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Medium 9789724417134

A disposição harmoniosa como conteúdo da arte moderna

Alois Riegl Grupo Almedina PDF Criptografado

A disposição harmoniosa como conteúdo da arte modernaSentei-me no cume solitário de uma montanha. A terra abre-se a meus pés de tal modo alcantilada, que nenhuma coisa me está próxima de forma palpável, não podendo excitar o meu tacto.Fica entregue somente aos olhos a tarefa de fazer o relato delas, e muitas e variadas coisas têm eles a relatar. Formam-se então ondas no chão verde de ervas, variegadamente salpicado de flores que a primavera faz brotar e que desaparecerão com a próxima primavera. Limitado está o prado muito abaixo do bosque de pinheiros com as suas inúmeras copas que se erguem; mas uma leve cintilação está por cima delas como um sopro, pois o verão está no seu início e nascem novos rebentos que aumentam diariamente o volume do bosque. À beira do renque de árvores pastam vacas, bem sei que nunca estão quietas, mas agora só minúsculos pontos brancos anunciam a sua existência. Se levantar o olhar para o muro de rochas, ele encontra primeiro a queda de água que se precipita sobre paredes do tamanho de uma casa e a cujo trovejar furioso nenhum som se pode sobrepor; via-a e escutei-a junto a mim, e senti então uma reverência temerosa perante uma força

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Medium 9788536323923

Capítulo 7. Conclusão: o estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Conclusão: O estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

Comecei esta obra afirmando que o significado do direito é essencialmente vinculado ao estado de direito. O estado de direito é um ideal liberal que sustenta os valores da liberdade individual e da responsabilidade porque fomenta a eficiência econômica bem como a igualdade civil

No último capítulo discutiu­‑se como eficiência e igualdade estão fundamentadas em noções distintas, ainda que inter­‑relacionadas, de racionalidade. Mostrou­‑se também que essas noções de racionalidade conflitam entre si na sociedade capitalista, pondo, portanto, em risco o estado de direito. Ao longo daquela exposição, no entanto, assumi que as noções de racionalidade em pauta eram significativas e válidas, embora de maneira limitada. Ao concluir este livro, gostaria de examinar algumas correntes jurídicas que questionam essa suposição.

As razões comunicativas e econômicas na base do estado de direito: Dewey e os realistas radicais

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Medium 9788565848763

Capítulo 4 - Ensino médio: órfão de ideias, herdeiro de equívocos

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

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Ensino médio: órfão de ideias, herdeiro de equívocos

O ensino médio era nanico e só começou a crescer na década de 1990.

Essa expansão pôs a descoberto os problemas e indefinições que antes eram menos sérias ou não chamavam a atenção. Entre preparar para cidadania, para o mercado e para o ensino superior, o médio se vê afogado com excesso de tarefas e não faz nenhum bem. Ainda pior, é o

único no mundo que nem oferece alternativas diferentes para diferentes perfis de alunos nem permite escolhas dentro do curso.

Um aluno fez uma bela descrição do ensino médio. Segundo ele, quando cursava o fundamental, estudava coisas interessantes. Caminhando pelas ruas ou pelos campos, via no mundo real o que havia aprendido na escola. Ao galgar o médio, olhando na rua, não via nada do que havia aprendido. Era tudo abstrato e distante do mundo real. Estava frustrado.

Por tudo que sabemos, o médio é o nível mais engasgado. Está no meio do caminho. Não sabe o que fazer com a diversidade crescente de alunos – que também não sabem o que querem. Tem demasiadas missões: precisa arredondar a formação inicial do aluno, oferecer uma competência mínima nas ciências e nas humanidades e consolidar os valores de cidadania e identidade cultural.

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Medium 9789724415147

Segunda Parte da Crítica da Razão PráticaMETODOLOGIA DA RAZÃO PURA PRÁTICA

Immanuel Kant Grupo Almedina PDF Criptografado

DE UMA DIALÉTICA DA RAZÃO PURA PRÁTICA EM GERAL267/ Segunda Parte da Crítica da Razão PráticaMETODOLOGIADARAZÃO PURA PRÁTICA207208CRÍTICA DA RAZÃO PRÁTICADA DIALÉCTICA DA RAZÃO PURA NA DETERMINAÇÃO...209METODOLOGIA/269 Por metodologia da razão pura prática não pode entender-se o modo (tanto na reflexão como na exposição) de proceder com puros princípios práticos em vista de um conhecimento científico dos mesmos – o que, aliás, se chama precisamente, no [conhecimento] teórico apenas, método (com efeito, o conhecimento popular precisa de uma maneira, mas a ciência, de um método, isto é, de um procedimento segundo princípios da razão, por meio dos quais apenas o diverso de um conhecimento pode tornar-se um sistema). Por esta metodologia, pelo contrário, entende-se o modo como, às leis da razão pura prática, se fornece acesso à alma [Gemüt] humana, influência sobre as suas máximas, isto é, como se poderia fazer também subjectivamente prática a razão objectivamente prática.

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Medium 9789724420127

Apêndice – De uma pura mística na religião

Immanuel Kant Grupo Almedina PDF Criptografado

APÊNDICEDE UMA PURA MÍSTICA NA RELIGIÃO( 18)Aprendi na Crítica da Razão Pura que a filosofia não é uma ciência das representações, conceitos e ideias, ou uma ciência de todas as ciências, ou ainda algo de semelhante, mas uma ciência do homem, do seu representar, pensar e agir; – deve apresentar o homem em todas as suas partes constitutivas, tal como é e deve ser, i.e., tanto segundo as suas determinações naturais como também segundo a sua condição de moralidade e liberdade. Ora, era aqui que a antiga filosofia assinalava ao homem um ponto de vista inteiramente incorreto no mundo, ao fazer dele, neste último, uma máquina que, como tal, deveria ser de todo dependente do mundo, ou das coisas exteriores e das circunstâncias; fazia, portanto, do homem uma parte quase simplesmente passiva do mundo. – Apareceu agora a Crítica da Razão e atribuiu ao homem no mundo uma existência plenamente ativa. O próprio homem é originariamente criador, de todas as suas representações e conceitos, e deve ser o único autor de todas as suas ações. Aquele «é» e este «deve» conduzem a duas

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