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Nativos digitais: ensaio sobre redes sociais, games e pornografia na internet

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

TEMAS:

Game: brincadeiras sérias

Jogo como aprendizado coletivo

Redes sociais: uma nova aldeia

Sociabilidade real e na rede

Aquisição de conhecimento na internet

A mania das selfies

Aparente isolamento

Pornografia e erotismo

Cuidados com a pornografia na rede

Importância da educação sexual

Florescimento da escrita, fanfics eróticas

Vazamento de imagens íntimas

Amores na rede e avatares

As famílias inquietam-se ao ver suas crianças e jovens fechados em seus quartos, entregues às redes sociais ou aos videogames, virando a noite para terminar um jogo, privilegiando um time que joga em rede em detrimento a uma festinha da turma de escola. Temem que eles sejam abduzidos por uma realidade ilusória e levados para territórios alheios aos reais e familiares.

O temor procede, mas não em todos os casos. A internet, principalmente os games e, de algum modo, as redes sociais, é de fato uma realidade alternativa onde refugiar-se. Esse hábitat digital é tão tentador que alguns jogadores falam sobre os expedientes a que recorrem para abster-se, ou manter-se a salvo, do risco de entrar sem conseguir sair. Mas não procede a ideia de que se frequenta um jogo com o grau de entrega e alienação de um zumbi, ou com a voracidade de um viciado buscando satisfação imediata. Jogar é um processo criativo e de construção ativa dos caminhos, estilos e personagens que se quer encarnar. É claro que há os que se comportam como viciados, mas esses já eram compulsivos antes, não ficaram dessa forma por causa da maneira como se relacionam com seus dispositivos digitais.

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Amor entre iguais

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

FILME:

TEMAS:

Sair do armário

Amizades e amores

Confinamento em guetos

Exclusão da família

Identidade de gênero

Homossexualidade

Clémentine está em pleno desabrochar erótico. Aos quinze anos, sofre a pressão das amigas para fazer sua iniciação e partilhar com elas o relato da experiência. Ela não tem dificuldade em encontrar alguém: um garoto de sua escola se interessa por ela e é correspondido. Ele é delicado, atento ao despertar de seu corpo; sua estreia não teria por que ser problemática. Apesar desse provável bom começo, ela suspeita que algo diferente se desenha em sua vida.

Um simples encontro na rua deixa Clémentine em chamas. Após um momento fortuito, um cruzar de olhares com uma garota de cabelo azul, os sonhos de conteúdo homossexual e as fantasias eróticas proliferam. O desejo por outras meninas se torna evidente, levando-a a suspeitar de que não terá o destino que dela se espera. Este é o ponto em que este capítulo vai se centrar: no surgimento de desejos sexuais que o adolescente supõe serem socialmente condenáveis. Admitir a própria excitação já é difícil, e, quando ela indica caminhos que levarão à discriminação, a preconceitos e à marginalidade, todo cuidado é pouco.

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A menarca assassina

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

FILME:

TEMAS:

Fantasias e simbolismo da menarca

Tensões pré-menstruais

Advento da fertilidade

Bruxaria e feminilidade

Vamos concordar que “estranho” mesmo é que ainda haja tanto apelo, no século XX, para uma obra que associa a chegada da menarca com bruxaria. Afinal, trata-se da história de uma jovem que, a partir do advento da menstruação, aprende a controlar seus poderes paranormais e, tendo sido ofendida, promove a destruição de sua cidade.

Nos dias atuais, as garotas passam sem maiores traumas pela sua primeira menstruação, são apoiadas pela família, e supõe-se que já estarão previamente informadas a respeito. Além disso, graças à evolução dos métodos contraceptivos, a confirmação da fertilidade não significa uma associação do sexo com a maternidade inevitável. Portanto, as perspectivas que se abrem para as mulheres estreantes são, hoje, menos ameaçadoras. Quando essa obra surgiu, nos anos setenta, já fazia mais de dez anos da descoberta e difusão da pílula anticoncepcional, e a revolução sexual dos anos sessenta já tinha deixado boas heranças mesmo entre os mais conservadores.

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O mochileiro romântico

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

FILME:

TEMAS:

A busca da autonomia

Herança como peso

A ingratidão dos filhos

Individualismo

Ascetismo contemporâneo

Idealização da natureza

Pensamento romântico

Certos grandes sucessos são fruto de um cruzamento feliz entre um bom livro e um bom filme. Nesse caso, foi o que aconteceu. Um ajudou o outro, e cada um tornou o outro mais conhecido. O livro Na natureza selvagem é do jornalista Jon Krakauer, que se apaixonou pela história do jovem aventureiro Christopher Johnson McCandless e a registrou em livro em 1996. Pessoalmente tocado pela história, por ter sido ele mesmo um ousado alpinista, Krakauer abre-se para outras experiências similares, incluindo as próprias, e questiona o sentido dessas perigosas jornadas. O filme homônimo, com roteiro e direção de Sean Penn (2007), baseou-se no livro, mas ficou centrado na vida e nas viagens de Christopher.

