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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 8 - Transmissão psíquica transgeracional e violência intrafamiliar

SEIXAS, Maria Rita D'Angelo; DIAS, Maria Luiza (orgs.) Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

Transmissão psíquica transgeracional e violência intrafamiliar

Maria Luiza Dias

A violência encontrada em unidades familiares, presente nas relações conjugais, que por decorrência irradia para outros vínculos na família, é fenômeno de consideração de terapeutas, que se sensibilizam para a análise ou a psicoterapia de casais violentos e famílias envolvidas nesta qualidade de experiência.

Neste capítulo, a violência é concebida incluindo a ideia de abuso físico, sexual, psicológico, moral e pode assumir muitas outras feições. A violência psicológica pode ser mais perceptível ou mais velada; o que se busca, neste momento,

é dar visibilidade a esses processos de agressão partilhados e abordar o comportamento violento, como padrão de interação transmitido por meio de aprendizagem social, via socialização na família, engendrado por processos identificatórios. Uma vez que o grupo familiar é o cenário da transmissão psíquica geracional, a construção da subjetividade aí toma seu lugar central, tratando-se, muitas vezes, de processos inconscientes, que pedem pelo seu desnudamento, sobretudo em famílias envolvidas com segredos geracionais. Nestes casos, torna-se necessário gerenciar e transformar o legado familiar.

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Medium 9788536305738

Parte V - OS PRINCIPAIS QUADROS CLÍNICOS DA PSICOPATOLOGIA

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

Psicanálise em Perguntas e Respostas

161

Parte V

OS PRINCIPAIS QUADROS CLÍNICOS

DA PSICOPATOLOGIA

Como se formam os diferentes transtornos psíquicos?

257.

A expressão “transtorno psíquico” é a que está sendo utilizada pelas modernas classificações nosológicas de doenças mentais e emocionais. Eles são múltiplos e diferentes tanto na forma de como eles se configuram quanto no grau de intensidade de cada um.

O embate entre as angústias – que podem ser resultantes da demanda de pulsões ou de vazios, ou de sentimento de desamparo, ou de culpas, fracassos, baixa auto-estima, etc. – e o tipo de defesas de que o ego lança mão para contra-arrestar as angústias determina a formação de traços de caráter, inibições ou sintomas. Os sintomas caracterizam determinado tipo de transtorno, que pode adquirir uma natureza de psicose, ou de neurose, ou de perversão, transtorno de conduta, psicossomatizações, etc. Por sua vez, as psicoses (implicam algum grau de ruptura com a realidade) abrangem diferentes quadros clínicos (esquizofrenia; estados paranóides, borderline; certos transtornos bipolares, etc.), com a sintomatologia típica de cada uma delas. O mesmo acontece com as neuroses, e assim por diante.

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Medium 9788527731546

45 - Psicodrama e Luto

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

45

Psicodrama e Luto

Rosalba Filipini

Breve histórico

Ao longo da vida, muitas vezes, as perdas se fazem presentes e desencadeiam a experiência do luto. Essas experiências, geralmente dolorosas e inesperadas, têm sido objeto de estudo de várias linhas teó­ricas e, no psicodrama, encontram-se alguns autores que se dedicaram ao trabalho e à compreensão desse processo.1-6

Os psicodramatistas afirmam que a teoria socionômica desenvolvida por Moreno traz subsídios técnicos e teó­ricos para o trabalho psicoterápico tanto in­di­vi­dual quanto grupal do processo de luto. Formiga3 apresenta a interface entre duas

­áreas de conhecimento, teoria psicodramática e teoria do apego, e mostra que a psicoterapia psicodramática bipessoal com pacientes enlutados traz algumas vantagens, pois a relação terapêutica proposta tem como característica a proximidade e o afeto. Para a autora, o psicodrama vem conferir ação à teorização e sugerir intervenção coerente à teoria do apego.

