223 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788582715802

Capítulo 57. Por que existem pessoas preconceituosas? entenda por que julgamos o outro

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Imagine uma criança que acabou de nascer e, sem experiências anteriores, começa a interagir com o meio ambiente. Como se sua mente fosse ainda um papel em branco, sem qualquer registro anterior, as vivências vão, aos poucos, criando um pequeno rastro de experiências, que vai sendo registrado. É dessa forma que a vida compila as primeiras memórias no cérebro infantil.

Obviamente, a consciência, como a entendemos na idade adulta, está longe de existir, e apenas as impressões do que estamos passando são vagarosamente catalogadas. Como estamos em pleno crescimento, ainda não enxergamos bem, não ouvimos corretamente e nossa coordenação motora ainda não é satisfatória.

Apenas próximo aos 2 anos de idade é que a nossa autoconsciência surge e, com ela, seguimos a passos largos, aprendendo e aprimorando as experiências de vida pelas quais vamos nos submetendo.

É assim que adquirimos repertórios dos mais variados comportamentos, como, por exemplo, como reagir frente às pessoas conhecidas, como interagir com os estranhos, como obter o que desejamos de nossos pais (p. ex., fazendo “gracinhas” ou birra), e compomos, assim, um esquema mental maior de ações, sempre à disposição para ser consultado quando uma nova situação se apresenta.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 26. Entender que a vida é feita de ciclos pode reduzir o estresse no fim do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

No período de fim de ano, temos que superar uma das fases mais turbulentas: as festas comemorativas. Elas podem começar com os fatídicos amigos secretos do trabalho e chegar, inevitavelmente, ao encontro das celebrações do Natal.

Talvez até existam pessoas que nem comemorem essas festas, mas uma coisa é certa: há uma mudança clara no comportamento de todos e é quase impossível não ser afetado por ela.

O primeiro passo é manejar a contagem regressiva dos dias que se aproximam dessas datas de recesso. Sabemos, por experiências anteriores, que, no fim do ano, fazemos um balanço mental das conquistas e dos fracassos que obtivemos.

Como nosso cérebro não tem muita facilidade para deixar as situações e os eventos “em aberto”, nossa biologia nos empurra, portanto, para fazer certas avaliações finais, quer desejemos ou não. Assim, o cansaço físico e mental já interfere, de maneira expressiva, para não termos uma perspectiva muito animadora. E esse processo de verificações pessoais, devo dizer, não é das tarefas mais fáceis.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 50. Controle sua raiva, antes que a raiva controle você

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Aqui está um sentimento frequente em nosso cotidiano – mais do que deveria, acredito. Mas, por várias razões, é ainda uma questão desconhecida pela maioria das pessoas, mesmo que quase todos experimentem essa reação vez ou outra.

Creio que vale a pena saber um pouco mais a respeito. Acompanhe-me.

A raiva é uma emoção básica produzida pela nossa amígdala cerebral – o centro identificador do perigo –, e, uma vez disparada, pode variar de intensidade, começando em uma leve irritação, passando por uma frustração mais intensa e até mesmo atingindo um grande estado de fúria.

Assim como nas outras emoções mais primitivas – a tristeza e o medo –, sua manifestação é acompanhada por importantes mudanças fisiológicas, como frequência cardíaca aumentada, pressão sanguínea elevada e intensa liberação de alguns hormônios.

Proveniente de vários estímulos, ela pode ser “acionada” por fatores externos, como uma exaltação causada por alguém que nos trata de maneira desrespeitosa, ou por fatores internos, como nos recordarmos de um evento passado do qual nos arrependemos por ter agido de “cabeça quente”.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 39. A atenção dos pais pode influenciar no desenvolvimento do bebê

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é novidade para nenhum de nós que a primeira infância é de vital importância para o desenvolvimento do cérebro de uma criança.

Investigações já comprovaram que ser criado em um ambiente familiar com mais tranquilidade e equilíbrio tem o poder de transmitir uma dose positiva de segurança emocional às crianças, o que favorece a construção de uma autoestima mais fortalecida e uma melhor capacidade para lidar com o estresse à medida que se desenvolvem, além de boas habilidades para o manejo das situações interpessoais futuras.

Assim, aqueles filhos que são criados em ambientes com mais atenção parental se sentirão mais seguros, aumentando progressivamente a construção da autonomia e da independência, que ainda estão em formação nas fases iniciais da vida.

