335 capítulos
Medium 9788582715055

Capítulo 20. O pensamento e suas alterações

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

20

O pensamento e suas alterações

Eu sou, eu existo; isso é certo; mas por quanto tempo? A saber, por todo o tempo em que eu penso; pois poderia ocorrer que, se eu deixasse de pensar, eu deixaria ao mesmo tempo de ser ou de existir. Agora eu nada admito que não seja necessariamente verdadeiro: portanto, eu não sou, precisamente falando, senão uma coisa que pensa [...]

Descartes

Cabe alertar que este capítulo se sobrepõe e dialoga com os capítulos seguintes sobre o juízo de realidade/delírio e sobre a linguagem e suas alterações. O juízo de realidade/delírio, embora seja um aspecto do pensamento, pela importância do delírio em psicopatologia, foi tratado em capítulo próprio.

A linguagem, embora distinta do pensamento, muitas vezes é sobreposta a ele ou considerada sua simples e automática expressão.

Isso não nos parece adequado, pois, embora pensamento e linguagem se articulem muito intimamente no ser humano, há aspetos específicos e autônomos em cada um deles (para este debate, ver Pinker, 2008; Arendt, 2017).

Ver todos os capítulos
Medium 9788582712733

Capítulo 14 - Considerações Sobre a Escala de Autoeficácia para Escolha Profissional (EAE-EP)

Rosane Schotgues Levenfus (Org.) Grupo A PDF Criptografado

14

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCALA DE

AUTOEFICÁCIA PARA ESCOLHA PROFISSIONAL (EAE-EP)

Ana Paula Porto Noronha

Rodolfo A. M. Ambiel

O presente capítulo destina-se à apresentação da Escala de Autoeficácia para Escolha Profissional (EAE-EP), cujo objetivo é a avaliação das crenças dos indivíduos sobre sua capacidade de se engajar em tarefas relativas à escolha profissional. O instrumento foi construído com base nos pressupostos da teoria social cognitiva de desenvolvimento de carreira, defendida por Lent,

Brown e Hackett (1994). Os autores preconizam que a autoeficácia e as expectativas de resultado formam-se a partir de experiências de aprendizagem anteriores, além de serem influenciadas por fatores pessoais, entre os quais estão predisposições genéticas, raça e gênero. Além disso, as experiên­ cias de aprendizagem também sofrem in­ fluências sociais e culturais, da família e escola e de outras fontes.

A justificativa para a avaliação da autoeficácia em momento de escolha de carreira, em contexto clínico ou educacional, se dá com base na importância desse processo no autoconhecimento do indivíduo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715154

Capítulo 1. O reflexo inato

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A PDF Criptografado

1

O reflexo inato

Objetivos do capítulo

Ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de:

1  Definir, identificar e prover exemplos de estímulos e respostas;

2  Definir, identificar e prover exemplos de comportamento reflexo inato;

3  Definir, identificar e prover exemplos das leis do reflexo inato: intensidade-magnitude, limiar e latência;

4  Definir, identificar e prover exemplos de habituação e sensibilização da resposta;

5  Relacionar de forma geral os comportamentos reflexos inatos à compreensão e ao estudo das emoções;

6  Definir o comportamento reflexo em termos de contingências estímulo-resposta.

Quando você vai ao médico e ele bate o martelo no seu joelho, o músculo de sua coxa é contraído (você “dá um chute no ar”); quando a luz incide sobre a pupila do seu olho, esta se contrai; quando você ouve um barulho alto e repentino, seu coração dispara (taquicardia); quando entra em uma sala muito quente, você começa a suar. Esses são apenas alguns exemplos de comportamentos reflexos inatos. Note que há algo em comum em todos eles: há sempre uma alteração no ambiente que produz uma alteração no organismo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713440

Capítulo 2 - Transtorno de estresse pós-traumático

David H. Barlow Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 2

Transtorno de estresse pós-traumático

Candice M. Monson

Patricia A. Resick

Shireen L. Rizvi

Traumas graves e inesperados ocorrem em menos de um minuto, mas suas consequências duram toda a vida. A tragédia representada pelo transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) fica muito visível quando as origens do trauma acontecem no contexto da desumanidade do homem para com o homem.

Neste capítulo, o caso de “Tom” ilustra a psicopatologia associada ao TEPT em todas as suas nuanças e apresenta uma descrição bastante pessoal de seu impacto. Em qualquer um dos vários eventos descritos de forma seca nas páginas internas dos jornais, Tom, no meio da confusão da Guerra do Iraque, atira em uma mulher grávida e a mata, com seu filho pequeno, na presença de seu marido e de seu pai.

O impacto desse evento o deixa devastado. A intervenção terapêutica sensível e especializada descrita neste capítulo é um modelo para novos terapeutas e refuta a noção de que, nesses casos graves, a terapia manualizada pode ser mecânica e automatizada. Além disso, a próxima geração dos tratamentos para TEPT, chamada de terapia de processamento cognitivo pelos autores, é detalhada o suficiente para permitir que profissionais com boa formação incorporem esses programas de tratamento à sua prática. Esse amplo programa aproveita as mais recentes evoluções em nosso conhecimento da psicopatologia do impacto do trauma ao incorporar estratégias elaboradas especificamente para superá-la, e o faz no contexto de mudanças significativas nos critérios diagnósticos do DSM-5. —D. H. B.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715055

Capítulo 3. Os principais campos e tipos de psicopatologia

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

3

Os principais campos e tipos de psicopatologia

Umas das principais características da psicopatologia, como campo de conhecimento, é a multiplicidade de abordagens e referenciais teóricos que tem incorporado nos últimos 200 anos. Tal multiplicidade é vista por alguns como

“debilidade” científica, como prova de sua imaturidade. Os psicopatólogos são criticados por essa diversidade de “explicações” e teorias, por seu aspecto híbrido em termos epistemológicos

(Ionesco, 1994).

Dizem alguns que, quando se conhece realmente algo, tem-se apenas uma teoria que explica cabalmente e organiza a observação dos fatos; quando não se conhece a realidade que se estuda, são construídas centenas de teorias conflitantes.

Discordo de tal visão; querer uma única “explicação”, uma única concepção teórica que resolva todos os problemas e dúvidas de uma área tão complexa e multifacetada como a psicopatologia,

é impor uma solução simplista e artificial, que deformaria o fenômeno psicopatológico.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos