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Capítulo 3. Empirismo colaborativo e descoberta guiada

Robert D. Friedberg, Jessica M. McClure Grupo A PDF Criptografado

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Empirismo colaborativo e descoberta guiada

Cada técnica cognitivo-comportamental é adaptada às crianças individualmente, por meio do empirismo e da descoberta guiada. Esses conceitos nos permitem ajustar o tratamento às necessidades dinâmicas de crianças diferentes. Neste capítulo, definimos empirismo colaborativo e descoberta guiada.

Além disso, discutimos como várias questões

(p. ex., idade, motivação, etnia, fase da terapia) influenciam o empirismo colaborativo e a descoberta guiada.

DEFININDO COLABORAÇÃO

Muitas vezes, os críticos argumentam que os terapeutas cognitivos negligenciam o relacionamento terapêutico (Gluhoski, 1995; Wright

& Davis, 1994). Entretanto, esse argumento é infundado e pinta uma caricatura, em vez de um panorama verdadeiro da terapia cognitiva. Na verdade, o manual original da terapia cognitiva (A. T. Beck et al., 1979) estabelece explicitamente que os terapeutas devem ser capazes de se comunicar de maneira empática, preocupada, cordial e genuína. Além disso,

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Medium 9788582715093

Capítulo 4 - Romances Familiares (1909b)

Celso Gutfreind Grupo A PDF Criptografado

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ROMANCES FAMILIARES

(1909b)

O único meio de alcançar autonomia é construir uma quimera, uma representação teatral de si, uma fascinação pelo inesperado, um amor pelos recomeços que balizam o romance de nossa vida.

Boris Cyrulnik

Romances familiares foi publicado originalmente como prefácio para um livro de Otto Rank. Freud pensava no tema há mais tempo. No começo, ele atribuía essa construção aos paranoides, estendendo-a depois a todos os neuróticos. O texto é curto e não tem a intenção de refletir diretamente sobre a estética, mas o elegemos como um dos carros-chefes do assunto.

Marthe Robert (apud Green, 1994) mostrou as relações entre um romance familiar e a escritura do romance literário, assim como Sara

Kofman (1996). Otto Rank (2015) relaciona-o com o mito do herói, o conflito entre o real e o ideal, tema recorrente dos romances e base da ficção. Freud destaca a importância do processo de independência e o

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Medium 9788582715499

Capítulo 10. Sessão quatro: Uma melhor versão de mim mesmo

Tayyab Rashid, Martin Seligman Grupo A PDF Criptografado

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SESSÃO QUATRO

Uma melhor versão de mim mesmo

A sessão quatro, a última das sessões que focam nas forças de caráter, examina a articulação e a implantação de um plano escrito de autodesenvolvimento positivo, pragmático e persistente.

A prática central da psicoterapia positiva (PPT) abrangida nesta sessão é Uma Melhor Versão de Mim Mesmo.

ESBOÇO DA SESSÃO QUATRO

Conceitos Centrais

Prática na Sessão: Uma Melhor Versão de

Mim Mesmo

Reflexão e Discussão

Vinhetas

Adequação e Flexibilidade

Considerações Culturais

Manutenção

Recursos

CONCEITOS CENTRAIS

Muitos de nós somos motivados para o autoaperfeiçoamento, a superação dos nossos desafios e a promoção do nosso bem-estar. No entanto, o tempo requerido para fazer a autorreflexão necessária ao autoaperfeiçoamento e para passar da intenção para a ação é cada vez mais difícil de encontrar devido às nossas vidas agitadas, sempre cheias de engenhocas e estressores externos. Entretanto, julgando pelos bilhões em vendas de produtos de autoajuda (livros, vídeos, workshops, retiros e aplicativos), nosso apetite pelo autoaperfeiçoamento não diminuiu. A noção da criação de um self futuro melhor ou o melhor possível – seja no domínio

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Medium 9788582715055

Capítulo 40. Síndromes relacionadas à cultura

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

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Síndromes relacionadas à cultura

PSICOPATOLOGIA E CULTURA

O universo cultural no qual o indivíduo se desenvolveu traz consigo um conjunto de valores, símbolos, atitudes, modos de sentir, de sofrer, enfim, formas de organizar a subjetividade e a vida social, que são fundamentais na constituição do sujeito, das suas relações interpessoais e de seu adoecer.

O ser humano deve ser compreendido em suas duas dimensões básicas: sua constituição, seu funcionamento biológico (natureza) e o conjunto de experiências interpessoais; e sua história e o contexto social no qual vive e foi formado (cultura).

A significação dos fenômenos naturais (fisiologia, doenças físicas, alterações neuronais) é sempre produto de uma reinterpretação, de um

“constituir sentidos” à luz do contexto cultural

(a chamada “segunda natureza”). Essa dupla dimensão da experiência humana é reconhecida desde a Antiguidade; assim, o filósofo estoico de Roma, Cícero (106-43 a.C.), afirmava que “pelo uso das nossas próprias mãos criamos dentro do reino da natureza uma segunda natureza para nós mesmos”. Essa segunda natureza

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Medium 9788582712573

Parte III - Focos de Intervenção

Ricardo Wainer, Kelly Paim, Renata Erdos, Rossana Andriola Grupo A PDF Criptografado

Parte III

FOCOS DE

INTERVENÇÃO

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capítulo 9

O PAPEL PREVENTIVO DA

TERAPIA DO ESQUEMA

NA INFÂNCIA

Kelly Paim

Martha Rosa

Intervenções psicoterápicas na infância, além dos benefícios em curto prazo, são também fundamentais em seu papel preventivo, considerando que sintomatologias psicopatológicas dessa fase do desenvolvimento são, muitas vezes, preditoras de transtornos mentais graves na vida adulta (Calvete, 2013;

Hinrichsen, Sheffield, & Waller, 2007; Sheffield, Waller, Emanuelli, & Murray,

2006). As consequências de estresse precoce são observadas inclusive no desenvolvimento estrutural e funcional do cérebro (Martins, Tofoli, Baes, & Juruena,

2011; Tofoli, Baes, Martins, & Juruena, 2011), e, além disso, a exposição a experiências nocivas nessa faixa etária resulta em modelos desadaptativos na construção de crenças sobre si mesmo, sobre os outros e sobre as relações (Cecero &

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