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Medium 9788565848633

Capítulo 13 - E-Cidadania e Práticas de Letramento com Idosos

Maria Cecília Calani Baranauskas; Maria Cecília Martins; José Armando Valente Grupo A PDF Criptografado

13

E -CIDADANIA

E PRÁTICAS

DE LETRAMENTO COM IDOSOS

Ivan Ferrer Maia

José Armando Valente

E

ste capítulo tem como objetivo mostrar como o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) mais especificamente de uma rede social inclusiva (RSI), favoreceu o processo de construção de letramento, em idosos excluídos do mundo digital. Foram considerados as tomadas de consciência, os múltiplos contextos dos membros envolvidos e a diversidade de canais de comunicação convergidos nos recursos digitais. Para tanto, foi utilizado o método de pesquisa-ação integral e sistêmica, na qual a interação dos atores e dos pesquisadores é analisada em formas e graus de intensidade diferentes e destinada

à democratização das práticas educativas e sociais nos campos em que ocorre a pesquisa-ação. Os sujeitos envolvidos foram 16 idosos, que se reuniram durante três anos, em três encontros semanais, para desenvolverem práticas com as tecnologias digitais. As TICs foram utilizadas como ferramentas para buscar informações, divulgar produtos criados por eles próprios e produzir conteúdos.

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Medium 9788582713389

Capítulo 11 - Estudo Associa uso Excessivo de Redes Sociais ao Narcisismo

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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ESTUDO ASSOCIA O USO

EXCESSIVO DE REDES SOCIAIS

AO NARCISISMO

Uma pesquisa publicada no Computers in Human Behavior revelou que o uso excessivo de redes sociais, como Twitter e Facebook, revela traços de narcisismo. As pessoas que pontuaram mais em escalas que medem essa característica foram as mesmas que mais postavam ao longo do dia.

Se você ainda não sabe, narcisista é aquela pessoa que se julga grandiosa e tem necessidade excessiva de admiração e aprovação.

Quando se fala em aprovação, é evidente que sempre há um espaço entre como eu me vejo e como os outros me veem. Nesse sentido, para os pesquisadores, as redes sociais teriam o poder de atuar nesse segmento.

Explico: você já deve ter percebido que nas redes sociais há todo o tipo de postagens, digo, de pessoas. Há aquelas que ocasionalmente publicam alguma coisa, outras que usam as redes de maneira mais frequente e aquelas que compartilham absolutamente tudo o que fazem em sua vida, como, por exemplo, a foto do prato de comida que acabaram de receber no restaurante – e é destas últimas que estamos falando.

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Medium 9788527732932

4 - Intensificação de Comportamento com Reforço Positivo

MARTIN, Garry; PEAR, Joseph Grupo Gen PDF Criptografado

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Intensificação de

Comportamento com

Reforço Positivo

Objetivos do aprendizado

Definir reforço positivo

Discutir o modo como somos influenciados pelo reforço positivo de forma quase con­tí­nua

Distinguir entre reforço positivo e reforço negativo

Descrever fatores que influenciam a efetividade do reforço positivo

Explicar como o reforço positivo pode atuar contra in­di­ví­duos que não têm consciên­cia dele.

Você quer sentar aqui, mãe?

Reforçando o comportamento cooperativo de Darren*

Darren, um menino de 6 anos, cooperava pouquíssimo com seus pais. Na esperança de aprender a lidar de maneira mais efetiva com o comportamento excessivamente dominante do filho, os pais de Darren o levaram

à Gatzert Child Developmental Clinic, na Universidade de Washington. Conforme o problema descrito pelos pais, Darren praticamente “comandava o show” em casa, decidindo quando iria para a cama, o que comeria, quando seus pais brincariam com ele e assim por diante.

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Medium 9788536309101

Capítulo 4. Os conceitos fundamentais da terapia familiar

Michael P. Nichols, Richard C. Schwartz Grupo A PDF Criptografado

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MICHAEL P. NICHOLS

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Os conceitos fundamentais da terapia familiar

Uma maneira totalmente nova de pensar sobre o comportamento humano

A terapia familiar muitas vezes é malcompreendida como apenas mais uma variação de psicoterapia, na qual a família inteira é levada a tratamento. É isso, claro, mas o mais importante é que envolve uma maneira nova de pensar sobre o comportamento humano – isto é, como fundamentalmente organizado pelo contexto interpessoal.

