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Capítulo 4 - Era uma vez e é ainda: o conto e a psicanálise infantil

Celso Gutfreind Grupo A ePub Criptografado

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Era uma vez e é ainda:
o conto e a psicanálise infantil1

______

Eu me lembro quando o doutor Cárcamo me dizia que
eu devia fazer com urgência uma terapia psicanalítica,
porque eu estava à beira da loucura. Sem dúvida,
sua inquietude era sincera, porque ele era um homem excelente,
mas eu lhe respondi que só a arte me salvaria.

Ernesto Sabato (2000)

É bem conhecida a influência da psicanálise na psiquiatria infantil na França e fora dela (Diatkine, 1985; Kalina, 1999; Lebovici, 1985). Neste capítulo, apresentarei algumas reflexões sobre a psicanálise infantil, principalmente em relação a suas origens, apoiando-me nos trabalhos de M. Klein e A. Freud. O ponto de partida será o material clínico da pesquisa, cujos resultados estou apresentando neste livro, sobre a utilização terapêutica do conto em uma população de crianças separadas de forma prolongada de seus pais (Gutfreind, 2000b).

Recorro a uma técnica terapêutica com o conto como mediador no tratamento de crianças colocadas em lares públicos em Paris. Ao longo dessa experiência, que teve a duração de quatro anos, obtive resultados terapêuticos em um grupo de 12 crianças, divididas em dois lares.

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25 Terapia de casais: avaliação e intervenção

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.

(Antonio Belchior, 1976)

O casamento, ou qualquer outra configuração possível de parceria íntima, forma a base das famílias, que são o pilar fundamental da sociedade. Trabalhar com casais envolve um manejo habilidoso por parte dos terapeutas, já que exige ouvir as demandas, compreender as vulnerabilidades que estão por detrás dos conflitos, promover motivação para o processo clínico, criar aliança terapêutica neutra e administrar as intensas emoções que se apresentam durante as sessões, o que pode ser um grande desafio. O objetivo deste capítulo é apresentar um modelo de avaliação e intervenção em casais, visando a auxiliar terapeutas que lidam com dilemas conjugais em sessões de terapia de casal, ou até mesmo em processos de terapias individuais. Iremos abordar, de forma introdutória, a história da terapia de casal no universo das psicoterapias, trazendo as contribuições referentes aos processos de avaliação, as principais teorias e as intervenções para esse público. Queremos que você se sinta encorajado a atuar nessa área como uma forma promissora de obter resultados terapêuticos e sociais. Produzir intervenções eficazes com casais pode ser um grande desafio, mas, ao mesmo tempo, é uma via muito gratificante de resultados reais e duradouros.

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24 Perícia psicológica em Varas de Família

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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O direito de família tem buscado atender a demanda social e suas novas configurações, tais como uniões homoafetivas, igualdade parental, paternidade ou maternidade socioafetiva, abandono afetivo, entre outras. Também busca garantir direito à diversidade com base, principalmente, nas relações de afeto. Nesse sentido, o profissional de psicologia que atua no contexto forense passou a se deparar com novos desafios em sua prática cotidiana. O objetivo deste capítulo é abordar o trabalho com as famílias envolvidas nas ações impetradas nas Varas de Família dos Tribunais de Justiça e o lugar ocupado pela avaliação psicológica, chamada de perícia judicial no contexto da legislação pertinente.

As Varas de Família do Poder Judiciário reúnem ações judiciais que dizem respeito aos assuntos ligados às questões que envolvem familiares e afins, tais como divórcio, disputa ou modificação de guarda de filhos, regulamentação de visitas, pensão alimentícia, investigação de paternidade, tutela e curatela, inventário, entre outras. Todos os processos judiciais impetrados nas Varas de Família são regidos por leis gerais, no caso pela Constituição Federal (Brasil, 1988) e pelo Código de Processo Civil (Brasil, 2015a).

