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Capítulo 28. As síndromes da psicopatologia, os transtornos e os modos de proceder em relação aos diagnósticos

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As síndromes da psicopatologia, os transtornos e os modos de proceder em relação aos diagnósticos

Embora haja atualmente dois sistemas de classificação (DSM-5 e CID-11) que definem e descrevem os transtornos mentais específicos de forma clara, considera-se útil clinicamente a abordagem inicial dos quadros mentais por meio da perspectiva sindrômica.

As síndromes são conjuntos de sinais e sintomas que se agrupam de forma recorrente e são observados na prática clínica diária. São agrupamentos estáveis de sintomas, conjuntos sígnicos (Saurí, 2001), que podem ser produzidos por várias causas (Berrios, 1996). Identificar síndromes é o primeiro passo no sentido de ordenar a observação psicopatológica dos sinais e dos sintomas dos pacientes (Leme

Lopes, 1980).

O diagnóstico sindrômico é um ato clínico modesto, mas estrategicamente importante no raciocínio clínico. Trata-se de uma  indicação preciosa para o diagnóstico (Van Den

Berg, 1970). Assim, o raciocínio clínico vai evoluindo gradativamente ao longo das primeiras avaliações para o conhecimento mais aprofundado sobre o paciente e seu sofrimento mental.

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Capítulo 25. A personalidade e suas alterações

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A personalidade e suas alterações

DEFINIÇÕES BÁSICAS

O assunto personalidade e suas alterações talvez seja um dos mais difíceis e polêmicos de toda a psicopatologia. Há um rico debate sobre o tema, sobretudo nas tradições das psicopatologias francesa e alemã, sendo vários os termos e conceitos utilizados para esse assunto: personalidade, transtorno da personalidade, caráter, caractereopatia, temperamento, constituição, self, traços de personalidade, psicopatia, entre outros.

Ao longo do capítulo, tentaremos, na medida do possível, apresentar as acepções mais esclarecedoras desses termos – os quais, entretanto, foram e ainda são frequentemente empregados de forma intercambiável pelos diversos autores (Berrios, 1996).

Uma definição curta de personalidade afirma ser ela “o modo característico como uma pessoa sente, pensa, reage, se comporta e se relaciona com as outras pessoas” (Widiger, 2011). Bastos

(1997b) apresenta outra definição elucidativa: personalidade “é o conjunto integrado de traços psíquicos, consistindo no total das características individuais, em sua relação com o meio, conjugando tendências inatas e experiências adquiridas no curso de sua existência”.

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Capítulo 24. O eu, o self: psicopatologia

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O Eu, o self: psicopatologia

ORIGEM E DESENVOLVIMENTO

DO EU (ONTOGENIA DO EU)

A constituição e a delimitação do que muitos psicólogos e psicopatólogos chamam de Eu, como referido na introdução desta seção, são variadas. Optamos por adotar a noção do Eu da psicologia, que, de certa forma, se aproxima da visão psicodinâmica e psicossocial (Papalia;

Feldman, 2013).

O Eu desenvolve-se na criança progressivamente ao longo do primeiro ano de vida.

Ao fim desse período, a imagem do Eu torna-se um tanto mais nítida e consistente (Papalia;

Feldman, 2013). A criança se torna apta a perceber e a representar objetos autônomos e estáveis em sua mente. O autoconceito e a visão de si mesma como um ser relativamente autônomo e separado dos demais vão gradativamente ficando mais claros e estáveis.

Do ponto de vista da psicanálise freudiana, o Eu (ego) surge como a diferenciação adaptativa do aparelho psíquico a partir do contato da criança com a realidade (Freud, 1911).

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Capítulo 26. Inteligência e cognição social

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Inteligência e cognição social

Na primeira parte deste capítulo, será examinada a inteligência. Na segunda, apresentam-se as noções básicas referentes ao crescente campo de conhecimentos psicológicos e psicopatológicos denominado cognição social.

INTELIGÊNCIA: DEFINIÇÕES

A inteligência é um conceito fundamental da psicologia moderna que quase todos utilizam, de muita relevância para a psicopatologia. Entretanto, ninguém consegue defini-la de modo decisivo ou pelo menos amplamente convincente (Richardson, 1999).

O próprio criador de um dos principais instrumentos de avaliação e mensuração da inteligência em crianças e adultos, David Wechsler

(1958), certa vez, ao comentar sobre a dificuldade em definir exatamente o que é inteligência, afirmou ironicamente: “O que é inteligência... ora, inteligência é aquilo que os meus testes medem”.

