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Medium 9788582713099

Capítulo 16. O ciclo vital familiar

Froma Walsh Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 16

O ciclo vital familiar

Monica McGoldrick

Tazuko Shibusawa

A

té recentemente, terapeutas e pesquisadores prestavam pouca atenção ao ciclo vital familiar e seu impacto no desenvolvimento humano (McGoldrick, Carter &

Garcia-Preto, 2011a). A maioria das teorias psicológicas têm focado no indivíduo ou, no máximo, na família nuclear, ignorando o contexto multigeracional das conexões familiares que moldam nossas vidas ao longo do tempo. No entanto, é essencial uma perspectiva do ciclo vital da família porque isto possibilita que os clínicos prevejam o desenvolvimento futuro dos indivíduos e das famílias, incluindo os riscos, o que por sua vez facilita a prevenção. É útil levar em conta toda a avaliação clínica dentro de uma estrutura do ciclo familiar que oferece um conceito flexível dos estágios vitais previsíveis e reconhece as tarefas emocionais das pessoas e membros da família, dependendo da sua estrutura, tempo de vida, momento cultural e histórico. O antigo modelo da família nuclear é insuficiente porque, como assinalam Dilworth-Anderson,

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Medium 9788536307787

Capítulo 28. Teste das Fábulas: novas perspectivas

Jurema Alcides Cunha Grupo A PDF Criptografado

Teste das Fábulas: novas perspectivas*

Jurema Alcides Cunha, Blanca Guevara Werlang,

Irani I.L. Argimon

A

exploração de historietas incompletas como estímulo para investigar conflitos inconscientes, na avaliação psicológica, começou a ser feita por Louisa Düss, em 1940. Desde então, firmou-se a sua popularidade, especialmente como um método projetivo infantil, em vários países, ainda que grande parte das pesquisas publicadas utilizassem apenas amostras de sujeitos em idade escolar.

Após vários anos de experiência com a técnica, utilizando a forma verbal e pictórica com crianças, resolvemos avaliar a sua utilização clínica com outros grupos etários. Na realidade, embora a literatura tenha vários exemplos de trabalhos que falam no valor das fábulas em diferentes idades, tal possibilidade não parecia muito prática, uma vez que o conteúdo das fábulas é caracteristicamente infantil.

Aliás, segundo Anzieu (1981), a criança se identifica com o herói, porque este está “colocado em uma situação representativa do desenvolvimento infantil” (p.69).

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Medium 9788582712757

Capítulo 16. Da explosão à palavra

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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DA EXPLOSÃO À PALAVRA

Uma jovem adulta me disse: “A minha mãe acha que eu não nasci”.

Ela havia nascido depois de dois abortos espontâneos. A interação com a mãe era marcada pela superproteção, que agora entendíamos como expressão do medo de que ela também morresse. Assim, não podia viver.

Eu queria escrever aquilo, mas logo chegou o outro momento. Um adolescente que tinha acessos de cólera sem aparente significado para ele e para os pais contou-me um pesadelo. Estávamos eu, ele e a avó materna em um casarão. Com crueldade, eu tranquei a velha em uma espécie de sótão, enchi de explosivos e os detonei. Ao ver a avó explodindo, ele sentiu muita raiva de mim, pois gostava dela.

Aquela avó era mesmo afetiva e participou dos seus cuidados desde bebê. Porém, como a mãe da primeira paciente, sempre foi superprotetora com a filha e igualmente com ele. Se, por um lado, compunha a matriz de apoio (Stern), por outro, podia ser invasiva (Mahler) e dificultava a autonomia, a vida própria. No fundo, aprendíamos ali que a superproteção

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Medium 9788582711453

Capítulo 1 - A angústia escondida (Caso Amália)

Gley P. Costa e colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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A ANGÚSTIA ESCONDIDA

(Caso Amália)

Gley P. Costa

R ESUMO

Estudo clínico sobre a histeria como ela se apresenta na atualidade, enfatizando o caráter defensivo da identificação nessa patologia para lidar com a angústia resultante de experiências precoces de separação e perda do objeto.

