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2 - A filosofia da ciência em sua aplicação à psicologia clínica

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Sean Hughes, PhD

Department of Experimental Clinical and Health Psychology, Ghent University

Imagine que três cientistas se aventuram para expandir os limites do conhecimento humano. O primeiro é um astronauta que se ocupa da análise de amostras do solo na superfície fria e escura da Lua. O segundo é um biólogo marinho que tenta encontrar formas de tornar os pinguins mais ativos e engajados em um grande aquário público. O terceiro é um primatologista profundamente interessado no comportamento de corte dos gorilas de costas prateadas que está se embrenhando em uma floresta tropical na África Central. Embora todos os três usem o método científico para entender um fenômeno específico, eles abordam seus objetivos de formas muito diferentes. As perguntas fundamentais em que estão interessados (p. ex., do que é composto o solo lunar? Como o comportamento de pinguins em cativeiro pode ser mudado? Como os primatas se comportam socialmente no meio selvagem?) irão guiar os procedimentos que eles usam, as teorias que eles geram, os tipos de dados que coletam e as respostas que, por fim, acham satisfatórias.

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Parte I

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado
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3 - A ciência na prática

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Kelly Koerner, PhD

Evidence-Based Practice Institute

A prática baseada em evidências (PBE) se originou na medicina para prevenir erros e melhorar os resultados na assistência à saúde (Sackett, Rosenberg, Gray, Haynes, & Richardson, 1996). Em psicologia, a PBE é definida como “a integração das melhores pesquisas disponíveis com a expertise clínica no contexto das características, cultura e preferências do paciente” (American Psychological Association Presidential Task Force on Evidence-Based Practice, 2006). Em uma abordagem baseada em evidências para a tomada de decisão (Spring, 2007a, 2007b), o profissional deve:

A PBE parece ser um processo simples: obter evidências relevantes, discuti-las com o cliente e, então, realizar a melhor prática. No entanto, isso requer que sejam transpostos dois conjuntos de desafios significativos: (1) encontrar e avaliar evidências relevantes para muitas decisões clínicas é difícil, e (2) o julgamento clínico é notoriamente falível.

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4 - A tecnologia da informação e o papel dinâmico da prática

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Gerhard Andersson, PhD

Department of Behavioral Sciences and Learning, Linköping University, and Karolinska Institute

A psicoterapia vem mudando de forma gradual de uma prática presencial preponderantemente individual para várias formas alternativas de oferta de tratamento. Exemplos são o tratamento em grupo, materiais informativos, intervenções baseadas em aulas e psicoeducação, programas de intervenção não guiados e programas guiados de autoajuda com o uso de livros ou intervenções informatizadas baseadas em diferentes plataformas (p. ex., computadores, internet e smartphones). Nem todas essas mudanças no papel do profissional são recentes, nem foram provocadas pela tecnologia moderna da informação, porém meu foco neste capítulo será nas que foram.

Embora continue havendo controvérsia em torno de intervenções grupais e baseadas em aulas (Morrison, 2001), as mudanças produzidas por esses métodos estão presentes no campo há algum tempo, já fazem parte da prática regular e têm apoio empírico em pelo menos algumas condições (Cuijpers, van Straten, & Warmerdam, 2008; White, Keenan, & Brooks, 1992). Isso também vale para algumas formas de tecnologia da informação, como o uso de uma intervenção baseada em textos, na forma de livros e folhetos, como tratamento único, frequentemente referido como biblioterapia (Keeley, Williams, & Shapiro, 2002). Algumas formas mais recentes de intervenção, como a busca de material informativo baseado na web ou grupos de apoio on-line, não estão incluídas no escopo deste capítulo (G. Andersson, 2014), pois raramente estão integradas à prática em si. Neste capítulo, comentarei as mudanças no papel da prática na qual a moderna tecnologia da informação foi introduzida para complementar e algumas vezes até substituir formatos tradicionais de prestação de serviço.

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Parte II

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

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