Na verdade, Wechsler (1958) tinha sua definição de inteligência; ela deveria ser entendida, segundo ele, como “a capacidade global do indivíduo de agir com propósitos, de pensar racionalmente e de lidar eficazmente com o seu ambiente”.

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Capítulo 31. Síndromes ansiosas e síndromes com importante componente de ansiedade

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Síndromes ansiosas e síndromes com importante componente de ansiedade

SÍNDROMES ANSIOSAS

Neste capítulo, serão abordados os transtornos mentais nos quais sintomas ansiosos configuram formas “puras” ou “quase puras” de transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada [TAG] e transtorno de pânico) ou aqueles nos quais a ansiedade tem importância central ou muito relevante

(fobias, ansiedade social, estresse pós-traumático, quadros dissociativos e conversivos, quadros hipocondríacos e de somatização e transtorno obsessivo-compulsivo [TOC]).

As síndromes ansiosas representam os transtornos mentais mais frequentes e apresentam, mundo afora, prevalência na vida em torno de até 17 a 30% e, no último ano, em torno de até 11 a 18% (Somers et al., 2006; Kessler et al., 2007; Remes et al., 2016).

No Brasil, estudos epidemiológicos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro revelaram pelo menos algum transtorno de ansiedade e/ou fobias, nos últimos 12 meses, em 18,8 a 20,8% da população e pelo menos uma vez na vida em 27,7 a 30,8% (Andrade et al., 2012;

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Capítulo 30. Síndromes maníacas e transtorno bipolar

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Síndromes maníacas e transtorno bipolar

HISTÓRICO

Cento e cinquenta anos antes de Jesus Cristo,

Areteu da Capadócia escrevia: “[...] alguns pacientes, depois de estarem melancólicos, têm arroubos de mania [...], assim, a mania é como uma variação do estado melancólico”. Portanto, na Antiguidade, há indícios de que já se reconhecia a possibilidade de se alternarem estados melancólicos com maníacos (embora melancolia e mania naquele contexto não eram exatamente o mesmo que são hoje). Entretanto, foi apenas no século XIX que os alienistas passaram a reconhecer com mais clareza o que chamaram de loucura circular ou loucura maníaco-depressiva, o nosso atual transtorno bipolar

(TB) (Goodwin; Jamison, 2010).

SINTOMAS DA

SÍNDROME MANÍACA

A base da síndrome maníaca são sintomas de euforia,  alegria exacerbada,  elação  (expansão do Eu), grandiosidade ou irritabilidade marcante, desproporcionais aos fatos da vida e distintos do estado comum de alegria ou entusiasmo que o indivíduo sadio apresenta em sua vida (Belmaker, 2004).

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Capítulo 32. Síndromes psicóticas (quadros do espectro da esquizofrenia e outras psicoses)

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Síndromes psicóticas

(quadros do espectro da esquizofrenia e outras psicoses)

As síndromes psicóticas caracterizam-se por experiências como alucinações e delírios, desorganização marcante do pensamento e/ou do comportamento ou comportamento catatônico (Janzarik, 2003; APA, 2014; CID-11, 2018).

Experiência intensa de estar sendo perseguido ou ameaçado (por pessoas ou forças estranhas), assim como alterações evidentes na vida pessoal, familiar e social, são frequentes nos quadros psicóticos. São condições, de modo geral, de acentuada gravidade (Schimid, 1991; Gaebel;

Zielasek, 2015).

Não há consenso pleno, entretanto, sobre a definição precisa de “psicose” (Nielsen et al.,

2008). Os autores de orientação psicodinâmica, assim como muitos psicólogos clínicos, tendem a dar ênfase à perda de contato com a realidade e/ou a distorções muito marcantes na percepção e na relação com a realidade. O “teste de realidade”, que é a função do ego em avaliar e julgar de modo objetivo o mundo externo, estaria gravemente prejudicada na psicose (tal visão tem origem nas noções de Freud e de

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Capítulo 27. Do sintoma à síndrome

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Do sintoma à síndrome

TRANSFUNDO OU

ANCORAGEM DAS VIVÊNCIAS

PSICOPATOLÓGICAS E

SINTOMAS EMERGENTES

Desenvolvendo o modelo sugerido inicialmente por Karl Jaspers e Kurt Schneider, o psicopatólogo alemão Hans Jörg Weitbrecht (1909-1975) propõe ordenar as vivências psicopatológicas em duas perspectivas fundamentais.

