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Medium 9788582712153

me decidir”: como superar a sua indecisão

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

“E u n ão consi go m e dec idir ”: como s u p erar a su a indeci sã o

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Wendy sente-se paralisada. Levanta-se pela manhã e tem muita dificuldade em decidir o que vestir. Pondera sobre diferentes vestidos, assessórios e sapatos, pensando enquanto considera cada um: Eu não tenho certeza se essa é a melhor opção. Acaba saindo de casa tarde e vai correndo para o trabalho, onde nota que leva muito mais tempo para concluir as coisas. Ela não consegue decidir se um relatório está suficientemente bom para entregar ao seu chefe, pondera – às vezes por horas – sobre qual será o melhor curso de ação, e frequentemente está se esforçando para cumprir prazos. Sua indecisão tornou mais difícil decidir se deveria comprar um apartamento ou continuar alugando um. Existem bons argumentos para cada alternativa,

é claro – mas ela vem pensando a respeito há meses. Quando pensa em telefonar para sua amiga Gail, não consegue se decidir a pegar o telefone:

Wendy sabe que já faz muito tempo que falou com ela pela última vez, portanto, dar o telefonema parece difícil, mas também sabe que a amiga pode ser uma boa fonte de apoio para ela. Mesmo em restaurantes, é muito difícil para Wendy tomar uma decisão – fica comparando as diferentes entradas e, depois que seu pedido chega, se questiona se fez a escolha certa.

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Medium 9788573074826

28 Resistências

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS PSICANALÍTICOS

C A P Í T U L O

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Resistências

Desde os primórdios da psicanálise, o fenômeno resistência tem sido exaustivamente estudado em sua teoria e técnica, mas nem por isso, na atualidade, perdeu em significação e relevância. Pelo contrário, ele continua sendo considerado a pedra angular da prática analítica e, cada vez mais, os autores prosseguem estudando-o sob renovados vértices de abordagem e conceitualização.

Na qualidade de conceito clínico, a concepção de resistência surgiu quando Freud discutiu as suas primeiras tentativas de fazer vir à tona as lembranças “esquecidas” de suas pacientes histéricas. Isto data de antes do desenvolvimento da técnica da associação livre, quando ele ainda empregava a hipnose, e a sua recomendação técnica era no sentido de insistência (por parte do psicanalista) como o contrário da resistência (por parte do paciente).

Este método de coerção associativa empregado por

Freud incluía uma pressão de ordem física que ele próprio procedia e recomendava como “colocando a mão na testa do paciente, ou lhe tomando a cabeça entre minhas duas mãos...”(1893-v. 5, pp.

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Medium 9788582712733

Capítulo 12 - Jogo: Critérios para Escolhas Profissionais

Rosane Levenfus Grupo A PDF Criptografado

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JOGO

CRITÉRIOS PARA ESCOLHAS PROFISSIONAIS

Kathia Maria Costa Neiva

A atividade de orientação profissional e de carreira requer instrumentos que auxiliem na reflexão e na construção do projeto profissional. O presente jogo tem como objetivo facilitar as escolhas profissionais de jovens ou adultos, promovendo o desenvolvimento da identidade vocacional-ocupacional e da capacidade de decisão autônoma. Pode ser utilizado por orientadores provenientes de formações distintas, em contextos variados e aplicado a pessoas que necessitem fazer escolhas profissionais em diferentes momentos de sua trajetória profissional. O presente capítulo apresenta o jogo em sua nova edição, seus usos, suas etapas de aplicação e a análise de um caso.

Ao longo do meu percurso profissional como psicóloga, orientadora profissional, pesquisadora e professora, sempre nutri a preocupação em sociabilizar mais a tarefa de orientação profissional, fazendo-a alcançar mais pessoas. A ideia de construir esse instrumento surgiu visando a facilitar a atividade de profissionais de diferentes

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Medium 9788582715840

24 - Um olhar psicanalítico sobre o transtorno da personalidade borderline

Mario Rodrigues Louzã, Táki Athanássios Cordás Grupo A ePub Criptografado

Oswaldo Ferreira Leite Netto, Gustavo Gil Alarcão

Cabem algumas considerações sobre a especificidade do olhar psicanalítico antes de nos debruçarmos sobre a condição do funcionamento mental de certas pessoas que podem ser descritas como apresentando um transtorno da personalidade borderline e, após, as possibilidades de uma clínica psicanalítica nessas condições.

