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Medium 9786581335052

28 - Tratamento e manejo de crises suicidas por uma perspectiva comportamental

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Katherine Anne Comtois, PhD, MPH

Department of Psychiatry and Behavioral Sciences, University of Washington

Sara J. Landes, PhD

Department of Psychiatry, University of Arkansas for Medical Sciences, and Central Arkansas Veterans Healthcare System

Quando surge ideação suicida na psicoterapia, há dois caminhos a seguir: manejo do risco de suicídio e tratamento das variáveis de controle para resolver a ideação suicida. O manejo inclui as medidas que tomamos para minimizar o risco agudo de suicídio e autolesão, incluindo o manejo de meios letais, o desenvolvimento de um plano de segurança e a geração de esperança. Embora o manejo do risco seja importante, os terapeutas frequentemente o confundem com tratamento para prevenção de suicídio. Tratamento é um processo colaborativo e em geral relativamente longo entre terapeuta e cliente para mudar as variáveis controladoras para suicídio e autolesão e os fatores que fazem a vida não valer a pena ser vivida, como dor, isolamento ou falta de significado.

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Medium 9788582714874

Capítulo 18. Integração entre Teoria, Pesquisa e Prática no Psicodiagnóstico da Personalidade: Relato de Caso

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

São frequentes as queixas por parte de alunos de psicologia de que a pesquisa está distante da prática. Em alguns casos, essa queixa pode até ser legítima, mas, em outros, o que de fato ocorre é uma dificuldade em se estabelecer as fortes e coerentes relações existentes entre a pesquisa e a prática em psicologia. O presente capítulo tem como objetivo apresentar a relação entre pesquisa e prática no psicodiagnóstico da personalidade. Espera-se que este capítulo também sirva como material de apoio pedagógico no ensino da prática do psicodiagnóstico. Para tanto, será apresentado um caso clínico que servirá de base para a discussão sobre a condução de um psicodiagnóstico e suas relações com as teorias e pesquisas em psicologia. Será apresentado o caso de uma paciente com transtorno da personalidade e será feita uma discussão acerca dos principais modelos diagnósticos encontrados na literatura contemporânea e suas implicações clínicas na vida real. Esse caso foi escolhido por oferecer bases para a discussão da aplicabilidade clínica do modelo híbrido de diagnóstico proposto na quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5; American Psychiatric Association [APA], 2014).

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Medium 9788582715154

Capítulo 12 - B. F. Skinner, Análise do Comportamento e o Behaviorismo Radical

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A ePub Criptografado

Objetivos do capítulo

Ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de:

1Listar dados históricos da carreira e da obra de Burrhus Frederic Skinner;

2Conceituar Análise do Comportamento;

3Caracterizar Análise Experimental do Comportamento;

4Caracterizar Análise do Comportamento Aplicada;

5Caracterizar Behaviorismo Radical;

6Identificar e contrapor concepções equivocadas sobre o Behaviorismo Radical.

Todos os assuntos abordados neste livro baseiam-se na ciência/abordagem psicológica chamada Análise do Comportamento, cujo maior expoente histórico é Burrhus Frederic Skinner. A concepção de ser humano, as premissas epistemológicas, a proposta de objeto de estudo da psicologia, o modelo de causalidade e as discussões conceituais acerca dos fenômenos psicológicos, entre outras discussões filosóficas que embasam essa abordagem, constituem o corpo de conhecimento filosófico chamado Behaviorismo Radical, também concebido por Skinner, e que constitui a filosofia da Ciência do Comportamento. Neste capítulo veremos um pouco sobre quem foi Skinner e sobre as características definidoras tanto da ciência e profissão chamada de Análise do Comportamento como da filosofia chamada de Behaviorismo Radical.

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Medium 9788582715802

Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

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Medium 9788582716021

18 Intimidade conjugal: principais modelos teóricos

Maycoln L. M. Teodoro, Makilim Nunes Baptista Grupo A ePub Criptografado

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A capacidade de construir e manter relações interpessoais íntimas é considerada uma necessidade vital pelos teóricos para a saúde mental e psicossocial dos seres humanos (Descutner & Thelen, 1991), sendo um importante preditor de bem-estar psicológico (Gore, Cross, & Morris, 2006) e também um critério de maturidade (Feldman & Gowen, 1998). Para a área da saúde, tornou-se, por isso mesmo, um critério fundamental para avaliar a “qualidade de vida” de uma pessoa ou de um casal.

