3611 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788582715079

Capítulo 3 - A família como parte importante da equipe: do diagnóstico à intervenção precoce da criança com transtorno do espectro autista

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

3

A FAMÍLIA COMO

PARTE IMPORTANTE

DA EQUIPE: DO

DIAGNÓSTICO À

INTERVENÇÃO

PRECOCE DA

CRIANÇA COM

TRANSTORNO DO

ESPECTRO AUTISTA

ADRIANA LATOSINSKI KUPERSTEIN

FABIANE DE C. BIAZUS

LUCIANA C. VIECELLI S. PIRES

U

m dos momentos mais marcantes para quem está sendo atendido por um especialista do neurodesenvolvimento é quando a família recebe o diagnóstico. Imagine a cena em que os pais estão diante do médico, e este afirma: “seu filho tem transtorno do espectro autista”.

Para algumas famílias, tal confirmação pode ser devastadora, sinalizando um futuro desconhecido e assustador – ao mesmo tempo um final e um começo: um final para tudo aquilo que se supunha até então a respeito do filho, mas um começo de uma nova trajetória de vida, com muitos aprendizados e desafios.

O presente capítulo procura fornecer às famílias e aos leitores que sentem afeto e se preocupam com os indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA) estratégias para agir e intervir precocemente no seu desenvolvimento, desde o momento do diagnóstico, propiciando assim a base do que hoje conhecemos como plasticidade cerebral: os estímulos do ambiente e as percepções sensoriais podem modificar e moldar o sistema nervoso central, e isso ocorre em todo momento em que há uma aprendizagem nova.1

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713389

Capítulo 58 - Por que Eu Quero que Meus Filhos Falhem ?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

58

POR QUE EU QUERO QUE

MEUS FILHOS FALHEM?

Eu sei, essa é uma colocação bastante polêmica, mas vamos compreender um pouco melhor minha posição.

Atualmente, os filhos são orientados a atingir a plenitude de suas competências com a chegada da maioridade. Assim como um investimento econômico ou uma previdência privada de longo prazo, os filhos devem, segundo a ótica dos pais, estar plenamente capacitados para enfrentar o mundo adulto tão logo estejam concluindo o ensino médio e adentrem a maioridade.

Dessa forma, de acordo com o nível sociocultural de cada família, algum tipo de oportunidade sempre será estendido aos pequenos, pois, desse modo, mais bem preparados eles estarão.

Ao exercer de maneira contínua e ininterrupta sua vigilância, os pais recebem, ironicamente, na língua inglesa, a denominação helicopter parents; ou seja, ao sobrevoarem o cotidiano dos filhos como se fossem helicópteros, asseguram que tudo fique, efetivamente, sob controle. Enquanto

Ver todos os capítulos
Medium 9788536532998

3 - INTELIGÊNCIA

Luciano S. Leite Editora Saraiva PDF Criptografado

AGORA É COM VOCÊ!

1. De que maneira a Psicoterapia Cognitiva procura estudar e intervir nos comportamentos? a. Atenção aos momentos que os comportamentos acontecem. b. Ênfase na procura por indícios emocionais que expliquem o comportamento. c. Atenção no ambiente em que o comportamento ocorre e os motivos. d. Ênfase na busca pela mudança de padrões de pensamentos que influenciam os comportamentos. e. Preocupação em subdividir o comportamento em pequenas etapas para melhor compreensão.

2. Entre as principais características apresentadas pelas pessoas de temperamento colérico, destacam-se: a. Destempero, ambivalência de sentidos, humor variado e inaptidão social. b. Inibição social, baixa energia, passividade e comportamento invejoso. c. Ambição, facilidade de liderar, audaciosas, independência, práticas e cheias de energia, podendo ser explosivas. d. Arrogância, facilidade em manipular, energia descontrolada, ansiedade e compulsão. e. Tradição aos costumes, serenidade no trato, traquejo social e facilidade em estabelecer empatia.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714423

