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Capítulo 11 - Aprendizagem de Procedimentos

Juan Ignácio Pozo Grupo A PDF Criptografado

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Aprendizagem de Procedimentos

Henry terminou seu trabalho na cozinha e foi para o convés. Havia um velho marinheiro sentado em uma escotilha, trançando um longo cabo. Cada um de seus dedos parecia uma inteligência ágil enquanto trabalhava, pois seu dono não os olhava. Em vez de olhá-los, tinha os olhinhos azuis fixos, ao estilo dos marinheiros, cravado além dos confins da costa.

— Então queres conhecer o segredo das cordas? — lhe disse, sem afastar o olhar do horizonte. — Pois só tem que prestar atenção. Faço há tanto tempo que minha velha cabeça se esqueceu de como se faz; só meus dedos se lembram. Se penso no que estou fazendo me confundo.

JOHN STEIBECK, A taça de ouro

Para subir uma escada começa-se por levantar essa parte do corpo situada em baixo

à direita, quase sempre envolvida em couro ou camurça e que, salvo algumas exceções, cabe exatamente num degrau. Posta no primeiro degrau a dita parte, que para simplificar chamaremos de pé, se recolhe a parte equivalente do lado esquerdo (também chamada pé, mas que não deve se confundir com o pé mencionado antes) e, levando-a à altura do pé, se faz com que continue até colocá-la no segundo degrau, onde descansará o pé, como no primeiro se descansou o pé. (Os primeiros degraus são sempre os mais difíceis, até adquirir a coordenação necessária. A coincidência de nome entre o pé e o pé torna difícil a explicação. Cuide-se especialmente para não levantar ao mesmo tempo o pé e o pé.)

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Capítulo 1 - A Nova Cultura da Aprendizagem

Juan Ignácio Pozo Grupo A PDF Criptografado

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A Nova Cultura da Aprendizagem

Enfim, ele se envolveu tanto na leitura, que passava os dias e as noites lendo; e assim, por dormir pouco e ler muito, lhe secou o cérebro de tal maneira que veio a perder o juízo. Sua fantasia se encheu de tudo aquilo que lia nos livros, tanto de encantamentos como de duelos, batalhas, desafios, feridas, galanteios, amores, tormentas e disparates impossíveis; e se assentou de tal modo na imaginação que todas aquelas invenções sonhadas eram verdadeiras, que para ele não havia outra história mais certa no mundo.

MIGUEL DE CERVANTES, Dom Quixote de la Mancha

Uma coisa lamento: não saber o que vai acontecer. Abandonar o mundo em pleno movimento, como no meio de um folhetim. Eu acho que esta curiosidade pelo que ocorra depois da morte não existia antigamente, ou existia menos, num mundo que mal mudava. Uma confissão: apesar do meu ódio pela informação, gostaria de poder me levantar de entre os mortos a cada dez anos, ir até uma banca e comprar vários jornais. Não pediria mais nada.

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Capítulo 17. Laboratórios de relações interpessoais

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Laboratórios de relações interpessoais

Os laboratórios de relações interpessoais são espaços de convivência grupal em que se exercitam práticas interativas que visam, primordialmente, a mudar pautas estereotipadas de relacionamentos interpessoais.

Mesmo que a maior parte dos laboratórios não tenham propósitos explicitamente terapêuticos, são inegáveis os benefícios dessa natureza que aportam a seus participantes. Como afirmava Pichon-Rivière, ao estabelecer analogias entre as funções pedagógicas e terapêuticas, quando estamos aprendendo, estamos abandonando outras maneiras de ver o mundo ou a realidade, e os propósitos de uma terapia são justamente que os pacientes abandonem suas maneiras estereotipadas e dilemáticas de lidar com suas questões existenciais.

Para o grupo familiar, criamos uma modalidade de atendimento que emprega a metodologia dos laboratórios, e que passamos a descrever.

