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3. Elementos da estética de Leibniz e o intelectualismo estético alemão do século XVIII

MODERNO, João Ricardo Grupo Gen PDF Criptografado

ELEMENTOS DA ESTÉTICA DE

LEIBNIZ E O INTELECTUALISMO...

ESTÉTICO ALEMÃO DO SÉCULO XVIII

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“Nem a contradição é marca de erro, nem a não contradição

é marca da verdade”. (Pascal, Pensées, 1670)

O intelectualismo estético de Leibniz é uma das manifestações do racionalismo estético em voga na Europa do século XVIII, cujo modelo é o cartesianismo estético, indo até mesmo alcançar adeptos na Itália com

Gravina (1664-1718), em “La Ragion Poetica”,1 ou na

Suíça, com Bodmer (1698-1783) e Breitinger (17011776), passando por Gottsched (1700-1766), na Alemanha. Esta compreende Leibniz (1646-1716), Gottsched e os suíços Bodmer e Breitinger, Wolff (1679-1754),

Baumgarten (1714-1762), Winckelmann (1717-1768),

Sulzer (1720-1779), Kant (1724-1804), Mendelssohn

(1729-1786), Lessing (1729-1781), Goethe (17491832), Schiller (1759-1805), Schelling (1775-1854), entre outros filósofos, poetas e artistas.

A estética de Leibniz não segue as mesmas tendências de Shaftesbury e Diderot. Sua estética abre cami-

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Capítulo 3. Direito constitucional: estrutura, interpretação e fundamentação

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Direito constitucional: estrutura, interpretação e fundamentação

As constituições ocupam um lugar especial na filosofia do direito por conta de seu status elevado como regras últimas de reconhecimento.

As constituições não são as únicas instituições que desempenham esse papel. O Reino Unido, por exemplo, não possui uma constituição escrita, mas tem outros documentos que, tomados em conjunto, estabelecem os direitos básicos e os correspondentes procedimentos para elaborar, julgar e executar o direito.

Constituições atraem nossa atenção por outra razão. Elas contêm o núcleo moral do direito. Ao dotar os cidadãos de direitos básicos, estabelecem a igualdade civil e política tão essencial para compreender porque somos obrigados a obedecer até mesmo às leis más. Normalmente, são os juízes que estão constitucionalmente dotados do poder de fazer cumprir esses direitos. Porém, como mostra a discussão exposta a seguir, sobre uma crise constitucional recente, esse poder é profundamente problemático.

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Medium 9788530981679

NIETZSCHE E A VONTADE DE RACISMO

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NIETZSCHE E A VONTADE DE RACISMO

“O homem é o animal monstruoso e superior; o homem superior é o homem inumano e sobre-humano, um depende do outro.”

Nietzsche,

Vontade de potência II, P.-A. 1887 (XVI, § 1027).

Nietzsche é um dos maiores desafios da filosofia contemporânea. Há várias filosofias em Nietzsche, e cada um seleciona a que mais lhe convém, omitindo as demais, ou mentindo sobre as outras. Norberto

Bobbio classifica-o como o pai do fascismo alemão de caráter subversivo e não conservador, o arquiteto do totalitarismo nacional-socialista avant la lettre, também chamado por alguns teóricos de nacional-bolchevismo, por intermédio de uma filosofia irracionalista que seduz até hoje os incautos. A propaganda de Hitler transformou Nietzsche no filósofo do nazismo,1 e é por essa razão que Heidegger dele se vale em seus livros em honra do nacional-socialismo. Hitler, Carl Schmitt, Heidegger,2 Alfred Rosenberg,3 Alfred Bäumler4 (responsável na

Alemanha pela reedição em 1930 dos livros Vontade de Potência I e II, de Nietzsche, assim como Heidegger o fará em 1936 e 1938) e Heinrich Härtle,5 entre outros grandes nomes do nazismo, jamais teriam podido, em maior ou menor grau, apropriarem-se das ideias racistas de Nietzsche para o regime se estas ideias não contivessem todos os

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BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO CONSTITUCIONAL

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BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO

CONSTITUCIONAL

“O faraó Aquenáton (Amenófis IV) levou 17 anos para construir a nova capital, Aquenáton. Eu construí Brasília em cinco anos.

O faraó construiu um monumento para os mortos.

Brasília é um monumento para os vivos.”

Juscelino Kubitschek, ex-Presidente do Brasil.

Em 1992, três anos após a minha defesa de Doctorat d’État na Universidade de Paris I – Panthéon – Sorbonne, tive a clara intuição da necessidade de desfazer o golpe de Estado constitucional habilmente perpetrado por Juscelino Kubitschek, valendo-se das irresponsáveis cartas magnas passadas que permitiram dormitar em berço esplêndido a transferência da capital, cujo único argumento até então era interiorizá-la para afastar o perigo de ataques navais. Ora, desde a

Primeira Guerra Mundial a aviação militar destruía com facilidade qualquer cidade, e sequer precisamos mencionar a Segunda Guerra

Mundial e as condições militares à época da decisão de JK. Pura farsa. O conceito de golpe de Estado estende-se a um golpe no Estado.

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O PROBLEMA DE MARTIN HEIDEGGER E O CAMINHO DE HANNAH ARENDT

MODERNO, João Ricardo Grupo Gen PDF Criptografado

O PROBLEMA DE MARTIN HEIDEGGER E

O CAMINHO DE HANNAH ARENDT

Tomei a decisão de fazer esta palestra em termos coloquiais, não só porque não estamos em uma universidade, como também porque eu precisaria fazer digressões filosóficas para dar mais detalhes de natureza conceitual.

Esta palestra deve servir mais como um estímulo intelectual visando ao entendimento de uma época e, sobretudo, servir de maneira preventiva para não recairmos na barbárie, porque nós não podemos somente olhar para trás. É preciso entender o que hoje representa a “filosofia” do nacional-socialismo, como se apresenta e como pretende retomar um projeto mundial de dominação. Este projeto começa nas ideias, depois perpassa a economia e, finalmente, atinge as armas.

O problema de Heidegger e o caminho de Hannah Arendt. Eu poderia até fazer um jogo de palavras aqui e dizer que o problema de Heidegger tornou-se o problema de Hannah Arendt, e que o caminho de Hannah Arendt foi o caminho de Heidegger. Há uma terceira figura que transita entre os dois: casado com uma judia, um filósofo alemão, Karl Jaspers, uma figura de peso, uma figura eminente, orientador de tese de Hannah Arendt, e ao mesmo tempo um grande amigo de Heidegger, e que se afastou de Heidegger ao longo do tempo, à medida que Heidegger aderia formalmente ao partido em 1933 e se tornava um protagonista do nacional-socialismo na

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