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Capítulo 23 - Projeto navegar com segurança

Cristiano Nabuco de Abreu; Evelyn Eisenstein; Susana Graciela Bruno Estefenon Grupo A PDF Criptografado

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PROJETO NAVEGAR COM SEGURANÇA

ANNA FLORA WERNECK

ERIKA KOBAYASHI

LETICIA BORN

As redes constituem a nova morfologia de nossas sociedades e a difusão da lógica das redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos processos produtivos e de experiência, poder e cultura. [...] A sociedade em rede representa uma transformação qualitativa da experiência humana.

Manuel Castells1

A EBULIÇÃO DA INTERNET NO NOSSO DIA A DIA

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Nos anos 1990, o uso da internet deixou de ser exclusividade de acadêmicos e técnicos e entrou na casa de pessoas comuns, movimento que no Brasil ocorreu junto a um alto investimento em novas tecnologias. Apesar de o fenômeno ser relativamente recente, houve uma rápida incorporação da internet como mediador de relações pessoais. Entretanto, hoje, a grande discussão não está mais no caráter agregador e democrático da rede, que trouxe novos comportamentos e experiências, e sim no uso que se faz dessa ferramenta.

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Capítulo 12 - Adestramento ou pedagogia digital

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ADESTRAMENTO OU

PEDAGOGIA DIGITAL

LUIZ BARCO

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Estou velho, porém, lúcido! Talvez a melhor definição de velhice seja: “Velhice

é quando, ao perdermos a lucidez, ganhamos a convicção de estarmos lúcidos e, o que é ainda pior, a absoluta certeza de estarmos sempre certos”.

Muito embora, com uma razoável formação em matemática, guardo ainda algumas dúvidas sobre a real importância da Curva de Gauss. Se você nunca ouviu falar dela, não perca tempo, pois os estatísticos são treinados para fingir que acreditam no que ela significa. Sabem, entretanto, que quando usada por engenheiros ou tecnólogos, em geral, ela nada significa, ou melhor, significa aquilo que eles querem que signifique. Quando usada por médicos, quer dizer que não estão seguros daquilo que estão falando e, assim, disfarçam as suas dúvidas com gráficos e números, muitos números e poucas certezas. Já os economistas e os advogados só consultam números quando eles vêm acompanhados de cifrões. Não se ofenda; e se você sentiu-se atacado por essas tolices, desculpe-me, não quis magoá-lo ou ofendê-lo, somente quis dizer que a instituição que atende pelo nome de Escola falhou com todos nós: prometeu a alegria do descobrir e conhecer, mas, quando muito, praticou adestramento. Isto é , você pensa que sabe o que está fazendo, às vezes desconfia do resultado, mas nunca descobriu o porquê. Lembra apenas que, quando praticou o que julgam ser o certo, ganhou um agrado, ou uma avaliação favorável, mas, quando não foi aprovado, ganhou uma bela “jornalada” no focinho, como se fosse somente um cachorro sendo adestrado.

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Capítulo 20 - Bbzzz, você está ouvindo?

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BBZZZ, VOCÊ ESTÁ OUVINDO?

TERESA CRISTINA DOS REIS CARVALHO QUAGLIA

VIVENDO ESSE MUNDO DIGITAL

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O ouvido humano é extremamente vulnerável à ação de ruídos (Fig. 20.1).

Como decorrência da exposição de curto e médio prazo a estes, as pessoas estão sujeitas a desenvolver desde um simples estado de neurotização passageira até lesões irreversíveis no aparelho auditivo, com marcadas consequências, principalmente crianças e adolescentes, que são mais vulneráveis. Nesse sentido, o uso indiscriminado de fones de ouvido em volumes acima do tolerável vem repercutindo negativamente na integridade da audição, e configura-se, portanto, como um modismo que merece atenção especial na era digital.

