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Medium 9788520428825

F

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

F

FEMINISMO

O feminismo como corrente teórica no estudo das Relações Internacionais começa a conquistar relevância com o fim da Guerra

Fria, na década de 1980. Até então os temas de “alta política” dominavam os estudos da área, particularmente aqueles referentes à guerra. Segundo J. Ann Tickner, esses são temas relacionados à experiência dos homens, considerados especialistas em assuntos militares, o que implícita ou explicitamente serve como argumento para a exclusão da participação da mulher nos assuntos internacionais (Tickner,

2003). Com o fim da Segunda Guerra, a agenda de estudos em relações internacionais se amplia e passa a incorporar temas como conflitos étnicos, globalização, democratização, direitos humanos, feminismo, entre outros.

A reavaliação metodológica e ontológica das Relações Internacionais como campo de pesquisa acadêmica, ocorrida sobretudo a partir da década de 1990, representa outro importante fator. Não apenas temas novos foram incorporados à disciplina como também perspectivas metodológicas diversas daquelas tradicionalmente adotadas pelas ciências sociais. Quase sempre de natureza interdisciplinar, esse foi o caso da abordagem feminista, que se utiliza do método hermenêutico, bem como daqueles de cunho histórico e humanístico. Dessa forma, o feminismo encontrou ambiente propício para o questionamento das próprias estruturas sociais, domésticas ou internacionais. Como resultado, o movimento denunciou hierarquias sociais apoiadas sobre a divisão do gênero humano entre homens e mulheres (gênero de sexo).

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O

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

O

OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO DA PAZ

As Operações de Manutenção da Paz – OMP (Peacekeepings

Operations) constituem-se como a mais manifesta iniciativa da ONU relacionada à paz e à segurança no mundo. Em sua fase inicial, às

OMP competia a missão de instalar forças armadas de países neutros entre as forças em combate, dispondo apenas de armamento defensivo leve e contando com o consentimento de ambas as partes, com a estrita finalidade de garantir a suspensão das hostilidades enquanto se providenciava a negociação diplomática para a solução do conflito. Com o correr do tempo, as características das OMP foram alteradas, em conformidade com as novas exigências da realidade da política internacional.

Apesar de sua grande importância, as OMP não estão previstas na Carta das Nações Unidas. Sua estruturação foi se formando à medida que a necessidade foi exigindo. Segundo a muito conhecida definição do antigo Secretário Geral da ONU Dag Hammarskjöld, proferida em tom algo jocoso, as OMP correspondem ao Capítulo

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Medium 9788537817698

9. Pós-positivismo em RI

JACKSON, Robert; SØRENSEN, Georg Zahar PDF Criptografado

9

Pós-positivismo em RI

Introdução�

322

Pós-estruturalismo em RI�

324

Pós-colonialismo em RI�

331

Feminismo em RI�

335

Crítica das abordagens pós-positivistas�

340

O programa de pesquisa pós-positivista�

343

Pontos-chave�

344

Questões�

345

Orientação para leitura complementar�

346

Links�

346

Resumo

Este capítulo apresenta as abordagens pós-positivistas em RI. Três diferentes linhas são aqui discutidas. O pós-estruturalismo tem como focos a linguagem e o discurso; adota uma atitude crítica às abordagens tradicionais em que enfatiza as maneiras pelas quais essas teorias representam e discutem o mundo.

É particularmente crítico do neorrealismo em função de seu foco unilateral em determinados Estados (do Norte). O pós-colonialismo adota uma atitude pósestrutural para compreender a situação em áreas que foram conquistadas pela

Europa, especialmente na Ásia, na África e na América Latina. O feminismo sustenta que as mulheres são um grupo em desvantagem no mundo, em termos tanto materiais quanto de um sistema de valores que favorece os homens.

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11. Questões-chave em RI contemporâneas

JACKSON, Robert; SØRENSEN, Georg Zahar PDF Criptografado

11

Questões-chave em RI contemporâneas

Introdução �

382

Conclusão �

416

Terrorismo internacional�

382

Pontos-chave�

417

Religião nas RI: um choque de civilizações? �

Questões�

418

390

O meio ambiente �

398

Orientação para leitura complementar�

418

Links�

419

Novos padrões de guerra e paz: mudanças na condição do Estado�

406

Resumo

Este capítulo discute quatro das mais importantes questões contemporâneas em RI: terrorismo internacional, religião, meio ambiente e novos padrões de guerra e paz. Alguns desses temas já eram evidentes anteriormente, mas por muitas razões ganharam proeminência apenas na agenda atual. O capítulo discute ainda as diferentes maneiras pelas quais esses assuntos são analisados pelas várias teorias apresentadas neste livro.

