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Introdução metodológica

Adriano Gianturco Grupo Gen PDF Criptografado

Introdução metodológica

Este livro foi escrito por quatro razões: 1) a falta de um manual que me agrade na minha atividade didática; 2) propor-se como e debater com os manuais mainstream; 3) produzir um texto que explique de uma vez por todas a política aos leigos e até a um público não composto por alunos universitários; 4) produzir um texto que explique a verdadeira lógica da política, que nunca esqueça, pule e desvalorize a essência da questão política em troca de fáceis tecnicismos e intelectualismos.

As tradições científicas, as escolas de pensamento, os autores utilizados são: a Escola Austríaca, a Escola Elitista, o Realismo

Europeu, a Teoria dos Jogos, a Escola de Finanças Públicas, o Neoinstitucionalismo, a Public Choice, o Realismo Político Europeu,

Mises, Hayek, Rothbard, Milton e David Friedman, Machiavelli,

Miglio, Weber, Leoni, Einaudi, Pantaleoni, Buchanan, Caplan,

Brennan, Boettke, Coyne, Frey, Tullock, Yared, Glaeser, Mosca,

Pareto, Michels, Cantillon, Smith, Turgot, Molinari, Say, Bastiat,

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R

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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REALISMO

O realismo tem sido o paradigma dominante nos estudos de Relações Internacionais desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar das críticas que tem sofrido, o paradigma realista tem resistido e procurado renovar-se, por isso continua a exercer o papel de espinha dorsal das Relações Internacionais. O realismo deve seu grande prestígio de instrumental analítico convincente ao uso que dele fazem tanto os acadêmicos como os operadores de política internacional.

Os realistas afirmam que essa corrente não só é o paradigma mais habilitado a desvendar a verdade das relações internacionais como também é o mais antigo. Suas origens intelectuais são remotas. Considera-se que a História da Guerra do Peloponeso, escrita pelo grego Tucídides no século V a.C., seja a mais antiga análise realista. Ao argumentar em favor da tese segundo a qual a guerra entre atenienses e espartanos

(431-404 a.C.) aconteceu como inevitável consequência do desequilíbrio havido nas relações de poder entre as duas importantes cidades-Estado da Grécia, Tucídides teria lançado as bases teóricas que até os dias de hoje continuam a sustentar as análises realistas das relações internacionais. Essa tradição teórica inaugurada por Tucídides de centrar a análise das relações internacionais nas causas da guerra e nas condições de estabilidade da ordem internacional foi conservada ao longo do tempo pelas reflexões de intelectuais como Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, Hegel, Max Weber e Carl Schmitt.

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F

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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FEMINISMO

O feminismo como corrente teórica no estudo das Relações Internacionais começa a conquistar relevância com o fim da Guerra

Fria, na década de 1980. Até então os temas de “alta política” dominavam os estudos da área, particularmente aqueles referentes à guerra. Segundo J. Ann Tickner, esses são temas relacionados à experiência dos homens, considerados especialistas em assuntos militares, o que implícita ou explicitamente serve como argumento para a exclusão da participação da mulher nos assuntos internacionais (Tickner,

2003). Com o fim da Segunda Guerra, a agenda de estudos em relações internacionais se amplia e passa a incorporar temas como conflitos étnicos, globalização, democratização, direitos humanos, feminismo, entre outros.

A reavaliação metodológica e ontológica das Relações Internacionais como campo de pesquisa acadêmica, ocorrida sobretudo a partir da década de 1990, representa outro importante fator. Não apenas temas novos foram incorporados à disciplina como também perspectivas metodológicas diversas daquelas tradicionalmente adotadas pelas ciências sociais. Quase sempre de natureza interdisciplinar, esse foi o caso da abordagem feminista, que se utiliza do método hermenêutico, bem como daqueles de cunho histórico e humanístico. Dessa forma, o feminismo encontrou ambiente propício para o questionamento das próprias estruturas sociais, domésticas ou internacionais. Como resultado, o movimento denunciou hierarquias sociais apoiadas sobre a divisão do gênero humano entre homens e mulheres (gênero de sexo).

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Capítulo 1 – A Escola Elitista

Adriano Gianturco Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 1

A ESCOLA ELITISTA

Volte com a mente para a Europa do começo de 1900. A ordem social da nobreza fundada sobre sangue e herança começa a esmigalhar-se, as monarquias, baseadas nos mesmos pilares, perdem poder, as famílias, com brasões e castelos, perdem dinheiro e importância para os novos homens de negócios das cidades. O comércio alcança novos patamares, surgem gradualmente a sociedade de massa e o sufrágio universal e, logo, os partidos de massa. O Commonwealth inglês está perdendo prestígio e força, um novo modelo de sociedade está em ascensão e mostra seu sucesso: a América sem nobreza, mas com self made men; sem herança, mas com meritocracia; sem hierarquia, mas com dinamismo.