CONSIDERAÇÕES SOBRE AUDIÇÃO E PERDA AUDITIVA

O SOM

A frequência da onda sonora é dada pelo número de ciclos que ela apresenta por segundo (c/s ou Hz, abreviação de Hertz). O ouvido humano é capaz de perceber ondas sonoras cujas frequências se acham compreendidas entre 16

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Capítulo 11 - Animação, sociedade, saúde e novas mídias sociais

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ANIMAÇÃO, SOCIEDADE, SAÚDE

E NOVAS MÍDIAS SOCIAIS

CLAUDIA BOLSHAW

GAMBA JUNIOR

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A linguagem da animação e seu potencial expressivo e pedagógico envolvem um precioso leque de possibilidades para o desenvolvimento educacional-profissional de indivíduos portadores de síndromes cognitivas. Aspectos envolvidos na produção da animação – como repetição, concentração, representação espacial, representação de tempo, perseverança, isolamento e capacidade de reprodução seriada – e suas relações com indivíduos com síndromes que são classificados como especiais estão associados. Dentro do universo amplo de síndromes, este capítulo terá como recorte os portadores de Asperger* e outras manifestações mais brandas de autismo.

Na produção em animação, a imagem é trabalhada em seus diversos recursos, decodificando e reconstruindo o tempo e o espaço, permitindo a compreensão e o estudo da origem da percepção do movimento e da composição gráfica. O nome dessa técnica, que provém do latim, é Animus/anima, e significa ar, respirar, vida, alma e mente, remetendo a sua origem histórica, cujo objetivo é pesquisar recursos que dão ilusão de movimento ao objeto inanimado a partir da manipulação da visualização de imagens em sequência.

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Capítulo 1 - Sociedade globalizada e mídia digital

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SOCIEDADE GLOBALIZADA

E MÍDIA DIGITAL

REGINA UNGERER

O termo globalização não é um conceito novo.

Há quem considere que o processo da globalização tenha começado em 336 a. C. com Alexandre III da Macedônia, também conhecido como Alexandre, o

Grande. Alexandre, que era um excelente estrategista, nunca perdeu uma batalha e foi responsável por uma das maiores expansões territoriais da história da humanidade, fazendo da Grécia Antiga um império que ia dos Balcãs à Ásia Menor.

Outros acreditam que a globalização começou no século XV com a era dos grandes descobrimentos e a expansão da Europa para a África e as Américas.

Rodrigues e Devezas1 vão mais longe e consideram que Portugal foi a primeira nação do mundo a desencadear o processo da globalização, já que os portugueses foram os primeiros europeus a estabelecer um comércio regular entre a Europa, a Ásia e as Américas.

Mais tarde, durante os anos de 1830 e 1840, em plena Revolução Industrial, quando a Europa enfrentava uma epidemia de cólera que ameaçava o comércio internacional, líderes da Alemanha, da França, da Inglaterra e da Itália reuniram-se para discutir a saúde de seus trabalhadores; não por consciência social, mas por questões econômicas, pois, sem trabalhadores nas fábricas, a produção e, consequentemente, os ganhos iriam diminuir em todos os países. Esse fato pode ser considerado como um dos primórdios das discussões sobre a necessidade de enfrentar internacionalmente as epidemias para manter e impulsionar a economia e o comércio.

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Capítulo 5 - Sexting, sextorsão e grooming

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SEXTING, SEXTORSÃO E GROOMING

JORGE FLORES FERNÁNDEZ

SEXTING: ADOLESCÊNCIA, SEXO E SMARTPHONES

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Nosso primeiro artigo sobre sexting1 foi publicado em abril de 2009, um fenômeno que havíamos conhecido em nosso trabalho inicial de alerta quanto aos novos riscos para a infância e a adolescência na era digital. Identificamos as primeiras inquietudes a esse respeito nos Estados Unidos.

Agora, anos mais tarde, parece que a sociedade começa a conhecer esse fenômeno e, inclusive, alguns países não vacilam em qualificá-lo como “praga”, na medida em que se incorporou com certo grau de normalidade ao repertório de possíveis práticas em torno do erotismo e da sexualidade, tanto por parte dos adolescentes como de pessoas adultas, dentro ou fora do relacionamento do casal.

Podemos, a partir disso, deduzir três aspectos do sexting: não é novo, é global e não se trata de uma moda passageira.

O QUE É O SEXTING?

