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Capítulo 34 - Terapia psicanalítica com púberes e adolescentes

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

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MANUAL DE TÉCNICA PSICANALÍTICA

Terapia Psicanalítica com

Púberes e Adolescentes

Dentro do enfoque psicanalítico, cabe uma atenção especial a quatro vertentes: a biológica, a familiar, a das interações sociais e a da vertiginosa aceleração da cultura “pós-modernista”.

É útil iniciar este capítulo definindo a conceituação e os significados que, aqui, o termo “adolescente” representa em diferentes dimensões.

Assim, de modo geral, considera-se que a adolescência abrange três níveis de maturação e desenvolvimento: a puberdade (ou pré-adolescência) no período dos 12 aos 14 anos, a adolescência propriamente dita, dos 15 aos 17 e a adolescência tardia, dos 18 aos 21 anos, cada uma delas com suas características próprias e específicas que exigem abordagem psicanalítica com aspectos singulares para cada uma delas; no entanto, neste capítulo, serão abordados quase que unicamente os aspectos técnicos relativos aos adolescentes após a puberdade.

Até algumas décadas atrás, o grau de desistência da análise por parte de pacientes adolescentes era bastante elevado, em boa parte devido ao fato de que, com eles, a análise sistematicamente enfocada na neurose de transferência deixava-os confusos e temerosos, devido a uma natural falta de plenas condições em discriminar, naquilo que o analista interpretava, entre o que é abstrato (“é como se...”) e o que lhe parece ser concreto (“realmente você está apaixonado por mim...”).

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Medium 9788536302065

Capítulo 36 - A Situação Analítica

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

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A Situação Analítica

Cabe-nos, agora, abordar um tema complexo e atraente, o processo psicanalítico. É algo que desperta o entusiasmo e até mesmo a paixão dos analistas – e assim deve ser. Se o estudo da técnica tem uma finalidade fundamental, não pode ser outra se não a de contribuir para que cada um adquira seu estilo e seu ser analítico, sua identidade, que depende da congruência entre o que se pensa e o que se faz, congruência esta que deriva, em boa parte, de como se entenda o processo psicanalítico. Sempre será preferível um analista que pense de forma coerente com o que faz, embora seu esquema referencial não seja de meu agrado, a outro que pensa como eu, e não como pensa ele mesmo.

Ao falar de processo analítico, faço-o em termos amplos e intencionalmente pouco precisos para abarcar em sua totalidade os fatos que vamos estudar. Entretanto, se quisermos ser rigorosos, a primeira coisa que deveremos fazer é discriminar entre o processo e a situação analítica.

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Medium 9788573074826

36 As Atuações (Actings)

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

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As Atuações (Actings)

Na literatura psicanalítica, o fenômeno acting

(neste capítulos os termos “acting” e “atuação” serão empregados indistintamente) aparece definido de forma imprecisa e designando distintas significações. O inegável é que ele se constitui como um dos aspectos mais importantes do processo psicanalítico, quer pelos múltiplos significados que comporta, como também pela sua alta freqüência.

Assim, pode-se dizer que alguma forma de “atuação” surge em toda e qualquer análise, seja de forma benéfica ou maléfica, manifesta ou oculta, discreta ou acintosa, dentro (acting-in) ou fora (actingout) do consultório.

Nas primeiras formulações de Freud, o conceito de acting aludia tão somente a uma modalidade de resistência que o paciente empregava, com a finalidade inconsciente de impedir que as repressões tivessem acesso à consciência, correndo o risco de elas serem lembradas. Constituía-se, portanto, em um fenômeno essencialmente pertinente ao processo analítico que, como tantos outros, deveria ser comprendido e interepretado pelo analista.

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Medium 9788536308661

Parte II. Os Anos da Maturidade (1911-1920)

Jean-Michel Quinodoz Grupo A PDF Criptografado

Ler Freud 115

PARTE II

OS ANOS DA MATURIDADE

(1911-1920)

“NOTAS PSICANALÍTICAS SOBRE UM RELATO

AUTOBIOGRÁFICO DE UM CASO DE PARANÓIA

(O CASO DE PARANÓIA: O PRESIDENTE SCHREBER)”

S. FREUD (1911c)

Após as neuroses, o estudo das psicoses

Depois de ter-se empenhado em descobrir a origem das neuroses, em especial da neurose histérica e da neurose obsessiva, Freud parte para a pesquisa de um mecanismo específico na origem da psicose. Ele ficou impressionado com as analogias entre o conteúdo psicossocial dos delírios produzidos pelos pacientes paranóicos e o conteúdo psicossexual reprimido pelas neuroses, como se os primeiros expressassem abertamente as fantasias que os segundos ocultam em seu inconsciente. A partir de

1907, Freud se indaga sobre as possíveis relações entre a paranóia e a demência precoce ou esquizofrenia e, na época de suas discussões com K. Abraham e C. G. Jung, ele toma conhecimento da existência de Memórias de um doente dos nervos, obra autobiográfica de Daniel Paul

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Medium 9788582714607

Primeira estação do amor

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

FILME:

TEMAS:

O primeiro amor

Construção da identidade de gênero

O preço da fantasia romântica

Perda e rompimentos dilacerantes

Acaso versus predestinação

Restos infantis no amor

Aadolescência é considerada a estação do amor, mais especificamente a primavera do ser humano, época do cio. Talvez devêssemos pensar o contrário: que seria o amor a chave do estado adolescente, independentemente da idade do apaixonado. De qualquer maneira, seja exercido, seja fantasiado, o amor é o espaço mais propício para elaborar tudo o que é imprescindível à formação de nossa identidade. Os primeiros são os amores de dentro de casa, paixões incestuosas, inaugurais, fundamentais e fabricantes da neurose. A partir da adolescência, chegam as experiências que vão colocar em jogo todo esse acervo de fantasias que sobreviveram ao fim da infância. As vivências que virão a partir daí também ajudam a lapidar nossa identidade, porque no amor estamos sempre aprendendo a ser.

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