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Capítulo 8 - A Pesquisa Preliminar e o Programa

José Carlos Zanelli Grupo A PDF Criptografado

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A PESQUISA PRELIMINAR E O PROGRAMA

Para iniciarmos o trabalho de orientação para aposentadoria é fundamental conhecer a organização e a motivação de seus empregados para participar dessa atividade. A resistência para participar aparece nos discursos de “falta de motivação para este tipo de trabalho”. É difícil para muitas pessoas encarar esse momento e, se não for orientado, pode trazer sofrimento e estresse. Em consequência, muitos empregados acabam não se interessando em participar por medo e ansiedade em lidar com a situação e ter que enfrentá-la. Para compreender e lidar com tais situações, recomendamos antes de qualquer tipo de ação, a realização de um estudo prévio, que denominamos Pesquisa

Preliminar, com dois objetivos gerais:

1. identificar a realidade da organização, quantas pessoas estarão prestes a se aposentar e o interesse ou não de efetuar a aposentadoria no momento em que cumprirem os requisitos necessários;

2. realizar um trabalho de motivação e “desmistificação” do processo de aposentadoria, por meio de entrevistas, mostrar para as pessoas que a aposentadoria não é um “bicho de sete cabeças”. Começar a falar sobre esse tema e pensar nessa possibilidade ajuda no momento da tomada da decisão.

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Medium 9788541204125

10 Perdas e Ganhos

CASTANHO, Gisela M. Pires Grupo Gen PDF Criptografado

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Perdas e Ganhos

Suzanna Amarante Levy

“O homem só ensina bem o que para ele tem poe‑ sia.” (Rabindranath Tagore)

Cada vez que me defronto com o ofício do terapeuta clínico, considero um desafio, ou uma aventura, fazer parte de um sistema em que chego como uma estrangeira para as famí‑ lias que atendo, principalmente nos primeiros encontros. Como estrangeira, desconheço suas leis, sua linguagem, seus códigos, sua cultura e, na maioria das vezes, suas expectativas. A minha expectativa é poder trazer algo novo, que faça diferença, que possibilite pensar sobre seus problemas, suas dores e que as torne mobiliza‑ das para voltar para uma próxima sessão.

Ocupar o lugar de estrangeira pode dei‑ xar‑me, de certa forma, livre para dizer o que percebo e o que sinto naquele encontro, mas, ao mesmo tempo, posso ficar enredada na trama e nas emoções das histórias narradas. Assim, preciso contar com a minha percepção e perspi‑ cácia para não ser engolida e oferecer recursos facilitadores que possibilitem novos significa‑ dos para as situações vividas.

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Medium 9788536302898

7. Um modelo cognitivo de alucinações

Knapp, Paulo Grupo A PDF Criptografado

Um modelo cognitivo de alucinações*

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AARON T. BECK, NEIL A. RECTOR

A

s alucinações têm sido consideradas um sinal de doença mental somente nos últimos 200 anos. Antes disso, elas eram vistas como mensagens de Deus (intervenção divina) ou do diabo (possessão demoníaca). É interessante que muitos pacientes com esquizofrenia também as consideram como comunicações de uma dessas entidades sobrenaturais. As alucinações geralmente são definidas como percepções que ocorrem na ausência de estímulo externo. Deve-se acrescentar os requisitos de que elas ocorram no estado alerta (diferente do sonho) e não estejam sob controle da vontade (diferente do devaneio). As alucinações freqüentemente estão associadas ao uso de psicoestimulantes. A plena compreensão da natureza desse fenômeno precisa dar conta de problemas como o da heterogeneidade. As alucinações que ocorrem em um contexto normal ou anormal podem envolver qualquer uma das modalidades sensórias: audição, visão, tato, olfato ou paladar. As alucinações auditivas na esquizofrenia – o foco deste capítulo – foram amplamente estudadas de muitas perspectivas: cultural, genética, anatômica, neuroquímica e psicológica.

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Medium 9788536307183

Capítulo 2. Avaliação cognitiva: processos e métodos

Keith S. Dobson Grupo A PDF Criptografado

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AVALIAÇÃO COGNITIVA

Processos e métodos

Kirk R. Blankstein

Zindel V. Segal

Milhares de pensamentos habitam o interior de um homem, os quais desconhece até pegar uma caneta para escrever.

William Makepeace Thackeray,

Henry Esmond

A AVALIAÇÃO VISTA A PARTIR

DA PERSPECTIVA COGNITIVA

Este capítulo aborda diversas questões conceituais e metodológicas relevantes para a prática da avaliação cognitiva. Operamos segundo o pressuposto de que o funcionamento cognitivo humano pode ser descrito em termos do processamento de informações, e que essa perspectiva pode informar as práticas de avaliação clínica (Ingram e Kendall, 1986; Williams,

Watts, MacLeod e Mathews, 1998). Dentro desse modelo, os seres humanos são representados como seres que buscam, selecionam e utilizam informações (internas e externas) ativamente no processo de construir a visão da mente sobre a realidade (Gardner, 1985). Essa atividade é uma característica essencial do sistema cognitivo e acredita-se produzir conteúdos variados em diferentes níveis de operação.

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Medium 9788536325460

20 Transtornos da personalidade e suicídio

Louzã Neto, Mário Rodrigues Grupo A PDF Criptografado

Transtornos da personalidade e suicídio

Carolina de Mello-Santos

Chei Tung Teng

Leonardo Sauaia

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Reconhecidos por seu difícil manejo, os transtornos da personalidade (TPs) cursam com algumas características que justificam tal percepção por parte dos profissionais da saúde mental. Podemos citar, entre tantas, a resposta pobre aos tratamentos farmacológicos, a baixa adesão aos tratamentos psicoterápicos, o prejuízo funcional crônico e o iminente risco de vida decorrente do comportamento autolesivo (por vezes não necessariamente suicida). Neste capítulo, daremos especial atenção a este último fator complicador do tratamento desses transtornos. Para tanto, abordaremos aspectos causais (ambientais e neurobiológicos), além da importante diferenciação entre episódios de autoagressão sem ideação suicida franca – bastante característicos do transtorno da personalidade borderline (TPB), ou emocionalmente instável – e episódios com comportamento suicida.

Este capítulo tem o foco mais centrado no TPB, uma vez que é o mais associado a comportamento suicida. Basta lembrar que tentativas recorrentes de suicídio estão incluídas entre os critérios diagnósticos de TPB do DSM-IV, da American Psychiatric Association (APA), o que reforça a importância que o comportamento suicida (ou deliberadamente autolesivo) exerce sobre a apresentação desses indivíduos. Entretanto, as mortes por suicídio não são exclusividade desse tipo de TP, ocorrendo também nos demais, de modo especial nos do grupo – ou cluster – B (segundo a classificação).

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