Em princípio, tais laboratórios objetivavam proporcionar um enquadre no qual pudéssemos melhor investigar e compreender as peculiaridades de novas estruturas familiares emergentes no contexto sociocultural do mundo ocidental contemporâneo: as chamadas famílias reconstituídas a partir de casais provindos de casamentos anteriores e que haviam tido filhos nesses casamentos.

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Capítulo 12. Da grupanálise à grupoterapia transdisciplinar

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Da grupanálise à grupoterapia transdisciplinar

É inegável que a psicanálise é a matriz dos sistemas psicoterápicos surgidos desde seu advento e podemos mesmo dizer que, direta ou indiretamente, por imitação, transformação ou antagonismo, dela se originaram todos os demais. Mas, como dizia Güntrip, um dos discípulos de Freud, “ao pioneiro cabe dar a primeira palavra, não a última”.

Muitos questionamentos se fizeram tanto à teoria explicativa da mente quanto ao método terapêutico criado por Freud, a partir do próprio paradigma linear. E outros tantos se acrescentaram com o surgimento dos novos paradigmas. Mas como o pensamento novo-paradigmático é includente e não excludente, ele foi apropriando-se e das contribuições da psicanálise às terapias grupais qualificando-as, e procurando estabelecer um processo dialógico, de caráter eminentemente interdisciplinar, entre essas contribuições e as que vieram a lume desde então.

Como é da essência do pensamento sistêmico a ênfase na interdisciplinaridade, os múltiplos referenciais teórico-práticos não se excluem e podemos estabelecer interfaces entre eles. O território do paradigma sistêmico é o

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Capítulo 6. Grupos terapêuticos experimentais

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Grupos terapêuticos experimentais

Neste tópico incluímos aquelas modalidades de terapia grupal que não se sustentam em referenciais teórico-técnicos definidos e foram criados um tanto aleatoriamente, a partir da intuição de seus criadores ou do desejo de prospectar novas aplicações dos contextos grupais com objetivos de mobilizar emoções e obter resultados supostamente terapêuticos.

GRUPOS DE AJUDA RECÍPROCA (“AUTO-AJUDA”)

Os grupos de ajuda recíproca na área de saúde (impropriamente chamados de auto-ajuda, já que a proposta neles implícita é que uns ajudem aos outros) surgiram como desdobramentos dos AA (Alcoólicos Anônimos).

Os grupos AA surgiram nos Estados Unidos em 1935, a partir do encontro de dois alcoólatras tentando superar seus problemas com a bebida, um corretor da bolsa de Nova York e um cirurgião de uma cidade de Ohio. Depois expandiram sua experiência de mútua ajuda para outros alcoólatras e assim criaram um programa que hoje alcança milhares de dependentes do álcool em inúmeros países do mundo.

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Preâmbulo que se faz necessário

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Preâmbulo que se faz necessário

Nesta parte abordaremos aquelas modalidades de atendimento prevalentes em nossa práxis grupoterápica. Como essa abordagem será feita a partir da experiência com os marcos referenciais teórico-práticos com os quais o autor foi se familiarizando ao longo de quatro décadas de trabalho com grupos, necessariamente não abrangerá todo o universo dessas modalidades.

Optou-se aqui por discorrer sobre tais práticas segundo uma maneira singular de trabalhar com elas, que, embora não pretenda ser original, traz inequivocamente a marca pessoal do autor na forma de entender e atender grupos, refletindo muitas vezes o que se poderia denominar, mais que seu estilo próprio, um posicionamento ideológico. Por isso também não apresentaremos referências. Quando muito, faremos no próprio texto alusão a autores e a suas idéias quando essas estejam significativamente interagindo com nossa proposta de trabalhar com grupos.

Ainda que a pré-história da grupoterapia registre um grupo homogêneo

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Capítulo 7 - Outros Processos Auxiliares da Aprendizagem

Juan Ignácio Pozo Grupo A PDF Criptografado

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Outros Processos Auxiliares da Aprendizagem

Efemérides (11 de fevereiro)

O filósofo suíço René Emmental publica, em Zurich, sua obra capital, Negação do positivismo, introdução ao negativismo positivo. O surgimento da obra foi saudado pelo crítico Josef Plum com as seguintes palavras: “Pode ser que não lhe diga nada numa primeira leitura, mas o deixará sem forças para empreender a segunda”.

