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Medium 9788582710760

Capítulo 19 - O que o bebê quer da literatura?

Celso Gutfreind Grupo A PDF Criptografado

É difícil, quase absurdo, dizer a aleijados emocionais que a autoexpressão é o que mais importa. Não o que é expressado, nem como, mas simplesmente o fato de se expressar.

(Miller, 2007)

O que o bebê quer da literatura?

Nada.

Eu sabia desde que fui convidado para responder esta pergunta. Eu me fiz de sonso para escrever. Eu sabia desde que era bebê.

O bebê nada quer da literatura, mas eu aceitei falar disso. Eu queria estar aqui.

Eu queria estar aqui como um bebê quer encontrar.

Eu queria estar aqui como um bebê quer ser desejado.

O bebê quer ser olhado. Ser subjetivado. Tudo se passa entre os corpos a fim de transcendência.

O corpo do bebê quer uma alma. Ser alimentado, aquecido, limpo, deixar de ser um corpo tão somente.

*

Reescrito a partir de uma Palestra proferida na Semana do Bebê, Canela, 2013.

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A INFÂNCIA ATRAVÉS DO ESPELHO

Também deseja alguma liberdade progressivamente, mas isto é bem mais difícil de enxergar. Um corpo dependente de outro corpo prejudica a nitidez da cena.

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Medium 9788520433904

Introdução

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

IN T RO DUÇ ÃO

PROVOCAÇÕES PSICANALÍTICAS

Os argumentos em que se baseia o tema deste livro e os tópicos

decorrentes dele serão apresentados como “Provocações Psicanalíticas”. Pretendo questionar se ainda é pertinente, nos dias de hoje, discutir as raízes da moralidade com fundamento na culpabilidade. Penso que a psicanálise pode vislumbrar novas possibilidades de orientação na teoria e na clínica, atualizando sua abordagem da moralidade a partir de uma noção mais contemporânea de responsabilidade, o que implica a necessidade de uma nova clínica psicanalítica para o século XXI.

Podemos perceber, na obra do psicanalista Jacques Lacan, uma mudança de paradigma. Apoiado na antropologia estrutural de Lévi-Strauss e na inversão do signo linguístico de Ferdinand de Saussure, para destacar a função fundadoXI

ra do sentido do significante, Lacan (1953/1998, 1957/1998) lastreou sua primeira teoria do sujeito; de um sujeito mortificado pelo significante e, em decorrência, sujeitado ao sentimento de culpa pelo desejo incestuoso. Ao final de seu ensino, nova clínica do ser falante – que, diferentemente do sujeito,

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Medium 9788582712474

Capítulo 5 - Suporte Social como Mediador de Resiliência em Adolescentes Institucionalizados: Um estudo de caso

Renata Maria Coimbra, Normanda Araujo De Morais Grupo A PDF Criptografado

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SUPORTE SOCIAL COMO

MEDIADOR DE RESILIÊNCIA

EM ADOLESCENTES

INSTITUCIONALIZADAS

Um estudo de caso

Cleusa Piedade Guimarães

Sebastião Benicio da Costa Neto

A psicologia vem chamando atenção para a temática do desenvolvimento humano e seus contextos evolutivos. Dessa maneira, as teorias psicológicas têm discutido esse assunto na tentativa de colaborar com projetos que favoreçam o desenvolvimento humano saudável, preocupando-se, fundamentalmente, com as questões psicossociais envolvidas nesse processo.

Nesse contexto, Yunes (2006) identifica a teoria bioecológica do desenvolvimento e a psicologia positiva como perspectivas teóricas inovadoras da psicologia. Estas, por sua vez, vêm contribuindo tanto com conhecimentos quanto por meio de instrumentos de avaliação e intervenção para a construção de políticas e programas sociais. Já Santana, Doninelli, Frosi e Koller (2004) destacam os estudos que priorizam os aspectos saudáveis dos indivíduos, em particular aqueles sobre resiliência. Além disso, assinalam que tais trabalhos se beneficiam com a teoria bioecológica do desenvolvimento humano, a qual busca com­preender a realidade estudada de forma contextualizada e ampla.