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Medium 9788536325460

19 Transtornos da personalidade associados à epilepsia

Louzã Neto, Mário Rodrigues Grupo A PDF Criptografado

Transtornos da personalidade associados à epilepsia

19

Renato Luiz Marchetti

HISTóRICO

Nos primórdios do estudo científico da epilepsia, os pacientes que sofriam dessa condição eram atendidos e estudados pelos psiquiatras. No final do século XIX, era que precedeu o período da grande sistematização nosológica de Kraepelin, os psiquiatras franceses Morel e Falret apresentaram descrições dos quadros psiquiátricos que alguns pacientes com epilepsia apresentam válidas até hoje. Foram observadas frequentes flutuações de humor, irritabilidade e agressividade crônicas entre as crises e, muitas vezes, não relacionadas a elas, caracterizando uma disposição mórbida do “caráter” ou da “personalidade epiléptica”.1 Para a psiquiatria da época, dominada por ideias de natureza constitucionalista, a epilepsia não associada a outros problemas orgânicos cerebrais óbvios era considerada uma doença geneticamente herdada (epilepsia

“essencial” ou “genuína”), cujas manifestações poderiam ocorrer na vertente das crises ou dos transtornos mentais de maneira conjunta ou separada.

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Medium 9788536324531

Capítulo 8: O papel da universidade na formaçãode profissionais competentes paralidar com casos de violência sexual

Maria Regina Fay de Azambuja; Maria Helena Mariante Ferreira Grupo A PDF Criptografado

8

O papel da universidade na formação de profissionais competentes para lidar com casos de violência sexual

Leila Maria Torraca de Brito

Neste capítulo, optou-se por trazer à tona temáticas relacionadas ao atendimento de casos de violência sexual contra crianças ou adolescentes a partir da narrativa de uma situação fictícia, mas verossímil. Por meio desse recurso, pretende­‑se destacar alguns pontos que vêm sendo apresentados, debatidos e pesquisados na academia.

Compreende­‑se que a tentativa de aproximação teórica do tema em apreço exige que se investiguem termos, conceitos e questões relacionadas ao objeto de estudo.

Trata­‑se, portanto, de um trabalho de estímulo ao pensamento crítico, para o qual se indica a desconstrução de peças organizadas em aparente formato e em frágil sintonia.

Como afirma Bourdieu (2002), ao discutir a incumbência daqueles que pretendem realizar pesquisas:

imagem é cultivar a capacidade de dar sentido e significado às coisas” (p. 88).

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Medium 9788536324258

3. F amílias com crianças e adolescentes em situação de risco

Osorio, Luiz Carlos Grupo A PDF Criptografado

capítulo 3

Famílias com crianças e adolescentes em situação de risco

CYNTHIA LADVOCAT

Dedicatória: Às crianças e adolescentes que viveram o risco e que conseguiram recuperar seus direitos.

E às que continuam com a esperança de uma vida sem riscos.

INTRODUÇÃO

Neste capítulo introduzo o tema de situações­‑limite e de difícil manejo. Como trabalhar com as famílias cujas crianças e adolescentes vivem em risco? Frente a casos de difícil manejo em contexto de violência, o terapeuta deve ser competente para buscar os recursos para a investigação, a pesquisa, a formação, a prevenção e a intervenção em terapia de família.

O meu crescimento pessoal com o atendimento de famílias com crianças e adolescentes em risco é parte da minha história clínica de consultório e de clínica social do

Instituto Mosaico, mas principalmente da experiência de estudo e supervisão de casos na ONG onde atuo. A Associação Brasileira