Sexting é um termo de origem anglo-saxônica resultante da união das palavras

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Capítulo 16 - Educação participativa em saúde e tecnologias de comunicação comunitária

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EDUCAÇÃO PARTICIPATIVA EM

SAÚDE E TECNOLOGIAS DE

COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA

FLAVIO WITTLIN

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Fala-se muito de educação em saúde, ou, de modo mais abrangente, de Educação em Saúde e Saneamento Ambiental (ESSA), sua importância e imprescindibilidade, sem contudo esclarecer como e com que caráter e alcance fazê-la. Do mesmo modo, exaltam-se bastante as modernas tecnologias de comunicação, sua formidável expansão, não obstante elas sejam exploradas de modo quase sempre verticalizado, unidirecional e excludente. Neste capítulo, apresentaremos a fusão da ESSA com tais tecnologias, sob renovado ponto de vista: o enfoque participativo e comunitário.

Acreditamos muito na “química” de interação das comunidades com os técnicos da saúde; é dela que podem nascer as melhores e mais criativas soluções para dramas estruturais que afetam a saúde do povo brasileiro e mundial, tanto nas cidades quanto no campo.1

Este capítulo realça os aspectos positivos do uso de uma tecnologia social inovadora, pautada no “ativismo visual”. A prática compreende a utilização, a um só tempo, técnica, informada e cidadã, de tecnologia digital de comunicação por ativistas da comunidade, a quem temos certificado como Agentes Visuais de Educação em Saúde (AVESs). Por sua natureza, a chamamos de Tecnologia de Comunicação Comunitária (TCC), por sugestão do professor Sergio Bonato, do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, uma vez que pressupõe, obrigatoriamente, envolvimento participativo da comunidade. O que se pretende aqui é deixar ao cientista o domínio técnico do microscópio, que descortina o mundo dos germes, e delegar o manejo das câmeras de vídeo e de foto aos moradores da comunidade, que melhor do que ninguém podem desnudar a vulnerabilidade das suas condições históricas de moradia e de vida em geral.2

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Capítulo 17 - Crescimento biopsicossocial virtual

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CRESCIMENTO

BIOPSICOSSOCIAL VIRTUAL

EVELYN EISENSTEIN

Qual o programa que eu tenho que baixar para crescer mais rápido? Antônio,14 anos

Por que demora um ano todo para crescer somente 6 centímetros? Mário, 15 anos

É muito chato ter que dormir todas as noites em vez de ficar jogando online! Ana, 17 anos

Prá que pensar nisso ou naquilo... se o Google tem sempre a resposta? Renata, 16 anos

Vou inventar um computador prá tomar banho de chuveiro comigo! Jorge, 13 anos

Crianças não são miniadultos, e adolescentes não são mais crianças, nem são adultos ainda. E todos estão aí, convivendo com as tecnologias e com o uso dos computadores e videogames no dia a dia, globalmente. Os desafios mudaram, e os enigmas e tantos segredos das histórias das gerações de seus avós e de seus pais estão acessíveis em um click ou no digitar de um botão na tela da internet. Mas as perguntas e as dúvidas são quase sempre as mesmas, básicas e características do período da adolescência:

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Capítulo 19 - Tecnoestresse e o cérebro em desenvolvimento

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TECNOESTRESSE E O CÉREBRO

EM DESENVOLVIMENTO

EDUARDO JORGE CUSTODIO DA SILVA

EMMALIE TING

TECNOESTRESSE

Imagine-se nas seguintes situações:

� No dia mais quente do ano, o ar-condicionado ou ventilador param de funcionar.

� Você acabou de comprar um CD novo, mas o aparelho de som não o reconhece.

� A máquina de lavar roupas parou de funcionar.

� É o capítulo final de seu programa favorito, que não será reprisado, e a imagem da televisão insiste em falhar.

� A bateria do celular está prestes a acabar, não haverá como recarregá234

-la em breve e o dia está apenas começando. Ou pior, o celular foi esquecido em casa, e você só percebeu quando já era tarde demais para voltar e buscá-lo.

Você precisa enviar um documento com urgência máxima, mas o e-mail de seu computador nem abre, pois a internet está extremamente lenta.

Retornando de férias do lugar mais interessante que já visitou, você descobre que, acidentalmente, deletou todas as fotos recém-tiradas.

