3611 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788582710555

Capítulo 7 - Neuropsicologia da linguagem

Daniel Fuentes, Leandro F. Malloy-Diniz, Candida Helena Pires de Camargo, Ramon M. Cosenza Grupo A PDF Criptografado

7

Neuropsicologia da linguagem

JERUSA FUMAGALLI DE SALLES

JAQUELINE DE CARVALHO RODRIGUES

A neuropsicologia da linguagem é uma área ampla que investiga as bases neurobiológicas da linguagem; a aquisição da linguagem; o processamento cognitivo-linguístico (oral e escrito); os déficits linguísticos, adquiridos ou do desenvolvimento; a avaliação; e a reabilitação. Neste capítulo, serão abordados apenas alguns aspectos da linguagem em adultos, sendo enfocadas as afasias, que são as alterações adquiridas mais frequentes em lesões neurológicas. Por fim, serão citados alguns instrumentos que podem contribuir para o processo de avaliação neuropsicológica da linguagem em adultos.

A linguagem é uma habilidade cognitiva bastante complexa, importante para a socialização e a comunicação humana. Portanto, os distúrbios de linguagem adquiridos geralmente interferem de forma significativa nas habilidades comunicativas, sociais, laborais e de (re)integração à sociedade (Hillis, 2007). A linguagem manifesta-se na forma de “compreensão” receptiva e de decodificação do input linguístico

Ver todos os capítulos
Medium 9788582710081

Capítulo 13 - Identificando e Modificando Crenças Intermediárias

Judith S. Beck Grupo A PDF Criptografado

Ca p í tu lo 1 3

IDENTIFICANDO E MODIFICANDO

CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS

O

s capítulos anteriores descreveram a identificação e a modificação dos pensamentos automáticos, as palavras ou imagens factuais que passam pela cabeça do paciente em uma determinada situação e levam ao sofrimento. Este capítulo e o próximo descrevem as ideias ou entendimentos mais profundos geralmente não articulados que os pacientes têm a respeito de si, dos outros e do seu mundo pessoal, que suscitam pensamentos automáticos específicos. Frequentemente, essas ideias não são expressas antes da terapia, mas podem ser facilmente identificadas a partir do paciente ou inferidas e depois testadas.

Conforme descrito no Capítulo 3, essas crenças podem ser classificadas em duas categorias: crenças intermediárias (compostas por regras, atitudes e pressupostos) e crenças nucleares (ideias globais rígidas a respeito de si, dos outros e do mundo). As crenças intermediárias, embora não tão passíveis de modificação, ainda são mais maleáveis do que as crenças nucleares.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521804963

V. Foraclusão e Descrença

Antonio Quinet Grupo Gen PDF Criptografado

V

FORACLUSÃO E DESCRENÇA

Em seu seminário “A ética da psicanálise” Lacan propõe para a psicose o termo descrença (incroyance, Unglauben) a partir da expressão Versagen des Glaubens, empregada por Freud para designar o caráter do que ocorre com o psicótico no seu primeiro encontro com o sexo. E identifica a descrença com a foraclusão: “Quanto à descrença, há aí, na nossa perspectiva, uma posição de discurso que se concebe muito precisamente em relação à Coisa – a Coisa aí é rejeitada no sentido próprio da Verwerfung”.1 E adiante ele define o mecanismo próprio do discurso da ciência em termos de Verwerfung da Coisa.

Deve-se notar que no discurso da ciência se trata de “posição de discurso” e não de “posição de sujeito”, expressão esta que Lacan utiliza para evocar a posição da histérica, do obsessivo e do paranoico em relação à Coisa, ou das Ding.

Se há foraclusão da Coisa no discurso da ciência é na medida em que (...) em sua perspectiva, “se delineia o ideal do saber absoluto”, ou seja, o ideal de uma rede significante global, onde não há lugar para o que está fora do significante – a Coisa. Trata-se do ideal de tudo dizer sobre o real – o que é uma loucura, mas é o que é visado no discurso da ciência. Entretanto, no que se refere à posição do sujeito psicótico, o Unglauben, em sua equivalência com a foraclusão, não se incide na Coisa, mas na realidade psíquica.2 Essa descrença do

Ver todos os capítulos
Medium 9788536307374

Capítulo 3 - Coesão grupal

Irvin D. Yalom, Molyn Leszcz Grupo A PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

61

3

Coesão grupal

Neste capítulo, examino as propriedades da coesão, as evidências consideráveis da coesão grupal como fator terapêutico e os diversos caminhos pelos quais ela exerce a sua influência terapêutica.