Freud,1 inventor da psicanálise, opera uma revolução na medicina ao propor a visualização de um aparelho psíquico que seria responsável pela estruturação das personalidades. Essa hipótese teórica lhe permitiu desenvolver e sofisticar o entendimento da mente humana, de diversos fenômenos mentais e experiências verificáveis nas comunicações e nos relacionamentos das pessoas por meio de conceitos que desenvolveu ao longo de sua obra e da ampliação de sua experiência ouvindo atentamente seus pacientes.

A medicina é revolucionada, pois seu sustentáculo científico, o método anatomoclínico, é posto de lado. Sem deixar de reconhecer toda a importância da neuroanatomia, da neurofisiologia e, atualmente, dos avanços neurocientíficos e correspondentes progressos neuropsicofarmacológicos, Freud1 e todos os que adotam esse viés, os psicanalistas que o sucedem e continuam sua obra, passam a considerar a mente e os fenômenos mentais como realidades imateriais, apreendidas, sobretudo, a partir dos relacionamentos interpessoais. Portanto, em uma posição desconcertante e na contracorrente dos inegáveis e insubstituíveis avanços tecnológicos da medicina e de suas possibilidades terapêuticas.

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Medium 9788582714911

Capítulo 8 - Síndromes Amnésicas e Hipermnésicas

Ivan Izquierdo Grupo A PDF Criptografado

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SÍNDROMES AMNÉSICAS

E HIPERMNÉSICAS

O estudo detalhado das diversas síndromes amnésicas não é matéria deste livro, mas dos textos de neurologia ou psiquiatria especializados no tema. Porém, uma breve descrição de alguns deles, em relação aos mecanismos analisados nos capítulos precedentes, pode ser útil.

Como todas as funções que envolvem sinapses, a melhor forma de melhorar e de conservar a memória, em todos os seus tipos e suas modalidades, é a prática. Há

50 anos, sabe-se que o uso aumenta o tamanho e melhora a função das sinapses em geral, e a falta de uso as atrofia, tanto anatômica como fisiologicamente. Quem primeiro estudou isso e o fez em maior detalhe foi o australiano John Carew Eccles, na década de 1950. Eccles examinou sinapses neuromusculares e comparou sua forma e a quantidade de neurotransmissor liberado por cada impulso (no caso, acetilcolina), e a extensão da superfície pós-sináptica receptora a esse neurotransmissor, tanto em siNos processos mediados tuações de uso reiterado quanto de falta de uso. por sinapses, como os de formação e evocação da meDados muito semelhantes foram obtidos mória, aplica-se o velho adáanos mais tarde em muitas outras sinapses e em gio: “a função faz o órgão”. muitas outras funções, inclusive a memória (ver

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Medium 9788530949372

CAPÍTULO XIX - A LETRA E O INCONSCIENTE

Joséph Attie Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO XIX

A LETRA E O INCONSCIENTE

A

letra é o umbigo da poesia de Mallarmé. Umbigo que se une ao céu no qual ele via a imagem mais precisa da escrita. Ele, que falava do

“alfabeto dos astros”.1 “Dê-me uma letra, diria o Outro, e eu lhe construirei um universo.” É, desde então, necessáario interrogar o status da letra no inconsciente.

O uso da letra pelo poeta pode parecer-nos óbvio, simplesmente porque ele é poeta. Colocamos toda ênfase nisso no capítulo anterior. O recurso aqui à teoria de Lacan vem nos esclarecer o funcionamento e o status da letra. Temos, assim, a impressão de interrogar o poeta pelo psicanalista e o psicanalista pelo poeta. Que eles sejam assim contemporâneos um do outro é uma lição muito preciosa para não conservá-la.

Percurso da letra em Lacan

Lacan tinha reunido, em 1966, seus “escritos” na coletânea Écrits

– Escritos,2 de uma maneira cronológica. Ele escolheu, no entanto, para inaugurá-los, o seminário dito de A carta roubada, na verdade, desviada,3 fazendo, assim, exceção a essa cronologia, porque esse seminário tinha ocorrido em abril de 1955 e tinha sido publicado na revista La Psychanalyse, em 1957. A carta roubada se refere ao conto de Edgar Allan Poe que leva esse título.

