociedade. Até porque, segundo o filósofo alemão Ernst Bloch conceitua em seu livro The principle of hope (O princípio esperança), pensar é, antes de tudo, transgredir, postura que o regramento impositivo jamais aceitaria como prática difundida entre as pessoas. Ademais, a estrutura de poder é criada habitualmente em função dos interesses da minoria endinheirada, da classe rica, jamais das necessidades da maioria espoliada, mantida inculta e dependente. Logo, o poder emana diretamente dos grupos privilegiados da sociedade, das instâncias que controlam a economia e detêm, em suas mãos, a maior parte da riqueza dos países a que pertencem.

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Medium 9788520429372

3. Tendências e motivações turísticas

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

3 Tendências e motivações turísticas

Marlene Huebes Novaes

Introdução

Estudos demográficos demonstram uma tendência de aumento da po‑ pulação idosa. Em 1999, estimava‑se que a população idosa mundial repre‑ sentava cerca de 600 milhões de indivíduos. Para 2050, a ONU projeta a existência de 2 bilhões de pessoas nessa faixa etária, o que mostra um nítido crescimento desse segmento da população (ONU e OMT, 2000). Destas, 335 milhões (60%) vivem nos países em desenvolvimento, países estes que terão a mais alta porcentagem do crescimento do número de idosos até 2050.

De acordo com a Divisão da População da ONU, estima‑se que a popu‑ lação com 60 anos ou mais atinja, na América Latina e Caribe, 180 milhões em 2050, representando uma elevação do percentual sobre a população to‑ tal de 8% para 22%; a quantidade de pessoas com 80 anos ou mais também terá significativo crescimento, passando a representar 18% do total com mais de 60 anos. No que se refere ao Brasil, Paschoal (1999) afirma que a concepção ainda vigente para muitos é que ele é um país de jovens, asso‑ ciando‑se o envelhecimento populacional aos países desenvolvidos da Eu‑ ropa e da América do Norte, o que não representa a realidade existente.

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Medium 9788578681074

2. RESÍDUOS SÓLIDOS, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E QUALIDADE DE VIDA

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

2

Mônica Yukie Kuwahara

RESÍDUOS

SÓLIDOS,

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

E QUALIDADE

DE VIDA

INTRODUÇÃO

O aumento da população associado à intensa urbanização e

à crescente utilização de materiais não recicláveis no processo produtivo tem transformado a questão do lixo urbano em um dos grandes desafios ambientais contemporâneos. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e

Resíduos Especiais (Abrelpe)1, de 2011, a geração total de resíduos sólidos urbanos (RSU) em 2010 aumentou 6,8% em relação a 2009, embora o aumento per capita tenha sido inferior, de 5,3%

(378,4 kg/habitante/ano de 2010). Mesmo com um aumento de

6,3% na coleta per capita (336,6 kg/habitante/ano), o confronto entre dados de geração e coleta indicam que, no Brasil, 6,7 milhões de toneladas de RSU deixaram de ser coletados no ano de

2010, tendo, portanto, um destino impróprio.

A produção de resíduos existe desde os primeiros ajuntamentos humanos, tornando o lixo “indissociável das atividades desenvolvidas pelo homem, tanto no tempo quanto no espaço” (Waldman,

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Medium 9788520430514

1. Alertas e conceitos iniciais

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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capítulo 1

alertas e conceitos iniciais

1.1 Leituras com tropeços

O leitor do livro Dialektik der Aufklärung deve evitar certos direcionamentos. Primeiro: a tentação de buscar, nesse livro, informações sobre a sociedade, como se tivesse em mãos uma obra de sociologia, uma espécie de coroamento da teoria social iniciada por Marx,

Durkheim e Weber. Segundo: a impressão de que está diante de um produto neomarxista, ou seja, uma forma de renovação e ampliação do pensamento de Marx e Engels, dedicado a avaliar fenômenos da cultura de massas, não vividos pelos fundadores do marxismo.