E o oposto é igualmente verdadeiro: crianças criadas em ambientes caóticos e desorganizados desenvolvem maiores vulnerabilidades emocionais, o que resulta em uma infância e adolescência mais problemáticas; em uma grande parcela dos casos, essas dificuldades ainda são perceptíveis na vida adulta.1

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 24. O que as notícias ruins estão fazendo com a nossa cabeça

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Recentemente, eu assistia a um documentário na TV, em que o entrevistado, um cientista político, de maneira categórica, afirmava: “nunca vivemos em tempos de tanta paz mundial”. O repórter, assim como eu, exibiu uma reação de espanto.

E ele, o entrevistado, rapidamente completou: “a diferença do momento presente, em oposição ao passado, é que hoje, diferentemente de outras épocas, tão logo alguma coisa de ruim aconteça em qualquer lugar, em alguns poucos minutos, já somos informados”. E, concluiu: “durante a primeira grande guerra, por exemplo, as notícias levavam semanas para serem transmitidas de um lugar para outro”. Assim, “quando a população era notificada dos acontecimentos, possivelmente, eles já haviam acabado”, o que nos fazia sentir mais seguros.

A lógica do especialista era, então, a de que, quanto mais avança e progride a tecnologia, maior será a rapidez da propagação das informações, o que, portanto, colabora com o aumento de nossa sensação de viver, digamos, em tempos menos estáveis.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715963

15 - Emergências psiquiátricas em idosos

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

LEONARDO CAIXETA

YANLEY LUCIO NOGUEIRA

MARIANA LIMA CAETANO

ANDREY ROCHA ROCCA

A abordagem psiquiátrica em um serviço de emergência tem como objeti- vos:

•Conduzir uma avaliação médico-psiquiátrica adequada, mesmo que célere e com poucas informações.

•Identificar uma hipótese diagnóstica, mesmo que inicialmente a abordagem seja sindrômica.

•Fornecer tratamento de emergência, eliminar riscos e preservar a vida.

Todas essas metas devem ocorrer em um serviço devidamente estruturado e eficiente.1-3 Erros no pronto e correto reconhecimento das condições psiquiátricas de urgência em idosos podem resultar em graves consequências clínicas e até risco de morte, além de onerar sobremaneira o sistema de saúde, que despenderá preciosas quantias na tentativa de manejar as sequelas advindas de quadros psicopatológicos malconduzidos.4

A avaliação psicogeriátrica de urgência depende da interpretação correta da complexa interdependência dos sistemas funcionais envolvidos nas operações mentais. Não apenas funções do próprio sistema nervoso central (SNC) apoiam tais sistemas operacionais, mas também, e especialmente no caso dos idosos, a homeostase sistêmica constitui pano de fundo importante na orquestração perfeita dessas funções. Por exemplo, um idoso com infecção no trato urinário ou no aparelho respiratório (aparelhos orgânicos aparentemente sem conexões com funções mentais) pode sofrer intenso impacto em seu funcionamento cognitivo e comportamental por causa dessas doenças, podendo, inclusive, apresentar um quadro de delirium ou demência de rápida instalação.5 Os idosos, assim como as crianças, muitas vezes respondem de forma sistêmica a agravos locais que acometem sistemas ou aparelhos orgânicos “distantes” do SNC.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715963

17 - Emergências psiquiátricas na gestação, no puerpério e na amamentação

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

JOEL RENNÓ JR.

RENAN ROCHA

O médico deve estar sempre atento à possibilidade de gravidez ao longo da menacme – o período de vida reprodutiva entre a menarca e a menopausa. Ocorre que cerca de 50% das gestações são não desejadas ou não planejadas, o que diminui a percepção a respeito de uma possível gravidez. Durante o período perinatal, a mulher pode apresentar manifestações psiquiátricas agudas e, portanto, buscar atendimento emergencial. Diante dessa paciente, o médico necessita atuar de modo particularmente cuidadoso e a partir das evidências científicas mais atuais e seguras. Este capítulo auxiliará o profissional nas abordagens e condutas de emergência psiquiátrica para a grávida, a puérpera e a lactante.

