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Capítulo 57. Por que existem pessoas preconceituosas? entenda por que julgamos o outro

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Imagine uma criança que acabou de nascer e, sem experiências anteriores, começa a interagir com o meio ambiente. Como se sua mente fosse ainda um papel em branco, sem qualquer registro anterior, as vivências vão, aos poucos, criando um pequeno rastro de experiências, que vai sendo registrado. É dessa forma que a vida compila as primeiras memórias no cérebro infantil.

Obviamente, a consciência, como a entendemos na idade adulta, está longe de existir, e apenas as impressões do que estamos passando são vagarosamente catalogadas. Como estamos em pleno crescimento, ainda não enxergamos bem, não ouvimos corretamente e nossa coordenação motora ainda não é satisfatória.

Apenas próximo aos 2 anos de idade é que a nossa autoconsciência surge e, com ela, seguimos a passos largos, aprendendo e aprimorando as experiências de vida pelas quais vamos nos submetendo.

É assim que adquirimos repertórios dos mais variados comportamentos, como, por exemplo, como reagir frente às pessoas conhecidas, como interagir com os estranhos, como obter o que desejamos de nossos pais (p. ex., fazendo “gracinhas” ou birra), e compomos, assim, um esquema mental maior de ações, sempre à disposição para ser consultado quando uma nova situação se apresenta.

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Capítulo 26. Entender que a vida é feita de ciclos pode reduzir o estresse no fim do ano

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No período de fim de ano, temos que superar uma das fases mais turbulentas: as festas comemorativas. Elas podem começar com os fatídicos amigos secretos do trabalho e chegar, inevitavelmente, ao encontro das celebrações do Natal.

Talvez até existam pessoas que nem comemorem essas festas, mas uma coisa é certa: há uma mudança clara no comportamento de todos e é quase impossível não ser afetado por ela.

O primeiro passo é manejar a contagem regressiva dos dias que se aproximam dessas datas de recesso. Sabemos, por experiências anteriores, que, no fim do ano, fazemos um balanço mental das conquistas e dos fracassos que obtivemos.

Como nosso cérebro não tem muita facilidade para deixar as situações e os eventos “em aberto”, nossa biologia nos empurra, portanto, para fazer certas avaliações finais, quer desejemos ou não. Assim, o cansaço físico e mental já interfere, de maneira expressiva, para não termos uma perspectiva muito animadora. E esse processo de verificações pessoais, devo dizer, não é das tarefas mais fáceis.

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Capítulo 50. Controle sua raiva, antes que a raiva controle você

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Aqui está um sentimento frequente em nosso cotidiano – mais do que deveria, acredito. Mas, por várias razões, é ainda uma questão desconhecida pela maioria das pessoas, mesmo que quase todos experimentem essa reação vez ou outra.

Creio que vale a pena saber um pouco mais a respeito. Acompanhe-me.

A raiva é uma emoção básica produzida pela nossa amígdala cerebral – o centro identificador do perigo –, e, uma vez disparada, pode variar de intensidade, começando em uma leve irritação, passando por uma frustração mais intensa e até mesmo atingindo um grande estado de fúria.

Assim como nas outras emoções mais primitivas – a tristeza e o medo –, sua manifestação é acompanhada por importantes mudanças fisiológicas, como frequência cardíaca aumentada, pressão sanguínea elevada e intensa liberação de alguns hormônios.

Proveniente de vários estímulos, ela pode ser “acionada” por fatores externos, como uma exaltação causada por alguém que nos trata de maneira desrespeitosa, ou por fatores internos, como nos recordarmos de um evento passado do qual nos arrependemos por ter agido de “cabeça quente”.

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Capítulo 39. A atenção dos pais pode influenciar no desenvolvimento do bebê

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Não é novidade para nenhum de nós que a primeira infância é de vital importância para o desenvolvimento do cérebro de uma criança.

Investigações já comprovaram que ser criado em um ambiente familiar com mais tranquilidade e equilíbrio tem o poder de transmitir uma dose positiva de segurança emocional às crianças, o que favorece a construção de uma autoestima mais fortalecida e uma melhor capacidade para lidar com o estresse à medida que se desenvolvem, além de boas habilidades para o manejo das situações interpessoais futuras.

Assim, aqueles filhos que são criados em ambientes com mais atenção parental se sentirão mais seguros, aumentando progressivamente a construção da autonomia e da independência, que ainda estão em formação nas fases iniciais da vida.

