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Capítulo 20. Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Alceu Martins Filho

O diagnóstico psiquiátrico é importante para que informações sobre o indivíduo que procura tratamento na área da saúde mental sejam compartilhadas entre os profissionais. Essas informações versam sobre padrões topográficos (i.e., formas de comportamento) de respostas estatisticamente prevalentes em sujeitos acometidos por transtornos mentais de mesma alcunha (Lappalainen

& Tuomisto, 2005). Os padrões topográficos de respostas são os sintomas. Dessa forma, a descrição presente no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (American Psychiatric Association [APA], 2013/2014) não inclui a história de seleção ontogenética que produziu esse responder nem as consequências que mantêm essas respostas, tampouco atenta para os contextos antecedentes envolvidos na sua emissão.

Para a terapia de base analítico-comportamental, discursar sobre estatística e rótulos psicopatológicos não é fundamental. A Análise do

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Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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Capítulo 14. Transtorno de pânico e terceira idade: a importância da relação terapêutica na visão analítico-comportamental

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Transtorno de pânico e terceira idade: a importância da relação terapêutica na visão analítico-comportamental

Fabienne R. Soares | Ana Karina C. R. de-Farias

Os transtornos de ansiedade têm sido queixa muito frequente nos consultórios psicológicos.

A ansiedade pode ser entendida, segundo Skin­ ner (1953/2000), como uma condição resultan­ te de mudanças comportamentais caracterizadas por fortes respostas emocionais diante da previ­ são de um estímulo aversivo e da evitação desse estímulo, por meio da evocação de um compor­ tamento outrora condicionado. A ansiedade, por­ tanto, parece ser um quadro natural de reação do organismo em situação de uma possível ameaça; no entanto, quando sua intensidade ou persistên­ cia começa a causar prejuízos para a vida do indi­ víduo, esse comportamento passa a ser entendido como perturbador ou problemático, podendo le­ var ao que se considera um transtorno de ansieda­ de. Podemos verificar, na ampla categoria desse ti­ po de transtorno, que existem diversos diagnósti­ cos possíveis (Bravin & de­Farias, 2010).

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Capítulo 12. Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

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Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

Clarissa Grasiella da Silva Câmara | Lorena Bezerra Nery

O presente capítulo tem o objetivo de apresentar os desafios e progressos no atendimento psicoterapêutico individual analítico-comportamental, em clínica-escola, de um adolescente com deficiência, adquirida na gestação, e com dificuldades escolares. Para tanto, serão apresentados os diagnósticos tradicionais dados ao jovem, as particularidades do caso e a participação da rede de apoio mais próxima no formato de uma formulação comportamental construída durante quase dois anos de processo psicoterapêutico.

A deficiência, denominada mielomeningocele ou espinha bífida, está relacionada ao defeito do fechamento do tubo neural durante a gestação. É ocasionada por fatores genéticos e ambientais. Ela poderá ser a fonte de diversas sequelas neurológicas e motoras determinadas pela localidade da coluna na qual ocorre a má-formação e pela magnitude das lesões no conteúdo do sistema nervoso (Andrade, Nomura, Barini,

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Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

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Capítulo 11. Protocolo interdisciplinar para acolhimento a gestantes usuárias de drogas em hospital terciário

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Protocolo interdisciplinar para acolhimento a gestantes usuárias de drogas em hospital terciário

Marina Kohlsdorf | Maria Marta N. de Oliveira Freire

Valéria de Oliveira Costa | Marjorie Moreira de Carvalho

A dependência química do crack tem se tornado um grave problema na saúde pública brasileira.