A identificação foi descrita por Freud desde muito cedo em relação aos seus casos de histeria, percorrendo toda a sua obra e também a de seus seguidores, “como um ingrediente indispensável da teoria psicanalítica” (Etchegoyen,

1985, p. 11).

Conforme as palavras de Grinberg (1985, p. 7),

[...] o conceito de identificação é central e básico para a compreensão do desenvolvimento e organização da personalidade, intervindo como processo fundamental na formação do ego, do superego, do ideal do ego, do caráter e da identidade.

No capítulo VII de “Psicologia de grupo e análise do ego”, Freud (1976s, p. 133) refere que “a identificação é a mais remota expressão de um laço emocional com outra pessoa”, acrescentando que a identificação se comporta como um derivado da fase oral da organização da libido e que, sendo ambivalente desde o início, pode se tornar expressão tanto de ternura quanto de desejo de afastamento de alguém.

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Medium 9788582715055

Capítulo 33. Síndromes psicomotoras

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

33

Síndromes psicomotoras

Os dois principais tipos de síndromes psicomotoras são as de agitação psicomotora e as de estupor/catatonia e lentificação psicomotora.

O conhecimento de tais síndromes tem particular relevância para a prática clínica em emergências psiquiátricas e serviços de saúde mental que recebem pacientes em estado agudo

(Wilcox; Duffy, 2015).

Em muitos desses casos, com certa frequência, é difícil estabelecer um diagnóstico nosológico específico (de um transtorno mental específico). Por isso, o recurso inicial ao diagnóstico sindrômico pode ser de considerável utilidade. Também serão abordadas neste capítulo, de forma breve, as síndromes de transtornos disruptivos ou agressivos, relevantes, sobretudo, na psicopatologia da infância e da adolescência.

dade, hostilidade e agressividade (Quadro 33.1)

(Chamberlain; Sahakian, 2007).

Atualmente, há protocolos detalhados para se identificar e lidar clinicamente com quadros graves de agitação psicomotora. Recomendamos aquele realizado pela Universidade de

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Medium 9788536314648

Capítulo 15: Terapia comunitária: acircularidade nas relações sociais

Luiz Carlos Osorio, Maria Elizabeth Pascual do Valle Grupo A PDF Criptografado

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Luiz Carlos Osorio, Maria Elizabeth Pascual do Valle & cols.

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Terapia comunitária: a circularidade nas relações sociais

Maria Henriqueta Camarotti

Doralice Oliveira Gomes

Seja bem-vindo, oh lê lê, seja bem-vindo, oh lá lá.

Paz e bem pra você que veio participar.

(Música utilizada na terapia comunitária.)

POR QUE A TERAPIA COMUNITÁRIA

NO “BANQUETE” DA FAMÍLIA?

A terapia comunitária (TC) é um espaço em que membros de diferentes famílias se encontram para partilhar vivências e descobrir soluções para as questões do cotidiano, tendo como alvo o sofrimento, e não a patologia. Entende-se nessa prática não só o sofrimento intrínseco do indivíduo, como também o produto de processo histórico, político, social e econômico de exclusão (Brandão, 2004). Essa abordagem possibilita a promoção de encontros interfamiliares, nos quais o pensamento sistêmico subsidia a compreensão circular dos problemas e suas soluções. No contexto de partilhas de experiências, busca-se reforçar a compreensão de co-responsabilidade nas situações vivenciadas (circularidade), superando a visão de culpabilização (linearidade).

