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Capítulo 23. Análise comportamental clínica na modalidade on-line: possibilidades e desafios em um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análise comportamental clínica na modalidade on-line : possibilidades e desafios em um caso clínico

Juliana de Brito Patricio da Silva | Ana Karina C. R. de-Farias

Cada vez mais, a tecnologia tem ocupado espaços significativos na rotina e na sociedade humana. Pode-se afirmar que a sociedade tem se organizado para acompanhar as mudanças tecnológicas, sobretudo com o advento da internet, a rede mundial de computadores. Por meio dela, barreiras geográficas praticamente inexistem, o acesso a informações se dá de forma ágil e ampla, e a comunicação face a face dá lugar àquela mediada por uma câmera ou bate-papos, muitas vezes entre pessoas completamente desconhecidas.

Essa mudança tecnológica também tem atingido o campo das profissões e da ciência. No caso da Psicologia, não é diferente: a articulação entre a Psicologia e a Informática, apesar de recente no Brasil, já vem sendo feita nos Estados Unidos desde a década de 1960.

Segundo Prado (2005), Joseph Weizenbaum, em 1966, desenvolveu um sistema de atendimento psicológico inteligente, no qual o indivíduo se comunica com o programa por meio de texto, de modo similar ao que ocorre na terapia convencional. Esse programa, chamado ELIZA, foi feito para estudar a linguagem natural dos computadores. No entanto, as falas do computador foram baseadas nas técnicas humanistas de Carl Rogers de fornecimento de feedback ao paciente sobre aquilo que ele fala. Apesar de ter sido abandonado, tal estudo representa um marco da intervenção psicológica com o auxílio dos computadores.

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Capítulo 1. Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

Lorena Bezerra Nery | Flávia Nunes Fonseca

Existem diferentes modelos de causalidade na

Psicologia. De maneira geral, tanto na linguagem cotidiana quanto em grande parte das abordagens psicológicas, o comportamento é visto como um indício de processos que ocorrem dentro da pessoa (processos neurológicos, fisiológicos ou mentais), como manifestações de acontecimentos internos (desejos, expectativas, sentimentos, etc.) ou também como a expressão de um agente interno ou de uma entidade com vontades próprias. Skinner, em seu famoso livro

Ciência e Comportamento Humano (1953/2003), discorre sobre diversas causas popularmente utilizadas para explicar comportamentos, desde a posição dos planetas quando a pessoa nasce ou a estrutura física do indivíduo (p. ex., as proporções do corpo, o formato da cabeça, a cor da pele e dos olhos, os sulcos nas palmas das mãos) até causas interiores conceituais, quando se usam descrições redundantes como forma de atribuir explicações (p. ex., “Joaquim fuma porque

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Capítulo 20. Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Alceu Martins Filho

O diagnóstico psiquiátrico é importante para que informações sobre o indivíduo que procura tratamento na área da saúde mental sejam compartilhadas entre os profissionais. Essas informações versam sobre padrões topográficos (i.e., formas de comportamento) de respostas estatisticamente prevalentes em sujeitos acometidos por transtornos mentais de mesma alcunha (Lappalainen

& Tuomisto, 2005). Os padrões topográficos de respostas são os sintomas. Dessa forma, a descrição presente no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (American Psychiatric Association [APA], 2013/2014) não inclui a história de seleção ontogenética que produziu esse responder nem as consequências que mantêm essas respostas, tampouco atenta para os contextos antecedentes envolvidos na sua emissão.

Para a terapia de base analítico-comportamental, discursar sobre estatística e rótulos psicopatológicos não é fundamental. A Análise do

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Capítulo 19. Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Cecília Maria Araújo Silva | André Lepesqueur Cardoso

É possível encontrar na literatura da Psicologia

(Almeida & Horta, 2010) várias denominações para o conceito de comportamentos de violência autodirigida, como automutilação, autolesão e autoagressão. Não há um consenso sobre qual

é o termo mais adequado. No Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, em sua quinta edição (American Psychiatric Association

[APA], 2013/2014), o comportamento de autolesão não é conceituado como um transtorno mental, mas como um sintoma de uma patologia, estando relacionado ao transtorno da personalidade borderline, transtorno obsessivo-compulsivo, tricotilomania e transtorno do controle de impulsos sem outras especificações. Segundo Giusti (2013), as formas mais frequentes de autolesão/ automutilação são cortes superficiais, arranhões, mordidas, bater parte do corpo contra a parede e lesionar ferimentos de forma a agravar a intensidade das lesões. Para Klonsky (2011), as áreas que são mais comuns a serem lesionadas são braços, pernas, barriga e áreas frontais do corpo que são de fácil acesso. No contexto do presente capítulo, será utilizado o termo “autolesão” como classes de resposta do indivíduo que provocam lesões físicas em seu próprio corpo.

