193 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520430460

33. Análise e perspectivas de Programas de Pós-Graduação Multi e Interdisciplinares

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

33

Análise e perspectivas de programas de pós-graduação multi e interdisciplinares

Roberto Carlos dos Santos Pacheco| �Engenheiro civil, EGC- UFSC

Valdir Fernandes| Sociólogo, Unifae

Arlindo Philippi Jr.| Engenheiro civil e sanitarista, FSP-USP

Antônio J. da Silva Neto| Engenheiro mecânico, Instituto Politécnico da UERJ

O

s programas de pós‑graduação stricto sensu são células organizacionais do sistema nacional de educação, ciência, tecnologia e inovação do Bra‑ sil. Como tal, estudos que visem analisar sua estruturação, sua proposta

(isto é, seu objeto de pesquisa e formação), seus fatores internos e externos podem revelar subsídios para uma análise sistêmica de sua área do conheci‑ mento no país. Como unidade organizacional, interessa a um programa de pós‑graduação explicitar suas principais dificuldades, pontos fortes, oportu‑ nidades e ameaças. Esses elementos reunidos são insumos relevantes para a tomada de decisão, não somente no âmbito dos programas, como também na formulação de políticas por parte de órgãos de fomento e de avaliação. Em junho de 2008, esta era a expectativa da CAInter da Capes. Entre os prepara‑ tivos para a 3a Reunião Anual de Coordenadores de Programas de Pós‑Gradua­

Ver todos os capítulos
Medium 9788520430460

22. Papel da Pós-Graduação do Naea-UFPA na formação interdisciplinar para o desenvolvimento sustentável

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

22

Papel da Pós-Graduação do

Naea-UFPA na formação interdisciplinar para o desenvolvimento sustentável

Ana Paula Vidal Bastos | Psicóloga, Naea-UFPA

Edna Castro | Socióloga, Naea-UFPA

Nírvia Ravena | Socióloga, Naea-UFPA

Este capítulo tem como objetivo avaliar a relevância dos programas de pós‑graduação do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) para a discus‑ são interdisciplinar do desenvolvimento sustentável. A longa história do Naea, que há mais de 35 anos (mais antigo, portanto, que o Comitê Interdisciplinar da Capes) forma recursos humanos no nível de pós‑graduação, é percorrida a fim de ilustrar a sua importância para a Pan‑Amazônia como um todo. A in‑ terdisciplinaridade é estruturante da pós‑graduação dessa instituição, pois sua inserção regional fez dela e de seus programas elementos fundadores do de‑ senvolvimento regional no sentido amplo desse conceito, ou seja, pensar a

Amazônia brasileira como região e sociedade e, ao mesmo tempo, suas rela‑

Ver todos os capítulos
Medium 9788578681074

10. CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO DE ATERROS SANITÁRIOS: VANTAGENS DOS CONSÓRCIOS MUNICIPAIS

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

C A P Í T U L O 10

Rafael Terra de Menezes

Carlos César Santejo Saiani

Rudinei Toneto Júnior

CONSTRUÇÃO E

OPERAÇÃO DE

ATERROS

SANITÁRIOS:

VANTAGENS

DOS CONSÓRCIOS

MUNICIPAIS

INTRODUÇÃO

Assim como outros serviços de utilidade pública, os serviços de manejo dos resíduos sólidos apresentam custos fixos elevados que tornam suas provisões economicamente viáveis somente a partir de certo nível de atendimento. Além disso, existem, ainda, economias de escalaI, cuja questão dos ganhos foi prevista na Lei n. 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos

(PNRS).II No seu artigo 16, por exemplo, foi definido que os estados que instituírem microrregiões para integrar a organização, o planejamento e a execução das ações em municípios limítrofes devem ser priorizados no acesso a recursos da União destinados a investimentos no setor. No artigo 8º, foi estabelecido, como um dos instrumentos da PNRS, o incentivo à formação de consórcios

Ver todos os capítulos
Medium 9788520416808

16. Kant, o sujeito moral e a nova metafísica

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

73

16

Kant, o sujeito moral e a nova metafísica

A

s conclusões de Kant a respeito do conhecimento e do sujeito epistemológico estão no seu livro Crítica da razão pura. Segundo Kant, as demandas postas por Hume estão, se não finalmente resolvidas, ao menos bem equacionadas. Todavia, as demandas a respeito da metafísica, por um lado, e a necessidade de se levar em conta a moralização do sujeito desenvolvida por Rousseau, por outro, fazem Kant escrever um outro livro – Crítica da razão pura prática.

Nesse segundo livro, Kant faz a metafísica recuperar o status que o livro anterior lhe tira, e entende que, por causa de ter conseguido tal feito justamente refletindo sobre o que dizer dos problemas éticos, satisfez a demanda de alemães e franceses; ou seja, a histórica e típica demanda por metafísica e por ética, característica da filosofia desses dois povos.