De um lado, têm-se os transfundos ou ancoragens das vivências psicopatológicas, espécie de palco, de contexto mais geral. Nesses transfundos surgem, por outro lado, os chamados sintomas específicos ou emergentes, aqueles que ocorrem e se desenvolvem de forma perceptível e delimitável (Weitbrecht, 1978).

Esses sintomas específicos ou emergentes são, portanto, vivências pontuais, que ocorrem sempre sobre determinado transfundo. Esse transfundo ou ancoragem, por sua vez, influencia de modo marcante o sentido, a direção, a qualidade específica do sintoma emergente. Há uma relação dialética entre o sintoma emergente e o transfundo, entre a figura e o fundo, a parte e o todo, o pontual e o contextual.

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Capítulo 33. Síndromes psicomotoras

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Síndromes psicomotoras

Os dois principais tipos de síndromes psicomotoras são as de agitação psicomotora e as de estupor/catatonia e lentificação psicomotora.

O conhecimento de tais síndromes tem particular relevância para a prática clínica em emergências psiquiátricas e serviços de saúde mental que recebem pacientes em estado agudo

(Wilcox; Duffy, 2015).

Em muitos desses casos, com certa frequência, é difícil estabelecer um diagnóstico nosológico específico (de um transtorno mental específico). Por isso, o recurso inicial ao diagnóstico sindrômico pode ser de considerável utilidade. Também serão abordadas neste capítulo, de forma breve, as síndromes de transtornos disruptivos ou agressivos, relevantes, sobretudo, na psicopatologia da infância e da adolescência.

dade, hostilidade e agressividade (Quadro 33.1)

(Chamberlain; Sahakian, 2007).

Atualmente, há protocolos detalhados para se identificar e lidar clinicamente com quadros graves de agitação psicomotora. Recomendamos aquele realizado pela Universidade de

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Capítulo 29. Síndromes depressivas

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Síndromes depressivas

Um dos mais brilhantes historiadores da psicopatologia, Jean Starobinski (1920-) nos ensina que, já no século VIII a.C., na Ilíada, o grande poema

épico da Grécia antiga, temos o personagem Belofonte, que padece de grave melancolia, pois, “[...] objeto de ódio para os deuses, ele vagava só na planície de Aleia, o coração devorado de tristeza, evitando os vestígios dos homens” (Ilíada, versos

200-3). Séculos mais tarde, na mesma Grécia antiga, o fundador da medicina ocidental, Hipócrates (460 a.C.-370 a.C.), afirmava: "Si metus et tristitia multo tempore perseverant melancholicum hoc ipsum" (Quando o medo e a tristeza persistem por muito tempo, constituem a melancolia) (Hipócrates, Aforismos, VI, 23, p. 147).

Da mesma forma, na Idade Média, os filhos de Saturno e os acometidos pelo pecado da acedia, ao que parece, eram melancólicos.

O período renascentista é considerado a idade de ouro da melancolia, e, nos séculos XVIII e

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Parte IV: Transtornos da personalidade

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

Parte

Transtornos da personalidade

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IV

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A terapia cognitiva do transtorno da personalidade borderline

Janet Klosko

Jeffrey Young

Ao desenvolver a terapia cognitiva,

Aaron Beck fez uma grande contribuição para a compreensão e o tratamento dos transtornos psiquiátricos. A terapia cognitiva foi revolucionária, no sentido de que mudou o foco da terapia para a vida do paciente fora das sessões (mais do que a transferência), para o presente (mais do que para a vida anterior do paciente) e para os conteúdos da consciência (mais do que para o inconsciente).

Beck originalmente criou a terapia cognitiva para trabalhar com a depressão.

Contudo, seu plano sempre foi o de que o modelo cognitivo fosse adaptado para outros transtornos. Os profissionais da terapia cognitiva construíram tratamentos psicológicos efetivos para muitos transtornos do Eixo I, incluindo os transtornos do humor, da ansiedade, os sexuais, de alimentação, somatoforme e de abuso de substâncias. Esses tratamentos têm tradicionalmente sido de curto prazo e enfocado a redução de sintomas, a construção de habilidades e a resolução de problemas na vida atual do paciente. Os estudos de resultado em geral relatam índices de sucesso maiores do que 60% (Barlow, 2001).

