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Medium 9788582713389

Capítulo 33 - Bons Relacionamentos Tornam as Mulheres Mais Satisfeitas com Seu Peso

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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BONS RELACIONAMENTOS

TORNAM AS MULHERES MAIS

SATISFEITAS COM SEU PESO

As mulheres que estão em um relacionamento afetivo satisfatório são mais propensas a estar realizadas com seu peso corporal se comparadas

àquelas mais infelizes com sua vida afetiva.

Talvez você ainda não tenha pensado a respeito, entretanto, essa afirmação contradiz diretamente as concepções cotidianas sobre nosso contentamento em relação ao tamanho corporal.

Em geral, achamos que uma parte significativa de nossa satisfação viria do fato de conseguirmos perder bastante peso ou, ainda, resultante da quantidade de exercícios que fazemos ou das calorias que efetivamente perdemos. Entretanto, todas essas premissas podem estar profundamente equivocadas.

Na investigação conduzida por Sabina Vatter, na Tallinn University, foram coletados dados de 256 mulheres com idades entre 20 e 45 anos; entre elas, 71,5% viviam com um parceiro romântico, enquanto 28,5% já eram efetivamente casadas.

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Medium 9788582710470

Capítulo 7 - Adolescência e Contexto Familiar

Luisa Fernanda Habigzang, Eva Diniz, Sílvia H. Koller Grupo A PDF Criptografado

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ADOLESCÊNCIA E CONTEXTO FAMILIAR

NORMANDA ARAUJO DE MORAIS

REBECA LIMA

JULIANA FERNANDES

O presente capítulo tem como objetivo descrever algumas concepções teóricas que discutem a relação entre adolescência e família na contemporaneidade. Além disso, busca apresentar a família na sua complexidade, relatando exemplos nos quais ela pode funcionar como fator de risco e/ou proteção aos adolescentes. Por fim, o capítulo apresenta a descrição de dois casos, sendo um no contexto da rua e outro no contexto clínico, os quais objetivam ilustrar a re­lação entre o sistema familiar e a adolescência.

DEFINIÇÕES DE FAMÍLIA

A família é o microssistema no qual as crianças e os adolescentes tendem a estabelecer suas primeiras relações interpessoais.

Bronfenbrenner (1996) utilizou o termo microssistema para descrever o ambiente imediato em que a pessoa em desenvolvimento estabelece interações face a face, por meio de vivências eficazes em nível de afetividade. Nesse contexto, crianças e adolescentes assimilam valores, crenças e ideologias, o que permite o desenvolvimento de um complexo repertório cognitivo, emocional e comportamental. Ou seja, o microssistema da família é responsável pela

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Medium 9788536325637

6. Avaliação neuropsicológica no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e implicações para a terapia cognitivo‑comportamental

Circe Salcides Petersen, Ricardo Wainer Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação neuropsicológica no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e implicações para a terapia cognitivo­

‑comportamental

Rochele Paz Fonseca

Nicolle Zimmermann

Michelle Bordin Bez

Alice Rodrigues Willhelm

Daniela Schneider Bakos

A interface entre a neuropsicologia e a psicopatologia tem sido alvo de um número cada vez maior de investigações clínicas nacionais e internacionais. Nesse contexto, a neuropsicologia do transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade – TDAH – tem se destacado na literatura; porém, de modo ainda incipiente.

Este capítulo discute os procedimentos de avaliação neuropsicológica e busca a caracterização do perfil cognitivo de crianças com o diagnóstico de TDAH, culminando com implicações clínicas para o planejamento da terapia cognitivo­‑comportamental.

Avaliação neuropsicológica no TDAH

A neuropsicologia é uma ciência que busca identificar as associações entre os transtornos que envolvem o sistema nervoso e o processamento das funções cognitivas. Mais

especificamente, essa área das neurociências investiga o papel que as funções cognitivas desempenham em diferentes quadros neurológicos e psiquiátricos. A avaliação neuropsicológica é realizada por meio de um processo com diferentes procedimentos: observação e entrevistas clínicas, consulta a materiais escolares, laborais, laudos de outros profissionais e recursos de exame dos diferentes componentes cognitivos que vão de instrumentos padronizados a tarefas clínicas ecológicas de simulação das demandas cotidianas de habilidades cognitivas.

