281 capítulos
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Capítulo 1 - Uso problemático de mídias interativas entre crianças e adolescentes: dependência, compulsão ou síndrome?

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Michael Rich, Michael Tsappis e Jill R. Kavanaugh

Tudo começa de forma benigna. Pais orgulhosos colocam um tablet na frente de seu bebê e ficam maravilhados com sua esperteza. Às crianças que estão começando a andar são dados aparelhos eletrônicos para mantê-las quietas nos restaurantes. Crianças em idade escolar ganham smartphones para manterem contato com os pais – e usá-los para trocarem mensagens de texto umas com as outras. Pré-adolescentes tornam-se mestres em videogame online, competindo com e contra gamers de todo o mundo. Adolescentes no ensino médio fazem suas lições de casa em laptops com várias janelas abertas, enviando mensagens instantâneas aos amigos, acompanhando e criando dramas nas redes sociais, jogando e provocando, namorando e atiçando uns aos outros. A revolução digital, com sua rápida proliferação de dispositivos eletrônicos com telas, vem transformando não apenas a maneira como nos comunicamos, educamos e entretemos, mas também como nos comportamos no papel de indivíduos e na sociedade. Nenhum grupo tem sido mais profundamente afetado do que as crianças e os adolescentes.

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Capítulo 37. Teste de Trilhas Coloridas no Brasil (Color Trails Test)

Leandro F. Malloy-Diniz, Daniel Fuentes, Paulo Mattos, Neander Abreu Grupo A PDF Criptografado

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Teste de Trilhas Coloridas no Brasil

(Color Trails Test)

IVAN SANT’ANA RABELO

Para que o ser humano seja capaz de realizar as inúmeras atividades de seu cotidiano, seja no trabalho, seja nos estudos, desde as mais simples atividades às mais complexas,

é necessário que ele tenha a capacidade de selecionar, focalizar e dividir a atenção adequadamente. Os estudos sobre os processos que envolvem a atenção despertam interesse de inúmeros pesquisadores há mais de um século e têm sido valorizados nos diferentes paradigmas que envolvem o comportamento humano.

Gazzaniga, Ivry e Mangun (2006) referem-se à atenção como o tipo de concentração em uma tarefa mental, na qual são selecionados alguns estímulos perceptivos, para ser desenvolvido um processamento posterior enquanto é realizada a tentativa de excluir outros estímulos que interferem nesse processo. Corroborando essa ideia, a atenção permite ao ser humano, juntamente com outros recursos cognitivos, como memória, coordenação motora, etc., emitir respostas adequadas mediante estímulos que julgue importante responder em determinados aspectos do ambiente.

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Capítulo 11 - A ferramenta improve: um recurso para auxiliar famílias e terapeutas

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Philip Tam

Nas últimas duas décadas ou mais, muitos passos positivos foram dados no amplo campo da psicologia e da psicopatologia relacionadas à internet e ao computador, depois das primeiras descrições clínicas de transtorno de dependência de internet (TDI), em meados da década de 1990 (Young, 1996), e do subsequente surgimento da pesquisa e do interesse clínico nesse domínio complexo e em constante evolução. Hoje existem vários periódicos revisados por pares reconhecidos internacionalmente que se dedicam ao estudo do amplo campo da psicologia da internet, tendo sido publicados muitos estudos extensos, potentes e significativos na área. Um importante domínio que é menos estudado é aquele do papel dos fatores da parentalidade na evolução do TDI e da forma que os adolescentes e, mais importante, as crianças se situam dentro da parentalidade e do ambiente familiar. Este capítulo tem como objetivo destacar a principal relevância do contexto familiar e social em indivíduos com TDI por meio do desenvolvimento de uma nova estrutura holística para avaliação, a ferramenta IMPROVE.

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Capítulo 10 - Motoristas adolescentes e distrações digitais mortais: prevenção e políticas

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

David Strayer

Uma fatalidade adolescente em nossas estradas é inaceitável; seis fatalidades todos os dias é ultrajante.

Por volta das 21 horas do dia 14 de janeiro de 2012, Taylor Sauer, estudante universitária de 18 anos, estava dirigindo da Universidade Estadual de Utah, onde fazia especialização em educação fundamental primária, para a casa de seus pais, em Caldwell, no Estado de Idaho, a 4 horas de distância pela estrada interestadual I-84. O futuro de Taylor era brilhante. Ela tinha acabado de se formar no Marsing High School, onde foi a segunda melhor da turma e bolsista pela National Merit Scholarship. Ela tinha aspirações de “ir mais longe e ganhar o mundo”. Enquanto dirigia, ela estava usando o telefone celular para enviar mensagens de texto e fazer postagens no Facebook a cada mais ou menos 90 segundos, para passar o tempo. Muitas de suas postagens eram sobre seu time de futebol americano favorito, o Denver Broncos. Segundos depois de postar “Não posso falar agora. Dirigir e postar no Facebook não é seguro! Haha”, seu carro bateu em um caminhão-tanque que viajava devagar pela faixa da direita. No momento do impacto, seu carro estava a 128 km/h, e não havia evidências de ela ter freado ou feito qualquer manobra evasiva antes do impacto. Depois do impacto inicial, seu veículo foi abalroado por trás por outro caminhão semipesado. Taylor foi declarada morta no local do acidente. Em uma entrevista após o acidente, sua mãe disse que Taylor era uma “adolescente comum que ficou presa no mundo multitarefa da modernidade”.

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Medium 9788582715802

Capítulo 34. Por que você deve saber o que é resiliência e colocar o conceito em prática

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

O termo resiliência quer dizer – em seu significado original, da Física – o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem a ocorrência de dano ou ruptura. A psicologia pegou emprestada a palavra, criando o termo “resiliência psicológica”, para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, e sua capacidade de recuperação emocional. Falando de uma maneira bem simples, quanto mais resiliente você for, mais fortemente estará preparado para lidar com as adversidades da vida.

Embora exista certa controvérsia a respeito dos indicadores de uma boa resiliência, não se acredita que ela seja resultante de um traço de caráter ou de personalidade; na verdade, a melhor definição da palavra seria o resultado de um processo de aprendizagens de vida. Portanto, você, assim como eu, está apto a desenvolvê-la.

Desde a infância, pessoas que ativamente se esquivam das dificuldades ou são isoladas dos problemas do dia a dia (como fazem alguns pais para “poupar” os filhos) deixam de “treinar” suas habilidades de resiliência. Assim, quando crescem, essas pessoas não conseguem apresentar repertórios adequados de enfrentamento de problemas e perdem a habilidade de atravessar as situações de crise de maneira construtiva.

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