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Capítulo 8 – Afastamento do Trabalho Produtivo e Conservadorismo

Veblen, Thorstein Grupo Almedina PDF Criptografado

Capítulo 8

Afastamento do Trabalho

Produtivo e Conservadorismo

A vida do homem na sociedade, assim como a vida de outras espécies, é uma luta pela existência, e por isso é um processo de adaptação seletiva. A evolução da estrutura social tem sido um processo de seleção natural das instituições. O progresso que tem sido alcançado e que está em curso nas instituições humanas e no carácter humano pode definir-se, em termos gerais, como uma seleção natural dos hábitos de pensamento mais ajustados e como um processo de adaptação forçada dos indivíduos a um ambiente que mudou progressivamente com o crescimento da comunidade e com as instituições em mudança que têm feito parte da vida dos homens. As instituições não só são elas próprias o resultado de um processo seletivo e de adaptação que molda os tipos dominantes ou prevalecentes de atitude e aptidões espirituais; são, ao mesmo tempo, métodos especiais de vida e de relações humanas, e como tal constituem, por sua vez, eficazes fatores de seleção.

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Medium 9788521610397

4. COMPRA E VENDA DE FORÇA DE TRABALHO

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

4. COMPRA E VENDA DE FORÇA DE TRABALHO*

Tendo visto que o valor das mercadorias não é senão o trabalho humano nelas contido, voltemos agora à questão de saber como o fabricante pode tirar da produção de suas mercadorias um valor superior àquele que foi dispensado nelas.

Coloquemos ainda uma vez os termos do problema. Para a produção de certa mercadoria, ele tem necessidade de certa quantia, digamos de 100 reais; em seguida, vende a mercadoria fabricada por 110 reais. Tendo mostrado, após examinar, que o valor suplementar de 10 reais não pode provir da circulação, é preciso que ele provenha da produção. Por exemplo, para fazer o fio com certos meios de produção, tais como máquinas, algodão e acessórios, é realizado um trabalho na fiação. Na medida em que esse trabalho é socialmente necessário, ele gera valor. Acrescenta, pois, a determinadas matérias da produção – em nosso exemplo, ao algodão bruto – um novo valor, incorporando simultaneamente ao fio o valor das máquinas utilizadas etc. Permanece, todavia, o problema de que o capitalista parece ter incluído no preço de custo o trabalho fornecido. Porque, ao lado do valor das máquinas, do prédio, das matérias-primas e acessórios, o salário figura igualmente nos custos de fabricação... E esse salário é pago efetivamente pelo trabalho fornecido. Parece, pois, que todos os valores existentes após a produção já existiam antes dela.

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4. Compra e Venda da Força de Trabalho

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

4. COMPRA E VENDA DA FORÇA DE TRABALHO(1)Tendo sido visto que o valor das mercadorias não é mais que o trabalho humano que contêm, voltamos agora à questão de saber como é que o fabricante pode extrair, da produção das mercadorias, um valor superior àquele que nelas incorporou.Consideremos mais uma vez os termos do problema. Para a produção de uma certa mercadoria, o capitalista tem necessidade de uma certa soma, de 100 francos por exemplo. Em seguida, vende a mercadoria fabricada por 110 francos. Como a análise demonstrou que o valor suplementar de 10 francos não pode provir da circulação, é necessário portanto que ele provenha da produção. Ora, para fazer, por exemplo, fio, com certos meios de produção, tais como as máquinas, o algodão e os acessórios, fornece-se à fiação trabalho. Na medida em que este trabalho é socialmente necessário, ele cria valor. Acrescenta, portanto, às matérias dadas da produção — no nosso exemplo, ao algodão em bruto — um novo valor, incorporando simultaneamente ao fio o valor das máquinas utilizadas. Subsiste, no entanto, esta dificuldade: o capitalista parece ter pago também, no preço de custo, o trabalho fornecido: porque, a par do valor das máquinas, instalações, matérias-primas e acessórios, o salário figura igualmente nas suas despesas de fabrico. E ele paga efetivamente esse salário pelo trabalho fornecido. Parece, portanto, que todos os valores existentes depois da produção existiam igualmente antes dela.

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22. O CAPITAL COMERCIAL E O TRABALHO DOS EMPREGADOS DO COMÉRCIO

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

22. O CAPITAL COMERCIAL E O TRABALHO DOS

EMPREGADOS DO COMÉRCIO*

Todo capital industrial deve, como já vimos, reconverter em dinheiro a mercadoria fabricada, e reconverter esse dinheiro em mais-valia em determinado tempo; em consequência, vender e adquirir sem cessar. Ele é em parte dispensado dessa atividade pelos comerciantes que operam com um capital independente.

Tome-se um comerciante que possua R$ 60.000,00. Ele adquire, por exemplo, a um fabricante 30.000 varas de tecidos de algodão a R$ 2,00 a vara. Revende essas 30.000 varas, com lucro, por exemplo, de 10%. Com o dinheiro assim recebido, adquire de novo tecidos, que revende novamente; repete sem cessar esta operação de adquirir para vender, sem produzir no intervalo.

No que se refere ao fabricante de tecidos, recebeu em pagamento, com o dinheiro do comerciante, o valor de seu tecido e, com todas as circunstâncias anteriores iguais, ele pode, com esse dinheiro, resgatar fios, carvão, força de trabalho etc., e continuar sua produção.

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3. VALOR DE USO E VALOR DE TROCA – O TRABALHO SOCIALMENTE NECESSÁRIO

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

3. VALOR DE USO E VALOR DE TROCA – O

TRABALHO SOCIALMENTE NECESSÁRIO*

A mercadoria é de início um objeto externo, uma coisa que satisfaz para seus proprietários uma necessidade humana qualquer. Toda a coisa útil, tal como o ferro, o papel etc., deve ser considerada sob um duplo aspecto: a qualidade e a quantidade.

Cada uma é um conjunto de qualidades numerosas e pode ser útil

às mais diversas finalidades. É a utilidade de uma coisa que lhe dá um valor de uso. Mas essa utilidade não surge no ar. É determinada pelas propriedades físicas das mercadorias e não existe sem isso. A mercadoria em si, tal como o ferro, o trigo, o diamante etc., é, pois, um valor de uso, um bem.

O valor de troca aparece de início como a relação quantitativa pela qual os valores de uso de uma espécie se trocam pelos valores de uso de outra. Uma quantidade tal de mercadoria troca-se regularmente por outra tal quantidade de outra mercadoria: é seu valor de troca – relação que varia com tempo e lugar. O valor de troca parece, pois, ser alguma coisa acidental e puramente relativa, isto é (como escrevia Condillac), parece “residir unicamente na relação das mercadorias com nossas necessidades”. Um valor de troca imanente, intrínseco, à mercadoria parece ser então uma contradição. Examinemos a coisa mais de perto.

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