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Medium 9788536307473

3. Fundamentos em interpretação de escores

Susana Urbina Grupo A PDF Criptografado

[ capítulo

3

]

FUNDAMENTOS EM

INTERPRETAÇÃO DE ESCORES

CONSULTA

R Á P I D A 3. 1

Independentemente de quantas funções estatísticas forem usadas na testagem psicológica, na análise final o significado dos escores dos testes deriva dos referenciais que usamos para interpretá-los e do contexto no qual eles são obtidos. Sem dúvida alguma, os escores também precisam ser fidedignos, e os itens dos testes cuidadosamente desenvolvidos e avaliados para que contribuam para o sentido dos escores, questões das quais trataremos nos Capítulos 4 e 6. Neste capítulo, vamos analisar os referenciais para a interpretação de escores, um tópico intimamente relacionado à validade das inferências que podemos fazer a partir dos testes, discutidas mais detalhadamente no Capítulo 5. O contexto no qual a testagem acontece, uma questão de importância central que está relacionada ao processo de seleção e administração dos testes, é discutido no Capítulo final. O quadro Consulta Rápida 3.1 lista três excelentes fontes de informação nas quais muitos tópicos discutidos neste capítulo são abordados mais detalhadamente.

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Medium 9788536320588

Capítulo 7 - E se os ganhos acabarem?

James R. Flynn Grupo A PDF Criptografado

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E SE OS GANHOS

ACABAREM?

Um sábio tem a capacidade de chegar a conclusões sólidas sobre...o que conduz

à boa vida.

(Aristóteles, Ethics, vi, 1094b, 25-28)

Não existe razão para crer que os ganhos no QI continuarão para sempre.

Talvez existam poucos que não tenham absorvido a linguagem da ciência no grau que podem. A tendência atual de uma razão maior de adultos por crianças no lar pode mudar, e uma redução maior na taxa de natalidade provavelmente será compensada por um aumento no número de lares uniparentais. Deve haver um ponto de saturação em nossa disposição para sermos desafiados por atividades conceitualmente mais difíceis no trabalho e no lazer. Embora os ganhos ainda sejam robustos nos Estados Unidos, o QI parou de aumentar na

Escandinávia (Flynn e Weiss, no prelo; Schneider, 2006). Talvez a Escandinávia seja mais avançada que os Estados Unidos, e suas tendências se tornem universais, pelo menos nas nações desenvolvidas.

A consequência mais óbvia do final dos ganhos no QI seria que parariam de matar pessoas no corredor da morte. Se não houvesse ganhos por

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Medium 9788521632603

22 - É Possível Fazer a Diferença Sendo Diferente

Dinael Correa Campos Grupo Gen PDF Criptografado

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É Possível Fazer a

Diferença Sendo

Diferente

A

gora que você terminou de ler as páginas deste livro, assista ao filme Happy Feet: o Pinguim e comece a escrever sua caminhada nas áreas de Psicologia do Trabalho, Psicologia Organizacional, Recursos Humanos ou Gestão de Pessoas, porque é possível, sim, sendo um, fazer a diferença, e tudo se inicia com

Dinael Corrêa de Campos

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Capítulo 22

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Medium 9788536325484

6. ALLEGRO MODERATO

Ramon M. Cosenza, Leonor B. Guerra Grupo A PDF Criptografado

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NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO

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ALLEGRO MODERATO

Neste capítulo, veremos as emoções, observando sua importância biológica e seu processamento pelas estruturas nervosas, bem como suas relações com a cognição e a aprendizagem.

A EMOÇÃO E SUAS RELAÇÕES COM A COGNIÇÃO

E A APRENDIZAGEM

Embora todos saibamos, intuitivamente, o que são as emoções e possamos dar exemplos delas, como alegria, raiva, medo ou tristeza, é comum haver dificuldade em conceituá-las ou explicar para que servem. Do ponto de vista que aqui nos interessa, as emoções são fenômenos que assinalam a presença de algo importante ou significante em um determinado momento na vida de um indivíduo. Elas se manifestam por meio de alterações na sua fisiologia e nos seus processos mentais e mobilizam os recursos cognitivos existentes, como a atenção e a percepção.