Os Estados Unidos instauram o primeiro sistema de democracia representativa do mundo. A Europa o importa gradualmente. Com o surgimento de um novo sistema político, espalha-se a ideia de que a exploração e o absolutismo chegavam ao fim, criando-se uma visão positiva do pensamento democrático, pois é um regime no qual todos podem votar, e cada voto tem o mesmo valor, independentemente da classe social, do gênero, da religião. É uma nova época.

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Capítulo 10 – Democracia

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Capítulo 10

DEMOCRACIA

Todos os textos sobre democracia começam mostrando que esse conceito vem do grego antigo demos (povo), kratos (poder), ideia resumida na fórmula “poder do povo, pelo povo, para o povo” (A. Lincoln).

A democracia não é substancial, não se refere ao assunto que se decide, mas a como se decide. Para definir um certo sistema “democrático” não se analisam os outputs, os resultados, a legislação produzida, mas o processo, a forma, o procedimento.

A democracia é procedimental: democraticamente pode-se tomar qualquer decisão. Hitler foi eleito democraticamente, muitas legislações consideradas imorais, ineficientes ou liberticidas por alguns são aprovadas democraticamente.

A democracia pertence ao como decidir para um coletivo e não à escolha de se decidir coletivamente ou não, ou seja, a democracia é imposta, como todos os outros tipos de regimes políticos. “A democracia é simplesmente um método de decisão. Em política, democracia é um método para decidir quando e como obrigar pessoas a fazerem coisas que eles não querem fazer. A democracia política é um método para decidir (direta ou indiretamente) quando, como e de que maneira um governo ameaçará de violência as pessoas. O símbolo da democracia não é só um voto mas é um voto conectado a uma pistola” (J. Brennan).

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N

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

N

NAÇÃO

Ver Nacionalismo.

NACIONALISMO

O nacionalismo, tal como outros conceitos políticos muito abrangentes, padece do problema da imprecisão do sentido. Tantos são os significados que lhe atribuem que sobre ele pesa permanente ambiguidade. Em grande medida, a imprecisão decorre do fato de o nacionalismo estar diretamente ligado à ideia de nação, que, por sua vez, é muito difícil de definir.

O termo nação tem por origem as palavras latinas nasci (nascer) e natio (lugar de nascimento). Desde a acepção originária até o significado que assumiu no início do século XVI na Inglaterra, a palavra nação teve vários sentidos. A partir desta última data, nação passou a ter conotação eminentemente positiva de pertencimento a determinado povo, deixando de ser um nome dado ao outro, ao estrangeiro. Positiva na medida em que esse sentido transmite a todos os que pertencem à nação as ideias de homogeneidade e de inclusão, o que faz com que a nação se situe num plano superior ao de todas as clivagens (econômicas, sociais, religiosas) que dividem a população. Esse significado de nação, logo também compartilhado por franceses e espanhóis, serviu de alicerce para a construção do Estado com sua perfeita organização jurídico-política. No fim do século XVIII, no contexto da Revolução Francesa, o conceito sofreu nova mudança. Por

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Capítulo 24 – Relações internacionais

Adriano Gianturco Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 24

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Os atores políticos agem e têm relações internas às fronteiras políticas do próprio território e também externas. Estas últimas são chamadas relações internacionais. O estudo das Relações

Internacionais representa hoje uma disciplina em si, que nasceu da Ciência Política e agora constitui um campo de observação com peculiaridades próprias.

Historicamente, o globo terrestre nem sempre foi dividido em fronteiras políticas e governado por um cartel de organizações políticas. Essa realidade, como vimos, é muito recente na história da humanidade. A geopolítica veio gradualmente substituindo a geografia. A história do ser humano é uma história de migrações de lugares áridos e inóspitos para lugares férteis e com clima moderado. Até a história registrada, o mundo era mais aberto do que pode parecer. Depois, Roma mudou várias vezes a própria estrutura política, a própria forma de estado (de ditadura a república, de triunvirato a império etc.), e dentro dela conviviam várias etnias e povos diferentes. Estrangeiros chegavam até a ser governantes, como no caso do imperador

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Capítulo 8 – Guerra

Adriano Gianturco Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 8

GUERRA

A guerra não é um fenômeno relevante só pelo fato de impactar fortemente a vida de muitas pessoas. É importante porque tem sérias e amplas consequências sociais, econômicas e políticas. A guerra é o estado mais natural da humanidade, das relações internacionais e também dos assuntos domésticos de alguns países. Em 3.400 anos de história tivemos apenas 234 anos de paz. Portanto, a guerra não é só um fenômeno da Antiguidade.