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Medium 9788536302065

Capítulo 53 - Acting Out (II)

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS DA TÉCNICA PSICANALÍTICA

395

53

Acting Out (II)

No capítulo anterior, tratamos de expor como surgiu o conceito de acting out nos escritos de Freud, tomando como ponto de referência os atos de termo errôneo (1901b), o “Epílogo” de “Dora” (1905e) e “Recordar, repetir e reelaborar” (1914g). Vimos também que a antinomia recordação/repetição parece alimentar ao mesmo tempo os conceitos de acting out e transferência, que

às vezes se superpõem e outras se separam no pensamento freudiano. Repassamos ainda o ensaio de 1945, no qual Fenichel esforça-se em deslindar os conceitos de transferência, acting out e ato neurótico, sem chegar a consegui-lo totalmente. Propus, por último, algumas precisões discutíveis e provisórias para nos orientar em nossa discussão.

AS PRIMEIRAS CONTRIBUIÇÕES

DE ANNA FREUD

Alguns anos antes do ensaio de Fenichel, Anna Freud abordou o tema do acting out e da transferência em O ego e os mecanismos de defesa (1936), mais precisamente no Capítulo 2, “A aplicação da técnica analítica ao estudo das instâncias psíquicas”. Aqui, como em todo o seu livro, Anna Freud aplica lucidamente a doutrina estrutural, procurando ordenar os conceitos com vistas à teoria e à clínica.

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Medium 9788521611295

Capítulo 23 - A Criança e o Sexo

Donald Woods Winnicott Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 23

A Criança e o Sexo

A

inda há bem pouco tempo, pensava-se ser mau ligar sexo com “inocência” infantil. Atualmente, o que é preciso é uma descrição meticulosa. Como ainda se desconhece muita coisa, ao estudioso recomenda-se que prossiga nas investigações

à sua própria maneira e se quiser ler em vez de realizar observações deixai-o ler as descrições feitas por inúmeros e diferentes autores, não olhando para este ou para aquele como o porta-voz da verdade. Este capítulo não constitui a venda em varejo de um conjunto de teorias compradas por atacado;

é uma tentativa para articular em poucas palavras uma descrição pessoal da sexualidade infantil, baseada em meu treino e experiência como pediatra e psicanalista. O tema é vasto e não pode confinar-se aos limites de um capítulo sem sofrer alguma deformação.

Ao examinarmos qualquer aspecto da psicologia infantil, será útil recordar que todos nós fomos crianças. Em cada observador adulto alberga-se toda a memória de sua infância e adolescência, tanto a fantasia como a realidade, segundo como tenha sido apreciada na época. Muito foi esquecido, mas nada está perdido. Que melhor exemplo poderia dirigir a atenção para os vastos recursos do inconsciente!

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Medium 9788582711040

Capítulo 7 - Desenvolvimento normal no período escolar

Gustavo M. Estanislau; Rodrigo Affonseca Bressan Grupo A PDF Criptografado

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Desenvolvimento normal no período escolar

Andrea P. Jacowski

Maura Regina Laureano

Gustavo M. Estanislau

Luciana Monteiro de Moura

O desenvolvimento humano é um processo extraordinariamente complexo que tem início assim que o embrião é concebido. A partir desse momento, uma sucessão incontável de eventos transforma uma única estrutura celular em um ser humano completo, capaz de pensar, sentir e interagir com o mundo a sua volta. Durante essa longa trajetória, observam-se parâmetros – também chamados de marcos do desenvolvimento – que, mesmo admitindo variações de uma pessoa para outra, permitem uma compreensão global e esquematizada desse conjunto de transformações.

Compreender o desenvolvimento nos dá a oportunidade de estimular o crescimento, identificar fatores de risco, reconhecer “falhas de percurso” e diferenciar com mais segurança uma criança que tem um funcionamento dentro do esperado de outra que apresenta um quadro merecedor de um cuidado maior.