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9 Maus-tratos na infância e o rompimento do ciclo intergeracional da violência

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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O bebê humano é o mais frágil de todas as espécies animais e é aquele que depende integralmente de um adulto cuidador para sobreviver. A criança também precisa de um adulto cuidador capaz de suprir suas necessidades físicas e emocionais e de proporcionar um ambiente seguro e que estimule seu desenvolvimento. Nesse sentido, destaca-se a importância da família como a instituição social que geralmente oferece um ambiente favorável ao desenvolvimento humano. Vale salientar que não basta que esse ambiente oferecido pelos cuidadores seja fisicamente seguro, ele precisa ser emocionalmente seguro para que a criança possa se desenvolver de forma saudável (Biglan, 2015). Nesse sentido, é necessário refletir sobre o que ocorre quando os adultos, que deveriam garantir o bem-estar da criança, são justamente aqueles que geram alto nível de estresse no ambiente. Sabe-se que as experiências de maus-tratos sofridas dentro de casa, sendo um dos pais o agressor ou ambos, podem ser devastadoras ao longo de todo o desenvolvimento do indivíduo.

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10 - Princípios evolucionistas da psicologia aplicada

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Steven C. Hayes, PhD

Department of Psychology, University of Nevada, Reno

Jean-Louis Monestès, PhD

Department of Psychology, LIP/PC2S Lab, University Grenoble Alpes

David Sloan Wilson, PhD

Departments of Biology and Anthropology, Binghamton University

A terapia baseada em evidências (EBT, do inglês evidence-based therapy) é baseada em evi-dências de quatro maneiras distintas. Em primeiro lugar, utiliza os recursos e contribui para os princípios básicos de mudança do comportamento. Em segundo, associa esses princípios a modelos e teorias aplicadas. Em terceiro, avalia as extensões e métodos tecnológicos em pesquisas cuidadosamente controladas. E, em quarto, examina se os resultados dos padrões de intervenção podem ser entendidos em termos dos princípios básicos e modelos ou teorias aplicadas.

As terapias cognitivas e comportamentais foram especialmente claras acerca dessas necessidades empíricas, ou pelo menos de uma parte delas. Há mais de 40 anos, a concordância com os passos 1 e 3 citados era considerada característica definidora da terapia comportamental inicial, na forma de “teoria da aprendizagem definida operacionalmente e em conformidade com paradigmas experimentais bem estabelecidos” (Franks & Wilson, 1974, p. 7). Este livro, no entanto, está organizado em torno dessa visão completa de quatro passos. Por exemplo, os Capítulos 6 a 9 focam nos princípios básicos da relevância aplicada, incluindo aqueles focados no comportamento, na cognição, na emoção e na regulação emocional e neurociências. Todos esses tópicos são provavelmente esperados em um livro deste tipo, mas não temos conhecimento de outros livros como este que incluam um capítulo fundador sobre a ciência da evolução.

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4 Sistemas e psicodinâmica: uma visão binocular para a terapia de casal

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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O objetivo deste capítulo é descrever algumas contribuições das abordagens sistêmica e psicanalítica à terapia de casal, discutindo sua articulação em uma perspectiva epistemológica batesoniana, orientada pelo conceito de dupla descrição. Essa perspectiva tem como metáfora a visão binocular, na qual diferentes descrições, irredutíveis entre si, podem ser articuladas em suas diferenças e semelhanças, levando à emergência de uma nova descrição, com novas informações, irredutíveis às visões anteriores. Aspectos teóricos de ambas as abordagens são delineados, relacionando diferentes perspectivas e posições em seu desenvolvimento histórico. As possibilidades de articulação de diferentes perspectivas e técnicas são discutidas em termos epistemológicos e metodológicos.

