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Medium 9788521611875

7 - Fantasia e Utopia

MARCUSE, Herbert Grupo Gen PDF Criptografado

7

Fantasia e Utopia

N

a teoria de Freud, as forças mentais opostas ao princípio de realidade manifestam-se, principalmente, relegadas para o inconsciente e operando a partir do mesmo.

O domínio do princípio de prazer “não modificado” prevalece unicamente nos mais profundos e mais “arcaicos” processos inconscientes; eles não podem fornecer padrões para a construção da mentalidade não repressiva, nem para o valor de verdade de tal construção. Mas Freud destaca a fantasia como uma atividade mental que retém um elevado grau de liberdade, em relação ao princípio de liberdade, mesmo na esfera da consciência desenvolvida. Recordamos a sua descrição em “Two Principles of Mental Functioning”.

Com a introdução do princípio de realidade, um modo de atividade do pensamento cindiu-se e manteve-se livre do critério de realidade, continuando subordinado exclusivamente ao princípio de prazer. É o ato de elaboração da fantasia (das Phantasieren

= a fantasiação), que começa logo com os brinquedos infantis e, mais tarde, prossegue como divagação e abandona sua dependência dos objetos reais.1

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Medium 9788536302829

Capítulo 1 - As transformações no perfil do paciente, do analista e do processo analítico. Para onde vai a psicanálise?

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

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As Transformações no Perfil do Paciente, do Analista e do Processo

Analítico. Para Onde Vai a Psicanálise?

Quando eu estava tentando elaborar a mecânica quântica, a experiência deu-me a oportunidade de aprender um fato notável: que uma nova realidade científica não triunfa por convencer seus opositores, fazendo-os ver a luz, senão que, muito antes, porque eventualmente seus opositores morrem e surge uma outra geração que se acha familiarizada com aquela.

Max Plank, in Bion, em Seminários clínicos.

Em relação às constantes declarações de que “a psicanálise está morta”, eu poderia seguir o exemplo de Mark Twain, que, tendo lido num jornal o anúncio de sua morte, dirigiu ao diretor do mesmo um telegrama comunicando-lhe:

“A notícia de minha morte está muito exagerada”.

S. Freud, in Alain de Mijolla.

O mundo vem sofrendo sucessivas, aceleradas, vertiginosas e profundas transformações em todas as áreas e dimensões, como o são as sociais, as econômicas, as culturais, as

éticas, as espirituais, as psicológicas, além das científicas, entre outras, e, naturalmente, no rastro de todas essas, também a psicanálise vem sofrendo uma continuidade de crises e mudanças em sua trajetória de pouco mais de um século de existência.

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Medium 9788582710258

Capítulo 9 - Avaliação neurolinguística do idoso

Leonardo Caixeta, Antonio Lucio Teixeira Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação neurolinguística do idoso

LETICIA LESSA MANSUR

ELIANE SCHOCHAT

MARCELA LIMA SILAGI

CAMILA MAIA RABELO

A neurolinguística ocupa-se do estudo da linguagem e suas bases neurobiológicas, em condições patológicas, como nas afasias, mas também em normais, como nos processos de envelhecimento.

O estudo do envelhecimento tem merecido amplo destaque na literatura mundial, impulsionado pelas mudanças de perfis populacionais, que se expressam tanto pelo aumento do número de idosos quanto pelo aumento de expectativa de vida (Mansur & Radanovic, 2004).

Assim, a necessidade de se conhecer o envelhecimento tem se manifestado em seus múltiplos aspectos e também na neurolinguística. O objetivo deste capítulo é analisar o envelhecimento do ponto de vista da neurolinguística, situá-lo no cenário da população brasileira, levantar métodos de avaliação e resultados disponíveis aplicados a dois casos clínicos e, finalmente, esboçar tendências na avaliação neurolinguística do idoso.