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Medium 9788582713389

Capítulo 86 - Duas Armadilhas Mentais que Impedem o Bem-Estar

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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DUAS ARMADILHAS MENTAIS

QUE IMPEDEM O BEM-ESTAR

Nossa mente é povoada por uma série de questões que nos acompanham por toda a vida. Sem percebermos, somos ocupados por princípios e valores que, embora decorrentes de nossa educação e nossa mente mais primitiva, não expressam, em certos momentos, aquilo que realmente desejamos ser na vida adulta.

Muito embora exista um sem-número de teorias psicológicas que procuram dar boas respostas a essas inquietudes, em última instância somos os maiores responsáveis pelos flagelos psicológicos que nos atormentam.

A seguir, descrevo duas das questões mais frequentemente observadas nas queixas do consultório de psicoterapia, as quais, talvez, possam ser

úteis no escape dessas armadilhas mentais.

COMPARAÇÃO

Possivelmente, a comparação ocupa o primeiro lugar no ranking dos suplícios psicológicos. Sem que percebamos, sempre e continuamente estamos

nos comparando a alguém (obviamente melhor), o que nos faz viver um contínuo estado de insatisfação. Pessoas que tenham mais sucesso, mais recursos econômicos ou atributos físicos superiores sempre serão nossos modelos. É como se esse manequim existencial pudesse ser um parâmetro verdadeiro e legítimo daquilo que precisamos atingir em algum momento, mas, na realidade, dificilmente conseguimos.

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Medium 9788536325514

Capítulo 8 - Atitudes e mudança de atitudes

Cláudio Vaz Torres, Elaine Rabelo Neiva Grupo A PDF Criptografado

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Atitudes e mudança de atitudes

Elaine Rabelo Neiva

Túlio Gomes Mauro

Introdução

Todos os dias, quando você abre as páginas de um jornal, quando conversa com um amigo, quando liga a televisão ou acessa a internet, ou simplesmente quando caminha pela rua e observa o ambiente a sua volta, lida com uma imensa diversidade de informações, as quais são, de alguma forma, percebidas, analisadas e organizadas, fazendo com que o mundo tenha sentido e a existência humana seja menos caótica, imprevisível e inexpressiva.

A fim de compreender melhor o espaço, você tenta achar uma regularidade, um padrão nos objetos do mundo e, a todo instante, tenta organizar avaliativamente esses objetos em termos de aprovável ou desaprovável, favorável ou desfavorável, desejável ou indesejável, sem necessariamente ter a atenção voltada para isso. Por exemplo, o que você pensa sobre a utilização do exército no combate à violência e ao tráfico de drogas nas favelas brasileiras? Você acha que o sistema de cotas raciais deve ser implantado nas universidades? Qual é sua opinião sobre produtos reciclados? Qual é sua posição frente a “fastfood”? Aborto? Japoneses?

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Medium 9788527730686

31 - Drogas Antiepilépticas e Efeitos sobre a Cognição

Eliane Correa Miotto, Mara Cristina Souza de Lucia, Milberto Scaff Grupo Gen PDF Criptografado

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Drogas Antiepilépticas e

Efeitos sobre a Cognição

Cristoforo Scavone, Elisa Mitiko Kawamoto,

Marina Minto Cararo e João Victor Cabral-Costa

Drogas antiepilépticas

Convulsão é um desarranjo da função cerebral causado pela atividade sincronizada excessiva e generalizada de um grupo de neurônios. A atividade convulsiva pode acometer diferentes regiões do encéfalo, e sua manifestação clínica varia de acordo com a região na qual ocorre.

Assim, esse termo se aplica tanto a um lapso de consciência raramente reconhecido pelo indivíduo que o vivencia ou mesmo para uma pessoa que presencia o evento, como a crises tônico-clônicas (grande mal), nas quais a fase tônica (braços semiflexionados e pernas estendidas)

é seguida por fase clônica (espasmos de todo o corpo com relaxamento intermitente) e coma.

