355 capítulos
Medium 9788536325187

Justiça como posse de um direito

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

Política

97

e Utopia da Anarquia foi a primeira da série de respostas famosas e influentes do espectro filosófico­‑político ao enfoque igualitário de Rawls da justiça social.

Justiça como posse de um direito

O princípio redistributivo de Rawls – o princípio da diferença – pressupõe que não seja culpa nossa a posição que ocupamos na sociedade, e que um indivíduo não deveria ser arbitrariamente prejudicado por algo que não é falta sua (daí a ideia de que todas as decisões sobre como repartir as vantagens da sociedade deveria beneficiar os desprivilegiados).

A teoria não menciona a necessidade de redistribuição, primordialmente a redistribuição de riqueza que as pessoas já possuem. Essa redistribuição envolveria tomar alguma coisa que pertence a alguém e dar isso a outrem.

Parece haver razão em afirmar, com Nozik, que isso viola a liberdade dos indivíduos de dispor de sua riqueza por razões quaisquer que queiram, e não com base em alguma concepção impulsionada pela meta espúria de

Ver todos os capítulos
Medium 9788536325187

Três dimensões do poder

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

Política

75

Três dimensões do poder

Embora Marx e MacKinnon apresentem fortes razões para se acreditar que o Estado serve aos interesses de uma classe e um gênero particular em vez de ser simplesmente um organismo autorizado a proteger nossas liberdades, há uma sensação de que essas amplas críticas do Estado liberal moderno realmente não apresentam uma avaliação suficientemente discriminada do poder. É possível que tenhamos necessidade dessa versão mais discriminada para compreender como o Estado funciona. Foi com o nascimento da ciência política (na esteira da revolução behaviorística nas ciências sociais na década de 1950) que os teóricos de inclinação mais positivista procuraram superar o que percebiam como definições vagas de conceitos, tais como classe e poder, com vistas a uma definição de poder que pudesse ser medida e quantificada. De modo particular a atenção se concentrou no

Estado liberal democrático americano das décadas de 1950 e 1960.

Foi o trabalho pioneiro de Robert Dahl, Quem Governa? Democracia e Poder na Cidade Americana (1961), que desencadeou um debate que se tornou conhecido como o debate sobre as faces ou dimensões do poder.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530981679

BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO CONSTITUCIONAL

MODERNO, João Ricardo Grupo Gen PDF Criptografado

BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO

CONSTITUCIONAL

“O faraó Aquenáton (Amenófis IV) levou 17 anos para construir a nova capital, Aquenáton. Eu construí Brasília em cinco anos.

O faraó construiu um monumento para os mortos.

Brasília é um monumento para os vivos.”

Juscelino Kubitschek, ex-Presidente do Brasil.

Em 1992, três anos após a minha defesa de Doctorat d’État na Universidade de Paris I – Panthéon – Sorbonne, tive a clara intuição da necessidade de desfazer o golpe de Estado constitucional habilmente perpetrado por Juscelino Kubitschek, valendo-se das irresponsáveis cartas magnas passadas que permitiram dormitar em berço esplêndido a transferência da capital, cujo único argumento até então era interiorizá-la para afastar o perigo de ataques navais. Ora, desde a

Primeira Guerra Mundial a aviação militar destruía com facilidade qualquer cidade, e sequer precisamos mencionar a Segunda Guerra

Mundial e as condições militares à época da decisão de JK. Pura farsa. O conceito de golpe de Estado estende-se a um golpe no Estado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530961930

Segundo Livro - Primeiro capítulo: O homem

JASPERS, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

Primeiro capítulo: O homem

Introdução: insuficiência junto ao homem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

A existência do homem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

O que é o homem no mundo. – O homem como originariamente mutável

(comportar-se em relação a si mesmo, os impulsos e suas conversões)

O homem que produz a si mesmo (a moral) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

O ataque de Nietzsche à moral. – O círculo duvidoso. – A exigência de

Nietzsche (contra o universal em favor do indivíduo, inocência do devir, criação, o homem que produz a si mesmo). – Criar como liberdade sem transcendência

A imagem nietzschiana promovedora do homem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

O homem superior. – Contra o culto ao herói. – O além-do-homem

169

174

191

223

aaaaaaaaaa

S

Ver todos os capítulos
Medium 9788530934699

PARTE TRÊS - 17 - A GAIA CIÊNCIA

YOUNG, Julian Grupo Gen PDF Criptografado

A GAIA CIÊNCIA

17

Primeiro Verão em Sils Maria

A publicação de Aurora quase coincidiu com a chegada de Nietzsche, em 4 julho de

1881, em Sils Maria, onde ele permaneceu até 1º de outubro. Esta estada estabeleceu um padrão para o resto de sua vida. Exceto em 1882, quando sua vida normal foi interrompida, como veremos, pelos acontecimentos traumáticos do “caso Salomé”, ele passou todos os anos, até seu colapso mental no final de 1888, os três meses de verão em Sils.

O pequeno vilarejo de Sils Maria situa-se entre o lago Sils e o lago Silverplana, na parte superior do vale do Engadine, a uma altura de 2 mil metros, com uma vista espetacular em todas as direções dos Alpes e do sopé do monte Corvatsch, a 10 minutos a pé do vilarejo. Nietzsche apaixonou-se à primeira vista por Sils: a grandiosidade da paisagem, a vida árdua e simples dos camponeses, a sombra pensativa das florestas, a água turquesa cristalina dos lagos, as trilhas para caminhadas ao redor deles, o silêncio tranquilo quebrado apenas pelos sinos das vacas e das igrejas e a sensação “metafísica” de estar acima e além das questões do mundo.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos