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Capítulo 9 - A arte de escrever a história cognitiva

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A ARTE DE ESCREVER

A HISTÓRIA COGNITIVA

Como diz o prefácio, a publicação desta edição permite a oportunidade de expandir certos temas e, mais importante, de esclarecer que tipo de livro é este. Não sou o primeiro a escrever uma história da cognição. Oesterdiekhoff escreveu sobre a transição das mentes de indivíduos pré-industriais para a mente moderna. Ele também acaba de traduzir um de seus trabalhos seminais para que, pela primeira vez, estudiosos de língua inglesa possam compreender a interpretação piagetiana dos ganhos de QI desde a revolução industrial (Oesterdiekhoff, 2008).

Todavia, até onde sei, este livro é a primeira tentativa de escrever a história cognitiva de uma nação específica no século XX com base em uma análise detalhada de tendências diferenciais em uma variedade de testes e subtestes de QI. Podemos escrever uma história cognitiva com base apenas nos efeitos da educação formal, na ascensão da cultura visual, e assim por diante; mas, sem dados de QI, esse livro certamente não compreenderia certas características que diferenciam nossas mentes das de nossos ancestrais. E como temos os dados de QI, existem paradoxos que devem ser resolvidos. Por outro lado, o fato de as tendências nos testes de QI terem sido os artefatos que, pelo menos inicialmente, deram início à minha tarefa como historiador teve um sentido dúbio. Os testes de QI são instrumentos de mensuração. Portanto, criam uma barreira singular entre meu livro e os psicometristas. Eles estão acostumados a usar testes de QI como medidas da inteligência, ou g, e não a usá-los como matéria-prima da história. Desse modo, tentarei distinguir a arte de escrever história da ciência da mensuração.

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Capítulo 5 - O terapeuta: tarefas básicas

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PSICOTERAPIA DE GRUPO

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O terapeuta: tarefas básicas

Agora que consideramos a maneira como as pessoas mudam na terapia de grupo, é hora de analisar o papel do terapeuta no processo terapêutico. Neste capítulo, considero as tarefas básicas do terapeuta e as técnicas pelas quais podem ser realizadas.

Os quatro capítulos anteriores sustentam que a terapia é um processo complexo que é composto de fatores elementares entrelaçados de maneira intricada. O trabalho do terapeuta de grupo é criar o equipamento da terapia, colocá-lo em ação e mantê-lo operando com efetividade máxima. Às vezes, penso no grupo de terapia como um dínamo enorme: o terapeuta mergulha no interior – trabalhando, experimentando, interagindo (e sendo influenciado pessoalmente pelo campo energético). Em outros momentos, ele veste roupas de mecânico e conserta o exterior, lubrificando, apertando porcas e parafusos, substituindo peças.

Antes de nos voltarmos a tarefas e técnicas específicas, eu gostaria de enfatizar algo ao qual retornarei muitas vezes nas próximas páginas. Subjacente a todas as considerações técnicas, deve haver um relacionamento consistente e positivo entre o terapeuta e o paciente. A postura básica do terapeuta com o paciente deve ser de interesse, aceitação, genuinidade, empatia. Nada, nenhuma consideração técnica, tem precedência sobre essa atitude. É claro que há momentos em que o terapeuta desafia o paciente, demonstra frustração e até sugere que, se não estiver disposto a trabalhar, o paciente deve pensar em deixar o grupo. Contudo, es-

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Capítulo 7 - O terapeuta: transferência e transparência

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O terapeuta: transferência e transparência

Após termos discutido os mecanismos da mudança terapêutica na terapia de grupo, as tarefas do terapeuta e as técnicas pelas quais o terapeuta realiza essas tarefas, volto-me neste capítulo do que o terapeuta deve fazer no grupo para como o terapeuta deve ser. Você, como terapeuta, desempenha algum papel? Até que ponto você é livre para ser você mesmo? O quanto você pode ser “honesto”? Quanta transparência você pode se permitir?