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Capítulo 26 - Direito autoral e o mito de que “caiu na rede é de graça”

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DIREITO AUTORAL E O MITO DE

QUE “CAIU NA REDE É DE GRAÇA”

DEBORAH FISCH NIGRI

VIVENDO ESSE MUNDO DIGITAL

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A internet revolucionou o mundo! Clichê! Isso todos já sabem. A grande questão

é saber como tratar e lidar e, mais importante, diferenciar quais direitos se pretende proteger e quais informações podem circular livremente pela rede, sem qualquer embaraço. O assunto é extenso e palpitante. A tentação é grande para expor neste espaço tudo o que diz respeito aos vícios presentes da internet.

Vícios dos adultos e vícios dos adolescentes!

O uso da internet em larga escala, como vem se desenvolvendo nos últimos anos, nos faz refletir sobre a relação do ser humano com o computador. Quando se trata de crianças e adolescentes que ainda não têm maturidade para discernir sobre os benefícios e os malefícios desse meio de informação/comunicação, a questão fica ainda mais séria, e alguns questionamentos pontuais são inevitáveis:

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Capítulo 3 - Por fora bela viola: pesquisa e intervenção sobre cyberbullying

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POR FORA BELA VIOLA: PESQUISA E

INTERVENÇÃO SOBRE CYBERBULLYING

LÚCIA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE WILLIAMS

ANA CARINA STELKO-PEREIRA

Desde que passou a viver em grupos, o ser humano sempre buscou desenvolver tecnologias para tornar a comunicação cada vez mais instantânea, eficiente e capaz de superar distâncias geográficas. Cabe mencionar a sequência de inventos comunicativos: as pinturas rupestres, a invenção do papel, da imprensa, do telégrafo, do telefone, do rádio, da televisão, dos computadores e microcomputadores e dos celulares.

Certamente a mensagem que é comunicada e sua finalidade independem dos meios tecnológicos escolhidos. A tecnologia comunicativa pode servir para praticar tanto ações de promoção dos direitos humanos quanto de rechaço a tais direitos. Assim, a má ou a boa utilização da tecnologia dependem de quem a está utilizando e do uso que faz dela, e não da tecnologia em si.

Levando-se em consideração a multiplicidade existente de meios de comunicação e a independência entre a tecnologia e a mensagem a ser transmitida, por que situações de violência pelo celular e pela internet entre crianças e adolescentes têm sido cada vez mais motivo de preocupação de leigos, cientistas, pais, médicos, professores, entre outros? Certamente tais preocupações são fundamentadas e serão explicitadas a seguir.

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Capítulo 22 - Redes sociais, privacidade, uso seguro das tecnologias de informação e comunicação

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REDES SOCIAIS, PRIVACIDADE,

USO SEGURO DAS TECNOLOGIAS

DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

JORGE FLORES FERNÁNDEZ

REDES SOCIAIS

AS REDES SOCIAIS COMO AMBIENTE DE RISCO

Surgiram novos riscos com a aparição das redes sociais?

Para começar, é conveniente assinalar que as redes sociais não são as culpadas pelo ambiente de risco, como se tende a apontar. Não em última análise. Trata-se simplesmente de uma evolução da internet, de onde confluem uma série de serviços que já existiam anteriormente, como as mensagens instantâneas e a edição de blogs (com Messenger e Fotolog encabeçando). O que ocorre é que há outras novas opções de alto valor agregado, mas em essência estamos falando de dados pessoais, de contato com outras pessoas e de edição de conteúdos. Nada que fosse novo antes de existirem as redes sociais. A internet não é nada mais que uma rede social muito grande, e as redes sociais são um subconjunto dela.

