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4. Compra e Venda da Força de Trabalho

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

4. COMPRA E VENDA DA FORÇA DE TRABALHO(1)Tendo sido visto que o valor das mercadorias não é mais que o trabalho humano que contêm, voltamos agora à questão de saber como é que o fabricante pode extrair, da produção das mercadorias, um valor superior àquele que nelas incorporou.Consideremos mais uma vez os termos do problema. Para a produção de uma certa mercadoria, o capitalista tem necessidade de uma certa soma, de 100 francos por exemplo. Em seguida, vende a mercadoria fabricada por 110 francos. Como a análise demonstrou que o valor suplementar de 10 francos não pode provir da circulação, é necessário portanto que ele provenha da produção. Ora, para fazer, por exemplo, fio, com certos meios de produção, tais como as máquinas, o algodão e os acessórios, fornece-se à fiação trabalho. Na medida em que este trabalho é socialmente necessário, ele cria valor. Acrescenta, portanto, às matérias dadas da produção — no nosso exemplo, ao algodão em bruto — um novo valor, incorporando simultaneamente ao fio o valor das máquinas utilizadas. Subsiste, no entanto, esta dificuldade: o capitalista parece ter pago também, no preço de custo, o trabalho fornecido: porque, a par do valor das máquinas, instalações, matérias-primas e acessórios, o salário figura igualmente nas suas despesas de fabrico. E ele paga efetivamente esse salário pelo trabalho fornecido. Parece, portanto, que todos os valores existentes depois da produção existiam igualmente antes dela.

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Medium 9789724420080

CONTRIBUIÇÃO À CRÍTICADA FILOSOFIA DO DIREITO DE HEGEL

Karl Marx Grupo Almedina PDF Criptografado

CONTRIBUIÇÃO À CRÍTICADA FILOSOFIA DO DIREITODE HEGELIntroduçãoNo caso da Alemanha, a crítica da religião foi em grande parte completada; e a crítica da religião é o pressuposto de toda a crítica.A existência profana do erro está comprometida, depois que a sua oratio pro aris et focis celestial foi refutada. O homem, que na realidade fantástica do céu, onde procurara um ser sobre-humano, encontrou apenas o seu próprio reflexo, já não será tentado a encontrar a aparência de si mesmo – um ser não humano – onde procura e deve buscar a sua autêntica realidade.É este o fundamento da crítica irreligiosa: o homem faz a religião; a religião não faz o homem. E a religião é de facto a autoconsciência e o sentimento de si do homem, que ou não se encontrou ainda ou voltou a perder-se. Mas o homem não é um ser abstrato, acocorado fora do mundo. O homem é o mundo do homem, o Estado, a sociedade. Este Estado e esta sociedade produzem a religião, uma consciência invertida do mundo, porque eles são um mundo invertido. A religião é a teoria geral deste mundo, o seu resumo enciclopédico, a sua lógica em forma popular, o seu point d’ honneur espiritualista, o seu entusiasmo, a sua sanção moral, o seu complemento solene, a sua base geral de consolação e de justificação. É a realização fantástica da essência humana, porque a essência humana não possui verdadeira realidade.

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Medium 9789724420097

8 Doutrina do Direito, dos Deveres e da Religiãopara a Classe Inferior (1810 ss.)

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Grupo Almedina PDF Criptografado

8DOUTRINA DO DIREITO,DOS DEVERES E DA RELIGIÃOPARA A CLASSE INFERIOR(*)(1810 ss.)(*)  Texto segundo Rosenkranz (Primeiro Curso; Obras, vol. XVIII, p. 3 ss.). – Aditamentos entre parênteses de Rosenkranz, segundo ditados de Hegel.Introdução§1O objeto desta doutrina é a vontade humana e, claro está, segundo a relação da vontade particular com a vontade universal. Como vontade, o espírito comporta-se de um modo prático. A atitude prática, pela qual ele põe na sua indeterminidade uma determinação ou no lugar das determinações que nele existem sem a sua cooperação outras que derivam dele próprio, deve distinguir-se da sua atitude teorética.§2A consciência em geral é a relação do eu a um objeto, quer seja interno ou externo. O nosso saber contém, em parte, objetos que conhecemos através das perceções sensíveis; e, em parte, objetos que têm o seu fundamento no próprio espírito. Aqueles constituem o mundo sensível, e estes o mundo inteligível. Os conceitos jurídicos, éticos e religiosos pertencem a este último.

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Capítulo 7. Conclusão: o estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

7

Conclusão: O estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

Comecei esta obra afirmando que o significado do direito é essencialmente vinculado ao estado de direito. O estado de direito é um ideal liberal que sustenta os valores da liberdade individual e da responsabilidade porque fomenta a eficiência econômica bem como a igualdade civil

No último capítulo discutiu­‑se como eficiência e igualdade estão fundamentadas em noções distintas, ainda que inter­‑relacionadas, de racionalidade. Mostrou­‑se também que essas noções de racionalidade conflitam entre si na sociedade capitalista, pondo, portanto, em risco o estado de direito. Ao longo daquela exposição, no entanto, assumi que as noções de racionalidade em pauta eram significativas e válidas, embora de maneira limitada. Ao concluir este livro, gostaria de examinar algumas correntes jurídicas que questionam essa suposição.

As razões comunicativas e econômicas na base do estado de direito: Dewey e os realistas radicais

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Medium 9789724420530

Advertência a respeito do DIÁLOGO DE UM FILÓSOFO CRISTÃO E DE UM FILÓSOFO CHINÊS

Nicolas Malebranche Grupo Almedina PDF Criptografado

Advertência a respeito do

DIÁLOGO DE UM FILÓSOFO CRISTÃO

E DE UM FILÓSOFO CHINÊS

Composto pelo P. Malebranche,

Padre do Oratório para servir de resposta à crítica deste Diálogo, inserida nas

Mémoires de Trévoux do mês de julho de 1708

Diálogo Filósofo-Cristão.indd 63

05/12/17 14:31

Diálogo Filósofo-Cristão.indd 64

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