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Medium 9788582715840

13 - Personalidade e dependência de drogas

Mario Rodrigues Louzã, Táki Athanássios Cordás Grupo A ePub Criptografado

André Malbergier, Luciana Roberta Donola Cardoso

Estudos mais antigos consideravam a patologia da personalidade como fator etiológico primário das dependências de acordo com os modelos moral e sintomático. No modelo sintomático, que dominou a literatura psiquiátrica durante a primeira metade do século XX, a dependência era considerada sintoma de uma personalidade evidenciada por “desajustes, traços neuróticos de caráter, imaturidade emocional ou infantilismo”. Até nos primeiros manuais diagnósticos da American Psychiatric Association, DSM-I e DSM-II, a adição era descrita como uma variação de um “transtorno da personalidade sociopática”.

Em 1960, E. Morton Jellinek abordou de forma pioneira a dependência de álcool como doença em seu livro The Disease Concept of Alcoholism (O conceito de doença do alcoolismo). Apesar dessa publicação, somente a partir de 1970, quando vários estudos retrospectivos e prospectivos falharam na tentativa de identificar um tipo único de personalidade “pré-aditiva”, os modelos moral e sintomático foram descartados pela comunidade científica.

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22 - Transtornos da personalidade e suicídio

Mario Rodrigues Louzã, Táki Athanássios Cordás Grupo A ePub Criptografado

Carolina de Mello Santos, Chei Tung Teng, Leonardo Sauaia

Reconhecidos por seu difícil manejo de tratamento, os transtornos da personalidade (TP) cursam com algumas características que justificam tal percepção por parte dos profissionais de saúde mental. Podemos citar, entre tantas destas, a resposta pobre aos tratamentos farmacológicos, baixa aderência aos tratamentos psicoterápicos, prejuízo funcional crônico e o iminente risco de vida decorrente do comportamento autolesivo (não necessariamente suicida). Neste capítulo, daremos especial atenção a este último fator complicador do tratamento, o comportamento autolesivo. Para tanto, abordaremos aspectos causais (ambientais e neurobiológicos), além da importante diferenciação dos episódios de autoagressão sem ideação suicida franca – bastante característicos do TP borderline (ou emocionalmente instável) – e episódios com comportamento suicida.

Uma revisão com 50 artigos, envolvendo 24 países, mostrou que 27,5% das pessoas que apresentaram comportamento de automutilação e chegaram aos prontos-socorros dos hospitais locais foram diagnosticadas com transtorno da personalidade.1 O comportamento suicida em pessoas com TP é muitas vezes desencadeado por uma raiva primitiva ou sensação de desesperança, ou a mistura dos dois, quando a autoestima está sob grave ameaça e a autoimagem cotidiana esta colapsada emocionalmente.2

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Medium 9788582715734

Capítulo 10. Juntos, mas separados: do entendimento à intervenção em relacionamentos distantes

Kelly Paim, Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

10

Às vezes consigo sentir os meus ossos tensos sob o peso de todas as vidas que não estou vivendo.

Jonathan Safran Foer

A busca pela satisfação das necessidades emocionais primárias está no cerne dos relacionamentos amorosos (Paim, 2016; Simeone-DiFrancesco, Roediger, & Stevens, 2015; Stevens & Roediger, 2017). Nessa interação, o funcionamento da personalidade, constituída a partir da inter-relação entre os componentes biológicos, psicológicos e sociais, influencia a dinâmica dos relacionamentos interpessoais estabelecidos.

A rigidez nos padrões cognitivos, emocionais e comportamentais da personalidade tende a causar prejuízos e sofrimento em diversas áreas da vida, sobretudo nas relações conjugais. Conforme Young, Klosko e Weishaar (2008), na base dos problemas interpessoais estão os padrões rígidos da personalidade permeados por esquemas iniciais desadaptativos (EIDs). Os EIDs são traços autoderrotistas da personalidade que definem como o sujeito vê a si mesmo, o mundo e os outros.

