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Medium 9788536309101

Capítulo 15. Análise comparativa

Michael P. Nichols, Richard C. Schwartz Grupo A PDF Criptografado

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Análise comparativa

As diferenças essenciais entre os modelos

O crescimento exponencial da terapia familiar abarrotou o campo com modelos rivais, cada um dos quais fez contribuições importantes. Esta diversificação produziu uma literatura rica e variada, testemunhando a vitalidade da profissão e, ao mesmo tempo, criando uma sucessão desorientadora de conceitos e técnicas. Veja a Tabela 15.1 para um resumo desses modelos.

Neste capítulo, apresentamos uma análise comparativa dos vários modelos. Cada escola proclama uma série de verdades – mas, apesar de certa sobreposição, não há conflitos notáveis entre tais verdades.

Famílias como sistemas

Os terapeutas das comunicações introduziram a idéia de que as famílias são sistemas.

Mais do que a soma de suas partes, os sistemas são as partes mais a maneira pela qual funcionam juntas. No passado, não aceitar a teoria sistêmica era como não acreditar em torta de maçã e maternidade. Atualmente, o movimento pós-moderno critica o pensamento sistêmico como apenas outra estrutura modernista, uma metáfora entendida de forma exageradamente literal, e levou a ênfase da ação para o significado, e da organização da família para o pensamento de seus membros.

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Medium 9788536307442

Capítulo 27 - “Excelência profissional”: um programa de treinamento do Banco do Brasil

Jairo E. Borges-Andrade, Gardênia da Silva Abbad, Luciana Mourão Grupo A PDF Criptografado

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“Excelência profissional”: um programa de treinamento do Banco do Brasil

Luiza Helena Branco Greca da Cunha,

Valeska Rodrigues Velloso Cordeiro e Christine Marie Cormier Chaim

Objetivos

Ao final deste capítulo, o leitor deverá:

• Analisar o caso descrito, desde o levantamento de necessidades até a avaliação.

• Confrontar o caso do Banco do Brasil com a teoria apresentada neste livro.

INTRODUÇÃO

Os desafios para o desenvolvimento profissional no mundo do trabalho e das organizações são enormes, principalmente diante de um cenário que se transforma a cada momento. Por isso, a utilização adequada da tecnologia instrucional no desenvolvimento de estratégias de TD&E desempenha papel importante para a gestão de pessoas.

O objetivo de apresentar o caso do programa de treinamento do Banco do Brasil é possibilitar ao leitor a confrontação da teoria de tecnologia instrucional, discutida nos capítulos anteriores, com a prática exercida dentro de uma determinada organização.

O caso do Banco do Brasil foi escolhido como exemplo de atividade instrucional porque não se trata somente de um treinamento, mas de um programa de capacitação, que compreende uma grande quantidade e variedade de elementos que intervêm e compõem as diversas etapas do processo de desenvolvimento de ações de TD&E. Acredita-se que a análise do caso aqui apresentado poderá proporcionar ao leitor a realização da “ponte” entre a teoria e a prática da tecnologia instrucional, adotada por uma determinada organização.

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Medium 9788520433904

1. O princípio responsabilidade e o inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

1. O P R I N C Í P I O

RE S P ON SA B I L I DA D E E O

IN CON SCIE N TE

A psicanálise nasceu e estabeleceu-se com a teoria do trau-

ma passado e, por isso, o tratamento analítico foi definido por

Freud como sendo a cura da memória. Geralmente, a pessoa procura um analista por estar acometida de algum mal-estar que a impede de atingir seus objetivos. O analista a recebe baseado na hipótese de que se algo vai mal, é porque alguma passagem da história de vida da pessoa agora é um empecilho, funcionando como um locus minori resistentiae, um fator constante de entrave: o trauma – a ser removido pela análise.

A expressão “cura da memória” está diretamente associada a essa forma de compreender o sofrimento.

