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25 - Transtorno do Déficit de Atenção | Hiperatividade

MIOTTO, Eliane Correa; LUCIA, Mara Cristina Souza de; SCAFF, Milberto Grupo Gen PDF Criptografado

25

Transtorno do Déficit de

Atenção | Hiperatividade

Umbertina Conti Reed

Definição

O transtorno do déficit de atenção-hiperatividade (TDAH) é o distúrbio comportamental mais encontrado em crianças e combina, em variadas proporções, déficit de atenção, impulsividade e hiperatividade, que influenciam o convívio familiar e social, o rendimento escolar, o desenvolvimento emocional e a autoestima.

Histórico e classificação

Segundo Greydanus et al.1, a primeira descrição de um caso clínico remonta a 1854, por

Hoffman, na Alemanha. Posteriormente, ao longo do século passado, as características do TDAH foram abordadas sob diferentes denominações1-4: em 1902, Still, na Grã-Bretanha, descrevia a criança hiperativa, irrequieta, distraída ou desinibida; de 1920 a 1940, a caracterização de criança incorrigível foi atribuída a crianças que apresentavam as mesmas manifestações psíquicas evidenciadas como sequela da encefalite letárgica de

Von Economo, sem, no entanto, terem apresentado o quadro infeccioso; na década de

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Capítulo 68. Mente sã, corpo são: o cansaço físico desperta sentimentos ruins

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é novidade para ninguém ser visitado vez ou outra por pensamentos negativos, que, quando presentes em nossa consciência, têm o poder de afetar das mais variadas formas o nosso humor e a nossa motivação junto à vida cotidiana.

As pessoas mais conscientes seguramente dirão que tais conteúdos, quando despertam nossa atenção, sequestram o bom humor e a alegria de viver. Outras, com uma percepção mais transitória, dirão não ter muita noção desses flashes mentais, mas que, de tempos em tempos, são desequi­libradas por ideias negativas que, surgindo do nada, as tiram dos eixos. E outras pessoas, ainda, praticamente inconscientes de sua vida psicológica, apenas reagem de maneira automática aos estímulos da vida – sejam eles internos ou externos – e assim permanecem por grande parte do cotidiano, sem muito controle ou possibilidade de manejo de seu sofrimento.

Esse grande espectro de percepções emocionais faz algumas pessoas procurarem algum recurso externo de ajuda ou até mesmo, em alguns casos, uma psicoterapia, para compreenderem melhor o funcionamento das engrenagens psíquicas e rapidamente se livrarem das perspectivas invasivas, que – parecendo ter vida própria – colocam em risco o delicado e frágil equilíbrio psicológico humano.

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Capítulo 70. Os efeitos psicológicos dos congestionamentos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Um dos maiores impactos da vida moderna é o tempo gasto nos deslocamentos cotidianos. O assunto foi pouco estudado até então, mas sabe-se que as horas despendidas nos engarrafamentos afeta nosso bem-estar emocional de maneira significativa, trazendo consequências devastadoras à nossa qualidade de vida.

E o pior: aquilo que costumava ser uma característica exclusiva das grandes metrópoles, hoje começa a ser observado também nas cidades menores.

Um estudo mais antigo, conduzido no Nepal, apontou que a tensão experimentada nos congestionamentos é, na verdade, uma receita ideal para que possamos sofrer os conhecidos “colapsos nervosos”.1, 2

Gastar muito tempo nos deslocamentos foi associado a maiores níveis de nervosismo, tensão, dor e rigidez física, irritabilidade, fadiga e menor desempenho e satisfação no trabalho. Assim, os congestionamentos e a superlotação do trânsito intensificam todos esses efeitos, tornando esse processo extremamente tóxico e nocivo à nossa saúde.

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Capítulo 6 - Entendendo o impacto cognitivo da dependência de internet em adolescentes

Kimberly S. Young; Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Cristiano Nabuco de Abreu

Nosso acesso cada vez mais fácil à tecnologia vem produzindo efeitos inegáveis em todos os domínios de nossas vidas. Alguns pesquisadores sugeriram que a quantidade de informação que circulará na web nos próximos dois anos será maior do que todo o conhecimento acumulado ao longo de toda a história humana. Não é de surpreender que essa avalanche de informações venha apresentando diversas consequências cerebrais.

Nas últimas duas décadas, várias investigações têm revelado os impactos que o uso da mídia eletrônica – mais especificamente, a internet – produziu nas estruturas cerebrais dos jovens, que são responsáveis, entre variadas funções, pelo processamento cognitivo de informações. Além disso, houve uma importante alteração em direção às formas mais superficiais de funcionamento mental, caracterizadas pelo que se denomina de escaneamento rápido, além de mudanças expressivas nas funções de contemplação e de consolidação de memória. Da mesma forma, a troca de informação assumiu formas cada vez mais rápidas e mais reduzidas nos jovens pertencentes às novas gerações (Young & Abreu, 2010). Essa nova forma de se viver e pensar criou o que se denomina de “cognição digital”, isto é, a utilização das novas e recém-criadas habilidades de funcionamento mental que são expressivamente distintas daquelas de gerações que não utilizaram os dispositivos eletrônicos de hoje. Está cada vez mais claro que esses recursos, quando usados em excesso, não promovem um avanço das habilidades cerebrais.

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Capítulo 56. Por que temos pesadelos? sonhos ruins têm uma função importante para o cérebro

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Os pesadelos são experiências mentais vividas de maneira realista e experimentadas durante o sono profundo. Muitas vezes, eles nos fazem acordar com o coração batendo mais rápido, com a respiração alterada e transpirando.

Pesadelos tendem a ocorrer predominantemente durante a fase REM (do inglês rapid eye movement, i.e., quando estão presentes os movimentos oculares rápidos) e quando se atinge um relaxamento muscular absoluto.

Como os períodos de sono REM se tornam mais frequentes à medida que a noite avança, temos a impressão de que os pesadelos ocorrem com mais frequência nas primeiras horas da manhã.

Algumas das funções atribuídas ao sono REM incluem a manutenção do equilíbrio geral do organismo, a liberação de substâncias que regulam o ciclo vigília-sono e a temperatura corporal, a consolidação da memória, entre outros.

Embora seja verdade que os pesadelos são mais comuns entre as crianças, sabe-se que 1 a cada 2 adultos tem pesadelos de vez em quando, e entre 2 e 8% da população adulta é atormentada por pesadelos mais frequentes.

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