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Medium 9788582715277

Capítulo 28. Psicoterapias no tratamento dos transtornos por uso de substâncias: álcool e outras substâncias

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

Psicoterapias no tratamento dos transtornos por uso de substâncias:

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álcool e outras substâncias

Lisia von Diemen

Silvia Bassani Schuch Goi

Felix Kessler

Flavio Pechansky

As psicoterapias seguem como o tratamento padrão-ouro para os transtornos por uso de substâncias (TUSs). Apesar de todos os modelos apresentarem evidências de eficácia, as terapias cognitivo-comportamentais (TCCs) são as que se mostram mais aplicáveis no contexto clínico e com maior adesão. É importante saber em qual estágio de mudança o paciente se encontra para, assim, indicar a melhor técnica que contemple o momento do indivíduo.

Em geral, as intervenções são simultâneas e complementares, podendo ser utilizadas em conjunto para auxiliar na remissão dos sintomas. A entrevista motivacional (EM) e a prevenção de recaída (PR) são as técnicas mais difundidas e, em geral, são os pilares do tratamento. Além disso, outras estratégias terapêuticas já utilizadas para outros transtornos mentais têm sido incorporadas ao tratamento dos TUSs, com bons resultados. Algumas delas são apresentadas aqui.

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Medium 9788536324272

Capítulo 17. Evolução e comportamento

Robert Plomin; John C. DeFries; Gerald E. McClearn; Peter McGuffin Grupo A PDF Criptografado

17

Evolução e comportamento

A

evolução é a apresentação mais óbvia do ambiente, mas está escrita nos genes.

Embora as suas raízes estejam baseadas firmemente nas ideias de Darwin de mais de um século atrás, só recentemente é que o pensamento evolutivo se estabeleceu nas ciências do comportamento. Este capítulo oferece uma visão geral da teoria evolutiva e de dois campos relacionados. A genética da população proporciona uma base quantitativa para a investigação das forças que alteram as frequências dos genes e do fenótipo, em especial as forças evolutivas. O segundo campo relacionado

é a psicologia evolutiva, que leva em conta as adaptações do comportamento em uma escala temporal evolutiva.

Charles Darwin

Um dos livros mais influentes que já foi escrito é A origem das espécies, de

Charles Darwin, em 1859 (Figura 17.1).

A famosa viagem de volta ao mundo de

Darwin, de 1831 a 1836, no Beagle, levou­

‑o a observar a notável adaptação das espécies aos seus ambientes. Por exemplo, ele fez observações particularmente fascinantes sobre 14 espécies de pássaros encontradas em uma pequena área das Ilhas

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Medium 9788582714720

Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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Medium 9788582713440

Capítulo 11 - Transtorno bipolar

David H. Barlow Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 11

Transtorno bipolar

David J. Miklowitz

Nosso objetivo é apresentar tratamentos psicológicos criativos e relevantes, que tenham sustentação empírica. Este capítulo sobre transtorno bipolar, de autoria de David J. Miklowitz, apresenta a inovadora abordagem do autor, chamada de tratamento voltado à família (FFT), cuja eficácia é sustentada por evidências substanciais. Com base em anos de pesquisa sistemática sobre fatores psicológicos que contribuem para o início e a manutenção do transtorno bipolar, esta sofisticada abordagem de terapia de família está dirigida aos mais importantes fatores psicossociais ligados ao transtorno e associados a resultados desfavoráveis (p. ex., psicoeducação adequada, treinamento para a melhoria da comunicação e treinamento em habilidades de solução de problemas). Este capítulo, e especialmente o estudo de caso, muito útil, também ilustra um vínculo essencial entre abordagens psicológicas e farmacológicas no tratamento bem sucedido dessa forma muito grave de psicopatologia. — D. H. B.

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Medium 9788536319414

7 Tecendo os sentidos atribuídos por professores do ensino fundamental ao médio profissionalizante sobre a construção de valores na escola

Taille, Yves de la Grupo A PDF Criptografado

Crise de valores ou valores em crise? 153

um processo de transformação dos referidos valores, mas não em sua ausência ou progressivo desaparecimento.

Esse movimento de discussão tem estimulado uma vasta gama de iniciativas, seja na esfera da produção acadêmica, no âmbito das práticas pedagógicas, seja, ainda, no terreno das políticas públicas (Aquino e

Araújo, 2000). Os Temas Transversais, contidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, representam uma mostra de tal vigor temático – mesmo considerando as polêmicas que marcaram sua proposição e as dificuldades, por parte da escola e de seus profissionais, de efetuarem a transversalização desses temas no cotidiano escolar.