Este capítulo é uma exceção aos outros que desenvolvemos. Todos tratam de ficção, e aqui partimos de uma vida real, porém, a trajetória narrada está distante de ser a verdadeira vida de Chris, que deu origem ao livro. O autor confessa que ficou profundamente identificado com a história quando tomou contato com ela, como jornalista, e por isso mergulhou no passado de nosso infortunado herói. Ele nos conta a vida e os sonhos de McCandless, porém mesclando com algumas experiências suas e de outros jovens obcecados por desafiar a natureza, a solidão e a morte. Insiste que estava tão tomado pelo tema que uma visão desapaixonada seria impossível e que, ainda, preencheu lacunas do que não se sabia sobre o périplo de Chris com interpretações advindas de suas investigações e sentimentos. Apesar de o eixo ter sido a vida de Christopher McCandless, que rompeu com seu passado e caiu na estrada adotando o nome de Alex Supertramp, no texto de Krakauer, o narrador e o narrado, não raro, se confundem. O escritor encontra uma alma gêmea, não esconde isso, e a história passa a ser esse bom encontro.

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Capítulo 1. Avaliação da inteligência: uma introdução

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

Um processo seletivo apresentou aos candidatos a seguinte questão: “Fabio, David e Pedro estavam alegremente conversando sentados ao redor de uma mesa redonda. David não estava à direita de Pedro. Quem estava à direita de Fabio? Alternativas: a) David, b) Pedro e c) Não dá para saber”. Trata-se de uma pergunta simples, mas 30% dos candidatos erraram a resposta. Perguntas similares a essa são rotineiramente apresentadas em processos seletivos de recursos humanos realizados em contextos organizacionais, clínicos ou educativos. Entretanto, qual seria a utilidade desse tipo de pergunta?

Hoje em dia sabemos com alto grau de precisão que os processos mentais que subjazem ao êxito da resposta a perguntas que requerem raciocínio são os mesmos que subjazem à solução de problemas cotidianos. Veja-se, por exemplo, o resultado do estudo de letramento científico realizado no País pelos institutos Abramundo e Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa (Gomes, 2015). No nível 4 de letramento científico (em geral pessoas com ensino superior que poderiam avaliar propostas que exigem o domínio de conceitos e elaborar argumentos sobre a confiabilidade ou a veracidade de hipóteses formuladas), encontrou-se que 8% tiveram dificuldade de interpretar uma conta de luz, 27% teriam dificuldade de apagar um incêndio seguindo as instruções de equipamentos contrafogo e 35% teriam dificuldade de interpretar os resultados de um exame de sangue a partir dos valores de referência fornecidos pelo laboratório. Dificuldades essas não explicadas pelo nível de instrução.

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Capítulo 11. Estudo de caso: contribuição da avaliação da inteligência em um quadro clínico heterogêneo

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

A avaliação da inteligência, como bem descrita ao longo deste livro, é bastante complexa e apresenta-se como um constante desafio aos profissionais que atuam na área. Essa complexidade se dá pela própria natureza do construto, pelas limitações dos instrumentos utilizados e, também, pela dificuldade em estabelecer a clara relação dos resultados obtidos com a funcionalidade global do sujeito avaliado. Ao mesmo tempo, sabemos que a inteligência é um fator muito relevante na vida dos indivíduos, interferindo no funcionamento acadêmico, profissional e social, o que torna sua avaliação fundamental.

O objetivo deste capítulo é apresentar um caso clínico a fim de demonstrar, na prática, como se dá a condução do processo avaliativo. Iniciaremos descrevendo a demanda da avaliação e relatando os dados da entrevista, em seguida apresentaremos os resultados dos instrumentos utilizados e sua interpretação e finalizaremos com o raciocínio clínico necessário para a integração dos dados e discussão dos resultados, identificando possíveis indicações terapêuticas. É importante ressaltar que o caso aqui apresentado não deve ser adotado como um modelo a ser seguido, e sim como uma ilustração que promova a discussão dos aspectos envolvidos na avaliação da inteligência, tendo em vista que cada caso clínico apresenta especificidades que devem ser consideradas.

