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Medium 9788582712757

Capítulo 6. Psiquiatria e psicanálise enfim juntas

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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PSIQUIATRIA E PSICANÁLISE:

ENFIM JUNTAS

Psicanálise evoca dialética. Entre ausência e presença, entre vida e morte.

Dual, binária, dialética como leva a pensar tudo o que chega perto dela.

A psiquiatria, por exemplo. Olhada pela psicanálise, ela viria mais para abafar (aliviar), deixando aquela com a tarefa de expandir em busca de mais subjetividade (e dor). Contrária a ela, enfim, como uma analgesia diante de um verdadeiro reforço muscular sem alívio nem abafamento, outra vez o paradoxo.

Ana tinha setenta anos e chegou “destroçada”. “Quero um colo”, pedia depois de perder o marido para um câncer e o trabalho para uma aposentadoria compulsória. Se eu pensasse – como pensava – que sou um psiquiatra que utiliza a psicanálise, eu não daria. Cheguei a cogitar, sob o efeito da mais verdadeira contratransferência, que fosse procurar alguém mais maternal e propenso a colos. Não eu, não posso te atender com colo, eu diria empaticamente, a encaminhando para um profissional competente para o abraço, um psiquiatra que soubesse usar um mínimo de medicação e conselhos. Mas do que é feita a pessoa? A pessoa é binária?

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Medium 9788521634263

Capítulo 25 Adultez Avançada: Desenvolvimento Psicossocial

BERGER, Kathleen Stassen Grupo Gen PDF Criptografado

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C A P Í T U L O

Adultez Avançada:

Desenvolvimento Psicossocial n Teorias

O Q U E VO C Ê VA I S A B E R ?

1. Os idosos tendem a se tornar mais pessimistas ou otimistas com o passar do tempo?

2. A maioria dos idosos quer se mudar para um lugar calmo e distante?

3. O que os filhos adultos devem a seus pais idosos?

4. O atendimento em domicílio é melhor do que a opção por casas de repouso?

Quase toda semana eu caminho com Dóris, uma viúva com seus 80 anos, para uma reunião da qual nós duas participamos. A caminhada é curta e passamos por um parque. No caminho, ela cumprimenta várias pessoas de diferentes classes, incluindo alguns moradores de rua e uma senhora, dona de um hotel nas vizinhanças. Uma das pessoas que ela cumprimenta com frequência é o Colin, que toca piano (em sua cadeira de rodas) no parque nos dias ensolarados.

Há um ano, a guarda do parque o multou por não ter permissão para tocar ali.

Dóris organizou um protesto. A multa foi retirada, e a Associação de Moradores 2 (ela é o membro mais antigo e é reeleita sempre, a cada 2 anos) aprovou uma resolução relativa à liberdade de expressão. A Direção do Parque alterou suas regras de funcionamento.

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Medium 9788536307787

Capítulo 2. Fundamentos do psicodiagnóstico

Jurema Alcides Cunha Grupo A PDF Criptografado

Fundamentos do psicodiagnóstico

Jurema Alcides Cunha

J

á disseram e repetimos que, enquanto os psicólogos em geral realizam avaliações, os psicólogos clínicos, entre outras tarefas, realizam psicodiagnósticos. Pode-se dizer que avaliação psicológica é um conceito muito amplo. Psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, feita com propósitos clínicos e, portanto, não abrange todos os modelos de avaliação psicológica de diferenças individuais. É um processo que visa a identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia. Isso não significa que a classificação psiquiátrica seja um objetivo precípuo do psicodiagnóstico, mas sim que, para medir forças e fraquezas no funcionamento psicológico, devem ser considerados como parâmetros os limites da variabilidade normal (Yager & Gitlin, 1999). É esta abordagem que confere a perspectiva clínica a esse tipo de avaliação de diferenças individuais.

O psicodiagnóstico derivou da psicologia clínica, introduzida por Lighter Witmer, em

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Medium 9788582713389

Capítulo 47 - Afinal, Quem Faz Suas Escolhas ?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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AFINAL, QUEM FAZ

SUAS ESCOLHAS?

A vida é cheia de momentos decisivos, e isso todos bem sabemos.

Alguns deles são fáceis de manejar, como escolher o que comer no café da manhã ou a qual filme assistir no fim de semana – coisas do cotidiano.

Outros, entretanto, são mais difíceis e envolvem decisões significativas, como ter de escolher uma nova cidade para morar, apostar em um novo emprego, um relacionamento ou, finalmente, decidir ter (ou não) filhos.

