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Capítulo 12. Aprendizagem humana: processo de construção

Fernando Becker Grupo A PDF Criptografado

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Aprendizagem humana: processo de construção*

[...] o processo mais fundamental de toda conduta de aprendizagem consiste em que o sujeito aprenda a aprender.

(Inhelder, Bovet, Sinclair, 1977, p. 116)

Nascer é ingressar em um mundo onde se é obrigado a aprender. (Charlot, 2000, p. 84)

Aprender é proceder a uma síntese indefinidamente renovada entre a continuidade e a novidade. (Inhelder, Bovet e

Sinclair, 1977, p. 263)

Falar de diferentes dimensões das capacidades humanas envolve questões filosóficas, históricas, políticas, culturais, epistemológicas, psicológicas. Apesar de reconhecer a importância das demais áreas, centrar-nos-emos nas dimensões epistemológicas e psicológicas ou, mais especificamente, trataremos do processo de aprendizagem nos pontos de vista da epistemologia genética e da psicanálise.

Convém perguntar, pois, o que significa aprender ou, melhor ainda, como se aprende. A essa questão poderemos ter respostas muito distintas, inclusive contrárias entre si. Isso dependerá da concepção de conhecimento ou, o que dá no mesmo, da epistemologia de quem responde a essa pergunta. Faremos referência a três grandes explicações que abarcam, de certa forma, todas as demais explicações. Podemos começar referindo-nos a duas posturas, totalmente contrárias entre si, pelo menos aparentemente: a da psicologia da Gestalt (aprendizagem por insight) e a da psicologia comportamental (aprendizagem por reforço).

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Medium 9788582712559

Capítulo 6 - Processo sob a forma de recurso

Irismar R. Oliveira Grupo A PDF Criptografado

PROCESSO I SOB A

FORMA DE RECURSO

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Resumo de tópicos

• Explicando o Processo I sob a forma de recurso

Diálogo de ilustração de caso

• Ligação com Sessão 5 e definição da agenda

• Revisando questionários e tarefas de casa

• Apresentando o recurso como item da agenda

• Passo 1: Inquérito

• Passo 2: Primeira alegação da promotoria

• Passo 3: Primeira alegação do advogado de defesa

• Passo 4: Segunda alegação da promotoria

• Passo 5: Segunda alegação do advogado de defesa

• Passo 6: Veredito do júri

• Passo 7: Preparação para o recurso

• Atribuindo a tarefa de casa

Explicando o Processo I sob a forma de recurso

O Processo I sob a forma de recurso é semelhante ao Processo I implementado na

Sessão 5. As únicas diferenças são:

1. Não há inquérito, pois a mesma crença nuclear (a acusação) será trabalhada durante a sessão.

2. O paciente já reuniu novas evidências como tarefa de casa durante a semana, de modo que o advogado de defesa provavelmente terá mais elementos para suas alegações.

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Medium 9788536324531

Capítulo 6: O depoimento sem dano e oadv ogado do diabo: A violência“branda” e o “quadro mentalparanoico” no processo penal

Maria Regina Fay de Azambuja; Maria Helena Mariante Ferreira Grupo A PDF Criptografado

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O depoimento sem dano e o advogado do diabo: A violência

“branda” e o “quadro mental paranoico” no processo penal

Alexandre Morais da Rosa

A paranoia é a certeza para um sujeito de ter o saber da verdade, da verdade absoluta. (Charles Melman)

Introdução

Em 1983, o Papa João Paulo II extinguiu a figura do “advogado do diabo” (advocatus diaboli) nos processos de canonização, deixando que tudo ficasse a cargo do Promotor da Fé (Promotor Fidei). Este último, portanto, congrega em si mesmo os atributos para, sem contraditório, reconhecer os “milagres” e opinar pela canonização.

Com a exclusão do contraditório, a igreja católica conseguiu acelerar os processos de canonização, pois, quem tinha a função de permanentemente desconfiar e de apontar os equívocos e as dúvidas dos invocados

“milagres” foi consumido. A aceleração na produção de novos “beatos” e “santos” se fez ver logo em seguida. Enquanto no período de 1900 até 1983 haviam ocorrido 98 canonizações, de 1983 até hoje ocorreram mais de 500, “democratizando”, assim, os

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Medium 9788536302065

Capítulo 42 - Angústia de Separação e Processo Psicanalítico

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

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R. HORACIO ETCHEGOYEN

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Angústia de Separação e Processo Psicanalítico

RESUMO E INTRODUÇÃO

Viemos de uma discussão interessante na qual procuramos estabelecer algumas relações entre o processo psicanalítico e a regressão.

Começamos expondo a teoria de que a regressão é função do processo e chamamos de regressão terapêutica essa explicação dos psicólogos do ego, segundo a qual o entorno analítico condiciona um processo regressivo que

é condição necessária para abordar o paciente no tratamento psicanalítico. Assinalei que essa tese é no mínimo discutível e, para mim, equivocada. Muitos autores pensam, como eu, que a regressão é dada pela psicopatologia do paciente, e não pelo setting analítico, embora nem sempre se tenham dado ao trabalho de afirmá-lo e de fundamentá-lo. A crítica que se pode fazer à teoria da regressão terapêutica dos psicólogos do ego cabe em uma pergunta ingênua e simples: se a interpretação é capaz de desmoronar as defesas, por que não é também capaz de modificálas? Essa crítica, feita a partir de seus próprios argumentos,

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Medium 9788582715758

Capítulo 10. Processo de avaliação de desempenho individual no trabalho

Claudio Simon Hutz; Denise Ruschel Bandeira; Clarissa Marceli Trentini; Ana Claudia S. Vazquez Grupo A ePub Criptografado

A gestão de desempenho individual é um tema constante e de vital importância no campo da gestão de pessoas, que normalmente lida com esse tipo de questão a partir de um referencial específico, voltado para a organização da gestão do trabalho e para a gestão da relação de emprego. A atuação na área estrutura-se a partir da adoção de um conjunto de práticas, que se desenvolvem no interior daquilo que comumente se denomina subsistemas de recursos humanos (RH) (ver Figura 10.1), sendo o foco de sua atuação voltado para o indivíduo.

Figura 10.1 / Subsistemas de recursos humanos.

Esses subsistemas se organizam em torno do planejamento e da organização dos processos que compõem a gestão de pessoas nas organizações e consistem no conjunto de funções e atividades necessárias para uma gestão eficaz, configurando-se, na prática, como um processo contínuo de acompanhamento dos colaboradores. Existem algumas possibilidades para a divisão e a organização desses subsistemas (Schuler & MacMilan, 1984), mas há um grau de consenso básico em torno de suas funções, o qual tem início nos processos de provisão, manutenção, desenvolvimento e monitoramento de pessoal.

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