Cada mulher responde de maneira singular às transformações fisiológicas, afetivas e sociais perinatais. O estresse materno e as exacerbações psiquiátricas podem acontecer relacionados a vários fatores: poucos recursos materiais, alta demanda ocupacional, responsabilidades domésticas intensas, relações familiares conflituosas e complicações obstétricas e puerperais. As reações da gestante estão vinculadas a alterações metabólicas, sobretudo no eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal, que de modo peculiar podem influenciar o feto.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715963

3 - Aspectos ético-legais nas emergências psiquiátricas

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

SERGIO TAMAI

O que caracteriza uma emergência médica é a necessidade de uma intervenção terapêutica imediata. Na psiquiatria, os quadros de alterações do estado mental se apresentam como um risco significativo, para o paciente ou para terceiros, tais como tentativas de suicídio, risco de suicídio ou de homicídio, abuso de substâncias psicoativas, risco de exposição social, automutilações, prejuízo da crítica, do juízo e incapacidade de autocuidados.

O psiquiatra que trabalha em serviços de emergência se defronta em sua prática clínica com variados problemas éticos e legais. Neste capítulo, são abordadas algumas das questões éticas mais comuns, além da regulamentação legal pertinente.

Este tema é pouco abordado, embora seja relevante, principalmente quando se refere às condições de trabalho, muitas vezes desfavoráveis ao exercício ético e pleno da medicina. O Código de Ética Médica (CEM),1 em seu capítulo segundo, estabelece em incisos o que é direito do médico:

III – Apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições em que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo comunicá-las ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição e à Comissão de Ética da Instituição, quando houver.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715963

14 - Emergências psiquiátricas em crianças e adolescentes

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

ANDRÉ LUIZ SCHUH TEIXEIRA DA ROSA

FELLIPE MATOS MELO CAMPOS

THIAGO GATTI PIANCA

CHRISTIAN KIELING

Os serviços de emergência psiquiátrica são frequentemente procurados em situações em que crianças e adolescentes requerem cuidado imediato e específico. Nos Estados Unidos, a demanda por esse tipo de atendimento vem aumentando: em 2001, 4,4% das visitas a emergências ocorriam por ­problemas de saúde mental em jovens; em 2011, essa proporção chegou a 7%.1 Não existem dados atualizados disponíveis sobre essa utilização no Brasil.

Há muitas semelhanças no tratamento dos quadros mais comuns apresentados por pacientes crianças e adolescentes, em relação aos mesmos quadros, quando apresentados por adultos. Entretanto, existem algumas diferenças importantes na avaliação e no manejo, as quais são enfatizadas ao longo deste capítulo. De forma geral, recomenda-se que serviços de emergência que atendem um número alto de pacientes nessas condições (acima de 2.000/ano) devem considerar a implementação de programas específicos para atendimento de jovens.2

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 2. Estresse na gravidez? o trauma pode ser herdado pelos filhos?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Já se tornou um clássico, em praticamente todas as narrativas de saúde mental, associar experiências de privação e de abuso vividas nos primeiros anos de vida à (quase) inevitável ocorrência de dificuldades na vida adulta.

Existe muitos textos e investigações científicas a esse respeito e, se eu fosse listá-los, ainda que de maneira genérica, levaria alguns meses para explicá-los por completo.

Claro, desde cedo, a costumeira má relação com algum membro da família, que se arrasta por toda uma existência, é, possivelmente, apontada como a base das mazelas e das inquietudes pessoais da maturidade. Prato cheio para terapeutas e analistas de todos os gostos e espécies.

Pois bem, para além das teorias mais atuais, entretanto, há certas pesquisas que têm analisado alguns elementos que fogem dessa “paisagem psicológica” mais tradicional e que merecem sua atenção: existiriam fatores que podem impactar na saúde mental antes mesmo do nascimento do bebê?

Descobriu-se que o período pré-natal do desenvolvimento humano é, na verdade, um momento em que o meio ambiente exerce uma influência significativa na modelação da fisiologia do feto.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 61. Dinheiro traz felicidade? e casamento? entenda o que pode influenciar nessa busca

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é de hoje que a felicidade é perseguida por todos nós, sem exceção. Você, leitor, por acaso, também quer ser feliz? Saiba que durante muito tempo acreditou-se que a felicidade dependia dos desígnios dos deuses. Essa concepção religiosa da felicidade foi presente durante muitos séculos e em várias culturas. Entretanto, no século IV a.C., Sócrates inaugurou uma concepção a partir da qual buscar a felicidade se tornou uma tarefa de responsabilidade do próprio indivíduo.

A Revolução Francesa, por exemplo, também estabeleceu que o objeti­vo da sociedade devesse ser a obtenção da felicidade de seus cidadãos. E, nos tempos atuais, a felicidade é considerada um valor tão precioso que a Declaração de Independência dos Estados Unidos registra que “todo homem tem o direito inalienável à vida, à liberdade e à busca da felicidade”.