Além disso, elas alteram a fisiologia do organismo visando uma aproximação, confronto ou afastamento e, frequentemente, costumam determinar a escolha das ações que se seguirão.

As emoções atuam como um sinalizador interno de que algo importante está ocorrendo, e são, também, um eficiente mecanismo de sinalização intragrupal, já que podemos reconhecer as emoções uns dos outros e, por meio delas, comunicar situações e decisões relevantes aos demais indivíduos ao nosso redor. Não só os seres humanos, mas também os animais são capazes de perceber as respostas emocionais dos seus semelhantes e reagir prontamente. Claro que isso tem um valor de sobrevivência, pois o medo demonstrado por um membro do grupo pode

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Medium 9788582710210

Capítulo 20 - Socialização organizacional

Mirlene Maria Matias Siqueira Grupo A PDF Criptografado

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Socialização organizacional

Livia de Oliveira Borges

Fábio Henrique Vieira de Cristo e Silva

Simone Lopes de Melo

Alessandra S. Oliveira Martins

Socialização, na perspectiva do interacionismo simbólico* e do construtivismo social,** é um processo de desenvolvimento do sujeito no qual ele constrói uma identidade diferenciadora e, ao mesmo tempo, sua inclusão sócio-histórica ao meio de inserção (construído), assemelhando-se e identificando-se com os grupos de referência (Berger; Berger, 1977; Berger; Luckmann, 1985, 2004; Martin-Baró, 1992; Torregrosa; Villanueva, 1984). É o processo de se tornar membro de um grupo, organização ou sociedade. A socialização organizacional, por sua vez, desenvolve-se no âmbito restrito das organizações nas quais o indivíduo está inserido no papel de trabalhador/empregado. Trata-se, portanto, nos termos de Berger e Luckman (1985), de um tipo de socialização secundária.

Os estudos sobre o assunto iniciaram na década de 1960 (Schein, 1968), motivados, entre outros aspectos, pela crescente necessidade de profissionalização da gestão de pessoas nas organizações, pelo trânsito de trabalhado*

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Medium 9788536326467

6 - Saudade da família no futuro ou o futuro sem família?

Makilim Nunes Baptista, Maycoln Leôni Martins Teodoro Grupo A PDF Criptografado

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Saudade da família no futuro ou o futuro sem família?

Dinael Corrêa de Campos

Noite de sábado. Recebo o convite para jantar com uma família amiga: Talita e Nílson, casados há pouco mais de duas décadas. À mesa também estão os dois filhos do casal (é necessário que se diga do casal para os objetivos do capítulo), Cleison, 21 anos, que estuda na escola militar, e Cássia, 18 anos, que estuda medicina. Ao lado da mesa, também está Lili, 11 meses, que faz parte da família como “filhinha mais nova”, a cachorra. Durante o jantar, Talita tece o seguinte comentário:

– Se eu não insistisse, ele (referindo­‑se ao filho), ficaria mais um final de semana sem aparecer.

– Eh, mãe, que pegação de pé, dá um tempo.

Eu não tô aqui?

Ao receber o convite para escrever um capítulo neste livro sobre família, em especial sobre a família do futuro, passei semanas refletindo sobre os temas que exigiam minhas reflexões para compor tal capítulo. Primeiro, levei dias tentando delimitar o que quero escrever sobre família e, depois, refletindo sobre que futuro quero dialogar, ou mesmo se no futuro haverá família, ou se a família se fará presente no futuro. Parecia estar correndo em círculos, como um cachorro atrás do próprio rabo (algumas pessoas podem não perceber a ironia da figura de linguagem), mas o fato é que falar sobre família e futuro, ou o futuro da família, parece­‑me redundante, pois não há como imaginarmos um futuro sem família.