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Medium 9788582715758

Capítulo 15. Avaliação de valores humanos no trabalho e nas organizações

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini, Ana Claudia S. Vazquez Grupo A ePub Criptografado

O estudo dos valores humanos nas ciências humanas e sociais tem uma longa história, mas um passado recente (Ros & Gouveia, 2006). De fato, foi no início do século XX que se reconheceu a ­contribuição desse construto para entender o comportamen­to humano (Thomas & Znaniecki, 1918). Não obstante, apenas a partir da segunda ­metade desse século desenvolveu-se uma concepção próxima ao que hoje se entende por valores humanos, tendo como referência inicial a obra Toward a general theory of action (Parsons & Shils, 1951). Destacam-se as contribuições de Clyde Kluckhohn e Talcott Parsons, mas, sobretudo, os trabalhos de Milton Rokeach, condensados em seu livro The nature of human values (Rokeach, 1973). Nesse cenário, conceberam-se os valores como princípios do desejável e tendo origem motivacional, isto é, estariam pautados em necessidades humanas (Gouveia, Fonsêca, Milfont, & Fischer, 2011; Gouveia, Milfont, Fischer, & Santos, 2008). Esse é o ponto de partida deste capítulo, que pretende acentuar a perspectiva motivacional dos valores, tratando-os dentro de um sistema cognitivo que pode explicar atitudes, comportamentos, crenças e ideologias, o que tem sido assumido por diversos modelos e teorias (p. ex., Gouveia, 2013; Hofstede, 1984; Inglehart, 1977; Rokeach, 1973; Schwartz, 1992).

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Medium 9788582715154

Capítulo 10 - Atividades de laboratório com animais não humanos

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A ePub Criptografado

Objetivos do capítulo

Ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de:

1Realizar modelagem de comportamentos simples;

2Conduzir reforçamento contínuo de um comportamento;

3Realizar procedimento de extinção;

4Analisar gráficos de frequência e comparar os efeitos do reforçamento e da extinção sobre o comportamento;

5Realizar um treino discriminativo;

6Identificar padrões comportamentais de diferentes esquemas de reforça-mento;

7Registrar frequência de comportamentos simples.

Os livros de psicologia, das mais diversas áreas e abordagens, apresentam uma grande gama de teorias sobre uma infinidade de assuntos relativos ao ser humano e, em alguns casos, aos organismos vivos em geral (em se tratando da psicologia, organismos pertencentes ao reino animal). Nesses livros você pode encontrar, por exemplo, dezenas de teorias sobre a aprendizagem, muitas das quais fornecem explicações bastante diferentes para um mesmo fenômeno. Por que tantas teorias sobre um mesmo assunto? Todas elas estão certas e se completam? Existem várias teorias porque nenhuma é, de fato, correta ou completa?

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Medium 9788582715802

Capítulo 15. Ano novo, vida nova: a psicologia da virada do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Curioso observar o que ocorre com a maioria das pessoas na entrada do ano novo, já percebeu?

De fato, somos tomados por um sentimento de novidade e vigor, que nos faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez”, teremos força suficiente para enfrentar os obstáculos que nos fizeram escorregar nos anos anteriores.

Assim, seguimos nos primeiros dias, confiantes e esperançosos, fazendo promessas, planos e cheios de energia, nos preparando para a nova fase que se inicia. As primeiras semanas trazem uma determinação pessoal pouco comum, se comparadas às outras restantes do ano.

Tamanha é a força dessa disposição interna, que até a imagem refletida no espelho, costumeiramente cheia de imperfeições, sofre sutis alterações, e nossos velhos parceiros – os defeitos – começam a exibir uma outra perspectiva, digamos, menos “repugnantes” aos nossos olhos.

É um estado de espírito diferente, e você, que já deve ter passado por isso tudo, percebe a nova dimensão em que entramos.

