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Capítulo 3. Psicopatologia e diagnóstico da depressão

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Psicopatologia e diagnóstico da depressão

Elie Cheniaux

INTRODUÇÃO

O termo “depressão” está relacionado a três diferentes significados. Ele pode se referir a um sintoma, uma queixa por parte de um indivíduo. Nesse caso, “depressão” equivale a

“tristeza” ou “humor triste”. A tristeza pode estar presente em situações patológicas, mas é, antes de tudo, um sentimento humano normal. Assim, em função de uma perda, decepção ou qualquer evento negativo, uma pessoa pode ficar triste, mas, na maioria das vezes, isso não está relacionado a um transtorno ou doença mental.

“Depressão” pode representar também uma síndrome psiquiátrica. Define-se síndrome como uma associação de sinais e sintomas que evoluem em conjunto, produzida por vários mecanismos e dependente de diversas causas.1 A síndrome depressiva pode ser classificada em primária e em secundária.

A depressão primária – genuína, idiopática ou essencial – caracteriza-se por apresentar causa desconhecida. A secundária, por sua vez, é associada a fatores causais bem-definidos, tais como substâncias exógenas (p. ex., medicamentos anti-hipertensivos), ou uma condição médica geral, como hipotireoidismo.2 Sendo a depressão uma síndrome, seus

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Medium 9788582713952

Capítulo 8 - Memória no cotidiano

Michael W. Eysenck, Mark T. Keane Grupo A PDF Criptografado

Memória no cotidiano

INTRODUÇÃO

Nos últimos 35 anos, houve um rápido aumento nas pesquisas sobre a memória no cotidiano. O estudo da memória no cotidiano se refere a como usamos a memória em nossa vida diária. A memória da vida cotidiana difere em alguns aspectos importantes dos tipos de memória tradicionalmente estudados em laboratório e discutidos nos Capítulos

6 e 7. Boa parte está relacionada a nossos objetivos e motivações (Cohen, 2008). Isso pode ser visto com maior clareza na memória prospectiva (recordar para executar as ações pretendidas). Nossas ações pretendidas são concebidas para ajudar a atingirmos nossos objetivos atuais. Por exemplo, muitas vezes o primeiro autor pretende localizar um artigo para atingir o objetivo de concluir um capítulo em um de seus livros.

Pesquisa da memória tradicional versus pesquisa da memória no cotidiano

Quais são as principais diferenças entre a abordagem tradicional da memória e a abordagem baseada em fenômenos da memória do cotidiano? Em primeiro lugar, muitas vezes as memórias do cotidiano são a respeito de eventos que aconteceram muito tempo atrás e com frequência foram pensados ou encenados durante esse tempo. Em consequência,

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Medium 9788582715734

Capítulo 9. Até que a morte nos separe: a contribuição da cultura para a manutenção de esquemas iniciais desadaptativos em relacionamentos abusivos

Kelly Paim, Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

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Tem uma câmera no canto do seu quarto. Um gravador de som dentro do carro. E não me leve a mal se eu destravar seu celular com sua digital. Eu não sei dividir o doce. Ninguém entende o meu descontrole. Eu sou assim não é de hoje. É tudo por amor. E tá pra nascer alguém mais cuidadoso e apaixonado do que eu. Ciumento, eu? E o que é que eu vou fazer? Se eu não cuidar, quem vai cuidar do que é meu? [...] Melhor falar baixinho, se não vão te roubar de mim.

Henrique & Diego – “Ciumento eu” feat Matheus & Kauan, 2017

Diversas regras sociais são estabelecidas sobre as relações conjugais. Manter os padrões “felizes para sempre”, “ser uma só pessoa após o casamento”, “ser propriedade um do outro” e viver juntos “até que a morte os separe” são algumas das demonstrações dessas regras ensinadas pela cultura e que, em alguns casos, tendem a causar sofrimento aos sujeitos envolvidos (Algarves, 2018; Cardoso, 2017; Cardoso & Costa, 2019).

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Medium 9788582715055

Capítulo 30. Síndromes maníacas e transtorno bipolar

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

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Síndromes maníacas e transtorno bipolar

HISTÓRICO

Cento e cinquenta anos antes de Jesus Cristo,

Areteu da Capadócia escrevia: “[...] alguns pacientes, depois de estarem melancólicos, têm arroubos de mania [...], assim, a mania é como uma variação do estado melancólico”. Portanto, na Antiguidade, há indícios de que já se reconhecia a possibilidade de se alternarem estados melancólicos com maníacos (embora melancolia e mania naquele contexto não eram exatamente o mesmo que são hoje). Entretanto, foi apenas no século XIX que os alienistas passaram a reconhecer com mais clareza o que chamaram de loucura circular ou loucura maníaco-depressiva, o nosso atual transtorno bipolar

(TB) (Goodwin; Jamison, 2010).

SINTOMAS DA

SÍNDROME MANÍACA

A base da síndrome maníaca são sintomas de euforia,  alegria exacerbada,  elação  (expansão do Eu), grandiosidade ou irritabilidade marcante, desproporcionais aos fatos da vida e distintos do estado comum de alegria ou entusiasmo que o indivíduo sadio apresenta em sua vida (Belmaker, 2004).

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Medium 9788582715154

Capítulo 8 - Segunda revisão do conteúdo

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A ePub Criptografado

No Capítulo 6, analisamos como os eventos antecedentes ao comportamento podem passar a controlá-lo. Assim, para compreender o comportamento, temos que entender não só suas consequências, mas também o contexto em que ele ocorre. No Capítulo 7, analisamos que, dependendo da forma como o estímulo reforçador é apresentado, o padrão comportamental do organismo muda. Analisamos também diversos critérios que podem ser estabelecidos para que o comportamento seja reforçado. Chamamos esses critérios de esquemas de reforçamento. Neste capítulo, faremos uma breve revisão dos Capítulos 6 e 7.

Os organismos também aprendem em quais circunstâncias seus comportamentos serão reforçados. Chamamos de operantes discriminados os comportamentos que estão sob o controle de estímulos antecedentes e consequentes, isto é, aqueles cuja ocorrência é determinada tanto pelo contexto em que ocorrem quanto pelas consequências que produzem. A maior parte do comportamento dos organismos não “ocorre no vácuo”, mas em situações específicas, ou seja, na presença de determinados estímulos e na ausência de outros. Chamamos de estímulos discriminativos (SD) os estímulos na presença dos quais uma determinada resposta será reforçada e se tornará mais provável de ocorrer. Chamamos de estímulos delta (SΔ) aqueles em cuja presença a resposta não será reforçada e será menos provável. O controle que os estímulos que antecedem o comportamento exercem sobre ele está diretamente ligado à aprendizagem de comportamentos operantes simples e complexos, sobretudo aqueles relacionados à leitura, à escrita e ao que chamamos cotidianamente de compreensão, por exemplo. A Tabela 8.1 traz uma série de exemplos de comportamentos operantes discriminados.

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