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Capítulo 2 - Evocação de pensamentos

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 2

Evocação de pensamentos

V

ários modelos cognitivos de estresse, ansiedade e psicopatologia enfatizam o papel da avaliação, da atribuição de causa e da interpretação dos eventos na evocação e manutenção de enfrentamentos problemáticos.

A terapia racional emotiva comportamental

(TREC) de Ellis propõe que “distorções” ou

“vieses”, tais como “tornar terrível” (“Para mim é terrível receber uma nota baixa”),

“exigências” ou “é preciso” (“Preciso ser perfeito” ou “Você deveria atender às minhas necessidades”), “pensamento global” (“Isso sempre está acontecendo comigo”) e “baixa tolerância à frustração” (“Não suporto quando tenho que esperar por muito tempo”), estão com frequência na raiz das dificuldades psicológicas (Ellis & Harper, 1975; Ellis,

2001). Por exemplo, a estudante que acredita que é terrível receber um C em seu trabalho pensa que precisa ser perfeita em todo o seu trabalho e não consegue “suportar” a ideia de que não está à altura das suas expectativas.

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Capítulo 15. Estar Disponível para os Outros Sem Nos Perdermos

Kristin Neff, Christopher Germer Grupo A PDF Criptografado

ESTAR DISPONÍVEL

PARA OS OUTROS SEM

NOS PERDERMOS

Uma forma como a autocompaixão transforma nossas vidas é nos permitindo dar aos outros sem nos perdermos. Quando estamos presentes para outras pessoas enquanto elas experimentam dor, sentimos literalmente a dor dentro de nós. Alguns cientistas postularam um tipo especial de neurônio dedicado a perceber no nosso próprio corpo o que os outros estão sentindo, denominado neurônios-espelho. Também existem áreas no cérebro dedicadas a avaliar situações sociais e entrar em ressonância com as emoções dos outros.

Esse tipo de ressonância empática geralmente acontece a nível visceral, pré-verbal.

A ressonância empática é evolutivamente adaptativa porque nos permite cooperar uns com os outros para melhor criarmos nossos filhos e nos defendermos contra o perigo.

Somos programados para a interação social.

Embora a empatia seja geralmente uma coisa boa, ela também pode ser um problema, porque quando estamos em ressonância com os outros na dor – especialmente com pessoas que conhecemos bem – sentimos sua dor como nossa. Às vezes, o sofrimento empático pode ser uma sobrecarga. Quando isso acontece, podemos experimentar várias manobras para evitar e reduzir o nosso sofrimento, como, por exemplo, sair da sintonia com a outra pessoa ou tentar resolver o problema. (Para saber mais sobre esse tópico, veja os Capítulos

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Medium 9788520460498

10. Um enfoque transdiagnóstico e transepistemológico − casos clínicos*

Isabel C. Weiss de Souza Editora Manole ePub Criptografado

10

Poucos são os que enxergam com os próprios olhos e sentem com o próprio coração.
Albert Einstein

É grande o desafio de chegar até aqui e contar um pouco de nossa história conjunta, minha e dos pacientes que gentilmente se dispuseram a realizar uma entrevista falando de suas experiências com a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e o mindfulness. Sou muito grata a todos eles pela disponibilidade e interesse em ajudar. Todos aqueles que passam pelos treinamentos acabam se sentindo compelidos a disseminar, tamanho o ganho que experimentam. Eu me incluo nessa afirmação, pois foi assim quando passei pelos meus primeiros retiros de meditação, quando tudo começou, e este “compromisso” permanece.

A formação do instrutor de mindfulness

Uma questão muito recorrente nas discussões sobre mindfulness atualmente se refere à formação do instrutor.

Meditação mindfulness (MM) e intervenções baseadas em mindfulness (MBI), conforme abordado anteriormente neste livro, incluem uma ampla variedade de práticas de meditação e intervenções psicológicas ligadas ao conceito de mindfulness1. No entanto, algumas vezes, os significados são diferentes, assim como a sua aplicação. Relatos milenares de que práticas de MM ajudam o praticante a alcançar a liberdade do sofrimento, bem como a desenvolver alegria genuína, certamente contribuíram para o atual interesse em se usar essas abordagens no tratamento de doenças psicológicas e físicas e para reduzir o estresse em indivíduos saudáveis1. Tanto a filosofia budista quanto a psicologia estão envolvidas com a “erradicação” de tendências latentes e hábitos associados com o surgimento e a manutenção de emoções normalmente descritas como destrutivas1.

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Medium 9788580554595

Capítulo 12 | Allport: Psicologia do Indivíduo

Jess Feist, Gregory J. Feist, Tomi-Ann Roberts Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 12

Allport: Psicologia do

Indivíduo

♦ Panorama da psicologia do indivíduo de Allport

♦ Biografia de Gordon Allport

♦ Abordagem de Allport da teoria da personalidade

O que é personalidade?

Qual é o papel da motivação consciente?

Quais são as características da pessoa sadia?

♦ Estrutura da personalidade

Disposições pessoais

Allport

Proprium

♦ Motivação

Uma teoria da motivação

Autonomia funcional

♦ O estudo do indivíduo

Ciência morfogênica

Os diários de Marion Taylor

As cartas de Jenny

♦ Pesquisa relacionada

Orientação religiosa intrínseca versus extrínseca

Como reduzir o preconceito: contato ideal

♦ Críticas a Allport

♦ Conceito de humanidade

♦ Termos-chave e conceitos

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TEORIAS DA PERSONALIDADE

N

o outono de 1920, um estudante norte-americano de filosofia e economia de 22 anos estava visitando um irmão mais velho em Viena. Durante sua visita, o jovem escreveu um bilhete para Sigmund Freud, solicitando um encontro. Freud, então o mais famoso psiquiatra do mundo, concordou em ver o jovem e sugeriu uma determinada hora para o encontro.

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Capítulo 9. Darwin, Galton, Cattell, James e Hall

David Hothersall Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 9

Darwin, Galton, Cattell,

James e Hall

O

s funcionalistas formaram a primeira importante escola de psicologia que não era alemã; eles serão discutidos no Capítulo 10. Assim como os psicólogos da Gestalt (Capítulo 7), os funcionalistas buscaram uma psicologia nova e mais dinâmica, mas, no seu caso, uma psicologia que estudasse as funções da mente e o valor de adaptação da consciência. Esses interesses e preocupações foram um produto do clima intelectual do século XIX, dominado por Charles Darwin.

CHARLES DARWIN (1809–1882)

O Início da Vida de Darwin

Charles Darwin foi o quinto de seis filhos e nasceu na Inglaterra em 12 de fevereiro de 1809, no mesmo dia em que Abraham Lincoln nasceu em Kentucky. A família de Darwin era rica, tinha segurança social, era bem relacionada social e intelectualmente e estava envolvida em causas progressistas como o movimento antiescravista. Seu avô, Erasmus Darwin, foi um proeminente médico com grande interesse em biologia e filosofia natural. Ele propôs, na área de Zoonomia, uma explicação natural para a origem e o desenvolvimento da vida. Na época em que Charles nasceu, dizem que seu pai, Robert Darwin, era o médico de província mais bem pago da Inglaterra (Fancher, 1993a, p. 1); sua mãe, Susannah, pertencia à famosa família proprietária da louça

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