Antes do advento da terapia familiar, o indivíduo era visto como o lócus dos problemas psicológicos e o alvo óbvio do tratamento. Se uma mãe telefonasse dizendo que o filho de 15 anos estava deprimido, o terapeuta atenderia o menino para descobrir o que havia de errado com ele. Um rogeriano poderia procurar uma baixa auto-estima; um freudiano, raiva reprimida; um comportamentalista, ausência de atividades reforçadoras; mas todos eles acreditariam que as principais forças que moldam o comportamento do menino estavam localizadas dentro dele e que a terapia, portanto, requeria apenas a presença do paciente e de um terapeuta.

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Medium 9788536325736

Capítulo 8 - Psicopatologia e adaptação: Origens evolutivas dos transtornos psicológicos

Bernard Rangé; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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Psicopatologia e adaptação

Origens evolutivas dos transtornos psicológicos

Angela Donato Oliva

Introdução

A perspectiva evolucionista considera o funcionamento mental humano como adaptação às condições ambientais encontradas pelas populações ancestrais e nas quais a espécie teve que sobreviver. Para Cosmides e Tooby (1992), as características da mente humana teriam sido moldadas ao longo do

Pleistoceno, período datado entre dois a dez milhões de anos atrás. Para esses autores, foi nesse Ambiente de Adaptação Evolutiva

(AAE) que a arquitetura mental se estabeleceu como resultado de um processo de seleção de estruturas ou traços mentais que foram funcionais no passado. Só que algumas delas podem não ser mais assim no presente.

Esse tipo de constatação – do funcional no passado que se torna disfuncional no presente – pode contribuir de modo importante para a compreensão de transtornos.

Justifica­‑se encarar muitos sintomas como relacionados à ativação de mecanismos de defesa que teriam sido selecionados pela evolução em resposta a situações de perigo ou ameaças à sobrevivência. O primeiro objetivo deste capítulo é apresentar alguns desses comportamentos de defesa e seu percurso evolutivo na espécie humana. A ideia é contribuir para entender por que em determinadas circunstâncias se tornam disfuncionais a ponto de configurarem transtornos. Afinal, pode parecer contraditório a evolução ter selecionado psicopatologias, visto ser a aptidão dos indivíduos

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Medium 9788536325705

8. As propriedades de dependência do uso de internet

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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As propriedades de dependência do uso de internet

David Greenfield

Muitos estudos confirmaram a existência de um uso compulsivo ou dependente de internet (Aboujaoude, Koran, Gamel, Large e Serpe, 2006;

Chou, Condron e Belland, 2005; Greenfield, 1999a; Shaw e Black, 2008;

Young, 2007). Young (1998a) foi a primeira a descobrir que o uso excessivo de internet por razões não acadêmicas e não profissionais estava associado a efeitos prejudiciais sobre o desempenho acadêmico e profissional. Greenfield (1999b) descobriu que aproximadamente 6% das pessoas que usam a internet parecem fazê­‑lo compulsivamente, muitas vezes com consequências negativas sérias. Entretanto, ainda há muitas perguntas a serem respondidas antes de chegarmos a uma nosologia apropriada para rotularmos os efeitos do abuso de internet. Embora o termo da mídia mais popular atualmente pareça ser dependência de internet, outros termos utilizados incluem transtorno de dependência de internet, uso patológico de internet, abuso de internet, comportamento possibilitado pela internet, uso compulsivo de internet, compulsão de mídia digital e dependência virtual (Greenfield, 1999c). Essa lista não inclui todos os termos empregados, mas serve para ilustrar a complexidade que enfrentamos atualmente de dar um nome a esse fenômeno clínico.

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Medium 9788536321004

Apêndice geral

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Apêndice Geral

Gabarito dos Exercícios Propostos no

Capítulo 2 (J. V. S. Marçal)

Item 1 – Perfeccionismo a) Aquisição, história de vida

Variáveis Independentes (VIs)

Variáveis Dependentes (VDs)

Tirava as melhores notas da escola.