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Medium 9788565848633

Capítulo 11 - Apropriação de Recursos Hipermidiáticos em Rede Social Inclusiva

Maria Cecília Calani Baranauskas; Maria Cecília Martins; José Armando Valente Grupo A PDF Criptografado

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APROPRIAÇÃO DE RECURSOS

HIPERMIDIÁTICOS EM

REDE SOCIAL INCLUSIVA

Carla Lopes Rodriguez

José Armando Valente

E

ste capítulo tem como objetivo apresentar as estratégias, procedimentos e resultados relacionados à experiência de apropriação de recursos hipermidiáticos, disponíveis em uma rede social inclusiva (RSI), por pessoas em processo de inclusão digital. Tal experiência, vivenciada no âmbito do projeto e-Cidadania, fez parte da etapa de disseminação, uso e aprendizagem do sistema Vila na Rede (VnR). Para explorar o potencial da RSI, foram elaboradas atividades que buscaram favorecer a construção de competências e habilidades necessárias para a apropriação crítica e criativa dos recursos hipermidiáticos disponíveis. Participou das atividades um grupo de usuários/aprendizes de um espaço público de acesso às tecnologias da informação e comunicação

(TICs), o telecentro da Vila Monte Alegre, em Pedreira, São Paulo. Esse grupo foi orientado a interagir a distância com outros usuários, geograficamente localizados na Vila União, em Campinas, São Paulo, utilizando os recursos disponíveis na rede. O resultado dessa interação gerou laços comunicacionais, informacionais e de aprendizagem explicitando que, mais do que estarem conectadas, as pessoas podem se valer da rede para aprender e colaborar entre si.

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Medium 9788527731546

13 - Transtornos Alimentares na Visão Psicanalítica

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

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Transtornos Alimentares na

Visão Psicanalítica

Pedro Belarmino Garrido e Fabiana Hueb Abdala

Introdução

A incidência dos transtornos alimentares aumentou a partir de 1950 e ocupa lugar de destaque na psicopatologia da atua­li­da­de, principalmente em virtude das profundas transformações engendradas pela cultura pós-moderna, em que grupos sociais que detêm o poder de manipular a informação definem parâmetros de conduta que acabam por anular o sujeito na sua singularidade.

O mal-estar na cultura apresenta suas formas contemporâneas, e um dos objetivos da

Psicanálise é compreender os fatores socioculturais que podem atuar como desencadeantes de patologias.

O presente capítulo aborda as questões que envolvem a psicopatologia psicanalítica dos transtornos alimentares (anorexia, bulimia e obesidade mórbida), apelidadas e tratadas como

“doen­ças da moda”. Quando se fala em psicopatologia psicanalítica é necessário esclarecer que há diferenças em relação à psicopatologia psiquiá­trica, da qual a Psicanálise empresta o termo “transtornos alimentares”. Em 1994, a

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Medium 9788521632603

9 - Atuando no Subsistema Seleção de Pessoal

CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

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Atuando no Subsistema

Seleção de Pessoal

Dinael Corrêa de Campos

Orlete Maria Pompeu de Lima

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Psicologia é a ciência que tem como objeto de es­ tudo o homem e toda a sua subjetividade. O termo subjetividade sintetiza todas as expressões do homem, seus comportamentos, pensamentos e sentimentos, sua singularidade e generalidade, abrangendo ainda seu corpo, suas ideias, seus afetos e suas ações (BOCK et al., 1999).

Embora a subjetividade faça parte do conceito de Psicologia, tal fato não desobriga o psicólogo da tentativa de objetivar aquilo que é possível para esta­ belecer critérios e metas específicas para os trabalhos a que se propõe.

Cada vez mais a avaliação das características pes­ soais tem ocupado um importante papel na vida mo­ derna, na educação, na saúde, na orientação vocacional, na seleção e qualificação profissional e em outras situa­

ções pertinentes à atuação profissional. O mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, tem exigido que as habilidades, as competências e as qualificações dos indivíduos sejam avaliadas para garantir que a qualida­ de, tanto dos serviços quanto dos produtos, seja, de an­ temão, assegurada (PASQUALI, 1999). Essa tendência mundial aplica‑se também às ações do psicólogo e em especial à seleção de pessoal.