382 Política e questões

Introdução

Este capítulo discute quatro das mais importantes questões levantadas por acontecimentos atuais. Poderíamos ter optado por outras questões, mas nossas escolhas são suficientes para ilustrar como diferentes temas podem surgir na disciplina e mudar seu enfoque teórico. Um tema de RI surge quando uma questão é considerada importante em termos de valor e de teoria. Os valores são relevantes porque a decisão do que é ou não importante é sempre tomada com base em valores. Ao mesmo tempo, é preciso trazer a teoria à discussão porque para se argumentar em favor de um novo tema é necessária uma ideia da importância deste para o estudo das RI. Por essas razões, as novas questões frequentemente estão associadas a novas abordagens de RI.

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4. Liberalismo

JACKSON, Robert; SØRENSEN, Georg Zahar PDF Criptografado

4

Liberalismo

Introdução: premissas liberais básicas �

150

Liberalismo sociológico�

153

Liberalismo e ordem mundial�

182

Liberalismo da � interdependência�

158

Liberalismo: a atual � agenda de pesquisa�

186

Liberalismo institucional�

163

Pontos-chave�

187

Liberalismo republicano�

167

Questões �

188

Críticas neorrealistas contra o liberalismo�

172

Orientação para leitura complementar�

189

O recuo para o liberalismo menos convicto�

175

Links�

190

O contra-ataque do liberalismo mais convicto�

178

Resumo

Este capítulo apresenta a tradição liberal de relações internacionais. As premissas liberais básicas são: (1) uma visão positiva da natureza humana; (2) uma convicção de que as relações internacionais podem ser cooperativas em vez de conflituosas; e (3) uma crença no progresso. Ao refletir sobre a cooperação internacional, os teóricos liberais enfatizam diferentes características da política mundial. Os liberais sociológicos acentuam as ligações não governamentais transnacionais entre as sociedades, como a comunicação entre indivíduos e grupos. Os liberais da interdependência dão atenção particular

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Medium 9788520428825

A

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

A

ALCA

A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) teve como ponto de partida a Primeira Cúpula das Américas, realizada em Miami em dezembro de 1994. Junto com o anfitrião do encontro, o então presidente norte-americano Bill Clinton, 33 chefes de Estado e de governo da região, entre eles o presidente do Brasil à época, Itamar Franco, e o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso, decidiram criar uma área livre de barreiras ao comércio e ao investimento, da qual está excluída a ilha de Cuba, por não ser considerada pelos demais um país democrático. Esses líderes assumiram o compromisso de concluir as negociações até o fim do ano de 2005. As negociações, porém, não foram concluídas. Havendo sido iniciadas numa conjuntura internacional em que as teses neoliberais preponderaram em toda a região, as negociações foram interrompidas quando governos nacionalistas de esquerda foram sendo eleitos no subcontinente sul-americano nos primeiros anos da primeira década, sendo que alguns desses governos assumiram posições marcadamente antinorte-americana, o que impossibilitou qualquer avanço no sentido de criação da área de livre comércio.

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Medium 9788571109308

2. O documento

BOYLE, David Zahar PDF Criptografado

MANIFESTO

O MANIFESTO

COMUNISTA

O DOCUMENTO

Um espectro ronda a Europa — o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa uniram-se numa Santa Aliança para exorcizá-lo: o papa e o czar,

Metternich e Guizot, os radicais franceses e os espiões da polícia alemã.

Que partido de oposição não foi acusado de comunista por seus adversários no poder? Que partido de oposição também não lançou contra seus adversários progressistas ou reacionários o estigma do comunismo?

Daí decorrem dois fatos:

1. O comunismo já é considerado uma força por todas as potências da

Europa.

2. Já é tempo de os comunistas publicarem abertamente, diante de todo o mundo, suas ideias, seus fins, suas tendências, opondo à lenda do comunismo um manifesto do próprio partido.

Para isso, comunistas de várias nacionalidades reuniram-se em Londres e redigiram o manifesto a seguir, a ser publicado em inglês, francês, alemão, italiano, flamengo e dinamarquês.

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Medium 9788520428825

I

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

I

IDEALISMO

Idealismo, na história das Relações Internacionais que os manuais já consagraram, corresponde ao paradigma que predominou no primeiro período de desenvolvimento da disciplina. O paradigma idealista exerceu profunda influência sobre estudiosos e operadores das relações internacionais entre o fim da Primeira Guerra Mundial

(1919), quando as relações internacionais começaram a se organizar como disciplina científica, e meados da década de 1930, quando então teve de enfrentar a crítica do Realismo.

O que se convencionou chamar de idealismo nas relações internacionais na verdade nada mais é que uma flexão do liberal internacionalismo. Também conhecido como utopismo, o idealismo toma como referência filosófica a obra de notáveis pensadores clássicos, tais como John Locke, Adam Smith, Montesquieu, Immanuel Kant,

Jeremy Bentham, John Stuart Mill e John Hobson.

