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Medium 9788573075991

Capítulo 22 Insight, Elaboração e Cura

Zimerman, David Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS BÁSICOS DAS GRUPOTERAPIAS

185

CAPÍTULO 22

Insight, Elaboração e Cura

A aquisição de insight, o processo de elaboração e os resultados terapêuticos são indissociados entre si, razão pela qual serão estudados em conjunto.

INSIGHT

De acordo com a sua etimologia: in (dentro de) + sight (visão), a palavra insight conceitua a aquisição de uma visão interna, a qual se processa a partir da atividade interpretativa do terapeuta. A conceituação de insight, antes do que um simples acréscimo de conhecimentos sobre si próprio, deve se entendida como um descobrimento, no sentido de que o contexto da palavra sugere: o retirar (des) o véu que cobre (coberta) as verdades preexistentes. As descobertas propiciam novas criações.

Em linhas esquemáticas podemos dizer que o insight se processa numa certa seqüência temporal em cinco modos distintos: o insight intelectivo, o cognitivo, o afetivo, o reflexivo e o pragmático.

Insight intelectivo. Neste caso, talvez não se justifique o uso do termo insight, tendo em vista que, enquanto intelectivo, ele não só é inócuo como pode ser prejudicial em alguns casos, como é, por exemplo, a possibilidade de que venha unicamente a reforçar o arsenal defensivo de pacientes que são marcantemente intelectualizadores, como, por exemplo, os obsessivos ou narcisistas.

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Medium 9788582713952

Capítulo 3 - Reconhecimento de objetos e faces

Michael W. Eysenck; Mark T. Keane Grupo A PDF Criptografado

Reconhecimento de objetos e faces

INTRODUÇÃO

Todos os dias, dezenas de milhares de vezes, identificamos ou reconhecemos objetos no mundo à nossa volta. Neste exato momento, por exemplo, você tem consciência de estar olhando para este livro. Se erguer os olhos, talvez possa ver uma parede, janelas e outras coisas à sua frente. O reconhecimento de objetos normalmente ocorre tão sem esforço que é difícil acreditar que essa seja, na verdade, uma operação complexa.

Evidências dessa complexidade provêm de tentativas de programar computadores para

“perceberem” o ambiente. No entanto, nenhum computador é capaz de se equiparar a mais do que uma fração das habilidades perceptuais que quase todo o adulto humano que vê tem.

O que torna a percepção visual tão complexa? Em primeiro lugar, muitos objetos no ambiente se sobrepõem a outros objetos, e assim precisamos identificar onde um termina e onde começa o seguinte. Em segundo lugar, inúmeros objetos (p. ex., cadeiras, árvores) variam muito em suas características visuais (p. ex., cor, tamanho, forma) e, portanto, não é imediatamente óbvio como conseguimos incluir esses estímulos diversos na mesma categoria. Em terceiro lugar, conseguimos reconhecer os objetos em inúmeras orientações. Por exemplo, a maioria dos pratos é redonda.

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Medium 9788536322117

30 A morte e o morrer: a assistência ao doente terminal

Mello-Filho, Julio de Grupo A PDF Criptografado

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A MORTE E O MORRER:

A ASSISTÊNCIA AO DOENTE TERMINAL

Francisco José Trindade de Barreto

“O vínculo da vida com o tempo

Diz o começo e o fim da nossa sorte

Da vida diz do nascimento a morte

Da duração de cada vão momento.

Mas, o poeta ao refazer instantes

Cria eternos, cria infinitos

Traz vida à sombra e da cor ao grito

Transcende ao que jaz ao fio cortante

Do tempo, criador de finitudes.

Desfaz as ilusões, sonhos recria.

Num bailado real de fantasia

No compromisso sutil das atitudes.”

O vínculo da vida com o tempo cria pares de opostos temporais, como início e fim, nascimento e morte, começo e término. A dinâmica da vida e da consciência dela nos traz um aprendizado pessoal de morte e de renascimento ao longo do seu curso e desenvolvimento. Um certo ensinamento do poder da vida de superar a morte e o vínculo desta com o tempo. Ao mesmo tempo, a nossa tradição judaico-cristã nos faz conviver com uma divindade que nos fala da graça e virtude sobrenaturais, como se ela, a nossa tradição, fosse contra a vida. “A vida se torna algo desprezado em vez de celebrado, e o corpo, algo horrível em vez de fantástico” (Fraser, 2004).