A expressão “terapia de casal” refere-se a diversas modalidades de tratamento que buscam modificar o relacionamento conjugal com o objetivo de melhorar a satisfação conjugal e superar dificuldades do relacionamento. Além disso, busca lidar com disfunções conjugais, aumentar a resiliência do casal e oferecer apoio psicológico em momentos de crises conjugais que podem ser previsíveis, como as decorrentes do ciclo de vida familiar, ou imprevisíveis, como adoecimentos e pressões socioeconômicas, entre outras. A disfunção da conjugalidade pode manifestar-se em vários sintomas, como aumento do sofrimento de um ou de ambos os cônjuges, dos filhos ou da família extensa, incluindo somatizações, e o surgimento ou agravamento de quadros clínicos psicológicos ou médicos preexistentes. Esse foco implica que dois indivíduos razoavelmente saudáveis podem formar, apesar disso, um relacionamento conjugal disfuncional. Ou, de outro modo, dois indivíduos diagnosticados com quadros psicopatológicos podem formar casamentos funcionais, até certo ponto, por complementação de suas dificuldades.

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29 - Direções futuras em TCC e terapia baseada em evidências

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Steven C. Hayes, PhD

Department of Psychology, University of Nevada, Reno

Stefan G. Hofmann, PhD

Department of Psychological and Brain Sciences, Boston University

Nos primeiros tempos do movimento da terapia comportamental, o falecido Gordon Paul, poucos anos após ter recebido seu PhD, escreveu uma das perguntas mais citadas sobre o verdadeiro objetivo de uma ciência de intervenções baseadas em evidências (1969, p. 44): “Que tratamento, realizado por quem, é o mais efetivo para este indivíduo com esse problema específico, sob qual conjunto de circunstâncias, e como ele acontece?”. Incluímos essa citação no Capítulo 1 porque ela abriu as portas para uma abordagem científica da intervenção terapêutica que associa procedimentos baseados em evidências contextualmente específicos a processos baseados em evidências que resolvem os problemas e promovem a prosperidade de pessoas em particular. No entanto, essa abordagem não foi muito longe porque, nos primeiros tempos da terapia comportamental, havia uma crença muito grande de que os princípios e as teorias da aprendizagem formavam uma base adequada para os procedimentos clínicos. De fato, isso pode explicar por que dois anos antes Paul (1967) não havia incluído a frase “e como ele acontece” na formulação original dessa questão, em vez disso focando inteiramente em procedimentos baseados em evidências contextualmente específicos. Os processos de mudança eram algo secundário.

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16 - Enfrentamento e regulação emocional

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Amelia Aldao, PhD

Andre J. Plate, BS

Department of Psychology, The Ohio State University

Regulação emocional é o processo pelo qual os indivíduos modificam a intensidade e/ou a duração de suas emoções para responderem aos vários desafios apresentados pelo ambiente (p. ex., Gross, 1998). Esse construto provém da literatura de enfrentamento, especificamente sobre enfrentamento focado nas emoções (Lazarus & Folkman, 1984). Desde a publicação do modelo de processo de regulação emocional de Gross, em 1998, tem ocorrido um crescimento exponencial no estudo das estratégias de regulação emocional em pesquisa básica (Webb, Miles, & Sheeran, 2012) e clínica (Aldao, Nolen-Hoeksema, & Schweizer, 2010). Duas estratégias de regulação comumente discutidas são a reavaliação cognitiva (i. e., reinterpretação de pensamentos ou situações com o objetivo de mudar a intensidade e/ou a duração das experiências emocionais; ver o Cap. 21) e a aceitação (i.e., experimentar pensamentos, emoções e sensações fisiológicas no momento presente e observá-los de maneira não julgadora; ver o Cap. 24). No entanto, algumas vezes os clientes podem encontrar dificuldades quando procuram implantar essas estratégias de regulação emocional na vida diária, em parte porque sua eficácia varia como uma função do contexto (p. ex., Aldao, 2013).

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15 - Redução da excitação

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Matthew McKay, PhD

The Wright Institute, Berkeley, CA

Os processos de redução da excitação abordados neste capítulo estão voltados para a excitação do sistema nervoso simpático (Selye, 1955) e podem ser distinguidos da redução da excitação voltada para os processos cognitivos (Beck, 1976), o controle atencional (Wells, 2011) e a descentralização/distanciamento/desfusão (Hayes, Strosahl, & Wilson, 012), que são tratados em outros capítulos deste livro. A história das estratégias modernas de redução da excitação começa na década de 1920, quando Jacobson (1929) introduziu o relaxamento muscular progressivo (RMP). Desde então, vários exercícios de respiração, relaxamento muscular e visualização foram acrescentados a um novo arsenal complexo denominado, em geral, como treinamento de relaxamento.