Qualquer discussão sobre a liberdade do terapeuta deve começar com a transferência, que pode ser uma ferramenta terapêutica efetiva ou um conjunto de obstáculos que impedem seus movimentos. Em seu primeiro e extraordinariamente presciente ensaio sobre psicoterapia (no capítulo final de Estudos sobre a histeria, 1895), Freud observou diversos impedimentos possíveis à formação de um bom relacionamento de trabalho entre o paciente e o terapeuta.1 A maioria poderia ser resolvida facilmente, mas um deles vinha de fontes mais profundas e resistia às tentativas de bani-lo do trabalho terapêutico. Freud chamou esse impedimento de transferência, pois consistia de atitudes para com o terapeuta que haviam sido

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Capítulo 12 - O grupo avançado

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PSICOTERAPIA DE GRUPO

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O grupo avançado

Quando um grupo atinge um grau de maturidade e estabilidade, ele deixa de apresentar estágios de desenvolvimento familiares e facilmente descritos. Inicia-se o rico e complexo processo de trabalho, e os principais fatores terapêuticos que descrevi anteriormente atuam com maior força e efetividade. Gradualmente, os membros envolvem-se de maneira mais profunda no grupo e usam a interação do grupo para abordar as questões que os trouxeram à terapia. O grupo avançado caracterizase pela capacidade crescente de reflexão, autenticidade, auto-revelação e feedback dos membros.1 Assim, é impossível formular diretrizes metodológicas específicas para todas as contingências. De um modo geral, o terapeuta deve tentar estimular o desenvolvimento e a operação dos fatores terapêuticos. A aplicação dos princípios básicos do papel e da técnica do terapeuta a eventos específicos do grupo e à terapia de cada paciente (conforme discutido nos Capítulos 5, 6 e 7) constitui a arte da psicoterapia e, por isso, não existe substituto para a experiência clínica, leitura, supervisão e intuição.

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Capítulo 5 - Por que demorou tanto?

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POR QUE DEMOROU

TANTO?

Uma lição básica de sociologia é que aquilo que acontece dentro de um sistema social não é totalmente determinado pelas características individuais de seus membros.

(Carmi Schooler, Environmental complexity and the Flynn effect, p. 72)

Talvez o leitor questione por que levamos 20 anos para resolver nossos quatro paradoxos. A razão foi que a solução está em uma análise abrangente das forças sociais que atuam à medida que a sociedade muda ao longo do tempo. Fui distraído por três obstáculos à compreensão de tudo que diminuía o papel da evolução social. Dois deles identificavam tendências sociais muito específicas como centrais: a tendência de mobilidade social e acasalamento com uma variedade mais ampla de parceiros; e a tendência a uma nutrição melhor. O terceiro foi um erro metodológico que fez as forças sociais parecerem desprezíveis demais para explicar muita coisa.

TÓQUIO E A HISTÓRIA NORTE-AMERICANA

E se a melhora genética no último século tiver sido uma causa importante dos ganhos de QI ao longo do tempo? Se esse for o caso, tenho exagerado a significância da evolução cultural. Não creio que alguém possa propor que os genes foram melhorados pela reprodução eugênica, ou seja, por padrões reprodutivos causados pelo fato de que pessoas com QI alto tiveram mais filhos que pessoas com QI baixo. Nos Estados Unidos, pessoas com mais formação educacional tiveram menos filhos do que aquelas com menos educação ao longo da maior parte ou todo o século XX. Os dados atuais sugerem que os padrões reprodutivos, talvez reforçados pela imigração, podem ter custado aos Estados Unidos cerca de um ponto de QI por geração (Herrnstein e Murray, 1994, cap. 15; Lynn e Van Court, 2004).

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Capítulo 11 - Howard Gardner e o uso de palavras

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HOWARD GARDNER

E O USO DE PALAVRAS

Maradona foi um gênio do futebol (para qualquer um que o tenha visto jogar).