E o oposto é igualmente verdadeiro: crianças criadas em ambientes caóticos e desorganizados desenvolvem maiores vulnerabilidades emocionais, o que resulta em uma infância e adolescência mais problemáticas; em uma grande parcela dos casos, essas dificuldades ainda são perceptíveis na vida adulta.1

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Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

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Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

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Capítulo 24. O que as notícias ruins estão fazendo com a nossa cabeça

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Recentemente, eu assistia a um documentário na TV, em que o entrevistado, um cientista político, de maneira categórica, afirmava: “nunca vivemos em tempos de tanta paz mundial”. O repórter, assim como eu, exibiu uma reação de espanto.

E ele, o entrevistado, rapidamente completou: “a diferença do momento presente, em oposição ao passado, é que hoje, diferentemente de outras épocas, tão logo alguma coisa de ruim aconteça em qualquer lugar, em alguns poucos minutos, já somos informados”. E, concluiu: “durante a primeira grande guerra, por exemplo, as notícias levavam semanas para serem transmitidas de um lugar para outro”. Assim, “quando a população era notificada dos acontecimentos, possivelmente, eles já haviam acabado”, o que nos fazia sentir mais seguros.

A lógica do especialista era, então, a de que, quanto mais avança e progride a tecnologia, maior será a rapidez da propagação das informações, o que, portanto, colabora com o aumento de nossa sensação de viver, digamos, em tempos menos estáveis.

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15 - Emergências psiquiátricas em idosos

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LEONARDO CAIXETA

YANLEY LUCIO NOGUEIRA

MARIANA LIMA CAETANO

ANDREY ROCHA ROCCA

A abordagem psiquiátrica em um serviço de emergência tem como objeti- vos:

•Conduzir uma avaliação médico-psiquiátrica adequada, mesmo que célere e com poucas informações.

•Identificar uma hipótese diagnóstica, mesmo que inicialmente a abordagem seja sindrômica.

•Fornecer tratamento de emergência, eliminar riscos e preservar a vida.

Todas essas metas devem ocorrer em um serviço devidamente estruturado e eficiente.1-3 Erros no pronto e correto reconhecimento das condições psiquiátricas de urgência em idosos podem resultar em graves consequências clínicas e até risco de morte, além de onerar sobremaneira o sistema de saúde, que despenderá preciosas quantias na tentativa de manejar as sequelas advindas de quadros psicopatológicos malconduzidos.4

A avaliação psicogeriátrica de urgência depende da interpretação correta da complexa interdependência dos sistemas funcionais envolvidos nas operações mentais. Não apenas funções do próprio sistema nervoso central (SNC) apoiam tais sistemas operacionais, mas também, e especialmente no caso dos idosos, a homeostase sistêmica constitui pano de fundo importante na orquestração perfeita dessas funções. Por exemplo, um idoso com infecção no trato urinário ou no aparelho respiratório (aparelhos orgânicos aparentemente sem conexões com funções mentais) pode sofrer intenso impacto em seu funcionamento cognitivo e comportamental por causa dessas doenças, podendo, inclusive, apresentar um quadro de delirium ou demência de rápida instalação.5 Os idosos, assim como as crianças, muitas vezes respondem de forma sistêmica a agravos locais que acometem sistemas ou aparelhos orgânicos “distantes” do SNC.

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17 - Emergências psiquiátricas na gestação, no puerpério e na amamentação

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JOEL RENNÓ JR.

RENAN ROCHA

O médico deve estar sempre atento à possibilidade de gravidez ao longo da menacme – o período de vida reprodutiva entre a menarca e a menopausa. Ocorre que cerca de 50% das gestações são não desejadas ou não planejadas, o que diminui a percepção a respeito de uma possível gravidez. Durante o período perinatal, a mulher pode apresentar manifestações psiquiátricas agudas e, portanto, buscar atendimento emergencial. Diante dessa paciente, o médico necessita atuar de modo particularmente cuidadoso e a partir das evidências científicas mais atuais e seguras. Este capítulo auxiliará o profissional nas abordagens e condutas de emergência psiquiátrica para a grávida, a puérpera e a lactante.

Cada mulher responde de maneira singular às transformações fisiológicas, afetivas e sociais perinatais. O estresse materno e as exacerbações psiquiátricas podem acontecer relacionados a vários fatores: poucos recursos materiais, alta demanda ocupacional, responsabilidades domésticas intensas, relações familiares conflituosas e complicações obstétricas e puerperais. As reações da gestante estão vinculadas a alterações metabólicas, sobretudo no eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal, que de modo peculiar podem influenciar o feto.

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3 - Aspectos ético-legais nas emergências psiquiátricas

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SERGIO TAMAI

O que caracteriza uma emergência médica é a necessidade de uma intervenção terapêutica imediata. Na psiquiatria, os quadros de alterações do estado mental se apresentam como um risco significativo, para o paciente ou para terceiros, tais como tentativas de suicídio, risco de suicídio ou de homicídio, abuso de substâncias psicoativas, risco de exposição social, automutilações, prejuízo da crítica, do juízo e incapacidade de autocuidados.