Pais muito exigentes quanto ao desempenho.

Estudou em colégios exigentes.

Premiada por elevado desempenho.

Valorizada pelos pais apenas em função do desempenho.

• Ambiente familiar competitivo e comparativo.

Muito acostumada a fazer tudo bem feito.

Sempre gostou de ser a melhor em tudo.

Preferia atividades que exigiam muito.

Sempre sentiu necessidade de fazer bem feito.

Muito autoexigente.

b) Condições atuais que ajudariam a manter o padrão comportamental

Variáveis Independentes (VIs)

Variáveis Dependentes (VDs)

• É proprietária e gerencia uma empresa que sofre grande concorrência.

• Têm grande prestígio entre os colegas de profissão; estes esperam muito dela.

• Mãe reforça-a diferencialmente pelo desempenho.

• Pensa que só quem faz bem feito progride na vida.

• Incomoda-se quando vê algo malfeito.

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Medium 9788536325705

12. Recuperação de 12 passos no tratamento de internação para a dependência de internet

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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Recuperação de 12 passos no tratamento de internação para a dependência de internet*

Shannon Chrismore, Ed Betzelberger, Libby Bier e Tonya Camacho

A doença da dependência química (i.e., sinais e sintomas, consequências, tratamento, etc.) está bem documentada. Já com referência ao uso problemático de internet e, especificamente, ao tratamento de internação para essa dependência, há bem menos informações. O propósito deste capítulo é examinar um modelo de tratamento de internação empregado em um centro para dependência química e para dependências comportamentais (incluindo jogo, internet, jogos eletrônicos, compras/gastos, sexo e comida, além da dor crônica com dependência). O capítulo também analisa o uso de um formato de grupo, não apenas em ambientes profissionais, mas também em comunidades de 12 passos. Para uma maior compreensão do tratamento e da terapia de grupo com pessoas dependentes de internet, apresentaremos inicialmente uma visão geral dessa dependência, da comunidade de Emoções Anônimas

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Medium 9788582712757

Capítulo 20. Raros - da transferência

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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RAROS – DA TRANSFERÊNCIA

A transferência, como qualquer conceito, tem algo de ficcional. Para descrever o potencial de sua utilização, nada melhor do que a quase ficção de André Gorz:

O que me cativava é que você me dava acesso a outro mundo. Os valores que dominaram a minha infância não existiam nele. Esse mundo me encantava. Eu podia escapar ao entrar nele, sem obrigações nem pertencimento. Com você, eu estava em outro lugar; um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo.

O novo encontro pode remodelar o anterior. Nada, aliás, poderia ser mais forte do que a novidade afetiva para combater a repetição inexpressiva. Tão forte que reencontra a poesia (do primeiro encontro?) nos versos do Quintana, que há anos me acomete como outra repetição à cata de novidade:

Eu te paguei minha pesada moeda

Poesia...

Para chegar ao poema, o poeta sugere que o preço é alto. Expressar ao máximo, dizer de verdade, até juntar o que nem o trabalho nem o amor conseguiram até então, custa muito! Os silêncios e as neuroses sabem disso, e o poeta, mais do que um fingidor, é um combatente corajoso. Para o soldado Hölderlin, os poetas “são vasos sagrados/onde conserva o elixir da vida/o espírito dos heróis”.

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Medium 9788536307473

Apêndice B – Endereços de editoras e distribuidores de testes

Susana Urbina Grupo A PDF Criptografado

Fundamentos da testagem psicológica

[ Apêndice

287

B

]

ENDEREÇOS DE EDITORAS E

DISTRIBUIDORES DE TESTES

Código

Nome da editora

Endereço

AAMC

ACT

AGS

CPP

ETS

HAR

HEM

H&H

LSAC/

LSAS

LWW

Mind

PA

PAR

RNL

RIV

SIG

TCB

TPC

UAD

UMP

WON

WPS

WRI

Association of American Medical Colleges

ACT, Inc.