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Medium 9788582714607

Morrer para viver

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

FILME:

TEMAS:

Características do pensamento adolescente

Obsessão com a morte

Morbidez performática

Suicídio

Épreciso convencer um adolescente de que viver vale a pena. Isso não condiz com a primeira imagem que temos deles: pessoas no auge da beleza e da existência, desfrutando uma vitalidade de primavera. Os fatos não combinam com esses pressupostos: temos uma época delicada, na qual se flerta com a morte, seja de modo estético, lúdico, seja de modo filosófico, e, às vezes, alguns dão um passo a mais e tentam o suicídio. Ignorar a extensão desse problema pode nos levar ao descuido; já quando temos consciência dos riscos, o desafio é não infantilizar os adolescentes, impedindo que tenham suas experiências, ou não escutando as agudas questões sobre as quais precisam pensar. Falar com eles sobre o valor da vida e sobre o suicídio é para corajosos, porque todo adolescente é involuntariamente um filósofo, e o sentido da vida não é uma questão de fácil resposta.

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Medium 9788582715413

11 - Desenvolvendo competência na terapia cognitivo-comportamental

Jesse H. Wright, Gregory K. Brown, Michael E. Thase, Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Se você fez um curso básico de terapia cognitivo-comportamental (TCC), estudou este livro e usou os exercícios para praticar suas habilidades terapêuticas, provavelmente deu passos largos em direção a se tornar um terapeuta cognitivo-comportamental competente. Contudo, é bem provável que você precise de mais treinamento e mais experiência para dominar bem essa abordagem (Rakovshik e McManus, 2010). Recomendamos que você busque obter competência total na TCC por três motivos principais. O primeiro é que você pode obter melhores resultados (Rakovshik e McManus, 2010; Strunk et al., 2010; Westbrook et al., 2008). O segundo é que o conhecimento e a experiência do terapeuta são muito importantes para os pacientes. Juntamente com excelentes habilidades para ouvir, correta empatia e outros atributos terapêuticos gerais, sua capacidade de administrar os métodos específicos da TCC pode significar muito para as pessoas que você trata. O terceiro é que você poderá ter mais satisfação no seu trabalho diário – um fenômeno que nós vivenciamos à medida que fomos nos tornando mais proficientes na TCC e sendo capazes de oferecer mais auxílio aos pacientes. Neste capítulo, detalhamos as diretrizes de competência, descrevemos os métodos para medir seu progresso na aprendizagem da TCC, sugerimos algumas maneiras de dar continuidade a seu desenvolvimento como terapeuta e oferecemos dicas sobre como evitar a fadiga e o esgotamento do terapeuta.

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Medium 9788582715802

Capítulo 62. Por que o tempo parece passar mais rápido depois que ficamos mais velhos?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

É realmente curioso observar o que acontece conosco quando nos debruçamos sobre as distintas memórias que vivemos. Não sei se é o seu caso, mas eu, por exemplo, fico me perguntando a razão pela qual o tempo, em diferentes fases de nossa existência, aparenta ter distintos significados e durações.

Quando somos pequenos, é fato que os anos custam muito a passar. Nossas festas de aniversário, de Natal ou de fim de ano na infância são momentos únicos, e, com eles, centenas de memórias são colecionadas nesses períodos.

Recordamo-nos com detalhes das vivências que passamos, das roupas que usávamos, das pessoas envolvidas e de tudo que permeou esses importantes acontecimentos.

Sejam boas ou más, essas reminiscências de nossa primeira década passam devagar, cheias de acontecimentos e de recordações, até que, finalmente, chegamos à adolescência. Nesse momento, alcançar os 18 anos se torna um de nossos maiores objetivos de vida.

É interessante observar que desfrutamos, nesses estágios, de um sentimento muito estranho em relação ao tempo. Se antes pouco percebíamos sua existência, na adolescência nos aborrecemos com sua lenta e demorada passagem, que nos desgasta. Sentimos que os momentos não passam, o que permite que, repetida e continuadamente, façamos planos a respeito do que estudar, onde morar, para onde viajar e, o mais importante, o que poderemos nos tornar.