O psiquiatra que trabalha em serviços de emergência se defronta em sua prática clínica com variados problemas éticos e legais. Neste capítulo, são abordadas algumas das questões éticas mais comuns, além da regulamentação legal pertinente.

Este tema é pouco abordado, embora seja relevante, principalmente quando se refere às condições de trabalho, muitas vezes desfavoráveis ao exercício ético e pleno da medicina. O Código de Ética Médica (CEM),1 em seu capítulo segundo, estabelece em incisos o que é direito do médico:

III – Apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições em que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo comunicá-las ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição e à Comissão de Ética da Instituição, quando houver.

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14 - Emergências psiquiátricas em crianças e adolescentes

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ANDRÉ LUIZ SCHUH TEIXEIRA DA ROSA

FELLIPE MATOS MELO CAMPOS

THIAGO GATTI PIANCA

CHRISTIAN KIELING

Os serviços de emergência psiquiátrica são frequentemente procurados em situações em que crianças e adolescentes requerem cuidado imediato e específico. Nos Estados Unidos, a demanda por esse tipo de atendimento vem aumentando: em 2001, 4,4% das visitas a emergências ocorriam por ­problemas de saúde mental em jovens; em 2011, essa proporção chegou a 7%.1 Não existem dados atualizados disponíveis sobre essa utilização no Brasil.

Há muitas semelhanças no tratamento dos quadros mais comuns apresentados por pacientes crianças e adolescentes, em relação aos mesmos quadros, quando apresentados por adultos. Entretanto, existem algumas diferenças importantes na avaliação e no manejo, as quais são enfatizadas ao longo deste capítulo. De forma geral, recomenda-se que serviços de emergência que atendem um número alto de pacientes nessas condições (acima de 2.000/ano) devem considerar a implementação de programas específicos para atendimento de jovens.2

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6. Outros modelos de avaliação de inteligência

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A Bateria de Provas de Raciocínio (BPR-5) (Almeida & Primi, 2000) é um instrumento de avaliação das capacidades cognitivas, especialmente do raciocínio fluido. Por meio de tarefas que exigem o emprego de diferentes tipos de raciocínio, o indivíduo obtém escores nos subtestes específicos e um escore geral, o que permite comparar seus resultados com uma amostra normativa e classificar seu desempenho. Desde sua publicação, foram realizados vários estudos de evidências de validade e de fidedignidade da BPR-5, conforme será exposto adiante neste capítulo, o que garante a qualidade do instrumento para a sua aplicação em indivíduos que tenham escolaridade a partir da 6ª série (ou 7º ano) do ensino fundamental, incluindo adolescentes e adultos. Provas similares têm sido usadas em Portugal e, mais recentemente, na Espanha e em Moçambique, contando sempre com estudos de adaptação e validade.

A BPR-5 originou-se da versão portuguesa Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial (BPRD) (Almeida, 1986, 1988), que, por sua vez, originou-se dos Testes de Raciocínio Diferencial, de Meuris (1969). A adaptação para uso no Brasil iniciou-se em 1995 (Primi, Almeida, & Lucarelli, 1996) e, a partir da seleção de conjuntos de itens com base na sua eficácia em função da adequação da dificuldade e do poder discriminativo, foram construídas as duas formas da BPR-5 (A e B) em sua versão brasileira (Almeida, Antunes, Martins, & Primi, 1997). Desde o início, e com a autorização do Prof. Georges Meuris, da Université Catholique de Louvain-la-Neuve, houve substituição do termo “teste” por “prova”, para apoiar uma avaliação mais dinâmica das habilidades cognitivas em face da diversidade de conteúdos nas provas para os mesmos processos cognitivos. Além disso, retirou-se o termo “diferencial” da designação da bateria, pois, mais do que explicados por fatores autônomos, os desempenhos dos sujeitos nas provas eram explicados por um fator geral de habilidade cognitiva (Meuris, Almeida, & Campos, 1988).

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Capítulo 7. Avaliação na deficiência intelectual

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A definição de deficiência intelectual (DI) tem sido debatida desde o início das classificações dos transtornos mentais (Harris & Greenspan, 2016). Acompanhando as mudanças na compreensão sobre suas causas, seus prejuízos, suas manifestações e suas intervenções, a terminologia para se referir ao grupo denominado atualmente “deficiências intelectuais” (American Psychiatric Association [APA], 2013) passou por muitas mudanças ao longo do tempo (Spruill & Harrison, 2016). Tais mudanças também refletem a necessidade de tratar o assunto de forma não pejorativa e lidar com o estigma associado a tais condições (Harris & Greenspan, 2016).