Ao longo de seu ensino, Freud teve posições diferentes na compreensão do acontecimento traumático. A primeira está

1

relatada na Carta 69, de 21 de setembro de 1897, enviada a Wilhelm Fliess. Até aquele momento, ele havia considerado que acontecimentos objetivos da vida ficariam marcados na pessoa, tais quais cicatrizes psíquicas, determinando, daí em diante, disfunções expressas em sintomas. Na Carta

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Medium 9788582712245

Capítulo 13 - Potência em Equipes de Trabalho

Katia Puente-Palacios, Adriano De Lemos Alves Peixoto Grupo A PDF Criptografado

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POTÊNCIA EM

EQUIPES DE TRABALHO

Katia Puente-Palacios

Rafael Dutra da Silva

Ana Cristina Portmann Borba

As equipes vêm mudando a forma como as pessoas trabalham e se relacio-

nam dentro das organizações contemporâneas. Reunindo as competências de diversos indivíduos que compartilham um objetivo comum, essas células de desempenho têm-se revelado um mecanismo alternativo de organização do trabalho cada vez mais presente no cenário organizacional, em particular quando as demandas são demasiadamente complexas para serem atendidas por meio do esforço individual. Essa prática vem sendo acompanhada do aumento do espaço dedicado à temática de grupos e equipes de trabalho na literatura relativa a comportamento organizacional. Analisando o citado incremento, conclui-se a respeito da curiosidade que o tema desperta, razão pela qual estudiosos da área vêm empreendendo esforços a fim de ampliar o conhecimento tanto sobre os elementos que influenciam os processos de equipe como sobre os que predizem seus resultados.

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Medium 9788527730686

3 - Organização Anatomofuncional do Córtex Cerebral

Miotto Grupo Gen PDF Criptografado

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Organização Anatomofuncional do Córtex Cerebral

Newton Sabino Canteras

Introdução

O córtex cerebral do encéfalo humano pode ser subdividido em duas grandes partes, o isocórtex e o alocórtex (Figura  3.1). A maior parte do córtex cerebral é formado pelo isocórtex, que é caracterizado por seis camadas distintas visíveis em colorações que destacam os corpos celulares, como a coloração de Nissl.

Somente duas regiões isocorticais do córtex humano adulto mostram uma redução ou um aumento no número de camadas, a saber: o córtex agranular frontal, que não contém a camada granular interna (camada  IV) e representa o correlato anatômico do córtex motor (córtex motor primário, córtex pré-motor e área motora suplementar), e o córtex visual primário, que apresenta subdivisões da camada IV em três subcamadas (IVa,

IVb e IVc).

Em contraste com o isocórtex, o alocórtex apresenta uma estratificação muito variável, exibindo desde regiões com uma ou duas camadas até regiões altamente diferenciadas, com diversas camadas, como o córtex entorrinal.

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Medium 9788582710555

Capítulo 24 - Neuropsicologia dos comportamentos antissociais

Daniel Fuentes, Leandro F. Malloy-Diniz, Candida Helena Pires de Camargo, Ramon M. Cosenza Grupo A PDF Criptografado

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Neuropsicologia dos comportamentos antissociais

RICARDO DE OLIVEIRA SOUZA

PAULO MATTOS

FLÁVIA MIELE

LEANDRO F. MALLOY-DINIZ

SIGNIFICADO CLÍNICO DOS COMPORTAMENTOS ANTISSOCIAIS

A expressão comportamentos (ou atos) antissociais compreende um leque de comportamentos comuns a transtornos neuropsiquiátricos cuja característica essencial

é a violação dos direitos dos outros (American Psychiatric Association [APA], 2000).

Em sentido amplo, os comportamentos antissociais constituem uma diversidade de condutas que vão de estacionar em vaga de deficiente à execução de civis inocentes

(Conquest, 1991). Em sentido estrito, o valor diagnóstico dos comportamentos antissociais implica que:

1. o indivíduo seja capaz de enunciar, de maneira informal e pragmática, as

diferenças entre o certo e o errado, tanto em termos morais como legais; e

2. que seu comportamento não esteja sob influência de delírios, alucinações ou ambos.

