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Medium 9788582715055

Capítulo 20. O pensamento e suas alterações

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

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O pensamento e suas alterações

Eu sou, eu existo; isso é certo; mas por quanto tempo? A saber, por todo o tempo em que eu penso; pois poderia ocorrer que, se eu deixasse de pensar, eu deixaria ao mesmo tempo de ser ou de existir. Agora eu nada admito que não seja necessariamente verdadeiro: portanto, eu não sou, precisamente falando, senão uma coisa que pensa [...]

Descartes

Cabe alertar que este capítulo se sobrepõe e dialoga com os capítulos seguintes sobre o juízo de realidade/delírio e sobre a linguagem e suas alterações. O juízo de realidade/delírio, embora seja um aspecto do pensamento, pela importância do delírio em psicopatologia, foi tratado em capítulo próprio.

A linguagem, embora distinta do pensamento, muitas vezes é sobreposta a ele ou considerada sua simples e automática expressão.

Isso não nos parece adequado, pois, embora pensamento e linguagem se articulem muito intimamente no ser humano, há aspetos específicos e autônomos em cada um deles (para este debate, ver Pinker, 2008; Arendt, 2017).

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Medium 9788541204125

1 Terapia de Família com Filhos Adolescentes e Pais na Meiaidade

CASTANHO, Gisela M. Pires Grupo Gen PDF Criptografado

1

Terapia de Família com

Filhos Adolescentes e

Pais na Meia‑idade

Gisela M. Pires Castanho

CC

Introdução

Adolescência e meia‑idade são termos asso‑ ciados a crises familiares. No entanto, pouco se escreve sobre esse sistema familiar, que inclui dois tipos diferentes de transformações: as da adolescência – rápidas e intensas – e as da meia‑idade, associadas a questionamentos exis‑ tenciais, ao excesso de trabalho e à preparação para a terceira idade. A ideia de escrever este capítulo veio da carência de produção científica brasileira sobre esse tema.

A adolescência, por ser um fenômeno do desenvolvimento psicológico, social e cultural, só é encontrada na espécie humana. Inicia‑se com a puberdade, que é um processo biológico comum a todos os mamíferos, quando começa o processo de maturidade sexual que marca o final da infância. As diversas mudanças corporais que passam a ocorrer a partir da puberdade abalam o jovem e sua família, que passa a conviver com um in­di­ví­duo que enfrenta adaptações na coor‑ denação motora e aumento na força física e tam‑ bém adquire novas habilidades físicas e mentais.

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Medium 9788582712153

Capítulo 5 - “Não suporto cometer erros”: como sentir-se “suficientemente bom”

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

“ Não su po r to cometer e rro s”: co mo sent i r-se

“ s ufic ien temente bom”

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Allen estava tendo muitas dificuldades em realizar as tarefas no trabalho.

Ele sentia medo de cometer um erro e depois se arrepender. “Ou passo uma quantidade incrível de tempo trabalhando em algo para fazê-lo satisfatoriamente”, disse-me ele, “ou o evito completamente. Não existe um meio-termo”. Trabalhando para uma empresa de marketing, Allen redigia relatórios regularmente, e seu medo de cometer erros o levava a procurar todos os ângulos antes de concluir um relatório, pedindo conselhos e reasseguramentos a todos os colegas. Em vez de passar oito horas no trabalho, ele ficava no escritório até tarde da noite e depois levava mais trabalho para casa, o que ocupava as suas noites e fins de semana. Quando não estava absorvido em tentar fazer as tarefas corretamente, estava se preocupando se havia cometido algum erro em um relatório e se isso voltaria para assombrá-lo.

Allen vivia em pavor constante. Pressionava-se para dizer a coisa certa, escrever a coisa certa e sempre parecer estar “por cima”. Ironicamente, esse desejo de fazer tudo certo fazia com que parecesse inseguro para seus colegas. Ele dizia a Lisa, sua colega: “Não estou certo se abrangi tudo neste relatório. Você acha que eu deveria revisar esses números de novo? E se a chefe não gostar? Você acha que ela está de mau-humor hoje?”. Lisa se afastava, perguntando-se por que Allen era tão inseguro, e pensava: Talvez ele esteja certo. Talvez não esteja fazendo um trabalho suficientemente bom.

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Medium 9788520450444

29. Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de delirium

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

29

Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de delirium

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Evalda Cançado Arantes

Hideko Takeuchi Forcella (in memoriam)

PON­TOS A APREN­DER

1. Discorrer sobre delirium.

2. Descrever o comportamento do paciente com delirium.

3. Listar os diagnósticos de enfermagem comuns a pacientes com delirium.

4. Identificar os resultados esperados comuns a pacientes com delirium.

5. Elaborar as intervenções de enfermagem indicadas à pessoa com delirium.

PALAVRAS-CHAVE

Delirium, processo de enfermagem, enfermagem em saúde mental e psiquiátrica.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Histórico do termo delirium. Conceito. Dados epidemiológicos.

Etiologia. Caracterização do delirium. Exames complementares. Tratamento.

Processo de enfermagem. Avaliação da intervenção. Considerações finais.

Propostas para estudo. Referências bibliográficas.

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Medium 9788527731546

72 - Transtorno de Impulso na Visão Sistêmica

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

72

Transtorno de Impulso na

Visão Sistêmica

Flavia Serebrenic Jungerman

Introdução

A impulsividade é um traço de personalidade implicado em um número variado de comportamentos normais e patológicos.1 É caracterizada por um comportamento sem o devido pensamento;

é a tendência a se comportar com menos pensamento prévio que a maior parte das pessoas ou a predisposição a reações rápidas, não planejadas, frente a estímulos internos e externos, sem a preocupação com conse­quências negativas.

Como ponto de partida, a impulsividade é considerada um fenômeno primário de desinibição do comportamento, caracterizado por atos rea­li­zados subitamente, sem planejamento, ou sob a pressão de um desejo irreprimível. Isso inclui perda de controle sobre comportamentos agressivos contra si mesmo ou contra outros, comportamento transgressivo e antissocial, comportamento errático por déficit de atenção ou instabilidade afetiva e as chamadas compulsões quí­micas e não quí­micas (compras, comida, sexo, jogo, internet etc.).2

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