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Capítulo 12. Avaliação da personalidade a partir de teorias fatoriais de personalidade

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

O que faz as pessoas agirem de forma distinta, apresentarem interesses diversos e executarem atividades com diferentes níveis de apti­dão são questões que já estavam presentes na Grécia Antiga (Wild & Revelle, 2009). No últi­mo século, entretanto, o interesse e a produção de conhecimento sobre essas questões permiti­ram o surgimento de uma área de estudo conhe­cida como “diferenças individuais”, sendo que o estudo da personalidade se tornou tão popular a ponto de constituir uma área de investigação própria. Inicialmente, o estudo da personalida­de ocorreu dentro da psicologia social, mas pos­teriormente individualizou-se, sendo que al­guns periódicos, como Journal of ­Personality and Social Psychology, Journal of Personality, European Journal of Personality e ­Personality and Individual Differences, foram criados ou adequados, especificamente, para absorver a grande quantidade de conhecimento produzida na área. O modelo de personalidade mais investigado atualmente é conhecido como Big Five (BIG-5 ou Modelo dos Cinco Grandes Fatores – CGF), que explica a personalidade

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Capítulo 2. Avaliação da inteligência no ciclo vital

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

A avaliação da inteligência é um dos grandes temas de estudo da psicologia e uma prática psicológica existente desde os primórdios da psicologia científica. Excelentes revisões podem ser encontradas em Segabinazi e Zamo (2016), Primi (2006) e Pasquali (2002). A evolução da produção científica em psicologia nas áreas de avaliação psicológica, psicologia do desenvolvimento, psicologia cognitiva e neuropsicologia permite, atualmente, construir um conjunto de conhecimentos que subsidiam a avaliação da inteligência ao longo do ciclo vital, tema deste capítulo.

Com o desenvolvimento das áreas da psicologia citadas e o crescimento do conhecimento acerca do tema, os estudos relacionados à inteligência passaram a focar também nas funções cognitivas, como atenção, percepção, memória, imaginação, organização do conhecimento, linguagem, pensamento, resolução de problemas, criatividade, raciocínio e tomada de decisão. Atualmente, o conceito de inteligência está relacionado à habilidade de utilizar o conhecimento para resolver problemas (Eysenck & Keane, 1994; Matlin, 2004; Sternberg et al., 2000).

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Capítulo 57. Por que existem pessoas preconceituosas? entenda por que julgamos o outro

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Imagine uma criança que acabou de nascer e, sem experiências anteriores, começa a interagir com o meio ambiente. Como se sua mente fosse ainda um papel em branco, sem qualquer registro anterior, as vivências vão, aos poucos, criando um pequeno rastro de experiências, que vai sendo registrado. É dessa forma que a vida compila as primeiras memórias no cérebro infantil.

Obviamente, a consciência, como a entendemos na idade adulta, está longe de existir, e apenas as impressões do que estamos passando são vagarosamente catalogadas. Como estamos em pleno crescimento, ainda não enxergamos bem, não ouvimos corretamente e nossa coordenação motora ainda não é satisfatória.

Apenas próximo aos 2 anos de idade é que a nossa autoconsciência surge e, com ela, seguimos a passos largos, aprendendo e aprimorando as experiências de vida pelas quais vamos nos submetendo.

É assim que adquirimos repertórios dos mais variados comportamentos, como, por exemplo, como reagir frente às pessoas conhecidas, como interagir com os estranhos, como obter o que desejamos de nossos pais (p. ex., fazendo “gracinhas” ou birra), e compomos, assim, um esquema mental maior de ações, sempre à disposição para ser consultado quando uma nova situação se apresenta.

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Capítulo 26. Entender que a vida é feita de ciclos pode reduzir o estresse no fim do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

No período de fim de ano, temos que superar uma das fases mais turbulentas: as festas comemorativas. Elas podem começar com os fatídicos amigos secretos do trabalho e chegar, inevitavelmente, ao encontro das celebrações do Natal.

Talvez até existam pessoas que nem comemorem essas festas, mas uma coisa é certa: há uma mudança clara no comportamento de todos e é quase impossível não ser afetado por ela.

O primeiro passo é manejar a contagem regressiva dos dias que se aproximam dessas datas de recesso. Sabemos, por experiências anteriores, que, no fim do ano, fazemos um balanço mental das conquistas e dos fracassos que obtivemos.

Como nosso cérebro não tem muita facilidade para deixar as situações e os eventos “em aberto”, nossa biologia nos empurra, portanto, para fazer certas avaliações finais, quer desejemos ou não. Assim, o cansaço físico e mental já interfere, de maneira expressiva, para não termos uma perspectiva muito animadora. E esse processo de verificações pessoais, devo dizer, não é das tarefas mais fáceis.