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Medium 9788536326481

27. O brincar como ferramenta de avaliação e intervenção na clínica analítico-comportamental infantil

Nicodemos Batista Borges, Fernando Albregard Cassas Grupo A PDF Criptografado

O brincar como ferramenta 27 de avaliação e intervenção

na clínica analítico­ ‑comportamental infantil

Giovana Del Prette

Sonia Beatriz Meyer

Assuntos do capítulo

> O brincar e sua importância para o desenvolvimento infantil.

> Brincar como comportamento e como procedimento de intervenção.

> Formas de interação analista­‑criança.

> O brincar na contrução de uma relação terapêutica favorável.

> O brincar como estratégia de avaliação.

> O brincar como estratégia de intervenção.

> Técnicas comportamentais aplicadas a partir do brincar: modelação, fading, modelagem,

bloqueio de esquiva.

A definição de “comportamento de brincar” é alvo de muita discordância entre os teóricos que investigam essa temática. Conforme De

Rose e Gil (2003), a maioria das definições enfatiza a espontaneidade e o prazer deste ato.

Brincar, por meio de jogos ou brincadeiras, estruturados ou não, é a atividade mais comum da criança e é crucial

Brincar, por meio de para o seu desenvolvijogos ou brincadei‑ mento, além de ser ra, estruturados ou não, é a atividade uma forma de comumais comum da nicação. Del Prette e criança e é crucial

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Medium 9788582715192

Capítulo 10. Distimia

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Distimia

Ana Paula Jesus-Nunes

Flávia Vieira

Lucas de Castro Quarantini

INTRODUÇÃO

O termo distimia originou-se na Grécia Antiga para descrever indivíduos letárgicos, melancólicos e inseguros, sendo também conhecido como “mau humor”.1 Enquanto diagnóstico, a distimia foi incluída na terceira edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-III), na década de 1980, sendo mantida até a quarta edição, texto revisado, da publicação (DSM-IV-TR),2 que descreve o referido transtorno como uma condição depressiva crônica, de baixo grau, marcada por sintomas de longa duração e ausência de episódio depressivo maior durante os dois primeiros anos da perturbação.

Em 2013, na quinta edição do DSM

(DSM-5),3 introduziu-se uma nova categoria diagnóstica, denominada transtorno depressivo persistente (TDP), representando a combinação do transtorno distímico e do transtorno depressivo maior (TDM) crônico. Essa mudança de classificação ocorreu em resposta a dificuldades em diferenciar as várias formas de depressão crônica, além do fato de estarem, com frequência, presentes simultaneamente.4 Ademais, a referida mudança promove a distinção entre condições depressivas crônica e episódica, conceitualizando a primeira como uma categoria única com diferentes níveis de gravidade de sintomas.5,6

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Medium 9788582714607

Um mundo sem adolescentes

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

FILME:

TEMAS:

Evitação da adolescência

Infantilização dos filhos

Superproteção

Educação para o medo

Comportamento adolescente dos pais

Se existe uma hora adorável para os pais é aquele momento da noite em que seus pequenos ressonam tranquilos na proteção do lar. Mesmo que lá fora esteja escuro e perigoso, eles têm a sensação de que tudo está onde deveria e de que nenhum mal pode acontecer a sua prole. Quando os filhos se afastam, todas as fantasias de desgraças que os ameaçam se precipitam na mente dos progenitores. Só muda o conteúdo: receber um telefonema da escola com a notícia de uma doença, um ferimento, um constrangimento ou problema causado pelo filho; ser avisado de um acidente de trânsito; sofrer algum tipo de violência, sequestro ou abuso; estar sob más influências e ser preso; ou voltar para casa com ideias incompatíveis com o pensamento familiar.

Imagine se estivesse ao alcance dos pais a criação de um mundo totalmente controlado e protegido, onde as coisas ruins pudessem ser banidas e os filhos nunca precisassem sair de seu perímetro amoroso. Esse lugar é A vila (The Village), imaginado por M. Night Shyamalan, cineasta americano, no filme de 2004, protagonizado pelo quarteto Sigourney Weaver, William Hurt, Adrien Brody e Joaquin Phoenix.