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Medium 9788582711040

Capítulo 8 - Transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada, ansiedade de separação e fobia social)

Gustavo M. Estanislau, Rodrigo Affonseca Bressan Grupo A PDF Criptografado

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Transtornos de ansiedade

(transtorno de ansiedade generalizada, ansiedade de separação e fobia social)

João Paulo Machado de Sousa

Flávia de Lima Osório

Bruno Zanotti Schneider

José Alexandre de Souza Crippa

“Ansiedade” é um termo amplo que descreve um estado de preparação para enfrentar situações de perigo. Quando ansiosos, animais e seres humanos apresentam reações como o aumento da atenção voltada para o ambiente e a ativação de respostas corporais, que dependem da proximidade e da intensidade do perigo. Uma característica importante da ansiedade natural é que ela

é temporária e manifesta-se na expectativa de perigos reais, desaparecendo assim que se percebe que o perigo acabou. Quando analisamos as coisas dessa forma, fica claro que a ansiedade em si está mais relacionada à manutenção da integridade do indivíduo do que a quadros que perturbam sua saúde.

As respostas de ansiedade dependem de estruturas cerebrais que participam do processamento de informações ameaçadoras que interagem por meio de um delicado equilíbrio de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores, dos quais a serotonina e a dopamina são os mais importantes.

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Medium 9788584291427

Capítulo 1. Variáveis e delineamento de pesquisa

Christine Dancey, John Reidy Grupo A PDF Criptografado

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Variáveis e delineamento de pesquisa

VISÃO GER AL DO CAPÍTULO

Com o objetivo de explicar como utilizar e entender a estatística, talvez seja melhor iniciar destacando os fatores principais para delinear uma pesquisa. Descreveremos, então, os aspectos mais importantes de um projeto de pesquisa com o objetivo de mostrar como ele influencia o uso da estatística. Neste capítulo, portanto, pretendemos ensinar sobre o seguinte:

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variáveis contínuas, discretas e categóricas; variáveis dependentes e independentes; delineamentos correlacionais, experimentais e quase-experimentais; delineamentos entre e intraparticipantes.

1.1  P

� or que ensinar estatística sem fórmulas matemáticas?

A estatística como conteúdo tende a despertar medo nos corações e mentes de muitos estudantes de ciências sociais e humanas e nos de muitos professores também. Entender os conceitos estatísticos não deve, no entanto, ser mais difícil do que compreender qualquer outro conceito teórico (p. ex., o conceito de inteligência). De fato, alguém poderia pensar que entender um conceito bastante concreto, tal como o de média aritmética, seria bem mais fácil do que compreender o vago conceito psicológico de “atitude”. Ainda assim, a cada ano, parece que a maioria dos estudantes, que aparentemente compreende muitos conceitos não estatísticos com relativa facilidade, tem dificuldade para entender estatística. No nosso modo de ver, muitas pessoas temem a estatística porque os conceitos estão perdidos em meio às fórmulas matemáticas. Dessa forma, procuramos explicar a estatística de uma forma conceitual sem confundir os estudantes com fórmulas matemáticas desnecessárias

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Medium 9788536322094

Capítulo 14. Estratégias Estruturais

Marsha M. Linehan Grupo A PDF Criptografado

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A

ESTRATÉGIAS ESTRUTURAIS

s estratégias estruturais têm a ver com a maneira como a TCD, como um todo, e as sessões individuais começam e terminam. Elas também têm a ver com a maneira como o terapeuta estrutura o tempo durante as diversas fases do tratamento e durante as sessões individuais.

A principal tarefa no começo da TCD

é desenvolver um contrato de tratamento cooperativo. Já a principal tarefa no final da TCD é preparar a paciente para a vida sem a TCD e orientá-la para o que pode esperar do terapeuta e da equipe de tratamento depois que o tratamento formal acabar.

A ênfase fundamental nas primeiras e

últimas sessões individuais está em criar uma atmosfera emocional que proporcione que a paciente interaja abertamente durante a sessão e que a proteja o máximo possível de emoções negativas controláveis depois que a sessão acabar. O tempo da sessão na terapia individual é estruturado conforme a hierarquia de metas da TCD

(reduzir os comportamentos suicidas, re-

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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 18 - Construindo conversações libertadoras da dor e humilhação: uma resposta ao trauma do abuso sexual

Maria Rita Dias, Maria Luiza Dias Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

18

Construindo conversações libertadoras da dor e humilhação: uma resposta ao trauma do abuso sexual

Maria Cecília Astete Salazar

O abuso sexual na família é um tema que tem sido objeto de vários estudos utilizando diferentes pontos de vista e enfoques.

