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Medium 9786581335052

15 - Redução da excitação

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Matthew McKay, PhD

The Wright Institute, Berkeley, CA

Os processos de redução da excitação abordados neste capítulo estão voltados para a excitação do sistema nervoso simpático (Selye, 1955) e podem ser distinguidos da redução da excitação voltada para os processos cognitivos (Beck, 1976), o controle atencional (Wells, 2011) e a descentralização/distanciamento/desfusão (Hayes, Strosahl, & Wilson, 012), que são tratados em outros capítulos deste livro. A história das estratégias modernas de redução da excitação começa na década de 1920, quando Jacobson (1929) introduziu o relaxamento muscular progressivo (RMP). Desde então, vários exercícios de respiração, relaxamento muscular e visualização foram acrescentados a um novo arsenal complexo denominado, em geral, como treinamento de relaxamento.

Na década de 1930, o relaxamento autógeno (Schultz & Luthe, 1959) apresentou uma nova forma de redução da excitação baseada na autossugestão: aqueles que procuram alívio do estresse por meio desse método repetem frases usando temas de calor, peso e outras sugestões. Ele foi praticado por anos na Alemanha, e Kenneth Pelletier (1977) o popularizou nos Estados Unidos.

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10 - Princípios evolucionistas da psicologia aplicada

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Steven C. Hayes, PhD

Department of Psychology, University of Nevada, Reno

Jean-Louis Monestès, PhD

Department of Psychology, LIP/PC2S Lab, University Grenoble Alpes

David Sloan Wilson, PhD

Departments of Biology and Anthropology, Binghamton University

A terapia baseada em evidências (EBT, do inglês evidence-based therapy) é baseada em evi-dências de quatro maneiras distintas. Em primeiro lugar, utiliza os recursos e contribui para os princípios básicos de mudança do comportamento. Em segundo, associa esses princípios a modelos e teorias aplicadas. Em terceiro, avalia as extensões e métodos tecnológicos em pesquisas cuidadosamente controladas. E, em quarto, examina se os resultados dos padrões de intervenção podem ser entendidos em termos dos princípios básicos e modelos ou teorias aplicadas.

As terapias cognitivas e comportamentais foram especialmente claras acerca dessas necessidades empíricas, ou pelo menos de uma parte delas. Há mais de 40 anos, a concordância com os passos 1 e 3 citados era considerada característica definidora da terapia comportamental inicial, na forma de “teoria da aprendizagem definida operacionalmente e em conformidade com paradigmas experimentais bem estabelecidos” (Franks & Wilson, 1974, p. 7). Este livro, no entanto, está organizado em torno dessa visão completa de quatro passos. Por exemplo, os Capítulos 6 a 9 focam nos princípios básicos da relevância aplicada, incluindo aqueles focados no comportamento, na cognição, na emoção e na regulação emocional e neurociências. Todos esses tópicos são provavelmente esperados em um livro deste tipo, mas não temos conhecimento de outros livros como este que incluam um capítulo fundador sobre a ciência da evolução.

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29 - Direções futuras em TCC e terapia baseada em evidências

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Steven C. Hayes, PhD

Department of Psychology, University of Nevada, Reno

Stefan G. Hofmann, PhD

Department of Psychological and Brain Sciences, Boston University

Nos primeiros tempos do movimento da terapia comportamental, o falecido Gordon Paul, poucos anos após ter recebido seu PhD, escreveu uma das perguntas mais citadas sobre o verdadeiro objetivo de uma ciência de intervenções baseadas em evidências (1969, p. 44): “Que tratamento, realizado por quem, é o mais efetivo para este indivíduo com esse problema específico, sob qual conjunto de circunstâncias, e como ele acontece?”. Incluímos essa citação no Capítulo 1 porque ela abriu as portas para uma abordagem científica da intervenção terapêutica que associa procedimentos baseados em evidências contextualmente específicos a processos baseados em evidências que resolvem os problemas e promovem a prosperidade de pessoas em particular. No entanto, essa abordagem não foi muito longe porque, nos primeiros tempos da terapia comportamental, havia uma crença muito grande de que os princípios e as teorias da aprendizagem formavam uma base adequada para os procedimentos clínicos. De fato, isso pode explicar por que dois anos antes Paul (1967) não havia incluído a frase “e como ele acontece” na formulação original dessa questão, em vez disso focando inteiramente em procedimentos baseados em evidências contextualmente específicos. Os processos de mudança eram algo secundário.