Capítulo 12 - Psicologia social

Michael Gazzaniga, Todd Heatherton, Diane Halpern Grupo A PDF Criptografado

Psicologia social

CORY BOOKER, EX-PREFEITO DE NEWARK, NOVA JERSEY, dá um novo significado ao conceito de servidor público (FIG. 12.1). Em 2012, depois de voltar para casa de uma entrevista na televisão, Booker notou que a casa do seu vizinho estava incendiando. Ele então ouviu alguém gritando que uma mulher estava presa dentro da casa. Os guardas de segurança de Booker inicialmente tentaram impedi-lo, mas posteriormente um deles explicou o que aconteceu: “Ele basicamente me disse: ‘Essa mulher vai morrer se não a ajudarmos’, e o que eu posso dizer disso? Deixei que ele fosse e, sem pensar duas vezes, ele atravessou as chamas e salvou a moça”. Booker correu até o segundo andar da casa, sentindo o fogo atrás deles e sem enxergar nada além da escuridão enfumaçada à sua frente. Encontrou a mulher e a carregou pela casa, que naquele momento era engolfada pelas chamas, e eles conseguiram escapar. Booker teve queimaduras de segundo grau e foi tratado para a inalação de fumaça. Mas ele é um herói por ter salvado a mulher.

Ver todos os capítulos
Medium 9786581335052

22 - Modificando crenças nucleares

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Arnoud Arntz, PhD

Department of Clinical Psychology, University of Amsterdam; Department of Clinical Psychological Science, Maastricht University

Uma das mais importantes estruturas cognitivas conceituadas pelas teorias cognitivas da psicopatologia é o esquema. Beck (1967) introduziu o conceito de esquema no contexto da terapia cognitiva, postulando que “um esquema é uma estrutura para triagem, codificação e avaliação dos estímulos que interferem no organismo” (p. 283). Segundo o ponto de vista dos processos da informação, ele pode ser pensado como uma estrutura de conhecimento generalizado na memória que representa o mundo, o futuro e o self. Acredita-se que governa elementos do processamento da informação, tais como atenção (no que focar), interpretação (o significado que é dado aos estímulos) e memória (quais memórias implícitas e explícitas são desencadeadas por pistas específicas).

Crenças nucleares são as representações verbais dos elementos centrais dos esquemas, algumas vezes denominados pressupostos nucleares. Depois que um esquema é ativado, processos atencionais seletivos permitem que boa parte da informação disponível permaneça não processada; no entanto, muito significado é agregado aos dados brutos quando um esquema é ativado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536302065

Capítulo 58 - A Reversão da Perspectiva (II)

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

428

R. HORACIO ETCHEGOYEN

58

A Reversão da Perspectiva (II)

REINTRODUÇÃO DO TEMA

A reversão da perspectiva é o caso extremo da rigidez do pensamento que configura o splitting estático. Trata-se de uma atitude que promove, por si só e definitivamente, uma situação dissociativa; sem necessidade de torná-la operante em cada momento, modifica as premissas. Desse modo, a reversão da perspectiva está no limite de toda uma série de fenômenos de distorção que podem ser estudados no nível da comunicação ou do pensamento. O que destacam Bion e também Money-Kyrle (segundo veremos no próximo capítulo) é a vontade de mal entender, o desconhecimento como uma atitude do espírito e não simplesmente como um fracasso da comunicação. É isso, justamente, o que situa a reversão da perspectiva na mesma classe de fenômenos que o acting out e a reação terapêutica negativa, porque os três tentam impedir essa forma especial de pensamento que é o insight: o acting out, através de uma regressão do pensamento à ação, a reação terapêutica negativa, malogrando o insight alcançado, e a reversão da perspectiva, com uma atitude que é o negativo do insight (vínculo -K). A meu ver, não é por acaso que Bion tome como exemplo o paciente que vem deslumbrar o analista com seu insight.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521804963

XI. Apresentação de Pacientes

Antonio Quinet Grupo Gen PDF Criptografado

XI

APRESENTAÇÃO DE PACIENTES

Por uma é ca da psiquiatria

A entrevista psiquiátrica, a apresentação de pacientes e o tratamento psiquiátrico não podem ser os mesmos antes e depois do surgimento da psicanálise. Freud dizia que não é a psiquiatria que se opõe à psicanálise e sim o psiquiatra. A relação por ele proposta é tal que a psicanálise está para a psiquiatria assim como a histologia para a anatomia – a primeira estuda os tecidos e sua trama, a segunda, as formas exteriores. Em outros termos, a estrutura é apreendida pela psicanálise e os fenômenos pela psiquiatria. A clínica psicanalítica, inclusive, deve muito à clínica da psiquiatria clássica, sobretudo no que concerne à psicose, na descrição de delírios e alucinações.