American Guidance Service

Consulting Psychologists Press

Educational Testing Service

Harvard University Press

Harcourt Educational Measurement

Hogrefe & Huber Publishers

Law School Admission Council/Law

School Admission Service

Lippincott Williams & Wilkins

Mind Garden, Inc.

Pearson Assessments (formerly NCS)

Psychological Assessment Resources

Reitan Neuropsychological Laboratory

Riverside Publishing

Sigma Assessment Systems, Inc.

The College Board

The Psychological Corporation

Universal Attention Disorders, Inc.

University of Minnesota Press

Wonderlic, Inc.

Western Psychological Services

Wide Range, Inc.

www.aamc.org www.act.org www.agsnet.com www.cpp.com www.ets.org www.hup.harvard.edu www.HEMWEB.com www.hhpub.com www.lsac.org

Ver os códigos das editoras no Apêndice A.

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Medium 9788527731546

32 - Transtornos das Relações Conjugais

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

32

Transtornos das

Relações Conjugais

Nairo de Souza Vargas

Breve histórico sobre o desenvolvimento da psicoterapia de casais

De maneira bastante ampla, é possível dizer que a terapia de casais tem seus primórdios em tempos muito remotos. Praticamente em todos os antigos livros sagrados e de sabedoria, das mais diferentes culturas, podem-se encontrar referências ao tema do aconselhamento e recomendações para se ter um bom casamento. Eles trazem, junto com canções e textos clássicos da literatura, recomendações com as marcas da época. O casamento, como órgão vivo, muda conforme a cultura e a época e pode evoluir, transformando-se, ou ficar paralisado, desgastando-se e podendo até morrer.

Em nossa cultura, o casamento tem passado por muitas transformações, principalmente para a mulher, que antes era considerada a grande sustentadora do vínculo conjugal e quase única responsável pela vida afetiva e social do casal.

Era a “senhora do lar”. Com autonomia cada vez maior, a mulher hoje compartilha, de modo um pouco mais simétrico, as obrigações e os deveres do casamento com o homem.1 É cada vez mais frequente a profissionalização da mulher e seu ganho vem sendo crescentemente representativo para a manutenção da família. O papel do homem no casamento também vem se transformando, talvez menos que o da mulher, mas hoje ele é muito mais presente na vida afetiva da família, nos seus cuidados e no convívio.

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Medium 9788521611295

Capítulo 18 - Os Padrões Deles e os Seus

Donald Woods Winnicott Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 18

Os Padrões Deles e os Seus

S que todo mundo tem ideais e normas. Todos os que estão formando um lar têm ideias sobre o modo como as coisas uponho

devem ser organizadas, sobre as cores a escolher para a decoração da casa, os móveis e a maneira como se põe a mesa para o café da manhã. A maioria das pessoas sabe, perfeitamente, que espécie de casa teria se a fortuna lhe batesse à porta, e se é mais confortável viver na cidade ou no campo, ou que espécie de filme vale a pena ir ver.

Quando a moça se casa, pensa: “Agora posso viver como gosto.”

Uma menina de cinco anos que estava colecionando palavras ouvira alguém dizer: “O cão voltou para casa por sua livre vontade.” Ela adotou a palavra e, no dia seguinte, disseme: “Hoje é o meu aniversário, assim tudo tem de ser como a minha livre vontade.” Pois quando a moça se casa, pensa também, “agora, finalmente, posso viver num ambiente de minha livre vontade”, para usar a linguagem da garotinha. Note-se: não é que a “livre vontade” da moça seja melhor que a da sogra, mas é dela – e isso faz uma enorme diferença.

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Medium 9788582714775

Capítulo 51. Escala Geral de Atividades de Vida Diária

Malloy-Diniz, Leandro F.; Leandro F.; Malloy-Diniz Grupo A PDF Criptografado

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Escala Geral de Atividades de Vida Diária

JONAS JARDIM DE PAULA

A avaliação das atividades de vida diária

(AVDs) é um componente essencial do exame neuropsicológico de idosos, sobretudo na investigação dos transtornos neurocognitivos leves ou maiores (comprometimento cognitivo leve [CCL] e demência). As AVDs podem ser definidas como um conjunto de atividades que é esperado que a maioria dos pacientes (no caso, idosos) realize em determinada cultura. São comumente divididas em AVDs básicas (relacionadas ao autocuidado) e AVDs instrumentais (relacionadas

à manipulação de instrumentos e à realização de práticas culturais comuns a determinada época).