Na década de 1930, o relaxamento autógeno (Schultz & Luthe, 1959) apresentou uma nova forma de redução da excitação baseada na autossugestão: aqueles que procuram alívio do estresse por meio desse método repetem frases usando temas de calor, peso e outras sugestões. Ele foi praticado por anos na Alemanha, e Kenneth Pelletier (1977) o popularizou nos Estados Unidos.

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22 - Modificando crenças nucleares

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Arnoud Arntz, PhD

Department of Clinical Psychology, University of Amsterdam; Department of Clinical Psychological Science, Maastricht University

Uma das mais importantes estruturas cognitivas conceituadas pelas teorias cognitivas da psicopatologia é o esquema. Beck (1967) introduziu o conceito de esquema no contexto da terapia cognitiva, postulando que “um esquema é uma estrutura para triagem, codificação e avaliação dos estímulos que interferem no organismo” (p. 283). Segundo o ponto de vista dos processos da informação, ele pode ser pensado como uma estrutura de conhecimento generalizado na memória que representa o mundo, o futuro e o self. Acredita-se que governa elementos do processamento da informação, tais como atenção (no que focar), interpretação (o significado que é dado aos estímulos) e memória (quais memórias implícitas e explícitas são desencadeadas por pistas específicas).

Crenças nucleares são as representações verbais dos elementos centrais dos esquemas, algumas vezes denominados pressupostos nucleares. Depois que um esquema é ativado, processos atencionais seletivos permitem que boa parte da informação disponível permaneça não processada; no entanto, muito significado é agregado aos dados brutos quando um esquema é ativado.

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27 - Estimulando a motivação

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

James MacKillop, PhD

Peter Boris Centre for Addictions Research, Department of Psychiatry e Behavioural Neurosciences, McMaster University; Homewood Research Institute, Homewood Health Centre

Lauren VanderBroek-Stice, MS

Department of Psychology, University of Georgia

Catharine Munn, MD, MSc

Peter Boris Centre for Addictions Research, Department of Psychiatry and Behavioural Neurosciences, McMaster University; Student Wellness Centre, McMaster University

Um fato inegável para uma pessoa que procura tratamento psicológico é que ela deseja melhorar. Por sua vez, um corolário desse pressuposto é que quando um profissional de saúde mental oferece uma forma de entender o problema e, particularmente nas terapias comportamental e cognitiva, formula um plano de ação para tratá-lo, o cliente irá adotar vigorosamente as medidas necessárias para minorar o sofrimento existente. A realidade, no entanto, é que o curso do tratamento psicológico é frequentemente muito menos simples e linear. Os clientes evitam as atividades prescritas entre as sessões, não fazem a tarefa de casa, faltam às sessões ou recaem nos comportamentos penosos que foram a motivação para o tratamento.

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13 Famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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Este capítulo tem como objetivo atualizar ideias relacionadas às famílias de crianças em situação de vulnerabilidade pessoal e social por meio da teoria bioecológica do desenvolvimento humano (TBDH), preconizada por Bronfenbrenner (2011). Uma criança pode ser considerada em situação de vulnerabilidade pessoal quando seu desenvolvimento não ocorre de acordo com o esperado para a sua faixa etária, segundo os parâmetros de sua cultura.

A presença de fatores de risco externos ou internos, como físico (doenças genéticas ou adquiridas, prematuridade, problemas de nutrição, entre outros), social (exposição a um ambiente violento ou a drogas) ou psicológico (efeitos de abuso, negligência ou exploração), pode determinar vulnerabilidade. Eventos externos de risco estão relacionados às condições adversas do ambiente no qual as crianças se desenvolvem. Eles podem ser riscos proximais (em microssistemas nos quais elas interagem face a face) ou distais (sistemas nos quais elas não estão presentes, mas que têm influência sobre elas – nível exossistêmico ou macrossistêmico) (Bronfenbrenner, 2011).