Freud, em “As novas vias da terapêutica psicanalítica” (1919), faz o voto de que “no futuro sejam criadas instituições e clínicas que tenham na direção médicos psicanalistas qualificados e que aí seja realizado, com a ajuda da psicanálise, o esforço de conservar a resistência e a atividade daqueles homens que sem isso se entregariam à bebida, mulheres que sucumbiriam sob o peso das frustrações e crianças que não teriam senão a escolha entre a neurose e a depravação”. Freud propõe assim a intervenção do analista nas instituições psiquiátricas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536302829

Capítulo 16 - Normalidade e patogenia dos estilos de interpretar. O uso de metáforas

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

16

Normalidade e Patogenia dos

Estilos de Interpretar.

O Uso de Metáforas

O estilo é o homem.

Buffon

Fito-te – E o teu silêncio é uma cegueira minha.

Fernando Pessoa

Como consideração inicial, convém enfatizar que, na epígrafe deste capítulo, a frase de

Buffon – “o estilo é o homem” – por si só dános uma medida da importância do aspecto relativo ao estilo pessoal de os analistas interpretarem, mesmo que os princípios técnicos que norteiam a atividade interpretativa de cada um de nós sejam os mesmos. Aliás, a palavra

“estilo” deriva do étimo latino stilus, cujo significado original está na derivação da palavra

“estilete”, com uma dupla face deste instrumento: uma face cortante, para separar a matériaprima, o barro, por exemplo, e uma outra face lisa do estilete, para aparar, dar forma e contornos à escultura que será erigida a partir do barro que, por sua vez, será transformado em cerâmica, quando submetido a processos especiais de tratamento. A analogia entre o estilete e o estilo da função interpretativa parece-me bastante evidente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788573075991

Capítulo 3 - O Grupo Familiar: Normalidade e Patogenia da Função Materna

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS BÁSICOS DAS GRUPOTERAPIAS

41

CAPÍTULO 3

O Grupo Familiar:

Normalidade e Patogenia da Função Materna

O GRUPO FAMILIAR

Atualmente é consenso entre todos os psicanalistas, independentemente se a orientação conceitual deles se inclina mais para o foco pulsional ou ambiental, que o grupo familiar exerce uma profunda e decisiva importância na estruturação do psiquismo da criança, logo, na formação da personalidade do adulto e, também, na formação dos seus grupos internos, cuja importância reside no fato de que tais grupos é que vão determinar como o sujeito irá interagir e configurar as suas relações grupais e sociais com os inúmeros demais grupos com os quais conviverá ao longo da vida.

O termo grupo familiar designa não apenas a influência exercida pela mãe, mas também a do pai, irmãos, os inter-relacionamentos entre eles, e também a das demais pessoas que interagem diretamente com a criança, como babás, avós, etc. Neste capítulo, dada a sua extraordinária importância, nos deteremos mais demoradamente na função materna, tomada em seu sentido genérico, que tanto pode referir-se unicamente à mãe concreta, como a qualquer outra pessoa que, de forma sistemática e profunda, venha a exercer essa função.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536314969

1. TERAPIA DO ESQUEMA: MODELO CONCEITUAL

Jeffrey E. Young, Janet S. Klosko, Marjorie E. Weishaar Grupo A PDF Criptografado

1

TERAPIA DO ESQUEMA:

MODELO CONCEITUAL

A

terapia do esquema é uma proposta de terapia inovadora e integradora, desenvolvida por Young e colegas (Young, 1990,

1999), que amplia significativamente os tratamentos e conceitos cognitivo-comportamentais tradicionais. O enfoque dessa proposta mescla elementos das escolas cognitivo-comportamental, de apego, da gestalt, de relações objetais, construtivista e psicanalítica em um modelo conceitual e de tratamento rico e unificador.