MONCHO ALPUENTE, O livro dos santos imaginários e dos fatos apócrifos

Os famas, para conservar suas lembranças, tratam de embalsamá-los da seguinte forma: após fixada a lembrança tintim por tintim, embrulham-na da cabeça aos pés num lençol negro e a colocam contra a parede da sala com um cartãozinho que diz:

“Excursão a Quilmes”, ou “Frank Sinatra”. Os cronópios, esses seres desordenados e indiferentes, deixam as lembranças soltas pela casa, entre gritos alegres, e andam pelo meio delas e quando uma passa correndo, acariciam-na com suavidade e lhe dizem: “Não vai se machucar”, e também: “Cuidado com os degraus”. É por isso que as casas dos famas são arrumadas e silenciosas, enquanto nas dos cronópios há grande folia e portas que batem. Os vizinhos se queixam sempre dos cronópios, e os famas mexem a cabeça compreensivamente e vão ver se as etiquetas estão no lugar.

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Medium 9788536307183

Capítulo 5. A integração entre a terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia

Keith S. Dobson Grupo A PDF Criptografado

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A INTEGRAÇÃO ENTRE A TERAPIA

COGNITIVO-COMPORTAMENTAL E A PSICOTERAPIA

Larry E. Beutler

T. Mark Harwood

Roslyn Caldwell

A história da psicoterapia sempre envolveu conflitos e mudanças. A evolução da teoria e da prática produziu e precipitou rivalidades e desacordos entre aqueles que instigavam mudanças e os que defendiam a teoria aceita no momento ou a de seu grupo específico

(Freedheim, Freudenberger, Kessler e Messer,

1992). As primeiras teorias evoluíram e divergiram em conseqüência de discordâncias entre os profissionais da “cura pela fala”. Os discípulos de Freud romperam com ele por causa de desacordos teóricos com relação à natureza da psicopatologia e às técnicas de tratamento. Essa forma de progresso era compreensível no começo do novo campo, devido ao acesso limitado a métodos objetivos e resultados. Em uma época em que as descobertas científicas eram escassas e o principal meio de investigação na psicoterapia era a análise de casos individuais, desacordos e diferenças pessoais em interpretação inevitavelmente estimularam mudanças no campo e na teoria.

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Capítulo 10. Terapia cognitiva

Keith S. Dobson Grupo A PDF Criptografado

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TERAPIA COGNITIVA

Robert J. DeRubeis

Tony Z. Tang

Aaron T. Beck

A TEORIA BÁSICA DA TERAPIA COGNITIVA

Histórico

A fundamentação teórica e os procedimentos da terapia cognitiva evoluíram ao longo das últimas quatro décadas, com seu ímpeto inicial partindo das primeiras entrevistas de

Beck com pacientes deprimidos (Beck, 1963).

Atuando inicialmente com base em uma perspectiva classicamente freudiana, ele verificou, após diversos estudos sistemáticos (Beck, 1961;

Beck e Hurvich, 1959; Beck e Ward, 1961), que as formulações de Freud (1917/1957) da síndrome depressiva (melancolia) não estavam corretas em diversos aspectos. Beck postulou um modelo de raiva interiorizada e observou que, do ponto de vista clínico, uma formulação mais satisfatória deveria concentrar-se no conteúdo do pensamento negativo da pessoa deprimida. Suas primeiras descrições enfatizavam as tendências negativas e distorções que eram comuns em seus pacientes deprimidos.