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Medium 9788530949372

CAPÍTULO VII - HAMLET

Joséph Attie Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO VII

HAMLET

O adolescente desvanecido de nós no começo da vida e que obsediará os espíritos elevados e pensativos pelo luto em que se compraz, eu o reconheço debatendo-se na dor de aparecer.1

É

muito cedo que o nome de Hamlet aparece na correspondência de Mallarmé, depois em um de seus poemas. Passando por um de seus momentos de abatimento, eis o que ele escreve, em 1862, a Cazalis: “Quanto você se desiludirá quando vir esse indivíduo enfadonho que passa dias inteiros com a cara no mármore da lareira, sem pensar: ridículo

Hamlet que só pode se dar conta de sua prostração.”2

Ridículo Hamlet, eis o que ele observa nele mesmo nesses tempos de aflição. A identificação de Mallarmé com Hamlet nada tem, pois, de inconsciente. Essa identificação é, então, ainda mais importante para interrogar. Duas perdas marcam a vida de Hamlet: a de seu pai, primeiramente, assassinado por traição; depois a de Ofélia, também presente na obra de

Mallarmé, e que se suicidara. E à grande pergunta que permeia toda a literatura shakespeariana: por que Hamlet parece hesitar tanto em vingar seu pai, por que essa procrastinação, esse adiamento, essa imobilidade diante do ato? A resposta de Lacan pode parecer simples em sua complexidade.

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Medium 9788536322087

5. “Você pode me ajudar?”

Willem Kuyken, Christine A. Padesky, Robert Dudley Grupo A PDF Criptografado

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“Você pode me ajudar?”

Conceitualização de caso descritiva

TERAPEUTA: Mark, talvez você possa me contar o que o levou a ligar para a clínica.

MARK: Eu não sei por onde começar; a minha vida está simplesmente uma confusão.

TERAPEUTA: Lamento ouvir isso, parece que as coisas estão difíceis atualmente. Em que aspectos a sua vida parece ser uma confusão?

MARK: Bem, eu me preocupo com a minha saúde, eu me preocupo com o meu tra­ balho, eu me preocupo que posso desapontar minha família, eu me preocupo com coisas idiotas como, por exemplo, se desliguei o gás, apesar de ter verificado várias vezes.

TERAPEUTA: Parece que várias coisas estão lhe perturbando. Existem outros aspectos em que a sua vida parece estar uma confusão?

MARK: Bem, fico bravo com muitas pessoas no meu trabalho, e estou me sentindo deprimido. Estou farto com tudo isso e tão deprimido, eu simplesmente não me sinto capaz de lidar com as situações. (Começa a parecer muito desanimado.) Como eu disse, a minha vida está uma confusão.

Este diálogo de abertura entre Mark e sua terapeuta demonstra que as dificuldades atuais podem ser variadas e representarem uma sobrecarga para o cliente e, às vezes, até mesmo para o terapeuta. As descrições claras ajudam a organizar as informações atuais e, no processo, frequentemente reduzem os sentimentos de sobrecarga e desesperança. Neste capítulo, mostramos como a terapeuta alcança o primeiro nível de conceitualização do caso: descrevendo as dificuldades presentes em termos da TCC. Em geral, os terapeutas começam pela conceitualização de caso descritiva porque é necessário que se faça um esboço do território e das características das dificuldades presentes antes que seja possível explicar como os problemas são mantidos ou desenvolvidos.

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Medium 9788582713389

Capítulo 82 - Comida e Culpa: Uma Relação bem Delicada

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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COMIDA E CULPA:

UMA RELAÇÃO BEM DELICADA

Como não poderia deixar de ser, a busca por uma boa alimentação remonta aos primórdios de nossa existência. Quando obter algo que pudesse nos nutrir envolvia a caça ou a coleta em campos e florestas, a cada dia em que nossos ancestrais despertavam, com eles nascia uma nova jornada de busca de provisões – exatamente como ainda ocorre no reino animal.

Foi assim, após longos períodos de procura e com o avanço da civilização, que nosso sustento pôde ser obtido de maneira simples e fácil. Dizem os historiadores que a comida, na forma como a conhecemos hoje, em termos de sua disponibilidade e fartura (basta andar alguns minutos até achar o que precisamos), surgiu há menos de dois séculos.

Na verdade, o acesso criou uma série de facilidades para nossa vida cotidiana. Todavia, se considerarmos nosso tempo de vida sobre o planeta

(e a escassez pela qual passamos), não seria difícil compreender a razão pela qual temos uma natural atração pelos alimentos mais calóricos.

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