Alguns leitores pediram que eu expressasse minhas opiniões sobre

Howard Gardner. Em 1983, ele definiu um pré-requisito e oito critérios para se dizer que algo é uma inteligência:

Pré-requisito: um conjunto de habilidades que resolvem problemas e progridem do nível elementar ao avançado. Os indivíduos que as possuem muitas vezes criam novas performances e descobrem problemas até então desconhecidos. As habilidades devem ser valorizadas socialmente. z Critério 1: autonomia no nível fisiológico, ou seja, possui seu próprio lócus no cérebro, de modo que um trauma naquela área pode destruí-la ou poupá-la. z Critério 2: autonomia no nível psicológico, ou seja, encontramos indivíduos que são ótimos em uma área de competência, mesmo que não sejam em outras. z Critério 3: é desencadeada por um estímulo específico, ou seja, por determinados tipos de informações apresentadas por via interna ou externa. z Critério 4: deve ter uma história de desenvolvimento, ou seja, amadurece em estágios. z Critério 5: deve ter antecedentes evolutivos. z Critério 6: sua autonomia é confirmada por testes que a diferenciam de outras inteligências. z Critério 7: sua autonomia é confirmada por mensuração, ou seja, instrumentos que classificam as pessoas com seus testes específicos indicam que ela não tem correlação (em um grau significativo) com outras inteligências mensuradas. z Critério 8: é suscetível a ser expressada em um sistema simbólico. z

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Capítulo 7 - E se os ganhos acabarem?

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E SE OS GANHOS

ACABAREM?

Um sábio tem a capacidade de chegar a conclusões sólidas sobre...o que conduz

à boa vida.

(Aristóteles, Ethics, vi, 1094b, 25-28)

Não existe razão para crer que os ganhos no QI continuarão para sempre.

Talvez existam poucos que não tenham absorvido a linguagem da ciência no grau que podem. A tendência atual de uma razão maior de adultos por crianças no lar pode mudar, e uma redução maior na taxa de natalidade provavelmente será compensada por um aumento no número de lares uniparentais. Deve haver um ponto de saturação em nossa disposição para sermos desafiados por atividades conceitualmente mais difíceis no trabalho e no lazer. Embora os ganhos ainda sejam robustos nos Estados Unidos, o QI parou de aumentar na

Escandinávia (Flynn e Weiss, no prelo; Schneider, 2006). Talvez a Escandinávia seja mais avançada que os Estados Unidos, e suas tendências se tornem universais, pelo menos nas nações desenvolvidas.

A consequência mais óbvia do final dos ganhos no QI seria que parariam de matar pessoas no corredor da morte. Se não houvesse ganhos por

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Capítulo 8 - A seleção de pacientes

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A seleção de pacientes

Uma boa terapia de grupo começa com uma boa seleção de pacientes. É improvável que pacientes designados incorretamente para um grupo de terapia se beneficiem com sua experiência terapêutica. Além disso, um grupo composto de forma inadequada pode estar fadado ao fracasso desde o princípio, nunca vindo a desenvolver um modo de tratamento viável para nenhum de seus membros. Portanto,

é compreensível que os pesquisadores da psicoterapia contemporânea examinem ativamente os efeitos de se combinarem pacientes com psicoterapias conforme suas características e atributos específicos.1

Neste capítulo, considero as evidências de pesquisas relacionadas com a seleção e o método clínico para determinar se certo indivíduo é um candidato adequado para a terapia de grupo. No Capítulo 9, que trata da composição do grupo, examinarei uma questão diferente: após se decidir que um paciente é um candidato adequado para terapia de grupo, para qual grupo específico ele deve ir? Esses dois capítulos concentram-se particularmente em um tipo específico de terapia de grupo: o grupo de pacientes externos heterogêneos com os objetivos ambiciosos do alívio de sintomas e mudança de caráter. Todavia, como discutirei em seguida, muitos desses princípios gerais têm relevância para outros tipos de grupo, incluindo o grupo voltado para problemas de curta duração. Aqui, como em outras partes deste livro, emprego a estratégia pedagógica de fornecer ao leitor os princípios e as estratégias

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Capítulo 13 - Membros problemáticos de grupos

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Membros problemáticos de grupos

Ainda estou para encontrar um paciente que não seja problemático, que navegue pelo curso da terapia como um navio recém-batizado, escorregando pela rampa até a água.

Cada membro de grupo deve ter um problema: o sucesso da terapia depende de cada indivíduo encontrar e aprender a lidar com os problemas básicos da vida no aqui-e-agora do grupo. Cada problema é complexo, determinado e único. A intenção deste livro não é promover um compêndio de soluções para problemas, mas descrever uma estratégia e um conjunto de técnicas que possibilitem que o terapeuta se adapte a qualquer problema que surja no grupo.

