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Medium 9788536322117

12. Histeria, hipocondria e fenômeno psicossomático

Mello-Filho, Julio de Grupo A PDF Criptografado

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HISTERIA, HIPOCONDRIA E

FENÔMENO PSICOSSOMÁTICO

Otelo Corrêa dos Santos Filho

A histeria, a hipocondria e os fenômenos psicossomáticos representam articulações diversas do corpo com a psique, articulações essas que se expressam caracteristicamente rio corpo. A histeria nos remete

à neurose, a hipocondria ao delírio e à psicose e os fenômenos psicossomáticos a uma mal-estabelecida e intrigantemente pesquisada relação corpo-mente na qual o corpo vê-se atingindo concretamente em sua intimidade tecidual e humoral, não raras vezes levando a internações, cirurgias e à própria morte.

Também as manifestações psicossomáticas são frequentemente consideradas como o limite analisável, deixando-nos, analistas, diante da paradoxal sensação de impotência e desafio, na busca de expansão de nossos limites terapêuticos em confronto com os limites do investimento narcísico de nossa qualidade e capacidade analítica. Tomo a histeria e a hipocondria neste texto como referenciais para uma tentativa de aproximação psicanalítica aos fenômenos psicossomáticos, esta sim a razão principal do trabalho.

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Medium 9788536310824

Capítulo 4 - RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE NO BRASIL

Dalgalarrondo, Paulo Grupo A PDF Criptografado

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RELIGIÃO E

RELIGIOSIDADE NO BRASIL

E se Deus é canhoto

E criou com a mão esquerda?

Isso explica, talvez, as coisas deste mundo.

Carlos Drummond de Andrade,

Hipótese (In: Corpo)

AS MATRIZES RELIGIOSAS BRASILEIRAS

Tanto historiadores, como Alphonse Dupront (1978), e antropólogos, como

Marshall Sahlins (1990), concordam que a religião, seu ethos e visão de mundo tendem a estabelecer linhas de acentuda permanência histórica. Dupront (1978) argumenta que a experiência religiosa tem, na linha do tempo, no longo prazo, uma grande estabilidade nas visões de mundo que configura. Para Sahlins (1990), a religião dos povos situa-se nas “estruturas históricas de longa duração”. Assim, observar a constituição do campo religioso brasileiro em sua historicidade possivelmente permita algum insight de como ele se configura nos dias atuais.

Desde seu início, com a descoberta pelos portugueses, até cinco décadas atrás, o Brasil se identificou como um país praticamente de exclusividade católica. Pierucci

(2005) lembra bem que o ato fundador dessa nação foi uma mitificada “primeira missa” celebrada pelo franciscano frei Henrique de Coimbra, em Porto Seguro, no dia 26 de abril de 1500.

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Medium 9788536314648

Capítulo 16: Famílias com bebês

Luiz Carlos Osorio; Maria Elizabeth Pascual do Valle Grupo A PDF Criptografado

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Famílias com bebês

Olga Garcia Falceto

José Ovidio Copstein Waldemar

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, será abordado todo o universo das famílias em que há bebês, e não o das famílias só com bebês, definindo bebê como uma criança menor de 2 anos. Será dada especial atenção à chegada do primogênito – à “fundação” da família – mas descrevemos também vários tipos de situações envolvendo bebês que chegam ao consultório do terapeuta de família, desde casos simples até problemas psiquiátricos bem complexos. Será relatada uma pesquisa epidemiológica que demonstra a magnitude dos problemas descritos e serão assinaladas as semelhanças e as diferenças entre o que se chama psicoterapia paisbebê e a abordagem familiar sistêmica. Por fim, há a apresentação de vários casos clínicos que ilustram a diversidade dos desafios para as famílias e terapeutas.

A DEMOGRAFIA DAS FAMÍLIAS

COM BEBÊS E O ESTUDO DE

UM BAIRRO DE PORTO ALEGRE

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2005, havia no Brasil 3.500.482 crianças de menos de 1 ano, de uma população total de 179.556.501.

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Medium 9788536325279

Capítulo 6 - Desenvolvimento Cognitivo I: Estrutura e Processo

Helen Bee ; Denise Boyd Grupo A PDF Criptografado

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Desenvolvimento

Cognitivo I:

Estrutura e Processo

Objetivos da Aprendizagem

As ideias básicas de Piaget

A criança em idade escolar

6.1

6.11 O que são operações concretas e como elas representam um avanço sobre formas de pensamento anteriores?

Qual o papel dos esquemas no desenvolvimento cognitivo?

6.2 Como assimilação, acomodação e equilibração alteram os esquemas?

6.3 Quais são as quatro causas do desenvolvimento cognitivo propostas por Piaget?

Infância

6.4 Como Piaget descreveu o desenvolvimento cognitivo nos primeiros dois anos de vida?

6.5 O que os pesquisadores descobriram sobre a capacidade do bebê de lembrar e imitar as ações dos outros?

Os anos pré-escolares

6.6 Quais são as características do pensamento das crianças durante o estágio pré-operacional?

6.7 Como a pesquisa recente desafiou a visão de

Piaget sobre este período?

6.8 O que é uma teoria da mente e como ela se desenvolve?

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Medium 9788536315058

Capítulo 2: Uma abordagem psicodinâmicada patologia de personalidade

Eve Caligor Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 2

Uma abordagem psicodinâmica da patologia de personalidade

N

este capítulo, apresentamos uma abordagem psicodinâmica das patologias de personalidade. Descrevemos a psicopatologia que a psicoterapia dinâmica das patologias leves de personalidade (PDPLP) se propõe a tratar e definimos a população de pacientes que tem maior probabilidade de se beneficiar com este tratamento. Enfocamos em particular a rigidez que caracteriza a patologia leve de personalidade e descrevemos a apresentação clínica da rigidez da personalidade nessa população de pacientes. Também exploramos o espectro das operações defensivas associadas à rigidez da personalidade. Concluímos o capítulo com uma introdução ao conflito inconsciente e à relação entre o conflito inconsciente e as relações com os objetos internos na patologia de personalidade.

PERSONALIDADE E PATOLOGIA DE PERSONALIDADE

Definição de personalidade e patologia de personalidade

Personalidade refere-se à organização dinâmica de padrões constantes de comportamento, cognição, emoção, motivação e formas de se relacionar com os outros característicos de um indivíduo. A personalidade de um indivíduo é parte integrante da sua experiência consigo mesmo e com o mundo – a tal ponto que ele pode ter dificuldade de se imaginar sendo diferente. As relações entre os padrões de comportamento, cognição, emoção e interpessoais que são organizados para compor a personalidade de um indivíduo são chamadas

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