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Medium 9788582712207

Capítulo 28 - Demência da doença de Parkinson

Flávia Heloísa Dos Santos; Vivian Maria Andrade; Orlando F. A. Bueno Grupo A PDF Criptografado

28

Demência da doença de Parkinson

RAPHAEL DOYLE MAIA

FRANCISCO CARDOSO

PAULO CARAMELLI

A doença de Parkinson (DP) é a segunda enfermidade neurodegenerativa mais comum (de Lau & Breteler, 2006). Foi descrita de forma minuciosa, em 1817, pelo médico inglês James Parkinson, como “paralisia agitante”, caracterizada pela presença de movimentos tremulantes involuntários, diminuição da força muscular, tendência à inclinação do tronco para a frente e alteração da marcha, mas com preservação dos sentidos e do intelecto (Parkinson, 1817).

Sabe-se, hoje, entretanto, que os sintomas não motores da doença, tais como hiposmia, constipação intestinal, depressão e transtorno do comportamento do sono REM, podem preceder em vários anos o início da disfunção motora (Chaudhuri,

Healy, & Schapira, 2006; Olanow, Stern, &

Sethi, 2009; Schapira & Tolosa, 2010). Além disso, constata-se que mais de 90% dos pacientes com DP tem sintomas não motores

(Barone et al., 2009) e que o comprometimento cognitivo pode ser uma consequência natural da progressão da doença (Aarsland, Andersen, Larsen, Lolk, &

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Medium 9788536320588

Capítulo 1 - Uma bomba na caixa do correio

James R. Flynn Grupo A PDF Criptografado

1

UMA BOMBA NA CAIXA

DO CORREIO

A principal função da explicação científica

é transformar o inesperado, ao máximo possível, no esperado.

(Stephen Toulmin, Reason in ethics, p. 88)

Sou professor, e raramente escrevo apenas para especialistas. Tento evitar a prosa estéril que os editores de periódicos tanto adoram. Qualquer pessoa com uma boa formação ou com um diploma de psicologia poderá ler este livro, e a primeira é mais importante que o segundo – pressupondo, é claro, que todos se interessam pela inteligência e que gostariam de obter algo que lhes desse uma razão para aprender mais a respeito. Os especialistas verão que muita coisa foi omitida, mas também, segundo espero, encontrarão algo novo no argumento e algo que mereça ser investigado nos modelos de pesquisa recomendados.

Uma advertência a todos: existem problemas que podem ser resolvidos simplesmente com evidências – por exemplo, se certos cisnes são pretos. No entanto, existem problemas mais profundos que representam paradoxos. Às vezes, as evidências que os resolveriam se encontram em um passado inacessível. Isso significa que devemos retroceder do nível científico de explicação para o nível histórico, em que exigimos apenas uma plausibilidade que seja compatível com os fatos conhecidos. Creio que as minhas tentativas de resolver os paradoxos históricos que iremos discutir serão julgadas pelo fato de se alguém tem uma solução mais satisfatória a oferecer. O leitor deve se manter atento para distinguir os argumentos que fundamento com evidências e os argumentos a que confiro apenas plausibilidade.

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Medium 9788582715277

Capítulo 46. Transtornos da personalidade: terapia dos esquemas e terapia comportamental dialética

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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Transtornos da personalidade:

terapia dos esquemas e terapia comportamental dialética

Diego dos Santos Alano

Andressa Henke Bellé

Nathália Janovik da Silva

Felix Kessler

Inicialmente, este capítulo apresenta dados gerais e epidemiológicos sobre os transtornos da personalidade (TPs), trazendo dados recentes a partir de uma ampla revisão da literatura com foco nas abordagens terapêuticas disponíveis. A seguir, são abordadas duas das principais intervenções utilizadas na prática clínica para o tratamento desses transtornos: a terapia dos esquemas (TE) e a terapia comportamental dialética (DBT), com suas respectivas características e indicações.

