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Medium 9788536311203

7. Métodos comportamentais II: reduzindo a ansiedade e rompendo padrões de evitação

Jesse H. Wright, Monica R. Basco, Michael E. Thase Grupo A PDF Criptografado

Aprendendo a terapia cognitivo-comportamental

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Métodos comportamentais II

Reduzindo a ansiedade e rompendo padrões de evitação

Os aspectos cognitivos e comportamentais dos transtornos de ansiedade – medos irreais de objetos e situações, superestimar o risco ou o perigo, subestimar a capacidade de enfrentar ou lidar com os estímulos temidos e padrões repetidos de evitação – são descritos no Capítulo 1. Voltamo-nos agora a explicar a base teórica para a utilização de técnicas comportamentais em transtornos de ansiedade e para a discussão de métodos específicos para superar problemas como fobia, pânico e transtorno de estresse pós-traumático. Focaremos os princípios gerais e as técnicas que podem ser aplicadas em diversos transtornos de ansiedade.

ANÁLISE COMPORTAMENTAL

DOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Os métodos comportamentais normalmente utilizados na terapia cognitivo-comportamental derivam-se originalmente do modelo da teoria da aprendizagem que produziu os primeiros desenvolvimentos da terapia comportamental (ver Capítulo 1). À medida que a terapia comportamental e a terapia cognitiva amadureceram, essas duas abordagens se fundiram na proposta cognitivo-comportamental mais abrangente que descrevemos neste livro. Para explicar o raciocínio lógico para os métodos comportamentais para ansiedade, detalhamos rapidamente os conceitos da teoria da apren-

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Medium 9788527731546

55 - Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade na Abordagem da Psicoterapia Corporal

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

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Transtorno de Déficit de

Atenção com Hiperatividade na Abordagem da

Psicoterapia Corporal

Cândido Fontan Barros

Introdução

Neste capítulo, discorrerei sobre a clínica da abordagem corporal do transtorno de déficit de atenção (TDA; subtipos desatento e hiperativo –

TDAH) em crianças, adolescentes e adultos. Esse tema foi abordado de maneira escassa na literatura das psicoterapias reichiana e neoreichiana até a atua­li­da­de.

Na Sexpol, projeto reichiano de clínicas de saúde psicológica e sexual na Alemanha,

Wilhelm Reich envolveu-se intensamente na prevenção das neuroses junto a crianças e adolescentes. Contudo, o próprio Reich não atendeu, diretamente, crianças em psicoterapia, apesar de curiosamente, de acordo com sua biografia, utilizar um tipo de “ludoterapia” com seu filho Peter, lidando com a expressão emocional e o fluxo de energia por meio de contato, jogos corporais e movimento ­muscular.1 De modo geral, a psicoterapia corporal com crianças e adolescentes conta com poucas publicações nacionais e internacionais. A obra de Rocha2, apesar do seu pioneirismo no Brasil, tem sérios problemas conceituais e metodológicos, adotando, ao meu ver, um paradigma funcionalista de corpo. Já Ventling3, na análise bioenergética com crianças e adolescentes, descreve preliminarmente uma tentativa de padronização da técnica para aplicação infantojuvenil, em que, inclusive, há relatos de casos de

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Medium 9788582710470

Capítulo 7 - Adolescência e Contexto Familiar

Luisa Fernanda Habigzang, Eva Diniz, Sílvia H. Koller Grupo A PDF Criptografado

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ADOLESCÊNCIA E CONTEXTO FAMILIAR

NORMANDA ARAUJO DE MORAIS

REBECA LIMA

JULIANA FERNANDES

O presente capítulo tem como objetivo descrever algumas concepções teóricas que discutem a relação entre adolescência e família na contemporaneidade. Além disso, busca apresentar a família na sua complexidade, relatando exemplos nos quais ela pode funcionar como fator de risco e/ou proteção aos adolescentes. Por fim, o capítulo apresenta a descrição de dois casos, sendo um no contexto da rua e outro no contexto clínico, os quais objetivam ilustrar a re­lação entre o sistema familiar e a adolescência.

DEFINIÇÕES DE FAMÍLIA

A família é o microssistema no qual as crianças e os adolescentes tendem a estabelecer suas primeiras relações interpessoais.