Kant dá atenção à intenção e ao dever.Tais termos estão presentes na noção de moralidade, como ela aparece no cristianismo, na medida em que este é transformado na religião dominante na

Europa, ainda antes do fim do Império Romano.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520429990

13. A FORMAÇÃO, A CARREIRA E O BACHAREL EM TURISMO

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

13. A FORMAÇÃO, A CARREIRA E O

BACHAREL EM TURISMO

Carlos Alberto Tomelin

Doris van de Meene Ruschmann

Introdução

O turismo caracteriza-se pelo deslocamento de pessoas para fora do ambiente no qual habitualmente vivem, em busca da recuperação psicofísica provocada pelas agitações da vida moderna. Para atender a essas necessidades, uma gama de empresas oferece serviços de transporte, alojamento, alimentação, agenciamento, entretenimento etc. Sua função é a de proporcionar a satisfação dos desejos e necessidades dos turistas, obtendo, com isso, um lucro apropriado. São tarefas de grande responsabilidade e que exigem a atuação de profissionais específicos: os bacharéis em turismo.

O aproveitamento pleno do bacharel, cuja profissão ainda é nova e somente regulamentada no Brasil pela Lei n. 12.591, de 18 de janeiro de

2012, será possível por meio do planejamento da carreira, que envolve atividades de conscientização profissional, de capacitação técnica e de avaliação das condições pessoais adequadas para atuar na área, e que recebe agora, segundo esta lei, a nomenclatura de turismólogo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520429372

5. Satisfação do consumidor de terceira idade: um estudo em meios de hospedagem

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

5 Satisfação do consumidor

de terceira idade: um estudo em meios de hospedagem

Cláudia Gomes Carvalho

Anete Alberton

Introdução

O tema Satisfação do Consumidor é de relevante interesse e importân‑ cia para o sucesso em vendas de bens ou serviços, pois influencia na leal‑ dade à marca por meio da recompra e comunicação boca a boca, resultando em maior participação no mercado e aumento da lucratividade.

Diante do crescimento demográfico do público da terceira idade, tanto as universidades como as empresas têm procurado reconhecer, mensurar e con‑ trolar os processos para conquistar esses consumidores, em busca de solu‑

ções para reduzir os efeitos da sazonalidade no trade turístico e de estratégias para manter e gerenciar o fluxo de turistas nos meses de baixa temporada.

Os levantamentos estatísticos no Brasil e outros países evidenciam a importância do segmento, configurada nos projetos implementados pelo

Instituto Brasileiro de Turismo, a partir de 1994, que culminou na cria‑

Ver todos os capítulos
Medium 9788520431238

9. Previsão de demanda

GONÇALVES, Paulo Sérgio Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 9

Previsão de demanda

Introdução

A gestão de qualquer ambiente de negócios necessita calcular estimativas ou mesmo antever o comportamento do mercado em certo horizonte de tempo futuro, visando adequar recursos e estratégias operacionais.

No âmbito do gerenciamento logístico, esse procedimento é de importância capital para que se tenha uma boa gestão por meio de uma adequada configuração das demandas dos clientes e da entrega dos serviços desejados.

Assim, a arte de fazer previsões, que remonta ao templo grego de Delphos1,

é essencial para a adequação dos recursos em todas as suas vertentes: dimensionar capacidades, calcular necessidade de capital de giro, adequar os estoques para suprir compromissos de demanda de clientes, determinar o volume de mão de obra necessário para uma boa prestação de serviços logísticos, adequar a frota de veículos para a distribuição física de produtos para atender adequadamente às exigências de clientes e dos mercados. Tudo isso envolve a arte de fazer previsões.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520430460

2. Interdisciplinaridade: mundo contemporâneo, complexidade e desafios à produção e à aplicação de conhecimentos

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

2

Interdisciplinaridade: mundo contemporâneo, complexidade e desafios

à produção e à aplicação de conhecimentos

Claude Raynaut | Antropólogo, Centre National de la Recherche Scientifique

Introdução

O pensamento racional científico e os instrumentos conceituais e metodológicos que utilizamos para conhecer melhor o mundo nunca deixarão de evoluir, de se transformar no decorrer da nossa história. Longe de ser doutrina ou ideologia, a interdisciplinaridade se caracteriza por gerar constante dúvida e estar em permanente reconstrução. As mudanças pela quais a evolução do conhecimento científico passa variam de amplitude e de ritmo segundo os períodos da história. Pode-se dizer que estamos atravessando hoje um momento de reconstrução radical, que pode ser comparado àquele que, na Europa, deu impulso à explosão de descobertas, redescobertas e ideias novas nos séculos XIV e

XV, período que se costuma chamar de Renascença. O movimento atual, dessa vez em âmbito mundial, apela por novos paradigmas, novas categorias de pensamento, novas metodologias de pesquisa e novas formas de ensino.