A terapia do esquema proporciona um novo sistema psicoterápico especialmente adequado a pacientes com transtornos psicológicos crônicos arraigados, até então considerados difíceis de tratar.

Em nossa experiência clínica, pacientes com transtornos de personalidade profundos, assim como aqueles com questões caracterológicas importantes que subjazem os transtornos de Eixo I, em geral respondem muito bem a tratamentos baseados em esquemas (às vezes combinados a outras abordagens).

1

DA TERAPIA COGNITIVA

À TERAPIA DO ESQUEMA

Um vislumbre sobre o campo da terapia cognitivo-comportamental1 ajuda a explicar a razão pela qual Young considerou tão importante o desenvolvimento da terapia do esquema. Os pesquisadores e profissionais do campo cognitivo-comportamental têm alcançado excelentes avanços no desenvolvimento de tratamentos psicológicos eficazes para transtornos do Eixo 1, incluindo muitos transtornos de humor, ansiedade e uso excessivo de álcool e drogas. Geralmente, esses tratamentos são de curto prazo (em torno de 20 sessões) e concentram-se na redução dos sintomas, na formação de habilidades e na solução de problemas atuais na vida do paciente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715802

Capítulo 14. Psicologia da internet: por que nos tornamos outras pessoas na vida digital?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Há cerca de duas décadas foi criada a expressão “Psicologia da Internet” para explicar a razão pela qual o comportamento das pessoas se altera tanto dentro dos ambientes virtuais.

Qualquer um que já navegou na web percebeu alguma modificação, ainda que mais leve, em sua conduta ou ação.

Por ser um espaço muito atípico e diferente de tudo que já experimentamos na vida concreta, descobriu-se que a realidade paralela exerce um tipo de dinamização da personalidade, o que coloca as pessoas em inclinação para atitudes de maior risco e de descontrole calculado, se comparadas ao que se vive no nosso dia a dia.

A respeito desse fenômeno, criou-se um termo para melhor definir tais alterações comportamentais: “efeito de desinibição on-line”, explicita, portanto, a variação de padrões.

Pesquisas demonstraram que essas alternâncias da vida off-line para a vida on-line se baseiam nas seguintes crenças:

a.“Você não sabe quem eu sou e não pode me ver”: à medida que as pessoas navegam na internet, obviamente que não podem ser vistas, no sentido literal da palavra – diferentemente de como ocorre no mundo concreto –, conferindo então aos internautas a falsa percepção de que eles estão anônimos e, por essa razão, não há limites ou regras associadas ao comportamento on-line. Esse fato também é descrito na literatura psicológica como “desindividualização”, ou seja, um estado de dissipação da identidade real e que favorece o aparecimento de maior grau de insubordinação, agressividade e sexualidade exacerbada, se comparado ao que ocorre na vida concreta.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536314969

4. ESTRATÉGIAS VIVENCIAIS

Jeffrey E. Young, Janet S. Klosko, Marjorie E. Weishaar Grupo A PDF Criptografado

108

Young, Klosko & Weishaar

4

ESTRATÉGIAS VIVENCIAIS

A

s técnicas vivenciais têm dois objetivos: (1) ativar emoções conectadas a esquemas desadaptativos remotos e (2) realizar a reparação parental com o paciente, a fim de curar essas emoções e satisfazer parcialmente suas necessidades não atendidas na infância. No caso de vários de nossos pacientes, as técnicas vivenciais parecem produzir as mudanças mais profundas. Por meio do trabalho vivencial, os pacientes fazem uma transição, desde saber intelectualmente que seus esquemas são falsos até acreditar nisso em termos emocionais. Enquanto as técnicas cognitivas e comportamentais derivam sua força da acumulação de pequenas mudanças obtidas por meio da repetição, as técnicas vivenciais são mais dramáticas, pois sua força resulta de algumas vivências emocionais corretivas profundamente convincentes. As técnicas vivenciais capitalizam a capacidade humana de processar informações com mais efetividade na presença de emoções.