Bronfenbrenner (1996) utilizou o termo microssistema para descrever o ambiente imediato em que a pessoa em desenvolvimento estabelece interações face a face, por meio de vivências eficazes em nível de afetividade. Nesse contexto, crianças e adolescentes assimilam valores, crenças e ideologias, o que permite o desenvolvimento de um complexo repertório cognitivo, emocional e comportamental. Ou seja, o microssistema da família é responsável pela

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Medium 9788536322124

Capítulo 1. Vínculos e Configurações Vinculares

David E. Zimerman Grupo A PDF Criptografado

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Vínculos e

Configurações Vinculares

Vínculos

Etimologia e conceituação

O termo vínculo tem sua origem no étimo latino “vinculum”, o qual significa uma união, com as características de uma ligadura, uma atadura de características duradouras. Da mesma forma, vínculo provém da mesma raiz que a palavra “vinco” (com o mesmo significado que aparece, por exemplo, em ‘vinco’ das calças, ou de rugas, etc.), ou seja, este termo alude a alguma forma de ligação entre as partes que estão unidas e inseparáveis, embora elas permaneçam claramente delimitadas entre si.

Assim, cabe a afirmativa de que “vínculo” também significa um estado mental que pode ser expresso através de distintos modelos e com variados vértices de abordagem.

A noção de “vínculo” é de fundamental importância no desenvolvimento da personalidade da criança, sendo que essa afirmativa está baseada na inquestionável sentença de que “o ser humano constitui-se sempre a partir de um outro”. Isso não impede que, conforme a qualidade do vínculo, todo sujeito possa voltar toda sua libido para o seu próprio eu

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Medium 9788536314648

Capítulo 8: A psicanálise das configuraçõesvinculares e a terapia familiar

Luiz Carlos Osorio, Maria Elizabeth Pascual do Valle Grupo A PDF Criptografado

Manual de terapia familiar

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A psicanálise das configurações vinculares e a terapia familiar

Ana Margarida Tischler Rodrigues da Cunha

Maria Cecilia Rocha da Silva

Marilda Goldfeder

Ruth Blay Levisky

INTRODUÇÃO

Família: é este o grupo específico que pretendemos analisar sob a ótica da psicanálise das configurações familiares. Todavia, situar os marcos teóricos práticos de nosso referencial implica articular historicamente nossa trajetória como “área de família” do NESME (Núcleo de Estudos em Saúde

Mental e Psicanálise das Configurações Vinculares). Ao mesmo tempo, é colocado o desafio de acompanhar o desenvolvimento dos conceitos que propiciaram e engendraram nosso conhecimento e nossa prática. Com essa finalidade, tivemos que escolher entre os vários caminhos possíveis e nos propusemos então a examinar inicialmente as contribuições psicanalíticas para a abordagem dos grupos e a mudança de paradigma que implicam, até porque não se saltou da psicanálise individual para o vértice grupal e deste para o familiar sem um longo percurso. Nele, outros referenciais foram sendo usados e assimilados para dar conta de um outro objeto de estudo, ou seja, a família, a qual articula o indivíduo, o grupo, a sociedade e a cultura, seja como produto, seja como produtor de seus vínculos intra, inter e transubjetivos. A bus-

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Medium 9788520433904

5. A psicanálise em sua clínica

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

5. A P S I CA N Á L I S E E M S UA

CLÍ N I CA

Apresentamos neste capítulo um caso clínico, com o ob-

jetivo de refletir sobre os aspectos até aqui desenvolvidos da primeira e da segunda clínica de Lacan: as formações do inconsciente, na primeira, e a responsabilidade diante do acaso, na segunda.

Mensalmente, somos convidados a dirigir uma apresentação de pacientes em um hospital psiquiátrico de referência nacional na área, que pertence à Universidade de São Paulo

(USP).

O exercício de apresentação de pacientes não é uma novidade psicanalítica, é uma herança da psiquiatria, sendo habitual, aí, esse exercício clínico, especialmente em serviços de pesquisa. Consiste na entrevista de um paciente, muitas vezes internado, por um grupo de membros do corpo clínico.

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Uma diferença básica entre a apresentação psiquiátrica e a psicanalítica, a considerar, é que, em uma apresentação psiquiátrica, várias pessoas, psiquiatras especialmente, interrogam o paciente; já na apresentação psicanalítica só uma pessoa o interroga, ocupando a posição de analista, enquanto os demais presentes assistem sem interferir, a não ser no momento posterior à apresentação, na discussão.