Dentre os operadores idealistas das relações internacionais, o presidente norte-americano Woodrow Wilson é o mais conhecido. Sua projeção como arquétipo do político idealista nas relações internacionais deveu-se à crítica que endereçou à realpolitik dos estadistas europeus por ocasião da intervenção dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Tal como expõe no conhecido documento de sua autoria Catorze Pontos, a guerra não teria eclodido em razão de alguma falha no sistema de equilíbrio de poder das potências europeias, como acreditavam os políticos europeus, mas sim como consequência direta do próprio sistema de equilíbrio de poder. Portanto, para estabelecer bases mais seguras e confiáveis nas relações interna-

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Medium 9788578682002

A libertação pela subversão da ordem

Dioclécio Campos Júnior Editora Manole PDF Criptografado

A ordem ideal é a que dispensa toda e qualquer estratégia de manutenção. Sobrevive espontaneamente por mecanismos naturais. Corresponde aos anseios existenciais de todos os membros de uma sociedade. Não desperta oposição e não gera qualquer exclusão. Qualifica a vida coletiva sem desigualdades. Respeita a individualidade do ser. Não aliena. Extingue a exploração. Socializa a propriedade. Promove virtudes.

Desestimula conflitos. Adota a moeda única do afeto. Incorpora o idioma do amor. Sepulta a beligerância. Desenvolve a indústria da sensibilidade humana. Produz a tecnologia do encantamento. Dispensa fronteiras. Estimula diferenças. Unifica a cidadania. Abole a ciência das regras. Desativa o acervo de normas. Não cultiva disciplina. Edifica a ética como patrimônio maior a regulamentar conscientemente as relações entre pessoas e instituições.

Essa ordem inexiste. É mais que sonho, é uma utopia. Mas uma sociedade que se preza navega no oceano utópico da perfeição. Pretende atingir a planície da vida fértil, regada pelo sentimento cósmico do ser, não pela obrigação do ter. Não admite conviver com iniquidades sociais. Conceitua o direito como recurso de entendimento pacífico, consistentemente fundamentado para promover a igualdade, não o privilégio.

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Medium 9788571109308

3. Impacto imediato

BOYLE, David Zahar PDF Criptografado

ossa era, a era da democracia, passa por uma fratura”, escreveu Engels, quase sem conter a satisfação ao ter notícia da primeira revolta francesa em 1848, no momento em que ele e Marx entregavam o texto à gráfica. Tudo o que fora dito pelo Manifesto comunista parecia estar acontecendo. No entanto, não se pode dizer que o livro tenha provocado os eventos. A rebelião irrompera antes que a tinta estivesse seca sobre as folhas de papel, e a primeira edição foi de apenas mil cópias

— em alemão.

A versão original foi publicada provavelmente no dia 24 de fevereiro de 1848. A composição tipográfica ficou a cargo da Sociedade Cultural dos Trabalhadores, em Londres, e foi enviada às pressas para uma gráfica perto da Liverpool Street. Seus primeiros leitores foram imigrantes alemães — o documento fora publicado em série no Deutsche Londoner Zeitung, semanário liberal para alemães refugiados em Londres —, junto com um punhado de franceses, belgas e alguns membros do movimento cartista em Londres.

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Medium 9788537817698

2. RI como um tema acadêmico

JACKSON, Robert; SØRENSEN, Georg Zahar PDF Criptografado

2

RI como um tema acadêmico

Introdução�

Liberalismo utópico: o estudo inicial de RI�

62

64

Economia política internacional (EPI)�

88

Vozes dissidentes: abordagens alternativas de RI�

91

O realismo e os vinte anos de crise�

71

Qual teoria?�

94

A voz do behaviorismo nas RI�

75

Conclusão�

96

Pontos-chave�

96

Questões�

98

Orientação para leitura complementar�

98

Links�

99

Neoliberalismo: instituições e interdependência� 79

Neorrealismo: bipolaridade e confronto�

Sociedade internacional: a escola inglesa�

82

84

Resumo

Este capítulo mostra como o pensamento que diz respeito às relações internacionais se desenvolveu a partir do momento em que estas se tornaram uma disciplina acadêmica, por volta da Primeira Guerra Mundial. As abordagens teóricas são um produto de sua própria época: focam os problemas das relações internacionais considerados os mais importantes no momento. Apesar de tudo, as tradições renomadas lidam com questões internacionais de relevância permanente: guerra e paz, conflito e cooperação, riqueza e pobreza, desenvolvimento e subdesenvolvimento. Neste capítulo, vamos nos concentrar em quatro tradições consagradas das RI: o rea­lismo, o liberalismo, a sociedade internacional e a economia política internacional (EPI). Também vamos apresentar algumas abordagens alternativas recentes que desafiam as tradições já consolidadas.

