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Capítulo 57 - Quando o Apego e o Afeto Não Caminham Juntos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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QUANDO O APEGO E O AFETO

NÃO CAMINHAM JUNTOS

Ao longo do desenvolvimento da psicologia, sempre houve teóricos que se propuseram a descrever o psiquismo humano e seus mecanismos. A história registra, por exemplo, que, em 1879, em Leipzig, Alemanha, Wilhelm

Wundt teria criado o primeiro laboratório de pesquisa e de investigação.

De lá para cá, são incontáveis os esforços de algumas centenas de teóricos na procura de delinear aquilo que mais se aproxima da descrição do funcionamento mental. Para se ter uma ideia das diferentes linhas, até a

última contagem, registraram-se mais de 850 abordagens de psicoterapia no mundo. Entretanto, apenas uma minoria pode se orgulhar de ter sido extensivamente pesquisada e, portanto, desfrutar de um maior reconhecimento científico.

Um dos clínicos que merece efetivo destaque foi John Bowlby. Psicólogo inglês do século passado que empiricamente demonstrou o quanto as experiências infantis são determinantes na formação da estrutura psicológica da vida adulta.

Eu explico, pois é muito interessante.

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Medium 9788536307558

3. Aprendizagem pelas conseqüências: o reforço

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto De Medeiros Grupo A PDF Criptografado

Moreira & Medeiros

CAPÍTULO

3

Aprendizagem pelas conseqüências: o reforço

A abordagem até agora foi sobre o comportamento respondente, isto é, vimos um tipo de relação entre o ambiente (estímulo) e o organismo (resposta), na qual dizemos que um estímulo elicia uma resposta. Concluímos que nosso conhecimento sobre o comportamento respondente nos ajuda a compreender parte do comportamento e da aprendizagem humana, sobretudo no que diz respeito às emoções. A despeito da grande relevância do comportamento respondente para análise, compreensão e modificação (intervenção) do comportamento humano, ele sozinho (comportamento respondente) não consegue abarcar toda a complexidade do comportamento humano (e dos organismos em geral). Neste capítulo, conheceremos um segundo tipo de comportamento que engloba a maioria dos comportamentos dos organismos: o comportamento operante, termo cunhado por B. F. Skinner. Classificamos como operante aquele comportamento que produz conseqüências (modificações no ambiente) e é afetado por elas. Logo, consideraremos como as conseqüências daquilo que fazemos nos mantêm no mesmo caminho, ou afasta-nos dele. Entender o comportamento operante é fundamental para compreendermos como aprendemos nossas habilidades e nossos conhecimentos, ou seja, falar, ler, escrever, raciocinar, abstrair, etc.), e até mesmo como aprendemos a ser quem somos, a ter nossa personalidade.

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Medium 9788536302065

Capítulo 53 - Acting Out (II)

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS DA TÉCNICA PSICANALÍTICA

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53

Acting Out (II)

No capítulo anterior, tratamos de expor como surgiu o conceito de acting out nos escritos de Freud, tomando como ponto de referência os atos de termo errôneo (1901b), o “Epílogo” de “Dora” (1905e) e “Recordar, repetir e reelaborar” (1914g). Vimos também que a antinomia recordação/repetição parece alimentar ao mesmo tempo os conceitos de acting out e transferência, que

às vezes se superpõem e outras se separam no pensamento freudiano. Repassamos ainda o ensaio de 1945, no qual Fenichel esforça-se em deslindar os conceitos de transferência, acting out e ato neurótico, sem chegar a consegui-lo totalmente. Propus, por último, algumas precisões discutíveis e provisórias para nos orientar em nossa discussão.

AS PRIMEIRAS CONTRIBUIÇÕES

DE ANNA FREUD

Alguns anos antes do ensaio de Fenichel, Anna Freud abordou o tema do acting out e da transferência em O ego e os mecanismos de defesa (1936), mais precisamente no Capítulo 2, “A aplicação da técnica analítica ao estudo das instâncias psíquicas”. Aqui, como em todo o seu livro, Anna Freud aplica lucidamente a doutrina estrutural, procurando ordenar os conceitos com vistas à teoria e à clínica.

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Medium 9786581335052

8 - Emoções e regulação emocional

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Anthony Papa, PhD

Emerson M. Epstein, MA

Department of Psychology, University of Nevada, Reno

A reação e a desregulação emocional subjazem ou exacerbam a maioria dos problemas que são o foco da intervenção clínica. Neste capítulo, definimos o que é uma emoção, como ela se origina, como se torna desregulada e as implicações que esses entendimentos apresentam para a prática clínica.

As definições de emoção variam. Para alguns, emoções são construções, significados culturalmente definidos atribuídos a estímulos antecedentes e impostos às respostas afetivas de base neurofisiológica. Segundo essa perspectiva, a valência simples e as dimensões da excitação caracterizam essas respostas afetivas e, quando combinadas com um processo atribucional motivado pelo social, dão origem à percepção de distintas emoções (Barrett, 2012). Para outros, emoções são tendências de ação discretas que representam adaptações selecionadas naturalmente nos mamíferos. Essas tendências à ação fornecem uma estrutura básica para a resposta rápida a antecedentes historicamente recorrentes, específicos da espécie, visando a promover o sucesso evolutivo individual (Keltner & Haidt, 1999; Tooby & Cosmides, 1990). Outros ainda procuram chegar a um equilíbrio entre essas perspectivas e encaram as emoções como estados distintos, como na visão evolucionista básica, mas processos de avaliação evocados por situações específicas típicas da espécie são mediadores de sua emergência (Hofmann, 2016; Scherer, 2009).

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Medium 9788536307374

Capítulo 12 - O grupo avançado

Irvin D. Yalom, Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

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O grupo avançado

Quando um grupo atinge um grau de maturidade e estabilidade, ele deixa de apresentar estágios de desenvolvimento familiares e facilmente descritos. Inicia-se o rico e complexo processo de trabalho, e os principais fatores terapêuticos que descrevi anteriormente atuam com maior força e efetividade. Gradualmente, os membros envolvem-se de maneira mais profunda no grupo e usam a interação do grupo para abordar as questões que os trouxeram à terapia. O grupo avançado caracterizase pela capacidade crescente de reflexão, autenticidade, auto-revelação e feedback dos membros.1 Assim, é impossível formular diretrizes metodológicas específicas para todas as contingências. De um modo geral, o terapeuta deve tentar estimular o desenvolvimento e a operação dos fatores terapêuticos. A aplicação dos princípios básicos do papel e da técnica do terapeuta a eventos específicos do grupo e à terapia de cada paciente (conforme discutido nos Capítulos 5, 6 e 7) constitui a arte da psicoterapia e, por isso, não existe substituto para a experiência clínica, leitura, supervisão e intuição.

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