Terra dos Homens (ABTH) iniciou suas atividades em 1982 como um programa filiado

à Fondation Terre des Hommes, da Suíça. A

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Medium 9788536307787

Capítulo 2. Fundamentos do psicodiagnóstico

Jurema Alcides Cunha Grupo A PDF Criptografado

Fundamentos do psicodiagnóstico

Jurema Alcides Cunha

J

á disseram e repetimos que, enquanto os psicólogos em geral realizam avaliações, os psicólogos clínicos, entre outras tarefas, realizam psicodiagnósticos. Pode-se dizer que avaliação psicológica é um conceito muito amplo. Psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, feita com propósitos clínicos e, portanto, não abrange todos os modelos de avaliação psicológica de diferenças individuais. É um processo que visa a identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia. Isso não significa que a classificação psiquiátrica seja um objetivo precípuo do psicodiagnóstico, mas sim que, para medir forças e fraquezas no funcionamento psicológico, devem ser considerados como parâmetros os limites da variabilidade normal (Yager & Gitlin, 1999). É esta abordagem que confere a perspectiva clínica a esse tipo de avaliação de diferenças individuais.

O psicodiagnóstico derivou da psicologia clínica, introduzida por Lighter Witmer, em

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Medium 9788536320861

Capítulo 2. Procedimentos experimentais na investigação das falsas memórias

Lilian M. Stein Grupo A PDF Criptografado

2 pROcEdimEnTOS ExpERimEnTAiS nA invESTigAçãO dAS fAlSAS mEmóRiAS

Priscila Goergen Brust

Carmem Beatriz Neufeld

Luciana Moreira de Ávila

Anna Virginia Williams

Lilian Milnitsky Stein

O

estudo das falsas memórias (FM) tem evoluído consideravelmente, principalmente a partir da década de 1970 (Brainerd e Reyna, 2005). Ao longo do desenvolvimento dos estudos sobre FM, os pesquisadores perceberam que alguns elementos influenciavam as lembranças de fatos que nunca ocorreram (Stein e

Neufeld, 2001). A partir dessas observações surgiram pesquisas sobre as diferentes formas de se avaliar a produção de FM e seus efeitos.

Inicialmente os estudos sobre FM eram realizados buscando o máximo controle sobre o ambiente (p. ex., temperatura, luminosidade e ruído) e sobre o material apresentado (p. ex., imagens e sons) e, por isso, foram chamados de estudos de laboratório. Esses fatores de um experimento que podem ser manipulados ou mantidos sob o controle do pesquisador são chamados variáveis (Kantowitz, Roediger e Elmes, 2006). O controle experimental visa a impedir que variáveis não relacionadas ao objetivo da pesquisa interfiram ou influenciem os resultados.

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Medium 9788582715239

Capítulo 7. Comportamento verbal e linguagem

William M. Baum Grupo A PDF Criptografado

7

Comportamento verbal e linguagem

Muito do que foi discutido nos Capítulos

3, 4, 5 e 6 presumia que falar é um tipo de comportamento operante. Muitas pessoas

– leigos, filósofos, linguistas e psicólogos

– consideram a fala e a linguagem como coisas separadas e diferentes de outros comportamentos. Na verdade, frequentemente se diz que a linguagem é o que distingue nossa espécie das outras. Os analistas do comportamento, porém, coerentes com sua confiança na teoria da evolução, procuram compreender todas as espécies e todos os tipos de comportamento dentro do mesmo quadro geral de referência.

Eles oferecem uma explicação da fala e da linguagem que transcende categorias tradicionais, acentuando a semelhança da fala com outros tipos de comportamento.

Neste capítulo, veremos que o falar é um dos tipos, e não o único, de comportamento verbal e que a noção de comportamento verbal substitui muitas ideias tradicionais sobre a fala e a linguagem.

O QUE É COMPORTAMENTO

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Medium 9788536326368

14. O Desejo de Sentir-se Completa Novamente

Leiblum, Sandra R. Grupo A PDF Criptografado

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Sandra R. Leiblum

A importância de intervir em muitas frentes – farmacológica, clínica e psicologicamente – é evidente no tratamento dessa paciente. Isso às vezes resulta em melhora sexual e do relacionamento significativa. Intervenções comportamentais, bem como alternativas, são empregadas no decorrer do tratamento. Os autores fornecem uma variedade de sugestões para lidar de forma empática e efetiva com as dificuldades sexuais decorrentes do diagnóstico e do tratamento do câncer de mama.