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Medium 9788536311098

5 - Os contornos de uma dialética não-hegeliana

José A. Castorina; Ricardo J. Baquero Grupo A PDF Criptografado

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Os contornos de uma dialética não-hegeliana

No início deste livro, formulamos algumas perguntas aos textos de Piaget e

Vygotsky, a partir da história filosófica da dialética, às quais procuramos responder examinando os textos desses pensadores. Uma delas resume grande parte do que foi discutido nestas páginas: existe uma legalidade dialética para o campo de indagação de que se ocuparam Piaget e Vygotsky? Ou seja, a dialética apresenta alguma estrutura reconhecível em suas obras? Será que se trata, mais particularmente, de uma dialética baseada na contradição, cabendo esperar a forma tese-antítese-síntese? Neste capítulo, procuraremos integrar essas questões em relação ao pensamento de Piaget.

PIAGET E AS LEIS GERAIS DA DIALÉTICA

A dialética de Piaget não parece ajustar-se estritamente às chamadas leis da dialética, inspiradas em Hegel e codificadas por Engels em Dialética da natureza, para quem eram as mais gerais da história natural e da história social: a inversão da quantidade em qualidade e vice-versa, o antagonismo dos contrários, a negação da negação. De acordo com a posição adotada por

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9 - Dialética dos processos psicológicos

José A. Castorina; Ricardo J. Baquero Grupo A PDF Criptografado

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Dialética dos processos psicológicos

O DESENVOLVIMENTO CONCEITUAL E A ABORDAGEM

DIALÉTICA DOS PROCESSOS PSICOLÓGICOS

Como se sabe, o desenvolvimento do pensamento em conceitos foi um dos problemas centrais abordados por Vygotsky, e é um dos campos em que se pode analisar como ele procedeu no intuito de “dialetizar” o objeto que abordava. Isso se expressa, como dissemos, no esforço por oferecer uma perspectiva não-reducionista que condensasse tanto o problema do recorte de unidades de análise adequados como o da análise dos processos (em oposição aos produtos) psicológicos, a fim de reconstruir os aspectos genotípicos (em oposição aos fenotípicos).

Enquanto expressão de uma perspectiva dialética, como já destacamos,

Vygotsky propõe, mediante um método genético, captar as leis particulares, específicas, do movimento do objeto a estudar. Neste enquadre, a perspectiva dialética não dita formas metodológicas unívocas ou lineares, mas opera como um orientador teórico na escolha ou na invenção de técnicas de abordagem que permitam a reconstrução adequada da história dos processos, reconstruídas em um nível conceitual.

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Capítulo 19. Grupoterapeutas: com que “formação” (ou aprendizagem)?

Luiz Carlos Osorio Grupo A PDF Criptografado

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Grupoterapeutas: com que

“formação” (ou aprendizagem)?

“FORMAÇÃO” OU APRENDIZAGEM?

A expressão “formação”, referindo-se ao treinamento e à especialização de profissionais da área “psi”, surgiu com a psicanálise, a partir do modelo tripartite (análise pessoal, supervisão e seminários teóricos) criado por

Eitington a pedido de Freud. Essa expressão, consagrada pelo uso, estendeuse a outras áreas e sistemas teóricos, e hoje identifica especializações distintas tais como a “formação” em psicodrama psicanalítico, Gestalt-terapia, dinâmica de grupo, terapia familiar sistêmica, grupoterapias, etc.

Como não julgo inocente a escolha das palavras para identificar aquilo a que se propõem, penso que a opção, no caso presente, trai a intenção precípua de quem a propôs ou adota: caracterizar um processo de ensino calcado na idéia de “pôr em uma forma desejável e preconcebida” os desígnios profissionais dos discípulos dessas correntes ou escolas psicoterápicas, consoante postulação e interesses de seus mestres. Por discordar dessa postura, optei por utilizar a expressão “referenciação” para caracterizar o processo de aprendizagem que preconizo e proponho nos cursos de capacitação ou especialização que ministro. Seu objetivo primordial é apresentar os marcos referenciais teóricos preexistentes que possam balizar ou guiar o trabalho com grupos; deixar os alunos livres para escolher os que lhes pareçam mais adequados para preencher suas expectativas pessoais quanto à orientação que possam lhes fornecer; e estimulá-los a buscar um caminho próprio que evite adesões acríticas ao pensamento alheio e que se alicerce antes na criatividade que exercitem do que na imitação a que se habituem.