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16 - Enfrentamento e regulação emocional

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Amelia Aldao, PhD

Andre J. Plate, BS

Department of Psychology, The Ohio State University

Regulação emocional é o processo pelo qual os indivíduos modificam a intensidade e/ou a duração de suas emoções para responderem aos vários desafios apresentados pelo ambiente (p. ex., Gross, 1998). Esse construto provém da literatura de enfrentamento, especificamente sobre enfrentamento focado nas emoções (Lazarus & Folkman, 1984). Desde a publicação do modelo de processo de regulação emocional de Gross, em 1998, tem ocorrido um crescimento exponencial no estudo das estratégias de regulação emocional em pesquisa básica (Webb, Miles, & Sheeran, 2012) e clínica (Aldao, Nolen-Hoeksema, & Schweizer, 2010). Duas estratégias de regulação comumente discutidas são a reavaliação cognitiva (i. e., reinterpretação de pensamentos ou situações com o objetivo de mudar a intensidade e/ou a duração das experiências emocionais; ver o Cap. 21) e a aceitação (i.e., experimentar pensamentos, emoções e sensações fisiológicas no momento presente e observá-los de maneira não julgadora; ver o Cap. 24). No entanto, algumas vezes os clientes podem encontrar dificuldades quando procuram implantar essas estratégias de regulação emocional na vida diária, em parte porque sua eficácia varia como uma função do contexto (p. ex., Aldao, 2013).

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22 - Modificando crenças nucleares

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Arnoud Arntz, PhD

Department of Clinical Psychology, University of Amsterdam; Department of Clinical Psychological Science, Maastricht University

Uma das mais importantes estruturas cognitivas conceituadas pelas teorias cognitivas da psicopatologia é o esquema. Beck (1967) introduziu o conceito de esquema no contexto da terapia cognitiva, postulando que “um esquema é uma estrutura para triagem, codificação e avaliação dos estímulos que interferem no organismo” (p. 283). Segundo o ponto de vista dos processos da informação, ele pode ser pensado como uma estrutura de conhecimento generalizado na memória que representa o mundo, o futuro e o self. Acredita-se que governa elementos do processamento da informação, tais como atenção (no que focar), interpretação (o significado que é dado aos estímulos) e memória (quais memórias implícitas e explícitas são desencadeadas por pistas específicas).

Crenças nucleares são as representações verbais dos elementos centrais dos esquemas, algumas vezes denominados pressupostos nucleares. Depois que um esquema é ativado, processos atencionais seletivos permitem que boa parte da informação disponível permaneça não processada; no entanto, muito significado é agregado aos dados brutos quando um esquema é ativado.

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27 - Estimulando a motivação

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

James MacKillop, PhD

Peter Boris Centre for Addictions Research, Department of Psychiatry e Behavioural Neurosciences, McMaster University; Homewood Research Institute, Homewood Health Centre

Lauren VanderBroek-Stice, MS

Department of Psychology, University of Georgia

Catharine Munn, MD, MSc

Peter Boris Centre for Addictions Research, Department of Psychiatry and Behavioural Neurosciences, McMaster University; Student Wellness Centre, McMaster University

Um fato inegável para uma pessoa que procura tratamento psicológico é que ela deseja melhorar. Por sua vez, um corolário desse pressuposto é que quando um profissional de saúde mental oferece uma forma de entender o problema e, particularmente nas terapias comportamental e cognitiva, formula um plano de ação para tratá-lo, o cliente irá adotar vigorosamente as medidas necessárias para minorar o sofrimento existente. A realidade, no entanto, é que o curso do tratamento psicológico é frequentemente muito menos simples e linear. Os clientes evitam as atividades prescritas entre as sessões, não fazem a tarefa de casa, faltam às sessões ou recaem nos comportamentos penosos que foram a motivação para o tratamento.