A Escala Geral de Atividades de Vida Diária (GADL; de Paula et al., 2014) foi desenvolvida com o intuito de reunir as

AVDs mais avaliadas no contexto brasileiro, além de estabelecer um critério de pontuação unificado para todas as atividades.

Essa proposta decorreu da grande heterogeneidade de escalas, itens e procedimentos de correção adotados no contexto de clínica e pesquisa com idosos no Brasil. Os itens foram selecionados com base nas escalas de

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Medium 9788536325637

5. Transtornos invasivos dodesenvolvimento: autismo

Circe Salcides Petersen, Ricardo Wainer Grupo A PDF Criptografado

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Transtornos invasivos do desenvolvimento: autismo

Carlo Schmidt

Cleonice Alves Bosa

O autismo não pode ser concebido como um quadro único, mas definido como um transtorno complexo do desenvolvimento, definido de um ponto de vista comportamental, com etiologias múltiplas que se manifesta em graus variados de gravidade (Gadia, 2006).

Essa definição de autismo está sendo utilizada como sinônimo de transtorno global do desenvolvimento (TGD) e transtorno do espectro do autismo (TEA) e não somente como transtorno autista (TA), conforme estritamente definido no DSM e na CID.

Essa distinção é fundamental porque as subcategorias da classificação mais ampla de TGDs, presentes no DSM­‑IV­‑TR (2002), se destinam exclusivamente aos propósitos de pesquisa e desenvolvimento de serviços.

É consenso atualmente a falta de critérios comportamentais específicos que permitam reconhecer subgrupos mais homogêneos no espectro do autismo que contemplem tanto os propósitos práticos e clínicos quanto para fins de pesquisa (Tuchman e Rapin, 2009).

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Medium 9788582710555

Capítulo 21 - Neuropsicologia da obesidade

Daniel Fuentes; Leandro F. Malloy-Diniz; Candida Helena Pires de Camargo, Ramon M. Cosenza Grupo A PDF Criptografado

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Neuropsicologia da obesidade

JOANA PERES DE PAULA

RITA MARCATO

RENATA SANTOS

MARILIA SALGADO P. DA COSTA

DANIEL FUENTES

A obesidade é uma das maiores causas de mais aprofundada da relação entre obesidamorte evitável e, de acordo com a Organide e funções neuropsicológicas específicas. zação Mundial da Saúde (World Health OrSeguem os achados que apresentam a ganization [WHO], 2013), o sobrepeso e a cognição de maneira inespecífica, por meio obesidade são a quinta causa de óbitos no de medidas de integridade cognitiva geral e mundo. inteligência, e os demais achados, organizaDe acordo com um levantamento redos e distribuídos por funções neuropsicocente do Ministério da Saúde (2011) do gológicas específicas. verno brasileiro, a porcentagem de pessoas com excesso de peso e obesidade aumentou

INTEGRIDADE COGNITIVA GERAL expressivamente nos últimos seis anos. A proporção dessa situação no Brasil avançou

Em sua maioria, os estudos de obesidade de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011, não têm a intenção de avaliar essa função, e o percentual de obesos subiu de 11,4 pamas de assegurar uma amostra preservara 15,8%. da cognitivamente. A integridade cognitiA obesidade é uma doença crônica va geral é mais comumente utilizada como multifatorial. Nela, ocorre um acúmulo excontrole de variáveis do que como objetivo cessivo de gordura corporal, e a ingestão de de estudo. Espera-se padronizar a amostra alimentos é maior do que o gasto de enerquanto ao quociente de inteligência (QI), gia. Pode estar associada a certos problemas excluindo-se sujeitos com possível demênde saúde, tais como hipertensão, diabetes, cia ou incapacidade de leitura (Alosco et al., doenças cardíacas, acidente vascular cere2012; Boeka e Lokken, 2008; Cserjési, Molbral e hiperlipidemia (WHO, nár, Luminet, & Lenárd, 2007;

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