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Medium 9788536324548

9. Estabelecimento de Objetivos para Planejar e Avaliar a Reabilitação da Memória

Wilson, Barbara A. Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 9

Estabelecimento de Objetivos para Planejar e Avaliar a

Reabilitação da Memória

O QUE SÃO OBJETIVOS?

O Concise Oxford English Dictionary* (1999, p. 505) define “objetivo” como o “objeto de ambição ou esforço de uma pessoa; um destino; um alvo”**. Ylvisaker e Feeney (2000) sugeriram que “a reabilitação precisa envolver temas, atividades, ambientes e interações pessoalmente significativos”. Wade (1999, p. 2), discutindo especificamente metas de reabilitação, apontou que “um objetivo é um estado ou mudança de estado esperado ou pretendido em uma intervenção ou curso da ação a ser alcançada”. Na prática, para nossos propósitos, um objetivo é algo que o indivíduo a receber, ou participando de reabilitação, quer alcançar e ações subsequentes serão relevantes e significativas para essa pessoa quando refletirem suas metas de longo prazo. Apesar de outras pessoas, podendo ser membros da família ou terapeutas envolvidos no programa de terapia específico, poderem ajudar no alcance de objetivos por seus esforços e apoio, suas “ações” no processo não são vistas como tal.

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Medium 9788582715963

20 - Transtornos da personalidade

João Quevedo (Org.) Grupo A ePub Criptografado

BRENO SANVICENTE-VIEIRA

MARIANE NUNES NOTO

RODRIGO GRASSI-OLIVEIRA

Os transtornos da personalidade são caracterizados por padrões persis- tentes, inflexíveis e mal-adaptativos na forma de pensar e interpretar o ambiente e a si próprio, com comportamentos que se desviam de maneira acentuada do esperado para o contexto cultural do indivíduo, afetando negativamente relacionamentos interpessoais e outras áreas da vida. Tais padrões manifestam-se ao longo do desenvolvimento, sobretudo na adolescência e no início da fase adulta.1

Os transtornos da personalidade são consideravelmente prevalentes – entre 5 e 15% da população adulta2 – e apresentam como característica um padrão incomum e desadaptativo de comportamentos, cognições e relacionamentos interpessoais. Contudo, mesmo frequentes e com impacto negativo, queixas diretamente relacionadas aos sintomas da condição não são tão comuns, ao contrário do observado em portadores de outros transtornos mentais, como transtorno de estresse pós-traumático, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo.

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Medium 9788582714775

Capítulo 16. Julgamento e tomada de decisão

Malloy-Diniz, Leandro F.; Leandro F.; Malloy-Diniz Grupo A PDF Criptografado

16

Julgamento e tomada de decisão

BRUNO KLUWE-SCHIAVON

BRENO SANVICENTE-VIEIRA

RODRIGO GRASSI-OLIVEIRA

DEFINIÇÕES DA TOMADA DE DECISÃO

Fatores contextuais

A todo instante tomamos decisões, das mais corriqueiras, como a escolha entre qual suco tomar no almoço, às mais extraordinárias, como comprar um imóvel ou investir no mercado de ações. A priori, essas decisões diferem quanto ao nível de engajamento cognitivo necessário para tomá-las, visto que algumas decisões demandam uma avaliação dos riscos mais cautelosa do que outras. Entretanto, as decisões podem variar de acordo com outros aspectos, como, por exemplo, experiências prévias, humor e influência de grupos. Assim, uma diretora executiva que há anos investe no mercado de ações tende a tomar melhores decisões quando comparada a um investidor esporádico, ou, ainda, um jovem que está muito triste pode não estar motivado a adquirir um veículo em relação a outro que está muito feliz com o novo emprego. Considerando a diversidade de variáveis que podem influenciar a tomada de decisão, alguns pesquisadores distinguiram aqueles que seriam fatores contextuais de fatores individuais (Figner &

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Medium 9788527718516

Capítulo 11- Enfermaria de Obstetrícia

BAPTISTA, Makilim Nunes; DIAS, Rosana Righetto Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

11

Enfermaria de Obstetrícia

Adriana Said Daher Baptista

Patrícia Maria Furquim

INTRODUÇÃO

Inicialmente, seria interessante refletir sobre três questões:

• “qual é o conhecimento que um psicólogo deve ter para atuar junto às mulheres que estão nos períodos de gestação e puerpério?

• os obstetras devem compreender a gestante e a puérpera somente nos aspectos orgânicos? e

• qual é o conhecimento que os outros profissionais devem ter?”

São vários os profissionais, obstetras, pediatras, psicólogos, enfermeiras, assistentes sociais, fisioterapeutas e fonoaudiólogos que têm a possibilidade de lidar com a mulher nesses períodos. Portanto, todos os profissionais que atuam no sistema de saúde devem ter conhecimentos aprofundados em sua especialidade, porém não podem ter somente esse conhecimento, já que a mulher deve ser vista biopsicossocialmente e sofre influências multivariadas.

Se o psicólogo, por exemplo, compreender e explicar todos os sintomas aparentes de uma gestante ou puérpera somente pelo olhar psicológico, estará cometendo um grande erro, já que a grávida apresenta outras alterações importantes, como hormonais, corporais, sociais e profissionais. Assim sendo, podem existir outras variáveis interferindo nesses períodos que não sejam apenas psicológicas.

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Medium 9788582710258

Capítulo 11 - Princípios de localização anatômica e neuroimagem em neuropsicologia geriátrica

Leonardo Caixeta, Antonio Lucio Teixeira Grupo A PDF Criptografado

11

Princípios de localização anatômica e neuroimagem em neuropsicologia geriátrica

PATRICIA RZEZAK

GERALDO BUSATTO FILHO

Métodos de neuroimagem contemporâ­ neos permitem a obtenção de imagens tridimensionais, mostrando diferentes aspectos anatômicos estruturais e funcionais do cérebro humano in vivo e com grande nitidez anatômica. Tais métodos têm tido grande utilidade na ampliação do conhecimento sobre as bases neurais do declínio cognitivo observado em idosos, tanto na normalidade quanto em transtornos neurodegenerativos, como a doença de Alzheimer (DA).

NEUROIMAGEM E NEUROPSICOLOGIA

NA DOENÇA DE ALZHEIMER E NO

COMPROMETIMENTO COGNITIVO LEVE

A ressonância magnética (RM) é, hoje, a modalidade de neuroimagem mais utilizada para a avaliação in vivo de quadros demenciais, pois fornece informações detalhadas sobre a estrutura cerebral e permite uma distinção clara entre substância cinzenta (SC), substância branca e líquor. Com ela, é possível caracterizar a atrofia cerebral regional subjacente aos sintomas da DA e descartar a presença de outras lesões que podem estar na base do declínio cognitivo. Em estudos de RM, quando pacientes com DA são comparados a controles idosos

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