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Medium 9788582716021

4 Sistemas e psicodinâmica: uma visão binocular para a terapia de casal

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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O objetivo deste capítulo é descrever algumas contribuições das abordagens sistêmica e psicanalítica à terapia de casal, discutindo sua articulação em uma perspectiva epistemológica batesoniana, orientada pelo conceito de dupla descrição. Essa perspectiva tem como metáfora a visão binocular, na qual diferentes descrições, irredutíveis entre si, podem ser articuladas em suas diferenças e semelhanças, levando à emergência de uma nova descrição, com novas informações, irredutíveis às visões anteriores. Aspectos teóricos de ambas as abordagens são delineados, relacionando diferentes perspectivas e posições em seu desenvolvimento histórico. As possibilidades de articulação de diferentes perspectivas e técnicas são discutidas em termos epistemológicos e metodológicos.

A expressão “terapia de casal” refere-se a diversas modalidades de tratamento que buscam modificar o relacionamento conjugal com o objetivo de melhorar a satisfação conjugal e superar dificuldades do relacionamento. Além disso, busca lidar com disfunções conjugais, aumentar a resiliência do casal e oferecer apoio psicológico em momentos de crises conjugais que podem ser previsíveis, como as decorrentes do ciclo de vida familiar, ou imprevisíveis, como adoecimentos e pressões socioeconômicas, entre outras. A disfunção da conjugalidade pode manifestar-se em vários sintomas, como aumento do sofrimento de um ou de ambos os cônjuges, dos filhos ou da família extensa, incluindo somatizações, e o surgimento ou agravamento de quadros clínicos psicológicos ou médicos preexistentes. Esse foco implica que dois indivíduos razoavelmente saudáveis podem formar, apesar disso, um relacionamento conjugal disfuncional. Ou, de outro modo, dois indivíduos diagnosticados com quadros psicopatológicos podem formar casamentos funcionais, até certo ponto, por complementação de suas dificuldades.

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24 Perícia psicológica em Varas de Família

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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O direito de família tem buscado atender a demanda social e suas novas configurações, tais como uniões homoafetivas, igualdade parental, paternidade ou maternidade socioafetiva, abandono afetivo, entre outras. Também busca garantir direito à diversidade com base, principalmente, nas relações de afeto. Nesse sentido, o profissional de psicologia que atua no contexto forense passou a se deparar com novos desafios em sua prática cotidiana. O objetivo deste capítulo é abordar o trabalho com as famílias envolvidas nas ações impetradas nas Varas de Família dos Tribunais de Justiça e o lugar ocupado pela avaliação psicológica, chamada de perícia judicial no contexto da legislação pertinente.

As Varas de Família do Poder Judiciário reúnem ações judiciais que dizem respeito aos assuntos ligados às questões que envolvem familiares e afins, tais como divórcio, disputa ou modificação de guarda de filhos, regulamentação de visitas, pensão alimentícia, investigação de paternidade, tutela e curatela, inventário, entre outras. Todos os processos judiciais impetrados nas Varas de Família são regidos por leis gerais, no caso pela Constituição Federal (Brasil, 1988) e pelo Código de Processo Civil (Brasil, 2015a).

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9 Maus-tratos na infância e o rompimento do ciclo intergeracional da violência

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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O bebê humano é o mais frágil de todas as espécies animais e é aquele que depende integralmente de um adulto cuidador para sobreviver. A criança também precisa de um adulto cuidador capaz de suprir suas necessidades físicas e emocionais e de proporcionar um ambiente seguro e que estimule seu desenvolvimento. Nesse sentido, destaca-se a importância da família como a instituição social que geralmente oferece um ambiente favorável ao desenvolvimento humano. Vale salientar que não basta que esse ambiente oferecido pelos cuidadores seja fisicamente seguro, ele precisa ser emocionalmente seguro para que a criança possa se desenvolver de forma saudável (Biglan, 2015). Nesse sentido, é necessário refletir sobre o que ocorre quando os adultos, que deveriam garantir o bem-estar da criança, são justamente aqueles que geram alto nível de estresse no ambiente. Sabe-se que as experiências de maus-tratos sofridas dentro de casa, sendo um dos pais o agressor ou ambos, podem ser devastadoras ao longo de todo o desenvolvimento do indivíduo.