O que é certo é que, por sua finalidade, essas plataformas convidam à participação ativa, isto é, a conhecer outras pessoas (formando a rede), a “subir” conteúdos (cada vez mais audiovisuais) tanto próprios como alheios, que vão traçando os perfis e interesses de cada um. E, em muitas ocasiões, priorizam

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Capítulo 2 - As mídias e seus efeitos na saúde e no desenvolvimento de crianças e adolescentes: reestruturando a questão da era digital

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AS MÍDIAS E SEUS EFEITOS NA SAÚDE

E NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS

E ADOLESCENTES: REESTRUTURANDO

A QUESTÃO DA ERA DIGITAL

VIVENDO ESSE MUNDO DIGITAL

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MICHAEL RICH

Por mais de meio século, uma discussão acalorada ocorreu entre os que acreditam que a televisão, o cinema, a música e outras mídias estejam prejudicando as crianças e aqueles que defendem a liberdade de expressão. Apesar das décadas de debate, ainda hoje continuamos estagnados nas mesmas posições polarizadas estabelecidas muitos anos e gerações tecnológicas atrás.1 Por quê? Porque o uso das mídias foi estruturado como uma opção entre ligar/desligar, e as posições pró-mídia/antimídia foram construídas com base em valores. Todos temos nossos valores mais caros, legado de nossos pais, nossas crenças, nossas políticas e nossa cultura. Em consequência, os valores são diversos, individuais e profundamente arraigados naqueles que os detêm. Pessoas razoáveis, ponderadas e atenciosas debaterão sobre seus valores indefinidamente e terminarão a conversa mantendo-os iguais a como eram no início do debate. Em favor das crianças e do futuro em que viverão, não podemos mais manter a abordagem da definição da tecnologia do nosso tempo como uma força do bem ou do mal. Devemos encará-la como um poderoso componente do ambiente no qual as crianças crescem, um componente que é tão onipresente quanto o ar que respiramos ou a água que bebemos.

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Capítulo 10 - A escola na era digital

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A ESCOLA NA ERA DIGITAL

PATRICIA KONDER LINS E SILVA

Um novo ambiente emergiu com as tecnologias digitais, favorecendo invenções e descobertas científicas que vêm transformando a maneira de viver de modo rápido e surpreendente. Surgem novas referências que se misturam às existentes, estabelecendo o convívio de visões de mundo diversas, o que provoca conflito de ideias e de valores, em uma crise conceitual que prenuncia uma mudança de paradigma. Alvin Toffler,1 em Future Shock, ainda no século passado, advertia para a rapidez e gravidade da mudança e para a necessidade de a sociedade aprender a lidar com ela.

TRANSIÇÃO ENTRE ERAS

O autor Thomas Kuhn,2 no livro A estrutura das revoluções científicas, define o conceito de mudança de paradigma. Explica que revoluções intelectualmente violentas surgem entre intervalos de tempo conceitualmente serenos, quando o pensamento científico permanece unido à volta de um determinado eixo de ideias. Quando os questionamentos conceituais – “anomalias” – se acumulam e fogem ao controle, instala-se uma crise, que só se resolve com a adoção de um novo paradigma, a fundação de uma nova visão conceitual de mundo.

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Capítulo 14 - A ética, a escola e a formação da cidadania digital

Cristiano Nabuco de Abreu; Evelyn Eisenstein; Susana Graciela Bruno Estefenon Grupo A PDF Criptografado

A ÉTICA, A ESCOLA E A FORMAÇÃO

DA CIDADANIA DIGITAL

SOLANGE PALMA BARROS

A escola tem como um de seus principais objetivos a preparação dos cidadãos, tanto para o desenvolvimento de suas potencialidades como para a vida em sociedade. Não é difícil perceber o dinamismo da sociedade atual, já que as mudanças são constantes em todos os aspectos. O que era indispensável há algum tempo pode não mais ser importante na sociedade do amanhã. Sendo assim, as necessidades dos indivíduos, sejam de adaptação, de aprendizado ou de preparação para essa vida dinâmica, precisam ser supridas na escola, que necessariamente deve acompanhar o ritmo da sociedade em mudança. O grande desafio imposto aos educadores deste novo século é a formação de cidadãos críticos, engajados, éticos e autônomos para desempenharem seus papéis na sociedade do conhecimento. Muito mais do que ensinar os conteúdos e o domínio das técnicas da modernidade, a escola deve preparar cidadãos capazes de agir, atuar e se posicionar ante as adversidades com ética e sabedoria. O cenário em que se inserem a escola e a vida de seus jovens alunos é permeado pela tecnologia, em especial pelo uso dos computadores e da internet, que amplia as possibilidades de comunicação, interação e produção de conteúdos, entre tantas outras. É nesse cenário que podem surgir atitudes que destoam do considerado

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