De modo especial, a população de gestantes usuá­ rias dessa droga tem sido um grupo de extremo risco, tendo em vista que a ingestão da substância causa prejuízos não apenas à mãe, mas especial­ mente à criança em desenvolvimento intrauteri­ no. A literatura em Análise do Comportamento apresenta proposições interessantes sobre a de­ pendência química, porém os estudos são majo­ ritariamente propostas teóricas ou investigações com modelos animais. Este capítulo apresenta a análise de um programa de acolhimento a ges­ tantes usuárias de crack, implementado ao lon­ go de dois anos em um hospital terciário da rede pública de saúde do Distrito Federal. Inicialmen­ te, dados epidemiológicos e subsídios da literatu­ ra em Psicologia do Desenvolvimento Humano são descritos para caracterizar o cenário do uso de crack durante a gestação. Em seguida, as au­ toras descrevem (a) o perfil sociodemográfico e epidemiológico de 80 gestantes usuárias de dro­ gas que foram acolhidas ao longo de dois anos de trabalho em hospital terciário; e (b) o protoco­ lo interdisciplinar de acolhimento a esse público, formulado ao longo desse período. Por fim, apre­ sentam­se algumas formulações comportamen­ tais acerca da dependência química na gestação, tendo por base os dados apresentados e as refle­ xões da equipe sobre as macrocontingências de ordem biopsicossocial envolvidas na compreen­ são do fenômeno. Pretende­se enfatizar que a de­ pendência química se estabelece essencialmente a partir de um processo de aprendizagem ope­ rante, e não apenas como uma resposta filogené­ tica do organismo, aspecto que proporciona am­

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Capítulo 2. Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Flávia Nunes Fonseca | Lorena Bezerra Nery

A busca pela compreensão do comportamento humano e de suas causas remonta ao período da Antiguidade (ver capítulo de Silva & Bravin, neste livro). Nesse contexto, verifica-se que o investimento no desenvolvimento de classificações para os transtornos mentais também é antigo, tendo como um antecedente histórico significativo a doutrina de Hipócrates (460-377 a.C.), que sugere desequilíbrios corporais como origem para a doença mental. Outro importante marco histórico foi o Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental, de Pinel, o qual defende que são desarranjos na mente que produzem a loucura (Cavalcante & Tourinho, 1998).

Segundo Dalgalarrondo (2000), na Medicina e na Psicopatologia, há diferentes critérios de normalidade e anormalidade. Como exemplos, podem-se citar:

1. Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas, de sinais ou de doenças.

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Capítulo 17. Enfrentamento da esquiva social por meio da terapia de aceitação e compromisso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Enfrentamento da esquiva social por meio da terapia de aceitação e compromisso

Mara Regina Andrade Prudêncio | André Lepesqueur Cardoso

Entender, prever e modificar o comportamento humano é um interesse humano compartilhado.

Para isso, cientistas do comportamento, fundamentados no Behaviorismo Radical, têm dedicado esforços em pesquisa base e aplicada. Em concordância, compreender como o comportamento ocorre é entendê-lo como um produto resultante da relação do indivíduo com as consequências presentes no meio que o envolve (Catania, 1999).

Os organismos podem aprender de modo a livrarem-se de um estímulo ou uma classe de estímulos, os quais podem ser chamados de desagradáveis ou irritantes (Skinner, 1953/2000). Há diversas situações que envolvem possíveis interações com esses estímulos no ambiente social, como violência ou quaisquer eventos que tenham alta probabilidade de prejuízo ou destruição (Sidman, 1989/1995).

Desse ponto de vista, a aprendizagem pode ser resultado de reforçamento negativo. Para a Análise do Comportamento, considera-se reforçamento negativo um processo comportamental em que se favorece a ocorrência de uma classe de resposta por meio da remoção de uma classe de estímulos aversivos presentes no ambiente. Consideram-se comportamentos de fuga e esquiva os comportamentos que têm como função a remoção dessa estimulação aversiva. Esses comportamentos são controlados pela mudança das consequências e não pelas propriedades físicas de um estímulo. No caso do comportamento de fuga, está presente resposta de suspensão do estímulo aversivo e, no comportamento de esquiva, está presente o cancelamento ou o adiamento do contato com o estímulo aversivo. Um exemplo de fuga é passar pomada em uma queimadura resultante do manuseio de uma forma de bolo quente sem luvas.

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Capítulo 2. Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Flávia Nunes Fonseca | Lorena Bezerra Nery

A busca pela compreensão do comportamento humano e de suas causas remonta ao período da Antiguidade (ver capítulo de Silva & Bravin, neste livro). Nesse contexto, verifica-se que o investimento no desenvolvimento de classificações para os transtornos mentais também é antigo, tendo como um antecedente histórico significativo a doutrina de Hipócrates (460-377 a.C.), que sugere desequilíbrios corporais como origem para a doença mental. Outro importante marco histórico foi o Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental, de Pinel, o qual defende que são desarranjos na mente que produzem a loucura (Cavalcante & Tourinho, 1998).