O que é a coesão e como ela influencia o resultado terapêutico? A resposta mais simples

é que a coesão é o análogo na terapia de grupo do relacionamento na terapia individual. Em primeiro lugar, tenha em mente que existe um vasto corpus bibliográfico sobre a psicoterapia individual demonstrando que um bom relacionamento entre o terapeuta e o paciente é essencial para um resultado positivo. Será que um bom relacionamento terapêutico é essencial na terapia de grupo? Mais uma vez, a literatura deixa poucas dúvidas de que o “relacionamento” é básico para o resultado positivo na terapia de grupo. Mas o relacionamento na terapia de grupo é um conceito muito mais complexo do que o relacionamento na terapia individual. Afinal, existem apenas duas pessoas na transação da terapia individual, ao passo que diversos indivíduos, geralmente de seis a dez, trabalham juntos na terapia de grupo. Não será suficiente dizer que um bom relacionamento é necessário para o sucesso da terapia de grupo – devemos especificar qual relacionamento: o relacionamento entre o paciente e o terapeuta do grupo (ou terapeutas, se houver co-líderes)? Ou entre o paciente e os outros membros do grupo? Ou quem sabe entre o indivíduo e o “grupo” como um todo?

Ver todos os capítulos
Medium 9788527730686

16 - Doença de Alzheimer

Miotto Grupo Gen PDF Criptografado

16

Doença de Alzheimer

Sonia Maria Dozzi Brucki e Cláudia Sellitto Porto

Introdução

A doen ça de Alzheimer (DA) é a causa mais frequente de demência, aumentando exponencialmente com a idade. A prevalência em estudos brasileiros varia entre 5,1% a 19% da população acima de 60 anos. 1 Em estudo de metanálise, observou-se uma prevalência entre 2,2% na África a 8,9% na Europa. 2 Na América Latina, a prevalência varia entre 2,4% (in di ví duos entre 65 e 69  anos) até 33% (entre aqueles com

90  anos ou mais). 3 A maior parte dos pacientes com demência está em paí ses em desenvolvimento, em que condições de saú de são mais precárias, bem como o nível educacional. Estudos comprovam que a baixa escolaridade é um fator de risco para o desenvolvimento de demência. Nos dados compilados da América Latina, a prevalência de demência entre analfabetos foi o dobro daquela encontrada entre alfabetizados. A incidência de DA em uma mesma coorte na cidade de Catanduva (SP) foi de 7,7 por mil habitantes (com idade acima dos 64 anos) por ano. 4 A DA é responsável por pelo menos metade dos casos diagnosticados.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715963

18 - Riscos associados ao comportamento sexual

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

CARMITA H. N. ABDO

MARCO DE TUBINO SCANAVINO

FLÁVIO JOSÉ GOSLING

O abuso sexual, a violência sexual e o comportamento sexual de risco são importantes problemas sociais e de saúde pública, cuja prevenção, assistência e tratamento requerem equipe multidisciplinar, na qual o psiquiatra ocupa papel de destaque. Além do risco de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e de gravidez indesejada, há impacto negativo sobre a saúde mental e a qualidade de vida do paciente vitimizado, bem como de seu agressor. Ambos inspiram cuidados médico-psicológicos e trabalho de reinserção social.

Este capítulo apresenta o tema em 3 seções distintas, para torná-lo mais didático. A primeira seção aborda o abuso sexual na infância e na adolescência, enquanto a segunda trata da violência sexual na vida adulta. A terceira seção é dedicada aos principais comportamentos sexuais de risco. Nessas seções, os diferentes quadros relativos ao abuso e à violência sexual são descritos separadamente, nos aspectos que assim o exijam, sendo agrupados quando houver tópicos comuns a ambos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536325736

Capítulo 14 - Pense saudável: Reestruturação cognitiva em nível de crenças condicionais

Bernard Rangé Grupo A PDF Criptografado

14

Pense saudável

Reestruturação cognitiva em nível de crenças condicionais

Lia Silvia Kunzler

Crenças condicionais (CC), também chamadas de crenças intermediárias ou pressupostos subjacentes, representam as regras, os deveres e podem ser estruturadas em forma de suposição, ou seja, um pensamento

“Se..., então...”. Com frequência, um paciente procura ajuda por manter um comportamento que considera não saudável ou por não conseguir tomar uma decisão e manter um comportamento que considera saudável, independente de ter um diagnóstico psiquiátrico ou não. Tais comportamentos, aparentes ou não, podem ser os mais variados, tais como descuidar da saúde, procrastinar tarefas, ruminar sobre eventos passados ou futuros, embarcar e não desembarcar de uma emoção e reagir sem pensar, ter dificuldade no relacionamento com pessoas próximas, não estudar, perder prazos, entre outros. As dificuldades podem ser enfrentadas com o auxílio da reestruturação cognitiva em nível de crença condicional.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715192

Capítulo 7. Psicoterapia cognitivo-comportamental e análise do comportamento na depressão

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

7

Psicoterapia cognitivo-comportamental e análise do comportamento na depressão

Érica Panzani Duran

Fabiana Saffi

Paulo Roberto Abreu

Francisco Lotufo Neto

INTRODUÇÃO

A terapia cognitiva (TC) começou a ser desenvolvida no início de 1960. Sua forma mais conhecida foi criada por Aaron T. Beck, e diversas reformulações foram feitas depois.1

A TC recebeu a contribuição da terapia comportamental e dialoga com as neurociências e outros ramos do conhecimento científico, sendo usada para tratar diversas patologias e problemas humanos.

