3128 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788536325460

12 Personalidade e transtornos da alimentação

Louzã Neto, Mário Rodrigues Grupo A PDF Criptografado

Personalidade e transtornos da alimentação

Anny Maciel

Mirella Baise

Fabiana Chamelet Nogueira

Táki Athanássios Cordás

12

Os transtornos da alimentação caracterizam-se por inadequações no consumo, no padrão e no comportamento alimentares, além de por diferentes crenças equivocadas sobre a alimentação, ocasionando progressiva piora da qualidade nutricional e psicopatológica.1 São provavelmente determinados por uma etiologia multifatorial, na qual aspectos socioculturais (como o ideal de corpo e a imagem corporal) e psicológicos, individuais e familiares, bem como o uso de dietas restritivas, associados a vulnerabilidade biológica, têm importante participação no desencadeamento, na manutenção e na perpetuação dos sintomas.2-5

Devido a essa miríade etiológica, uma avaliação adequada deve incluir métodos de mensuração da ingestão alimentar (por meio do diário alimentar), da atividade física, dos aspectos psicopatológicos (como o distúrbio da imagem corporal), de episódios bulímicos, de comportamentos purgativos, além de avaliação dos aspectos comórbidos.2

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731232

2 - Introdução à Saúde Sexual

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

2

Introdução à Saú­de Sexual

Karim Abawi, Mirella Smith e Ariana Marnicio

Pontos-chave:

• A definição de saú­de sexual é holística e inclui condições mentais e sociais, bem como o estado físico geral do in­di­ví­duo. É influenciada por fatores in­di­vi­duais e de gênero, familiares, comunitários, culturais, socioeconômicos, políticos e ambientais

• As leis podem dar suporte e ser protetoras dos direitos sexuais de um in­di­ví­duo ou podem impedir esses direitos

• A saú­de sexual envolve o enfrentamento de questões como violência sexual, infecções sexualmente transmissíveis, disfunção sexual, gravidez indesejada e aborto, bem como a criação de programas e leis que propiciem o acesso da população a um tratamento adequado e à educação sexual.

Elementos conceituais

Sexo, sexualidade e direitos sexuais são os elementos inter-relacionados que formam a base do conceito de saú­de sexual. Ter uma noção clara sobre eles tornará mais fácil a tarefa de captar o status atual da saú­de sexual global e do desenvolvimento de programas de saú­de sexual voltados para o futuro.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848633

Capítulo 15 - Metarreflexão

Maria Cecília Calani Baranauskas; Maria Cecília Martins; José Armando Valente Grupo A PDF Criptografado

15

METARREFLEXÃO

Maria Cacília Calani Baranauskas

Maria Cecília Martins

José Armando Valente

U

m projeto como o conduzido na escrita deste livro, a tantas mãos direta e indiretamente envolvidas nas histórias que contamos ao longo dos capítulos, nas visões de mundo e de ciência que essas histórias carregam, na intencionalidade daqueles que pensam a tecnologia a partir de valores humanos como forma de se chegar a uma sociedade da informação para todos, não poderia prescindir de uma reflexão dos autores como sujeitos pensantes, no nível já da metarreflexão.

Mais do que uma nuvem de palavras, como deixar escapar essa oportunidade de apreender o significado de cada situação, que permite a cada um observar-se como sujeito operante da ação? Refletir sobre nossa reflexão,

Codesign de redes digitais

295

sem, no entanto, fechar os contornos do que se apresenta e se acredita ou ter a pretensão de concluir. Tarefa difícil, sobretudo dependente de nossa capacidade de distanciamento e, por isso mesmo, postergada às últimas linhas...

Ver todos os capítulos
Medium 9788582711040

Capítulo 5 - Educação em saúde mental: uma nova perspectiva

Gustavo M. Estanislau; Rodrigo Affonseca Bressan Grupo A PDF Criptografado

5

Educação em saúde mental: uma nova perspectiva

Stan Kutcher

Yifeng Wei

Gustavo M. Estanislau

As últimas décadas de pesquisa revelaram que os transtornos mentais, como os transtornos de ansiedade, a depressão e o uso de substâncias, afetam uma em cada três pessoas ao longo da vida, causando impactos emocional e econômico consideravelmente maiores se comparados a outros problemas de saúde bastante conhecidos, como as doenças cardiovasculares e até o câncer.