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Medium 9788582712757

Capítulo 38. Psicanálise, literatura e a acollhida

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

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PSICANÁLISE,

LITERATURA

E ACOLHIDA

Era uma hora incerta na madrugada. O mal-estar, embora fosse vago, estava definido: eu precisava de um livro. O livro tinha a ver com Freud e literatura – talvez o autor fosse o Pontalis. Precisava do livro urgentemente.

Ele poderia ser substituído, em último caso e com menos eficácia, por outro mais ameno, mais acolhedor. Esperei, rolando na cama, o sol nascer. O sol nasceu lá fora sem acalmar por dentro. Liguei para a Palavraria, e nada.

Aguardei o sol crescer, e nada. Voltei ao caos das coisas antes dos livros, a conviver com elas em estado amorfo antes das páginas. As coisas puras, arcaicas. Das ding, como disse certa filosofia, retomada pela psicanálise, tentando organizar alguma coisa. A coisa.

Quisesse um pão como quis às nove e meia e teria. Era só ir à padaria da esquina, já devidamente aberta, ou, na pior das hipóteses, à loja de conveniência do posto 24 horas. Como suportar o mal-estar da alma por

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Medium 9788536311203

3. Avaliação e formulação

Jesse H. Wright, Monica R. Basco, Michael E. Thase Grupo A PDF Criptografado

Aprendendo a terapia cognitivo-comportamental

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Avaliação e formulação

O

processo de avaliação dos pacientes para a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e de realização de conceitualizações de caso baseiase em um modelo abrangente de tratamento.

Embora os elementos cognitivos e comportamentais para a compreensão do transtorno do paciente recebam a maior ênfase, também as influências biológicas e sociais são consideradas características essenciais da avaliação e formulação. Neste capítulo, discutiremos as indicações para a TCC, as características dos pacientes que são associadas a uma afinidade com essa abordagem e elementos principais que avaliam a adequação para a terapia. Também apresentamos um método pragmático para organizar as conceitualizações de caso e desenvolver planos de tratamento.

AVALIAÇÃO

A avaliação para a TCC começa com os aspectos fundamentais utilizados em qualquer forma de psicoterapia: uma anamnese completa e um exame do estado mental. Deve-se dar atenção aos sintomas atuais do paciente, suas relações interpessoais, sua base sociocultural e seus pontos fortes pessoais, além de levar em consideração o impacto da história de seu desenvolvimento, da genética, dos fatores biológicos e das doenças médicas. A avaliação detalhada das influências desses múltiplos domínios permitirá produzir uma formulação de caso

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Medium 9788582715277

Capítulo 46. Transtornos da personalidade: terapia dos esquemas e terapia comportamental dialética

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

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Transtornos da personalidade:

terapia dos esquemas e terapia comportamental dialética

Diego dos Santos Alano

Andressa Henke Bellé

Nathália Janovik da Silva

Felix Kessler

Inicialmente, este capítulo apresenta dados gerais e epidemiológicos sobre os transtornos da personalidade (TPs), trazendo dados recentes a partir de uma ampla revisão da literatura com foco nas abordagens terapêuticas disponíveis. A seguir, são abordadas duas das principais intervenções utilizadas na prática clínica para o tratamento desses transtornos: a terapia dos esquemas (TE) e a terapia comportamental dialética (DBT), com suas respectivas características e indicações.

Sabe-se que a estruturação da personalidade do indivíduo é o resultado da interação entre variáveis neurobiológicas inatas, como o temperamento, e experiências psicossociais e emocionais precoces, especialmente as relações parentais na primeira infância e os estressores ambientais. A personalidade corresponde a uma organização interna e dinâmica que determina o modo de relacionamento da pessoa consigo mesma e com o mundo que a cerca, por meio de padrões persistentes e estáveis de comportamentos, pensamentos e emoções.