Se quando pensamos em guerra pensamos em algo antigo, como no Império Romano (espadas, cavalos), estamos enganados, pois se analisarmos o número de mortes veremos que talvez as guerras estejam até aumentando, visto que:

• No século XVIII, houve 68 guerras (contando apenas aquelas que mataram mais de mil pessoas por ano), com um total de quatro milhões de mortos.

• No século XIX, ocorreram 205 guerras, com oito milhões de mortos.

• Entre os anos 1900 e 1989, foram 237 guerras, com 11 milhões de mortos militares (o número de mortes civis pode bem ser o mesmo).

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Capítulo 23 – Território e federalismo

Adriano Gianturco Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 23

TERRITÓRIO E FEDERALISMO

O domínio político de um território não é fixo. O Tibete, por exemplo, foi conquistado pela China em 1949, ao passo que Hong

Kong foi devolvida ao país apenas em 1997, depois de 156 anos sob o controle do Reino Unido. A Grã-Bretanha já controlou uma grande parte do mundo por meio da Commonwealth. França, Bélgica,

Holanda, Inglaterra, Portugal e Itália foram protagonistas do colonialismo na África, na América Latina, no Caribe e na América do

Norte. O atual estado italiano só se constituiu em 1861, passando depois por várias alterações territoriais. A Alemanha é ainda mais recente: 1871. O império russo se tornou União Soviética e incorporou vários estados satélites do Leste Europeu e da Ásia, depois implodiu e se fragmentou em diversos estados menores. A Iugoslávia também se fragmentou em vários estados menores, e até 1992 a Tchecoslováquia incorporava a atual República Tcheca e a Eslováquia. As colônias americanas originárias dos EUA eram 13, hoje são 51 estados. A atual

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Capítulo 2 – Teoria dos Jogos

GIANTURCO, Adriano Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

TEORIA DOS JOGOS

Quando os indivíduos interagem, podem dar origem a três tipos de situações: conflito, cooperação e competição. Quando dois ou mais indivíduos têm interesses iguais, similares, convergentes ou harmônicos, eles podem cooperar e se ajudar reciprocamente para cada um alcançar o próprio objetivo ou para alcançar objetivos comuns. Às vezes, para cooperar é preciso concordar ou apreciar o fim do outro e ajudá-lo na sua conquista. A essa cooperação se dá o nome de teleológica (baseada no fim).

Outras vezes a cooperação é mais indireta. Por exemplo, quando um consumidor compra determinado bem em uma loja, ele está ajudando o comerciante a ganhar dinheiro e a alcançar o próprio fim. Nesse caso, o consumidor não conhece e não está interessado no objetivo do comerciante. Essa relação é, portanto, ateleológica.

Isso permite um número muito maior de relações interpessoais, pacíficas e cooperativas. Afinal, se os dois tivessem que se conhecer e concordar com os objetivos um do outro, seria mais difícil achar pessoas dispostas a estabelecer uma relação.

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Conclusão

Dioclécio Campos Júnior Editora Manole PDF Criptografado

Como afirma o pesquisador francês Georges Vignaux

(1940-), em seu livro Les imbéciles ont pris le pouvoir, ils iront jusqu’au bout (Os imbecis tomaram o poder, irão até o fim):

É sempre necessária uma crise para a tomada de consciência no sentido de que é indispensável mudar nossas maneiras de considerar as coisas e de viver juntos. Não sabemos evoluir de outra forma que não seja por meio de catástrofes, e deste ponto de vista, a catástrofe é entendida como salutar. Múltiplos sinais anunciam essa catástrofe. Não sabemos lê-los nem interpretá-los. No entanto, a falta de vigor generalizada, o dinheiro que faz a lei, a televisão que faz as opiniões, o desemprego maciço dos jovens, os aposentados no abandono, a multiplicação dos pobres estão aí: tantas catástrofes já ocorridas, as quais nos prometem remediar sem jamais o fazerem, porque os imbecis vivem felizes no mundo que dominam. Isso não pode durar: uma revolução é inelutável. Cabe a cada um tomar seu destino em mãos, tomando inicialmente consciência das coisas.