Compactuamos com a compreensão desses autores, pois verificamos nas queixas dos indivíduos representantes de diferentes estratos sociais, nas posturas assumidas por eles e no encaminhamento de questões do cotidiano que os valores, normalmente aceitos pela sociedade, demandam processos de reflexão e de ressignificação. Evidenciamos com relação a essa questão um saudosismo dos valores clássicos e universais, bem como das grandes figuras que possuíam autoridade suficiente para liderar e encaminhar as situações-problema da comunidade, como os padres, os pais, os professores, o poder público. É importante ressaltar, ainda, as hierarquias de valores, representativas das comunidades onde estão inseridos os indivíduos, que nem sempre são coincidentes com as de outras pessoas. Ao que parece, houve um enfraquecimento dessa base de princípios, regras que norteiam o comportamento. Analisar essa rede de elementos não é algo fácil, transitamos por um campo de conceitos, de representações, movediço e arenoso. Entretanto, estamos sendo constantemente convidados, enquanto educadores, pesquisadores e, também, pessoas comuns, a refletirmos e construirmos uma relação crítica com esse tema complicado.

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Medium 9788536302393

26 A Atividade Interpretativa

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

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DAVID E. ZIMERMAN

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A Atividade Interpretativa

Conquanto Bion não tenha escrito nenhum texto específico sobre a teoria e técnica das interpretações do psicanalista, não resta a menor dúvida de que este é o tema de ordem prática que aparece com uma ênfase especial ao longo de seus escritos, conferências e seminários clínicos.

Creio que o prefixo “inter” da palavra interpretação mostra que esse fundamental aspecto do campo analítico se processa, sempre, como decorrência de um intercâmbio de emoções na singular experiência afetiva entre um analisando e um analista. De acordo com esse vértice, Bion considera que a interpretação por parte do psicanalista se constitui como um processo de “transformação” dentro dele, desde as invariantes contidas nas mensagens iniciais do paciente no curso da sessão – tanto as verbais como as não-verbais – até a sua formulação verbal final, que visa a promover uma “transformação no paciente”.

Dessa forma, ele postula que essa “transformação” (tal como está descrito no capítulo específico deste livro) transita no analista e no paciente por três fases: a primeira consiste em observar o fato emergente na experiência analítica; a segunda é a de discriminar o valor do fato; e a terceira consiste em reconhecer e abstrair o significado do fato.

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Medium 9788565848633

Capítulo 9 - Lições Aprendidas no Desenvolvimento de Software Social

Maria Cecília Calani Baranauskas; Maria Cecília Martins; José Armando Valente Grupo A PDF Criptografado

9

LIÇÕES APRENDIDAS

NO DESENVOLVIMENTO

DE SOFTWARE SOCIAL

Heiko Hornung

Leonelo Dell Anhol Almeida

Diego Samir Melo-Solarte

U

m dos principais desafios de projetos de pesquisa que tem como objeto a produção de software social a ser usado em situações reais é seu processo de desenvolvimento. Como a maioria dos resultados publicados está relacionada

às pesquisas individuais, o processo de desenvolvimento geralmente fica oculto para o mundo externo ao projeto. No entanto, aspectos como requisitos de licença e de software, metodologia de desenvolvimento, características da equipe de pesquisa e da equipe de apoio e, consequentemente, o cronograma de execução de atividades exercem grande influência sobre os resultados obtidos no projeto. Este capítulo apresenta lições aprendidas no contexto de desenvolvimento de software do e-Cidadania, assim como os desafios encontrados e as adaptações realizadas no decorrer do projeto.

INTRODUÇÃO

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Medium 9788582715413

10 - Tratando transtornos crônicos, graves ou complexos

Jesse H. Wright; Gregory K. Brown; Michael E. Thase; Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Após completar seu treinamento inicial em terapia cognitivo-comportamental (TCC) – que normalmente é mais bem realizado por meio do trabalho supervisionado com pacientes com transtorno depressivo maior ou um dos transtornos de ansiedade comuns –, é hora de adquirir experiência trabalhando com pacientes com problemas mais complexos. Várias pesquisas vêm documentando a utilidade da TCC e dos modelos de terapia relacionados para aqueles com transtornos graves ou resistentes a tratamento, como depressão crônica, esquizofrenia e os transtornos bipolar e da personalidade.

Para essas populações de pacientes com quadros clínicos mais difíceis de tratar, vários elementos em comum norteiam a terapia. Estes incluem os seguintes:

•O modelo cognitivo-comportamental e todos os aspectos da TCC são totalmente compatíveis com as formas apropriadas de farmacoterapia.

•Independentemente do grau de gravidade ou comprometimento, a relação terapêutica caracteriza-se pela postura empírica colaborativa.