Além disso, sabe-se, hoje, que a maioria dos transtornos mentais tem seu início durante a infância e a juventude (Figura 5.1). Uma vez que estes são períodos de grande crescimento pessoal – nos quais os jovens aproveitam a escola, constroem sua identidade e começam uma carreira –, é evidente que tais transtornos podem prejudicar muito as pessoas­acometidas. Duas das principais causas para que problemas como esses sejam tão comuns – e, em algumas situações, tão debilitantes – são a falta de informação pública a respeito de saúde mental e o estigma associado a essas condições.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536311166

6 Os sucessivos casamentos e descasamentos do meu amigo Artur

Zimerman, David Grupo A PDF Criptografado

30

DAVID E. ZIMERMAN

idade eu já não descreio em mais nada. Tudo é possível. Fiquei com a nítida impressão de que o olhar de Alexandre adquiriu um certo brilho de alívio e de esperança.

Desde então, tenho adotado a forma como Alexandre encarava a vida e a morte, com realismo, mas conservando uma luz de esperança, e inúmeras vezes emprego as sábias sentenças de meu filho Xandi para pacientes, em casos nos quais eles próprios ou familiares íntimos estão em fase terminal de alguma doença grave. Muitas vezes eu me perguntava e continuo me perguntando de onde Alexandre tirou tantas forças. Como podia ser tão estóico diante de uma sentença de morte tão prematura e tão injusta?

Além de toda a cobertura de carinho que ele teve todo o tempo, fato que eleva a moral, a auto-estima, e uma sadia resignação, hoje entendo que a própria hemofilia que ele teve que enfrentar desde bebê criou nele um estado mental que na psicanálise moderna chamamos de RESILIÊNCIA.

Essa expressão designa o estado psíquico que certas pessoas possuem, uma poderosa força interna que conjuga aspectos emocionais, espirituais e, certamente, as pulsões de vida voltadas para o desejo de viver, não obstante, ou talvez por isso, possam estar passando por sérias dificuldades. Estudos recentes comprovam que a consolidação de um estado de resiliência se forma a partir de três fatores: uma condição inata, genética; situações ambientais adversas ou um prejuízo orgânico com características de cronicidade e condições familiares, sociais e profissionais em que exista muito amor e reconhecimento.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582710470

Capítulo 19 - Tecnologia Social de Capacitação Profissional para Intervenção com Adolescentes Vítimas de Violência Sexual

Luísa Fernanda Habigzang; Eva Diniz; Sílvia H. Koller Grupo A PDF Criptografado

19

TECNOLOGIA SOCIAL DE

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL PARA

INTERVENÇÃO COM ADOLESCENTES

VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL

CLARISSA PINTO PIZARRO DE FREITAS

LUÍSA FERNANDA HABIGZANG

Este capítulo objetiva apresentar a tecnologia social de capacitação profissional para intervenção com adolescentes vítimas de violência sexual aos profissionais de psicologia e serviço social dos serviços públicos de atendimento às vítimas desse tipo de violência do

Rio Grande do Sul. A capacitação constitui-se uma proposta para auxiliar os profissionais a ampliar seu conhecimento e enfrentar as dificuldades associadas às suas demandas de trabalho. Neste capítulo, apresenta-se a definição de violência sexual e discute-se seu impacto no desenvolvimento das vítimas, bem como a utilização da terapia cognitivo-comportamental no tratamento de adolescentes que sofreram esse tipo de violência.

Por fim, apresentam-se a estrutura da tecnologia social de capacitação profissional para intervenção com adolescentes vítimas de violência sexual e as estratégias utilizadas para avaliar sua efetividade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536301075

9. Transtorno de Pânico

Nabuco de Abreu, Cristiano Grupo A PDF Criptografado

Psicoterapias Cognitiva e Construtivista

125

9

Transtorno de Pânico

Lígia Montenegro Ito

O modelo cognitivo-comportamental do transtorno de pânico (TP) procura integrar as abordagens biológica e sociopsicológica em seus procedimentos terapêuticos. O ataque de pânico, elemento central desse transtorno, é considerado uma reação de alerta do organismo que pode ocorrer devido a situações externas, percebidas pelo indivíduo como ameaçadoras, ou sem causa aparente, por influência de fatores biológicos. Possuir história pessoal ou familiar de algum transtorno ansioso e submeter-se a um período de estresse são fatores que contribuem para o aumento da ansiedade geral e facilitam o desencadeamento do primeiro ataque.