Este capítulo descreve as técnicas vivenciais que mais usamos na terapia do esquema. Apresentamos as técnicas vivenciais para a fase de avaliação e para a de mudança.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713440

Capítulo 17 - Transtornos alimentares

David H. Barlow Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 17

Transtornos alimentares

Um protocolo transdiagnóstico

Christopher G. Fairburn

Zafra Cooper

A quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5) define e separa claramente a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, e descreve, pela primeira vez, o transtorno de compulsão alimentar como um transtorno específico. Contudo, muitas pessoas com transtornos alimentares graves não correspondem bem aos atuais critérios diagnósticos e são jogadas na categoria

“outros transtornos alimentares especificados”. As pessoas com transtornos alimentares também são trocadas de uma categoria a outra ao longo do tempo. Os autores deste capítulo, envolvidos na criação das categorias dos transtornos alimentares do DSM, também se encontram entre os criadores dos tratamentos mais eficazes já elaborados para esses transtornos. Dessa forma, é significativo que

Fairburn e colaboradores tenham se adiantado e criado uma teoria e um protocolo de tratamento

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715734

Capítulo 13. Entre quatro paredes vale tudo, inclusive não fazer nada? Contribuições da terapia do esquema para a compreensão dos problemas sexuais no casal

Kelly Paim, Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

13

Sexo é uma função natural. Você não pode fazê-la acontecer, mas você pode ensinar as pessoas a deixá-la acontecer.

William Masters

Sexo é paradoxal, ambivalente. É simples e, ao mesmo tempo, complicado. Pode provocar conexão entre um casal e pode ser a causa de um rompimento. É um tema sensível, tabu em nossa sociedade. Por essa razão, terapeutas que trabalham com casais necessitam de conhecimento e técnicas para avaliar e intervir nessa demanda.

As dificuldades sexuais têm sido associadas a uma ampla variedade de fatores, incluindo crenças desadaptativas sobre comportamentos sexuais, insegurança e baixa autoestima (Doron, Mizrahi, Szepsenwol, & Derby, 2014). Na avaliação dos problemas conjugais, percebe-se que as dificuldades sexuais refletem aspectos relacionados à personalidade dos cônjuges, bem como suas histórias pessoais e seus esquemas iniciais desadaptativos (EIDs) (Derby, Peleg-Sagy, & Doron, 2015).

Sabe-se que há comprovação de eficácia para o tratamento dos problemas sexuais dos casais e de disfunções sexuais distintas com a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tradicional. As técnicas cognitivas e comportamentais efetivas nos tratamentos sexuais consistem em intervenções que envolvem psicoeducação, aconselhamento, permissão sexual, assertividade, treino de comunicação, atividade de exploração, conscientização corporal e uma combinação de intervenções médicas à experiência sexual como um todo (Camargos & Morais, 2017). Além disso, a dinâmica conjugal, que envolve ciclos esquemáticos/persistentes, também deve ser foco de intervenções, pois, muito frequentemente, estes são determinantes para os problemas sexuais (Stevens & Roediger, 2017).

Ver todos os capítulos
Medium 9788582710081

Capítulo 12 - Respondendo aos Pensamentos Automáticos

Judith S. Beck Grupo A PDF Criptografado

Ca p í t u l o 1 2

RESPONDENDO AOS

PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS

O

capítulo anterior demonstrou como ajudar o paciente a avaliar os pensamentos automáticos importantes e a determinar a eficácia da sua avaliação na sessão. Este capítulo descreve como facilitar a avaliação do paciente e a resposta aos pensamentos automáticos entre as sessões. O paciente vivencia dois tipos de pensamentos automáticos fora da sessão: os que ele já identificou e avaliou na sessão e as cognições novas.

Para o primeiro grupo, você vai assegurar que o paciente tenha um robusto registro de respostas escritas (no papel ou em fichas de arquivo, em um caderno da terapia ou um smartphone) ou em formato de áudio (em fita de áudio ou CD, em uma mensagem gravada no telefone, etc.)

Para responder aos novos pensamentos automáticos entre as sessões, você vai ensinar o paciente a usar a lista de perguntas da Figura 11.1 (seja mentalmente ou por escrito), a usar um formulário como o Registro de Pensamentos da Figura 12.1 ou, ainda, uma versão mais fácil, o formulário “Testando Seus Pensamentos”, da

Ver todos os capítulos

Carregar mais