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13 Famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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Este capítulo tem como objetivo atualizar ideias relacionadas às famílias de crianças em situação de vulnerabilidade pessoal e social por meio da teoria bioecológica do desenvolvimento humano (TBDH), preconizada por Bronfenbrenner (2011). Uma criança pode ser considerada em situação de vulnerabilidade pessoal quando seu desenvolvimento não ocorre de acordo com o esperado para a sua faixa etária, segundo os parâmetros de sua cultura.

A presença de fatores de risco externos ou internos, como físico (doenças genéticas ou adquiridas, prematuridade, problemas de nutrição, entre outros), social (exposição a um ambiente violento ou a drogas) ou psicológico (efeitos de abuso, negligência ou exploração), pode determinar vulnerabilidade. Eventos externos de risco estão relacionados às condições adversas do ambiente no qual as crianças se desenvolvem. Eles podem ser riscos proximais (em microssistemas nos quais elas interagem face a face) ou distais (sistemas nos quais elas não estão presentes, mas que têm influência sobre elas – nível exossistêmico ou macrossistêmico) (Bronfenbrenner, 2011).

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25 Terapia de casais: avaliação e intervenção

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

25

Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.

(Antonio Belchior, 1976)

O casamento, ou qualquer outra configuração possível de parceria íntima, forma a base das famílias, que são o pilar fundamental da sociedade. Trabalhar com casais envolve um manejo habilidoso por parte dos terapeutas, já que exige ouvir as demandas, compreender as vulnerabilidades que estão por detrás dos conflitos, promover motivação para o processo clínico, criar aliança terapêutica neutra e administrar as intensas emoções que se apresentam durante as sessões, o que pode ser um grande desafio. O objetivo deste capítulo é apresentar um modelo de avaliação e intervenção em casais, visando a auxiliar terapeutas que lidam com dilemas conjugais em sessões de terapia de casal, ou até mesmo em processos de terapias individuais. Iremos abordar, de forma introdutória, a história da terapia de casal no universo das psicoterapias, trazendo as contribuições referentes aos processos de avaliação, as principais teorias e as intervenções para esse público. Queremos que você se sinta encorajado a atuar nessa área como uma forma promissora de obter resultados terapêuticos e sociais. Produzir intervenções eficazes com casais pode ser um grande desafio, mas, ao mesmo tempo, é uma via muito gratificante de resultados reais e duradouros.

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Medium 9788582715314

Capítulo 4 - Sexting e a geração @: implicações, motivações e soluções

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

David L. Delmonico, Heather L. Putney e Elizabeth J. Griffin

O mundo da tecnologia oferece muitas vantagens às gerações futuras; contudo, também proporciona um ponto de preocupação quando se trata de desenvolvimento sexual e psicológico dos jovens. Uma dessas preocupações é o comportamento de sexting. A troca de imagens sensuais entre os adolescentes tem provado ser uma questão complexa e preocupante para os responsáveis pelo bem-estar das crianças, entre eles membros da família, escolas, igrejas, o sistema judicial e profissionais de saúde mental. Este capítulo explora o comportamento de sexting entre jovens, inclusive várias tipologias e estratégias para avaliação e prevenção.

Um dos desafios é a falta de uma definição consistente na literatura para os comportamentos relacionados ao sexting. Embora possa ocorrer em qualquer idade, inclusive na idade adulta, para o propósito deste capítulo, o sexting é definido como imagens e vídeos sexualmente explícitos produzidos por jovens (com menos de 18 anos de idade), transmitidos a outros que também têm menos de 18 anos. As imagens e os vídeos podem incluir jovens (menores de 18 anos) nus ou parcialmente nus e podem ou não se enquadrar na definição legal de pornografia infantil. Tais imagens e vídeos podem ser trocados por meio de diversas tecnologias, entre as quais redes sociais, mensagens de texto, aplicativos para telefone celular (p. ex., Snapchat, Instagram), webcams, câmeras digitais, e assim por diante.

