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Medium 9788582712474

Capítulo 3 - Resiliência em-si na Perspectiva da Teoria Histórico-Cultural: Rompendo com visões neoliberais

Renata Maria Coimbra, Normanda Araujo De Morais Grupo A PDF Criptografado

3

RESILIÊNCIA EM-SI NA

PERSPECTIVA DA TEORIA

HISTÓRICO-CULTURAL

Rompendo com visões neoliberais

Marcos Vinicius Francisco

Renata Maria Coimbra

Neste capítulo propomos a problematização do conceito resiliência, visando sua superação e difusão desenfreada em leituras na concepção neoliberal.1 Tal difusão vem sendo feita de maneira acrítica e assentada nas premissas da ideologia do capitalismo. Acreditamos que por meio do referencial presente na teoria histórico-cultural, de base epistemológica e filosófica marxista, será possível trazer contribuições para a reflexão crítica sobre a temática em questão.

Primeiramente, abordamos de maneira breve o surgimento do conceito de resiliência, bem como alguns de seus desdobramentos, ao longo de sua trajetória histórica. Em seguida, com o aporte da teoria histórico-cultural, elucidamos as contribuições de se assumir tal perspectiva como orientadora nos estudos sobre a resiliência em-si no contexto atual.

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Capítulo 4 - O Conceito de Resiliência Aplicado ao Microssistema Familiar: Articulações com a teoria bioecológica do desenvolvimento humano

Renata Maria Coimbra, Normanda Araujo De Morais Grupo A PDF Criptografado

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O CONCEITO DE

RESILIÊNCIA APLICADO

AO MICROSSISTEMA FAMILIAR

Articulações com a teoria bioecológica do desenvolvimento humano

Bruna L. Seibel

Silvia H. Koller

O conceito de resiliência vem se modificando desde o início de sua aplicação nas ciências humanas até hoje. Sua definição tem se afastado da ideia de uma capacidade individual para ser compreendida como “... um processo dinâmico inter-relacional, sistêmico, inserido no contexto histórico, social e cultural” (Souza,

2009). Nesse sentido, a resiliência passou a ser aplicada também ao contexto familiar. O objetivo deste capítulo é apresentar o construto de resi­liência familiar e levantar questionamentos acerca da sua definição. Pretende-se também aproximar esse conceito das ideias da teoria bioecológica do desenvolvimento humano

(Bronfenbrenner, 1979/1996; Bronfenbrenner & Morris, 1998), visto que a família é um microssistema de interações que influenciam diretamente o desenvolvimento de seus membros e suas relações com outros contextos.

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Medium 9788536321004

6. Autocontrole na perspectiva da análise do comportamento

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 6

Autocontrole na Perspectiva da Análise do Comportamento1

Vanessa de Fátima Nery

Ana Karina C. R. de-Farias

A

palavra autocontrole é bastante utilizada na linguagem cotidiana. Para o senso-comum, autocontrole pode ser definido como uma propriedade ou característica de uma pessoa que possui, em si mesma, força de vontade para realizar ou deixar de realizar algo, controlar sentimentos ou sensações, manter o equilíbrio emocional interior, dominar os impulsos, agir como quiser, dentre outras dezenas de definições (Castanheira, 2001).

A etimologia da palavra autocontrole é controle próprio. De acordo com o

Novo Dicionário Aurélio (Ferreira, 1999), autocontrole significa equilíbrio. A mesma fonte define equilíbrio como “estabilidade mental e emocional; moderação, prudência, comedimento, autocontrole, domínio, controle” (p. 782). Controlado é definido como “submetido a controle; que tem controle; comedido, moderado” (p. 546). A definição de moderado é “regulado, regrado; que tem moderação ou prudência; comedido, circunspecto; não exagerado; não excessivo; razoável, equilibrado; suave, temperado, ameno” (p. 1351).

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10. Um estudo de caso em terapia analítico-comportamental: construção do diagnóstico a partir do relato verbal e da descrição da diversidade de estratégias interventivas

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 10

Um Estudo de Caso em Terapia

Analítico-Comportamental

Construção do Diagnóstico a Partir do

Relato Verbal e da Descrição da

Diversidade de Estratégias Interventivas

Suelem Araújo Ruas

Alessandra Rocha de Albuquerque

Paula Carvalho Natalino

S

kinner (1953/2000) afirma que “a ciência se ocupa do geral, mas o comportamento do indivíduo é necessariamente único” (p. 30). Nesse sentido, o estudo de caso “tem riquezas e características que estão em nítido contraste com os princípios gerais” (Skinner, 1989/1991, p.

30), sendo considerado um recurso fundamental e necessário para o estudo do comportamento. Silvares e Banaco (2000) afirmam que “o estudo de caso pode ser a forma ideal de aumentar o corpo de conhecimento em terapia comportamental”

(p. 38) e de demonstrar a eficácia da ação terapêutica.

