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Medium 9788582715215

Capítulo 7. Autismo em bebês e crianças pré-escolares

Fred R. Volkmar, Lisa A. Wiesner Grupo A PDF Criptografado

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Autismo em bebês e crianças pré-escolares

No passado, o diagnóstico geralmente não ocorria antes que a criança tivesse 3 ou 4 anos de idade. Havia muito menos conhecimento do autismo por parte dos profissionais e pais, nenhum procedimento de rastreio e uma tendência a não valorizar problemas como um atraso na fala – esperava-se que a criança “se desenvolvesse” e superasse isso. Outras limitações eram, e continuam sendo, a forte dependência da história e a falta de conhecimento de como o transtorno se manifesta em crianças muito pequenas. Isso mudou de maneira drástica. Já temos mais conhecimento, os instrumentos de rastreio são utilizados com frequência (veja o Capítulo 3 para uma discussão dos seus usos e limitações) e mais opções de tratamento baseadas em evidências estão disponíveis. Também estamos vendo uma conscientização cada vez maior do risco de recorrência em irmãos e uma crescente literatura sobre a manifestação do autismo no início da vida.

A observação de bebês é complicada porque eles mudam com muita rapidez, e seu comportamento pode apresentar enorme variação. Alguns comportamentos que são perfeitamente adequados em determinada época podem constituir um sinal de alerta em idade posterior. Por exemplo, algumas das brincadeiras simples dos bebês ao explorarem as coisas com a boca se tornam preocupantes se não forem substituídas por habilidades mais avançadas à medida que crescem. É normal nas crianças pequenas o que parece ser uma defasagem importante, por exemplo, entre o que o bebê quer e o quanto ele consegue obter. Tais habilidades se desenvolvem no primeiro ano de vida.

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Medium 9788527731232

1 - Sexualidade Humana | Do Passado ao Presente

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF Criptografado

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Sexualidade Humana |

Do Passado ao Presente

Aruza Ribeiro Carelli

Pontos-chave:

• Idade Antiga (de 4.000 a.C. a 476 d.C.): os hebreus e os judeus tratavam a sexualidade de modo conservador, condenando a homossexualidade, ao passo que civilizações como Grécia e Roma Antigas tinham uma visão mais aberta, considerando o sexo inerente à atividade humana e a homossexualidade, natural

• Idade Média (de 476 a 1453): caracterizou-se pela subordinação da vida cotidiana aos princípios propostos pela Igreja Cristã Primitiva

• Idade Moderna (Renascimento, Reforma, Contrarreforma e Iluminismo – de 1453 a 1789): o Renascimento trouxe a ideia do sexo mais tangível e realizável, porém com moral rígida para as mulheres. A Reforma inovou ao aceitar a existência do impulso sexual, e a posição da esposa foi valorizada. A Contrarreforma marcou um forte momento de repressão sexual. No Iluminismo, o sexo começou a fazer parte do domínio privado

• Idade Contemporânea (Revolução Francesa, Vitorianismo, séculos 20 e 21 – de 1789 até a atualidade): a Revolução Francesa trouxe ideais conservadores; o casamento deveria ser o resultado do amor romântico. No Vitorianismo, alcançou-se o auge da repressão sexual, com fortes tabus e duplo padrão moral. No século 20, as mulheres fizeram reivindicações que acarretaram discussões sobre os papéis sexuais e o duplo padrão moral. O século 21 trouxe a valorização do prazer no sexo. Surgem novas configurações familiares e o amor romântico é questionado.

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Medium 9788536327822

DATAS EMBLEMÁTICAS

Corrêa da Silva, Luiz Carlos Grupo A PDF Criptografado

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DATAS EMBLEMÁTICAS

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TABAGISMO

31 DE MAIO – DIA MUNDIAL SEM TABACO

(OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE)

A OMS instituiu o dia 31 de Maio, desde 1988, como uma data específica para a realização de mobilizações dos Órgãos de Saúde, Governos e Sociedade Civil

Organizada (ONGs e outras instituições), em todo o mundo, para chamar a atenção da população sobre os malefícios do tabagismo e sobre as ações que estão ao alcance de todos para seu controle.