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Medium 9788536311203

10. Tratando transtornos crônicos, graves ou complexos

Jesse H. Wright, Monica R. Basco, Michael E. Thase Grupo A PDF Criptografado

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Tratando transtornos crônicos, graves ou complexos

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pós completar seu treinamento inicial em terapia cognitivo-comportamental (TCC) – que normalmente é melhor realizado por meio do trabalho supervisionado com pacientes com transtorno depressivo maior ou um dos transtornos de ansiedade comuns –, é hora de adquirir experiência trabalhando com pacientes com problemas mais complexos. Desde os anos de 1980, várias pesquisas vêm documentando a utilidade da TCC e modelos relacionados de terapia para pacientes com transtornos crônicos, graves e resistentes a tratamento, como transtorno bipolar, transtorno da personalidade borderline e esquizofrenia.

Para pacientes com quadros clínicos mais difíceis de tratar, vários elementos em comum norteiam a terapia. Estes incluem os seguintes:

• O modelo cognitivo-comportamental e todos os aspectos da TCC são totalmente compatíveis com as formas apropriadas de farmacoterapia.

• Independentemente do grau de gravidade ou comprometimento, o relacionamento terapêutico caracteriza-se pela postura empírica colaborativa.

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Medium 9788536320991

Capítulo 15. Entrevistando informantes

James Morrison Grupo A PDF Criptografado

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Entrevistando informantes

A maioria dos pacientes talvez diga tudo o que você precisa saber, mas é possível enriquecer o conteúdo do seu banco de dados com informações obtidas com terceiros. Todavia, certas situações praticamente exigem que você busque informações adicionais ou verifique os dados com informantes. Eis algumas delas:

As crianças e os adolescentes muitas vezes não têm uma perspectiva adequada sobre o seu próprio comportamento.

Mesmo alguns adultos não sabem de coisas importantes sobre a história da família.

Os pacientes com retardo mental muitas vezes precisam de ajuda para relatar suas informações.

Pacientes de qualquer idade, que sentem vergonha de seus comportamentos passados, podem ocultar informações históricas que você pode obter com familiares ou amigos. Entre os exemplos, estão indiscrições sexuais, uso indevido de substâncias, tentativas de suicídio, violência e qualquer tipo de comportamento criminoso.

Os pacientes com psicose podem apresentar interpretações delirantes de fatos, em vez dos fatos em si.

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Medium 9788536322865

4 - O aluno em ambientes virtuais

César Coll, Carles Monereo Grupo A PDF Criptografado

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O aluno em ambientes virtuais

Condições, perfil e competências

Carles Monereo e Juan Ignacio Pozo

Contextualização do tema

Abismo entre gerações ou abismo sociocognitivo?

Segundo Manuel Castells (2000), os agitados tempos em que vivemos, com suas mudanças na organização social, nas relações interpessoais e suas novas formas de gerenciar socialmente o conhecimento, representam, mais do que uma época de mudanças, uma verdadeira mudança de época. No caso da educação, a solução não pode ser sentir saudades dos tempos passados, da velha escola, muito menos, como alguns pretendem, fazer o possível para que ela volte. Mas também não basta fazer pequenos ajustes, colocar band-aids em nossas aulas e em nossos hábitos docentes, introduzindo os computadores e alguma outra tecnologia para continuar­ desenvolvendo os mesmos currículos. As­ sim como ocorre com a aprendizagem individual, chega um momento em que o acúmulo de pequenos ajustes nas formas culturais para aprender e ensinar não é mais suficiente e é necessário fazer uma verdadeira reestruturação, uma mudança radical das estruturas e hábitos anteriores.

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Medium 9788582715079

Capítulo 14 - Epilepsia do lobo temporal, memória e suas relações com a aprendizagem

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

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EPILEPSIA DO

LOBO TEMPORAL,

MEMÓRIA E SUAS

RELAÇÕES COM A

APRENDIZAGEM

FABIANE ROMANO DE SOUZA BRIDI

CÉSAR AUGUSTO BRIDI FILHO

FÁTIMA BALBELA

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ernando Pessoa, em uma de suas reflexões, afirma que a “memória é a consciência inserida no tempo”. A estreita relação entre a vida cotidiana e a memória é o que nos permite construir relações, distribuir e receber afetos, reconhecer o que somos e onde estamos. A memória não está ligada ao passado; é a ferramenta absoluta de construção do futuro. Sem registros mnêmicos, sem os fragmentos aprendidos a cada fração de tempo, não teríamos como nos mover ou mesmo planejar uma vida tão longa. A memória é proporcional às nossas necessidades, da infância à vida adulta; ela é um reservatório de elementos disponíveis (às vezes “roubados” por outras funções da mente, como afeto ou atenção) que nos constitui e auxilia em nossa expressão no mundo.