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Medium 9788582710142

Capítulo 26 - Envelhecimento saudável, resiliência cognitiva e qualidade de vida

Leandro F. Malloy-Diniz; Daniel Fuentes; Ramon M. Cosenza Grupo A PDF Criptografado

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Envelhecimento saudável, resiliência cognitiva e qualidade de vida

RAMON M. COSENZA

LEANDRO F. MALLOY-DINIZ

não o contrário, como poderia ser esperado

O aumento da expectativa de vida em todos

(Bowling & Dieppe, 2005). os países do mundo moderno tem levado a

É inegável, no enum interesse internacioAs pessoas envelhecem de fortanto, que as pessoas ennal sobre como promover ma diversa: enquanto algumas aprevelhecem de forma dium envelhecimento sausentam deficiências já no fim da versa: enquanto algumas dável ou como envelhemeia-idade, outras chegam em excelentes condições até a oitava ou apresentam deficiências cer de forma bem-sucedinona década de vida. Essas difejá no fim da meia-idade, da. A expectativa de vida renças são influenciadas por fatores outras chegam em exceera de 47 anos em 1900 biológicos, pelos hábitos de vida e por fatores econômicos e psicossolentes condições até a oie hoje passa dos 70 anos ciais (Aldwin et al., 2006). tava ou nona década de nos ­países desenvolvidos. vida. Essas diferenças são

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Medium 9788582712474

Capítulo 1 - Resiliência: Ações pela reinstauguração de um futuro

Renata Maria Coimbra, Normanda Araujo De Morais Grupo A PDF Criptografado

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RESILIÊNCIA

Ações pela reinstauração de um futuro

Boris Cyrulnik

Sandra Cabral

Durante milênios a condição humana não pensou a psicologia. Foi preciso esperar o fim do século XIX para se começar a pensar o traumatismo, e só depois dos anos de 1980 vem-se trabalhando sistematicamente a ideia de resiliência, isto é, a possibilidade de retomar a vida após uma agonia psíquica traumática ou em condições adversas.

A definição que podemos propor para resiliência é simples: o processo intersubjetivo que se organiza como uma das possíveis respostas após um traumatismo, mas com a peculiaridade de levar a retomada a algum tipo de desenvolvimento. Contudo, compreende-se que o mais difícil a se descobrir são as condições que permitem essa retomada.

Nenhuma especialidade pode sozinha explicar o retorno à vida. É preciso associar campos de estudo, sob a ótica de tratar a constituição do sujeito como processo relacional, totalmente intricado com a ecologia de seu entorno. Dessa forma, torna-se essencial compreender, de forma integrada, os fatores heterogêneos que tornarão possível um processo de neodesenvolvimento, uma vez que não há como voltar ao suposto estado de desenvolvimento anterior ao trauma.

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Medium 9788521804963

VIII. Da Esquizofrenia à Paranoia

QUINET, Antonio Grupo Gen PDF Criptografado

VIII

DA ESQUIZOFRENIA À PARANOIA

Para abordarmos o tratamento psicanalítico na clínica da psicose, vamos nos orientar por uma indicação de Lacan no momento em que foi lançado na França o texto de Schreber. Em sua “Apresentação da tradução francesa das Memórias do presidente Schreber”, publicada nos Cahiers pour l’Analyse, de novembro-dezembro de 1966 pelo

Círculo de Epistomologia da École Normale Supérieure, Lacan propõe uma polaridade “(...) do sujeito do gozo ao sujeito que o significante representa para um significante sempre outro (...)” e um conceito: “(...) não será mesmo isso que vai nos permitir uma definição mais precisa da paranóia como identificando o gozo nesse lugar do Outro enquanto tal”.1 A partir dessas indicações abordaremos dois tipos clínicos encontrados no campo da psicose: a paranóia e a esquizofrenia.

