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Medium 9788536324487

3 Psicoeducação

Friedberg, Robert D. Grupo A PDF Criptografado

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Psicoeducação

A psicoeducação cumpre uma função central na terapia cognitiva: orienta crian-

Informações aos pais

ças, jovens e famílias para a TCC. Seu propósito inclui dar informações à família a fim de que ela tenha clareza em relação a sintomas, tratamento e diagnósticos, facilitando, assim, o processo de mudança. O que se quer, na verdade, é que os pacientes sejam parceiros informados e preparados para o empreendimento psicoterapêutico.

Assim como Goldfried e Davila (2005) afirmaram, métodos e livros psicoeducativos dão esperança aos pacientes.

Informações fundamentais precisam ser comunicadas de forma acessível, compreensível e engajadora, evitando­‑se termos técnicos (Piacentini e Bergman, 2001).

Piacentini e Bergman também sugeriram o uso de histórias, anedotas e metáforas visando a exemplificar as informações.

Neste capítulo, oferecemos metáfo­ ras e tarefas criativas que tornam a porção psicoeducativa do tratamento significativa, inesquecível e efetiva. Também são analisados recursos (como livros e websi­ tes) que permitem aos terapeutas a escolha daqueles que se encaixam nos estilos de aprendizado e problemas apresentados pelas famílias com as quais estão trabalhando.

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Medium 9788522429844

3 OLHANDO PARA VOCÊ... OLHANDO PARA OS OUTROS

MINICUCCI, Agostinho Grupo Gen PDF Criptografado

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OLHANDO PARA

VOCÊ...

OLHANDO PARA

OS OUTROS

Você deve ter notado que muitas pessoas podem falar sobre relações humanas e discuti-las em conferências, discursos e conversas, mas não são capazes de praticar relações humanas legítimas.

Essas pessoas, geralmente, apresentam comportamentos como os relacionados a seguir: a. b. c. d. e.

não ouvem tão bem quanto falam; interrompem os outros, quando falam; são agressivas; gostam de impor suas idéias; não compreendem as outras pessoas além de seu ângulo de visão.

Você já procurou, também, verificar suas falhas em: a. b. c. d. e.

ver como você mesmo é? ver como são os outros? compreender seus próprios sentimentos? entender seus preconceitos? entender o relacionamento entre as pessoas?

Um grupo de psicólogos, que trabalhou em treinamento em Relação Humanas, chegou às conclusões que seguem:

1. Grande parte do nosso trabalho é feita por meio do contato com os outros, quer como indivíduos, quer como grupo.

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Medium 9788582715475

Capítulo 15. Trabalhando com os pais

Robert D. Friedberg, Jessica M. McClure Grupo A PDF Criptografado

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Trabalhando com os pais

É impossível realizar psicoterapia infantil sem trabalhar com adultos, e o envolvimento dos pais na TCC tem recebido atenção crescente

(Peris & Piacentini, 2014). Os resultados empíricos e a experiência clínica mostram que, em geral, um maior envolvimento parental acrescenta benefícios terapêuticos. Pesquisas recentes enfatizam o papel dos processos familiares na ansiedade (Bogels & Brechman-Toussaint, 2006) e na depressão (Restifo &

Bogels, 2009).

Os pais e outros cuidadores podem exercer vários papéis terapêuticos. Os pais podem ser incluídos na terapia como coaches, consultores e assessores terapêuticos. Além disso, os cuidadores podem ser ensinados a utilizar técnicas de gestão de comportamento, a fim de se tornarem melhores gestores de contingência. Por fim, na terapia familiar cognitivo-comportamental, abordada no Capítulo

16, pais e cuidadores tornam-se coclientes.

Enquanto trabalhei no Penn State Milton

Hershey Medical Center, eu (R.D.F.) raramente atendi a crianças individualmente, sem que os pais delas estivessem presentes na sessão.

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Medium 9788582712757

Capítulo 27. O espaço lúdico revisitado por shakespeare

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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O ESPAÇO LÚDICO

REVISITADO

POR SHAKESPEARE

Inventar é diferente de mentir. A mentira restringe, a invenção transcende. A mentira pensa em si, a invenção sente o outro. A mentira encerra o assunto, a invenção o abre. Pode não se ver de longe nem se ouvir na hora, mas chega o dia em que a verdade vigora. No amor, mais ainda. Amantes inventam, políticos mentem – são tendências –; há exceções, mas os dias não se repetem. Shakespeare inventava. Além de aproximadamente 38 peças, escreveu 154 sonetos, a maioria para convencer um amigo a casar e ter filhos. O motivo circunstancial não impediu que fossem magníficos.

Dedicou a sobra – em torno de 30 – ao grande amor.

A “dama morena”, ao que consta, tripudiou o artista como homem.

Achava-o feio, inferior, e o traía até com o amigo mencionado. O que fazia Shakespeare? Matava o inimigo? Morria de verdade? Shakespeare inventava. Inventava sonetos. Sonetos de amor completo com rima, ódio, esperança:

De almas sinceras a união sincera

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Medium 9788536302065

Capítulo 59 - Teoria do Mal-Entendido

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

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R. HORACIO ETCHEGOYEN

59

Teoria do Mal-Entendido

BION E MONEY-KYRLE

A reversão da perspectiva combina-se com os trabalhos de Roger Money-Kyrle (1968, 1971, etc.) sobre a construção do conceito, o mal-entendido e o objeto espúrio.

Esses estudos são de grande envergadura, mas nós os abordamos somente do ponto de vista técnico, isto é, em suas aplicações práticas.

Fazendo um resumo do que foi visto nos dois últimos capítulos, o fenômeno da reversão da perspectiva dá conta de certos casos em que entre analista e analisando há um acordo manifesto que oculta uma discrepância verdadeiramente radical. O analisando não questiona e, ao contrário, aceita o que o analista diz, põe-se de acordo com ele e inclusive discorda, como qualquer um pode fazer, ao mesmo tempo que vê tudo a partir de outras premissas. O que realmente está em jogo, então, são os pressupostos da relação e da tarefa. Configura-se um contrato paralelo e, enquanto não tivermos acesso a esse contrato oculto, nunca poderemos captar o motivo pelo qual os fatos revertem-se.

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