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Medium 9788582715413

6 - Métodos comportamentais I: melhorando o humor, aumentando a energia, concluindo tarefas e solucionando problemas

Jesse H. Wright, Gregory K. Brown, Michael E. Thase, Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

melhorando o humor, aumentando a energia, concluindo tarefas e solucionando problemas

Energia baixa, capacidade diminuída de desfrutar das atividades e dificuldade de concluir tarefas ou resolver problemas são queixas comuns das pessoas com depressão. Não se envolver em atividades potencialmente prazerosas ou recompensadoras geralmente resulta em um agravamento dos sintomas. Isso pode resultar em um ciclo vicioso, no qual o menor envolvimento em atividades estimulantes ou produtivas é seguido de mais falta de interesse ou prazer, baixo humor (sentimento de tristeza e desespero), maior desamparo ou falta de valor. Tal reação, por sua vez, pode levar ao maior desligamento do indivíduo das atividades prazerosas ou recompensadoras e a uma subsequente piora dos sintomas depressivos. Por fim, uma espiral descendente pode continuar acontecendo até que o indivíduo assumir que é incapaz de sentir prazer, de concluir tarefas ou de resolver problemas. Pacientes com os níveis mais profundos de depressão podem perder a esperança e desistir de fazer qualquer tentativa de mudança.

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Medium 9788582714607

Adolescentes pioneiros

Diana Lichtenstein Corso, Mário Corso Grupo A ePub Criptografado

Filme:

TEMAS:

A construção social da imagem do adolescente

Conflito de gerações

Abismo geracional da década de cinquenta

Simbolismo do automóvel

Velocidade como afirmação viril

Disputas letais de prestígio

Virgindade e iniciação sexual

Percepção do tempo na adolescência

DESEMBARCANDO EM UM MUNDO CONFLAGRADO

Seus cabelos estavam cortados quase até o couro cabeludo, com exceção de uma pequena tira no cocuruto da cabeça, puxada para baixo sobre a testa para formar uma franja. Assim o jornal britânico Daily Graphic descrevia um jovem infrator que estava sendo julgado. A imagem era esmiuçada em detalhes literários, em matéria que, além do corte de cabelo moicano, chamava a atenção para a vestimenta e a postura do jovem. Em suas atraentes narrativas sobre gangues juvenis, a imprensa ajudou a construir o estilo dos jovens delinquentes típicos de uma época turbulenta. Detalhe: estamos falando de 1898, século XIX, na Inglaterra.

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12 - Transtornos da personalidade e obesidade

Mario Rodrigues Louzã, Táki Athanássios Cordás Grupo A ePub Criptografado

Alexandre Pinto de Azevedo

Apesar de evidências científicas demonstrarem o contrário há vários anos, ainda há, mesmo entre profissionais da saúde, a crença na existência de um perfil de personalidade específico de indivíduos obesos.1 Na verdade, essa ideia inadequada sobre o funcionamento psicológico do indivíduo com obesidade é resultado de construções socioculturais prec onceituosas, tornando-o mais estigmatizado que outras populações sociais, como as minorias étnicas ou mesmo indivíduos com necessidades especiais.2 Na década de 1950, a suposição de que pessoas obesas apresentavam um tipo característico de personalidade já estava sendo contestada, mas apenas estudos recentes dão suporte de qualidade a essa ideia.1,2 Apesar disso, a escassez de pesquisas sobre estereótipos de obesidade em populações de adolescentes, em que, especificamente, expressam mais experiências de insatisfação com a aparência e conflitos entre seus corpos ideal e atual, é surpreendente à luz do aumento da obesidade nos últimos 30 anos e das implicações da compreensão destes estereótipos em intervenções para reduzir o estigma e outras questões associadas à obesidade, lembrando da importância da aparência para o desenvolvimento psicossocial dos adolescentes.2,3