A polaridade do sujeito

Essa polaridade contém uma orientação tal como indica a construção da frase onde se encontra. Pode-se escrevê-la:

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Medium 9788520450444

16. Intervenção psicoeducacional: orientação e educação em saúde mental

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

16

Intervenção psicoeducacional: orientação e educação em saúde mental

Ricardo Alberto Moreno

Maguida Costa Stefanelli

PONTOS A APRENDER

1. Descrever os objetivos das intervenções psicoeducacionais.

2. Discorrer sobre os elementos que compõem o programa de intervenções psicoeducacionais.

3. Citar os conteúdos gerais que devem ser considerados em um programa psicoeducacional.

4. Discorrer sobre a importância da intervenção psicoeducacional em saúde mental.

PALAVRAS-CHAVE

Psicoeducacional, psicoeducação, educação em saúde, enfermagem em saúde mental, enfermagem psiquiátrica.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

Introdução. Histórico. Conceito. Metodologia. Metas. Objetivos. Sugestões de conteúdo. Alguns resultados. Organização de programa de intervenção psicoeducacional. Considerações finais. Propostas para estudo.

Referências bibliográficas.

INTRODUÇÃO

Formas de educação e orientação em saúde para pacientes, famílias e comunidade devem ser consideradas um dos pontos cruciais na abordagem da saúde, para que os três níveis de assistência sejam implementados com eficiência, facilitando a reintegração social e aumentando as chances de alcançar resultados positivos.

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Medium 9788536311210

13 - Modelo de gestão de pessoasagency-community

Siqueira, Mirlene Maria Matias Grupo A PDF Criptografado

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13

Medidas do comportamento organizacional

Modelo de gestão de pessoas agency-community

Antonio Virgílio Bittencourt Bastos

Rebeca da Rocha Grangeiro

A gestão de pessoas nas organizações vem sendo cada vez mais desafiada a superar problemas decorrentes da transição pela qual passa o mundo contemporâneo, em função de mudanças tecnológicas, econômicas, sociais, culturais, políticas (Gómez-Mejia, Balkin e Cardy, 1998; Ulrich, 1998). Desse modo, muitos desafios são lançados à gestão de pessoas, demandando que lide com as transformações advindas da globalização da economia, da revolução tecnológica e da velocidade das comunicações; incentive um envolvimento maior dos empregados nas decisões e, ao mesmo tempo, enfatize uma maior participação dos atores em relações de interdependência, suporte mútuo, aprendizado conjunto, cooperação e adaptação coletiva ao ambiente. Este cenário tem, também, levado a mudanças importantes na forma como são estruturadas, definidas e implementadas as políticas e práticas de gestão de pessoas ao longo das

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Medium 9788582710210

Capítulo 22 - Tomada de decisão organizacional

Mirlene Maria Matias Siqueira Grupo A PDF Criptografado

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Tomada de decisão organizacional

José de Oliveira Nascimento

Sinésio Gomide Júnior

A história do homem baseia-se na busca de meios para sustentar suas decisões.

Desde a criação de histórias fantásticas, como a mitologia, até o emprego do método científico para organizar o conhecimento, o ser humano procura modos para basear suas escolhas (Pereira; Fonseca, 2009). A temática “tomada de decisão” atrai a atenção ainda mais nas organizações, pois, inseridas no século XXI, têm à sua disposição inúmeros meios e modelos dispostos na literatura sobre o que deve ser levado em consideração para a chamada “boa” decisão.

O conceito “tomada de decisão organizacional”, cunhado por Chester

Barnard, em 1922 no primeiro Congresso de Administração (Barnard, 1938;

Witzel; Warner, 2013), identifica o mecanismo de ação contido nos processos decisórios organizacionais e também os modelos elaborados ao longo de sua cronologia.

Ao se analisar as diversas definições disponíveis na literatura, algumas congruências foram identificadas entre os autores. Assim, o processo decisório é uma resposta futura (ação a ser realizada) a determinado problema; processo este selecionado entre alternativas disponíveis. Oih Yu (2011, p. 4) sugere que um ponto comum a todas essas conceituações seja a questão dos recursos. Assim, ele define a tomada de decisão como “[...] alocar irreversivelmente recursos. Irreversível porque, uma vez alocados os recursos, reverter a decisão sempre envolverá perdas. Um caminho de ação se iniciou e o tempo certamente é irreversível.”

