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Capítulo 2 - Alfabetização e seus dilemas

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

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Alfabetização e seus dilemas

Embora aparente uma relativa simplicidade, os assuntos de alfabetização geram batalhas ferozes por conta de divergências teóricas, doutrinárias e ideológicas. No lado da alfabetização de crianças, há divergências ásperas e defesas apaixonadas de diferentes métodos de alfabetização. Para os adultos analfabetos, além das mesmas colisões, não há acordo sobre a prioridade ou os resultados de tentar alfabetizar adultos bem mais velhos.

O “Novo Mobral” e os adultos analfabetos

É preciso insistir; a prioridade nacional deveria ser melhorar a escola básica. Há forte controvérsia acerca da prioridade a ser dada a programas para alfabetizar adultos, sobretudo, os bem mais velhos. Há sérias dúvidas a respeito da eficácia de programas curtos. Seja como for, o que importa é evitar os erros do passado. Deus nos livre dos “programas de emergência”. Tudo o que não focalizar a máquina em seu cotidiano passará longe do problema. O ensaio termina com uma surpresa!

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Medium 9788536325187

O político e a politicização

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

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Iain Mackenzie

Os juízes da normalidade estão em toda parte. Encontramo­‑nos na sociedade do professor­‑juiz, do médico­‑juiz, do educador­‑juiz, do assistente social­‑juiz; neles está baseado o reino universal do normativo; cada pessoa, onde quer que se encontre, sujeita­‑lhe o corpo, os gestos, o comportamento, as atitudes, os sucessos. (1977:304)

Como podemos observar, para Foucault, a abrangência do político compreende nossos corpos. O modo como caminhamos, o modo como saudamos alguém, a postura que assumimos em reunião são todos resultado de processos sutis de normalização, de acordo com Foucault. À luz disso, a filosofia política deveria procurar examinar como essas normas são construídas, os limites do que é normal, e como o transgredir definições de normalidade pode expor normas das quais até então não nos tínhamos dado conta. Uma maneira de reunir tudo isso é afirmar que a filosofia política

(nessa teorização não normativa do mundo das normas) é uma área de conhecimento que visa a politicizar o âmbito do que é político.

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Medium 9788536323923

Capítulo 3. Direito constitucional: estrutura, interpretação e fundamentação

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Direito constitucional: estrutura, interpretação e fundamentação

As constituições ocupam um lugar especial na filosofia do direito por conta de seu status elevado como regras últimas de reconhecimento.

As constituições não são as únicas instituições que desempenham esse papel. O Reino Unido, por exemplo, não possui uma constituição escrita, mas tem outros documentos que, tomados em conjunto, estabelecem os direitos básicos e os correspondentes procedimentos para elaborar, julgar e executar o direito.

Constituições atraem nossa atenção por outra razão. Elas contêm o núcleo moral do direito. Ao dotar os cidadãos de direitos básicos, estabelecem a igualdade civil e política tão essencial para compreender porque somos obrigados a obedecer até mesmo às leis más. Normalmente, são os juízes que estão constitucionalmente dotados do poder de fazer cumprir esses direitos. Porém, como mostra a discussão exposta a seguir, sobre uma crise constitucional recente, esse poder é profundamente problemático.

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Medium 9788536325170

6. A teoria feminista psicanalítica e pós‑estruturalistae as respostas deleuzianas

Chanter, Tina Grupo A PDF Criptografado

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A teoria feminista psicanalítica e pós­‑estruturalista e as respostas deleuzianas

Neste capítulo, começo por considerar a teoria feminista psicanalítica e depois analiso a importância da formulação de Derrida das oposições binárias para o feminismo. Depois, volto­‑me brevemente para uma crítica deleuziana tanto de uma teoria feminista de inspiração psicanalítica quanto de uma teoria pós­‑estruturalista. Finalmente, usando Moira

Gatens como meu principal ponto de referência, demonstrarei como o papel inspirador que Bento de Espinosa ofereceu a Deleuze e Guattari ajudou­‑me a levar a teoria feminista para além de um ponto de vista cartesiano que se tornou de alguma forma estéril.

Abigail Bray e Clare Colebrook fazem uso do distúrbio da anorexia para ilustrar as limitações do que chamam de feminismo corporal e das vantagens de uma moldura deleuziana (1998). Devo fazer uso de tal análise, que serve a um propósito útil, embora possa ignorar algumas das diferenças entre os vários teóricos que elas rotulam como feministas corporais. Bray e Colebrook destacam um problema geral com as críticas do “falocentrismo”, isto é, com as teorias feministas que tendem a construir uma narrativa totalizadora de relatos abrangentes de subjetividade e de experiência de tendência masculina, postulados como determinantes negativos e limitadores de qualquer expressão de autenticidade feminina.

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Medium 9788536309149

Capítulo 5 - Falantes, comunidades lingüísticas e histórias de uso

José Medina Grupo A PDF Criptografado

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Linguagem

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Falantes, comunidades lingüísticas e histórias de uso

5.1 IDIOSINCRASIAS E CONVENÇÕES

Como vimos, Davidson reduz a comunicação ao encontro de idioletos.

Mas, nesta visão, tudo é individual e idiossincrático? Há, afinal, algum aspecto social na comunicação? Podem as convenções lingüísticas ser o produto de interações entre idioletos, mesmo se eles não constituem a base daquelas? Como pode uma comunidade emergir de interações comunicativas? Nesta seção examinaremos como uma abordagem individualista, como a de

Davidson, responde estas questões e, então, contrastaremos essas respostas com aquelas que as abordagens sociais da comunicação oferecem.

Davidson (1986) argumenta que compartilhar convenções lingüísticas não é uma precondição para uma comunicação bem sucedida: não necessitamos compartilhar convenções semânticas ou sintáticas para nos comunicarmos com sucesso. Ele desenvolve um argumento para este fim em sua discussão de malapropismos ou malaprops,1 isto é, violações das propriedades de uso, que tipicamente envolvem erros de escolha de palavras, de grafia ou de pronúncia : por exemplo, “Vá na frente e nós o antecederemos”. O próprio título do artigo de Davidson, A nice derangement of epitaphs (1986), é uma instância desse fenômeno: ele diz respeito à forma idiossincrática com que a

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