Entretanto, meu objetivo neste capítulo é compreender a dinâmica do abuso sexual e a resposta ao trauma do abuso articulando a Biologia Cultural de Humberto Maturana e Ximena Dávila com a Terapia Narrativa de Michael White, destacando, do seu trabalho, o seu olhar a respeito do trauma, visão que amplia a compreensão tradicional deste.

Venho há alguns anos me interessando pela obra de

Humberto Maturana e acompanhando o caminhar de suas ideias, com as quais Ximena Dávila tem dialogado e contribuído para seu desenvolvimento, fato que o próprio Ma­turana

(2009) salienta.

Cabe destacar que da Biologia Cultural escolhi alguns conceitos, como: matriz biológica e cultural da existência humana, violência, amor, cultura patriarcal-matriarcal, conversações libertadoras. Com respeito à Terapia Narrativa, trabalharei com a noção de trauma e com a prática narrativa Árvore da Vida.

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Medium 9788582711811

Capítulo 2 | Neurociências forenses

Antonio de Pádua Serafim, Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Neurociências forenses

DANIEL MARTINS DE BARROS

ALINE LAVORATO GAETA

GERALDO BUSATTO FILHO

Desde o momento em que o então presidente norte-americano George Bush (pai) declarou que

A fim de aumentar a consciência pública com relação aos benefícios a serem obtidos pela pesquisa sobre o cérebro, o

Congresso dos Estados Unidos da América designou a década iniciada em 1o de janeiro de 1990 como a “Década do

Cérebro”. (Project on the Decade of the

Brain, 1990, tradução nossa)

a humanidade experimentou uma conjuntura nova de esforços na compreensão do funcionamento desse órgão, com cientistas e pesquisadores encarando de maneira conjunta o desafio de alcançar uma maior compreensão do encéfalo como um todo – estrutural e funcionalmente.

Já antes desse período e, mais enfaticamente, em décadas mais recentes, diferentes campos das neurociências vêm gerando novas informações sobre a fisiopatologia dos transtornos neuropsiquiátricos e o funcionamento cerebral na normalidade, abarcando desde a macroscopia cerebral até mecanismos moleculares.

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Medium 9788521629450

CAPÍTULO 3 - Cognição Social: Como Pensamos sobre o Mundo Social

Aronson, Wilson, Akert Grupo Gen PDF Criptografado

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Aronson - Cap 03 4ª prova.indd 36

Cognição Social 

Como Pensamos sobre o Mundo Social

12/12/2014 09:32:50

F

oi uma disputa épica no programa de televisão americano “jeopardy!”, no qual os competidores recebem uma resposta e têm de saber a pergunta correta.

Dois dos três participantes estavam entre os melhores de todos os tempos. Ken

Jennings detinha o recorde da mais longa série de vitórias (ele ganhou 74 jogos consecu‑ tivos), e Brad Rutter ganhou o maior prêmio em dinheiro da história do programa. E o terceiro participante? Quem ousaria desafiar intelectualmente esses temíveis oponentes?

Na verdade, não era “quem”, mas “o quê”: um supercomputador chamado Watson, desen‑ volvido pela IBM e batizado em homenagem ao fundador da empresa, Thomas J. Watson.