Essas expectativas, um tanto grosseiras, às vezes fazem que o leitor não apenas não compreenda o livro, mas realmente perca a chance definitiva de entrar no mundo dos filósofos da Escola de Frankfurt. Não é frutífero acreditar que o capítulo sobre a “indústria cultural” é o centro do livro, ou o que há de melhor nele.

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28. Primórdios da Área Multidisciplinar da Capes e suas influências na Pós-Graduação e na Graduação

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

28

Primórdios da Área Multidisciplinar da Capes e suas influências na Pós-Graduação e na Graduação

Luiz Bevilacqua| Engenheiro civil, UFRJ

H

onrado com o convite e convencido de que preservar a história é essencial para a formação da nossa cultura e da nossa tradição, aceitei fazer este breve relato sobre a criação do Comitê Multidisciplinar da Capes, embo‑ ra seja limitado em tempo, pelas múltiplas tarefas que costumo assumir, e em desembaraço nesse tipo de relato pela falta de treinamento apropriado. Mas como parte do grupo que fecha o primeiro ciclo da criação sistemática e insti‑ tucionalizada da pós‑graduação no Brasil e, portanto, a quem cabe agora lançar a semente da tradição, não posso deixar de registrar alguns dos fatos que podem ser úteis para os que agora têm o encargo de levar adiante uma das iniciativas mais importantes e delicadas na história da pós‑graduação no Brasil.

Perdoem‑me o estilo, a forma e a ausência de moldura literária que pode‑ riam deixar o texto mais elegante e a leitura mais agradável. Creio que a falta de consulta a registros e documentos possa ser compensada pela participação viva e ativa no processo de implantação do Comitê Multidisciplinar. Em al‑ guns aspectos até mais que compensada, pois existem fatos que não têm registro formal e fazem parte de uma tradição não escrita, que dificilmente

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Medium 9788578682002

Conclusão

CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio Editora Manole PDF Criptografado

Como afirma o pesquisador francês Georges Vignaux

(1940-), em seu livro Les imbéciles ont pris le pouvoir, ils iront jusqu’au bout (Os imbecis tomaram o poder, irão até o fim):

É sempre necessária uma crise para a tomada de consciência no sentido de que é indispensável mudar nossas maneiras de considerar as coisas e de viver juntos. Não sabemos evoluir de outra forma que não seja por meio de catástrofes, e deste ponto de vista, a catástrofe é entendida como salutar. Múltiplos sinais anunciam essa catástrofe. Não sabemos lê-los nem interpretá-los. No entanto, a falta de vigor generalizada, o dinheiro que faz a lei, a televisão que faz as opiniões, o desemprego maciço dos jovens, os aposentados no abandono, a multiplicação dos pobres estão aí: tantas catástrofes já ocorridas, as quais nos prometem remediar sem jamais o fazerem, porque os imbecis vivem felizes no mundo que dominam. Isso não pode durar: uma revolução é inelutável. Cabe a cada um tomar seu destino em mãos, tomando inicialmente consciência das coisas.

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Medium 9788520416808

25. Quine e os dogmas do empirismo

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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25

Quine e os dogmas do empirismo

Q

uine é o mais importante filósofo analítico do século xx pós-Segunda Guerra Mundial. Mas não exatamente pela sua denúncia do “mito do museu”, algo que, como foi dito,Wittgenstein

(em sua fase posterior, quando ele passou a contestar seu próprio livro, o pis) e John Dewey também expressam, com outras palavras, mas sobretudo pelas pesquisas que se abrem a partir do texto

Two Dogmas of Empiricism. Em tal artigo, Quine fere de morte não apenas a filosofia da mente adotada pelos positivistas lógicos, mas atinge o órgão vital destes, isto é, as distinções entre proposições que os homens do Círculo de Viena elaboram a partir de

Hume e, concomitantemente, a tarefa reducionista desses filósofos.

Quais são os “dogmas do empirismo” e quais as conclusões que Quine coloca contra eles?