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Fim da História

Celso Gutfreind Grupo A ePub Criptografado

Fim da história

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Ponte lançada sobre o abismo que separa o real do desejável, o conto conduz seus heróis na direção de uma conclusão feliz, apesar de todos os seus obstáculos, incluindo a morte.

Luda Schnitzer (1985)

Melhor chamar de fim o final deste livro. Conclusão seria pouco literário e muito incoerente. Impregnado de contos, um livro sobre eles inclina a que siga aberto, contando-se. Feito em parte de teorias, inevitavelmente, ele é datado, e nelas há de esmorecer um dia. Ficam os contos, à espera de novas teorias que deem conta de outras novas.

Em meio às teorias, contei histórias – verdadeiras, mas histórias; terapêuticas, mas histórias –, na certeza de que – explique-se ou não – contar histórias é promover a saúde mental.

Pouco tempo depois de voltar ao Brasil, recebi um convite da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre para coordenar um ateliê de contos em uma vila modesta da Grande Porto Alegre. Nova história, bebendo das anteriores, mas as histórias, como as vidas, vão mudando sempre. O ateliê, dessa feita, ainda em torno dos contos, destinou-se à terceira idade. A ideia era sensibilizar, sobretudo avós, para os contos, à espera de que os contassem aos netos, como o faziam nossos avós.

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Capítulo 2. Avaliação de fatores psicossociais no trabalho

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini, Ana Claudia S. Vazquez Grupo A ePub Criptografado

A avaliação de fatores psicossociais no trabalho ganhou importância devido às robustas evidências científicas sobre os impactos de tais fatores na saúde laboral das pessoas e, mais recentemente, à sua relação com o bem-estar dos trabalhadores e os resultados organizacionais (Schaufeli, 2017a; Vazquez, Efrom, & Hutz, 2018). Desde 1980, os fatores psicossociais no trabalho (FPTs) são um tema de destaque na área. Em 1984, a Orga­nização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalharam em um comitê conjunto, em Genebra, e publicaram, em seguida, um dos primeiros relatórios sobre o tema (International Labour Office [ILO], 1986). Já nesse documento, FPTs são definidos como um fenômeno complexo de interação entre variáveis psicológicas e sociais no contexto laboral, em suas diferentes formas de organização em processos de trabalho e na gestão destes. O conceito centra-se não apenas nos fatores psicossociais em si, mas em sua relação interativa com o ambiente laboral, constituída na troca das pessoas com as organizações e destas com os processos de trabalho desenhados na sociedade em que atuam. A definição enfatiza que:

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Capítulo 38. O açúcar consumido durante a gravidez pode causar impactos severos nas crianças

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é de hoje que algumas pesquisas se debruçam sobre os efeitos que certos alimentos consumidos pelas mães durante a gestação podem criar na saúde do feto. Cafeína, gordura, alguns queijos não pasteurizados (como camembert e brie) e carne crua, entre outros, já foram objetos de estudos e de reiterados avisos sobre os impactos na formação do bebê.1

Também é de amplo conhecimento que uma alimentação desbalanceada durante a gravidez pode privar o organismo de cálcio, ferro, iodo e outras vitaminas, o que, após o nascimento, leva a deficiências significativas na capacidade de aprendizagem da criança, cria problemas comportamentais que provocam atraso no desenvolvimento da linguagem e causa piora expressiva no desenvolvimento de certas habilidades motoras, se comparadas às de crianças que foram bem nutridas e alimentadas.2

Um novo estudo, no entanto, procurou examinar a possível associação entre o consumo de açúcar (sacarose, frutose, bebidas adoçadas, refrigerantes dietéticos e sucos de frutas) e as habilidades futuras de raciocínio, exibidas após o nascimento da criança.3 Embora isso já tenha sido pesquisado anteriormente, os achados agora vão um pouco mais além. Ainda que o material não tenha sido publicado, já podemos analisar com mais cuidado os resultados.

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