Assim, o processo de tomada de decisão muitas vezes nos tira da zona de conforto, e, dada a amplitude das escolhas, ocasionalmente, temos dificuldade em nos posicionar. De forma mais comum do que se possa imaginar, nesses casos mais complexos, acabamos deixando que o destino se encarregue de resolver. Não é raro, portanto, que nessas horas de grandes impasses apelemos para outro tipo de ajuda.

Caso você ainda não tenha pensado nisso, saiba que esse processo de

“terceirizar” as decisões maiores da vida é algo muito mais comum do que se imagina.

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Medium 9788536314648

Capítulo 13: Terapia familiar e resiliência

Luiz Carlos Osorio; Maria Elizabeth Pascual do Valle Grupo A PDF Criptografado

Manual de terapia familiar

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Terapia familiar e resiliência

Marilza Terezinha Soares de Souza

O navarro diz que uma maneira de mostrar que um tapete foi feito por mãos humanas é a presença de falhas.

(Walsh, 1998, p. 155)

O conceito de resiliência, aplicado às ciências da saúde, particularmente no campo da psicologia, foi compreendido e definido sob diferentes prismas ao longo dos

últimos 30 anos. Encontramos entre suas diversas definições a existência de traços de personalidade individuais especiais, a capacidade de recuperação de traumas, a capacidade de superação de obstáculos, um conjunto de habilidades e competências individuais, invulnerabilidade, o resultado do equilíbrio entre fatores de risco e fatores de proteção e resultados do enfrentamento de situações de estresse, entre outros (Souza, 2003, 2004; Souza e Cerveny,

2006a e 2006b).

Entretanto, com a ampliação e com o aprofundamento nas pesquisas, a resiliência deixa de ser considerada uma qualidade ou uma capacidade individual para ser compreendida como um processo dinâmico inter-relacional, sistêmico, inserido no contexto histórico, social e cultural (Souza, 2004).

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Medium 9788536307787

Módulo IX - Técnicas de Manchas de Tinta

Jurema Alcides Cunha Grupo A PDF Criptografado

MÓDULO IX – Técnicas de Manchas de Tinta

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o se utilizar técnicas de manchas de tinta, a pressuposição básica é de que a forma como o sujeito percebe estruturalmente os estímulos ambíguos reflete o seu comportamento em outras situações de vida real, que envolvem operacionalmente idênticos aspectos psicológicos. Em outras palavras, pode-se supor que, ao testar o sujeito, obtém-se uma amostra perceptocognitiva de sua experiência de contato com a realidade. Em princípio, a tarefa proposta constitui um processo de solução de problema “que não força os sujeitos necessariamente à projeção” (Exner, 1983, p.77),

“exigindo uma adaptação a estímulos exteriores estabelecidos, quer dizer, põe em jogo a função de realidade” (Rorschach, 1948, p.120).

Entretanto, o material de manchas de tinta também pode ser conceitualizado “como um

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JUREMA ALCIDES CUNHA

estímulo à fantasia”. Neste caso, a pressuposição é de que a ambigüidade dos estímulos constitua um veículo apropriado para a projeção das necessidades do sujeito, por meio do uso de representações simbólicas, de modo que o psicólogo lança mão de seu “referencial teórico e de sua experiência clínica para associar símbolos e dinâmica” (Erdberg, 1990, p.389).

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Medium 9788536302393

10 Uma Teoria do Pensamento

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

BION – DA TEORIA À PRÁTICA

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10

Uma Teoria do Pensamento

Como vimos, as experiências com grupos despertaram em Bion o seu interesse por analisar psicóticos, e, no curso dessas análises, ele ficou fortemente mobilizado para se aprofundar nos problemas da linguagem e da origem e função dos pensamentos.

Diferentemente dos demais importantes autores seguidores de Klein, que referiam Freud segundo a óptica que ela tinha dos trabalhos dele, Bion estudava diretamente nos textos de

Freud, como pode ser constatado nos seus artigos concernentes aos pensamentos. Dessa forma, em sua elaboração sobre a teoria do pensamento, Bion se inspira muito nas conceituações que Freud expôs em Dois princípios do suceder psíquico, de 1911, que trata do “princípio do prazer” e do “princípio da realidade”, além de fazer citações de outras idéias de Freud, como as presentes nos trabalhos Neurose e psicose, de

1924, e o O ego e o id, de 1923.

Da mesma forma, Bion utiliza as concepções expostas por Klein em “O Desenvolvimento da Criança”, de 1921 (ela, por sua vez, muito influenciada pelas idéias de Ferenczi, contidas em Sobre o desenvolvimento do sentido da realidade, de 1913), as quais se referem ao conflito que se estabelece na criança entre um inato impulso epistemofílico que busca o conhecimento da verdade versus o sentimento de onipotência.

