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Capítulo 4. O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

Katrine Souza Silva | André Amaral Bravin

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

Sócrates

Desde a Grécia Clássica, por volta do século VI a.C., iniciou­se uma acentuada preocupação com o conhecimento, tanto de questões subjetivas do ser humano quanto das relações estabelecidas entre o ser humano e o mundo e entre os pró­ prios seres humanos. Sócrates foi um dos primei­ ros filósofos a destacar que o conhecimento de­ veria ter primeiramente um ponto de vista indi­ vidual para, só então, falar do universal (Chauí,

2000). Nesse sentido, Sócrates instaurou seu pen­ samento com base no preceito “conhece a ti mes­ mo” para explicitar a desvinculação do homem em relação à physis universal. O homem deveria se voltar para o conhecimento de si mesmo, com autoconsciência despertada e mantida em vigília.

Esses fundamentos sugerem que Sócrates com­ partilhava do preceito de que o homem era a me­ dida de todas as coisas. Como sugerido por Wolff

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Capítulo 23. Análise comportamental clínica na modalidade on-line: possibilidades e desafios em um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análise comportamental clínica na modalidade on-line : possibilidades e desafios em um caso clínico

Juliana de Brito Patricio da Silva | Ana Karina C. R. de-Farias

Cada vez mais, a tecnologia tem ocupado espaços significativos na rotina e na sociedade humana. Pode-se afirmar que a sociedade tem se organizado para acompanhar as mudanças tecnológicas, sobretudo com o advento da internet, a rede mundial de computadores. Por meio dela, barreiras geográficas praticamente inexistem, o acesso a informações se dá de forma ágil e ampla, e a comunicação face a face dá lugar àquela mediada por uma câmera ou bate-papos, muitas vezes entre pessoas completamente desconhecidas.

Essa mudança tecnológica também tem atingido o campo das profissões e da ciência. No caso da Psicologia, não é diferente: a articulação entre a Psicologia e a Informática, apesar de recente no Brasil, já vem sendo feita nos Estados Unidos desde a década de 1960.

Segundo Prado (2005), Joseph Weizenbaum, em 1966, desenvolveu um sistema de atendimento psicológico inteligente, no qual o indivíduo se comunica com o programa por meio de texto, de modo similar ao que ocorre na terapia convencional. Esse programa, chamado ELIZA, foi feito para estudar a linguagem natural dos computadores. No entanto, as falas do computador foram baseadas nas técnicas humanistas de Carl Rogers de fornecimento de feedback ao paciente sobre aquilo que ele fala. Apesar de ter sido abandonado, tal estudo representa um marco da intervenção psicológica com o auxílio dos computadores.

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Capítulo 14. Transtorno de pânico e terceira idade: a importância da relação terapêutica na visão analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Transtorno de pânico e terceira idade: a importância da relação terapêutica na visão analítico-comportamental

Fabienne R. Soares | Ana Karina C. R. de-Farias

Os transtornos de ansiedade têm sido queixa muito frequente nos consultórios psicológicos.

A ansiedade pode ser entendida, segundo Skin­ ner (1953/2000), como uma condição resultan­ te de mudanças comportamentais caracterizadas por fortes respostas emocionais diante da previ­ são de um estímulo aversivo e da evitação desse estímulo, por meio da evocação de um compor­ tamento outrora condicionado. A ansiedade, por­ tanto, parece ser um quadro natural de reação do organismo em situação de uma possível ameaça; no entanto, quando sua intensidade ou persistên­ cia começa a causar prejuízos para a vida do indi­ víduo, esse comportamento passa a ser entendido como perturbador ou problemático, podendo le­ var ao que se considera um transtorno de ansieda­ de. Podemos verificar, na ampla categoria desse ti­ po de transtorno, que existem diversos diagnósti­ cos possíveis (Bravin & de­Farias, 2010).

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Capítulo 12. Avaliação da personalidade a partir de teorias fatoriais de personalidade

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

O que faz as pessoas agirem de forma distinta, apresentarem interesses diversos e executarem atividades com diferentes níveis de apti­dão são questões que já estavam presentes na Grécia Antiga (Wild & Revelle, 2009). No últi­mo século, entretanto, o interesse e a produção de conhecimento sobre essas questões permiti­ram o surgimento de uma área de estudo conhe­cida como “diferenças individuais”, sendo que o estudo da personalidade se tornou tão popular a ponto de constituir uma área de investigação própria. Inicialmente, o estudo da personalida­de ocorreu dentro da psicologia social, mas pos­teriormente individualizou-se, sendo que al­guns periódicos, como Journal of ­Personality and Social Psychology, Journal of Personality, European Journal of Personality e ­Personality and Individual Differences, foram criados ou adequados, especificamente, para absorver a grande quantidade de conhecimento produzida na área. O modelo de personalidade mais investigado atualmente é conhecido como Big Five (BIG-5 ou Modelo dos Cinco Grandes Fatores – CGF), que explica a personalidade

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Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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