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Medium 9788562938108

3. Resistências que Impedem a Evolução

Caruso, Mara Regina Fernandes Grupo Almedina PDF Criptografado

3. Resistências que Impedem a Evolução

No decorrer de minha prática clínica, pude observar algumas formas de resistência que dificultam a resolução dos conflitos, perpetuando a crise numa dolorosa patinação que impede que se vá a qualquer direção. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade no des-envolvimento da crise conjugal.

Retomando aqui a forma como estou utilizando a palavra “desenvolvimento”: ao abordar um problema precisamos nos distanciar um pouco, de forma a diminuirmos nosso envolvimento com ele, envolvimento este que impede uma percepção mais nítida e trava o encaminhamento de soluções (para ter uma imagem concreta do que estou falando, basta aproximar um objeto dos olhos para constatar a perda de clareza da visão desse objeto. Para enxergarmos bem, precisamos de uma distância razoável, que possibilite o foco da visão). Assim, para se desenvolver, muitas vezes se faz necessário se des-envolver.

Com frequência, a pessoa se recusa a enxergar sua responsabilidade nas dificuldades conjugais, adotando uma postura acusatória em relação ao parceiro, o que impede a mudança de suas próprias

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Medium 9788582712757

Capítulo 2. Dinheiros

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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DINHEIROS

Um psicanalista não pode ser tarado por dinheiro.

Primeiro, porque, ao contrário do que se diz, fazer psicanálise não traz fortuna material. Segundo, porque, ao utilizar tecnicamente o contrato, terá de brincar seriamente com a falta de um pagamento.

O autor

Ela tinha perdido um filho, conforme, na véspera, chorara ao telefone. Eu sabia o que era isso? Talvez o meu silêncio a tenha feito continuar vindo.

Afinal, eu tentaria saber, porque sabia. Na primeira sessão, continuou chorando – talvez tenha sido a mais importante. Na segunda, contou o episódio: um latrocínio, meio minuto. Na terceira, tentei desculpabilizá-la

(e também ao filho) da morte: possivelmente morreríamos se estivéssemos no lugar dele. Justo o que ela precisava: alguém que se sentisse em seu lugar. Mas precisávamos fazer o contrato; ela era balconista, não podia pagar integralmente. Havia um pré-contrato, pois me comprometi a atendê-la na crise conforme ela pudesse; depois, se preciso, seria encaminhada.

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Medium 9788536302065

Capítulo 49 - O Insight e suas Notas Definidoras

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

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O Insight e suas Notas Definidoras*

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A VERSÃO FREUDIANA DE INSIGHT

Se o processo psicanalítico propõe-se à obtenção do insight, então o insight constitui por definição a coluna vertebral do processo psicanalítico.

Essa idéia não é por si mesma polêmica, porque é aceita praticamente por todos os analistas; o que se discute, porém, é se há outros fatores que coadjuvam com o insight para determinar a marcha do processo. Há aqui, sem dúvida, um problema de fundo, que não é o momento de estudar, mas é necessário advertir que, às vezes, as divergências dependem do alcance que se dê às palavras.

Nacht (1958, 1962, 1971) pode questionar a atitude de neutralidade da técnica clássica e contrapô-la ao que chama de presença do analista, mas não chega a questionar a função do insight, como se pode ver em sua exposição ao Congresso de Edimburgo de 1961. De qualquer modo, e diferentemente de Nacht, a maioria dos autores pensa que o insight é obtido fundamentalmente por meio da interpretação psicanalítica, embora também aqui haja discussões, porquanto para alguns o insight pode ser alcançado também com outros métodos. Um homem tão rigoroso quanto Bibring (1954), por exemplo, diz que o insight é obtido não só através da interpretação, mas também do esclarecimento, apesar de que este seja, novamente, um problema de definição e, como afirma Wallerstein

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