Sabe-se que a estruturação da personalidade do indivíduo é o resultado da interação entre variáveis neurobiológicas inatas, como o temperamento, e experiências psicossociais e emocionais precoces, especialmente as relações parentais na primeira infância e os estressores ambientais. A personalidade corresponde a uma organização interna e dinâmica que determina o modo de relacionamento da pessoa consigo mesma e com o mundo que a cerca, por meio de padrões persistentes e estáveis de comportamentos, pensamentos e emoções.

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Medium 9788527731546

66 - Morte e Luto no Contexto Familiar | Uma Visão Sistêmica

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

66

Morte e Luto no Contexto

Familiar | Uma Visão

Sistêmica

Ana Lucia de Moraes Horta e Celina Daspett

Ningué­m tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Rubem Alves

Por que falar de morte e luto no contexto familiar?

A morte idea­li­zada por Rubem Alves aproxima-se daquela esperada por muitos de nós: sem dor, sem sofrimento, em meio às pessoas que amamos.

Entender a morte como um fenômeno biológico, psicológico, social, cultural e espiritual sempre foi um desafio em nossa sociedade. Para tentar compreendê-la, buscamos referenciais em várias áreas do conhecimento, como biologia, filosofia, antropologia, psicologia, mitologia e tanatologia.

Vivemos em uma sociedade ocidental, pósmoderna, que busca a vitalidade e a longevidade, e pouco nos preparamos para perdas, como a nossa própria morte ou a do outro. Por isso, vislumbrar a perda de um familiar ou ente querido ainda é uma das experiências mais angustiantes que podemos ter.

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Medium 9788582713389

Capítulo 48 - Bullying Sofrido na Infância é Evidente após 40 Anos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

48

BULLYING SOFRIDO NA

INFÂNCIA AINDA É

EVIDENTE APÓS 40 ANOS

A informação do título resulta de uma pesquisa publicada pelo American

Journal of Psychiatry, envolvendo uma amostra de 7.771 crianças que foram expostas a bullying dos 7 aos 11 anos e foram acompanhadas, até os 50 anos de idade, pelos pesquisadores.

Caso você ainda não saiba, bullying deriva de um termo da língua inglesa

(bully = “valentão”) e se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, realizadas por uma pessoa (ou grupo) com o objetivo de intimidar ou agredir alguém.

A investigação conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do King’s College, em Londres, mostrou que os efeitos desse tipo de violência foram devastadores na saúde física e mental dessas pessoas não apenas na época dessas vivências, mas também perpetuando tais dificuldades com o passar do tempo ao criar, inclusive, impactos negativos em suas vidas social e econômica quando adultas.

Quando as crianças vítimas de bullying ficaram mais velhas, apresentaram também uma diminuição das funções cognitivas (percepção, aten-

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Medium 9788520450444

12. Assistência de enfermagem à pessoa submetida à psicofarmacoterapia

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

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Assistência de enfermagem à pessoa submetida à psicofarmacoterapia

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Maguida Costa Stefanelli

PONTOS A APRENDER

1. Discorrer sucintamente sobre a evolução histórica dos tratamentos em psiquiatria.

2. Analisar a relação entre a descoberta dos psicofármacos e o papel do enfermeiro.

3. Discorrer sobre as ações de enfermagem em relação aos diferentes tipos de fármaco.

4. Descrever a orientação aos pacientes e familiares em tratamento com psicofármacos.

5. Discorrer sobre a importância de ter o paciente e os familiares como parceiros no tratamento.

PALAVRAS-CHAVE

Enfermagem em saúde mental e psiquiátrica, psicofarmacoterapia.

ESTRUTURA DOS TÓPICOS

Introdução. Assistência de enfermagem. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências bibliográficas. Anexo.

INTRODUÇÃO

Até 1950, aproximadamente, o tratamento do doente mental limitava-se a algumas medidas físico-químicas, como insulinoterapia (atualmente não utilizada) eletroconvulsoterapia e fisioterapia. O enfermeiro utilizava a maior parte de seu tempo na contenção e vigilância dos pacientes. Após 1950, com a síntese da clorpromazina e sucessivas pesquisas sobre novos fármacos, e suas indicações no

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Medium 9788582713389

Capítulo 66 - Alterações Climáticas Provocam Impactos Psicológicos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A PDF Criptografado

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ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

PROVOCAM IMPACTOS

PSICOLÓGICOS

Sabe-se que toda mudança climática apresenta efeitos contundentes em nosso cotidiano.

