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Capítulo 31 | MMPI: Escalas de validade e escalas clínicas

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MMPI: Escalas de validade e escalas clínicas

Jurema Alcides Cunha

ESCALAS OU INDICADORES DE VALIDADE

Os indicadores de validade são fornecidos pelas chamadas escalas de validade: “Não posso dizer” ou escala “?”, a escala L, a escala F e a escala K. Segundo Trimboli & Kilgore (1983), os indicadores de validade fornecem dados para o primeiro nível de interpretação do MMPI, de auto-relato, que “é freqüentemente útil para compreender a atitude do paciente ante o teste e a impressão que deseja nos transmitir com base no MMPI” (p.614). Tal atitude, bem como a competência em responder, podem levar a uma distorção das respostas, à defensividade, etc.

A validade também pode ser avaliada pelo

Índice TR e pela escala CRL (vide adiante).

Escala “Não posso dizer” ou “?”

Segundo Groth-Marnat (1999), o indicador “?” não chega a ser uma escala formal, uma vez que não representa qualquer medida de personalidade. Simplesmente corresponde ao número de omissões, que pode ou não afetar o protocolo.

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9 TRANSAS E TRANSAÇÕES NA COMUNICAÇÃO

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9

Figura 9.1

TRANSAS E

TRANSAÇÕES NA

COMUNICAÇÃO

Um diálogo entre juiz e bandeirinha.

TRANSAS E TRANSAÇÕES NA COMUNICAÇÃO

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Na Figura 9.1 há um diálogo entre um juiz de futebol e um bandeirinha, isto é, aquele que corre pelas laterais do campo. Vamos ver o que eles dizem.

Que times jogam hoje?

Palmeiras e Corinthians.

Os quadros jogam com todos os titulares?

Sim.

Então vamos começar, que está na hora.

Se você se lembra dos Estados do Eu, vai ver que eles estão usando o Estado ADULTO (A). Não há emoções, sentimentos. Há apenas informações.

Quando duas pessoas dialogam, elas enviam mensagens. Assim, o juiz enviou uma mensagem ao bandeirinha, que respondeu.

Essa comunicação se chama transação. Numa relação interpessoal, de envio e recebimento de mensagem, há ações que passam de uma pessoa para outra. Essa ação se chama transação, isto é, ação que passa de um para outro

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CAPÍTULO III - HERODIAS. “GOSTO DO HORROR DE SER VIRGEM”

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CAPÍTULO III

HERODIAS.

“GOSTO DO HORROR DE SER VIRGEM”

…mas felizmente estou perfeitamente morto

(Correspondance, t. 1)

O

ano inaugural que constitui a data de nascimento da obra propriamente dita de Mallarmé é 1864. “O instante de ver”, a primeira intuição da obra, que foi para ele essa década marcada por anos de crise, recebeu dois tipos de escritas totalmente opostas, por meio da de Herodias e da do Soneto em X. A tarde de um fauno, escrita nesses mesmos anos, representa uma terceira modalidade de escrita do poeta. É o que será encerrado com o Lance de dados, do fim de sua vida.

Assim, no decorrer dessa década, temos as diferentes vozes do poeta em suas maneiras de escrever diferentes. São vozes que são completamente excepcionais em seu gênero. Nem Herodias, nem O fauno, nem Igitur serão retomados em parte alguma. A única articulação a fazer é a do Soneto em X e de Igitur com o Lance de dados. Essa condensação limitada no espaço de alguns anos é uma coisa totalmente extraordinária de observar.

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10. Trabalhando com adolescentes dependentes de internet

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10

Trabalhando com adolescentes dependentes de internet

Keith W. Beard

Os adolescentes, de modo especial, são atraídos para a internet. Este capítulo revisa as atuais pesquisas sobre uso de internet pelos adolescentes.

Ele inclui uma discussão dos comportamentos na internet típicos dessa faixa etária, os benefícios do uso de internet e os problemas que podem resultar das atividades virtuais dos adolescentes. São examinados os sinais de alerta e sintomas que podem indicar um problema significativo de uso de internet nesse grupo. O capítulo também considera questões desenvolvimentais, dinâmica social (isto é, fatores familiares e interações com os pares) e componentes culturais que têm sido associados à dependência de internet na adolescência.

Finalmente, há uma revisão de como tratar adolescentes dependentes de internet, incluindo maneiras de avaliar os problemas e estratégias específicas de intervenção. Destacamos possíveis intervenções de terapia familiar que podem ser utilizadas.

INTRODUÇÃO

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Capítulo 7. Comportamento verbal e linguagem

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Comportamento verbal e linguagem

Muito do que foi discutido nos Capítulos

3, 4, 5 e 6 presumia que falar é um tipo de comportamento operante. Muitas pessoas

– leigos, filósofos, linguistas e psicólogos

– consideram a fala e a linguagem como coisas separadas e diferentes de outros comportamentos. Na verdade, frequentemente se diz que a linguagem é o que distingue nossa espécie das outras. Os analistas do comportamento, porém, coerentes com sua confiança na teoria da evolução, procuram compreender todas as espécies e todos os tipos de comportamento dentro do mesmo quadro geral de referência.

Eles oferecem uma explicação da fala e da linguagem que transcende categorias tradicionais, acentuando a semelhança da fala com outros tipos de comportamento.

Neste capítulo, veremos que o falar é um dos tipos, e não o único, de comportamento verbal e que a noção de comportamento verbal substitui muitas ideias tradicionais sobre a fala e a linguagem.

O QUE É COMPORTAMENTO

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18 Imagem corporal

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18

IMAGEM CORPORAL

Helládio Francisco Capisano

Entende-se por imagem a representação de um objeto pelo desenho, pintura, escultura ou por quaisquer outros recursos. Compreende-se por esquema a síntese, sinopse ou resumo de algo que é objeto de estudos. Por modelo, o objeto a ser reproduzido por imitação e postura, a posição do corpo, com referência ao aspecto físico e à sua atitude.

Neste relatório, embora tais dados semânticos sejam fundamentais e discriminatórios, utilizaremos os termos esquema corporal, modelo postural, figuração do corpo, etc., como sinônimos e na mesma linha da origem e das variações da palavra imagem. Certos autores, como Head (1920) e Shilder (1950), em alguns trabalhos, mostram precisão e descriminação nos termos utilizados, em outros revelam sinonímias de confusão. Head (1920) propõe a palavra esquema para todas as mudanças de posturas antes de entrarem na consciência, mas não tarda em utilizar aparentes antônimos com o mesmo significado quando refere que as sensações térmicas dos músculos e seus invólucros, vísceras, etc., conferem, pela percepção, a unidade do corpo, que é chamada de esquema do corpo, modelo postural do corpo ou imagem corporal. Shilder (1950) relata que quando uma perna é amputada, aparece fantasma; o indivíduo ainda sente a perna e tem nítida impressão que ela continua ali.

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5 - Sistemas e psicodinâmica: uma visão binocular para a terapia de casal

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Sistemas e psicodinâmica: uma visão binocular para a terapia de casal

Orestes Diniz Neto

Terezinha Féres­‑Carneiro

Introdução

O objetivo deste capítulo é descrever algumas contribuições das abordagens sistêmica e psicanalítica à terapia de casal, discutindo sua articulação em uma perspectiva epistemológica batesoneana orientada pelo conceito de dupla descrição. Esta tem como metáfora a visão binocular, na qual diferentes descrições, irredutíveis entre si, podem ser articuladas em suas diferenças e semelhanças, levando à emergência de uma nova descrição, com novas informações, e irredutível às visões anteriores. Aspectos teóricos de ambas as abordagens são delineados, relacionando diferentes perspectivas e posições em seu desenvolvimento histórico. As possibilidades de articulação de diferentes perspectivas e técnicas são discutidas em termos epistemológicos e metodológicos.

A expressão terapia de casal refere­

A expressão terapia de

‑se a uma vasta gama casal refere­‑se a uma de modalidades de vasta gama de modali‑ dades de tratamento tratamento que busque buscam modificar cam modificar o relao relacionamento con‑ cionamento conjugal jugal com o objetivo de com o objetivo de melhorar a satisfação melhorar a satisfação conjugal e superar difi‑ culdades do relaciona‑ conjugal e superar mento. dificuldades do rela-

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9. Discussões da análise do comportamento acerca dos transtornos psiquiátricos

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Discussões da análise do 9 comportamento acerca dos transtornos psiquiátricos

Denise de Lima Oliveira Vilas Boas

Roberto Alves Banaco

Nicodemos Batista Borges

Assuntos do capítulo

> Transtornos psiquiátricos.

> Os motivos que levam um cliente a procurar um psicólogo clínico.

> Problemas clínicos.

> Multideterminação do comportamento.

> Semelhanças e diferenças entre “transtornos psiquiátricos” e os demais comportamentos.

> Modelos metafísico, estatístico e normalidade.

> ‘Transtornos psiquiátricos’ como déficits ou excessos comportamentais.

> Vantagens do modelo analítico­‑comportamental para ‘psicopatologias’.