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Medium 9788536324272

Apêndice - Métodos estatísticos em genética do comportamento

Robert Plomin, John C. DeFries, Gerald E. McClearn, Peter McGuffin Grupo A PDF Criptografado

APÊNDICE

Métodos estatísticos em genética do comportamento

Shaun Purcell

Introdução

A

genética quantitativa oferece uma t­ eoria consistente e vários métodos para a investigação da etiologia genética e ambiental de qualquer característica que possa ser mensurada, incluindo traços contínuos e discretos. Conforme discutido no Capítulo 6, a genética quantitativa e a genética molecular estão se unindo no estudo dos traços quantitativos complexos.

Em ambos os campos, métodos estatísticos e epidemiológicos consistentes foram desenvolvidos para abordar uma série de questões relacionadas:

• Os genes influenciam este resultado?

• Que tipos de efeitos genéticos estão em operação?

• Os efeitos genéticos podem explicar as relações entre este e outros resultados?

• Onde os genes estão localizados?

• Que característica(s) específica(s) dos genes causa(m) certos resultados?

• Os efeitos genéticos operam igualmente em diferentes populações e ambientes?

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Medium 9788536311166

8 Paulo e seu carro com cinco antenas de rádio

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

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DAVID E. ZIMERMAN

tinha fortes traços narcisistas. Dizendo com outras palavras, pessoas com este perfil de personalidade, acima de tudo, têm uma necessidade vital de ser reconhecidas pelos demais e por si próprias como sendo bonitas, poderosas, irresistíveis e capazes de despertar inveja nos outros (a quem, nas profundezas do inconsciente, eles invejam). A auto-estima deste tipo de pessoa gira em torno de seu próprio umbigo. Só “amam” a quem as ama. Muito mais do que a prática do sexo genital, o que importa a elas é satisfazer necessidades bem mais primitivas, pré-genitais. Tudo isso se deve a uma tentativa inconsciente de compensar uma enorme insegurança interior, decorrente de um grande temor de não serem aceitas e suficientemente amadas, correndo o risco de vir a ser rejeitadas, provavelmente repetindo um mesmo temor que devem ter tido em sua infância remota.

PAULO E SEU CARRO COM

CINCO ANTENAS DE RÁDIO

Também fazia parte da turma o nosso amigo Paulo, filho de uma família abastada, que se diferenciava de todos nós porque possuía um belo carro,

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Medium 9788536326481

7. Seleção por consequências como modelo de causalidade e a clínica analítico‑comportamental

Nicodemos Batista Borges, Fernando Albregard Cassas Grupo A PDF Criptografado

Seleção por 7 consequências como modelo

de causalidade e a clínica

analítico­‑comportamental

Angelo A. S. Sampaio

Maria Amalia Pie Abib Andery

Assuntos do capítulo

> Modelo de causalidade.

> Modelos de causalidade mecânica ou teleológica.

> O modelo de causalidade da Análise do Comportamento: modelo de seleção por consequências.

> A explicação do comportamento como multideterminado, histórico e inter­‑relacionado.

> Modelo de seleção natural e seleção por consequências.

> As funções selecionadora e instanciadora do ambiente.

> Populações ou classes de resposta.

> Variação e seleção nos diferentes níveis: filogenético, ontogenético e cultural.

Por que Paula tem “um ciúme doentio” do seu namorado, mesmo que ele não lhe dê motivo algum? O que teria levado Rodrigo a deixar de sair com os amigos e praticar esportes e a reclamar constantemente que sua vida não tem sentido e de que nada lhe dá mais prazer? O que fazer com toda a preocupação de Lígia com sua dieta e seus repetidos episódios de “compulsão alimentar” seguidos da indução de vômitos? As respostas a essas perguntas serão certamente diferentes entre si, envolvendo aspectos específicos das vidas de

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Medium 9788582712559

Capítulo 10 - Consciência metacognitiva baseada no processo (processo II)