Entretanto, embora tenhamos o hábito de associar desastres naturais a enchentes, secas ou terremotos, um documento intitulado Beyond Storms

& Droughts: The Psychological Impacts of Climate Change (em tradução livre, Além de tempestades e secas: os impactos psicológicos das mudanças climáticas), publicado pela American Psychological Association e pela

Ecoamérica, alerta para repercussões não perceptíveis, embora não menos impactantes, que afetam nosso bem-estar psicológico.

Quem já não passou por uma chuva torrencial enquanto andava ou guiava o carro e experimentou apreensão ou medo incontrolável, levando tempo até conseguir superar as lembranças negativas da situação?

Pois bem, esse relatório se debruça exatamente sobre tais questões, mas vai além.

Veja só que interessante. Estatísticas mostram, por exemplo, que o aumento ou a diminuição de temperatura está diretamente associado a uma

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Medium 9788536326955

23. O jogo de areia no Brasil

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A PDF Criptografado

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O jogo de areia no Brasil

Aicil Franco

O

jogo de areia, hoje internacionalmente conhecido pela denominação em inglês – sand­­ play –, tem sido principalmente divulgado como um método de psicoterapia junguiano. Ele nasceu como world technique, criado por Margaret Lowenfeld (1890 – 1973), pediatra inglesa especializada em crianças com comportamentos difíceis. Lowenfeld foi uma das pioneiras na psicoterapia infantil, ao buscar com seu trabalho a diminuição do sofrimento de crianças, após a Primeira

Guerra Mundial.

Essa autora, que esteve sempre envolvida em investigações médicas, interessou­

‑se também em avaliar como algumas crianças sobreviviam e se desenvolviam relativamente bem, apesar de suas experiências traumáticas. Empiricamente, constatou a importância do brincar, não só como atividade curativa, mas também como possibilidade de expressão, e apontou as linguagens verbais como meios insatisfatórios para a avaliação de seus pacientes (www.lowenfeld.org/lowenfeld/index.html).

Em 1928, abandonou a medicina ortodoxa e criou “uma clínica para crianças difíceis e nervosas” (Mitchell e Friedman, 1994, p.8), uma das primeiras clínicas psicológicas infantis onde se objetivava a terapêutica integrada e multidisciplinar. Lowenfeld voltou­‑se, então, para o desenvolvimento de técnicas que permitissem a transmissão de pensamentos e sentimentos infantis sem o uso de palavras. Incorporou aportes teóricos

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Medium 9788536302065

Capítulo 15 - Transferência Precoce: Fase Pré-edípica ou Édipo Precoce

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS DA TÉCNICA PSICANALÍTICA

125

15

Transferência Precoce:

Fase Pré-edípica ou Édipo Precoce

RECAPITULAÇÃO

Nos capítulos anteriores, revisamos o conceito de neurose de transferência, procurando dar-lhe um sentido mais específico ao compará-lo e contrastá-lo com outras formas psicopatológicas. Como o leitor certamente lembrará, há autores que preferem falar de neurose de transferência e formas especiais de transferência, como, por exemplo, Sandler e colaboradores (1973). Para eles, não existe propriamente uma psicose de transferência, mas uma neurose de transferência em que a psicose põe um selo especial. Nós tomamos uma posição oposta e afirmamos que o fenômeno transferencial, na psicose, está baseado em sua psicopatologia especial e autóctone. Se quisermos entender a transferência no psicótico e o próprio psicótico, teremos de descobrir a forma específica de transferência que lhe corresponde.

Esse conceito tarda em se impor; porém, uma vez compreendido, damo-nos conta de que não poderia ser de outra maneira. O que se pode esperar de um adicto, senão que procure manter, com o analista, o vínculo próprio de sua doença, tomando-o por uma droga?

