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11 - Desenvolvendo competência na terapia cognitivo-comportamental

Jesse H. Wright; Gregory K. Brown; Michael E. Thase; Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Se você fez um curso básico de terapia cognitivo-comportamental (TCC), estudou este livro e usou os exercícios para praticar suas habilidades terapêuticas, provavelmente deu passos largos em direção a se tornar um terapeuta cognitivo-comportamental competente. Contudo, é bem provável que você precise de mais treinamento e mais experiência para dominar bem essa abordagem (Rakovshik e McManus, 2010). Recomendamos que você busque obter competência total na TCC por três motivos principais. O primeiro é que você pode obter melhores resultados (Rakovshik e McManus, 2010; Strunk et al., 2010; Westbrook et al., 2008). O segundo é que o conhecimento e a experiência do terapeuta são muito importantes para os pacientes. Juntamente com excelentes habilidades para ouvir, correta empatia e outros atributos terapêuticos gerais, sua capacidade de administrar os métodos específicos da TCC pode significar muito para as pessoas que você trata. O terceiro é que você poderá ter mais satisfação no seu trabalho diário – um fenômeno que nós vivenciamos à medida que fomos nos tornando mais proficientes na TCC e sendo capazes de oferecer mais auxílio aos pacientes. Neste capítulo, detalhamos as diretrizes de competência, descrevemos os métodos para medir seu progresso na aprendizagem da TCC, sugerimos algumas maneiras de dar continuidade a seu desenvolvimento como terapeuta e oferecemos dicas sobre como evitar a fadiga e o esgotamento do terapeuta.

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10 - Tratando transtornos crônicos, graves ou complexos

Jesse H. Wright; Gregory K. Brown; Michael E. Thase; Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Após completar seu treinamento inicial em terapia cognitivo-comportamental (TCC) – que normalmente é mais bem realizado por meio do trabalho supervisionado com pacientes com transtorno depressivo maior ou um dos transtornos de ansiedade comuns –, é hora de adquirir experiência trabalhando com pacientes com problemas mais complexos. Várias pesquisas vêm documentando a utilidade da TCC e dos modelos de terapia relacionados para aqueles com transtornos graves ou resistentes a tratamento, como depressão crônica, esquizofrenia e os transtornos bipolar e da personalidade.

Para essas populações de pacientes com quadros clínicos mais difíceis de tratar, vários elementos em comum norteiam a terapia. Estes incluem os seguintes:

•O modelo cognitivo-comportamental e todos os aspectos da TCC são totalmente compatíveis com as formas apropriadas de farmacoterapia.

•Independentemente do grau de gravidade ou comprometimento, a relação terapêutica caracteriza-se pela postura empírica colaborativa.

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8 - Modificando esquemas

Jesse H. Wright; Gregory K. Brown; Michael E. Thase; Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Ao ajudar as pessoas a modificarem seus esquemas, você estará trabalhando nos alicerces do autoconceito e do modo de viver delas no mundo. Os esquemas são as crenças nucleares que contêm as regras fundamentais para o processamento de informações. Eles são uma matriz para:

1.selecionar e filtrar informações do ambiente;

2.tomar decisões;

3.direcionar os padrões característicos de comportamento.

O desenvolvimento de esquemas é moldado pelas interações com pais, professores, colegas e outras pessoas importantes na vida da pessoa, além de eventos da vida, traumas, sucessos e outras influências evolutivas. A genética também tem um papel na produção de esquemas, contribuindo para o temperamento, o intelecto, as habilidades especiais ou a falta de habilidades (p. ex., proeza atlética, forma física, atratividade, talento musical, habilidade para resolver problemas) e a vulnerabilidade biológica a doenças tanto mentais quanto físicas.