Michael Krychman, MD, é diretor clínico de Medicina Sexual no Hoag

Hospital em Newport Beach, Califórnia, e diretor executivo do Southern

California Center for Sexual Health and Survivorship Medicine.

Susan Kellogg Spadt, PhD, CRNP, é diretora de Medicina Sexual no

Pelvic and Sexual Health Institute, na Filadélfia.

Ambos são médicos sexólogos e conselheiros/educadores sobre sexualidade pela AASECT e trabalham em clínicas particulares de saúde sexual multidisciplinares.

As preocupações sexuais são complicações angustiantes para as pacientes durante as fases de diagnóstico, tratamento e sobrevivência do câncer de mama. Diversos fatores fisiológicos e psicológicos são específicos a pacientes oncológicas, tais como procedimentos cirúrgicos extensivos, radiação, sintomas de menopausa química ou cirurgicamente induzida, disfunção sexual preexistente e autoconceito negativo. Todos esses fatores podem exercer um impacto negativo sobre a saúde e o funcionamento sexual. Em muitos casos, os conflitos entre os parceiros e os mal-entendidos no relacionamento são graves, debilitantes e dolorosos.

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Medium 9788520430026

Ciúme patológico

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme patológico

A expressão ciúme patológico significa ciúme doentio. Na realidade, o ciúme patológico é, na maioria das vezes, mais um sintoma de alguma outra patologia psíquica do que uma doença em si. O ciúme exagerado, descrito anteriormente, é apenas um ciúme não normal, enquanto o ciúme patológico representa, como o próprio nome diz, uma patologia.

O ciúme patológico em sua forma mais grave também é conhecido como síndrome de Otelo, referindo-se à peça Otelo, escrita por

William Shakespeare em 1694, que mostra o lado obscuro desse sentimento capaz de produzir pensamentos irracionais e comportamentos inaceitáveis ou bizarros. A síndrome de Otelo homenageia a obra literária que descreve o homicídio cometido pelo marido que suspeita da traição de sua mulher e seu subsequente suicídio.

Muitos outros autores da literatura universal, entre eles Goethe,

Proust, Dante e Dostoiévski, retrataram em suas obras a angústia desse sentimento que, por vezes, assume um caráter avassalador.

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Medium 9788573075991

Capítulo 18 Contratransferência

Zimerman, David Grupo A PDF Criptografado

164

DAVID E. ZIMERMAN

CAPÍTULO 18

Contratransferência

Coube a Freud descrever, pela primeira vez, em 1910, a ocorrência do fenômeno contratransferencial na pessoa do analista, e ele o considerou, nos primeiros tempos, como um sério artefato prejudicial ao tratamento, e uma clara evidência de que o analista não estava bem analisado...

A partir do final da década de 40, P. Heiman (1956) e H. Racker (1960), separadamente, estudaram a contratransferência como um fenômeno de surgimento inevitável e que pode ser útil ao analista desde que bem compreendida e manejada. Para estes autores, a contratransferência se origina das cargas de identificações projetivas que o paciente deposita no terapeuta e que, por isso mesmo, podem se constituir para este como uma excelente bússola para a empatia e para a interpretação. Assim, o prefixo “contra” ganhou um claro significado de contraparte, ou seja, aquilo que o terapeuta sente é o que o paciente o fez sentir, porquanto constitui os sentimentos do mundo interior deste último. Baseados nesta concepção, muitos exageros e abusos têm sido cometidos, porque tudo o que o analista sentisse seria sempre da responsabilidade do paciente. Podemos dizer que a contratransferência, na literatura psicanalítica, passou da condição de cinderela desprezada para a de uma princesa no pedestal (Thoma & Kachele, 1989).

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Medium 9788536308296

Capítulo 10 - É possível ser feliz no casamento?

Gley P. Costa Grupo A PDF Criptografado

O amor e seus labirintos

É possível ser feliz no casamento?