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Medium 9788582715536

Capítulo 12. Autocompaixão e Nossos Corpos

Kristin Neff; Christopher Germer Grupo A PDF Criptografado

AUTOCOMPAIXÃO E

NOSSOS CORPOS

Embora nos esforcemos para nos sentir suficientemente bem em muitas áreas de nossa vida, uma área de particular desafio é o nosso corpo. Nosso senso de eu está intimamente identificado com o corpo, portanto nossa aparência física tem um grande impacto sobre como nos sentimos em relação a nós mesmos.

A imagem corporal pode ser particularmente importante para as mulheres, porque os padrões da beleza feminina são muito altos.

Cada vez mais, as mulheres estão recorrendo

à cirurgia (“dar um pequeno retoque”) para se parecerem com aquelas modelos perfeitas das revistas. No entanto, por mais que tentem, a maioria das mulheres certamente ficará aquém do ideal – até mesmo as fotografias das modelos são retocadas!

Os homens tendem a estar mais satisfeitos do que as mulheres com a sua aparência, mas ainda têm problemas em aceitar seus corpos

– “Estou em boa forma, sou suficientemente magro, suficientemente masculino?”. A preocupação de um homem reside mais no desempenho do seu corpo, como, por exemplo, o quanto ele é forte ou o quanto tem habilidade nos esportes, ou nas suas proezas sexuais.

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Medium 9788527730686

7 - Crises Não Epilépticas Psicogênicas e Monitoramento por Videoeletroencefalograma | Quando a Tecnologia Evidencia o Inconsciente

MIOTTO, Eliane Correa; LUCIA, Mara Cristina Souza de; SCAFF, Milberto Grupo Gen PDF Criptografado

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Crises Não Epilépticas

Psicogênicas e Monitoramento por Videoeletroencefalograma |

Quando a Tecnologia Evidencia o Inconsciente

Mara Cristina Souza de Lucia e Niraldo de Oliveira Santos

Introdução

As crises não epilépticas psicogênicas (CNEP) ou pseudoepilépticas são manifestações motoras semelhantes às das crises epilépticas, porém, sem a presença de alterações eletrofisiológicas correlatas ou de evidências clínicas de epilepsia. Portanto, ilustram exemplarmente as relações entre biografia, psiquismo e expressão do sintoma, que são evidências positivas da origem psicogênica das crises.1-3

Diversos termos são encontrados na literatura para nomear esse fenômeno: histeroepilepsia, epilepsia histérica, crises psicogênicas não epilépticas, epilepsia histérica, crises funcionais, entre outros.4

Episódios semelhantes a crises epilépticas – mas não epilépticas em sua origem – têm sido descritos histórica e culturalmente. Do ponto de vista histórico, as CNEP têm sido consideradas crises histéricas, no sentido de que seriam manifestações de distúrbios emocionais e não de quadros neurológicos comiciais.5 A chamada histeroepilepsia já havia sido descrita em 1888 em um verbete da enciclopédia Villaret. De acordo com James Strachey, editor das obras completas da Edição Standard (1976), a autoria foi atribuída a Sigmund

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Medium 9788536302829

Capítulo 7 - A pessoa real do analista no processo psicanalítico

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

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A Pessoa Real do Analista no Processo Psicanalítico

Por mais tentado que possa se sentir o analista a se tornar o educador, o modelo e o ideal de seus pacientes, qualquer que seja o desejo que tenha de moldá-los à sua imagem, ele precisa lembrar-se de que esse não é o objetivo que procura atingir na análise e até de que fracassará em sua tarefa entregando-se a essa tendência.

Assim agindo, ele apenas repetiria o erro dos pais cuja influência sufocou a independência da criança e substituiria a antiga sujeição por uma nova.

S. Freud (1940)

Existe uma polêmica entre os psicanalistas – um tanto recente, que, entretanto, vem se intensificando cada vez mais – relativa à seguinte questão: a interação paciente-analista que permeia o curso da análise e é a sua matéria-prima fundamenta-se unicamente nas vicissitudes e diferentes configurações do fenômeno transferencial-contratransferencial ou, indo além disso, a pessoa real do terapeuta, com seus atributos físicos e emocionais, conjunto de valores, jeito de ser, sua conduta na vida real e idiossincrasias pessoais, também exerce uma decisiva importância no desenvolvimento do processo analítico?

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