Esta atividade anual visa a informar ao público sobre os danos do tabagismo, as práticas de negócio das companhias de tabaco, o que a OMS está fazendo para vencer a epidemia do tabagismo, o que as pessoas podem fazer para resgatar seus direitos à saúde e uma vida saudável, e para proteger as gerações futuras.

Anualmente, fica estabelecido um tema central para uma abordagem mais forte junto à mídia. Como regra, as lideranças nacionais governamentais e não governamentais aproveitam esta ocasião para promover encontros, seminários, e principalmente atividades com o setor político para que este envolva-se o máximo possível em favor da saúde da população brasileira, através de maior atuação para o controle do tabagismo.

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Medium 9788580554595

Capítulo 5 | Klein: Teoria das Relações Objetais

Jess Feist; Gregory J. Feist; Tomi-Ann Roberts Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 5

Klein: Teoria das Relações

Objetais

Panorama da teoria das relações objetais

Biografia de Melanie Klein

Introdução à teoria das relações objetais

A vida psíquica do bebê

Fantasias

Objetos

♦ Posições

Posição esquizoparanoide

Klein

Posição depressiva

♦ Mecanismos de defesa psíquicos

Introjeção

♦ Psicoterapia

♦ Pesquisa relacionada

Projeção

Trauma infantil e relações objetais adultas

Dissociação

Teoria do apego e as relações adultas

Identificação projetiva

♦ Internalizações

Ego

♦ Críticas à teoria das relações objetais

♦ Conceito de humanidade

♦ Termos-chave e conceitos

Superego

Complexo de Édipo

Desenvolvimento edípico feminino

Desenvolvimento edípico masculino

♦ Visões posteriores das relações objetais

A visão de Margaret Mahler

A visão de Heinz Kohut

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Medium 9788582710760

Capítulo 23 - Psicanálise e literatura: a resistência positiva da cultura

Celso Gutfreind Grupo A PDF Criptografado

Que beleza é saber seu nome sua origem, seu passado e seu futuro. (Maia, 1974)

Freud criou a psicanálise. Com ela, roubou o sono da humanidade e trouxe a peste ao sacudir a ideia de que somos lógicos, objetivos e comandamos nossas vidas. Entre os pilares da sua criação, está o inconsciente, ou seja, a sabedoria de que não sabemos.

Mas a literatura já sabia disso. Édipo e Hamlet não teriam suas vidas resolvidas com medicação ou conselhos. Não teriam a vida resolvida.

Vida não se resolve, vive-se e tenta-se compreender pelo menos um pouco para viver muito melhor.

O diabo é que Freud trouxe o imbróglio para a vida mesmo, descrevendo-nos como personagens complexos, sem iluminismos e nem vacinas para lidar com o desconhecido dentro de nós mesmos. Depois de Freud, o inimigo já não mora ao lado: vive dentro.

Outro pilar da psicanálise é a descoberta de uma sexualidade infantil.

A criança, desde então, nunca mais seria a mesma. No entanto, pouca gente sabe que Freud também foi o precursor da psicanálise infantil. Em

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Medium 9788536326313

10. NEUROIMAGEM E CONSUMO DE CRACK

Ribeiro, Marcelo Grupo A PDF Criptografado

O TRATAMENTO DO USUÁRIO DE CRACK

NEUROCIÊNCIA APLICADA AO

TRATAMENTO DO CONSUMO DE CRACK

C A P Í T U L O

161

1 0

NEUROIMAGEM E

CONSUMO DE CRACK

ILZA ROSA BATISTA / ACIOLY LUIZ TAVARES DE LACERDA /

RODRIGO AFFONSECA BRESSAN

Os estudos de neuroimagem têm contribuído sobremaneira para a compreensão dos diferentes transtornos psiquiátricos, incluindo a dependência de substâncias psicoativas.

Os avanços tecnológicos na área de neuroimagem têm permitido observar as alterações neuroquímicas funcionais que acontecem no cérebro de usuários de drogas.

Neste capítulo, serão apresentadas as diferenças entre as principais técnicas de neuroimagem, bem como os achados em neuroimagem molecular associados ao consumo de crack.

