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Capítulo 20. Depressão resistente ao tratamento

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Depressão resistente ao tratamento

Walter dos Santos Gonçalves

Jose Carlos Appolinario

Michelle N. Levitan

Antonio Egidio Nardi

INTRODUÇÃO

Existem diversas conceituações distintas acerca do diagnóstico de depressão resistente ao tratamento (DRT). De forma geral, o pa­ ciente é considerado resistente ao tratamen­ to quando não obtém uma resposta terapêu­ tica adequada apesar do uso correto dos me­ dicamentos antidepressivos vigentes.1 Por ser um conceito geral e pouco preciso, vários al­ goritmos surgiram para auxiliar o profissio­ nal da saúde a identificar a resistência ao tra­ tamento.2 Na prática, a maioria dos autores considera resistência ao tratamento, a ausên­ cia de resposta terapêutica satisfatória após o uso de dois antidepressivos sequenciais (no episódio depressivo atual), que foram admi­ nistrados em dose igual ou superior à míni­ ma efetiva preconizada em bula e por no mí­ nimo seis semanas.1

EPIDEMIOLOGIA

Como esperado, a prevalência de pacientes com DRT é bastante variada, devido às dife­ rentes conceituações do termo. Um estudo de 2014, denominado Insight, que teve como um de seus objetivos avaliar a prevalência de

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Capítulo 13. Depressão e comorbidades psiquiátricas

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Depressão e comorbidades psiquiátricas

Roseane D. Lassen

Michelle N. Levitan

Jose Carlos Appolinario

Antonio Egidio Nardi

INTRODUÇÃO

Comorbidade é a ocorrência de mais de uma patologia ou, no âmbito da p

­ siquiatria, de mais um transtorno mental em um mesmo indivíduo. Esse quadro pode ocorrer de forma paralela (quando as doenças existem ao mesmo tempo) ou de modo sequencial (quando uma doença surge após o término da outra).¹ Uma vez que um transtorno comórbido precede ou segue outra psicopatologia, pode induzir o aparecimento dela, ocasionar a antecipação de uma manifestação sintomatológica ou estar associado a um estágio residual de uma outra doença psicológica.²

A presença de mais de um transtorno mental comumente exerce influência no prognóstico e, por conseguinte, no tratamento do quadro.1,2 Um dos principais obstáculos no tratamento de comorbidades está na identificação do diagnóstico primário, pois nem sempre a sequência de acontecimentos na vida do paciente está tão evidente para ele, o que pode gerar incerteza quanto à conduta mais eficaz no momento.3

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Capítulo 18. Depressão na infância e na adolescência

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Depressão na infância e na adolescência

Jader Piccin

Bruna Velasco Velazquez

Pedro H. Manfro

Christian Kieling

INTRODUÇÃO

O reconhecimento acerca do fenômeno da depressão na infância e adolescência mudou significativamente nas últimas décadas, tanto em termos de compreensão quanto de atenção. O transtorno depressivo maior (TDM) é um dos principais diagnósticos que acometem indivíduos entre 10 e 24 anos de idade em termos de carga de doença, sendo responsável por 6,2% dos anos de vida ajustados para incapacidade nessa faixa etária.1

O TDM está presente em 49 a 64% dos adolescentes que tentam suicídio, o desfecho mais desfavorável dessa doença.2 O objetivo deste capítulo é delinear o TDM na infância e na adolescência, bem como destacar as diferenças em relação ao quadro apresentado por adultos, ressaltando os aspectos relacionados a epidemiologia, diagnóstico, tratamento e prevenção.

EPIDEMIOLOGIA

O TDM parece acontecer menos comumente em crianças em idade pré-puberal, com uma prevalência um pouco maior em meninos (1,3%) do que em meninas (0,8%).3 No entanto, no final da adolescência, sua prevalência é semelhante à apresentada em adul-

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Capítulo 8. Psicoterapia interpessoal no manejo da depressão

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Psicoterapia interpessoal no manejo da depressão

Lívia Hartmann de Souza

Neusa Sica da Rocha

Marcelo Pio de Almeida Fleck

INTRODUÇÃO

A psicoterapia interpessoal (TIP) é uma forma de psicoterapia breve que busca aliviar o sofrimento do paciente e melhorar seu funcionamento interpessoal. Foca especificamente as relações interpessoais como forma de promover mudança interpessoal e alívio de sintomas.1 Entre os objetivos, está ajudar o paciente a aprender formas mais adaptativas e saudáveis de conseguir o suporte emocional e social de que necessita para melhor manejar suas questões interpessoais.2

Diferentemente de outras psicoterapias, que partiram da experiência clínica ou de teo­rias psicopatológicas, a TIP foi criada em um cenário de pesquisa para ser um dos segmentos de tratamento de um ensaio clínico de transtorno depressivo maior (TDM). Seus criadores, Gerald Klerman e Myrna Weissman, publicaram seu primeiro manual em 1984.3

Sua eficácia foi demonstrada em TDM por meio de vários ensaios clínicos randomizados. Com a terapia cognitivo-comportamental (TCC), a TIP representa uma das duas abordagens com eficácia baseada em evidências indicadas para depressão. Posteriormente, foi adaptada para outros transtornos e populações específicas, como transtorno bipolar,4 depressão em pacientes com vírus da imunodeficiência humana (HIV),5 transtor-

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Capítulo 9. Psicoeducação e tratamento da depressão

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Psicoeducação e tratamento da depressão

Fernando Portela Câmara

Antônio Geraldo da Silva

PSICOEDUCAÇÃO E

PRÁTICA MÉDICA

A medicina atual se alicerça na relação médico-paciente, uma relação interpessoal entre duas ou mais pessoas (no caso de participação de familiares ou responsáveis), em que o valor do indivíduo, o respeito, a confiança e a qualidade de vida são os focos essenciais.

A tarefa do médico não se restringe apenas ao diagnóstico, ao tratamento e à profilaxia; ela deve fundamentar-se na ética social, na cultura e nas características pessoais do paciente. A atitude do profissional, outrora impositiva e autoritária, é hoje colaborativa e educativa, procurando obter a cooperação do paciente e de pessoas próximas a ele, bem como garantir seus direitos humanos.

De nada vale a prática médica se o paciente não confia em seu médico ou não aceita as diretrizes do tratamento. O profissional precisa fazer o indivíduo confiar nos procedimentos, por meio do esclarecimento, comunicando-se na linguagem dele e levando em consideração sua cultura. O médico inicia informando o que o paciente tem, a razão de seus sintomas, o que pode acontecer se ele não realizar o tratamento adequado; em seguida, propõe o manejo e faz as observações necessárias para tornar a terapia eficaz. Com

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