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Medium 9788536326955

10. A análise do procedimento ludodiagnóstico segundo o referencial teórico psicanalítico

Rosa Maria Lopes Affonso Grupo A PDF Criptografado

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A análise do procedimento ludodiagnóstico segundo o referencial teórico psicanalítico

Rosa Maria Lopes Affonso

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análise do ludodiagnóstico vai depender da abordagem teórica do examinador ou dos objetivos para os quais foi utilizada.

Caso tenha sido utilizada como rapport, a análise vai ser voltada para o estabelecimento do vínculo. Caso sua utilização seja para avaliação psicológica ou para o estabelecimento e escolha de testes, a observação será dirigida para a análise do desenvolvimento motor, afetivo, cognitivo ou social.

Por exemplo, para verificar se o problema é motor é necessário observar como a criança utiliza os materiais, se é destra, se os materiais caem, se os movimentos são irruptivos, hipotônicos, hipercinéticos, etc. Outros profissionais estabelecem, inclusive, análises de categorias de comportamento apoiados nas várias teorias de desenvolvimento, como por exemplo, Greenspan e Greenspan (1993).

Kornblit (1976) dá ênfase à observação da sequência da interação lúdica e, entre outros, sugere a identificação do momento inicial, do de máxima expressão lúdica, bem como do final da hora lúdica, considerando a interação em subsistemas, nos quais podem variar a quantidade de material utilizado e o tipo.

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Medium 9788536324265

10. A mente dividida

Marco Callegaro Grupo A PDF Criptografado

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A mente dividida

Especialização cerebral: o cérebro dividido (split brain)

O psicólogo Roger Sperry, vencedor do Prêmio Nobel, foi um dos mais importantes impulsionadores da pesquisa na especialização dos hemisférios cerebrais, demonstrando que cada hemisfério é, na verdade, um cérebro em separado. Sperry (1964) cortou o corpo caloso do cérebro de gatos e, posteriormente, de primatas, demonstrando que a informação apresentada visualmente a um hemisfério não era reconhecida pelo outro.

Na década de 1970, descobertas contundentes obtidas com humanos levaram a revolucionários insights sobre a organização do cérebro e da consciência. A equipe de Sperry (que incluía nomes como J. Bogen, P. J. Vogel e

J. Levy) estudou pacientes que foram submetidos à cirurgia, seccionando a super­‑rodovia inter­‑hemisférica de neurônios, o corpo caloso. Os pacientes procuravam alívio para a severa e incapacitante epilepsia, uma vez que a separação dessa ponte neurológica impedia, antes dos avanços de controle farmacológico, que os ataques epiléticos se propagassem de um hemisfério para outro, reduzindo bastante sua gravidade.

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Medium 9788536313436

10 A poeta e o baterista

Salvador Minuchin, Wai-Yung Lee, George M. Simon Grupo A PDF Criptografado

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A poeta e o baterista

Adam Price*

Adam é um contador de histórias. Ele se apropria das palavras, e com facilidade as organiza em frases, parágrafos e conteúdo perfeitamente consistentes. Mas existem dois tipos de contadores de histórias.

Alguns vêem suas pessoas movendo-se em um cenário, interagindo entre si, lutando pelo mesmo espaço. Outros apenas ouvem suas pessoas conversando umas com as outras. Adam emprestava riqueza aos seus personagens usando palavras, mas, de certa forma, eles permaneciam palavras. Um dos problemas em apenas ouvir as pessoas em terapia familiar é a sedução do enredo e a atração de enriquecer o enredo tornando-se parte da história. Adam tendia a ser básico e lógico, uma pessoa que explicava. Ele também acreditava na realidade das palavras. Acreditava na racionalidade.

Mas as famílias são insanas. Como se pode explicar sua defesa tenaz de posições absurdas, sua competição por recompensas sem valor, sua luta por domínio da verdade inconseqüente? Um dos legados do trabalho de Whitaker é a sua apreciação do absurdo nas pessoas e da aceitação de sua qualidade de ser humano. Acho que os personagens de

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Medium 9788521611875

10 - A Transformação da Sexualidade em Eros

Herbet Marcuse Grupo Gen PDF Criptografado

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A Transformação da

Sexualidade em Eros

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visão de uma cultura não repressiva, que desvendamos através de uma tendência evolutiva marginal na Mitologia e Filosofia, tem por objetivo o estabelecimento de uma nova relação entre os instintos e a razão. A moralidade civilizada é invertida pela harmonização da liberdade instintiva e da ordem: libertos da tirania da razão repressiva, os instintos tendem para relações existenciais livres e duradouras, isto é, geram um novo princípio de realidade. Na ideia de Schiller de um

“estado estético”, a visão de uma cultura não repressiva é concretizada no nível de civilização madura. Nesse nível, a organização dos instintos converte-se num problema social (na terminologia de Schiller, político), tal como acontece na Psicologia de Freud. Os processos que criam o ego e o superego também modelam e perpetuam instituições e relações sociais específicas. Os conceitos psicanalíticos como sublimação, identificação e introjeção não possuem apenas um conteúdo psíquico, mas também social: terminam em um sistema de instituições, leis, agências, coisas e costumes que enfrentam o indivíduo como entidades objetivas. Dentro desse sistema antagônico, o conflito mental entre o ego e o superego, entre o ego e o id, é simultaneamente um conflito entre o indivíduo e a sua sociedade. Esta

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Medium 9788536325613

10. A violência como instrumento educativo: uma história sem fim?

Adriana Wagner Grupo A PDF Criptografado

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A violência como instrumento educativo

Uma história sem fim?

Denise Falcke

Larissa Wolff da Rosa

A agressão física, até pouco tempo atrás, era uma das formas mais utilizadas pelos pais para disciplinar seus filhos. Na fala dos pais, era comum ouvirmos dizer que era uma maneira de demonstrar sua autoridade perante os filhos. Será que o uso da força física demonstra autoridade? Ou se pode pensar em autoritarismo?

A autoridade refere­‑se a um lugar de destaque ocupado por alguém que detém experiência ou conhecimento e que assume as responsabilidades advindas do papel que desempenha. Na família, os pais são investidos de autoridade para que possam colocar limites nos filhos, levando­‑os a discriminar e reconhecer as normas sociais. O autoritarismo, diferentemente da autoridade, é um sistema que tem caráter de dominação, de imposição. Na educação infantil, quando prepondera um estilo educativo autoritário, a força física funciona como um instrumento de disciplina e afirmação do poder; ou seja, quem tem mais força, é quem manda.

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