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Capítulo 50. Controle sua raiva, antes que a raiva controle você

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Aqui está um sentimento frequente em nosso cotidiano – mais do que deveria, acredito. Mas, por várias razões, é ainda uma questão desconhecida pela maioria das pessoas, mesmo que quase todos experimentem essa reação vez ou outra.

Creio que vale a pena saber um pouco mais a respeito. Acompanhe-me.

A raiva é uma emoção básica produzida pela nossa amígdala cerebral – o centro identificador do perigo –, e, uma vez disparada, pode variar de intensidade, começando em uma leve irritação, passando por uma frustração mais intensa e até mesmo atingindo um grande estado de fúria.

Assim como nas outras emoções mais primitivas – a tristeza e o medo –, sua manifestação é acompanhada por importantes mudanças fisiológicas, como frequência cardíaca aumentada, pressão sanguínea elevada e intensa liberação de alguns hormônios.

Proveniente de vários estímulos, ela pode ser “acionada” por fatores externos, como uma exaltação causada por alguém que nos trata de maneira desrespeitosa, ou por fatores internos, como nos recordarmos de um evento passado do qual nos arrependemos por ter agido de “cabeça quente”.

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Capítulo 39. A atenção dos pais pode influenciar no desenvolvimento do bebê

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é novidade para nenhum de nós que a primeira infância é de vital importância para o desenvolvimento do cérebro de uma criança.

Investigações já comprovaram que ser criado em um ambiente familiar com mais tranquilidade e equilíbrio tem o poder de transmitir uma dose positiva de segurança emocional às crianças, o que favorece a construção de uma autoestima mais fortalecida e uma melhor capacidade para lidar com o estresse à medida que se desenvolvem, além de boas habilidades para o manejo das situações interpessoais futuras.

Assim, aqueles filhos que são criados em ambientes com mais atenção parental se sentirão mais seguros, aumentando progressivamente a construção da autonomia e da independência, que ainda estão em formação nas fases iniciais da vida.

E o oposto é igualmente verdadeiro: crianças criadas em ambientes caóticos e desorganizados desenvolvem maiores vulnerabilidades emocionais, o que resulta em uma infância e adolescência mais problemáticas; em uma grande parcela dos casos, essas dificuldades ainda são perceptíveis na vida adulta.1

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Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

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Capítulo 24. O que as notícias ruins estão fazendo com a nossa cabeça

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Recentemente, eu assistia a um documentário na TV, em que o entrevistado, um cientista político, de maneira categórica, afirmava: “nunca vivemos em tempos de tanta paz mundial”. O repórter, assim como eu, exibiu uma reação de espanto.

E ele, o entrevistado, rapidamente completou: “a diferença do momento presente, em oposição ao passado, é que hoje, diferentemente de outras épocas, tão logo alguma coisa de ruim aconteça em qualquer lugar, em alguns poucos minutos, já somos informados”. E, concluiu: “durante a primeira grande guerra, por exemplo, as notícias levavam semanas para serem transmitidas de um lugar para outro”. Assim, “quando a população era notificada dos acontecimentos, possivelmente, eles já haviam acabado”, o que nos fazia sentir mais seguros.

A lógica do especialista era, então, a de que, quanto mais avança e progride a tecnologia, maior será a rapidez da propagação das informações, o que, portanto, colabora com o aumento de nossa sensação de viver, digamos, em tempos menos estáveis.

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Capítulo 9 - Resiliência e parentalidade preventiva

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Evelyn Eisenstein, Tito De Morais e Emmalie Ting

A questão de quão cedo é considerado realmente prematuro para crianças e adolescentes usarem dispositivos tecnológicos e redes sociais na internet ainda é um tema muito controverso para muitas famílias, para profissionais de saúde e outros profissionais. Envolve considerações éticas, educacionais e de segurança, bem como todas as repercussões comportamentais que têm consequências positivas ou negativas para a saúde mais tarde na vida. Ainda não há pesquisas longitudinais suficientes, embora os relatos e as evidências tenham começado a aparecer e estejam sendo publicados em bibliografias científicas e gerais. Essa questão continua sendo preocupante para muitos especialistas e até para alguns pais, que estão preocupados com os limites e os critérios para a definição de uma simples distração durante as brincadeiras versus uma dependência precoce de internet e que esperam descobrir maneiras de reconhecer os sinais e sintomas de dependência de internet durante a infância e a adolescência (Carr, 2011).

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