No entanto, se a felicidade depende de nós, para buscá-la é preciso primeiro saber o que ela é. Para sanar a dúvida, consultei o dicionário Aurélio e encontrei o seguinte: “s.f. Estado de perfeita satisfação íntima; ventura. / Beatitude; contentamento, grande alegria, euforia, grande satisfação. / Circunstância favorável, bom êxito, boa sorte, fortuna”.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 36. A perda de peso e a mudança nos relacionamentos afetivos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

É de conhecimento geral o impacto da obesidade em todo o mundo. Considerada uma epidemia global, afeta uma em cada dez pessoas. No Brasil, a obesidade chega a 53,9% da população em geral, levando-se em conta crianças e adultos. Entre os adultos, pouco mais de 50% já são obesos.1, 2

Ao criar desdobramentos em praticamente todas as esferas de nossa existência, a obesidade interfere nas relações sociais, impacta a economia e se faz notar de maneira expressiva em nossa saúde e em nosso bem-estar mais imediato.3 De todas as tentativas de controle, a cirurgia bariátrica tem sido uma das opções mais discutidas quando o assunto é o alto índice de massa corporal (IMC).4

Para saber seu IMC, divida seu peso pela sua altura, depois divida o resultado novamente pela altura. Se o resultado estiver entre 18,5 e 24,9, seu IMC está dentro da normalidade. IMC ≥ 25 indica sobrepeso; ≥ 30 indica obesidade. Com um IMC ≥ 35, você pode ser um candidato para cirurgia bariátrica, caso tenha diabetes; com um resultado ≥ 40, porém, a cirurgia seria recomendada mesmo sem nenhuma doença.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 55. Por que brigamos tanto nas eleições? a psicologia da discórdia

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Os últimos tempos não têm sido muito fáceis, e, assim como eu, você também já deve ter percebido isso. Como se não bastassem as inquietudes pessoais e os dilemas da vida cotidiana, sempre tão intensos, agora também se somam as questões políticas, que contribuem de maneira marcante para que o presente fique ainda mais conturbado.

São opiniões incessantes sobre as eleições enviadas pelos aplicativos de mensagens, redes sociais que transbordam afirmações de rancor e de indignação, matérias na mídia que expõem essa “ferida social” aberta, etc., e mesmo que não deseje participar dessa correnteza turbulenta, não há muita escolha, você será arrastado.

Do ponto de vista da saúde mental, ninguém se deu conta, ainda, de que esse bombardeamento de informações negativas inevitavelmente cria efeitos bastante nocivos à nossa mente. Não é de hoje que se sabe que, quanto mais notícias ruins são veiculadas, maiores serão as chances de o nosso cérebro reagir de forma protetora, liberando hormônios do estresse que aceleram nossos batimentos cardíacos, aumentam a pressão sanguínea, mudam os padrões de alimentação e de sono e alteram de maneira expressiva o nosso humor.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 38. O açúcar consumido durante a gravidez pode causar impactos severos nas crianças

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é de hoje que algumas pesquisas se debruçam sobre os efeitos que certos alimentos consumidos pelas mães durante a gestação podem criar na saúde do feto. Cafeína, gordura, alguns queijos não pasteurizados (como camembert e brie) e carne crua, entre outros, já foram objetos de estudos e de reiterados avisos sobre os impactos na formação do bebê.1

Também é de amplo conhecimento que uma alimentação desbalanceada durante a gravidez pode privar o organismo de cálcio, ferro, iodo e outras vitaminas, o que, após o nascimento, leva a deficiências significativas na capacidade de aprendizagem da criança, cria problemas comportamentais que provocam atraso no desenvolvimento da linguagem e causa piora expressiva no desenvolvimento de certas habilidades motoras, se comparadas às de crianças que foram bem nutridas e alimentadas.2

Um novo estudo, no entanto, procurou examinar a possível associação entre o consumo de açúcar (sacarose, frutose, bebidas adoçadas, refrigerantes dietéticos e sucos de frutas) e as habilidades futuras de raciocínio, exibidas após o nascimento da criança.3 Embora isso já tenha sido pesquisado anteriormente, os achados agora vão um pouco mais além. Ainda que o material não tenha sido publicado, já podemos analisar com mais cuidado os resultados.

Ver todos os capítulos

Carregar mais