> Sofrimento como critério para intervenção.

Influenciado pelo modelo de seleção natural de Darwin, Skinner propôs o modelo de sele‑

ção por consequências como explicação para o aparecimento e manutenção dos comportamentos dos organismos. Desse modo, as diferenças de comportamento dos indivíduos, e consequentemente entre os indivíduos, deveriam ser explicadas pelos mesmos processos básicos que explicam a existência das diferentes espécies: variação e seleção.

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Capítulo 17. Autocompaixão e Vergonha

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AUTOCOMPAIXÃO

E VERGONHA

A vergonha se origina do desejo inocente de ser amado – merecer afeição e pertencer.

Todos nós nascemos com o desejo de ser amados. Quando conseguimos ser amados quando bebês, tudo o que precisamos está incluído – alimentação, vestuário, abrigo e conexão. Quando adultos, ainda precisamos uns dos outros para sobreviver – para criar os filhos e nos protegermos do perigo. Vergonha

é o sentimento de que alguma coisa está fundamentalmente errada conosco e que nos tornará inaceitáveis ou não merecedores de amor. Uma das razões por que a vergonha é tão intensa é que parece que a nossa própria sobrevivência está em jogo.

A vergonha, na verdade, tem três paradoxos curiosos:

• Parece condenável, mas é uma emoção inocente.

• Parece solitária e isolada, mas é uma emoção universal.

• Parece permanente e abrangente, mas é um estado emocional transitório que corresponde apenas em parte a quem somos.

Arun era gerente de alto nível de uma companhia de seguros de saúde nos Estados

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Capítulo 22. Novas tendências: introdução ao Sistema Compreensivo de Exner

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Novas tendências: introdução ao

Sistema Compreensivo de Exner

Regina Sonia Gattas F. do Nascimento

Anna Elisa de Villemor A. Güntert

N

o atual momento de desenvolvimento do exame de Rorschach, não poderíamos deixar de incluir uma breve introdução ao Sistema Compreensivo desenvolvido por John Exner, Jr.* Tal inclusão, neste módulo, é plenamente justificável, pois, como já vimos, se trata de um sistema de classificação, análise e interpretação que nasceu com o objetivo de integrar algumas das principais contribuições a esse método de psicodiagnóstico.

Na década de 70, Exner, com o consentimento e estímulo de quatro dos principais sistematizadores do Rorschach nos Estados Unidos – Samuel Beck, Marguerite Hertz, Bruno

Klopfer e Zigmunt Piotrowski –, empreendeu seus primeiros esforços no sentido de reunir os conhecimentos e as investigações destes e também de Rapaport, que, desde muitos anos, vinham arduamente desenvolvendo o método.

Mas o que teria levado Exner a tal empreitada? A resposta a essa questão quiçá remonte

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Capítulo 3. O sujeito do conhecimento

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O sujeito do conhecimento

O sujeito epistêmico (por oposição ao sujeito psicológico)

é o que há de comum a todos os sujeitos, posto que as coordenações gerais das ações implicam um universal que é o da própria organização biológica. (Piaget)

[...] as ações de que se trata não são as ações particulares dos sujeitos individuais (ou sujeitos psicológicos): são as coordenações mais gerais de todo o sistema de ações, que traduzem assim o que há de comum a todos os sujeitos e que, portanto, refere-se ao sujeito universal ou sujeito epistêmico e não individual. Desde o começo, a atividade matematizante aparece assim como regulada por leis internas e como escapando ao arbítrio das vontades individuais. (Piaget)

Há muito tempo, impressiona-me como se podem utilizar termos de uma teoria sem fazer justiça mínima a seus significados. É o que acontece com os termos sujeito e objeto na epistemologia genética. Há décadas, ouço acusações a Piaget que afirmam que ele não levou em conta o social ignorando o papel do meio social ou da cultura na gênese e no desenvolvimento do conhecimento. Quando analisamos essas acusações, verificamos que o termo “objeto”, que abrange na epistemologia tudo aquilo que o sujeito não é, incluindo ali o meio social e físico,

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22 - Transtornos da personalidade e suicídio

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Carolina de Mello Santos, Chei Tung Teng, Leonardo Sauaia

Reconhecidos por seu difícil manejo de tratamento, os transtornos da personalidade (TP) cursam com algumas características que justificam tal percepção por parte dos profissionais de saúde mental. Podemos citar, entre tantas destas, a resposta pobre aos tratamentos farmacológicos, baixa aderência aos tratamentos psicoterápicos, prejuízo funcional crônico e o iminente risco de vida decorrente do comportamento autolesivo (não necessariamente suicida). Neste capítulo, daremos especial atenção a este último fator complicador do tratamento, o comportamento autolesivo. Para tanto, abordaremos aspectos causais (ambientais e neurobiológicos), além da importante diferenciação dos episódios de autoagressão sem ideação suicida franca – bastante característicos do TP borderline (ou emocionalmente instável) – e episódios com comportamento suicida.