MODELO COGNITIVO DA

DEPRESSÃO

Na perspectiva de Beck,1 os processos cognitivos influenciam as respostas afetivas, comportamentais e as reações fisiológicas. Nos transtornos mentais, a informação que o indivíduo recebe do meio é processada de forma distorcida, fruto de pensamentos automáticos distorcidos ou disfuncionais. Tais pensamentos não surgem ao acaso. Eles têm relação com a história de vida e aprendizagem de cada pessoa, que forma crenças em uma estrutura chamada esquema cognitivo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536302393

16 Bion e o Psiquismo Fetal

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

BION – DA TEORIA À PRÁTICA

185

16

Bion e o Psiquismo Fetal

Vimos como o pensamento psicanalítico de Bion foi sofrendo gradativas transformações e que, embora sem nunca ter deixado de priorizar a situação psicanalítica da prática clínica, suas concepções teóricas e metapsicológicas foram adquirindo um caráter filosófico, místico e de conjecturas imaginativas sobre a vida psíquica do embrião fetal, muito embasadas na crença de uma metempsicose, ou seja, a reencarnação das almas em vidas sucessivas.

Aliás, o termo “conjectura imaginativa”

é do próprio Bion, e ele o diferencia conceitualmente de “conjectura racional”, termo emprestado de Kant. Bion designa que o psicanalista investigador tem o direito e o dever de dar livres asas à sua imaginação, procurar captar os pensamentos que estão soltos no espaço e poder pensá-los sem um compromisso com o rigor científico. Assim, afirma Bion

(Conversando com Bion, 1992, p. 94):

Encorajo as pessoas a serem indulgentes com a sua imaginação especulativa; há um bocado a ser dito sobre isto antes que se transforme em algo que um cientista poderia denominar “evidência”.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715314

Capítulo 13 - Terapia de família para dependência de jogos pela internet entre adolescentes e crianças

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Kimberly S. Young

O transtorno do jogo pela internet consta na Seção III do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, quinta edição (DSM-5; American Psychiatric Association [APA], 2013), como uma condição para estudos posteriores. Essa inclusão foi gerada pelo crescente número de estatísticas que mostram que crianças com menos de 18 anos estão dependentes de videogame online, e estudos na China, em Taiwan e na Coreia do Sul demonstraram que a dependência de jogos de internet é considerada uma epidemia e uma grave crise de saúde pública. Este capítulo examina a evolução da dependência de jogos de internet e seu impacto em adolescentes e crianças. Examinando as pesquisas, o capítulo descreve como os jogos online proporcionam um meio para jovens se permitirem jogar como uma forma de fuga mental. Este capítulo também descreve os sinais da dependência de jogos de internet, as razões pelas quais os jogos são especialmente causadores de dependência e como aplicar a terapia de família breve estratégica (BSFT) para tratar crianças e adolescentes dependentes de jogos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582712757

Capítulo 57. Só a poesia vende

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

57

SÓ A POESIA VENDE

A poesia assusta ao vir em estado puro. Embriaga. É como a cachaça fora da caipirinha. A maioria não quer, e quem quer costuma afundar, afogando-se no excesso. É como a tristeza e a angústia. Ninguém deseja, mas, sem um tanto delas, não se realiza o grande trabalho nem se vive o amor verdadeiro. Por isso, talvez, a maioria não crie com frequência, não vai a fundo e pede para ser medicada.

Triste e real perspectiva. A epifania fica para poucos, escasseia a liber­ dade de uma vida com arte. É o que se pode, mas não deveria. A poesia como ritmo é necessária. Como metáfora, deslocamento e, sobretudo, emoção, olho no olho. Ela promoveu o primeiro encontro entre a mãe e o bebê. Promoveu o segundo e todos os outros, inclusive o último. Ela permitiu a separação, o reencontro, o crescimento. Mergulhou no senti­ mento e botou o sal na vida como a gordura na carne. A vida sem ela torna-se músculo seco. Ser bebê é difícil e fascinante por causa da poesia.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324265