Com a repetição, esses ataques ficam condicionados a desencadeantes externos (locais ou situações) ou internos (pensamentos ou sensações corporais) que, avaliados negativamente pelo indivíduo, representam sinal de perigo iminente, de morte, de estar enlouquecendo ou perdendo o controle. Essas sensações levam a um aumento da ansiedade subjetiva, dos sintomas físicos e das antecipações catastróficas, e a pessoa torna-se apreensiva, em vigia constante, antecipando os sinais de um novo ataque. Ela pode apresentar comportamentos de esquiva e fobias de situações nas quais pense que um ataque ocorrerá, de lugares de onde seja difícil fugir ou escapar, de condições em que não possa receber ajuda imediata em caso de necessidade, de sair ou ficar sozinha.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580552164

Capítulo 9 - Desenvolvimento físico e cognitivo na terceira infância

Diane E. Papalia; Ruth Duskin Feldman Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

9

pontos principais

pontos principais

DESENVOLVIMENTO FÍSICO

Aspectos do desenvolvimento físico

Desenvolvimento

Físico e Cognitivo na Terceira Infância

Saúde, condição física e segurança

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Abordagem piagetiana: a criança operatória-concreta

Abordagem do processamento de informação: planejamento, atenção e memória

Abordagem psicométrica: avaliação da inteligência

Linguagem e alfabetização

A criança na escola

você sabia?

Educando crianças com necessidades especiais

você sabia que...

O neuropsicólogo Howard

Gardner identificou oito tipos diferentes de inteligência?

Crianças que acreditam que podem dominar o trabalho escolar têm mais probabilidade de fazê-lo?

Estudos apoiam o valor da educação bilíngue?

Neste capítulo examinaremos a força, a resistência, a proficiência motora e outros desenvolvimentos físicos. No aspecto cognitivo, examinaremos o estágio operatório-concreto, a memória, a resolução de problemas, os testes de inteligência e o letramento.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582710869

Capítulo 4 - Afetos Positivos e Negativos: Definições, Avaliações e SUAS Implicações para Intervenções

Claudio Simon Hutz Grupo A PDF Criptografado

4

AFETOS POSITIVOS E NEGATIVOS:

DEFINIÇÕES, AVALIAÇÕES

E SUAS IMPLICAÇÕES

PARA INTERVENÇÕES

Cristian Zanon, Letícia Lovato Dellazzana-Zanon e Claudio Simon Hutz

... Tristeza não tem fim, felicidade sim,...

... A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar,

Voa tão leve mas tem a vida breve,

Precisa que haja vento sem parar,...

... Tristeza não tem fim, felicidade sim.

(A Felicidade – Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

De acordo com a famosa canção dos compositores brasileiros, a tristeza é uma emoção eterna, enquanto a felicidade é passageira. Apesar de haver evidências de que os seres humanos atentam-se mais para emoções negativas do que para positivas (Froh, 2009), ser mais ou menos feliz depende da frequência e da intensidade com que se vivenciam afetos positivos e afetos negativos. Estudos indicam que é possível tornar-se mais feliz por meio do aumento de afetos positivos (Sin & Lyubomirsky, 2009). Ou seja, vivenciar mais emoções positivas poderia ser uma forma de tornar-se constantemente mais feliz. Contrariando assim o trecho da música de Tom e Vinicius, a felicidade não necessita ter “vida breve”. Os objetivos deste capítulo são: apresentar estudos nacionais e internacionais que tratam da relação entre afetos positivos e negativos e personalidade, descrever instrumentos que vêm sendo usados no Brasil para mensurá-los e, por fim, descrever algumas intervenções que utilizaram o desenvolvimento de afetos positivos para aumentar a felicidade e promover saúde. Espera-se, com isso, estimular investigações que avaliem as relações de afetos com outras variáveis e, também, que adotem o desenvolvimento de afetos positivos como estratégia de intervenção para o aumento da felicidade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731232