Grande parte dos avanços nos conceitos relacionados ao uso nocivo e à dependência de drogas deve-se ao emprego de novas tecnologias de neuroimagem molecular diretamente em voluntários, usuários dessas substâncias. Os conhecimentos em neuroimagem têm sido impulsionados pela descoberta de novos radiotraçadores para tomografia por emissão de pósitrons (PET) e tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT) e pela integração destas

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Medium 9788536326368

13. Psicofarmacologia Sexual e Tratamento da Disfunção do Desejo

Leiblum, Sandra R. Grupo A PDF Criptografado

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Psicofarmacologia Sexual e

Tratamento da Disfunção do Desejo

Bonnie R. Saks

Embora sempre tenha havido uma busca pelo medicamento “perfeito” que pudesse estimular o desejo ou aumentar o prazer sexual, o fato negativo

é que tal pílula não existe. Apesar disso, a adição de medicamentos bem-escolhidos pode desempenhar um papel importante no tratamento de problemas sexuais. Sem dúvida, muitos homens com problemas eréteis têm se beneficiado bastante da disponibilidade dos inibidores da fosfodiesterase

5 (i-PDE5), como tadalafila, sildenafila e vardenafila (p. ex., Cialis, Viagra e Levitra). Com frequência, essas são intervenções de primeira linha para homens com disfunção erétil orgânica. Infelizmente, tais medicamentos pouco fazem para aumentar o desejo sexual.

A maioria dos casos neste livro trata do baixo ou ausente interesse sexual. Entretanto, é comum o problema não recair no baixo interesse sexual, mas, antes, no interesse excessivo. Para esses indivíduos, a psicofarmacologia sexual pode se mostrar um adjuvante valioso ao tratamento.

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Medium 9788536326467

20 - Treinamento de pais: programas de intervenção

Makilim Nunes Baptista Grupo A PDF Criptografado

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Treinamento de pais: programas de intervenção

Maria Isabel S. Pinheiro

Vitor Geraldi Haase

Introdução

O trabalho colaborativo que objetiva capacitar os pais a promover um desenvolvimento mais adaptativo dos seus filhos com dificul­dades de comportamento tem­‑se apresentado como uma alternativa de sucesso aos en­foques tradicionais da psicoterapia com crianças e adolescentes. A possibilidade de desenvolver estratégias para o manejo de contin­gências em situação natural oferece recursos indispensáveis para promover a aprendizagem e a generalização dos novos comportamentos adquiridos

(Haase et al., 2000; Martin e Pear, 2009; Gadelha e Vasconcelos, 2005). No tratamento dos problemas de comportamento infantil, os recursos desenvolvidos pela psicologia cognitiva e comportamental têm sido frequentemente utilizados e apresentado grandes contribuições (Webster­

‑Stratton, 2005, Kazdin, 2005; Barkley,­2008).

No modelo cognitivo, o pressuposto é o de que as emoções e os comportamentos das pessoas são influenNo modelo cognitivo, o ciados por sua perpressuposto é o de que cepção dos eventos. as emoções e os com‑

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Medium 9788536321004

8. Atendimento domiciliar a pacientes autistas e quadros assemelhados

Farias, Ana Karina Curado Rangel de Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 8

Atendimento Domiciliar a Pacientes

Autistas e Quadros Assemelhados

Gustavo Tozzi Martins

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termo “método ABA” está comumente associado a trabalhos voltados para a área de educação especial, particularmente, com pessoas sob diagnóstico de algum dos Transtornos Globais do Desenvolvimento, no qual se inclui o Transtorno

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Autista. Trata-se de um termo amplamente difundido em livros e em manuais especializados na área, porém pode ser um termo equivocado caso seja interpretado como um método distinto do que se tem produzido no campo de pesquisa a que esse termo se remete. A sigla ABA é oriunda do inglês Applied Behavior Analysis que, em português, traduz-se como Análise do

Comportamento Aplicada (ACA).

A forte associação desse termo a técnicas de modificação do comportamento deve-se, provavelmente, à difusão de pesquisas em que se comparava o êxito da ACA no ensino de novos repertórios comportamentais em grupos de crianças com atraso no desenvolvimento sobre outras que receberam outro tipo de intervenção. Um dos principais difusores de pesquisas desse tipo foi o psicólogo e pesquisador Ivar Lovaas.