O presente trabalho teve como objetivo geral descrever, por meio de um estudo de caso, um processo terapêutico de base analítico-comportamental, do diagnóstico à intervenção, enfatizando o papel do comportamento verbal como fonte de informações a respeito do cliente e como elemento propulsor de mudanças. Para tanto, os temas Operantes Verbais, Correspondência Verbal-NãoVerbal e Diagnóstico e Intervenção Analítico-Comportamental serão teórica e brevemente tratados e, posteriormente, apresentar-se-á o Estudo de Caso.

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Medium 9788582715802

Capítulo 11. Segunda-feira: a psicologia por trás do pior dia da semana

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

É, de fato, comprovado que a grande maioria das pessoas descreve um sentimento não muito agradável assim que o fim de semana termina e, principalmente, às segundas-feiras pela manhã, quando nossa jornada de vida – quer gostemos ou não – precisa ser reiniciada.

Não sei bem ao certo a razão de tal desassossego, mas é possível que, nos, fins de semana, consigamos “desfocar” um pouco as coisas que não caminham bem e, por um pequeno espaço de tempo – dois dias, para sermos mais exatos –, podemos nos desconectar de nossas inquietudes, ao criarmos uma distância segura daquilo que efetivamente não nos faz bem, e, finalmente, experimentar um pouco de alívio e de felicidade, ainda que de maneira transitória.

Lembre-se de que é, então, o primeiro dia da semana, geralmente, o ponto marcado para o retorno ao trabalho, momento em que somos obrigados, novamente, a subir no carrossel de nossa vida e, com ele, tentarmos nos estabilizar das oscilações inerentes ao cotidiano, quando também nossa consciência da falta de motivação e de sentido nos é devolvida. É como se, às segundas-feiras, portanto, a realidade (nua e crua) nos fosse, a cada nova semana, descortinada, de uma só vez.

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Medium 9788536324531

Capítulo 20: O papel do enfermeiro dianteda família da criança abusada

Maria Regina Fay de Azambuja, Maria Helena Mariante Ferreira Grupo A PDF Criptografado

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O papel do enfermeiro diante da família da criança abusada

Simone Algeri

Graziela Aline Hartmann Zottis

Malviluci Campos Pereira

Sheila Rovinski Almoarqueg

Rúbia Suzana Stein Borges

Introdução

Os enfermeiros, pela natureza de seu trabalho, não raro são os primeiros profissionais a se depararem com a criança que sofreu abuso sexual. Ainda assim, não é incomum que mesmo profissionais experientes tenham pouco conhecimento sobre o abuso sexual de crianças. Nem todos os enfermeiros trabalham com populações vulneráveis, mas é importante, para todos os profissionais de saúde, a habilidade de identificar sinais e sintomas de abuso sexual, bem como conhecer o que são comportamentos sexuais normais e anormais, testes diagnósticos para doenças sexualmente transmissíveis, problemas de saúde que possam ser mal interpretados como indicativos de abuso, o sistema de notificação compulsória e a melhor abordagem de intervenção, que não cause danos adicionais à criança.

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Medium 9788582715802

Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

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Medium 9788582715802

Capítulo 30. Psicologia da infidelidade: a traição é muito mais comum do que se imagina

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

É exatamente isso: provavelmente você já flertou, ainda que apenas em seu imaginário, com a infidelidade. Embora o tema seja rodeado por uma série de questões morais, a grande maioria das pessoas, segundo pesquisas da América do Norte e da Europa, acredita que a infidelidade, de fato, não é muito aceitável. Por outro lado, muito embora se perceba uma censura social bastante ampla, a infidelidade é mais comum do que se imagina, principalmente no Brasil e na América Latina, onde há um traço cultural geral nas pessoas, presente igualmente nos espanhóis, italianos e franceses, que aceitam a experiência como algo normal.

Estimativas americanas sugerem que de 10 a 25% dos casados já cometeram, pelo menos uma vez, algum tipo de traição.1, 2 Outros autores já apontam para estatísticas bem mais generosas, pois citam que nada menos do que de 50 a 75% já teriam sido infiéis.3, 4 Aqui no Brasil, uma outra investigação aponta que, entre os homens, o percentual daqueles que dizem já ter traído pelo menos uma vez na vida chega a 70,6% e, entre as mulheres, o número é de 56,4%.