Percebe-se, no entanto, que os estudos que investigam a temática da “intimidade” confundem esse conceito com outros próximos, como é o caso da sexualidade. Muitas vezes, os dois termos aparecem juntos (p. ex., intimidade sexual ou intimidade e sexualidade). Nesse caso, os dois fenômenos não são diferenciados (Rowland et al., 2009). A verdade é que autores que estudam a relação entre sexo e intimidade percebem que ambos estão relacionados, embora ainda não esteja clara a forma como essa relação ocorre (Patton & Waring, 1985).

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Medium 9788582715314

Capítulo 10 - Motoristas adolescentes e distrações digitais mortais: prevenção e políticas

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

David Strayer

Uma fatalidade adolescente em nossas estradas é inaceitável; seis fatalidades todos os dias é ultrajante.

Por volta das 21 horas do dia 14 de janeiro de 2012, Taylor Sauer, estudante universitária de 18 anos, estava dirigindo da Universidade Estadual de Utah, onde fazia especialização em educação fundamental primária, para a casa de seus pais, em Caldwell, no Estado de Idaho, a 4 horas de distância pela estrada interestadual I-84. O futuro de Taylor era brilhante. Ela tinha acabado de se formar no Marsing High School, onde foi a segunda melhor da turma e bolsista pela National Merit Scholarship. Ela tinha aspirações de “ir mais longe e ganhar o mundo”. Enquanto dirigia, ela estava usando o telefone celular para enviar mensagens de texto e fazer postagens no Facebook a cada mais ou menos 90 segundos, para passar o tempo. Muitas de suas postagens eram sobre seu time de futebol americano favorito, o Denver Broncos. Segundos depois de postar “Não posso falar agora. Dirigir e postar no Facebook não é seguro! Haha”, seu carro bateu em um caminhão-tanque que viajava devagar pela faixa da direita. No momento do impacto, seu carro estava a 128 km/h, e não havia evidências de ela ter freado ou feito qualquer manobra evasiva antes do impacto. Depois do impacto inicial, seu veículo foi abalroado por trás por outro caminhão semipesado. Taylor foi declarada morta no local do acidente. Em uma entrevista após o acidente, sua mãe disse que Taylor era uma “adolescente comum que ficou presa no mundo multitarefa da modernidade”.

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Medium 9788582715802

Capítulo 30. Psicologia da infidelidade: a traição é muito mais comum do que se imagina

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

É exatamente isso: provavelmente você já flertou, ainda que apenas em seu imaginário, com a infidelidade. Embora o tema seja rodeado por uma série de questões morais, a grande maioria das pessoas, segundo pesquisas da América do Norte e da Europa, acredita que a infidelidade, de fato, não é muito aceitável. Por outro lado, muito embora se perceba uma censura social bastante ampla, a infidelidade é mais comum do que se imagina, principalmente no Brasil e na América Latina, onde há um traço cultural geral nas pessoas, presente igualmente nos espanhóis, italianos e franceses, que aceitam a experiência como algo normal.

Estimativas americanas sugerem que de 10 a 25% dos casados já cometeram, pelo menos uma vez, algum tipo de traição.1, 2 Outros autores já apontam para estatísticas bem mais generosas, pois citam que nada menos do que de 50 a 75% já teriam sido infiéis.3, 4 Aqui no Brasil, uma outra investigação aponta que, entre os homens, o percentual daqueles que dizem já ter traído pelo menos uma vez na vida chega a 70,6% e, entre as mulheres, o número é de 56,4%.

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Medium 9788582715925

Capítulo 1 - Da medicina comunitária à França: uma história profilática e terapêutica desde as origens

Celso Gutfreind Grupo A ePub Criptografado

1

Da medicina
comunitária à França:
uma história profilática e
terapêutica desde as origens

______

Talvez descobriremos um dia que a mesma lógica está presente
no pensamento mítico e no pensamento científico,
e que o homem, desde sempre, soube pensar direito.

Lévi-Strauss (1958)

Este capítulo, com contos por perto, deve contar uma história. Um médico brasileiro vai à França e desenvolve uma técnica de utilização de contos no tratamento psicológico de crianças com carência afetiva. Uma história, enfim, de histórias. No entanto, toda história se abre, se bem contada, como quer Umberto Eco (1962). É o que tentarei para que esta se abra pelo menos até uma verdade – no fundo, muitas. Uma delas, talvez a principal, é que essa minha história é de todos nós, que partimos, um dia, de um estado sem nome e vamos, aos poucos (com mãe e contexto, substitutos e mesmo alguma psicoterapia), ganhando um sentido narrativo. Outra verdade, talvez, é que ela conta o percurso banal de um viajante que andou, andou, andou e, finalmente, chegou ao começo. Como se o trajeto partisse do individual e chegasse no comunitário ou familiar. Ou do caos ao sentido e à saúde.