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Medium 9788582715055

Capítulo 26. Inteligência e cognição social

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

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Inteligência e cognição social

Na primeira parte deste capítulo, será examinada a inteligência. Na segunda, apresentam-se as noções básicas referentes ao crescente campo de conhecimentos psicológicos e psicopatológicos denominado cognição social.

INTELIGÊNCIA: DEFINIÇÕES

A inteligência é um conceito fundamental da psicologia moderna que quase todos utilizam, de muita relevância para a psicopatologia. Entretanto, ninguém consegue defini-la de modo decisivo ou pelo menos amplamente convincente (Richardson, 1999).

O próprio criador de um dos principais instrumentos de avaliação e mensuração da inteligência em crianças e adultos, David Wechsler

(1958), certa vez, ao comentar sobre a dificuldade em definir exatamente o que é inteligência, afirmou ironicamente: “O que é inteligência... ora, inteligência é aquilo que os meus testes medem”.

Na verdade, Wechsler (1958) tinha sua definição de inteligência; ela deveria ser entendida, segundo ele, como “a capacidade global do indivíduo de agir com propósitos, de pensar racionalmente e de lidar eficazmente com o seu ambiente”.

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Medium 9788582715413

Capítulo 1. Princípios básicos da terapia cognitivo-comportamental

Jesse H. Wright; Gregory K. Brown; Michael E. Thase;Monica Ramirez Basco Grupo A PDF Criptografado

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Princípios básicos da terapia cognitivo-comportamental

A prática clínica da terapia cognitivo-comportamental (TCC) baseia-se em um conjunto de teorias bem desenvolvidas, que são utilizadas para formular planos de tratamento e para orientar as ações do terapeuta. Este capítulo inicial tem como foco a explicação desses conceitos nucleares e ilustra como o modelo cognitivo-comportamental básico influenciou o desenvolvimento de técnicas específicas. Começamos com uma breve visão geral do histórico da TCC. Os princípios fundamentais da TCC foram associados a ideias que foram descritas pela primeira vez há milhares de anos

(Beck et al., 1979; D. A. Clark et al., 1999).

ORIGENS DA TCC

A TCC é uma abordagem de senso comum que se baseia em dois princípios centrais:

1. nossas cognições têm influência controladora sobre nossas emoções e comportamento;

2. o modo como agimos ou nos comportamos pode afetar profundamente nossos padrões de pensamento e de emoções.

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Medium 9788521804963

V. Foraclusão e Descrença

QUINET, Antonio Grupo Gen PDF Criptografado

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FORACLUSÃO E DESCRENÇA

Em seu seminário “A ética da psicanálise” Lacan propõe para a psicose o termo descrença (incroyance, Unglauben) a partir da expressão Versagen des Glaubens, empregada por Freud para designar o caráter do que ocorre com o psicótico no seu primeiro encontro com o sexo. E identifica a descrença com a foraclusão: “Quanto à descrença, há aí, na nossa perspectiva, uma posição de discurso que se concebe muito precisamente em relação à Coisa – a Coisa aí é rejeitada no sentido próprio da Verwerfung”.1 E adiante ele define o mecanismo próprio do discurso da ciência em termos de Verwerfung da Coisa.

Deve-se notar que no discurso da ciência se trata de “posição de discurso” e não de “posição de sujeito”, expressão esta que Lacan utiliza para evocar a posição da histérica, do obsessivo e do paranoico em relação à Coisa, ou das Ding.

Se há foraclusão da Coisa no discurso da ciência é na medida em que (...) em sua perspectiva, “se delineia o ideal do saber absoluto”, ou seja, o ideal de uma rede significante global, onde não há lugar para o que está fora do significante – a Coisa. Trata-se do ideal de tudo dizer sobre o real – o que é uma loucura, mas é o que é visado no discurso da ciência. Entretanto, no que se refere à posição do sujeito psicótico, o Unglauben, em sua equivalência com a foraclusão, não se incide na Coisa, mas na realidade psíquica.2 Essa descrença do

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Medium 9788565848725

Parte I - Processos de Conhecimento

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

Desenvolvimento cognitivo e educação: processos do conhecimento e conteúdos específicos 21

é o fundamento da função. A função semiótica apresenta diferentes manifestações, como o desenho, a imagem mental, o jogo simbólico, a linguagem ou a inteligência representativa (Piaget; Inhelder, 1969).