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Medium 9788536307787

Capítulo 31 | MMPI: Escalas de validade e escalas clínicas

Jurema Alcides Cunha Grupo A PDF Criptografado

MMPI: Escalas de validade e escalas clínicas

Jurema Alcides Cunha

ESCALAS OU INDICADORES DE VALIDADE

Os indicadores de validade são fornecidos pelas chamadas escalas de validade: “Não posso dizer” ou escala “?”, a escala L, a escala F e a escala K. Segundo Trimboli & Kilgore (1983), os indicadores de validade fornecem dados para o primeiro nível de interpretação do MMPI, de auto-relato, que “é freqüentemente útil para compreender a atitude do paciente ante o teste e a impressão que deseja nos transmitir com base no MMPI” (p.614). Tal atitude, bem como a competência em responder, podem levar a uma distorção das respostas, à defensividade, etc.

A validade também pode ser avaliada pelo

Índice TR e pela escala CRL (vide adiante).

Escala “Não posso dizer” ou “?”

Segundo Groth-Marnat (1999), o indicador “?” não chega a ser uma escala formal, uma vez que não representa qualquer medida de personalidade. Simplesmente corresponde ao número de omissões, que pode ou não afetar o protocolo.

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Capítulo 37. WISC-III

Jurema Alcides Cunha Grupo A PDF Criptografado

WISC-III

Vera L.M. Figueiredo

O DESENVOLVIMENTO DA TERCEIRA

EDIÇÃO DO WISC

A principal razão para a uma nova edição do

WISC-R de 1974 foi a desatualização de suas normas em aproximadamente 15 anos, considerando os estudos de Flynn (1984), que mostraram que a média do QI vem aumentando, no mínimo, em torno de três pontos por década, principalmente no que se refere à habilidade de execução. Num estudo de correlação entre o WISC-R e o WISC-III, os dois testes foram aplicados numa amostra de 206 crianças, e, em relação às médias dos QIs, o WISC-III apresentou escores menores, com as seguintes diferenças: QIV = -2; QIE = -7 e QIT = -5.

Essas discrepâncias evidenciam que a pontuação do QI geralmente se apresenta dilatada, quando o desempenho de uma criança é aferido numa amostra de padronização retrógrada

(Wechsler, 1991).

Outro objetivo do WISC-III foi investigar a estrutura fatorial do teste resultante de pesquisas com o WISC e WISC-R. Eram identificados dois fatores maiores, denominados de

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Capítulo 19. Bender na criança e no adolescente

Jurema Alcides Cunha Grupo A PDF Criptografado

Bender na criança e no adolescente

Jurema Alcides Cunha

BENDER NA CRIANÇA

Indicadores de perturbação emocional, segundo Clawson e Koppitz

Na área emocional, os principais trabalhos realizados com crianças foram de Clawson e Koppitz. Vamos aqui comparar o trabalho de pesquisa de ambas, tentando avaliar principalmente sua validade científica.

Subsídios históricos e metodológicos

Em 1959, Aileen Clawson publicou um artigo com resultados de importante pesquisa, desenvolvida em sua tese de doutoramento, na Universidade de Houston, Texas (Clawson, 1959), trabalho que veio a ser ampliado mais tarde e publicado na forma de livro (Clawson, 1980).

Esse trabalho sobre sinais ou desvios no BG, como indicadores de perturbação emocional, pode ser considerado como pioneiro na

época em que, segundo a autora, só existia um

único trabalho sobre o assunto, de Byrd (1956), cujas hipóteses não foram devidamente trabalhadas, mas que Koppitz considerou como um estudo com um bom delineamento de pesquisa (Koppitz, 1971). Byrd estudou cerca de 400 crianças (200 adaptadas e 200 inadaptadas),

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