Em muitos casos, a epilepsia pode estar associada a um evento específico, como traumatismo cerebral, febre elevada, síndrome de abstinência de álcool. Poder-se-ia dizer que muitas pessoas apresentam uma convulsão em algum momento da vida, mas delas apenas uma parte será descrita como epiléptica ou, pelo menos, considerada mais suscetível a convulsões recorrentes.

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Medium 9788536327853

Capítulo 3 - A mente ansiosa

David A. Clark, Aaron T. Beck Grupo A PDF Criptografado

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A MENTE ANSIOSA

Alguns anos atrás, minha filha mais moça (D.A.C.), Christina, completou 16 anos e, como a maioria dos jovens norte-americanos, ela estava interessada em aprender a dirigir. Nós a matriculamos em uma autoescola, e ela progrediu através das diversas etapas do programa. Após o fim do curso, ela foi aprovada no exame escrito e recebeu sua habilitação provisória. Ela imediatamente me pediu para levá-la para dirigir. Eu concordei, e assim chegou o dia em que Christina e eu nos dirigimos a uma estrada vazia de nosso município. Dirigi até nosso destino, estacionei o carro no acostamento e disse à Christina: “Certo, agora a direção é sua”.

A ansiedade dela durante toda a viagem para o interior era evidente (a minha ansiedade começou quando ela pegou a direção!). Lembro-me dela agarrar a direção com força, com todos os músculos do corpo tensos. Ela olhava atentamente a estrada à frente e gritou quando encontrou o primeiro veículo que se aproximava

(era uma estrada de mão dupla no interior). Nosso carro foi indo bem devagar até que o outro carro passou.

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Medium 9788536302829

Capítulo 36 - Terapia com a família

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

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36

MANUAL DE TÉCNICA PSICANALÍTICA

Terapia com a Família

Muitos pais despejam sobre os filhos um verdadeiro “banho de linguagem”, atribuindo-lhes rótulos com significantes que ficam impressos, valores e modelos a serem copiados, designando lugares a serem ocupados, expectativas a serem preenchidas e determinando papéis a serem cumpridos ao longo da vida.

Inicialmente, é necessário lembrar que, nas últimas décadas, a concepção de “grupo familiar” tem sofrido profundas modificações.

Assim, a tradicional família nuclear, constituída por pais, filhos, avós, tem cedido um considerável espaço a outras composições distintas e atípicas. São exemplos disso casais que se mantêm unidos, porém optaram por moradias independentes; um alto índice de divórcios seguidos de novos casamentos, nos quais cada cônjuge entra com os seus filhos de casamentos anteriores; mães solteiras que optaram pela, assim chamada, “produção independente” de filhos; o crescimento do número de mães adolescentes; uma redefinição do papel dos cônjuges, da mulher principalmente; uma maior aquisição de liberdade (às vezes se confunde com “liberalidade”) dos filhos. Um ponto que também merece ser considerado é o relativo à união estável de casais homossexuais, inclusive compondo um grupo familiar com filhos adotivos.

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Medium 9788582715215

Capítulo 7. Autismo em bebês e crianças pré-escolares

Fred R. Volkmar, Lisa A. Wiesner Grupo A PDF Criptografado

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Autismo em bebês e crianças pré-escolares

No passado, o diagnóstico geralmente não ocorria antes que a criança tivesse 3 ou 4 anos de idade. Havia muito menos conhecimento do autismo por parte dos profissionais e pais, nenhum procedimento de rastreio e uma tendência a não valorizar problemas como um atraso na fala – esperava-se que a criança “se desenvolvesse” e superasse isso. Outras limitações eram, e continuam sendo, a forte dependência da história e a falta de conhecimento de como o transtorno se manifesta em crianças muito pequenas. Isso mudou de maneira drástica. Já temos mais conhecimento, os instrumentos de rastreio são utilizados com frequência (veja o Capítulo 3 para uma discussão dos seus usos e limitações) e mais opções de tratamento baseadas em evidências estão disponíveis. Também estamos vendo uma conscientização cada vez maior do risco de recorrência em irmãos e uma crescente literatura sobre a manifestação do autismo no início da vida.

