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Medium 9788536317175

7. Realismo

Steven French Grupo A PDF Criptografado

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Steven French

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Realismo

INTRODUÇÃO

Então você descobriu a sua hipótese e a submeteu a testes rigorosos, levando em consideração tudo o que dissemos até aqui, e ela parece sustentarse em face de todas as evidências. Isso significa que o que ela diz sobre o mundo é verdadeiro? Isso significa que os objetos e processos dos quais ela fala de fato existem? A resposta óbvia seria dizer “sim, é claro” e, se você estiver inclinado a seguir esse caminho, então você é um “realista” de algum matiz.

Embora possa parecer a resposta mais óbvia, veremos que objeções podem ser levantadas a ela. Os que levantam tais objeções são conhecidos como

“antirrealistas” e, também como veremos em breve, eles vêm em diferentes formatos.

Assim, esta é a questão fundamental do presente capítulo: o que nos dizem as teorias científicas? Eis três respostas diferentes:

A1: elas nos dizem como o mundo é, tanto em seus aspectos observáveis quanto inobserváveis (realismo).

Esta é a resposta realista. Os realistas consideram as teorias como mais ou menos verdadeiras, e elas nos dizem como o mundo é: não somente como ele

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Medium 9788530954369

Capítulo 3 – “Estar-Com”

Michel Maffesoli Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

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“Estar-Com”

Il y a beaucoup d’étoiles qui attendent de toi que tu les remarques.

Há muitas estrelas que esperam de ti que as observes.

R. M. Rilke, Les élegies de Duino

O “CHULEIO (SURJET)”1

É certo que o inaparente é muito frequentemente essencial; mesmo se por preguiça, preconceito, dogmatismo, tem-se alguma dificuldade em observá-lo. Daí a palavra do poeta: são essas “estrelas” que convém levar em conta. E isso, a fim de que, além de um saber abstrato e um pouco desencarnado, se possa elaborar um conhecimento concreto da inteireza do estar-junto. Estamos aí no cerne de uma intuição intelectual de envergadura. Aquela que permite uma visão do interior. A que fornece um relacionamento do que é

1

N.R.: Aqui o autor faz um jogo de palavras entre surjet, um tipo de ponto de costura que corresponde em português a “chuleio”, e sujet, “sujeito” em francês e sur, “sobre”.

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18/06/2014 18:06:06

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Medium 9788536323923

Capítulo 7. Conclusão: o estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Conclusão: O estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

Comecei esta obra afirmando que o significado do direito é essencialmente vinculado ao estado de direito. O estado de direito é um ideal liberal que sustenta os valores da liberdade individual e da responsabilidade porque fomenta a eficiência econômica bem como a igualdade civil

No último capítulo discutiu­‑se como eficiência e igualdade estão fundamentadas em noções distintas, ainda que inter­‑relacionadas, de racionalidade. Mostrou­‑se também que essas noções de racionalidade conflitam entre si na sociedade capitalista, pondo, portanto, em risco o estado de direito. Ao longo daquela exposição, no entanto, assumi que as noções de racionalidade em pauta eram significativas e válidas, embora de maneira limitada. Ao concluir este livro, gostaria de examinar algumas correntes jurídicas que questionam essa suposição.

As razões comunicativas e econômicas na base do estado de direito: Dewey e os realistas radicais

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Medium 9788530961930

Segundo Livro - Sexto capítulo: Limites e origens

Karl Jaspers Grupo Gen PDF Criptografado

Sexto capítulo: Limites e origens

Introdução: a questão fundamental (Teodiceia) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

O ser a partir da origem dos “estados” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Primeiro grupo: o impulso ao ouvir; segundo grupo: posturas fundamentais: o caráter distinto, a existência heroica, a alma dionisíaca; terceiro grupo: modos do ser no interior do ser.

O sim no repensar o ser . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Devir. – O eterno retorno do mesmo: a doutrina (1. A fundamentação da doutrina; 2. O transcender do pensamento enquanto suspensão da doutrina física; 3. O instante do pensamento; 4. O efeito existencial do pensamento; 5. O efeito histórico, síntese e a questão: Deus ou movimento circular? – Amor fati.

A mítica de Nietzsche . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Mítica natural. – Dioniso.

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Medium 9788565848619

Capítulo 4 - Confusões conceituais

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

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Confusões conceituais

Geralmente, os sistemas educacionais se apropriam da definição de competência enquanto poder de agir eficazmente em uma “família” de situações.

Em Québec, por exemplo:

O conceito de competência no Programa de Formação é definido da seguinte maneira: um saber agir fundamentado na mobilização e na utilização eficazes de um conjunto de recursos.

Por saber agir, entende-se a capacidade de recorrer, de modo apropriado, a uma diversidade de recursos tanto internos como externos e, principalmente,

às aquisições realizadas no contexto escolar e àquelas decorrentes da vida cotidiana. Um programa baseado no desenvolvimento de competências visa, entre outras coisas, que os conhecimentos possam servir como ferramentas tanto para a ação como para o pensamento, que é também um modo de agir.

Portanto, a competência mobiliza vários recursos e se manifesta em contextos que apresentam uma certa complexidade, contrariamente a um saber processual que seria aplicado isoladamente.

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