30 - Poliamor e Poligamia

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

30

Poliamor e Poligamia

Diego Henrique Viviani

Pontos-chave:

• O poliamor consiste em ter uma relação amorosa e sexual com várias pessoas ao mesmo tempo e em fazer com que essa relação seja duradoura

• O poliamor não é necessariamente um trio, não é o mesmo que um “relacionamento livre” ou “aberto”, nem tampouco um intercâmbio de casais

• É uma forma de conjugalidade que implica ética, respeito igualitário entre os gêneros e consentimento.

Introdução

Este capítulo tem como objetivo discutir e elucidar as diferenças conceituais entre as relações estabelecidas afetiva e sexualmente, diante das condições monogâmicas, poligâmicas e poliamoristas.

É importante mencionar o quanto este projeto foi desafiador, pois se trata de algo emergente e com poucos estudos sobre o assunto e, à medida que a pesquisa ia sendo realizada, mais e mais perguntas surgiam sobre o tema.

Fazem-se necessários outros estudos a fim de aprofundar o tema dentro de suas dimensões e possibilidades.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715192

Capítulo 10. Distimia

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

10

Distimia

Ana Paula Jesus-Nunes

Flávia Vieira

Lucas de Castro Quarantini

INTRODUÇÃO

O termo distimia originou-se na Grécia Antiga para descrever indivíduos letárgicos, melancólicos e inseguros, sendo também conhecido como “mau humor”.1 Enquanto diagnóstico, a distimia foi incluída na terceira edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-III), na década de 1980, sendo mantida até a quarta edição, texto revisado, da publicação (DSM-IV-TR),2 que descreve o referido transtorno como uma condição depressiva crônica, de baixo grau, marcada por sintomas de longa duração e ausência de episódio depressivo maior durante os dois primeiros anos da perturbação.

Em 2013, na quinta edição do DSM

(DSM-5),3 introduziu-se uma nova categoria diagnóstica, denominada transtorno depressivo persistente (TDP), representando a combinação do transtorno distímico e do transtorno depressivo maior (TDM) crônico. Essa mudança de classificação ocorreu em resposta a dificuldades em diferenciar as várias formas de depressão crônica, além do fato de estarem, com frequência, presentes simultaneamente.4 Ademais, a referida mudança promove a distinção entre condições depressivas crônica e episódica, conceitualizando a primeira como uma categoria única com diferentes níveis de gravidade de sintomas.5,6

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714423

Capítulo 14 - Transtornos psicológicos

Michael Gazzaniga; Todd Heatherton; Diane Halpern Grupo A PDF Criptografado

Transtornos psicológicos

A MAIORIA DAS PESSOAS EXPERIMENTA ALTOS E BAIXOS. Para aquelas com transtorno bipolar, as oscilações de humor e energia são muito mais intensas, mudando rapidamente de episódios de extrema apatia e depressão para estados excitados de extraordinária alegria conhecida como mania. Essa condição foi anteriormente denominada transtorno maníaco-depressivo devido às transições drásticas entre mania e depressão. Inúmeras celebridades foram diagnosticadas com transtorno bipolar, incluindo Britney Spears, Demi Lovato, Russell

Brand e Catherine Zeta-Jones.

Uma das autoridades mundiais em transtorno bipolar tem uma visão única entre os psicólogos – ela sofre desse transtorno desde a infância. Kay Redfield

Jamison reconheceu sua batalha contra o transtorno em seu premiado livro de memórias Uma mente inquieta (1995; FIG. 14.1). Seu trabalho ajudou a estruturar o estudo da doença, e seu manual de 1990, em coautoria com Frederick

Goodwin, é considerado uma referência no campo (Goodwin & Jamison, 1990).