A expressão “paciente problemático” já é problemática por si só. Tenha em mente que o paciente problemático raramente existe em um vácuo, mas é um amálgama que consiste de diversos componentes: a própria psicodinâmica do paciente, a dinâmica do grupo e as interações do paciente com os outros membros e o terapeuta. Geralmente, superestimamos o papel do caráter do paciente, enquanto subestimamos o papel do contexto interpessoal e social.1

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Capítulo 4 - Os fatores terapêuticos: integração

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Os fatores terapêuticos: integração

Começamos nossa investigação dos fatores terapêuticos envolvidos na terapia de grupo com o raciocínio de que a delineação desses fatores nos orientaria para a formulação de táticas e estratégias efetivas para o terapeuta. Creio que o compêndio de fatores terapêuticos apresentado no Capítulo 1 é abrangente, mas ainda não se encontra em uma forma que tenha grande aplicabilidade clínica. Em nome da clareza, considerei os fatores como entidades separadas, quando na verdade eles são intricadamente interdependentes. Em outras palavras, decompus o processo de terapia para examiná-lo e agora chegou a hora de juntá-lo novamente.

Neste capítulo, considero primeiramente como os fatores terapêuticos operam quando não são vistos separadamente, mas como parte de um processo dinâmico. A seguir, abordarei a força comparativa dos fatores terapêuticos. Obviamente, nem todos têm o mesmo valor. Porém, não é possível fazer uma classificação dos fatores terapêuticos em ordem. Muitas contingências devem ser consideradas. A importância dos vários fatores terapêuticos depende do tipo de terapia de grupo praticado. Os grupos diferem em suas populações clínicas, objetivos terapêuticos e cenários de tratamento – por exemplo, grupos para transtornos alimentares, grupos para transtorno de pânico, grupos para abuso de substâncias, grupos para doenças médicas, grupos para pacientes externos, grupos de terapia breve, grupos de pacientes internados e grupos de hospitalização parcial. Eles podem enfatizar diferen-

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Capítulo 1 - Uma bomba na caixa do correio

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UMA BOMBA NA CAIXA

DO CORREIO

A principal função da explicação científica

é transformar o inesperado, ao máximo possível, no esperado.

(Stephen Toulmin, Reason in ethics, p. 88)

Sou professor, e raramente escrevo apenas para especialistas. Tento evitar a prosa estéril que os editores de periódicos tanto adoram. Qualquer pessoa com uma boa formação ou com um diploma de psicologia poderá ler este livro, e a primeira é mais importante que o segundo – pressupondo, é claro, que todos se interessam pela inteligência e que gostariam de obter algo que lhes desse uma razão para aprender mais a respeito. Os especialistas verão que muita coisa foi omitida, mas também, segundo espero, encontrarão algo novo no argumento e algo que mereça ser investigado nos modelos de pesquisa recomendados.

Uma advertência a todos: existem problemas que podem ser resolvidos simplesmente com evidências – por exemplo, se certos cisnes são pretos. No entanto, existem problemas mais profundos que representam paradoxos. Às vezes, as evidências que os resolveriam se encontram em um passado inacessível. Isso significa que devemos retroceder do nível científico de explicação para o nível histórico, em que exigimos apenas uma plausibilidade que seja compatível com os fatos conhecidos. Creio que as minhas tentativas de resolver os paradoxos históricos que iremos discutir serão julgadas pelo fato de se alguém tem uma solução mais satisfatória a oferecer. O leitor deve se manter atento para distinguir os argumentos que fundamento com evidências e os argumentos a que confiro apenas plausibilidade.

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Capítulo 2 - Além do efeito Flynn

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ALÉM DO EFEITO FLYNN

Ontem na escada

Vi um homem que não estava lá

Hoje ele não estava novamente

Como eu queria que ele desaparecesse

(cantiga de ninar)

Vou tentar fazer com que os problemas criados pelos ganhos em QI desapareçam, mas não creio realmente que possa dar a palavra final. Acredito apenas que possa propor uma interpretação que elimine os paradoxos. Esses paradoxos são tão intimidantes que congelaram nossas ideias sobre a significância dos ganhos de QI desde que começamos a levá-los a sério (Flynn, 2006a).

A INTELIGÊNCIA E O ÁTOMO

Antes de afirmar os paradoxos, existem alguns conceitos a apresentar.