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Medium 9788573075991

Capítulo 20 Atividade Interpretativa

Zimerman, David Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS BÁSICOS DAS GRUPOTERAPIAS

173

CAPÍTULO 20

Atividade Interpretativa

Vou utilizar a expressão “atividade interpretativa” em lugar de “interpretação” pelo fato de esta

última ser classicamente entendida no plano de um sistemático reducionismo ao “aqui-agora-comigo...”, enquanto a primeira expressão permite supor uma maior abrangência de recursos utilizados pelo grupoterapeuta, como o uso de perguntas que instiguem reflexões; clareamento; assinalamentos de paradoxos e contradições; confronto entre a realidade e o imaginário; abertura de novos vértices de percepção e significação de uma determinada experiência emocional; etc. Com “atividade interpretativa” também estou englobando toda participação verbal do grupoterapeuta que, de alguma forma, consiga promover a integração dos aspectos dissociados dos indivíduos, da tarefa e do grupo.

Assim concebida, a atividade interpretativa no grupo constitui-se como o seu principal instrumento técnico, sendo que não existem fórmulas acabadas e “certas” de como e o que dizer, pois as situações práticas são muito variáveis e, além disso, cada grupoterapeuta deve respeitar o seu estilo peculiar e autêntico de formular as suas intervenções e de ser, de verdade.

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Medium 9788520450444

20. Comunicação não terapêutica e desafios à comunicação terapêutica na enfermagem

Ilza Marlene Kuae Fukuda; Maguida Costa Stefanelli; Evalda Cançado Arantes Editora Manole PDF Criptografado

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Comunicação não terapêutica e desafios à comunicação terapêutica na enfermagem

Maguida Costa Stefanelli

Ilza Marlene Kuae Fukuda

Evalda Cançado Arantes

PON­TOS A APREN­DER

1. Conceituar a comunicação não terapêutica.

2. Discorrer sobre a comunicação não terapêutica.

3. Descrever sobre a importância desse conhecimento para o cuidado do paciente.

4. Correlacionar comunicação não terapêutica com saúde mental.

5. Identificar os desafios à comunicação terapêutica.

PALAVRAS-CHAVE

Comunicação, comunicação não terapêutica, barreiras (desafios) à comunicação, enfermagem em saúde mental, enfermagem psiquiátrica, interação.

ESTRU­TU­RA DOS TÓPI­COS

Introdução. Comunicação não terapêutica. Desafios à comunicação terapêutica. Propostas para estudo. Referências bibliográficas.

INTRODUÇÃO

A comunicação não terapêutica bloqueia o desenvolvimento da comunicação terapêutica e do relacionamento entre enfermeiro e paciente. Nem sempre o enfermeiro está consciente de sua presença e do quanto ela impede seu crescimento pessoal, prejudicando suas relações com as pessoas de seu convívio pessoal e profissional.

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Medium 9788536302829

Capítulo 33 - Psicanálise com crianças

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

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Psicanálise com Crianças

O primeiro espelho da criatura humana é o rosto da mãe: a sua expressão, o seu olhar, a sua voz. [...] É como se o bebê pensasse: olho e sou visto, logo, existo!

D. Winnicott

Se um analista tem internalizado a psicanálise, sua atitude vai ser sempre uma: a atitude psicanalítica.

UMA BREVE RESENHA HISTÓRICA

Dentro do propósito deste livro de promover uma, atualizada, revisão de tudo que diz respeito a aspectos técnicos da psicanálise, a respeito principalmente das transformações que estão continuamente se processando – muito antes de esgotar uma abordagem de concepções teóricas, metapsicológicas e até mesmo uma completude de enfoques técnicos –, optei por redigir este capítulo fortemente fundamentado em recente número do boletim informativo International Psychoanalysis (vol. 10, no 2, 2001). Trata-se de uma publicação oficial da IPA que, nesse exemplar, traz um conjunto de artigos especialmente dirigidos à atualização da psicanálise com crianças, de autoria de ilustres psicanalistas, procedentes de distintas partes do mundo, como Peter Blos Jr.

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Medium 9788582715239

Capítulo 1. Behaviorismo: definição e história

William M. Baum Grupo A PDF Criptografado

1

Behaviorismo: definição e história

A ideia central no behaviorismo pode ser formulada de maneira simples: uma ciência do comportamento é possível. Os behavioristas têm opiniões diversas sobre o que essa proposição significa e particularmente sobre o que é ciência e o que é comportamento, mas todos concordam que pode haver uma ciência do comportamento.