O termo DI, utilizado no plural, reflete um espectro de condições, uma vez que se trata de quadros bastante heterogêneos no que tange às suas etiologias e níveis de prejuízos cognitivos e adaptativos (American Association on Intellectual and Developmental Disabilities [AAIDD], 2010; APA, 2013; Salvador-Carrulla, Reed, ­Vaez-Azizi, Cooper & Martinez-Leal, 2011). De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da APA (2013), o grupo de condições denominado deficiências intelectuais é composto pelas seguintes categorias: deficiência intelectual (ou transtorno do desenvolvimento intelectual), atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual (ou transtorno do desenvolvimento intelectual) não especificada.

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Capítulo 18. Integração entre Teoria, Pesquisa e Prática no Psicodiagnóstico da Personalidade: Relato de Caso

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São frequentes as queixas por parte de alunos de psicologia de que a pesquisa está distante da prática. Em alguns casos, essa queixa pode até ser legítima, mas, em outros, o que de fato ocorre é uma dificuldade em se estabelecer as fortes e coerentes relações existentes entre a pesquisa e a prática em psicologia. O presente capítulo tem como objetivo apresentar a relação entre pesquisa e prática no psicodiagnóstico da personalidade. Espera-se que este capítulo também sirva como material de apoio pedagógico no ensino da prática do psicodiagnóstico. Para tanto, será apresentado um caso clínico que servirá de base para a discussão sobre a condução de um psicodiagnóstico e suas relações com as teorias e pesquisas em psicologia. Será apresentado o caso de uma paciente com transtorno da personalidade e será feita uma discussão acerca dos principais modelos diagnósticos encontrados na literatura contemporânea e suas implicações clínicas na vida real. Esse caso foi escolhido por oferecer bases para a discussão da aplicabilidade clínica do modelo híbrido de diagnóstico proposto na quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5; American Psychiatric Association [APA], 2014).

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Capítulo 2. Estresse na gravidez? o trauma pode ser herdado pelos filhos?

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Já se tornou um clássico, em praticamente todas as narrativas de saúde mental, associar experiências de privação e de abuso vividas nos primeiros anos de vida à (quase) inevitável ocorrência de dificuldades na vida adulta.

Existe muitos textos e investigações científicas a esse respeito e, se eu fosse listá-los, ainda que de maneira genérica, levaria alguns meses para explicá-los por completo.

Claro, desde cedo, a costumeira má relação com algum membro da família, que se arrasta por toda uma existência, é, possivelmente, apontada como a base das mazelas e das inquietudes pessoais da maturidade. Prato cheio para terapeutas e analistas de todos os gostos e espécies.

Pois bem, para além das teorias mais atuais, entretanto, há certas pesquisas que têm analisado alguns elementos que fogem dessa “paisagem psicológica” mais tradicional e que merecem sua atenção: existiriam fatores que podem impactar na saúde mental antes mesmo do nascimento do bebê?

Descobriu-se que o período pré-natal do desenvolvimento humano é, na verdade, um momento em que o meio ambiente exerce uma influência significativa na modelação da fisiologia do feto.

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Capítulo 61. Dinheiro traz felicidade? e casamento? entenda o que pode influenciar nessa busca

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Não é de hoje que a felicidade é perseguida por todos nós, sem exceção. Você, leitor, por acaso, também quer ser feliz? Saiba que durante muito tempo acreditou-se que a felicidade dependia dos desígnios dos deuses. Essa concepção religiosa da felicidade foi presente durante muitos séculos e em várias culturas. Entretanto, no século IV a.C., Sócrates inaugurou uma concepção a partir da qual buscar a felicidade se tornou uma tarefa de responsabilidade do próprio indivíduo.

A Revolução Francesa, por exemplo, também estabeleceu que o objeti­vo da sociedade devesse ser a obtenção da felicidade de seus cidadãos. E, nos tempos atuais, a felicidade é considerada um valor tão precioso que a Declaração de Independência dos Estados Unidos registra que “todo homem tem o direito inalienável à vida, à liberdade e à busca da felicidade”.

No entanto, se a felicidade depende de nós, para buscá-la é preciso primeiro saber o que ela é. Para sanar a dúvida, consultei o dicionário Aurélio e encontrei o seguinte: “s.f. Estado de perfeita satisfação íntima; ventura. / Beatitude; contentamento, grande alegria, euforia, grande satisfação. / Circunstância favorável, bom êxito, boa sorte, fortuna”.

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