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Medium 9788536317175

2. Descoberta

Steven French Grupo A PDF Criptografado

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Steven French

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Descoberta

Quando as pessoas pensam nos cientistas, elas normalmente pensam em um homem (tipicamente) vestido com um jaleco branco; e quando pensam no que os cientistas fazem, elas geralmente os imaginam fazendo grandes descobertas, pelas quais poderiam receber o Prêmio Nobel. A descoberta – de algum fato, de alguma explicação para um fenômeno, de alguma teoria ou hipótese – é vista como estando no centro da prática científica. Desse modo, a questão fundamental que procuraremos responder neste capítulo é: como são descobertas as teorias, as hipóteses, enfim, os modelos científicos? Comecemos com uma resposta bastante comum e bem-conhecida.

A VISÃO COMUM: O MOMENTO EURECA

Nos quadrinhos, a criatividade é muitas vezes representada por uma lâmpada sobre a cabeça do herói. Supõe-se que represente o lampejo da inspiração. De modo semelhante, as descobertas científicas são geralmente caracterizadas como algo que ocorre de repente, em um dramático momento criativo da imaginação, um lampejo de visão ou uma experiência do tipo “aha!”.

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Medium 9789724420127

Conclusão da paz e resolução da disputa das faculdades

Kant, Immanuel Grupo Almedina PDF Criptografado

68IMMANUEL KANTfim, ainda menos pode elevar o misticismo, enquanto opinião do povo de conseguir partilhar por si da inspiração sobrenatural,à categoria de uma fé eclesial pública, porque nada de públicoé e, por isso, se subtrai de todo à influência do governo.CONCLUSÃO DA PAZ E RESOLUÇÃODA DISPUTA DAS FACULDADESNas controvérsias que concernem simplesmente à razão pura, mas prática, a Faculdade filosófica tem, sem contestação, a prerrogativa de fazer a exposição e, quanto ao [elemento] formal, a da instrução do processo; mas no tocante ao material, incumbe à teológica ocupar a cátedra, que indica a precedência, não porque possa reclamar porventura, nas coisas da razão, mais discernimento do que as restantes, mas porque concerne à preocupação humana mais importante e, por isso, tem o título de Faculdade superior (todavia, só enquanto prima inter pares).– Mas ela não fala em nome das leis da pura religião racional cognoscível a priori (pois então se rebaixaria e desceria para o banco filosófico), mas segundo prescrições estatutárias de fé, contidas num livro, de preferência chamado Bíblia, i.e., num código da revelação de uma aliança antiga e nova dos homens com Deus, há muitos séculos concluída, cuja autenticidade enquanto fé histórica (não precisamente moral, porque esta poderia de igual modo ir buscar-se à filosofia) deve, no entanto, exige muito e prolongado esforço, mas ele foi ensinado a esperar a sua beatitude do primeiro meio, não tem, pois, muito escrúpulo em transgredir (todavia com precaução) o seu dever, porque tem à mão um meio infalível de escapar ao castigo da justiça divina (só que não deve atrasar-se), graças à sua fé exata em todos os mistérios e à utilização urgente dos meios de graça; em contrapartida, se a doutrina da Igreja visasse justamente a moralidade, o juízo da sua consciência soaria de modo inteiramente diverso, a saber, que por todo o mal, por ele feito, e que não conseguiu compensar, teria de responder diante de um juiz futuro, sem afastar este destino em virtude de qualquer meio eclesial, de qualquer fé arrancada pela angústia, e ainda de tal oração (desine fata deum fleti sperare precando). – Ora em que fé é que o Estado tem maior garantia?

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Medium 9788520431528

VI – A Filosofia da Arte

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

VI

A Filosofia da Arte

A arte que foge do belo

Estética, belo & cia.

A estética filosófica lida com a chamada experiência estética. Trata-se do julgamento do belo e do gosto. A filosofia da arte, por sua vez, focaliza o objeto de arte e desenvolve uma reflexão sobre as noções de “expressão” e “representação” ligadas aos modos de apreciação da arte, além de ser uma narrativa a respeito da teoria da arte.

Boa parte da teoria da arte tem como tarefa mostrar as posições filosóficas paradigmáticas sobre a estética, mas não apenas isso. A teoria da arte tem a tarefa específica de estabelecer uma noção do que é arte ou mesmo de definir a arte, além de falar sobre o valor desta.

Uma vez postas sob o crivo de um panorama histórico, as teorias da arte mostram ao menos cinco grandes argumen­tações sobre o que é a arte.

Tradicionalmente, a arte é vista como “mimese”, “forma” ou “expressão” e, de modo menos tradicional, como “linguagem”. Filósofos contemporâ­neos como George Dickie (1926) e Arthur C. Danto (1924) dão alguns passos extras e tendem a definir arte a partir do que podemos chamar de “teoria institucional da arte”, considerando sua dependência quanto aos aspectos sociais e históricos.

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Medium 9789724417516

Introdução

Burke, Edmund Grupo Almedina PDF Criptografado

IntroduçãoEdmund Burke (1729-1797), político e escritor britânico, nasce em Dublin, na Irlanda, de mãe católica e pai protestante.Inicia a sua formação no Trinity College, Dublin, em 1744, mudando-se para Londres em 1750 para estudar Direito. Mas abandona a lei pela literatura, primeiro, frequentando o círculo de Samuel Johnson, e pela política, em seguida. Publica anonimamente, em 1756, uma sátira ao deísmo e racionalismo radicais do jurista Bolingbroke, intitulada A Vindication of Natural Society. A esta segue-se, em 1757, o texto aqui traduzido,Uma Investigação Filosófica acerca da Origem das Nossas Ideias doSublime e do Belo, que traria a Burke notoriedade não apenas emInglaterra mas também no continente, junto de figuras comoDiderot, Kant e Lessing. A carreira política de Burke começa a consolidar-se com a sua nomeação, em 1765, como secretário do Marquês de Rockingham, um dos líderes da facção liberal no parlamento britânico. No mesmo ano consegue um lugar nos Comuns e a sua oratória faz com que ascenda rapidamente no partido dos novos Whigs de Charles James Fox, com quem viria a romper. Mas perde o seu lugar de parlamentar em 1780, por defender causas impopulares junto dos seus eleitores, como a emancipação católica ou o fim do proteccionismo. Este revés está em consonância com a concepção de deputado e de partido político defendida por Burke e segundo a qual aquele não é uma mera correia de transmissão dos interesses dos seus

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Medium 9788536325187

O retorno do bom

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

Política

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lidade. Das mulheres se diz que valorizam o cuidado. Talvez as mulheres estejam valorizando o cuidado porque os homens tem estimado as mulheres com base no cuidado que proporcionam. Das mulheres se diz que pensam em termos relacionais. Pode ser que as mulheres estejam pensando em termos relacionais, porque a existência social das mulheres é definida em relação aos homens. O idealismo liberal dessas obras se revela na maneira de como não levam a sério o suficiente a determinação social e as realidades do poder.

(MacKinnon, 1989: 51­‑2)

MacKinnon não vê a obra de Gilligan como maneira potencial de compreender ou de sequer vislumbrar como seria uma sociedade não patriarcal. Antes pelo contrário, percebe a obra de Gilligan como simplesmente ao espelho da construção acentuadamente patriarcal das mulheres que precisa, diz ela, ser superada. MacKinnon, na verdade, sustenta que a obra de Gilligan poderia ser um empecilho ao projeto da emancipação das mulheres por levá­‑las a confirmar a identidade que lhes foi construída pelos homens. Estamos confrontados com uma pronunciada dicotomia?

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