A observação de bebês é complicada porque eles mudam com muita rapidez, e seu comportamento pode apresentar enorme variação. Alguns comportamentos que são perfeitamente adequados em determinada época podem constituir um sinal de alerta em idade posterior. Por exemplo, algumas das brincadeiras simples dos bebês ao explorarem as coisas com a boca se tornam preocupantes se não forem substituídas por habilidades mais avançadas à medida que crescem. É normal nas crianças pequenas o que parece ser uma defasagem importante, por exemplo, entre o que o bebê quer e o quanto ele consegue obter. Tais habilidades se desenvolvem no primeiro ano de vida.

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Medium 9788582712573

Parte II - Inovações Técnicas

Ricardo Wainer, Kelly Paim, Renata Erdos, Rossana Andriola Grupo A PDF Criptografado

Parte II

INOVAÇÕES

TÉCNICAS

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capítulo 5

ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS:

REPARENTALIZAÇÃO LIMITADA

E CONFRONTAÇÃO EMPÁTICA

Rossana Andriola

A terapia do esquema (TE) é uma abordagem em que o profissional precisa se dispor emocionalmente ao paciente durante o processo de psicoterapia, não apenas porque expõe as fragilidades mais íntimas do indivíduo, mas porque a própria relação terapêutica torna-se o agente da mudança.

Como essa abordagem foi desenvolvida inicialmente para promover intervenções em pacientes difíceis e resistentes (leia-se transtornos da personalidade e transtornos refratários), um termo central de seu método é a relação terapêutica, visto que é no campo dos relacionamentos que os maiores prejuízos na vida desses indivíduos são observados (Kellogg & Young, 2006).

Em decorrência disso, é importante um manejo especial em termos relacionais, pois, uma vez que as dificuldades se encontram no campo interpes­soal,

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Medium 9788536325484

4. A CENTRAL DE OPERAÇÕES

Ramon M. Cosenza, Leonor B. Guerra Grupo A PDF Criptografado

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A CENTRAL DE OPERAÇÕES

Neste capítulo, veremos a memória operacional (ou memória de trabalho), que é importante para manter as informações na consciência por algum tempo e para criar as condições para o seu armazenamento permanente.

A MEMÓRIA OPERACIONAL OU MEMÓRIA DE TRABALHO

A impressão inicial quando pensamos na memória é a de que se trata de um fenômeno unitário, responsável por nossas lembranças conscientes. Na realidade, existem diferentes tipos de memória que comportam subdivisões, das quais se encarregam sistemas e estruturas cerebrais diferentes.

Uma forma tradicional de classificar a memória leva em conta a sua duração.

Por essa classificação, haveria uma memória de curto prazo, ou de curta duração, encarregada de armazenar acontecimentos recentes, e uma memória de longo prazo, ou de longa duração, responsável pelo registro de nossas lembranças permanentes.

Hoje, o avanço das pesquisas no campo da psicologia cognitiva e das neurociências permitiu traçar um quadro bem mais complexo, resultando no aparecimento de outras classificações que explicam melhor o funcionamento de nossa memória.

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Medium 9788582715802

Capítulo 38. O açúcar consumido durante a gravidez pode causar impactos severos nas crianças

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Não é de hoje que algumas pesquisas se debruçam sobre os efeitos que certos alimentos consumidos pelas mães durante a gestação podem criar na saúde do feto. Cafeína, gordura, alguns queijos não pasteurizados (como camembert e brie) e carne crua, entre outros, já foram objetos de estudos e de reiterados avisos sobre os impactos na formação do bebê.1

Também é de amplo conhecimento que uma alimentação desbalanceada durante a gravidez pode privar o organismo de cálcio, ferro, iodo e outras vitaminas, o que, após o nascimento, leva a deficiências significativas na capacidade de aprendizagem da criança, cria problemas comportamentais que provocam atraso no desenvolvimento da linguagem e causa piora expressiva no desenvolvimento de certas habilidades motoras, se comparadas às de crianças que foram bem nutridas e alimentadas.2

Um novo estudo, no entanto, procurou examinar a possível associação entre o consumo de açúcar (sacarose, frutose, bebidas adoçadas, refrigerantes dietéticos e sucos de frutas) e as habilidades futuras de raciocínio, exibidas após o nascimento da criança.3 Embora isso já tenha sido pesquisado anteriormente, os achados agora vão um pouco mais além. Ainda que o material não tenha sido publicado, já podemos analisar com mais cuidado os resultados.