Segundo Quine, no artigo referido acima, o primeiro dogma do positivismo lógico ou empirismo lógico advém de ele tentar reduzir cada proposição sintética a sentenças protocolares e, a partir disso, estabelecer a correlação de proposições básicas com as então mais básicas ainda, e não com as experiências não passíveis de revisão, vindas dos sentidos a respeito de dados brutos.

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12. Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

12 Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

Edna Mello de Liz

Fernanda de Magalhães Trindade

Rodrigo Hakira Minohara

Rudinei Scaranto Dazzi

Introdução

O município de Balneário Camboriú é um dos destinos mais visitados pelos turistas da terceira idade durante a baixa temporada. Os meses de mar‑

ço, abril e maio são considerados os meses da felicidade pela Secretaria de

Turismo, pois são os meses em que os idosos mais visitam a cidade.

Esse público tem crescido muito nas últimas décadas, devido ao au‑ mento da longevidade, avanços da medicina, através da descoberta e pre‑ venção das doenças e de equipamentos de ponta para cirurgias, com a tecnologia da indústria desenvolvendo medicamentos de última geração.

Com todos esses fatores, a expectativa de vida aumentou, e com ela for‑ mou‑se um novo mercado de pessoas com mais de 60 anos, com tempo livre, permitindo um incremento substancial à atividade turística.

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3. INTRODUÇÃO À LEI DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

3

Wladimir António Ribeiro

INTRODUÇÃO

À LEI DA

POLÍTICA

NACIONAL DE

RESÍDUOS

SÓLIDOS

INTRODUÇÃO

Desde 2003, na qualidade de consultor do Governo Federal, tenho tido uma atuação intensa e direta na construção de três diplomas legislativos federais que possuem forte identidade entre si: a Lei de Consórcios Públicos, a Lei Nacional de Saneamento

Básico (LNSB) e a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos

(PNRS). O trabalho foi quase insano, envolvendo intermináveis negociações e o enfrentamento de questões jurídicas muito específicas que, muitas vezes, não tinham ainda recebido a atenção da doutrina nacional, ou, então, para as quais a doutrina estrangeira não auxiliava, pois era voltada a realidades políticas, econômicas e sociais muito diferentes da brasileira.

Contudo, apesar de custoso, o trabalho produziu frutos. A contínua constituição de consórcios públicos, a realidade dos planos de saneamento básico e de resíduos sólidos, a instituição de reguladores na área do saneamento básico e a utilização maciça do contrato de programa testemunham o sucesso dos esforços de produzir consensos e a ousadia de construir institutos jurídicos novos em um ambiente tão conservador como o Direito Público. E vale ressaltar a rapidez com que essas mudanças ocorreram.

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22. A filosofia analítica e o trabalho de Bertrand Russell

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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22

A filosofia analítica e o trabalho de

Bertrand Russell

A

defesa da tese de Frege, de que toda a aritmética é um campo com uma base à qual ela poderia ser reduzida e que tal base é meramente constituída de princípios da lógica, encontra em

Bertrand Russell (1872-1970) um grande entusiasta. Mas Russell não se limita a um trabalho em lógica com derivações para a filosofia. Ao contrário, ele acredita que pode redefinir a filosofia a partir de sua confiança na lógica e na ciência. Sua idéia é a de que “a ciência é inocente até que se prove o contrário, ao passo que a filosofia é culpada a menos que se prove sua inocência”.

Suas conclusões em filosofia se alteram sucessivamente, de livro em livro, cobrindo uma produção vastíssima. Todavia, a idéia de que a filosofia é filosofia analítica, e não valeria a pena se fosse outra coisa, é sempre mantida.

Russell acredita que construções filosóficas não são inúteis, são apenas parte do trabalho filosófico. O autêntico trabalho filosófico, para ele, é o de criticar e clarear noções que, não raro, geram as chamadas discussões filosóficas – metafísicas – não por conta de serem noções autenticamente polêmicas, e sim porque são noções vagas, que não estão no mesmo nível de exatidão das noções com as quais trabalha a ciência. Seu trabalho a respeito da

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