Este capítulo versa sobre as relações entre memória e epilepsia do lobo temporal, uma forma de adoecimento que impossibilita que a memória execute seu processo de maneira íntegra e saudável.

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Medium 9788582710210

Capítulo 8 - Conflito trabalho-família

Mirlene Maria Matias Siqueira Grupo A PDF Criptografado

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Conflito trabalho-família

Antonio Virgílio Bittencourt Bastos

Carolina Villa Nova Aguiar

Durante algum tempo, foi comum considerar o trabalho e a família como dois domínios independentes da vida. Tal postura, no entanto, foi modificada por meio de extensos estudos que demonstraram que esses dois mundos estabelecem uma relação bastante estreita e dinâmica, permitindo que questões relacionadas ao trabalho afetem a família e vice-versa (Clark, 2000; Eby; Mahler; Butts, 2010; Edwards; Rothbard, 2000; Namasivayam; Zhao, 2007). Ao longo da trajetória de desenvolvimento do tema, diversos modelos sobre as interfaces estabelecidas entre família e trabalho foram propostos e investigados. Entre os que alcançaram maior destaque na literatura estão os modelos da segmentação, compensação, congruência, extravasamento (spillover) e drenagem de recursos (Eby; Mahler; Butts, 2010; Edwards; Rothbard, 2000;

Fraser, 2005; Frone, 2003; Souza, 2007).

Embora cada um dos modelos apresente particularidades no que diz respeito às suas concepções acerca das relações entre o trabalho e a família, todos consideram o potencial de eventos ocorridos em um domínio (trabalho, família) afetarem respostas do indivíduo a demandas de outro domínio da vida (família, trabalho). Até mesmo o modelo da segmentação, que originalmente se caracterizou pela defesa da separação absoluta das esferas da vida, sofreu alterações para se adaptar à incontestável permeabilidade que une os dois domínios (Edwards; Rothbard, 2000).

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Medium 9788571440654

PSICOLOGIA

Ana Merces Bahia Bock, Odair Furtado, Maria De Lourdes Trassi Teixeira Editora Saraiva PDF Criptografado

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PARTE III • TEMAS TRANSVERSAIS

Bibliografia comentada

A bibliografia é vasta nas áreas do Direito, Sociologia do Direito e Filosofia. A Psicologia começa a fazer estudos mais sistemáticos sobre essa articulação. O primeiro livro sobre o tema foi publicado em 1945, Manual de Psicologia Jurídica, de Mira y Lopez,21

“[...] uma visão centrada na psicopatologia, objetivando a manutenção da inquestionável ordem pública [...]”.22

É possível encontrar na obra de Michel Foucault uma visão crítica do sistema de justiça e, particularmente, de sua aplicação: o encarceramento. Um livro que suscita questionamentos importantes para a prática profissional de psicólogos e operadores do direito de Foucault é Vigiar e punir.23 Um bom dicionário de Filosofia também auxilia na compreensão crítica de muitos conceitos de ambas as áreas. Utilizamos o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano.24 E vale a pena ler pelo menos um dos livros de Loïc

Wacquant, por exemplo, Os condenados da cidade.25 A leitura do Estatuto da Criança e do

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Medium 9788536319414

3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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Medium 9788536316925

Capítulo 3. Cultura da vaidade

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Medium 9788536324265

9. Ilusões morais

Marco Callegaro Grupo A PDF Criptografado

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Ilusões morais

As ilusões morais e o Novo Inconsciente

O psicólogo Jonathan Haidt (2002) sistematizou as emoções que integram o senso moral humano, utilizando a teoria do altruísmo recíproco como suporte. Emoções como raiva, desprezo e repulsa evoluíram para impulsionar o sujeito a punir os trapaceiros. A gratidão e a reverência moral reforçam o comportamento altruísta. A solidariedade, a compaixão e a simpatia impelem ao altruísmo, enquanto a culpa, a vergonha ou o embaraço pressionam para evitar trapacear ou corrigir os resultados da trapaça. Podemos agrupar essas emoções em duas categorias básicas: as reforçadoras do altruísmo em si (solidariedade, compaixão, simpatia) e nos outros (gratidão) e as punidoras da trapaça em si

(culpa, vergonha) e nos outros (raiva, desprezo, repulsa). Esse processamento emocional inconsciente ajudou a conduzir o comportamento de nossos ancestrais em uma direção que foi adaptativa no contexto social primitivo.

Podemos tomar consciência dos resultados das emoções que são

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