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Capítulo 13. Depressão e comorbidades psiquiátricas

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Depressão e comorbidades psiquiátricas

Roseane D. Lassen

Michelle N. Levitan

Jose Carlos Appolinario

Antonio Egidio Nardi

INTRODUÇÃO

Comorbidade é a ocorrência de mais de uma patologia ou, no âmbito da p

­ siquiatria, de mais um transtorno mental em um mesmo indivíduo. Esse quadro pode ocorrer de forma paralela (quando as doenças existem ao mesmo tempo) ou de modo sequencial (quando uma doença surge após o término da outra).¹ Uma vez que um transtorno comórbido precede ou segue outra psicopatologia, pode induzir o aparecimento dela, ocasionar a antecipação de uma manifestação sintomatológica ou estar associado a um estágio residual de uma outra doença psicológica.²

A presença de mais de um transtorno mental comumente exerce influência no prognóstico e, por conseguinte, no tratamento do quadro.1,2 Um dos principais obstáculos no tratamento de comorbidades está na identificação do diagnóstico primário, pois nem sempre a sequência de acontecimentos na vida do paciente está tão evidente para ele, o que pode gerar incerteza quanto à conduta mais eficaz no momento.3

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Capítulo 14. Depressão e dor

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Depressão e dor

Kelen Cancellier Cechinel Recco

Rafael Arceno

Ritele Hernandez da Silva

INTRODUÇÃO

O transtorno depressivo maior (TDM) e a dor estão frequentemente juntos. Pelo menos 5 a

7 em cada 10 pacientes com depressão têm algum sintoma somático, e a maioria deles está relacionada com a dor, que pode ser crônica e incapacitante, influenciando na qualidade de vida dessas pessoas.1 Dependendo do estudo, mais da metade dos pacientes com dor crônica é acometida pelo TDM, configurando essa queixa como um fator de risco para o desenvolvimento da depressão.2,3

Nesses pacientes, o transtorno está associada a maior intensidade de dor, maior número de pontos dolorosos e maior incapacidade relacionada à queixa álgica.4 Além disso, o limiar e a tolerância aos estímulos dolorosos costumam estar reduzidos em pacientes deprimidos.5

Há uma correlação positiva entre a gravidade da dor e o grau da depressão.6 A dor também piora o prognóstico do tratamento do TDM, e sua presença antes do início da farmacoterapia com antidepressivo parece ser um preditor negativo de resposta ao tratamento.7 O contrário também é verdadeiro: pacientes com dor crônica que têm depressão costumam ser mais poliqueixosos, com dores mais intensas e prolongadas.7 Nos transtornos mentais, as queixas álgicas encontra-

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Capítulo 16. Depressão bipolar

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Depressão bipolar

Cristiane dos Santos Machado

Thyago Antonelli Salgado

Ives Cavalcante Passos

INTRODUÇÃO

EPIDEMIOLOGIA

O transtorno bipolar (TB) foi retirado da categoria dos transtornos depressivos na quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5) e alocado entre os capítulos sobre transtornos do espectro da esquizofrenia e transtornos depressivos, em virtude do reconhecimento de seu lugar como uma ponte entre as duas classes diagnósticas em termos de sintomatologia, história familiar e genética.1 Apesar da mudança, a diferenciação entre ele e a depressão unipolar continua um desafio na prática clínica, e, uma vez diagnosticado, apesar de haver um grande arsenal terapêutico, o TB permanece como uma condição de difícil manejo.

A depressão bipolar causa prejuízos t­ anto na qualidade de vida quanto na funcionalidade psicossocial dos pacientes.2,3 Além de prejuízo em vários aspectos da vida dos indivíduos, o TB encontra-se entre as principais causas associadas ao suicídio,1 bem como os sintomas depressivos costumam ter predominância em relação aos sintomas de mania e hipomania.4 Assim, em função da importância da compreensão e do manejo adequados da depressão bipolar, este capítulo visa a fornecer informações sobre o TB, com enfoque nos episódios depressivos.

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Capítulo 5. Tratamento farmacológico da depressão

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Tratamento farmacológico da depressão

Sergio Tamai

INTRODUÇÃO

A prevalência do transtorno depressivo maior

(TDM) no Brasil é de 16,8% ao longo da vida e de 7,1% no último ano.1 O curso do transtorno é crônico e recorrente, e está frequentemente associado a incapacitação funcional e comprometimento da saúde física. Os pacientes deprimidos apresentam limitação em suas atividades e comprometimento do bem-estar, além de utilizarem mais os serviços de saúde.2

O episódio depressivo maior envolve um período de pelo menos duas semanas de humor deprimido ou incapacidade de sentir qualquer prazer (anedonia) associado a alterações das funções neurovegetativas (alteração do apetite ou do peso, alteração do sono), da atividade psicomotora (perda de energia, interesse, agitação ou lentificação), da cognição (atenção, memória, funcionamento executivo) e do pensamento (sentimentos de desvalia, desesperança ou culpa inapropriada), assim como ansiedade e ideação suicida.

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Capítulo 6. Papel da farmacogenômica no tratamento da depressão

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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O papel da farmacogenômica no tratamento da depressão

Rodrigo Bernini de Brito

INTRODUÇÃO

Muitos fatores clínicos, incluindo disfunção cognitiva, transtornos do sono e sintomas somáticos, bem como características dos fármacos (eficácia, tolerabilidade e interações medicamentosas), podem influenciar a escolha de antidepressivos de primeira linha no tratamento do transtorno depressivo maior

(TDM). No entanto, apesar do grande número de antidepressivos disponíveis, dois terços dos pacientes com TDM não alcançam a remissão sintomatológica após o primeiro tratamento farmacológico, e quase um terço não a atinge mesmo após quatro tentativas

­terapêuticas consecutivas.1

Além dos fatores clínicos, deve-se considerar que a variabilidade individual para a resposta antidepressiva é também consequên­cia da interação entre fatores biológicos e ambientais.2 Como exemplo de fator ambiental, pacientes com histórico de trauma na infância e outras adversidades, sobretudo no ­início da vida, são aqueles com menor p

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