A partida começou de maneira acirrada, a liderança passava de um competidor para outro, mas, no terceiro e último dia, Watson havia acumulado insuperável vantagem. Jo‑ gada atrás de jogada, o supercomputador dava respostas corretas a pistas herméticas. Na categoria Legal “Es” (“juridiquês”), por exemplo, Watson recebeu a pista: “Esta cláusula em um contrato sindical determina que os salários aumentem ou diminuam dependendo de um parâmetro, como custo de vida”, e corretamente respondeu: “O que é ‘escalator’ (cláu‑ sula de reajuste)?” Ken Jennings, que se descreveu como “a Grande Esperança à Base de

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Medium 9788536322988

Capítulo 1 - Significados do Trabalho

José Carlos Zanelli, Narbal Silva, Dulce Helena Penna Soares Grupo A PDF Criptografado

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SIGNIFICADOS DO TRABALHO

A palavra trabalho, em sua origem, como é bastante conhecida, está relacionada a alguma forma de tortura, sofrimento ou esforço doloroso. Assim interpretada, para muitos, tem o significado de um pesado fardo, que nos impede de viver. Esse tipo de conotação conferida ao trabalho está associado à compreensão da atividade laborativa como fonte de alienação econômica, política e de aflição para aqueles que a realizam. Tal concepção se relaciona ao trabalho como fonte de exploração e de deterioração da qualidade de vida do ser humano, ao despender esforço físico e psíquico que resulta em desgastes e significados pouco relevantes (Zanelli, Cazaretta, García, Lipp e Chambel,

2010). O rebaixamento dos padrões de qualidade de vida no trabalho, entre outros fatores decorrentes, implica sofrimento, que pode ser compreendido como o tédio experimentado em situações que resultam na sensação de cansaço, desânimo e descontentamento dos seres humanos com os trabalhos que realizam (Mendes e Tamayo, 2001).

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Medium 9788582712832

Capítulo 10 - Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: aspectos neuropsicológicos e de neuroimagem e sua relação com a vida real

Jerusa Fumagalli de Salles, Vitor Geraldi Haase, Leandro F. Malloy-Diniz Grupo A PDF Criptografado

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Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade: aspectos neuropsicológicos e de neuroimagem e sua relação com a vida real

PILAR ERTHAL

GABRIEL COUTINHO

FLÁVIA MIELE

PAULO MATTOS

O transtorno de déficit de atenção/hipera­ tividade (TDAH) está associado a custos elevados em estudos de farmacoecono­ mia e a desfechos negativos para pacientes e familiares, os quais podem incluir com­ prometimento acadêmico – reprovações, abandono, suspensões e expulsões. Pesso­ as com esse transtorno podem, ainda, apre­ sentar dificuldades sociais, entre elas uma menor frequência de comportamentos pró-sociais, como compartilhamento da atenção e alternância de turnos, o que pode gerar hostilidade na relação com os pares

(Sibley, Evans, & Serpell, 2010). Há evidên­ cias de que boa parte das crianças e ado­ lescentes com TDAH pode ter menos ami­ gos íntimos, apresentando maior rejeição por pares (Wehmeier, Schacht, & Bar­kley,

2010), além de poderem se envolver em mais comportamentos de risco, terem me­ nos relações estáveis e maiores índices de divórcio na vida adulta (Barkley, 2006; Bie­ derman et al., 2006).

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Medium 9788582715963

5 - Agressividade e agitação psicomotora

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

LEONARDO BALDAÇARA

A agitação pode ser definida como um estado de atividade psicomotora excessiva sem necessariamente ter um propósito, podendo ser acompanhado por inquietação, aumento da atividade cognitiva, irritabilidade e até agressividade.1,2 Trata-se de uma das complicações mais comuns das doenças mentais, sendo que a conduta e o treinamento adequados permitem melhor prognóstico e previnem complicações. Além disso, a correta abordagem da agitação pode, inclusive, diminuir o tempo de crise do paciente, assim como sua permanência em um pronto-socorro ou hospital.1,3 Reconhecer rapidamente a situação, manejar o ambiente, promover postura profissional adequada, realizar diagnóstico diferencial prontamente e intervir de forma apropriada são medidas cruciais para reverter esses estados.1,3

Agitação psicomotora é todo estado de aumento de atividade, com ou sem propósito, e de diversas gravidades.

Agressividade é o aumento da atividade motora com o intuito de causar dano a algo (objeto ou pessoa).

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