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Medium 9788582715079

Capítulo 5 - Treinamento do controle executivo no contexto da pesquisa e da clínica psicopedagógica

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

5

TREINAMENTO

DO CONTROLE

EXECUTIVO

NO CONTEXTO

DA PESQUISA

E DA CLÍNICA

PSICOPEDAGÓGICA

HELENA CORSO

GRACIELA INCHAUSTI DE JOU

TAISE CORTEZ ANTUNES PEREIRA

VIVIANE BASTOS FORNER

O

ditado “A prática leva à perfeição” – tão utilizado em nosso cotidiano para estimular a aprendizagem de todo iniciante – exprime a ideia de que repetindo, treinando e praticando tudo pode ser aprendido.

Mas o que há por trás dessa premissa?

Qual é o processo cognitivo responsável por essa prometida mudança? Quais são as transformações que acontecem em nosso cérebro para alcançar tal objetivo?

Tentando responder a essas perguntas, o presente capítulo aborda o treinamento das funções executivas (FEs) e a neuroplasticidade cognitiva, tendo como base o artigo de revisão Executive control training from middle childhood to adolescence, de Julia Karbach e Kerstin Unger, publicado em 2014.1

Essas autoras chamam a atenção para o aumento de estudos científicos sobre treinamento das FEs, uma vez que tais funções cognitivas são apontadas como preditoras de várias realizações ao longo da vida, como desempenho acadêmico, nível socioeconômico e saúde física.

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Medium 9788520440629

14. A perícia psicológica nos casos de suspeita de abuso sexual: da vítima e do agressor

SERAFIM, Antonio de Pádua; SAFFI, Fabiana Editora Manole PDF Criptografado

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A perícia psicológica nos casos de suspeita de abuso sexual: da vítima e do agressor

SUMÁRIO

Introdução, 244

Depoimento sem dano (DSD), 246

Perícia, 248

Falsas memórias, 249

Características de crianças vítimas de abuso sexual, 250

Características de agressores sexuais,

250

Como realizar a perícia, 252

Considerações finais, 253

Referências bibliográficas, 253

Introdução

O impacto decorrente de situações de violência, como o abuso sexual, tem sido discutido amplamente na literatura, uma vez que há uma significativa relação entre as consequências de vivências traumáticas na infância e alterações no desenvolvimento de disfunções cognitivas, emocionais e comportamentais, podendo se estender até a vida adulta1-5.

Habizang, Koller e Azevedo6 enfatizam que a experiência de abuso sexual infanto-juvenil caracteriza-se como um evento traumático e um fator de risco para o desenvolvimento das vítimas, traduzindo-se assim em um grave problema de saúde pública.

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Medium 9788582715079

Capítulo 3 - A família como parte importante da equipe: do diagnóstico à intervenção precoce da criança com transtorno do espectro autista

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

3

A FAMÍLIA COMO

PARTE IMPORTANTE

DA EQUIPE: DO

DIAGNÓSTICO À

INTERVENÇÃO

PRECOCE DA

CRIANÇA COM

TRANSTORNO DO

ESPECTRO AUTISTA

ADRIANA LATOSINSKI KUPERSTEIN

FABIANE DE C. BIAZUS

LUCIANA C. VIECELLI S. PIRES

U

m dos momentos mais marcantes para quem está sendo atendido por um especialista do neurodesenvolvimento é quando a família recebe o diagnóstico. Imagine a cena em que os pais estão diante do médico, e este afirma: “seu filho tem transtorno do espectro autista”.

Para algumas famílias, tal confirmação pode ser devastadora, sinalizando um futuro desconhecido e assustador – ao mesmo tempo um final e um começo: um final para tudo aquilo que se supunha até então a respeito do filho, mas um começo de uma nova trajetória de vida, com muitos aprendizados e desafios.

O presente capítulo procura fornecer às famílias e aos leitores que sentem afeto e se preocupam com os indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA) estratégias para agir e intervir precocemente no seu desenvolvimento, desde o momento do diagnóstico, propiciando assim a base do que hoje conhecemos como plasticidade cerebral: os estímulos do ambiente e as percepções sensoriais podem modificar e moldar o sistema nervoso central, e isso ocorre em todo momento em que há uma aprendizagem nova.1

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Medium 9788582712832

Capítulo 15 - Padrões de dissociação da memória operacional na discalculia do desenvolvimento

Jerusa Fumagalli de Salles, Vitor Geraldi Haase, Leandro F. Malloy-Diniz Grupo A PDF Criptografado

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Padrões de dissociação da memória operacional na discalculia do desenvolvimento

FABIANA SILVA RIBEIRO

PAULO ADILSON DA SILVA

FLÁVIA HELOÍSA DOS SANTOS

Dificuldades de aprendizagem da matemática são frequentemente observadas em estudantes do ensino fundamental e podem ser divididas em duas condições essenciais.