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Medium 9788582714607

Morrer para viver

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

FILME:

TEMAS:

Características do pensamento adolescente

Obsessão com a morte

Morbidez performática

Suicídio

Épreciso convencer um adolescente de que viver vale a pena. Isso não condiz com a primeira imagem que temos deles: pessoas no auge da beleza e da existência, desfrutando uma vitalidade de primavera. Os fatos não combinam com esses pressupostos: temos uma época delicada, na qual se flerta com a morte, seja de modo estético, lúdico, seja de modo filosófico, e, às vezes, alguns dão um passo a mais e tentam o suicídio. Ignorar a extensão desse problema pode nos levar ao descuido; já quando temos consciência dos riscos, o desafio é não infantilizar os adolescentes, impedindo que tenham suas experiências, ou não escutando as agudas questões sobre as quais precisam pensar. Falar com eles sobre o valor da vida e sobre o suicídio é para corajosos, porque todo adolescente é involuntariamente um filósofo, e o sentido da vida não é uma questão de fácil resposta.

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Medium 9788582715925

Capítulo 10 - A evolução num ateliê de contos

Celso Gutfreind Grupo A ePub Criptografado

10

A evolução num ateliê de contos

______

A posição de um adulto segurando uma criança enquanto
está lhe contando uma história recria, simbolicamente, a posição
precoce entre os pais e as crianças, e isso promove uma reeducação.

C. Miller e J. Boe (1990)

Neste capítulo descreverei os resultados de experiências clínicas, incluindo a minha, com as reflexões que me inspiraram. A questão fundamental é mostrar como um ateliê de contos pode trazer benefícios às crianças.

Análises específicas em relação às mudanças em psicoterapia podem não ser concludentes, já que as mudanças costumam ocorrer de forma global ou integrada. Busquei, neste capítulo, o que em tais experiências concorre para demonstrar os efeitos benéficos de um trabalho terapêutico realizado em torno do conto, seja descrito diretamente pelos autores, seja interpretado por mim mesmo a partir dessa leitura. Tentarei propor, se não uma escala padronizada de avaliação, o que talvez não seja possível, ao menos elementos que reforcem nossos próprios resultados e enriqueçam a reflexão sobre o campo, pistas a serem aprofundadas por novos estudos e experiências.

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Medium 9786581335052

Parte III

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado
Medium 9788582715758

Capítulo 5. Avaliação do bem-estar no trabalho

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini, Ana Claudia S. Vazquez Grupo A ePub Criptografado

Ser e estar bem são aspectos cruciais para as pessoas e para as sociedades (Diener, 2006). O bem-estar ocupa um lugar central nas necessidades e nas motivações de qualquer pessoa ao longo do seu ciclo de vida. O sentido e a experiência da felicidade e do bem-estar têm atraído a atenção de reconhecidos filósofos, como Platão e Aristóteles, desde a antiguidade. Contudo, nas décadas mais recentes, o bem-estar tem sido estudado por áreas que se preocupam com a qualidade de vida das pessoas: as ciências da saúde, a economia, a sociologia e a psicologia (p. ex., Alston, Lowe, & Wrigley, 1974; Diener, Suh, Lucas, & ­Smith, 1999; Hodge, 1970; Kahneman, Diener, & Schwarz,1999; Layard, 2005; Ryff, 1989).

A linha de investigação tradicional sobre o bem-estar focou, ao longo de muitos anos, no estudo da doença, da depressão, do estresse e de outras experiências psicológicas negativas. Essa tendência se preocupou, sobretudo, em compreender as consequências desses estados e/ou experiências negativas. Por oposição a essa perspectiva, surgiu recentemente uma linha de investigação, denominada psicologia positiva, que veio legitimar e realçar a necessidade de se estudar os estados psicológicos positivos. A psicologia positiva tem demonstrado que não só é importante olhar para os estados ou experiências negativas, mas também compreender as experiências positivas e a forma como contribuem para o bem-estar dos indivíduos (Seligman & Csikszentmihalyi, 2000).