Várias são as razões pelas quais é importante entender os esquemas subjacentes de seu paciente. Primeiro, uma teoria básica da terapia cognitivo-comportamental (TCC) – a hipótese diátese-estresse – especifica que crenças nucleares desadaptativas, que podem jazer sob a superfície e ter relativamente poucos efeitos negativos durante períodos de normalidade, podem ser ativadas por eventos estressantes e se tornarem fortes controladoras do pensamento e do comportamento durante episódios de doença (Clark et al., 1999). Assim, os esforços para revisar os esquemas disfuncionais podem gerar benefícios positivos em duas áreas principais:

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9 - Terapia cognitivo-comportamental para a redução do risco de suicídio

Jesse H. Wright; Gregory K. Brown; Michael E. Thase; Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Se um paciente tiver perdido toda a esperança e não conseguir enxergar nada além de dor e desespero no futuro, o suicídio pode parecer uma boa opção. Como as cognições de desesperança podem ter essas consequências intensamente negativas, sua validade deve ser questionada com toda a habilidade e criatividade que o terapeuta puder reunir. Se o terapeuta não se concentrar em ajudar o paciente a modificar tais cognições de desesperança, pode ocorrer uma validação tácita das crenças, e o processo de terapia pode ser prejudicado. Quando um paciente acredita que a recuperação é possível ou provável, que existem razões genuínas para viver e consegue enxergar possíveis soluções para os problemas, é possível que consiga tolerar os níveis extremos de depressão sem considerar ferir-se seriamente (Wright et al., 2009).

Vários tratamentos baseados em evidências para prevenir o comportamento suicida foram testados em estudos randomizados controlados. A terapia cognitiva para a prevenção do suicídio (Brown et al., 2005), a terapia cognitivo-comportamental (TCC) breve (Rudd et al., 2015; Slee et al., 2008), a terapia comportamental dialética (Linehan et al., 2006) e várias outras abordagens (Bateman e Fonagy, 1999; Guthrie et al., 2001; Hatcher et al., 2011) demonstraram efeitos positivos na prevenção de tentativas de suicídio ou de violência autodirigida em adultos. Por exemplo, indivíduos que tentaram o suicídio recentemente e foram tratados com terapia cognitiva para a prevenção do suicídio tiveram 50% menos probabilidade de tentar se matar novamente em um período de 18 meses do que indivíduos que não receberam a terapia (Brown et al., 2005). Uma característica principal desse tratamento é a aplicação de estratégias cognitivas e comportamentais cujo alvo seja a prevenção direta do comportamento suicida e a redução da gravidade da desesperança e da depressão. O Cadastro Nacional de Práticas e Programas Baseados em Evidências do órgão administrativo dos serviços de abuso de substâncias e saúde mental dos Estados Unidos identificou a terapia cognitiva para a prevenção do suicídio (Brown et al., 2005) como um tratamento fundamentado em evidências promissor para a redução do risco de suicídio.

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6 - Métodos comportamentais I: melhorando o humor, aumentando a energia, concluindo tarefas e solucionando problemas

Jesse H. Wright; Gregory K. Brown; Michael E. Thase; Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

melhorando o humor, aumentando a energia, concluindo tarefas e solucionando problemas

Energia baixa, capacidade diminuída de desfrutar das atividades e dificuldade de concluir tarefas ou resolver problemas são queixas comuns das pessoas com depressão. Não se envolver em atividades potencialmente prazerosas ou recompensadoras geralmente resulta em um agravamento dos sintomas. Isso pode resultar em um ciclo vicioso, no qual o menor envolvimento em atividades estimulantes ou produtivas é seguido de mais falta de interesse ou prazer, baixo humor (sentimento de tristeza e desespero), maior desamparo ou falta de valor. Tal reação, por sua vez, pode levar ao maior desligamento do indivíduo das atividades prazerosas ou recompensadoras e a uma subsequente piora dos sintomas depressivos. Por fim, uma espiral descendente pode continuar acontecendo até que o indivíduo assumir que é incapaz de sentir prazer, de concluir tarefas ou de resolver problemas. Pacientes com os níveis mais profundos de depressão podem perder a esperança e desistir de fazer qualquer tentativa de mudança.

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