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Medium 9788536325736

Capítulo 31 - Disfunções sexuais

Bernard Rangé; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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Disfunções sexuais

Antonio Carvalho

Estar atento às modificações que ocorrem nas pesquisas científicas é fundamental para que o psicólogo possa desenvolver bem o seu trabalho. Com relação à pesquisa sexual, estar atento a isso é evitar que se reproduza um comportamento em que o interesse está não realmente na saúde do seu paciente e sim por trás destas pesquisas. Então, cabe aos profissionais que se propõem a trabalhar com sexualidade uma atenção especial neste tópico. Deve­‑se perceber a plasticidade do comportamento sexual e saber que esta área

é fortemente afetada por pressupostos ideológicos e políticos.

Podemos dividir o estudo da sexualidade em três grandes momentos, denominados de primeira, segunda e terceira sexologia. A primeira sexologia dedicava­‑se a estudar o sexo não convencional, denominado perversões sexuais; tinha um caráter higienista e associava a patologia sexual a perigos sociais. Era a época das perversões sexuais, que incluíam da homossexualidade

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Medium 9788536322094

Capítulo 3. Padrões Comportamentais: Dilemas Dialéticos noTratamento de Pacientes Borderline

Marsha Linehan Grupo A PDF Criptografado

PADRÕES COMPORTAMENTAIS:

DILEMAS DIALÉTICOS

NO TRATAMENTO DE

PACIENTES BORDERLINE

D

escrever as características comportamentais associadas ao TPB é uma tradição consagrada pelo tempo. Conforme indica o Capítulo 1, ao longo dos anos, foram propostas incontáveis listas de características borderline. Assim, é com uma certa hesitação que apresento mais uma lista desse tipo. No entanto, padrões comportamentais discutidos neste capítulo não são apresentados como diagnósticos ou diferenciais para o TPB, nem são um sumário completo de características borderline importantes. Minhas visões sobre esses padrões evoluíram ao longo de alguns anos, enquanto lutava para fazer a terapia comportamental funcionar de forma eficaz para pacientes cronicamente suicidas e borderline. Enquanto isso, sentia que esbarrava repetidamente nos mesmos grupos de características das pacientes. Ao longo dos anos, por um processo recíproco de observar (na literatura clínica e de pesquisa) e construir, desenvolvi um quadro dos dilemas dialéticos colocados pela paciente

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Medium 9788536322117

35 Grupo com vida: a adesão à vida frente à ameaça de morte

Mello-Filho, Julio de Grupo A PDF Criptografado

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GRUPO COM VIDA: A ADESÃO À VIDA

FRENTE À AMEAÇA DE MORTE

Lia Silveira

A AMEAÇA

Na década de 1980, a AIDS chegou trazendo perplexidade e sentimento de impotência frente à evolução da doença, às perdas quase que imediatas das pessoas que a contraíam e o desconhecimento do manejo, por parte dos profissionais, que se expressava no medo da contaminação ao tratar. Isto fica muito flagrante no capítulo AIDS: o doente, o médico e psicoterapeuta, de autoria do professor Julio de Mello, na primeira edição do livro Psicossomática

Hoje, onde narra que nos idos de 1985 que “lidar com pacientes de AIDS é uma tarefa que exige um grande desprendimento, capaz de suportar frustrações e dor, a dor no entrechoque constante entre a vida e a morte que se passa no corpo e nas mentes destes pacientes”.

Aquele era um momento da epidemia de extremo preconceito, temor de contágio, poucos recursos terapêuticos e grupos de risco.

O tempo passou, a AIDS já não é circunscrita a grupos de risco, as pessoas soropositivas não morrem tão precocemente, os profissionais dominam grande conhecimento sobre como lidar com a doença, há um grande arsenal terapêutico de exames e medicamentos para serem usados; mas ainda vivemos assombrados com a AIDS. Por tratar-se de uma doença sexualmente transmissível, de forte estigma, com consequências emocionais e corporais importantes. Por não existir um medicamento que erradique o vírus, pela necessidade de um tratamento com monitoramento contínuo, que tem fortes efeitos colaterais e uma necessidade de alta adesão terapêutica.