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Capítulo 5 - Internet e dependência de jogos entre jovens no espectro autista: uma população especialmente vulnerável

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Debra Moore

Pesquisas recentes mostraram que os jovens no espectro autista são especialmente propensos a desenvolver comportamentos problemáticos de jogos de internet (Finkenauer, Pollmann, Begeer, & Kerkhof, 2012; Mazurek & Engelhardt, 2013; Romano, Osborne, Truzoli, & Reed, 2013). Embora não seja nenhuma surpresa, considerando as características biológicas, emocionais e sociais dessa população, o problema ainda não é amplamente reconhecido por pais, educadores ou clínicos. À medida que o número de jovens afetados aumenta, é vital que a conscientização cresça e as intervenções terapêuticas comecem a incluir as necessidades específicas desse grupo. Este capítulo examina os principais marcadores diagnósticos do autismo, explica como eles se relacionam com uma maior vulnerabilidade ao transtorno do jogo pela internet (TJI), apresenta maneiras proativas de diminuir essa suscetibilidade e propõe modificações específicas aos protocolos de tratamento atuais.

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Capítulo 9 - Resiliência e parentalidade preventiva

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Evelyn Eisenstein, Tito De Morais e Emmalie Ting

A questão de quão cedo é considerado realmente prematuro para crianças e adolescentes usarem dispositivos tecnológicos e redes sociais na internet ainda é um tema muito controverso para muitas famílias, para profissionais de saúde e outros profissionais. Envolve considerações éticas, educacionais e de segurança, bem como todas as repercussões comportamentais que têm consequências positivas ou negativas para a saúde mais tarde na vida. Ainda não há pesquisas longitudinais suficientes, embora os relatos e as evidências tenham começado a aparecer e estejam sendo publicados em bibliografias científicas e gerais. Essa questão continua sendo preocupante para muitos especialistas e até para alguns pais, que estão preocupados com os limites e os critérios para a definição de uma simples distração durante as brincadeiras versus uma dependência precoce de internet e que esperam descobrir maneiras de reconhecer os sinais e sintomas de dependência de internet durante a infância e a adolescência (Carr, 2011).

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Medium 9788582715413

8 - Modificando esquemas

Jesse H. Wright, Gregory K. Brown, Michael E. Thase, Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Ao ajudar as pessoas a modificarem seus esquemas, você estará trabalhando nos alicerces do autoconceito e do modo de viver delas no mundo. Os esquemas são as crenças nucleares que contêm as regras fundamentais para o processamento de informações. Eles são uma matriz para:

1.selecionar e filtrar informações do ambiente;

2.tomar decisões;

3.direcionar os padrões característicos de comportamento.

O desenvolvimento de esquemas é moldado pelas interações com pais, professores, colegas e outras pessoas importantes na vida da pessoa, além de eventos da vida, traumas, sucessos e outras influências evolutivas. A genética também tem um papel na produção de esquemas, contribuindo para o temperamento, o intelecto, as habilidades especiais ou a falta de habilidades (p. ex., proeza atlética, forma física, atratividade, talento musical, habilidade para resolver problemas) e a vulnerabilidade biológica a doenças tanto mentais quanto físicas.

Várias são as razões pelas quais é importante entender os esquemas subjacentes de seu paciente. Primeiro, uma teoria básica da terapia cognitivo-comportamental (TCC) – a hipótese diátese-estresse – especifica que crenças nucleares desadaptativas, que podem jazer sob a superfície e ter relativamente poucos efeitos negativos durante períodos de normalidade, podem ser ativadas por eventos estressantes e se tornarem fortes controladoras do pensamento e do comportamento durante episódios de doença (Clark et al., 1999). Assim, os esforços para revisar os esquemas disfuncionais podem gerar benefícios positivos em duas áreas principais:

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