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Medium 9788527732932

8 - Desenvolvimento da Persistência Comportamental com Esquemas de Reforço

Garry Martin, Joseph Pear Grupo Gen PDF Criptografado

8

Desenvolvimento da

Persistência

Comportamental com

Esquemas de Reforço

Objetivos do aprendizado

• Definir reforço intermitente

• Comparar reforço intermitente com reforço contínuo

• Definir esquemas de razão, esquemas de intervalo, esquemas de duração e retenção limitada, e esquemas concomitantes

• Explicar como uma armadilha comum de reforço intermitente frequentemente aprisiona não só os não iniciados como também aqueles com algum conhecimento sobre modificação de comportamento.

Jan, vejamos quantos problemas de matemática você consegue resolver.

Melhorando o ritmo de trabalho de Jan em sala de aula*

Jan era uma menina de 13 anos, estudante da 7a série, com inteligência mediana. Durante as aulas de matemática, Jan era bastante desatenta e cometia erros frequentes. Com o auxílio do professor, dois analistas de comportamento introduziram uma estratégia para melhorar o ritmo de trabalho de Jan. Um deles atuou com Jan todos os dias, durante as aulas de matemática, fornecendo-lhe uma planilha com problemas de matemática.

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Medium 9788536323091

3. Formulação de Caso e de Plano de Tratamento Individualizados

Lizabeth Roemer, Susan M. Orsillo Grupo A PDF Criptografado

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Formulação de Caso e de Plano de Tratamento Individualizados

Conforme discutimos no Capítulo 1, um aspecto básico do tratamento é um entendimento compartilhado pelo cliente e pelo terapeuta da natureza dos desafios que o cliente está enfrentando. A formulação de caso individualizada se vale do modelo comportamental geral baseado na aceitação apresentado anteriormente, mas está ligada

às características específicas das preocupações e experiências do cliente. Essa formulação, portanto, está vinculada à abordagem da intervenção, tanto em termos gerais, às metas e aos métodos de tratamento, quanto especificamente, a cada exercício, prática ou tópico introduzido. Dessa maneira, de uma perspectiva comportamental baseada na aceitação (como nas intervenções de TCC), o tratamento é transparente, com o terapeuta partilhando com o cliente seu entendimento e sua intenção o tempo todo, e colaborativo, com o terapeuta incorporando a perspectiva do cliente à formulação e seleção das intervenções. Essa formulação e o plano de tratamento são individualizados, pois se incorporam informações dos métodos de avaliação descritos no capítulo anterior a um modelo comportamental geral baseado na aceitação, se compartilha essa formulação com o cliente ajustando-a com base em seu feedback, e se adaptam métodos gerais de intervenção de acordo com os elementos

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Medium 9788536320861

Capítulo 9. Recordação de eventos emocionais repetitivos: memória, sugestionabilidade e falsas memórias

Lilian Milnitsky Stein Grupo A PDF Criptografado

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REcORdAçãO dE EvEnTOS

EmOciOnAiS REpETiTivOS: mEmóRiA, SUgESTiOnAbilidAdE

E fAlSAS mEmóRiAS

Carmen Lisbôa Weingärtner Welter

N

ão restam dúvidas de que a repetição facilita a memória em geral (Gazzaniga e Heatherton, 2005). Por exemplo, se você ler várias vezes o conteúdo de uma matéria para estudar para uma prova e, além disso, se o fizer com concentração ou elaborar a informação que você está lendo de alguma forma (p. ex., fazendo um resumo), muito provavelmente você irá memorizar o conteúdo de forma mais efetiva do que se você o lesse uma única vez. Entretanto, lembrar o conteúdo de uma prova é muito diferente do que lembrar uma experiência de vida, de um episódio passado. Pode-se esperar que a repetição também melhore o tipo de memória? Em outras palavras, uma pessoa que vivenciou algo repetidas vezes terá uma memória melhor desses episódios do que uma pessoa que teve uma experiência

única? Poderia a repetição tornar nossa memória imune aos erros e distorções aos quais naturalmente estamos sujeitos?

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