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Capítulo 4. O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

Katrine Souza Silva | André Amaral Bravin

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

Sócrates

Desde a Grécia Clássica, por volta do século VI a.C., iniciou­se uma acentuada preocupação com o conhecimento, tanto de questões subjetivas do ser humano quanto das relações estabelecidas entre o ser humano e o mundo e entre os pró­ prios seres humanos. Sócrates foi um dos primei­ ros filósofos a destacar que o conhecimento de­ veria ter primeiramente um ponto de vista indi­ vidual para, só então, falar do universal (Chauí,

2000). Nesse sentido, Sócrates instaurou seu pen­ samento com base no preceito “conhece a ti mes­ mo” para explicitar a desvinculação do homem em relação à physis universal. O homem deveria se voltar para o conhecimento de si mesmo, com autoconsciência despertada e mantida em vigília.

Esses fundamentos sugerem que Sócrates com­ partilhava do preceito de que o homem era a me­ dida de todas as coisas. Como sugerido por Wolff

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Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

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Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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Capítulo 12. Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

Clarissa Grasiella da Silva Câmara | Lorena Bezerra Nery

O presente capítulo tem o objetivo de apresentar os desafios e progressos no atendimento psicoterapêutico individual analítico-comportamental, em clínica-escola, de um adolescente com deficiência, adquirida na gestação, e com dificuldades escolares. Para tanto, serão apresentados os diagnósticos tradicionais dados ao jovem, as particularidades do caso e a participação da rede de apoio mais próxima no formato de uma formulação comportamental construída durante quase dois anos de processo psicoterapêutico.

A deficiência, denominada mielomeningocele ou espinha bífida, está relacionada ao defeito do fechamento do tubo neural durante a gestação. É ocasionada por fatores genéticos e ambientais. Ela poderá ser a fonte de diversas sequelas neurológicas e motoras determinadas pela localidade da coluna na qual ocorre a má-formação e pela magnitude das lesões no conteúdo do sistema nervoso (Andrade, Nomura, Barini,

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Capítulo 23. Análise comportamental clínica na modalidade on-line: possibilidades e desafios em um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análise comportamental clínica na modalidade on-line : possibilidades e desafios em um caso clínico

Juliana de Brito Patricio da Silva | Ana Karina C. R. de-Farias

Cada vez mais, a tecnologia tem ocupado espaços significativos na rotina e na sociedade humana. Pode-se afirmar que a sociedade tem se organizado para acompanhar as mudanças tecnológicas, sobretudo com o advento da internet, a rede mundial de computadores. Por meio dela, barreiras geográficas praticamente inexistem, o acesso a informações se dá de forma ágil e ampla, e a comunicação face a face dá lugar àquela mediada por uma câmera ou bate-papos, muitas vezes entre pessoas completamente desconhecidas.

Essa mudança tecnológica também tem atingido o campo das profissões e da ciência. No caso da Psicologia, não é diferente: a articulação entre a Psicologia e a Informática, apesar de recente no Brasil, já vem sendo feita nos Estados Unidos desde a década de 1960.

Segundo Prado (2005), Joseph Weizenbaum, em 1966, desenvolveu um sistema de atendimento psicológico inteligente, no qual o indivíduo se comunica com o programa por meio de texto, de modo similar ao que ocorre na terapia convencional. Esse programa, chamado ELIZA, foi feito para estudar a linguagem natural dos computadores. No entanto, as falas do computador foram baseadas nas técnicas humanistas de Carl Rogers de fornecimento de feedback ao paciente sobre aquilo que ele fala. Apesar de ter sido abandonado, tal estudo representa um marco da intervenção psicológica com o auxílio dos computadores.

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Capítulo 11. Protocolo interdisciplinar para acolhimento a gestantes usuárias de drogas em hospital terciário

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Protocolo interdisciplinar para acolhimento a gestantes usuárias de drogas em hospital terciário

Marina Kohlsdorf | Maria Marta N. de Oliveira Freire

Valéria de Oliveira Costa | Marjorie Moreira de Carvalho

A dependência química do crack tem se tornado um grave problema na saúde pública brasileira.

De modo especial, a população de gestantes usuá­ rias dessa droga tem sido um grupo de extremo risco, tendo em vista que a ingestão da substância causa prejuízos não apenas à mãe, mas especial­ mente à criança em desenvolvimento intrauteri­ no. A literatura em Análise do Comportamento apresenta proposições interessantes sobre a de­ pendência química, porém os estudos são majo­ ritariamente propostas teóricas ou investigações com modelos animais. Este capítulo apresenta a análise de um programa de acolhimento a ges­ tantes usuárias de crack, implementado ao lon­ go de dois anos em um hospital terciário da rede pública de saúde do Distrito Federal. Inicialmen­ te, dados epidemiológicos e subsídios da literatu­ ra em Psicologia do Desenvolvimento Humano são descritos para caracterizar o cenário do uso de crack durante a gestação. Em seguida, as au­ toras descrevem (a) o perfil sociodemográfico e epidemiológico de 80 gestantes usuárias de dro­ gas que foram acolhidas ao longo de dois anos de trabalho em hospital terciário; e (b) o protoco­ lo interdisciplinar de acolhimento a esse público, formulado ao longo desse período. Por fim, apre­ sentam­se algumas formulações comportamen­ tais acerca da dependência química na gestação, tendo por base os dados apresentados e as refle­ xões da equipe sobre as macrocontingências de ordem biopsicossocial envolvidas na compreen­ são do fenômeno. Pretende­se enfatizar que a de­ pendência química se estabelece essencialmente a partir de um processo de aprendizagem ope­ rante, e não apenas como uma resposta filogené­ tica do organismo, aspecto que proporciona am­

