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Capítulo 26 - Neuropsicologia das demências

Daniel Fuentes, Leandro F. Malloy-Diniz, Candida Helena Pires de Camargo, Ramon M. Cosenza Grupo A PDF Criptografado

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Neuropsicologia das demências

LEONARDO CRUZ DE SOUZA

ANTONIO LUCIO TEIXEIRA

O termo demência deriva da raiz latina “desine qua non para o diagnóstico de demênmentia” (“de”, sem; e “mentia”, mente), a cia. Por fim, uma cuidadosa caracterização qual teria sido usada pela primeira vez por do desempenho cognitivo pré-mórbido do

Cícero (106 – 43 a.C.) para se referir a “cipaciente é essencial para o diagnóstico, pois dadãos que, pervertidos por um tipo de os déficits cognitivos e a perda de autono­demência, declararam guerra à pátria” (Demia que definem a demência só podem ser rouesné, 2008). Do período clássico até assim caracterizados quando se contrastam mea­dos do século XIX, o termo “demênnitidamente com o padrão de funcionacia” foi usado tanto no sentido de “abolimento prévio do indivíduo.

ção do pensamento” como no de “loucura”

As doenças neurodegenerativas consou de “conduta extravagante”. Foi apenas a tituem as principais causas de demência. A partir do século XIX, com as definições de doença de Alzheimer (DA) é a causa mais

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Medium 9788536321004

13. Comportamento governado por regras: um estudo de caso

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 13

Comportamento Governado por Regras

Um Estudo de Caso1

Caroline Cunha da Silva

Ana Karina C. R. de-Farias

O

entendimento do comportamento humano é imprescindível para o aprimoramento dos indivíduos e para que possam melhor resolver seus problemas. O Behaviorismo Radical utiliza-se da história filogenética e ontogenética para a compreensão, previsão e controle do comportamento humano. A Análise do Comportamento explica a causa dos comportamentos por meio de análise de contingências, ou seja, regras que descrevem dependências entre antecedentes ambientais, respostas do organismo e suas consequências, dando ênfase à relação funcional entre esses elementos. Dessa forma, afirma-se que um comportamento é adquirido e mantido devido a suas consequências – sendo estas dependentes de seu valor de sobrevivência – e não a sensações que lhe estejam associadas (Skinner, 1953/1998,

1974/1982).

Uma das formas de controle sobre o comportamento dos indivíduos é aquele exercido por regras ou instruções. O comportamento de seguir regras envolve seguir conselhos, instruções, ordens ou outros comportamentos que descrevam, completa ou incompletamente, contingências. As regras são estímulos discriminativos verbais que especificam contingências, podendo estar descritas de forma implícita ou explícita (Baum, 1994/1999;

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Medium 9788536325736

Capítulo 38 - Contribuições da terapia cognitivo-comportamental em grupo para pessoas com dor crônica

Bernard Rangé Grupo A PDF Criptografado

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Contribuições da terapia cognitivo-comportamental em grupo para pessoas com dor crônica

Martha M. C. Castro

A dor é uma das sensações mais temidas pela maior parte das pessoas. É também um importante sinal de alerta de que algo não vai bem no sistema fisiológico, que desencadeia na maioria dos indivíduos respostas aversivas e estressantes ao se defrontarem com ela.

A International Association for the

Study of Pain (IASP) define a dor como “[...] experiência desagradável associada a dano real ou potencial, ou descrita em termos de tal dano.” (Pain, 1986) A dor pode ser classificada em aguda e crônica. Enquanto a dor aguda é um sintoma de alerta e está relacionada a afecções traumáticas, infecciosas ou inflamatórias, sendo bem definida e transitória, a dor crônica é caracterizada como aquela que persiste além do tempo necessário para a cura da lesão, num processo de longa duração e limites mal definidos, sendo, desse modo, importante causa de incapacitação humana (Ferreira, 2001).

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Medium 9788582713280

Capítulo 13. Esquemas emocionais e a relação terapêutica

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 13

ESQUEMAS EMOCIONAIS E A

RELAÇÃO TERAPÊUTICA

Podemos definir terapia como uma busca de valor.

– ABRAHAM MASLOW

Quando comecei a aprender terapia cognitivo-comportamental, fiquei apaixonado por suas técnicas poderosas e sua base racional. Minha personalidade estava focada em atingir objetivos, solucionar problemas, pensar de maneira racional e me manter na tarefa. Eu achava que era particularmente habilidoso em vencer debates e com frequência gostava das respostas engenhosas que podia dar em uma boa discussão com um oponente enérgico e inteligente. Na minha própria vida, usava as técnicas cognitivas e comportamentais tradicionais para reverter a ruminação, superar a procrastinação, abordar minhas preocupações, lidar com a solidão e desenvolver minha carreira. Estava dando certo para mim

– por que não daria para outras pessoas?

Mas meus pacientes me ensinaram que eu era muito superficial, muito egocêntrico e muito racional. E, devo dizer, devo muito a eles, pois me ajudaram a redescobrir quem eu realmente era. E quem era esse? Na verdade, quando eu estava na faculdade, meu sonho era ser dramaturgo e poeta ocasional. Procurei sabedoria na tragédia, me voltei para a introspecção de Nietzsche, Kiekegaard e Sartre. Quando faço uma retrospectiva dos meus primeiros anos e da minha educação, vejo que sempre existiu essa dialética em ação: eu era tocado pelo emocional e existencial, mas também era seduzido pelos rigores da filosofia analítica britânica e pelos desafios da desconstrução do significado de maneira racional. Penso que a relação terapêutica também reflete essa dialética. Por um lado, nós, terapeutas, estamos tentando utilizar as poderosas técnicas comportamentais e cognitivas disponíveis e, por outro, estamos abrindo a relação terapêutica para a intensidade, profundezas e riqueza das experiências emocionais de cada paciente. Ambas as abordagens têm valor, e nenhuma delas sozinha é suficiente para uma terapia mais profunda e mais significativa. Estamos somente em alguns aspectos como o cocheiro de Platão: embora preci-

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Medium 9788582710142

Capítulo 26 - Envelhecimento saudável, resiliência cognitiva e qualidade de vida

Leandro Malloy-Diniz, Daniel Fuentes, Ramon M. Cosenza Grupo A PDF Criptografado

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Envelhecimento saudável, resiliência cognitiva e qualidade de vida

RAMON M. COSENZA

LEANDRO F. MALLOY-DINIZ

não o contrário, como poderia ser esperado

O aumento da expectativa de vida em todos

(Bowling & Dieppe, 2005). os países do mundo moderno tem levado a

É inegável, no enum interesse internacioAs pessoas envelhecem de fortanto, que as pessoas ennal sobre como promover ma diversa: enquanto algumas aprevelhecem de forma dium envelhecimento sausentam deficiências já no fim da versa: enquanto algumas dável ou como envelhemeia-idade, outras chegam em excelentes condições até a oitava ou apresentam deficiências cer de forma bem-sucedinona década de vida. Essas difejá no fim da meia-idade, da. A expectativa de vida renças são influenciadas por fatores outras chegam em exceera de 47 anos em 1900 biológicos, pelos hábitos de vida e por fatores econômicos e psicossolentes condições até a oie hoje passa dos 70 anos ciais (Aldwin et al., 2006). tava ou nona década de nos ­países desenvolvidos. vida. Essas diferenças são

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