Ver todos os capítulos
Medium 9788578682002

Conceito de ordem

CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio Editora Manole PDF Criptografado

A ordem pode ser definida como um conjunto de configurações estruturais de natureza física, química e biológica, regulares e reprodutíveis, presentes no mundo material como regras naturalmente estabelecidas, ou de natureza sociológica, antropológica, cultural, ética e moral, presentes na sociedade criada pelo homem como princípios limitantes ou norteadores de comportamentos aceitáveis, estereotipados pela necessidade de exercer controle sobre as pessoas.

As primeiras configurações estruturais que permitiram a delimitação desse conceito resultaram de evidências do universo objetivo. Consubstanciaram-se como consequência dos conhecimentos que a ciência passou a produzir mediante a metodologia da experimentação difundida no mundo. Explicitada a lógica cientificamente descoberta na dinâmica dos processos da natureza, o homem não resistiu à tentação de aplicá-la à forma e aos conteúdos das relações humanas nascidas espontaneamente desde os tempos das cavernas.

Um marco filosófico importante que contribuiu para estender tal conceito ao domínio das concepções sociais encontra-se na obra de Augusto Comte (1798-1857). O pensador francês do século XIX esboçou a “lei dos três estados” como uma espécie de metamorfose da sociedade humana. Teve início no estado divino, produto da abstração teísta não científica; evoluiu para o estado teológico, em que a fé passa a ter expressão gramatical; e chegou finalmente ao estado positivo, no qual a percepção científica de atos e fatos supera o subjetivismo para alcançar a concretude da realidade objetiva. É, em síntese, a visão do positivismo, corrente filosófica de referência para muitos pensadores da época. A densidade do conteúdo de sua obra fortaleceu a crença de que a sociedade humana é regida por normas que lhe conferem o estatuto de categoria científica. Exsurge paulatinamente a definição da ordem como verdade científica irrecusável. Expressa-se como elemento estruturador da sociedade, sobre o qual se organizam todos os movimentos que

Ver todos os capítulos
Medium 9788520416808

17. Hegel: apogeu do sujeito e término da filosofia

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

81

17

Hegel: apogeu do sujeito e término da filosofia

A

grande virada dos modernos na filosofia consiste em considerar que, no contexto do pensamento grego, há sempre uma relação entre “organismo” e “mundo” que desconhece a atividade do primeiro, e que a introdução da figura do sujeito, da instância da subjetividade, traz às relações “eu–mundo” o elemento de atividade.

O sujeito é, por definição, o elemento ativo no conhecimento e na moral.

Os franceses, ao falar da subjetividade, não raro usaram a palavra âme, a alma em português. Os ingleses, mind, “mente” em português. Os alemães, geist, o que em português é o “espírito”.

Ao se tentar encontrar palavras, em português, que possam representar o que cada uma das línguas que dominam a filosofia moderna dizem da instância subjetiva, é possível perceber que ingleses, franceses e alemães não disseram a mesma coisa. Quando diz, em português,“alma”, o falante se refere a algo individual mas não físico; quando fala em mente, se refere a algo com forte ligação a um componente físico, ou seja, o que é cerebral; quando fala em espírito, está se referindo a uma situação mais ampla, coletiva. Usa-se a expressão “captar o espírito de um livro”, mas não se pode achar

Ver todos os capítulos
Medium 9788520439883

3. Certificação florestal no setor industrial: a indústria moveleira como exemplo

ALVES, Ricardo Ribeiro; JACOVINE, Laércio Antônio Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

3

Certificação florestal no setor industrial: a indústria moveleira como exemplo

INTRODUÇÃO

No setor florestal, algumas empresas já disponibilizam os chamados

“produtos verdes” no mercado. Para diferenciar esses produtos, a certificação florestal tem sido o principal instrumento utilizado.

Na certificação florestal é necessário que a empresa certifique a sua unidade de manejo florestal (floresta nativa ou plantada) e também toda a cadeia do produto até chegar ao consumidor. Em relação à certificação de cadeia de custódia, várias indústrias ligadas ao setor florestal já obtiveram a certificação de seus produtos, incluindo os papéis de impressão e de embalagens.