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Capítulo 9. Anorexia nervosa na adolescência: avaliação e tratamento sob a perspectiva analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Anorexia nervosa na adolescência: avaliação e tratamento sob a perspectiva analítico-comportamental

Felipe Alckmin-Carvalho | Márcia H. S. Melo

No presente capítulo, inicialmente são descritos os critérios diagnósticos da anorexia nervosa

(AN), os prejuízos fisiológicos e sociais associados ao transtorno psiquiátrico e as mudanças na epidemiologia do transtorno alimentar (TA). Em um segundo momento, é descrita a compreensão analítico-comportamental da AN, com ênfase em seus determinantes filogenéticos, ontogenéticos e culturais. Por fim, trazemos o caso clínico de um menino, adolescente, diagnosticado com AN; apresentamos análises funcionais molares e moleculares do caso e as implicações dessas análises para o delineamento do tratamento.

Consideramos que este capítulo contribui para preencher uma lacuna na literatura científica nacional sobre a avaliação e o tratamento analítico-comportamental de adolescentes com AN.

Esperamos que a leitura seja útil para a formação de psicólogos clínicos e outros profissionais da

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Capítulo 10. Envelhecimento e depressão: uma perspectiva analítico-comportamental

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Envelhecimento e depressão: uma perspectiva analítico-comportamental

Eliene Moreira Curado | Paula Carvalho Natalino

Envelhecimento e depressão, quando tomados como objetos de estudo separadamente, são dois fenômenos complexos por envolverem múltiplos fatores e se manifestarem de diferentes maneiras.

Quando tomados em conjunto, representam um desafio ainda maior para pesquisadores e profissionais que atuam com a população idosa nos mais diversos contextos – profissional, educacional, de saúde, de entretenimento, entre outros.

Enquanto o envelhecimento humano é inquestionavelmente universal, a depressão atinge uma parcela considerável das populações em todo o mundo. Contudo, ambos são frequentemente alvo de preconceito, o que pode prejudicar a produção de conhecimento científico, favorecer práticas sociais e de saúde discriminatórias e afetar de forma negativa o comportamento das pessoas idosas e das pessoas em depressão. Paschoal (2002) descreve ser comum associar a velhice a incapacidade, dependência, doença e solidão e considerar o idoso chato, rabugento e triste. A mídia reforça esses preconceitos, segundo

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Capítulo 22. Psicoterapia comportamental pragmática aplicada a um caso de dores de cabeça psicossomáticas

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Psicoterapia comportamental pragmática aplicada a um caso de dores de cabeça psicossomáticas

Carlos Augusto de Medeiros

Os sintomas corporais de origem psicológica sempre se constituíram em um intrigante assunto dentro da Psicologia Clínica e da Psiquiatria.

Desde as chocantes demonstrações feitas por

Freud de analgesias, paralisias, cegueiras, entre outros sintomas sem etiologia fisiológica, os interessados em Psicologia são fascinados com a chamada psicossomática. A relação entre o corpo e a psique/mente é particularmente misteriosa quando se presume o corpo como sendo de natureza física, e a mente, de natureza metafísica.

Daí surge o problema filosófico acerca de como eventos físicos e metafísicos afetam um ao outro se são de naturezas distintas.

De acordo com Skinner (1953/1994), muitas explicações em Psicologia sugerem uma relação causal entre eventos metafísicos e físicos, o que ele considera mentalismo. Explicar uma cegueira sem comprometimento no aparato fisiológico por uma histeria representa um exemplo de mentalismo. Para Skinner (1953/1994), esse tipo de explicação, além de não acrescentar informações úteis à análise, pode encerrar a investigação e, consequentemente, impedir a identificação dos fatores realmente relevantes quanto à determinação do evento comportamental em questão.

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Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

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Capítulo 5. O autoconhecimento na terapia comportamental: revisão conceitual e recursos terapêuticos como sugestão de intervenção

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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O autoconhecimento na terapia comportamental: revisão conceitual e recursos terapêuticos como sugestão de intervenção

Esequias Caetano de Almeida Neto | Denise Lettieri

Poucos discordariam que um repertório refinado de autoconhecimento coloca o indivíduo em situação vantajosa em relação a seu mundo físico e social. Alguém que saiba reconhecer a sensação de fome mais provavelmente irá buscar comida no momento adequado e, assim, eliminar a fome. Alguém que saiba identificar quais condições são capazes de lhe gerar sentimentos agradáveis terá mais facilidade para criar ocasiões para experimentá-los e, assim, sentir-se melhor.

Uma pessoa capaz de perceber quais comportamentos seus geram mais aproximação ou afastamento em suas relações interpessoais mais facilmente conseguirá se relacionar de maneira satisfatória com outras pessoas. Conforme dizia

Skinner (1974/2000), “uma pessoa que se tornou consciente de si mesma (...) está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento” (p. 31).

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