Na primeira, estão as crianças com baixo rendimento matemático (LA, do inglês low achievement; moderately or persistent low mathematics achievement) decorrente de privações socioeconômicas e culturais; na segunda, crianças com discalculia do desenvolvimento (DD), um transtorno intrínseco. Entretanto, diferenciar DD e LA nos primeiros anos de escolarização constitui uma tarefa difícil dependendo do caso e dos critérios diagnósticos escolhidos, pois suas características fenotípicas são semelhantes (Mazzocco & Räsänen, 2013).

A cognição numérica estabelece a relação entre as bases neurais e cognitivas de uma determinada quantidade, as quais representam a semântica e o significado numérico. Dessa forma, a magnitude numérica pode ser expressa por algarismos romanos, arábicos, objetos, sons e termos relacionados – por exemplo, para 3,

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Medium 9788582715079

Capítulo 13 - A interface da fonoaudiologia e da musicoterapia no desenvolvimento da criança com transtorno do espectro autista

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

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A INTERFACE DA

FONOAUDIOLOGIA E

DA MUSICOTERAPIA

NO DESENVOLVIMENTO

DA CRIANÇA COM

TRANSTORNO DO

ESPECTRO AUTISTA

DANIELA ZIMMER

NATÁLIA MAGALHÃES

A

linguagem, objeto de estudo da fonoaudiologia, é um sistema complexo e dinâmico de símbolos convencionais utilizados em vários modelos de comunicação. A aquisição da linguagem se dá em contextos históricos, sociais e culturais. Seu uso para uma comunicação eficaz exige uma compreensão ampla da interação humana entre pistas verbais e não verbais, voz, motivação e aspectos socioculturais.

Trata-se de uma função cortical superior, e seu desenvolvimento se ampara em uma estrutura anatomofuncional geneticamente determinada e em estímulos ambientais.

O desenvolvimento adequado da linguagem é fundamental para que o desenvolvimento infantil ocorra, seja do ponto de vista social, relacional ou ao nos referirmos à aprendizagem formal.

A aquisição de forma, conteúdo e uso da linguagem assume papel importante na construção dela e na compreensão de sua organização interna.

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Medium 9788582715079

Capítulo 16 - Reflexões musicoterapêuticas acerca da aprendizagem e das habilidades musicais da criança com transtorno do espectro autista

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

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REFLEXÕES

MUSICOTERAPÊUTICAS

ACERCA DA

APRENDIZAGEM E

DAS HABILIDADES

MUSICAIS DA CRIANÇA

COM TRANSTORNO DO

ESPECTRO AUTISTA

NATÁLIA MAGALHÃES

E

mbora tenha havido nos últimos anos um grande avanço na neurociência, permitindo uma melhor compreensão do transtorno do espectro autista (TEA), existem ainda muitas questões que permanecem sem resposta, como, por exemplo, sua etiologia.

A identificação e o diagnóstico do transtorno, no entanto, estão ocorrendo cada vez mais cedo, possibilitando uma intervenção terapêutica adequada e imediata.

O artigo Estudos longitudinais prospectivos com bebês irmãos de autistas: lições aprendidas e direções futuras1 foi o impulsionador do presente capítulo.

Esse artigo destaca o impacto da primeira década de estudos sobre bebês irmãos de autistas com alto risco para TEA e identifica possíveis áreas de foco translacional para a próxima década de pesquisas. São descritas as trajetórias dos pais em busca do diagnóstico do primeiro filho, bem como os sinais diagnósticos apresentados pela criança, além dos fatores que levaram

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Capítulo 16 - Ambulatório de aprendizagem do projeto ACERTA (Avaliação de Crianças em Risco de Transtorno da Aprendizagem): métodos e resultados em dois anos

Jerusa Fumagalli de Salles, Vitor Geraldi Haase, Leandro F. Malloy-Diniz Grupo A PDF Criptografado

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Ambulatório de aprendizagem do projeto ACERTA (Avaliação de

Crianças em Risco de Transtorno da Aprendizagem): métodos e resultados em dois anos

ADRIANA CORRÊA COSTA

RUDINEIA TOAZZA

ANA BASSÔA

MIRNA WETTERS PORTUGUEZ

AUGUSTO BUCHWEITZ

O objetivo deste capítulo é apresentar o método de avaliação implementado no

Ambulatório de Aprendizagem do projeto

ACERTA (Avaliação de Crianças em Risco de Transtorno da Aprendizagem), vinculado ao Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul, e os resultados obtidos em seus dois primeiros anos. Esse ambulatório é um centro de pesquisa e avaliação de crianças com dificuldades e transtornos específicos da aprendizagem (TEA) no domínio da leitura e da escrita. Serão apresentados os métodos e as características amostrais da população avaliada no período de novembro de 2013 a março de 2015.

AVALIAÇÃO DO TRANSTORNO

ESPECÍFICO DA APRENDIZAGEM

Estima-se, mundialmente, que cerca­de 10 a

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