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Medium 9788582715413

10 - Tratando transtornos crônicos, graves ou complexos

Jesse H. Wright, Gregory K. Brown, Michael E. Thase, Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Após completar seu treinamento inicial em terapia cognitivo-comportamental (TCC) – que normalmente é mais bem realizado por meio do trabalho supervisionado com pacientes com transtorno depressivo maior ou um dos transtornos de ansiedade comuns –, é hora de adquirir experiência trabalhando com pacientes com problemas mais complexos. Várias pesquisas vêm documentando a utilidade da TCC e dos modelos de terapia relacionados para aqueles com transtornos graves ou resistentes a tratamento, como depressão crônica, esquizofrenia e os transtornos bipolar e da personalidade.

Para essas populações de pacientes com quadros clínicos mais difíceis de tratar, vários elementos em comum norteiam a terapia. Estes incluem os seguintes:

•O modelo cognitivo-comportamental e todos os aspectos da TCC são totalmente compatíveis com as formas apropriadas de farmacoterapia.

•Independentemente do grau de gravidade ou comprometimento, a relação terapêutica caracteriza-se pela postura empírica colaborativa.

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4 - Estruturação e educação

Jesse H. Wright, Gregory K. Brown, Michael E. Thase, Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Para entender o valor da estruturação na terapia cognitivo-comportamental (TCC), coloque-se por um momento no lugar de um paciente que acaba de começar o tratamento. Tente imaginar como seria uma pessoa com depressão profunda que está arrasada pelos estresses da vida, tendo problemas para se concentrar e que não tem a menor ideia de como será a terapia. Some a essa mistura de confusão e angústia uma sensação de desmoralização – uma crença de que exauriu todos ou quase todos os recursos pessoais e não tem conseguido encontrar uma solução para os seus problemas. Você está se sentindo amedrontado e não sabe onde buscar ajuda. Se você estivesse nesse estado mental, o que acha que estaria procurando em uma terapia?

É claro que você ia querer um terapeuta gentil, empático, sábio e altamente qualificado, como discutido no Capítulo 2. Contudo, provavelmente também estaria procurando um direcionamento claro – um caminho de esperança e força na direção da superação de seus sintomas. Métodos de estruturação, começando pela formulação de metas e pelo estabelecimento de agenda, podem ter um grande papel no objetivo da mudança (Quadro 4.1). Se o paciente estiver se sentindo derrotado por um problema ou oprimido por sua incapacidade de superar um sintoma, os métodos de estruturação podem passar uma mensagem poderosa: Mantenha-se focado nos problemas-chave e as respostas virão. A psicoeducação passa uma mensagem concomitante de esperança: Esses métodos podem funcionar para você.

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Capítulo 12 - B. F. Skinner, Análise do Comportamento e o Behaviorismo Radical

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A ePub Criptografado

Objetivos do capítulo

Ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de:

1Listar dados históricos da carreira e da obra de Burrhus Frederic Skinner;

2Conceituar Análise do Comportamento;

3Caracterizar Análise Experimental do Comportamento;

4Caracterizar Análise do Comportamento Aplicada;

5Caracterizar Behaviorismo Radical;

6Identificar e contrapor concepções equivocadas sobre o Behaviorismo Radical.

Todos os assuntos abordados neste livro baseiam-se na ciência/abordagem psicológica chamada Análise do Comportamento, cujo maior expoente histórico é Burrhus Frederic Skinner. A concepção de ser humano, as premissas epistemológicas, a proposta de objeto de estudo da psicologia, o modelo de causalidade e as discussões conceituais acerca dos fenômenos psicológicos, entre outras discussões filosóficas que embasam essa abordagem, constituem o corpo de conhecimento filosófico chamado Behaviorismo Radical, também concebido por Skinner, e que constitui a filosofia da Ciência do Comportamento. Neste capítulo veremos um pouco sobre quem foi Skinner e sobre as características definidoras tanto da ciência e profissão chamada de Análise do Comportamento como da filosofia chamada de Behaviorismo Radical.

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