13. A descoberta da memória inconsciente

Marco Callegaro Grupo A PDF Criptografado

13

A descoberta da memória inconsciente

Uma breve história da memória

A memória humana não é um processo unitário, como se pensou até a metade do século XX. Devemos aos estudos de Karl Lashley, um dos mais influentes pesquisadores da psicologia fisiológica, a noção inicialmente difundida de que a memória estaria distribuída por todo o córtex cerebral. Lashley, apesar de brilhante, extraiu conclusões errôneas (Lashley, 1950) de uma cuidadosa série de experimentos com ratos, na qual usou várias tarefas de aprendizagem em labirinto para avaliar o efeito de lesões em áreas cerebrais específicas. Se o animal apresentar um desempenho fraco em uma tarefa já aprendida como resultado da lesão, raciocinou Lashley, é sinal de que a área danificada está envolvida na memória. No entanto, os ratos sempre achavam o caminho correto no labirinto, demonstrando estar com a memória perfeita mesmo após a retirada cirúrgica de várias porções corticais. Parecia clara a evidência de que a memória estaria distribuída em todo o córtex, não sendo função de nenhum sistema em particular.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713112

Capítulo 25 - Psicodiagnóstico e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini, Jefferson Silva Krug Grupo A PDF Criptografado

25

PSICODIAGNÓSTICO E TRANSTORNO

DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/

HIPERATIVIDADE

Flávia Wagner

Luis Augusto Rohde

N

o contexto clínico, psicólogos, psiquiatras e neurologistas têm recebido com frequência pacientes com suspeita de transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).

O TDAH é um transtorno neurodesenvolvimental caracterizado pela presença de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade em um grau inconsistente com o nível de desenvolvimento, impactando no f­uncionamento social, acadêmico e/ou profissional (American Psychia­ esatenção, hipetric Association [APA], 2014). D ratividade e impulsividade são características que estão presentes no comportamento de qualquer pessoa, podendo variar em intensidade conforme o período de desenvolvimento, fatores ambientais e culturais, características de personalidade e outros diagnósticos clínicos – psiquiátricos ou não. Por isso, o diagnóstico de TDAH é complexo e exige treinamento e experiência por parte dos profissionais da saúde. Diante disso, nosso objetivo neste capítulo será instrumentalizar o psicólogo na realização da avaliação desse transtorno, problematizando, em especial, as limitações dos testes psicológicos no processo diagnóstico.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536327563

Algumas particularidades sobre etimologia

David Zimerman Grupo A PDF Criptografado

Algumas particularidades sobre etimologia

A partir do conhecimento de uma raiz é possível derivar inúmeras palavras, formando “famílias”, com a vantagem de que, conhecendo as regras da formação dos derivados, os interessados podem substituir o velho hábito de “decorar” aquilo que estudam por uma compreensão do sentido real das palavras­‑chave que estão perdidas e transfiguradas no decorrer do tempo. Outro aspecto importante referente à etimologia é o de levar em conta que, ao longo de séculos, as palavras evoluíram e ganharam novos significados, além do que se formaram inúmeros dialetos dentro de um mesmo idioma e de diferentes províncias de uma mesma nação.

Pode­‑se dizer que as línguas do mundo (calculadas num total de 2.800) dividem­‑se em torno de 12 famílias linguísticas importantes, além de aproxima­ damente 50 menos importantes. A família das línguas indo­‑europeias, à qual pertencem o inglês e o português, é uma das mais importantes, sendo que, entre as línguas, a importância é medida pelo número de falantes. Além das línguas faladas na atualidade, existem em torno de 8.000 dialetos, conforme assevera “As

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715840

12 - Transtornos da personalidade e obesidade

Mario Rodrigues Louzã, Táki Athanássios Cordás Grupo A ePub Criptografado

Alexandre Pinto de Azevedo

Apesar de evidências científicas demonstrarem o contrário há vários anos, ainda há, mesmo entre profissionais da saúde, a crença na existência de um perfil de personalidade específico de indivíduos obesos.1 Na verdade, essa ideia inadequada sobre o funcionamento psicológico do indivíduo com obesidade é resultado de construções socioculturais prec onceituosas, tornando-o mais estigmatizado que outras populações sociais, como as minorias étnicas ou mesmo indivíduos com necessidades especiais.2 Na década de 1950, a suposição de que pessoas obesas apresentavam um tipo característico de personalidade já estava sendo contestada, mas apenas estudos recentes dão suporte de qualidade a essa ideia.1,2 Apesar disso, a escassez de pesquisas sobre estereótipos de obesidade em populações de adolescentes, em que, especificamente, expressam mais experiências de insatisfação com a aparência e conflitos entre seus corpos ideal e atual, é surpreendente à luz do aumento da obesidade nos últimos 30 anos e das implicações da compreensão destes estereótipos em intervenções para reduzir o estigma e outras questões associadas à obesidade, lembrando da importância da aparência para o desenvolvimento psicossocial dos adolescentes.2,3

Ver todos os capítulos

Carregar mais