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Capítulo 40. Psicoterapias no tratamento dos transtornos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

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Psicoterapias no tratamento dos transtornos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo

Lucas Lovato

Gabriela Lotin Nuernberg

Aristides Volpato Cordioli

Tricotilomania (TTM), transtorno de escoriação (TE), transtorno de acumulação compulsiva

(TAC) e transtorno dismórfico corporal (TDC) são psicopatologias altamente prevalentes na população e que, até então, vinham recebendo pouca atenção na literatura. A partir do

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, quinta edição (DSM-5), essas condições passaram a fazer parte de um novo grupo diagnóstico: os transtornos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Este capítulo descreve a apresentação clínica desses transtornos e o uso de psicofármacos e, em especial, de técnicas comportamentais e cognitivo-comportamentais em seu tratamento.

A partir do DSM-5, em 2013, o TOC foi retirado do grupo dos transtornos de ansiedade e ganhou um agrupamento próprio, TOC e transtornos relacionados (TRs). Esses “relacionados” incluem transtornos graves, que costumavam ser pouco reconhecidos e pouco estudados: TDC, TAC, TTM e TE.1 Além destes, também estão incluídos transtornos que envolvem pensamentos obsessivos ou comportamentos compulsivos induzidos por substâncias ou desencadeados por condições clínicas, classificados como “outros TRs”.

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Medium 9788536325736

Capítulo 44 - Terapia cognitivo-comportamental com casais

Bernard Rangé Grupo A PDF Criptografado

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Terapia cognitivo-comportamental com casais

Raphael Fischer Peçanha

Bernard P. Rangé

INTRODUÇÃO

A terapia cognitivo­‑comportamental com casais vem se desenvolvendo teoricamente e ampliando seu número de pesquisas na

América do Norte durante os últimos 30 anos (Datillio, 2010). O Brasil encontra­

‑se numa fase inicial em termos de estudos da aplicabilidade das técnicas cognitivas e comportamentais com casais em conflito

(Peçanha, 2009).

O tratamento de cônjuges em conflito pela abordagem cognitiva teve seu início a partir das intervenções comportamentalistas, em que eram enfatizados o contrato marital e o intercâmbio social simples (Dattilio e Padesky, 1995).

A partir da década de 1970, a Teoria da

Aprendizagem Social foi aplicada à terapia marital, em que foram enfatizados os processos cognitivo­‑perceptivos (atribuições) dos cônjuges a respeito do comportamento do companheiro e de si mesmos (Jacobson e Holtzworth­‑Munroe, 1986; Schmaling,

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Medium 9788522429844

INTRODUÇÃO

Agostinho Minicucci Grupo Gen PDF Criptografado

INTRODUÇÃO

... E o moleque Cupido resolveu voltar ao Brasil, país que há tantos anos não revia.

Arrumou as setas de ouro, do amor, e as setas de chumbo, do ódio e do desprezo, no novo bornal, tipo Reebok.

Desceu numa reunião de jovens, pois sempre trabalhara com eles. Estavam defronte a uma escola.

Estranhou-os, mas achou-os interessantes, alegres e comunicativos.

Como de costume, lançou sobre eles algumas setas do amor... Estranho, elas não produziram o efeito desejado. Talvez o líquido da ponta das setas estivesse com o prazo vencido.

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RELAÇÕES HUMANAS

– Não é possível, disse, o Procom, órgão protetor do consumidor, não tinha dito nada e aprovado o controle de qualidade.

Resolveu conversar com os jovens. Apresentou-se e disse:

– Sou Cupido, o moleque do Amor.

Como ninguém mostrasse sinal de aprovação ou rejeição, estranhou a frieza, mas continuou:

– Vocês sabem o que é amor, o que é ódio? Vocês sabem como se define gostar de... o que é atrair?

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Medium 9788582714874

Capítulo 18. Integração entre Teoria, Pesquisa e Prática no Psicodiagnóstico da Personalidade: Relato de Caso

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

São frequentes as queixas por parte de alunos de psicologia de que a pesquisa está distante da prática. Em alguns casos, essa queixa pode até ser legítima, mas, em outros, o que de fato ocorre é uma dificuldade em se estabelecer as fortes e coerentes relações existentes entre a pesquisa e a prática em psicologia. O presente capítulo tem como objetivo apresentar a relação entre pesquisa e prática no psicodiagnóstico da personalidade. Espera-se que este capítulo também sirva como material de apoio pedagógico no ensino da prática do psicodiagnóstico. Para tanto, será apresentado um caso clínico que servirá de base para a discussão sobre a condução de um psicodiagnóstico e suas relações com as teorias e pesquisas em psicologia. Será apresentado o caso de uma paciente com transtorno da personalidade e será feita uma discussão acerca dos principais modelos diagnósticos encontrados na literatura contemporânea e suas implicações clínicas na vida real. Esse caso foi escolhido por oferecer bases para a discussão da aplicabilidade clínica do modelo híbrido de diagnóstico proposto na quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5; American Psychiatric Association [APA], 2014).

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Medium 9788573078046

Capítulo 9 - Aprendizagem Social

Juan Ignácio Pozo Grupo A PDF Criptografado

Aprendizes e Mestres

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Aprendizagem Social

O que é o que e como é?

Quem sabe como se portar?

Que naturais são os peixes!

Nunca parecem inoportunos.

Estão no mar a convite e se vestem corretamente sem uma escama de menos condecorados pela água.

Eu todos os dias ponho não só os pés no prato, mas os cotovelos, os rins, a lira, a alma, a escopeta.

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Assim, para acabar as dúvidas me decidi por uma vida honrada da mais ativa preguiça, purifiquei minhas intenções, saí sozinho para comer comigo e assim fui ficando mudo.

Às vezes me tirei para dançar, mas sem grande entusiasmo, e deito só, sem vontade, para não me enganar de quarto.

PABLO NERUDA, “Sobre minha má-educação”, Estravagario

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Juan Ignacio Pozo

APRENDIZAGEM DE HABILIDADES SOCIAIS

Ainda que a aprendizagem de fatos e de comportamentos afete âmbitos muito importantes de nossa interação com o mundo dos objetos e das pessoas, o certo é que grande parte de nossas aprendizagens ocorre em contextos de interação social que determinam, em boa medida, a direção e o significado do que aprendemos. A aprendizagem social é algo mais do que uma aprendizagem em sociedade. A denominação social vai afetar não só os resultados dessa aprendizagem como também os processos mediante os quais ocorre. Como víamos no Capítulo 1, a aprendizagem é parte de nossa cultura, dos hábitos e formas de comportamento sociais, mas também das representações culturalmente criadas e compartilhadas. Por mais eficazes que fossem nossos processos associativos e por maior que fosse nossa potência computacional, nossa capacidade de aprendizagem seria muito limitada se não estivesse amplificada pela cultura e, de modo mais imediato, pela exposição a contextos sociais que dirigem e encaminham nossa aprendizagem.

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