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Capítulo 18. Psicoterapias em grupo

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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Psicoterapias em grupo

Elizeth Heldt

Andressa S. Behenck

Ana Cristina Wesner

Este capítulo descreve um breve histórico das psicoterapias em grupo e os fatores terapêuticos que são comuns a todas elas. São abordadas as principais modalidades em uso no tratamento dos transtornos mentais – as terapias cognitivo-comportamentais (TCCs), a psicoterapia de orientação analítica (POA) em grupo e os grupos de autoajuda. Além disso, são apresentados os fundamentos, as técnicas, as indicações e contraindicações e o papel do terapeuta em cada um desses modelos, bem como as evidências empíricas de eficácia. Por fim, são discutidas as questões em aberto e as perspectivas futuras dessa modalidade de psicoterapia.

O interesse pela psicoterapia de grupo o

­ correu principalmente na década de 1940, fruto da

­alta demanda gerada por condições psiquiátricas durante a Segunda Guerra Mundial, quando os profissionais eram escassos e a necessidade de tratamento se tornava cada vez maior.

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Capítulo 2. As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações

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Aristides Volpato Cordioli

Lucas Primo de Carvalho Alves

Lucianne Valdivia

Neusa Sica da Rocha

Este capítulo apresenta um breve panorama da psicoterapia e seus diversos tipos na atualidade, incluindo a origem, a evolução, o conceito e os elementos que caracterizam esse importante método de tratamento de problemas emocionais e transtornos mentais. Aqui, são descritos os principais modelos, os fundamentos teóricos e técnicas, bem como as indicações e as contraindicações da psicoterapia.

Originalmente chamada de cura pela fala, a psi­ coterapia tem suas origens na medicina antiga, na religião, na filosofia, na cura pela fé e no hip­ notismo. Foi, entretanto, no final do século XIX que ela passou a ser usada como método de tra­ tamento dos transtornos mentais, com um re­ ferencial teórico, uma técnica ou um método aplicado por um terapeuta treinado e adepto de um modelo definido. Com base no modelo mé­ dico e nas teorias e nos métodos de tratamento desenvolvidos por Freud, as terapias de orienta­

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24. Comunicação dolorosa

De Marco, Mario Alfredo Grupo A PDF Criptografado

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Comunicação dolorosa

MARIO ALFREDO DE MARCO

Um ponto importante a ser destacado em relação ao fornecimento de informações é a clareza da perspectiva a partir da qual estamos funcionando; por exemplo, agiremos de forma diferente se consideramos o acesso à informação um direito do paciente ou um dever (De Marco, 2003). Na primeira situação, forneceremos ao paciente as informações de acordo com suas possibilidades e respeitando suas resistências. No segundo caso, forneceremos a informação ao paciente, independentemente de seu estado.

Para tornar mais claros esses pontos, é útil examinar o tópico “comunicação de más notícias”, que teve uma evolução curiosa ao longo das últimas décadas: até a década de 1960, a tendência era de não revelar ao paciente os diagnósticos mais graves (em relação ao câncer, por exemplo, não se revelava o diagnóstico em 90% dos casos). Nessa época, nos Estados Unidos, foi realizada uma pesquisa tentando descobrir os fatores que motivavam essa atitude. A pesquisa revelou que a maioria dos médicos (90%) considerava que, para o paciente, era melhor que o diagnóstico não fosse revelado. Quando se indagava como haviam chegado a essa conclusão, a resposta mais comum era: “com base em minha experiência”. O que intrigou os pesquisadores foi que mesmo os profissionais recém-formados forneciam essa resposta. Com a análise desses dados, o trabalho demonstrou a falta de uma base empírica, chegando à conclusão de que essa conduta estava baseada em preconceitos e crenças, e não na experiência.

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18. A morte na cultura, nos hospitais, no indivíduo

De Marco, Mario Alfredo Grupo A PDF Criptografado

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A morte na cultura, nos hospitais, no indivíduo

CRISTIANE CURI ABUD

VERA BLONDINA ZIMMERMANN

É a negação da morte que é parcialmente responsável pelas vidas vazias e sem sentido das pessoas, pois, quando você vive como se fosse viver para sempre, fica muito fácil adiar as coisas que você sabe que precisa fazer.

Em contraste, quando você compreende plenamente que cada dia que você vive poderia ser o último, você utiliza o tempo daquele dia para crescer, para se tornar mais quem você realmente é, para se aproximar de outros seres humanos.

Klüber-Ross

MORTE E LUTO DURANTE O CICLO DE VIDA

A morte desperta, acima de tudo, medo: medo de perder a própria vida ou de perder um ente querido. Do ponto de vista psicanalítico, Eizirik (2001) nos lembra que a morte desperta fantasias e correspondentes defesas contra elas. A morte representa o incontrolável, o intangível, o desconhecido e o inominável. Por isso, sentimos medo, o qual, na maior parte do tempo, negamos, ou seja, não pensamos em tudo o que pode nos acontecer o tempo todo, pois, se assim fosse, não sairíamos de casa, e ficar em casa também seria perigoso.

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20. Reações e crises

De Marco, Mario Alfredo Grupo A PDF Criptografado

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Reações e crises

ANA CECILIA LUCCHESE

Você certamente se lembra de ter passado por momentos desagradáveis em decorrência de algum problema de saúde, já teve dores ou algum desconforto e, talvez, tenha precisado buscar ajuda médica. Como você se sentiu? O que acontece com um indivíduo quando adoece?

O equilíbrio entre organismo e seu meio é o modo mais clássico e talvez antigo de conceitualizar a saúde. Canguilhem (apud Lerman, 2010) afirma que “a saúde é a vida no silêncio dos órgãos”. Entende-se como saúde esse estado “silencioso” do organismo, isto é, quando nada se sente, nada se percebe e tudo funciona conforme desejado. Quando nosso corpo está em silêncio, esquecemos dele e de muitos limites humanos. Porém, quando somos acometidos por alguma doença, que escapa a nosso controle, somos lembrados da fragilidade humana, de nossa vulnerabilidade e de que somos todos mortais. Precisar da ajuda de um serviço de saúde, seja de ambulatório, pronto-socorro ou hospital, pode trazer muito sofrimento pelo contato com toda essa fragilidade. As reações psicológicas diante desse novo estado variam imensamente e dependem de inúmeros fatores: a doença pode ser aguda ou crônica, a pessoa em questão pode ser jovem ou idosa, ter tido experiências prévias boas ou ruins com profissionais da saúde, enfim, das circunstâncias e da história de vida de cada um. Neste capítulo, iremos discorrer sobre a experiência de indivíduos em serviços de saúde; sem intenção de tentar fazer um manual, tentaremos aguçar o olhar do leitor para uma vasta gama de reações possíveis. Cabe salientar que uma reação psicológica “normal”, que é “esperada”, também merece ser cuidada, pois traz um sofrimento real para o paciente. Esse sofrimento, muitas vezes “dentro do esperado”, não recebe a devida atenção e acaba não tendo um tratamento adequado.

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