Irismar R. Oliveira Grupo A PDF Criptografado

CONSCIÊNCIA METACOGNITIVA

BASEADA NO PROCESSO

(PROCESSO II)

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Resumo de tópicos

• Introdução

• Descrição da técnica da consciência metacognitiva baseada no processo

(Processo II)

• Passo 1: Inquérito

• Passo 2: Acusações contra o promotor

• Passo 3: O advogado do paciente formaliza a acusação contra o promotor

• Passo 4: O advogado de defesa do promotor o defende

• Passo 5: O advogado do paciente responde ao advogado de defesa do promotor

• Passo 6: O advogado de defesa do promotor responde à alegação do advogado do paciente

• Passo 7: Veredito do júri

• Passo 8: Sentença do juiz

• Explicando a consciência metacognitiva ao paciente

Diálogo de ilustração de caso

• Ligação com a Sessão 9 e definição da agenda

• Passo 1: Inquérito

• Passo 2: Acusações contra a promotora

• Passo 3: O advogado da paciente formaliza a acusação contra a promotora

• Passo 4: A advogada de defesa da promotora a defende

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Medium 9788521634591

Apêndices

MYERS, David G.; DEWALL, C. Nathan Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

16

Te ra p i a

K

ay Redfield Jamison, uma premiada psicóloga clínica e especialista mundial nos extremos emocionais do transtorno bipolar, conhece o assunto em primeira mão. “Por tanto tempo quanto consigo me recordar”, ela traz em Uma Mente Inquieta,

“Eu fiquei assustadoramente, embora muitas vezes maravilhosamente, presa aos humores. Intensamente emocional quando criança, mercurial quando menina, primeiro gravemente deprimida quando adolescente e depois incansavelmente capturada nos ciclos da doença maníaco-depressiva [hoje conhecida como transtorno bipolar. Na época em que comecei a minha vida profissional, me tornei, tanto pela necessidade quanto pela inclinação intelectual, uma estudiosa dos humores” (1995, p. 4-5). Sua vida foi abençoada com momentos de sensibilidade intensa e energia apaixonada. Mas, como o seu pai, às vezes também foi acometida por gastos imprudentes, conversa atropelada e insônia, alternando com oscilações nas “cavernas mais escuras da mente”.

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Medium 9788582715277

Capítulo 45. Psicoterapia psicodinâmica nos transtornos da personalidade

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

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Psicoterapia psicodinâmica nos transtornos da personalidade

Sidnei S. Schestatsky

Este capítulo aborda a complexidade dos transtornos da personalidade (TPs) no que se refere a questões sobre identificação, diagnóstico e classificações atuais – reconhecendo o aspecto provisório presente de todas essas dimensões. Enfatiza uma dessas compreensões parciais, a psicodinâmica, para examinar alguns modelos etiológicos psicossociais implicados na gênese dos TPs, sempre reconhecendo os fatores multidimensionais envolvidos em sua etiologia. De forma sumária, examina duas abordagens terapêuticas de inspiração psicanalítica, já testadas, validadas e descritas em manuais, a terapia focada na transferência

(TFT) e a psicoterapia baseada na mentalização, assim como discute os limites atuais e as questões em aberto sobre toda a área dos TPs e seus tratamentos.

Percebidos como “intratáveis”, os TPs estiveram afastados por longo tempo dos principais interesses da psiquiatria moderna. No entanto, o crescente reconhecimento de sua prevalência e o importante sofrimento e incapacitação que produzem passaram a preocupar os sistemas de saúde devido ao alto índice de ocupação que esses pacientes demandavam, sem que houvesse programas organizados e adequados, ­tampouco pessoal treinado para atendê-los. Embora o estu­ do dos TPs seja uma área ainda em desenvolvimento na psiquiatria, nos últimos anos, esse panorama experimentou uma mudança substancial: pesquisas se multiplicaram, várias formas de abordagem terapêutica foram desenvolvidas, e as publicações científicas vêm mostrando inusitado vigor – o que faz pensar que, finalmente, esses transtornos tenham sido reconhecidos como “filhos legítimos” da área da saúde mental.

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