Minha linha de argumentação básica será que entender a inteligência é como entender o átomo: não devemos saber apenas o que agrega os seus componentes, mas também o que os separa. O que reúne os componentes da inteligência é o fator geral de inteligência, ou g. O que atua como destruidor de átomos é o efeito Flynn, ou os enormes ganhos de QI ao longo do tempo. O melhor teste de QI para exemplificar ambos se chama WISC

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Capítulo 4 - Testando o modelo de Dickens/Flynn

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TESTANDO O MODELO

DE DICKENS/FLYNN

A marca do homem educado...é que ele, em qualquer questão, busca o máximo de certeza que sua natureza permitir.

(Aristóteles, Ethics, i, 3, 1094b, 24-26)

Dickens e Flynn acreditam que seu modelo é importante. No Capítulo 2, ele foi usado para resolver o paradoxo de como o ambiente pode parecer tão desprezível nos estudos de gêmeos e, ainda assim, tão forte em relação aos ganhos observados no QI ao longo do tempo. Portanto, ele serve como uma tentativa séria de integrar o nível das diferenças individuais (estudos de gêmeos) e o nível das tendências sociais (ganhos de QI ao longo do tempo).

Atualmente, não existe modelo que possa reivindicar que integre o nível das diferenças individuais e o nível da fisiologia cerebral. Se tivéssemos um, faltaria apenas uma coisa: a integração dos dois modelos naquela que seria verdadeiramente uma teoria da inteligência envolvendo o cérebro, as diferenças individuais e as tendências sociais (CDITS). O modelo também é importante porque tem implicações em aumento de QI.

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Capítulo 16 - Terapia de grupo: ancestrais e primos

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Terapia de grupo: ancestrais e primos

Durante as décadas de 1960 e 1970, o fenômeno dos grupos de encontro, um movimento social robusto e impetuoso, varreu a nação. Grandes números de indivíduos participavam de pequenos grupos que às vezes eram descritos como “grupos de terapia para normais”. Atualmente, sempre que menciono os grupos de encontro para meus alunos, recebo olhares zombeteiros que perguntam: “O que é isso?” Embora os grupos de encontro sejam algo do passado, sua influência na prática da terapia de grupo permanece até hoje.

Existem várias razões pelas quais o terapeuta de grupo contemporâneo deve ter, no mínimo, um conhecimento básico deles.

to e evolução da terapia de grupo está completa sem uma descrição da fertilização cruzada entre as tradições de terapia e de encontro.

3. Finalmente, e isso pode parecer surpreendente, o grupo de encontro, ou pelo menos a tradição da qual ele surgiu, tem sido responsável por desenvolver a melhor e mais sofisticada tecnologia de pesquisa sobre grupos pequenos. Em comparação, as primeiras pesquisas sobre a terapia de grupo eram brutas e sem imaginação.

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Capítulo 14 - O terapeuta: formatos especializados e apoio metodológico

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O terapeuta: formatos especializados e apoio metodológico

O formato padronizado de terapia de grupo, no qual um terapeuta se reúne com 6 a 8 membros, costuma ser complicado por outros fatores: o paciente pode estar fazendo terapia individual concomitante; pode haver um coterapeuta no grupo; o paciente pode estar envolvido em um programa de 12 passos; ou o grupo pode reunir-se ocasionalmente sem o terapeuta. Neste capítulo, discuto essas variações e descrevo algumas técnicas e abordagens especializadas que, embora não sejam essenciais, podem facilitar o andamento da terapia.

TERAPIA INDIVIDUAL

E TERAPIA DE GRUPO CONCOMITANTES

Primeiramente, algumas definições. A terapia conjunta refere-se a um formato de tratamento em que o paciente é atendido por um terapeuta na terapia individual e por outro (ou por dois, se houver co-terapeutas) na terapia de grupo. Na terapia combinada, o paciente é tratado simultaneamente pelo mesmo terapeuta na terapia individual e em grupo. Não existem dados sistemáticos sobre a efetividade comparativa dessas variações. Conseqüentemente, os princípios e diretrizes devem ser formulados a partir do julgamento clínico e de um raciocínio baseado nos fatores terapêuticos propostos.

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