18 capítulos
Medium 9788582712351

Capítulo 8. Análise de rede aplicada à psicometria e à avaliação psicológica

Claudio Simon Hutz (org.); Denise Ruschel Bandeira (org.); Clarissa Marceli Trentini (org.) Grupo A PDF Criptografado

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ANÁLISE DE REDE APLICADA À

PSICOMETRIA E À AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Wagner de Lara Machado

João Vissoci

Sacha Epskamp

E ste capítulo apresenta a análise de rede e discute algumas de suas aplicações na psicometria e na avaliação psicológica, com o objetivo de proporcionar ao

leitor uma visão ampla e, ao mesmo tempo, aplicada dessa técnica com o auxílio de alguns exemplos práticos. Esses exemplos podem ser implementados no software gratuito Linguagem R ou em uma interface de uso chamada RStudio, em suas mais recentes versões. Mesmo um pesquisador iniciante pode aplicar esses exemplos em dados de domínio público ou próprios, seguindo os códigos aqui publicados. O capítulo está divido em três seções: princípios da análise de rede e sua relação com outros modelos psicométricos; tipos de rede e exemplos de aplicação; e impactos na psicometria e na avaliação psicológica.

Destacamos que, para a realização das análises apresentadas neste capítulo, seguimos um protocolo de pesquisa reprodutível (Vissoci et al., 2013) que envolve a publicação de um banco de dados para análises (mais bem descrito adiante).

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Medium 9788536311104

10. INTEGRAÇÃO SENSORIAL E APRENDIZAGEM: INTRODUÇÃO À OBRA DE AYRES

Fonseca, Vitor da Grupo A PDF Criptografado

Vitor da Fonseca 325

INTEGRAÇÃO SENSORIAL E

APRENDIZAGEM: introdução à obra de Ayres

TEORIA DA INTEGRAÇÃO SENSORIAL

Jean Ayres, ao longo da sua carreira como cientista, descobriu um novo paradigma para explicar uma quantidade apreciável de desordens neurológicas na criança, razão pela qual a integro nesta obra sobre o desenvolvimento psicomotor e a aprendizagem. Seu trabalho como terapeuta ocupacional foi considerado inicialmente como marginal em relação à disciplina médica da neurologia e também em relação ao campo da educação, independentemente da sua teoria e prática proporem várias implicações cruciais para ambas as áreas do conhecimento.

Como pioneira, essa autora sofreu várias resistências da comunidade científica, mas a sua notável obra como investigadora e formadora de terapeutas acabou por ser aceita. Ayres propôs novas idéias sobre o desenvolvimento neurocomportamental, criou novos testes e iniciou e implementou novas linhas de pesquisa e de terapia. Sua teoria da integração sensorial (IS) é, nos nossos dias, cada vez mais confirmada pela investigação neurocientífica e está cada vez mais refinada e dinâmica à luz das suas contribuições experimentais e clínicas. A teoria da IS procura compreender o processo total por meio do qual a criança sente, percepciona, memoriza, integra, age e aprende normalmente (Ayres, 1968, 1977, 1982).

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Medium 9788582712559

Capítulo 11 - Relaxamento e a metáfora de barco à bela

Irismar Reis de Oliveira Grupo A PDF Criptografado

RELAXAMENTO E A METÁFORA

DO BARCO À VELA

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Resumo de tópicos

• Explicando a metáfora do barco a vela ao paciente

• Relaxamento

• Metáfora do barco a vela

Diálogo de ilustração de caso

• Prevenção de recaída e finalização do tratamento

Explicando a metáfora do barco a vela ao paciente

É difícil saber há quanto tempo existe a metáfora do barco a vela. Você provavelmente já ouviu este ditado muitas vezes: “Não podemos controlar o vento, mas podemos ajustar a vela”. Ou talvez você já tenha escutado a música gravada por Ricky

Scaggs, “Can’t Control the Wind”, que pode ser facilmente encontrada no YouTube digitando-se seu título. A metáfora do barco a vela é poderosa, usada para aumentar a resiliência e encorajar as pessoas a suportar situações difíceis.

Eu uso essa metáfora durante exercícios de relaxamento com os pacientes. Que eu saiba, esta é a primeira vez que essa metáfora está sendo usada em terapia, ao menos em terapia cognitiva, para explicar a natureza da metacognição. Eu comparo os pensamentos com o vento, as emoções com as ondas e o comportamento com o leme. Baixar ou hastear a vela é minha ideia de consciência metacognitiva.

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Medium 9788582715574

Capítulo 10. Avaliação psicológica da disforia de gênero e candidatos à cirurgia de afirmação de gênero

Claudio Simon Hutz; Denise Ruschel Bandeira; Clarissa Marceli Trentini;Eduardo Remor Grupo A PDF Criptografado

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

DA DISFORIA DE GÊNERO E

CANDIDATOS À CIRURGIA DE

AFIRMAÇÃO DE GÊNERO

Bianca Machado Borba Soll

Angelo Brandelli Costa

Q

uando uma criança nasce, ou até mesmo antes de seu nascimento, é habitual em nossa sociedade que se designe seu sexo a partir de suas características sexuais primárias (pênis = menino; vulva = menina). Mesmo na vida adulta, cotidianamente avaliamos as pessoas com quem convivemos a partir de seu comportamento ou características sexuais secundárias e lhes atribuímos prontamente o rótulo de homem ou mulher, a despeito da forma como cada um se identifica.

O nome dado a esse processo psicossocial é atribuição de gênero. Ele pode ser uma atribuição médica, por meio da avaliação de uma ultrassonografia intrauterina ou exame da anatomia do bebê ao nascer, ou social, quando ocorre na relação social entre pares.

Como a maior parte das pessoas cria uma noção de si ou se identifica ao longo da vida a partir do sexo que lhe foi designado ao nascimento, há uma sobreposição, no senso comum, das categorias de sexo e de gênero. Ou seja, costuma-se acreditar que todas as pessoas que têm determinadas característica sexuais, como pênis, testículos e cromossomos XY, devam ser designadas meninos e se identificar como homens ao longo de sua vida adulta e velhice. Já todas as pessoas que nascem com vagina/vulva, ovários e cromossomos XX devem ser de-

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Medium 9788521632603

20 - O Pensamento Sistêmico e Complexo Aplicado às Organizações e à Gestão de Pessoas

CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

20

O Pensamento Sistêmico e Complexo Aplicado às

Organizações e à Gestão de Pessoas

Marianne Ramos Feijó

O

presente capítulo trata do olhar sistêmico e com‑ plexo aplicado às organizações e, mais especifi‑ camente, da gestão estratégica de pessoas na contem‑ poraneidade. Inicialmente, serão abordados aspectos teóricos e, em seguida, serão discutidas as principais atividades e contribuições dos gestores e dos psicólo‑ gos do trabalho nas organizações.

A Compreensão Complexa das

Organizações

O pensamento sistêmico pode ser resumido em um olhar para as relações; uma proposta de compreensão de totalidades que não são meras somas de partes, mas interações entre partes em contexto (BERTALAN‑

FFY, 1975; CAPRA, 2002; MORIN, 2011) e pro‑ cessos recursivos de comunicação (WIENER, 1948;

WATZLAWICK et al., 1967; CERVENY, 2004).

Aplicado à compreensão de pessoas ou grupos na atualidade, o pensamento sistêmico, além do foco em aspectos de relação, de comunicação e de contexto, pressupõe um posicionamento científico novo‑para‑ digmático (VASCONCELOS, 2002; GRANDESSO,

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