Ver todos os capítulos
Medium 9788521629450

PSA 1 - PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO 1 - Fazer Diferença com a Psicologia Social: Alcançar um Futuro Sustentável

ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Grupo Gen PDF Criptografado

PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO

1

Aronson - Cap SPA 1 Prova gráfica.indd 302

Fazer Diferença com a

Psicologia Social 

Alcançar um Futuro Sustentável

10/06/2015 14:02:09

O

s residentes de Shishmaref, uma vila insular do Mar Chukchi na costa ocidental do Alasca, recentemente votaram a favor de abandonar a ilha e mudar para o continente por um custo total de 200 a 300 milhões de

dólares. A causa? O aquecimento global, que, nessa parte do mundo, não é apenas uma questão teórica, mas um problema bem real. No começo da década de 1990, os moradores da vila começaram a notar que o mar ao redor da ilha estava congelando mais tarde a cada outono e derretendo mais cedo a cada primavera, tornando a ilha mais vulnerável às ondas do mar durante as tempestades. No outono de 1997, uma tempestade varreu uma faixa de terra de 38 metros no extremo norte da ilha. Quatro anos depois, ondas de 3,65 metros ameaçaram a ilha inteira, que está a apenas 6,4 metros acima do nível do mar. Muitos acham que é simplesmente uma questão de tempo antes que a vila inteira seja destruída

Ver todos os capítulos
Medium 9788536315058

Capítulo 12: Comentários finais

Eve Caligor Grupo A PDF Criptografado

266

Caligor, Kernberg & Clarkin

Capítulo 12

Comentários finais

A

psicoterapia dinâmica das patologias leves de personalidade (PDPLP) é resultado da psicoterapia focada na transferência (PFT). Enquanto a PDPLP foi desenvolvida para tratar a patologia leve de personalidade, a PFT é um tratamento psicodinâmico para transtornos graves da personalidade. Os dois tratamentos são psicoterapias dinâmicas de duas vezes por semana provenientes da teoria contemporânea psicodinâmica das relações objetais. Juntos, fornecem uma abordagem integrada para seu tratamento, oferecendo estratégias para o tratamento da patologia de personalidade ao longo de um amplo espectro de gravidade. Encorajamos os leitores a tomarem conhecimento de ambos. Aqueles interessados em saber mais sobre o Instituto de Transtornos de Personalidade podem visitar o site, em inglês, www.borderlinedisorders.com.

DIAGNÓSTICO, ESTRUTURA E TRATAMENTO

DA PATOLOGIA DE PERSONALIDADE

Nossa abordagem da psicoterapia dinâmica não é “tamanho único”. Ao contrário, nossa estratégia tem sido desenvolver tratamentos que se adaptem a psicopatologias específicas e às necessidades clínicas de populações particulares e claramente definidas de pacientes. A avaliação cuidadosa da psicopatologia de um paciente e das suas características psicológicas precede e direciona o planejamento diferencial do tratamento.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536302898

10. Depressão

Knapp, Paulo Grupo A PDF Criptografado

Depressão

MAURÍCIO SILVA DE LIMA, PAULO KNAPP,

CAROLINA BLAYA, LUCAS DE CASTRO QUARANTINI,

IRISMAR REIS DE OLIVEIRA,

PEDRO ANTÔNIO SCHMIDT DO PRADO LIMA

A

depressão é um dos transtornos psiquiátricos mais comuns, com distribuição universal, e constitui um grande problema de saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o grau de incapacitação devido aos transtornos depressivos é maior do que em outras doenças crônicas e recorrentes, como hipertensão, diabete melito, artrite ou dor lombar crônica. Calcula-se que, até o ano 2020, a depressão será a segunda causa de incapacitação no mundo, atrás apenas da doença coronariana isquêmica (Parik e Law, 2001).

Sendo a depressão uma doença comum, com alta morbidade e mortalidade, com conseqüências individuais e familiares e alto custo para a sociedade, conhecer a efetividade das alternativas terapêuticas atualmente disponíveis é essencial. O papel dos psicofármacos no tratamento da depressão tem sido bastante revisado, especialmente nos últimos 15 anos, nas mais diversas formas de transtornos depressivos. Isso se deve, em parte, à eficácia dos antidepressivos, mas também à facilidade de se conduzir estudos clínicos randomizados com drogas. Esse delineamento, que se baseia fundamentalmente no poder do processo aleatório de seleção de participantes nos estudos, é aplicado a intervenções psicossociais complexas com maior dificuldade.

Ver todos os capítulos

Carregar mais