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9. Avaliação e Terapia Cognitivas para Delírios

Aaron T. Beck, Neil A. Rector, Neal Stolar, Paul Grant Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação e Terapia

Cognitivas para Delírios

Apesar da rigidez óbvia das crenças delirantes, atualmente existe uma ampla variedade de estratégias da terapia cognitiva que ajudam os pacientes a reduzir as suas interpretações delirantes e distorcidas e o estresse que as acompanha. Neste capítulo, descrevemos a avaliação e o tratamento dos delírios com base em evidências científicas. Conforme discutido no Capítulo 3, a base cognitiva para o desenvolvimento de crenças delirantes na idade adulta geralmente ocorre no período da adolescência.

O conteúdo delirante das crenças costuma ser uma extensão de crenças anteriores ao início do delírio. Uma vez iniciadas, as distorções cognitivas, o pensamento categórico, o raciocínio emocional e somático e vieses do processamento de informações, como “tirar conclusões precipitadas” e não testar a realidade, servem para consolidar as crenças delirantes e atrapalhar as oportunidades de desconfirmação (Garety, Hemsley e Wessely, 1991). Além disso, as respostas comportamentais motivadas pelas crenças delirantes, como evitação, retraimento e outros comportamentos de segurança, contribuem significativamente para a perturbação e a manutenção dos delírios.

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11. Avaliação e Terapia Cognitivas para Sintomas Negativos

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Avaliação e Terapia Cognitivas para Sintomas Negativos

Do ponto de vista histórico, os aspectos característicos dos sintomas negativos, como a baixa motivação, pouca energia, restrições na expressividade emocional e verbal, e distanciamento social são interpretados como

“déficits” que não são passíveis de mudança com intervenções psicológicas. Ainda assim, sabemos que os sintomas negativos vêm e vão para a grande maioria dos pacientes que os têm. Gatilhos internos (ouvir vozes) e externos (hospitalização) são associados ao seu início, e mudanças internas (menos desesperança) e externos (conseguir um emprego) foram observadas em relação à sua redução. Essas observações sugerem que os tratamentos psicológicos podem contribuir para a redução dos sintomas negativos, ajudando os pacientes a aprender a identificar e reduzir os gatilhos da sua ativação e/ou desenvolver estratégias para aliviá-los depois de iniciarem. No Capítulo 5, apresentamos um modelo cognitivo-comportamental dos sintomas negativos, detalhando como eles não se devem apenas a déficits biológicos subjacentes, mas representam uma inter-relação mais complexa entre avaliações, expectativas e crenças, bem como estratégias cognitivas e comportamentais características. Neste capítulo, apresentamos um modelo detalhado para a avaliação e tratamento de sintomas negativos, com base na conceituação cognitivo-comportamental desses sintomas, descrita no Capítulo 5.

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12. Avaliação e Terapia Cognitivas para o Transtorno do Pensamento Formal

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Avaliação e Terapia

Cognitivas para o Transtorno do Pensamento Formal

Conforme mencionado no Capítulo 6, o transtorno do pensamento formal provavelmente seja o sintoma menos explorado no campo da terapia cognitiva da esquizofrenia. Dessa forma, esse tipo de tratamento para os sintomas positivos recebe pouca atenção. De fato, muitos estudos nessa área excluem aqueles sujeitos potenciais que apresentem um transtorno do pensamento formal significativo, devido à sua interferência com o processo da terapia em si, que envolve a comunicação verbal. Mesmo quando nos critérios de inclusão permitem sujeitos que apresentam transtorno do pensamento formal, nenhum estudo até hoje relatou os efeitos da terapia cognitiva sobre esse transtorno. Resumindo, apesar de serem consideradas proveitosas informalmente, as técnicas empregadas especificamente para o transtorno do pensamento formal não tiveram sua efetividade testada de forma sistemática. São necessárias pesquisas com um foco no transtorno do pensamento formal para elevar o estado do conhecimento sobre a utilidade da terapia cognitiva para o transtorno do pensamento formal em relação aos outros sintomas da esquizofrenia.

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10. Avaliação e Terapia Cognitivas para Alucinações Auditivas

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Avaliação e Terapia Cognitivas para Alucinações Auditivas

Os pacientes relatam uma série de fenômenos auditivos, incluindo material não verbal como música, campainhas, batidas e coisas do gênero, embora a terapia cognitiva busque especificamente ajudar pacientes com perturbações criadas pela experiência de ouvir vozes. Ainda que a abordagem da terapia cognitiva se concentre nas alucinações auditivas, as estratégias podem ser facilmente modificadas para tratar fenômenos alucinatórios em outras modalidades.

Neste capítulo, apresentamos estratégias para o tratamento cognitivo das alucinações na forma de vozes. A abordagem baseia-se na conceituação cognitiva apresentada no

Capítulo 4. Conforme detalhado, as expectativas, avaliações, crenças e pressupostos cognitivos são cruciais para o desenvolvimento, a persistência e a natureza perturbadora das vozes. O modelo cognitivo conceitua as vozes como pensamentos automáticos externalizados. Desse modo, o conteúdo das vozes é composto essencialmente de pensamentos do fluxo de consciência que “saltam” e são vivenciados como vozes externas. O paciente desenvolve uma variedade de crenças não delirantes (“serei hospitalizado”) e delirantes sobre as origens, o significado e o poder das vozes que, por sua vez, contribuem diretamente para a perturbação que ele sente. Além disso, as reações comportamentais à atividade das vozes tam-

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