87

10

No Jornal das Famílias, de junho e julho de 1866, escreveu Machado de Assis:

“Há cinco anos que tenho a felicidade de possuir Ângela por mulher; e cada dia descubro-lhe mais suas qualidades. Ela é para o meu lar doméstico:

A luz,

A vida,

A alma,

A paz,

A esperança,

E a felicidade!

Procurei por tanto tempo a felicidade na solidão; é errado; achei-a no casamento, no ajuntamento moral de duas vontades, dois pensamentos e dois corações.”

Passado quase um século e meio, será que ainda acreditamos que é possível ser feliz no casamento? No Brasil, de acordo com uma pesquisa da UERJ, 57% dos homens acham que os casados são mais felizes do que os solteiros, mas apenas 44% das mulheres têm o mesmo pensamento, provavelmente porque, embora já representem

50% da população economicamente ativa, ainda mantêm suas atividades como donasde-casa. Provavelmente, a questão central não seja exatamente saber quem são os mais felizes, se os solteiros ou os casados, mas ambicionar a felicidade nessas duas condições. Eu não tenho dúvida de que as pessoas que usufruem mais verdadeiramente a vida de solteiro são as que apresentam mais condições de serem felizes no casamento.

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Medium 9788582711811

Capítulo 17 | Transtorno bipolar

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

17

Transtorno bipolar

CRISTIANA CASTANHO DE ALMEIDA ROCCA

FABIANA SAFFI

CARACTERÍSTICAS

CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO

O transtorno bipolar (TB) é uma doença psiquiátrica grave, crônica, caracterizada pela recorrência de episódios de hipomania, mania e depressão, bem como de episódios considerados mistos (nos quais ocorrem sintomas característicos tanto das fases de mania/hipomania como da depressão).

Os episódios variam em intensidade, duração e frequência, e as oscilações do humor acompanham alterações nas funções vegetativas e cognitivas que se expressam no comportamento como um todo. Além disso, esse transtorno pode se associar a comportamentos agressivos, impulsivos, suicidas e de alto risco, que são conhecidos por diminuir a qualidade de vida do paciente e que podem, inclusive, gerar problemas de ordem legal (Doerfler et al., 2010).

Na quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, da

American Psychiatric Association (2013), o transtorno bipolar foi separado dos transtornos depressivos, tendo sido incluídos os seguintes diagnósticos: transtorno bipolar tipo I, transtorno bipolar tipo II, transtorno ciclotímico, transtorno bipolar e transtorno relacionado induzido por substância/ medicamento, transtorno bipolar e transtorno relacionado devido a outra condição médica, outro transtorno bipolar e trans-

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Medium 9788536324265

12. A mente iludida

Callegaro, Marco Montarroyos Grupo A PDF Criptografado

12

A mente iludida

Implantando falsas memórias

As memórias que estão dentro de nós não são gravadas em pedra; não só elas tendem a se apagar com a passagem dos anos, mas também muitas vezes mudam ou mesmo aumentam ao incorporar características estranhas.

Primo Levi, escritor Italiano (1919­‑1987).

Em 1992, um conselheiro de igreja no Estado do Missouri, nos Estados

Unidos, ajudou sua paciente Beth Rutherford, na época com 22 anos, a lembrar­‑se, durante a terapia, de que seu pai, um clérigo, a violentara regularmente entre a idade de 7 e 14 anos, e que sua mãe teria colaborado ocasionalmente, segurando­‑a durante o estupro bárbaro (Loftus, 1997, p. 51). Seu pai a engravidou duas vezes, forçando­‑a a abortar sozinha, com uma agulha de tricô – durante a psicoterapia, essas memórias reprimidas foram estimuladas a vir à tona, e os fatos inaceitáveis e doloridos foram conscientizados, com o estímulo do terapeuta. O pai de Beth abdicou do posto que ocupava quando as acusações foram tornadas públicas e teve a reputação e a vida destruídas, passando a fechar­‑se em casa para não ser agredido ou linchado.

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