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Medium 9788582713099

Capítulo 17. Resiliência familiar

Froma Walsh Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 17

Resiliência familiar

Resistência formada pela adversidade

Froma Walsh

C

rise e desafio são inerentes à condição humana. O conceito de resiliência familiar amplia nosso conhecimento do funcionamento familiar para situações de adversidade. Resiliência familiar envolve o potencial para recuperação, reparo e crescimento nas famílias que enfrentam sérios desafios na vida. Embora algumas famílias sejam abaladas por eventos de crise, transições perturbadoras ou dificuldades persistentes, o notável é que muitas outras emergem fortalecidas e com mais recursos, capazes de amar plenamente e criar bem seus filhos. Este capítulo apresenta uma visão geral de uma estrutura de resiliência familiar e descreve processos-chave destilados de pesquisas sobre resiliência e funcionamento familiar eficiente. As aplicações práticas são descritas brevemente para sugerir a ampla utilidade desta estrutura conceitual em esforços de prevenção e intervenção para fortalecer as famílias estressadas e vulneráveis.

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Medium 9788582715802

Capítulo 7. O que a psicoterapia faz com o seu cérebro?

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Como sabemos, o cérebro humano apresenta uma extrema capacidade de mudança, isto é, devido a estimulações vindas do ambiente, da aprendizagem e, finalmente, das emoções, nossas estruturas cerebrais reagem prontamente a vários tipos de situações.

Assim, diferentemente do que se acreditava décadas atrás, nosso cérebro está em constante interação com o meio ambiente, sendo afetado de maneira ininterrupta pelas experiências que temos em nosso cotidiano. Portanto, longe de serem estruturas finalizadas, nossa mente e nosso cérebro estão em profunda e contínua transformação.

Um exemplo foi demonstrado por uma investigação junto a motoristas de táxi da cidade de Londres, Inglaterra. Para ter um bom desempenho nessafunção, os motoristas devem, obrigatoriamente, memorizar cerca de 320 rotas que passam pela referida cidade, composta por aproximadamente 25 mil ruas e mais de 20 mil locais de interesse público.1

Comparando os taxistas a um grupo-controle (o de não motoristas), investigações de ressonância magnética no cérebro mostraram um aumento expressivo do volume do hipocampo posterior – região associada à memória –, comprovando, assim, a capacidade de mudança do cérebro dos taxistas, o que ocorreu, inclusive, na fase adulta.

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Medium 9788536324470

10. Epílogo

Frank M. Dattilio Grupo A PDF Criptografado

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Epílogo

A literatura científica e clínica sobre a TCC se desenvolveu bastante, e é demasiado ampla para ser captada nos limites deste texto. Fiz uma tentativa real de incluir o que acredito serem as informações de maior destaque, assim como algumas orientações para se obter recursos adicionais sobre tópicos específicos. Do mesmo modo, o campo da terapia familiar está em constante expansão, e os leitores devem continuar a atualizar o seu conhecimento lendo tudo aquilo que possam, a fim de fortalecer suas habilidades.

Tenha em mente que a TCC é uma modalidade integrativa que pode ser usada com outras abordagens para a terapia de casal e família. Por isso, os profissionais das várias modalidades consideram úteis as técnicas e estratégias deste livro, mesmo como auxiliares para as abordagens já por eles adotadas.1

Tentei comunicar por meio deste texto que os terapeutas precisam permanecer flexíveis em seu trabalho com casais e famílias, mas ao mesmo tempo adicionar o máximo possível de técnicas à sua caixa de ferramentas terapêuticas. Continuar a par de uma série de intervenções é um ingrediente fundamental para realizar um bom trabalho.