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Medium 9788520428825

T

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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TEORIA CRÍTICA

A teoria crítica forma, junto com o pós-modernismo e o construtivismo, abordagens conceituais definidas como componentes da teoria do conhecimento ou reflexivismo. Como característica comum, essas abordagens conceituais questionam os princípios e métodos positivistas adotados pelas correntes mais difundidas no estudo das relações internacionais, como o realismo e o idealismo. Defendem o argumento de que não há fatos objetivos, tão somente definições e teorias que, por sua vez, criam a percepção de que fatos existem. Assim, a análise da linguagem e do discurso é essencial para compreender o processo de transformação daquilo que é apenas interpretação em realidade.

A teoria crítica se diferencia, no entanto, por estar fundamentada nos princípios da sociologia crítica, particularmente nos trabalhos da Escola de Frankfurt e de seu maior expoente, Jürgen Habermas.

Segundo Habermas, há três tipos de interesse constitutivo do saber

(knowledge-constitutive interests): o técnico, o prático e o emancipatório. O primeiro se refere às necessidades materiais e à busca do controle da natureza. O segundo se refere à busca da mútua compreensão entre indivíduos e grupos humanos por intermédio da linguagem, de símbolos, normas e ações. O terceiro, o emancipatório, diz respeito à capacidade humana de refletir, o que nos permite identificar as formas de poder que inibem a realização dos potenciais humanos. A teoria crítica reflete esses interesses cognitivos emancipatórios.

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6. Economia política internacional: teorias clássicas

JACKSON, Robert; SØRENSEN, Georg Zahar PDF Criptografado

6

Economia política internacional: teorias clássicas

Introdução: o que é EPI?�

230

Pontos-chave�

249

Mercantilismo�

233

Questões�

249

Liberalismo econômico�

236

Marxismo�

240

Orientação para leitura complementar�

250

Conclusão�

248

Links�

250

Resumo

Este capítulo explica a relação entre política e economia, entre Estados e mercados nos assuntos mundiais. Em última análise, a EPI se refere à riqueza e à pobreza, sobre quem ganha o quê no sistema político e econômico internacional. As teorias clássicas mais importantes nessa área são o mercantilismo, o liberalismo econômico e o neomarxismo. Em um sentido mais amplo, essas são “teorias” formadas por um conjunto de suposições e valores por meio dos quais o campo da EPI pode ser abordado. Apresentamos cada uma delas detalhadamente; o próximo capítulo analisa o mais importante debate entre elas.

230 Teorias clássicas

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A ordem e o progresso

Dioclécio Campos Júnior Editora Manole PDF Criptografado

O conceito de progresso difundido na democracia capitalista está intrinsecamente relacionado ao da ordem em todas as dimensões consideradas. Não concebe a possibilidade de progresso sem que as normas em vigor sejam respeitadas, assim como não se pode imaginar o avanço da sociedade no amplo contexto do progresso sem que as instâncias de controle comportamental da cidadania funcionem com determinação.

A palavra em causa é muito utilizada pelas elites governantes. Trata-se, porém, de expressão vaga a definir conteúdo discutível, para não dizer polêmico. Há correntes de pensamento que não admitem sua existência e outras que a aceitam parcialmente. A maioria, sem dúvida, acredita no progresso. Quando se analisa, no entanto, sob o ângulo da história, a relatividade conceitual do tema aparece com evidência. De fato, a variável do tempo decorrido entre a existência de uma civilização e outra precisa ser abstraída do processo para que a comparação entre civilizações distintas, que existiram em eras diferentes, permita avaliar se o conceito de progresso, como se define na atualidade, pode ser afirmado.

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Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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ECONOMIA POLÍTICA INTERNACIONAL

O estudo da relação entre política e economia começou a ganhar espaço a partir da década de 1970, quando assuntos econômicos passaram a ter prevalência crescente no estudo das relações internacionais, ao lado de temas tradicionais como segurança e política internacional. A economia política internacional (EPI) trata prioritariamente das relações financeiras e de comércio entre os Estados, das relações entre o Estado e o mercado, bem como dos arranjos políticos necessários para o sucesso de iniciativas de cooperação, com vistas à criação e à manutenção de instituições destinadas à regulação da economia internacional (regimes internacionais). Temas pertinentes à EPI são as relações econômicas entre os países do norte, o abismo econômico entre os países do norte e os do sul, as formas de imperialismo político-econômico, o papel dos atores não governamentais no sistema econômico internacional, a assistência financeira internacional, os investimentos externos, o débito internacional e os processos de integração regional, entre outros. Dentre as teorias e os conceitos consagrados no campo da EPI estão a noção de bens coletivos e sua problemática para a obtenção da cooperação internacional, a teoria de estabilidade hegemônica e a teoria da dependência.

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