Graças a esse poder de evocação, que claramente diferencia o significante do significado, o pensamento da criança se modifica em profundidade. Piaget ressalta três transformações fundamentais quando comparadas à inteligência prática e à inteligência representativa: 1) enquanto a primeira está sujeita a ações sucessivas, a inteligência representativa pode forjar simultaneamente uma visão de conjunto; 2) permite que a criança foque sua atenção não somente nos resultados de suas intenções, mas também nos meios que tem utilizado; e 3) possibilita levar em conta situações possíveis separadas espacial e temporalmente, se liberando do “aqui e agora”.

Portanto, tudo parece indicar que, para Piaget, a utilização dos signos desempenha um papel essencial no desenvolvimento cognitivo, tornando possível um novo modo de pensamento. O que ocorre é que, se nos aprofundamos na explicação que Piaget oferece da função semiótica, essa importância do semiótico se matiza. Piaget explica de modo diferente a origem dos significantes e a dos significados. Os significantes (a parte material do signo) são o resultado do processo de acomodação dos esquemas aos objetos; têm, portanto, uma natureza imitativa e estática. Ao contrário, os significados são o resultado do processo de assimilação dos objetos aos esquemas de ação. Para Piaget, os significados são o elemento dinâmico do pensamento.

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Medium 9788536321813

Parte III: Ansiedade, humor e outros transtornos do eixo 1

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

Parte

Ansiedade, humor e outros TRANSTORNOS

do eixo 1

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III

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Transtorno do estresse pós-traumático

Da teoria cognitiva à terapia cognitiva

David M. Clark

Anke Ehlers

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma reação bastante conhecida em eventos traumáticos, tais como agressões, desastres e acidentes severos. Os sintomas incluem a reexperiên­ cia involuntária de aspectos do evento, hiperex­citação, entorpecimento emocional e evi­tação de estímulos que podem servir como lembrança do evento. Uma grande proporção dos pacientes se recupera nos meses ou anos seguintes, mas, em um subgrupo significativo, os sintomas persistem, em geral por muitos anos (Ehlers, Mayou e Bryant, 1998; Rothbaum, Foa, Riggs,

Murdock e Walsh, 1992; Kessler, Sonnega,

Bromet, Hughes e Nelson, 1995). Isso faz com que surja a questão sobre o porquê de o TEPT persistir em alguns indivíduos e sobre como a condição pode ser tratada.

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Medium 9788536326313

42. TRANSTORNO DA PERSONALIDADE BORDERLINE

Ribeiro, Marcelo Grupo A PDF Criptografado

O TRATAMENTO DO USUÁRIO DE CRACK

AVALIAÇÃO E CONDUTA EM

SITUAÇÕES ESPECÍFICAS

C A P Í T U L O

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4 2

TRANSTORNO DA

PERSONALIDADE

BORDERLINE

ALVARO ANCONA DE FARIA

O transtorno da personalidade borderline é caracterizado por um padrão invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, da autoimagem – com experiência subjetiva de vazio crônico e autopercepções contraditórias –, da labilidade dos afetos e acentuada impulsividade.1 Geralmente, os indivíduos com transtorno da personalidade borderline apresentam déficits em sua capacidade de planejamento, além de instabilidade emocional e acessos de raiva, que podem com frequência levar à violência – sobretudo quando os atos impulsivos desses pacientes são criticados ou impedidos por outros.2 A tendência ao suicídio e as automutilações recorrentes são critérios diagnósticos que indicam fortemente a presença desse transtorno.3

O duplo diagnóstico transtorno da personalidade borderline e uso nocivo/dependência de substâncias psicoativas é importante e já bem estabelecido.4,5 A comorbidade específica com o uso de crack, porém, ainda é pouco estudada,6 mas a observação clínica sugere que a apresentação seja muito

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