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A

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

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ALCA

A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) teve como ponto de partida a Primeira Cúpula das Américas, realizada em Miami em dezembro de 1994. Junto com o anfitrião do encontro, o então presidente norte-americano Bill Clinton, 33 chefes de Estado e de governo da região, entre eles o presidente do Brasil à época, Itamar Franco, e o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso, decidiram criar uma área livre de barreiras ao comércio e ao investimento, da qual está excluída a ilha de Cuba, por não ser considerada pelos demais um país democrático. Esses líderes assumiram o compromisso de concluir as negociações até o fim do ano de 2005. As negociações, porém, não foram concluídas. Havendo sido iniciadas numa conjuntura internacional em que as teses neoliberais preponderaram em toda a região, as negociações foram interrompidas quando governos nacionalistas de esquerda foram sendo eleitos no subcontinente sul-americano nos primeiros anos da primeira década, sendo que alguns desses governos assumiram posições marcadamente antinorte-americana, o que impossibilitou qualquer avanço no sentido de criação da área de livre comércio.

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G

Guilherme A. Silva, Williams Gonçalves Editora Manole PDF Criptografado

G

GEOPOLÍTICA

Geopolítica é o estudo da influência exercida por fatores geográficos sobre o comportamento e a capacidade dos Estados no âmbito internacional, sobre sua política externa e sobre as relações mútuas de poder. Fatores como localização geográfica, tamanho, clima, recursos naturais, população e características topográficas são tidos como determinantes ou altamente influentes para a análise e a previsão das potencialidades de desenvolvimento político-militar, econômico e tecnológico de um Estado, de sua posição internacional relativa e da própria natureza de sua política externa no que tange à obtenção e à proteção dos interesses nacionais.

A geopolítica pode ser entendida como um método de análise da identidade política do Estado e de sua capacidade de ação baseado na vinculação entre localização e características geográficas, riquezas nacionais e poder político-militar efetivo e potencial. De maneira ainda mais sucinta, a geopolítica trata das perspectivas geográficas das relações internacionais e seus conflitos. Ou seja, questiona em que medida a localização e a distância geográfica e a distribuição de recursos materiais e humanos influenciam as relações internacionais.

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1. Contexto e criadores

BOYLE, David Zahar PDF Criptografado

uando os autores do Manifesto comunista, Karl Marx e Friedrich Engels, nasceram, ainda se podiam sentir as consequências da primeira grande revolução na Europa. A Revolução Francesa de 1789 foi a primeira grande revolta social a desafiar a velha ordem europeia. Os pais de Marx e de Engels fizeram parte da primeira geração que cresceu consciente de que uma mudança radical, repentina e esmagadora era algo possível na sociedade.

Antes de 1789, as grandes nações da Europa — inclusive a Alemanha, terra natal dos dois autores — haviam sido governadas por uma monarquia poderosa, apoiada pela nobreza privilegiada e pelo clero. Mas uma nova classe média — descrita como “burguesia” no Manifesto

— emergia em todo o continente, principalmente na Inglaterra recém-industrializada, enquanto a classe operária se concentrava nas então recentes cidades industriais.

Tendo em mente a Revolução Francesa enquanto formulavam o documento, Marx e Engels desenvolveram a ideia de que, na França daquela época, a velha ordem testemunhava o aumento da pressão da burguesia e o poder do dinheiro, de modo que um dia se acabariam os privilégios aristocráticos e eclesiais. Na França anterior a 1789,

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4. O legado do Manifesto

BOYLE, David Zahar PDF Criptografado

arx morrera sem pátria nem testamento legal em 1883. Foi enterrado no cemitério de Highgate, em

Londres, onde seu túmulo ainda é local de peregrinação para marxistas de todo o mundo. Sua enorme coleção de cartas e cadernos foi entregue a Engels para que completasse o trabalho de Marx. Por mais de uma década Engels lutou para finalizar O capital, antes de morrer de câncer, em 1895; suas cinzas foram espalhadas por Beachy Head, em

Sussex. O terceiro e último volume de O capital só seria publicado em 1894, na Alemanha. Uma tradução pirata para o inglês foi lançada em Nova York e tornou-se logo best-seller, pois houve um mal-entendido em Wall Street quanto ao assunto abordado pelo livro.

Durante grande parte de suas vidas, a esperança de que suas profecias se tornassem realidade — o que o

Manifesto chama de “derrubada violenta das condições sociais existentes” — parecia remota. Mas apenas vinte e três anos após a morte de Engels, as ideias que ele e Marx expuseram ao mundo viram-se postas em prática. Foi o momento na história em que um punhado de jovens idealistas — duas gerações depois daqueles primeiros leitores do chamado às armas do Manifesto — de repente vira93

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