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Medium 9788536321004

13. Comportamento governado por regras: um estudo de caso

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 13

Comportamento Governado por Regras

Um Estudo de Caso1

Caroline Cunha da Silva

Ana Karina C. R. de-Farias

O

entendimento do comportamento humano é imprescindível para o aprimoramento dos indivíduos e para que possam melhor resolver seus problemas. O Behaviorismo Radical utiliza-se da história filogenética e ontogenética para a compreensão, previsão e controle do comportamento humano. A Análise do Comportamento explica a causa dos comportamentos por meio de análise de contingências, ou seja, regras que descrevem dependências entre antecedentes ambientais, respostas do organismo e suas consequências, dando ênfase à relação funcional entre esses elementos. Dessa forma, afirma-se que um comportamento é adquirido e mantido devido a suas consequências – sendo estas dependentes de seu valor de sobrevivência – e não a sensações que lhe estejam associadas (Skinner, 1953/1998,

1974/1982).

Uma das formas de controle sobre o comportamento dos indivíduos é aquele exercido por regras ou instruções. O comportamento de seguir regras envolve seguir conselhos, instruções, ordens ou outros comportamentos que descrevam, completa ou incompletamente, contingências. As regras são estímulos discriminativos verbais que especificam contingências, podendo estar descritas de forma implícita ou explícita (Baum, 1994/1999;

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Medium 9788582713112

Capítulo 28 - Psicodiagnóstico nas psicoses

Claudio Simon Hutz, Denise Ruschel Bandeira, Clarissa Marceli Trentini, Jefferson Silva Krug Grupo A PDF Criptografado

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PSICODIAGNÓSTICO NAS PSICOSES

Katiane Silva

Paulo Belmonte-de-Abreu

T

rabalhar com psicoses sempre foi – e con­ tinua sendo – um desafio para os profis­ sionais da área da saúde devido à comple­ xidade dos sintomas, sua sobreposição com sintomas de outras condições clínicas, sua f­alta de lógica formal, além de certa resistência em nos aproximarmos do funcionamento ­ psicológico primitivo que as psicoses denunciam e que fazem parte de todos nós, pelo menos em alguns momen­ tos, como no devaneio diurno, no sonho, no estado febril ou em vivências de trauma intenso.

Embora as psicoses sejam descritas como en­ tidades nosológicas definidas nos m

­ anuais classificatórios, como a esquizofrenia ou o trans­ torno esquizoafetivo, estudos recentes em popu­ lações sadias e em grupos clínicos distintos evi­denciaram a presença desses quadros em dife­ rentes diagnósticos, variando em intensidade, duração e efeito e levando os profissionais da saú­ de mental a reconsiderar a perspectiva dimensio­ nal não só na descrição das psicoses, como tam­ bém na compreensão dos transtornos mentais.

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Medium 9788580553383

Capítulo 13 - Conflitos e Pacificação

David G. Myers Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U LO

Conflitos e

Pacificação

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“Se queres a paz, trabalha pela justiça.”

—Papa Paulo VI

H

á um discurso que tem sido feito em muitas línguas pelos líderes de muitos países. É assim:

“As intenções do nosso país são totalmente pacíficas. No entanto, também estamos cientes de

que outras nações, com suas novas armas, nos ameaçam. Portanto, devemos nos defender contra ataques. Ao fazer isso, protegeremos nosso modo de vida e preservaremos a paz” (Richardson, 1960).

Quase todas as nações dizem só estar preocupadas com a paz, mas, desconfiando de outras, armam-se em autodefesa. O resultado é um mundo que tem gasto 2 bilhões de dólares por dia em armas e exércitos, enquanto centenas de milhões de pessoas morrem de desnutrição e doenças não tratadas.

Os elementos desse conflito (incompatibilidade percebida de ações ou objetivos) são semelhan-

tes em muitos níveis: o conflito entre as nações em uma corrida armamentista, entre facções religiosas disputando questões de doutrina, entre executivos e trabalhadores disputando salários e entre cônjuges briguentos. As pessoas em conflito percebem que o ganho de um lado é a perda do outro:

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