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Medium 9789724420073

PRIMEIRA SECÇÃO DA LÓGICA

Hegel, G. W. F. Grupo Almedina PDF Criptografado

PRIMEIRA SECÇÃO DA LÓGICAA DOUTRINA DO SER§ 84O ser é o conceito só em si; as suas determinações são enquanto são, e na sua distinção são estranhas (Andre) umas às outras, e a sua ulterior determinação (a forma dialética) é um passar para outro. Esta determinação ulterior é, juntamente, um pôr-fora e, assim, um desdobrar do conceito que estava em si e, simultaneamente, o entrar-em-si do ser, um aprofundar-se deste em si mesmo.O desdobramento do conceito na esfera do ser torna-se tanto na totalidade do ser como deste modo é superada (aufgehoben) a imediatidade do ser ou a forma do ser como tal.§ 85O ser, bem como as determinações consecutivas, não só as do ser, mas as determinações lógicas em geral, podem considerar-se definições do absoluto, definições metafísicas de Deus; mais exatamente ainda, só a primeira determinação simples de uma esfera e, depois, a terceira, como aquela que é o regresso da diferençaà relação simples consigo. Com efeito, definir metafisicamente

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Medium 9789724420943

29. Crédito e Banca

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

29. CRÉDITO E BANCA(1)O capitalista tem de pagar continuamente dinheiro a muita gente, e receber continuamente de muita gente. Esta operação puramente técnica do pagamento em dinheiro, e de o pôr em caixa, constitui um trabalho autónomo que não cria valor, mas faz parte das despesas de circulação. Além disso, uma certa parte do capital deve existir sempre como tesouro: reserva de meios de compra, reserva de meios de pagamento, capital não utilizado eà espera de encontrar uma nova forma de utilização; e uma parte do capital reflui sem cessar sob esta forma. O que torna necessário, ao lado do pôr em caixa, do pagamento e da contabilidade, a conservação do tesouro, a qual constitui, por sua vez, um trabalho especial.Estes movimentos puramente técnicos que o dinheiro deve descrever, da mesma forma que os trabalhos e as despesas dele resultantes, encontram-se reduzidos pelo facto de serem realizados para toda a classe capitalista por uma categoria especial de capitalistas ou de agentes. Devido à divisão de trabalho, tornam-se ocupação exclusiva de uma categoria de capitalistas, e para isso se concentram, tal como sucede com o capital comercial, e operam em grande escala. No interior desta ocupação especial faz-se em seguida uma nova divisão do trabalho, tanto pela criação de subespecialidades independentes, como pela organi-

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Medium 9789724418933

O VALOR DE UMA OBRA CONCRETA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

O VALOR DE UMA OBRA CONCRETAPublicado no n.º 5-6 da revista XX. Siècle, em 1938, este artigo continha uma continuação publicada no número seguinte. Trata-se de um texto escrito para o catálogo da Galeria Guggenheim.Nele, Kandinsky interroga-se quanto ao papel da razão nas questões da arte. Poderemos basear nela uma opinião respeitante a uma obra?A resposta é não: «Desconfiemos da razão pura em arte e não tentemos compreender a arte seguindo o perigoso caminho da lógica».Este conselho retoma os temas do seu texto «Da compreensão da arte» (*), embora o ponto de vista seja diferente, uma vez que se trata aqui do problema dos critérios de julgamento da obra de arte.A arte é o domínio do irracional, o único que resta aos homens num mundo esmagado pelo reinado da razão. Este irracional existe também na arte figurativa, sendo o objeto a ponte que permite ao artista entrar na pintura pura, se bem que ele goze de muito mais liberdade na pintura abstrata, na qual a supressão do objeto liberta e multiplica até ao infinito os meios de expressão.

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Medium 9788530934699

PARTE UM - 1 - DA CAPO

YOUNG, Julian Grupo Gen PDF Criptografado

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DA CAPO

Röcken

Segundo Nietzsche, sua maior inspiração era a ideia de que alguém em um estado perfeito de saúde mental poderia examinar sua vida inteira e, então, se levantando em êxtase em um pé só exclamasse “Da Capo! – Mais uma vez! De novo! Voltar ao início!” da “peça inteira e do desempenho”. Com uma saúde mental perfeita ninguém poderia “desejar com mais ardor” do que o “eterno retorno” da vida em um tempo infinito, não as versões espúrias dos seres ignóbeis, e, sim, exatamente a mesma vida nos mínimos detalhes, por mais dolorosos e vergonhosos que fossem. Sua tarefa específica seria a de ser capaz de atingir um ponto em que pudesse exclamar

“Da Capo” diante de sua vida. Iremos descrever sua luta até atingir este ponto.

Friedrich Nietzsche, “Fritz”, nasceu (exatamente uma semana antes de uma de suas admirações profundas, Sarah Bernhardt), em 15 de outubro de 1844, no vilarejo saxônico de Röcken. Dois fatos são importantes em relação ao local de seu nascimento. Em primeiro lugar, Röcken localizava-se na região da Saxônia anexada

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Medium 9788536325170

6. A teoria feminista psicanalítica e pós‑estruturalistae as respostas deleuzianas

Chanter, Tina Grupo A PDF Criptografado

6

A teoria feminista psicanalítica e pós­‑estruturalista e as respostas deleuzianas

Neste capítulo, começo por considerar a teoria feminista psicanalítica e depois analiso a importância da formulação de Derrida das oposições binárias para o feminismo. Depois, volto­‑me brevemente para uma crítica deleuziana tanto de uma teoria feminista de inspiração psicanalítica quanto de uma teoria pós­‑estruturalista. Finalmente, usando Moira

Gatens como meu principal ponto de referência, demonstrarei como o papel inspirador que Bento de Espinosa ofereceu a Deleuze e Guattari ajudou­‑me a levar a teoria feminista para além de um ponto de vista cartesiano que se tornou de alguma forma estéril.

Abigail Bray e Clare Colebrook fazem uso do distúrbio da anorexia para ilustrar as limitações do que chamam de feminismo corporal e das vantagens de uma moldura deleuziana (1998). Devo fazer uso de tal análise, que serve a um propósito útil, embora possa ignorar algumas das diferenças entre os vários teóricos que elas rotulam como feministas corporais. Bray e Colebrook destacam um problema geral com as críticas do “falocentrismo”, isto é, com as teorias feministas que tendem a construir uma narrativa totalizadora de relatos abrangentes de subjetividade e de experiência de tendência masculina, postulados como determinantes negativos e limitadores de qualquer expressão de autenticidade feminina.

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