Uma revisão com 50 artigos, envolvendo 24 países, mostrou que 27,5% das pessoas que apresentaram comportamento de automutilação e chegaram aos prontos-socorros dos hospitais locais foram diagnosticadas com transtorno da personalidade.1 O comportamento suicida em pessoas com TP é muitas vezes desencadeado por uma raiva primitiva ou sensação de desesperança, ou a mistura dos dois, quando a autoestima está sob grave ameaça e a autoimagem cotidiana esta colapsada emocionalmente.2

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Capítulo 35 - Terapia com casais e famílias

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MANUAL DE TÉCNICA PSICANALÍTICA

Terapia com Casais e Famílias

“Nosso amor é muito bonito / Ela finge que me ama /

E eu finjo que acredito”.

Nélson Sargento (compositor de “Falso amor sincero”)

O tratamento com casais e com famílias vem ganhando progressiva demanda e relevância em nosso meio. Existe uma substanciosa literatura científica referente a essa temática, provinda de distintas correntes, com os respectivos seguidores, terapeutas de família. Não cabe, aqui, esmiuçá-las, no entanto cabe assinalar que começa a aumentar uma aproximação e uma integração, por parte de um número significativo de terapeutas de família da linha sistêmica, com a psicanalítica.

Os princípios psicanalíticos estão mais dirigidos aos diversificados tipos de conflitos que procedem do inconsciente dos indivíduos e dos grupos. Os sistêmicos, por sua vez, privilegiam o funcionamento de um casal ou família, sob o enfoque de um sistema, isto é, esses terapeutas trabalham em um nível mais próprio do consciente e ficam mais voltados para a permanente interação que sempre existe entre todos os integrantes de uma família, com uma determinada ocupação de lugares e de papéis, por parte de cada um deles, de sorte que cada um influencia e é influenciado pelos demais.

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11. Verificações excessivas, repetições, dúvidas e indecisão(excesso de responsabilidade e intolerância à incerteza)

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Parte 3

A terapia cognitivo-comportamental no tratamento dos diferentes sintomas do TOC

Capítulo 11

VERIFICAÇÕES EXCESSIVAS, REPETIÇÕES, DÚVIDAS

E INDECISÃO (EXCESSO DE RESPONSABILIDADE

E INTOLERÂNCIA À INCERTEZA)

O

bsessões por dúvida seguidas de rituais de verificação e de repetições são muito comuns no TOC.

As verificações são realizadas com o intuito de prevenir desastres futuros e, especialmente, para proteger as pessoas de algum dano. Elas são um tipo de comportamento preventivo e são, normalmente, acompanhadas de dúvidas e indecisão. Como, em geral, é impossível se ter certeza de que algo ruim não vá ocorrer no futuro, principalmente se é algo vago, elas podem nunca ter um término natural. Pensamentos automáticos catastróficos de que possam ocorrer desgraças ou danos e crenças distorcidas, como excesso de responsabilidade e a necessidade de ter certeza, estão por trás desses sintomas, e acredita-se que tenham um importante papel na sua origem e perpetuação. Vamos conhecer e aprender a utilizar as técnicas comportamentais e cognitivas para o seu tratamento.

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Ciúme patológico

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Ciúme patológico

A expressão ciúme patológico significa ciúme doentio. Na realidade, o ciúme patológico é, na maioria das vezes, mais um sintoma de alguma outra patologia psíquica do que uma doença em si. O ciúme exagerado, descrito anteriormente, é apenas um ciúme não normal, enquanto o ciúme patológico representa, como o próprio nome diz, uma patologia.

O ciúme patológico em sua forma mais grave também é conhecido como síndrome de Otelo, referindo-se à peça Otelo, escrita por

William Shakespeare em 1694, que mostra o lado obscuro desse sentimento capaz de produzir pensamentos irracionais e comportamentos inaceitáveis ou bizarros. A síndrome de Otelo homenageia a obra literária que descreve o homicídio cometido pelo marido que suspeita da traição de sua mulher e seu subsequente suicídio.

Muitos outros autores da literatura universal, entre eles Goethe,

Proust, Dante e Dostoiévski, retrataram em suas obras a angústia desse sentimento que, por vezes, assume um caráter avassalador.

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