Segundo Dalgalarrondo (2000), na Medicina e na Psicopatologia, há diferentes critérios de normalidade e anormalidade. Como exemplos, podem-se citar:

1. Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas, de sinais ou de doenças.

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Capítulo 6. A formulação comportamental na terapia analítico-comportamental infantil

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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A formulação comportamental na terapia analítico-comportamental infantil

Ana Rita Coutinho Xavier Naves | Raquel Ramos Ávila

Uma criança, ao ser frequentemente exposta a altas exigências nos âmbitos familiar, educacional e social, associadas à falta de repertórios comportamentais amplos ou bem estabelecidos, pode apresentar comportamentos tidos como perturbadores que requerem intervenção de um profissional capacitado, no campo da Psicologia. Comportamentos perturbadores1, em oposição a comportamentos chamados alternativos, repercutem negativamente nas interações interpessoais da criança, tanto para ela diretamente como para outros indivíduos. Tais comportamentos perturbam de alguma maneira essas interações ao produzirem consequências aversivas, emoções indesejáveis, conflitos recorrentes, custos altos e assim por diante, ainda que em uma análise mais ampla também resultem em alguns benefícios (Layng, 2009). Devido às demandas presentes nas contingências nas quais a criança está inserida atualmente e ao sofrimento pessoal e familiar gerado por comportamentos perturbadores por ela adquiridos, o atendimento psicológico a crianças e seus cuidadores2 tem se tornado frequente no cenário brasileiro.

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Capítulo 17. Enfrentamento da esquiva social por meio da terapia de aceitação e compromisso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Enfrentamento da esquiva social por meio da terapia de aceitação e compromisso

Mara Regina Andrade Prudêncio | André Lepesqueur Cardoso

Entender, prever e modificar o comportamento humano é um interesse humano compartilhado.

Para isso, cientistas do comportamento, fundamentados no Behaviorismo Radical, têm dedicado esforços em pesquisa base e aplicada. Em concordância, compreender como o comportamento ocorre é entendê-lo como um produto resultante da relação do indivíduo com as consequências presentes no meio que o envolve (Catania, 1999).

Os organismos podem aprender de modo a livrarem-se de um estímulo ou uma classe de estímulos, os quais podem ser chamados de desagradáveis ou irritantes (Skinner, 1953/2000). Há diversas situações que envolvem possíveis interações com esses estímulos no ambiente social, como violência ou quaisquer eventos que tenham alta probabilidade de prejuízo ou destruição (Sidman, 1989/1995).

Desse ponto de vista, a aprendizagem pode ser resultado de reforçamento negativo. Para a Análise do Comportamento, considera-se reforçamento negativo um processo comportamental em que se favorece a ocorrência de uma classe de resposta por meio da remoção de uma classe de estímulos aversivos presentes no ambiente. Consideram-se comportamentos de fuga e esquiva os comportamentos que têm como função a remoção dessa estimulação aversiva. Esses comportamentos são controlados pela mudança das consequências e não pelas propriedades físicas de um estímulo. No caso do comportamento de fuga, está presente resposta de suspensão do estímulo aversivo e, no comportamento de esquiva, está presente o cancelamento ou o adiamento do contato com o estímulo aversivo. Um exemplo de fuga é passar pomada em uma queimadura resultante do manuseio de uma forma de bolo quente sem luvas.

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Capítulo 16. Transferência de função aversiva em classes de equivalência: uma visão analítico-comportamental dos transtornos de ansiedade

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Transferência de função aversiva em classes de equivalência: uma visão analítico-comportamental dos transtornos de ansiedade

Tiago Porto França | André Lepesqueur Cardoso | Ana Karina C. R. de-Farias

O presente capítulo tem como objetivo discutir a importância de estudos sobre transferência de propriedades aversivas condicionadas entre estí­ mulos de diferentes classes de equivalência. Pri­ meiramente, expõem­se o conceito de contro­ le aversivo e suas implicações no cotidiano. Em seguida, são apresentados os conceitos de classes funcionais, formação de classes de equivalência e transformação/transferência de função, rela­ cionando pesquisas experimentais sobre funções emergentes segundo o paradigma de equivalên­ cia. Também são apresentadas pesquisas especí­ ficas sobre transferência de propriedades elicia­ doras pelas classes de equivalência. Por fim, são discutidas algumas implicações práticas do fenô­ meno de transferência de função aversiva, bem como considerações sobre tais implicações para a Análise Comportamental Clínica.