Uma das indústrias de base florestal que têm começado a despertar para a certificação de cadeia de custódia é a moveleira. Embora esse tipo de indústria moveleira seja utilizado como exemplo de certificação florestal neste livro, os conceitos e sugestões apresentados podem ser extrapolados para outras indústrias de base florestal.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520438930

24. Interdisciplinaridade como ferramenta de inclusão em ambiente de aprendizagem

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

24

Interdisciplinaridade como ferramenta de inclusão em ambiente de aprendizagem

Silvia Quevedo, Jornalista, UFSC

Tarcísio Vanzin, Arquiteto, UFSC

Vania Ribas Ulbricht, Matemática, UFSC

Introdução

Este capítulo relata o exercício da interdisciplinaridade na construção do

Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) WebGD Acessível, voltado ao atendimento de jovens e adultos com deficiência sensorial nos estudos de Geometria Descritiva (GD). Realizado desde 2009 com apoio da Capes e do

CNPq, o projeto reúne cerca de 20 pesquisadores ligados majoritariamente ao Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPEGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É um projeto inédito no Brasil, construído para atender alunos sob o prisma da inclusão. Por meio dele, cegos, surdos, pessoas com baixa visão e audição poderão adquirir competências para aprender compartilhando conhecimento junto aos colegas sem deficiência. Todos no mesmo ambiente virtual.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520416808

5. Platão e a “teoria da linha divisória”

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

21

5

Platão e a

“teoria da linha divisória”

A

República contém a “alegoria da caverna”, e também nela está a teoria em que Platão, de modo não-alegórico, expôs sua filosofia como um sistema completo.

O sistema pode ser visualizado por meio do quadro a seguir, que abarca todos os campos tradicionalmente atribuídos à filosofia: a epistemologia (teoria do conhecimento), a ontologia (teoria do ser), a ética (teoria da moral) e a estética (teoria do belo). O conjunto é a filosofia ou a metafísica de Platão – sua concepção filosófica geral ou, em outras palavras, sua “concepção do mundo” (às vezes toma-se a palavra metafísica nesse sentido, ou seja, uma concepção do mundo que vai além da concepção que é apenas física; a metafísica seria a concepção global, mais abrangente e mais fundamental, pois explicaria o mundo, o descreveria, sem reduzir tudo ao físico, ficando em plano metafísico).

22

  

quadro 1

1

2

Ver todos os capítulos
Medium 9788520430460

26. Construção da interdisciplinaridade para a inovação

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

26

Construção da interdisciplinaridade para a inovação

Vinícius Medina Kern| Engenheiro civil, EGC–UFSC

Mauricio Uriona Maldonado| �Engenheiro industrial, NGS–EGC-UFSC

Patrícia de Sá Freire| Pedagoga, EGC–UFSC

Roberto Carlos dos Santos Pacheco| �Engenheiro civil, UFSC

A

interdisciplinaridade convive há cerca de cinco décadas com um su­ cesso retórico concomitante a um bloqueio pragmático intenso e a uma realidade de crescente fragmentação dos saberes científicos (Wein­ gart, 2000), inclusive no Brasil. O desempenho econômico de um país é amplamente reconhecido como consequência de sua capacidade inova­ dora (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico –

OCDE, 1997a). No Brasil, inclusive, a inovação tecnológica passou a fazer parte do noticiário e da agenda governamental, embora os resultados con­ cretos ainda sejam tímidos, malgrado iniciativas e políticas públicas im­ plantadas.

Neste capítulo, sintetizamos características promotoras e inibidoras da pesquisa interdisciplinar e da inovação tecnológica como fenômenos comple­ xos e traçamos um paralelo entre esses fenômenos. Por fim, discutimos os desafios da interdisciplinaridade no Brasil e as perspectivas de avanço, em especial em sua relação com a inovação.

Ver todos os capítulos
Medium 9788578682002

Subversão da ordem e repressão

CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio Editora Manole PDF Criptografado

O sentido primitivo da palavra “subverter” é de origem latina. Subvertere significava, originalmente, “fazer voltar de baixo”. A força natural que permite dar a volta de baixo para cima propiciou a sinonímia de derrubar presente nos Salmos da Bíblia, C. Cat. 13,1, nos quais a expressão subvorsi montes se referia ao poder da fé capaz de derrubar montanhas. Até então, subversão encerrava sentido conceitual positivo, pois supunha ascensão construtiva de uma nova realidade. Com o passar do tempo, as classes dominantes identificaram o potencial revolucionário do termo e associaram-no às rebeliões sanguinárias oriundas das massas oprimidas. Veio daí o sentido figurado do vocábulo, que se tornou de uso corrente e caráter pejorativo.

Passou-se a entender, como consequência, o verbo subverter como o ato de destruir, arruinar. A utilização do novo significado, oriundo da cultura opressiva da ordem prevalecente, incorporou-se à sua linguagem como única versão para a chocante palavra. Converteu-a em uma sorte de condenação a todo e qualquer movimento que contrariasse os interesses das classes superiores na escala socioeconômica da sociedade. Como os afortunados não abrem mão de seus privilégios, são radicais nos conceitos e preconceitos em que fundamentam o poder exercido em benefício de si próprios.

Ver todos os capítulos

Carregar mais