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Parte V: Aplicações específicas

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

Parte

Aplicações específicas

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Jesse H. Wright

A farmacoterapia e a terapia cognitivo-comportamental (TCC) são as duas formas de tratamento mais largamente pesquisadas no que diz respeito aos transtornos do Eixo I. Ambos os tratamentos estabeleceram-se bem como terapias eficazes para a depressão, para transtornos da ansiedade, para transtornos alimentares e para outras doenças não psicóticas (Marangell, Silver, Goff e Yudsofsky,

2002; Dobson, 1989; Robinson, Berman e Neimeyer, 1990; Wright, Beck e Thase,

2002). Embora a psicofarmacologia seja geralmente aceita como o tratamento-padrão para as psicoses, a TCC recentemente demonstrou ter efeitos significativos na redução dos sintomas da esquizofrenia (Drury, Birchwood, Cochrane e Macmillan, 1996; Kuipers et al., 1997; Tarrier et al., 1998; Pinto, La Pia, Mannella, Domenico e De Simone, 1999; Sensky et al.,

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Parte III: Ansiedade, humor e outros transtornos do eixo 1

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Parte

Ansiedade, humor e outros TRANSTORNOS

do eixo 1

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Transtorno do estresse pós-traumático

Da teoria cognitiva à terapia cognitiva

David M. Clark

Anke Ehlers

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma reação bastante conhecida em eventos traumáticos, tais como agressões, desastres e acidentes severos. Os sintomas incluem a reexperiên­ cia involuntária de aspectos do evento, hiperex­citação, entorpecimento emocional e evi­tação de estímulos que podem servir como lembrança do evento. Uma grande proporção dos pacientes se recupera nos meses ou anos seguintes, mas, em um subgrupo significativo, os sintomas persistem, em geral por muitos anos (Ehlers, Mayou e Bryant, 1998; Rothbaum, Foa, Riggs,

Murdock e Walsh, 1992; Kessler, Sonnega,

Bromet, Hughes e Nelson, 1995). Isso faz com que surja a questão sobre o porquê de o TEPT persistir em alguns indivíduos e sobre como a condição pode ser tratada.

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Parte I: Introdução

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Introdução

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Aaron T. Beck

A mente, o homem e o mentor

Christine A. Padesky

Aaron T. Beck ganhou mais de 25 prêmios prestigiosos de reconhecimento pela qualidade de seu trabalho profissional de toda uma vida. Ainda assim, quem trabalha com ele e o chama simplesmente de “Tim” (apelido pelo qual é conhecido entre seus amigos) talvez não perceba o quanto boa parte de sua obra é revolucionária e o quanto sua influência continua na vanguarda de nossa área. Muitas dessas pessoas estão neste livro, como autores de capítulos. Todas as pesquisas e as teorias apresentadas neste volume relacionam-se

às ideias seminais de Beck.

Este capítulo apresenta um quadro geral sobre o restante do livro, oferecendo ao leitor uma visão geral da carreira de Beck em três amplas áreas. A primeira parte deste capítulo, “Beck: a mente”, apresenta uma breve sinopse de suas principais contribuições conceituais, empíricas e psicoterápicas. A segunda parte,

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Parte II: Questões teóricas e conceituais

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

Parte

Questões teóricas e conceituais

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A teoria da depressão de Beck

Origem, status empírico e direcionamentos futuros para a vulnerabilidade cognitiva

Christine D. Scher

Zindel V. Segal

Rick E. Ingram

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, quando se considera o

“fardo dos problemas de saúde” que temos de carregar e que é imposto pelas diferentes doenças existentes no mundo, não se pode deixar de considerar também que a depressão unipolar maior ocupa a quarta posição na composição de tal fardo (Murray e Lopez, 1996). Os mesmos investigadores projetaram que por volta do ano de 2020 essa carga aumentará, tanto em termos absolutos quanto relativos, de maneira que, ao mesmo tempo, a depressão será responsável pela segunda maior carga de má saúde, muito próxima da primeira causa, a doença isquêmica do coração. A maior razão para o tamanho da carga causada pelo transtorno depressivo maior (TDM) é que, além de ter um alto índice de incidência, é uma condição caracterizada pela reincidência, recorrência e cronicidade. As estimativas recentes projetam que as pessoas experimentarão em média quatro grandes episódios de depressão durante a vida, de cerca de 20 semanas de duração cada (Judd, 1997).

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