Muitos behavioristas acrescentam que a ciência do comportamento deve ser a psicologia. Isso é motivo de controvérsia, pois muitos psicólogos rejeitam a ideia de que a psicologia seja uma ciência, e outros, que a tomam como ciência, consideram que seu objeto é algo diferente do comportamento. A maioria dos behavioristas passou a chamar a ciência do comportamento de análise do comportamento. O debate continua sobre se a análise do comportamento faz parte da psicologia, é o mesmo que psicologia ou é independente da psicologia, mas organizações profissionais, como a Association for Behavior Analysis, e revistas, como The Behavior Analyst,

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Medium 9788582712436

Capítulo 8 - Depressão: Encontrar um caminho de entrada encontrar um caminho de saída

Christopher K. Germer; Ronald D. Siege; Paul R. Fulton Grupo A PDF Criptografado

8

Depressão

Encontrar um caminho de entrada, encontrar um caminho de saída

Thomas Pedulla

É descendo até o mais profundo abismo que recuperamos os tesouros da vida.

Onde tropeçamos, aí está nosso tesouro.

– JOSEPH CAMPBELL (1995)

O

que você vê em um paciente que está lutando com a depressão? Se for um epidemiologista, você vê parte de um problema de saúde pública cada vez mais grave, uma pandemia que representa a quarta maior carga à sociedade entre todas as doenças – e que, segundo projeções, se tornará a segunda até 2020 (Murray & Lopez, 1998).

Se for um psicofarmacologista, você vê alguém que tem uma doença de base biológica que interrompe o sistema de neurotransmissores e que requer medicamento.

Se for um psicoterapeuta, você poderia ver alguém que está vivenciando uma reação patológica à perda de um objeto amado (Freud, 1917/1961c) ou que está preso a um padrão de pensamento desadaptativo (Beck, 1972; Burns,

1999) e que necessita de terapia psicodinâmica, cognitivo-comportamental ou algum outro tipo de terapia de falar para poder curar.

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Medium 9788536314648

Capítulo 18: Famílias com adolescentes

Luiz Carlos Osorio; Maria Elizabeth Pascual do Valle Grupo A PDF Criptografado

Manual de terapia familiar

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Famílias com adolescentes

Solange Maria Rosset

ADOLESCÊNCIA, PAIS,

FAMÍLIAS E ADOLESCENTES

Quando comecei a trabalhar como psicoterapeuta, existia um senso comum na psicologia e na população em geral sobre a relação entre adolescentes e pais. Era esperado que adolescentes tivessem problemas com seus pais, pois existia a ideia inquestionável do chamado “conflito de gerações”. A inevitabilidade do conflito entre pais e filhos por causa de hábitos, moral e regras diferentes justificava as dificuldades de uma forma simplista e dava uma explicação linear a elas. Além disso, oferecia a comodidade de um bom álibi e deixava pais, filhos e terapeutas sem ter muito o que fazer. Eu sempre tive dificuldade em aceitar essa explicação simplificadora, e todas as propostas que já fiz para trabalhar com os adolescentes e com suas famílias visavam a outras alternativas.

Algumas teorizações sobre a adolescência acabam colocando no mesmo patamar sintomatologias mais sérias e comportamentos desagradáveis, mas sem gravidade. No entanto, corre-se o risco de pais e adolescentes terem álibis para não se responsabilizarem. Ao mesmo tempo, ao se dizer “adolescente típico”, pode-se estar justificando uma enorme variedade de comportamentos anti-sociais e autodestrutivos, alguns dos quais deveriam ser reconhecidos e tratados como problemas reais e sérios.

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Medium 9788536302065

Capítulo 51 - Metapsicologia do Insight

R. Horacio Etchegoyen Grupo A PDF Criptografado

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R. HORACIO ETCHEGOYEN

51

Metapsicologia do Insight

INSIGHT E PROCESSO MENTAL

PRÉ-CONSCIENTE

Seguindo as grandes linhas da psicologia do ego, Kris

(1956a) explica algumas das vicissitudes do insight a partir do conceito de carga livre e fixada, ou seja, das diferenças conceituais entre processo primário e secundário. Brilha nesse trabalho a mais pura psicologia hartmanniana, além das contribuições do próprio Kris sobre o pensamento mental pré-consciente, que partem de seus estudos sobre a caricatura (1936) e o cômico (1938) e que culminam em 1950 com seu trabalho “On preconscious mental process”.

Para sermos mais exatos, Kris utiliza para explicar o insight não apenas a dialética de processo primário e secundário, mas também o modelo do aparelho psíquico proposto por Freud em 1923. Do ponto de vista estrutural,

Kris pensa o insight como um fenômeno bifronte, que se assenta ao mesmo tempo no ego e no id: há uma forma

(oral) incorporativa e uma forma anal do insight (presente, tesouro), que são claramente modelos instintivos, ou seja, do id.

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