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Medium 9788582714720

Capítulo 15. “Quero ser uma pessoa leve” – A relação terapêutica e a terapia de aceitação e compromisso como recursos de intervenção em um caso de inabilidade social

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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“Quero ser uma pessoa leve” – A relação terapêutica e a terapia de aceitação e compromisso como recursos de intervenção em um caso de inabilidade social

Aline do Prado Frasson | Lorena Bezerra Nery

A psicoterapia analítica funcional (FAP) é considerada uma das terapias comportamentais de terceira onda, junto com a terapia de aceitação e compromisso (ACT), a terapia comportamental dialética (DBT), entre outras (Hayes, Masuda,

Bissett, Luoma, & Guerrero, 2004). A FAP utiliza conceitos como modelagem, reforço, punição, discriminação e generalização para entender a própria relação terapêutica, e a utiliza como instrumento de mudança na terapia (Kohlenberg & Tsai,

1991/2006; Tsai et al., 2009/2011; Tsai, Kohlenberg, Kanter, Holman, & Loudon, 2012). Assim, a proposta da FAP enfoca a importância do investimento do terapeuta na construção de uma relação terapêutica profunda, intensa, significativa e benéfica como o principal recurso para a promoção de mudanças terapêuticas na vida do cliente.

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Medium 9788582712436

O que é ? Qual é a sua importância?

Christopher K. Germer; Ronald D. Siege; Paul R. Fulton Grupo A PDF Criptografado

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Mindfulness

O que é? Qual é a sua importância?

Christopher K. Germer

Viver é tão absorvente que nos deixa pouco tempo para fazer qualquer outra coisa...

– EMILY DICKINSON (1872)

O

trabalho dos psicoterapeutas é amenizar o sofrimento emocional. Esse sofrimento chega sob inúmeros disfarces: como estresse, ansiedade, depres­ são, problemas de comportamento, conflito interpessoal, confusão, desespe­ ro. Ele é o denominador comum de todos os diagnósticos clínicos e é endê­ mico à ­condição humana. Uma parte de nosso sofrimento é existencial e ocorre na forma de doença, velhice e morte. Outra, tem um sabor mais pes­ soal. A causa­de nossas dificuldades individuais pode incluir condicionamen­ to passado, c­ ircunstâncias presentes, predisposição genética ou qualquer outro conjunto de fatores. O mindfulness, uma forma enganosamente simples de se relacionar com a experiência, tem sido usado há muito tempo para diminuir a estocada das dificuldades da vida, especialmente aquelas que são impostas por nós mesmos. Neste livro ilustramos o potencial dessa técnica para melhorar a psicoterapia.

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Medium 9788582715475

Capítulo 1. Introdução

Robert D. Friedberg, Jessica M. McClure Grupo A PDF Criptografado

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Introdução

Este livro oferece um guia completo sobre como fazer terapia cognitiva com crianças em idade escolar e com adolescentes. Além de ensinar muitas técnicas, também enfatiza os princípios orientadores que moldam a terapia cognitiva de Beck. Ao longo do texto, este livro leva em consideração as questões de desenvolvimento e multiculturais. A sensibilidade desenvolvimentista é fundamental para o trabalho cognitivo-comportamental bem-sucedido com crianças (Ronen, 1997; Silverman & Ollendick, 1999). Assim, questões desenvolvimentistas sociais são delineadas adiante, neste capítulo introdutório.

Aplicar técnicas cognitivo-comportamentais na ausência de uma conceitualização de caso é um dos principais erros clínicos (J. S.

Beck, 2011). Além disso, técnicas desvinculadas de teoria fracassam. Nesse sentido, a conceitualização de caso é um esquema básico para o sucesso na terapia cognitiva (J. S. Beck,

2011; Persons, 1989); os aspectos básicos que usamos para construir uma formulação de caso são apresentados no Capítulo 2.

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Medium 9788582714720

Capítulo 18. Análises funcionais molares associadas à terapia de aceitação e compromisso em um caso de transtorno obsessivo-compulsivo

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análises funcionais molares associadas à terapia de aceitação e compromisso em um caso de transtorno obsessivo-compulsivo1

José Leonardo Neves e Silva | Ana Karina C. R. de-Farias

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um quadro de saúde caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambos os sintomas, provocando sofrimento acentuado e/ou interferindo de forma significativa na rotina, no trabalho ou no contexto social do indivíduo acometido (American Psychiatric Association, [APA],

2013/2014).

Obsessões são definidas como ideias, pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e persistentes, experimentados como intrusivos e perturbadores. O sujeito reconhece sua característica irracional, excessiva ou absurda, mas ainda assim vivencia intensa ansiedade e sofrimento, tendendo a procurar ignorá-las ou neutralizá-las, engajando-se em outros pensamentos ou em ações, ou seja, em compulsões. As compulsões são comportamentos repetitivos ou ritualísticos, públicos ou privados, emitidos com o objetivo de prevenir ou aliviar a ansiedade. São evidentemente excessivas ou não têm relação realista com os eventos que pretendem evitar (APA,

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Medium 9788582714720

Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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