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Capítulo 6. A formulação comportamental na terapia analítico-comportamental infantil

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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A formulação comportamental na terapia analítico-comportamental infantil

Ana Rita Coutinho Xavier Naves | Raquel Ramos Ávila

Uma criança, ao ser frequentemente exposta a altas exigências nos âmbitos familiar, educacional e social, associadas à falta de repertórios comportamentais amplos ou bem estabelecidos, pode apresentar comportamentos tidos como perturbadores que requerem intervenção de um profissional capacitado, no campo da Psicologia. Comportamentos perturbadores1, em oposição a comportamentos chamados alternativos, repercutem negativamente nas interações interpessoais da criança, tanto para ela diretamente como para outros indivíduos. Tais comportamentos perturbam de alguma maneira essas interações ao produzirem consequências aversivas, emoções indesejáveis, conflitos recorrentes, custos altos e assim por diante, ainda que em uma análise mais ampla também resultem em alguns benefícios (Layng, 2009). Devido às demandas presentes nas contingências nas quais a criança está inserida atualmente e ao sofrimento pessoal e familiar gerado por comportamentos perturbadores por ela adquiridos, o atendimento psicológico a crianças e seus cuidadores2 tem se tornado frequente no cenário brasileiro.

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Capítulo 19. Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Cecília Maria Araújo Silva | André Lepesqueur Cardoso

É possível encontrar na literatura da Psicologia

(Almeida & Horta, 2010) várias denominações para o conceito de comportamentos de violência autodirigida, como automutilação, autolesão e autoagressão. Não há um consenso sobre qual

é o termo mais adequado. No Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, em sua quinta edição (American Psychiatric Association

[APA], 2013/2014), o comportamento de autolesão não é conceituado como um transtorno mental, mas como um sintoma de uma patologia, estando relacionado ao transtorno da personalidade borderline, transtorno obsessivo-compulsivo, tricotilomania e transtorno do controle de impulsos sem outras especificações. Segundo Giusti (2013), as formas mais frequentes de autolesão/ automutilação são cortes superficiais, arranhões, mordidas, bater parte do corpo contra a parede e lesionar ferimentos de forma a agravar a intensidade das lesões. Para Klonsky (2011), as áreas que são mais comuns a serem lesionadas são braços, pernas, barriga e áreas frontais do corpo que são de fácil acesso. No contexto do presente capítulo, será utilizado o termo “autolesão” como classes de resposta do indivíduo que provocam lesões físicas em seu próprio corpo.

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Capítulo 10. Envelhecimento e depressão: uma perspectiva analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Envelhecimento e depressão: uma perspectiva analítico-comportamental

Eliene Moreira Curado | Paula Carvalho Natalino

Envelhecimento e depressão, quando tomados como objetos de estudo separadamente, são dois fenômenos complexos por envolverem múltiplos fatores e se manifestarem de diferentes maneiras.

Quando tomados em conjunto, representam um desafio ainda maior para pesquisadores e profissionais que atuam com a população idosa nos mais diversos contextos – profissional, educacional, de saúde, de entretenimento, entre outros.

Enquanto o envelhecimento humano é inquestionavelmente universal, a depressão atinge uma parcela considerável das populações em todo o mundo. Contudo, ambos são frequentemente alvo de preconceito, o que pode prejudicar a produção de conhecimento científico, favorecer práticas sociais e de saúde discriminatórias e afetar de forma negativa o comportamento das pessoas idosas e das pessoas em depressão. Paschoal (2002) descreve ser comum associar a velhice a incapacidade, dependência, doença e solidão e considerar o idoso chato, rabugento e triste. A mídia reforça esses preconceitos, segundo

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