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Medium 9788582715314

Capítulo 8 - Como avaliar crianças e adolescentes dependentes de internet

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Kimberly S. Young

Este capítulo descreve o impacto crescente da dependência de internet em crianças e adolescentes como novos usuários dessa tecnologia. A dependência de internet é vista aqui em termos de tendências de uso excessivo e compulsivo da tecnologia relacionado ao uso de dispositivos digitais de uma criança. Este capítulo se concentra nos métodos de avaliação que os profissionais que trabalham com essa população podem usar para medir e avaliar o comportamento. Também se concentra em como os profissionais podem desenvolver suas próprias ferramentas de triagem de uso de mídia para crianças e adolescentes. Por fim, examinando os pais, que são os principais cuidadores da tecnologia em casa, este capítulo traça diretrizes amplas de parentalidade com base na idade do desenvolvimento de uma criança para integrar melhor a tecnologia em casa.

Uma pesquisa com 350 pais na Filadélfia, publicada pela Academia Americana de Pediatria (AAP; Kabali et al., 2015), constatou que, até a idade de 4 anos, três quartos dos filhos ganharam seus próprios tablets, smartphones ou media players portáteis e usavam os dispositivos sem supervisão. O estudo também observou que um terço dos pais das crianças de 3 e 4 anos disse que seus filhos gostavam de usar mais de um dispositivo ao mesmo tempo. Setenta por cento dos pais relataram permitir que seus filhos, de 6 meses a 4 anos, jogassem com dispositivos móveis enquanto eles cuidavam da casa, e 65% disseram que fizeram isso para acalmar um filho em público. Um quarto dos pais disse que deixava os filhos levarem os dispositivos para a cama, e não ficou claro com que frequência os pais lega-vam seus dispositivos antigos como sobras digitais ou compravam novos.

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Medium 9786581335052

2 - A filosofia da ciência em sua aplicação à psicologia clínica

Steven C. Hayes, Stefan G. Hofmann Grupo A ePub Criptografado

Sean Hughes, PhD

Department of Experimental Clinical and Health Psychology, Ghent University

Imagine que três cientistas se aventuram para expandir os limites do conhecimento humano. O primeiro é um astronauta que se ocupa da análise de amostras do solo na superfície fria e escura da Lua. O segundo é um biólogo marinho que tenta encontrar formas de tornar os pinguins mais ativos e engajados em um grande aquário público. O terceiro é um primatologista profundamente interessado no comportamento de corte dos gorilas de costas prateadas que está se embrenhando em uma floresta tropical na África Central. Embora todos os três usem o método científico para entender um fenômeno específico, eles abordam seus objetivos de formas muito diferentes. As perguntas fundamentais em que estão interessados (p. ex., do que é composto o solo lunar? Como o comportamento de pinguins em cativeiro pode ser mudado? Como os primatas se comportam socialmente no meio selvagem?) irão guiar os procedimentos que eles usam, as teorias que eles geram, os tipos de dados que coletam e as respostas que, por fim, acham satisfatórias.

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Medium 9788520460498

02. Psicoterapia cognitivo-comportamental e as práticas de mindfulness: uma breve trajetória

Isabel C. Weiss de Souza Editora Manole ePub Criptografado

2

Entre o estímulo e a reação há um espaço. Neste espaço está nosso poder de escolher nossa resposta. Na nossa resposta está nosso crescimento e nossa liberdade.
Viktor Frankl

INTRODUÇÃO

A relação entre religião e espiritualidade com a psicologia, bem como com a ciência, vem sofrendo mudanças. Atualmente elas são encaradas como aliadas em vários tratamentos e abordagens terapêuticas, sejam elas medicamentosas ou não, a ponto de a Organização Mundial da Saúde e o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5) terem incluído em suas publicações as questões religiosas e espirituais e discutido sua relação com a saúde no sentido mais amplo de seu significado1.

Foi nessa relação de proximidade entre religião, ciência e psicologia que surgiu uma nova técnica terapêutica: o mindfulness. Em 1979, na Escola de Medicina da Universidade de Massachussets (EUA), Jon Kabat-Zinn aproveitou esse movimento e incorporou práticas budistas (principalmente a meditação) em seus trabalhos e na terapia com seus pacientes com foco na redução de dores crônicas, estresse e sintomas depressivos, originando o que hoje se conhece por Redução de Estresse Baseada em Mindfulness (Mindfulness-Based Stress Reduction – MBSR, em inglês). Para ele, mindfulness é: “a consciência que surge quando prestamos atenção – com propósito – no aqui e agora e sem julgamentos”1,2.

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