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Capítulo 28 - Demência da doença de Parkinson

Flávia Heloísa dos Santos, Vivian Maria Andrade, Orlando Francisco Amodeo Bueno Grupo A PDF Criptografado

28

Demência da doença de Parkinson

RAPHAEL DOYLE MAIA

FRANCISCO CARDOSO

PAULO CARAMELLI

A doença de Parkinson (DP) é a segunda enfermidade neurodegenerativa mais comum (de Lau & Breteler, 2006). Foi descrita de forma minuciosa, em 1817, pelo médico inglês James Parkinson, como “paralisia agitante”, caracterizada pela presença de movimentos tremulantes involuntários, diminuição da força muscular, tendência à inclinação do tronco para a frente e alteração da marcha, mas com preservação dos sentidos e do intelecto (Parkinson, 1817).

Sabe-se, hoje, entretanto, que os sintomas não motores da doença, tais como hiposmia, constipação intestinal, depressão e transtorno do comportamento do sono REM, podem preceder em vários anos o início da disfunção motora (Chaudhuri,

Healy, & Schapira, 2006; Olanow, Stern, &

Sethi, 2009; Schapira & Tolosa, 2010). Além disso, constata-se que mais de 90% dos pacientes com DP tem sintomas não motores

(Barone et al., 2009) e que o comprometimento cognitivo pode ser uma consequência natural da progressão da doença (Aarsland, Andersen, Larsen, Lolk, &

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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 16 - Violência, uma comorbidade social da dependência química?

Maria Rita Dias, Maria Luiza Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

16

Violência, uma comorbidade social da dependência química?

Maria Genoveva Armelin

Ideias disparadoras

Nossas vidas são histórias inscritas num grande livro de débitos e créditos, no qual somos personagens, autores dos nossos atos, porém sem permissão para descartar nossos rascunhos, para eliminar personagens que fizeram parte do nosso script e, tampouco, reescrever diálogos, uma vez que passado e presente coabitam nesse livro em que imprimimos nossos caminhos.

O indivíduo que se apresenta no contexto terapêutico nos oferece sua história, na esperança de que possamos ajudá-lo numa mudança que lhe proporcione caminhar, de outra forma, mais confortável.

Refletindo sobre as dores que se apresentam nesses contextos, não pude deixar de fazer uma viagem ontológica, para entender e expressar o porquê de a violência, ao longo da nossa história, perpetuar-se como herança.

Consideração ontológica

Hoje temos uma história de violência contada e mostrada dentro de nossa própria casa, pelo alarde da mídia. Isto nos remete aos mais horrendos cenários, nos quais se apresentam tais barbáries; porém, a nossa mais remota história nos pontua e nos faz refletir se o que vivemos nos dias atuais já não nos foi transmitido por meio de literaturas históricas e sanguinárias, iniciando no Gênesis, da Bíblia? Onde tudo começa? Retornemos a um remoto percurso e vamos nos deparar com Deus destacando dois personagens, Adão e Eva e colocando-os no Paraíso, fazendo-lhes uma séria observação: poderiam saborear de tudo, menos do fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, pois se o fizessem morreriam. Como imaginar que Eva e Adão, desconhecedores do bem e do

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Medium 9788536325514

Capítulo 1 - Breve história da moderna psicologia social

Cláudio Vaz Torres, Elaine Rabelo Neiva Grupo A PDF Criptografado

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Breve história da moderna psicologia social

Maria Cristina Ferreira

Introdução

A psicologia social é uma disciplina relativamente recente, já que adquiriu tal status apenas no começo do século XX, razão pela qual alguns dos que contribuíram para a construção de seu passado ainda estão vivos e atuantes em suas respectivas áreas de investigação. Um rápido exame dessa curta história evidencia que, desde o início, essa

área da psicologia social foi marcada por uma relativa falta de consenso acerca de seu objeto de estudo. Ainda assim, é possível observar que o binômio indivíduo­‑sociedade, isto é, o estudo das relações que os indivíduos mantêm entre si e com a sociedade ou a cultura, esteve frequentemente no centro das preocupações dos psicólogos sociais.

No entanto, a ênfase maior dada ao indivíduo ou à sociedade irá acompanhar a evolução da teorização no campo da psicologia social desde os seus primórdios, levando à caracterização de duas diferentes modalidades da disciplina: a psicologia social psicológica e a psicologia social sociológica.

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Medium 9788536326467

18 - Avaliação da rede de apoio familiar: a utilização do Mapa dos Cinco Campos

Makilim Nunes Baptista, Maycoln Leôni Martins Teodoro Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação da rede de apoio familiar: a utilização do Mapa dos Cinco Campos

Débora Dalbosco Dell’Aglio

Aline Cardoso Siqueira

Introdução

A avaliação da rede de apoio – e especialmente do apoio familiar – constitui­‑se em um grande desafio para os profissionais da área de família, tendo em vista a importância dessa variável para a compreensão da dinâmica familiar. O apoio familiar tem sido descrito como um dos mais relevantes amortecedores do efeito de diversos estressores no desenvolvimento de crianças e adolescentes, tornando­

‑o fundamental nos estudos de resiliência psicológica (Baptista, 2005; Rutter, 1987; Ungar,

2008; Walsh, 1996). Para avaliar o apoio familiar, pesquisadores têm se debruçado sobre a construção e a padronização de instrumentos próprios para essa avaliação. Então, o objetivo deste capítulo é discutir a importância da rede de apoio socioafetivo e apresentar o instrumento Mapa dos Cinco Campos, como um dos possíveis instrumentos para tal avaliação.

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Medium 9788582713440

Capítulo 5 - Uma terapia comportamental baseada em aceitação para o transtorno de ansiedade generalizada

David H. Barlow Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 5

Uma terapia comportamental baseada em aceitação para o transtorno de ansiedade generalizada

Lizabeth Roemer

Susan M. Orsillo

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem sido chamado de o transtorno de ansiedade básico, no sentido de que a ansiedade generalizada é, por definição, um componente de outros transtornos de ansiedade e correlatos. Na verdade, embora caracterizado por flutuações intensas, o TAG é crônico. Inclusive já houve quem considerasse que a ansiedade generalizada poderia ser mais bem conceituada como um transtorno da personalidade, já que muitos indivíduos com esse problema não conseguem informar uma idade de início definitiva, dizendo que ela os tem acompanhado a vida toda. Tratamentos psicológicos e medicamentosos, embora muitas vezes avaliados, não produziram os resultados sólidos que se observam em outros transtornos de ansiedade. Por isso, é ainda maior a urgência de se fazerem estudos mais aprofundados de novos protocolos de tratamento. O protocolo apresentado neste capítulo, recentemente desenvolvido pelas Dras. Roemer e Orsillo em nosso centro, ilustra uma abordagem de ponta ao TAG, baseada na aceitação, que teve um elevado índice de sucesso em ensaios iniciais. Mais do que qualquer outro capítulo nesta edição, o protocolo também ilustra os princípios associados à chamada terceira onda da abordagem cognitivo-comportamental aos transtornos psicológicos. Profissionais e estudantes interessados em como essa abordagem é implementada na prática vão considerar o estudo de caso de “Héctor” particularmente fascinante. — D. H. B.

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