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Medium 9789724416854

Capítulo II

Hanslick, Eduard Grupo Almedina PDF Criptografado

IIEm parte como consequência desta teoria, que considera os sentimentos o fim último do efeito musical, em parte como correctivo seu, estabelece-se a asserção de que os sentimentos constituem o conteúdo que a arte dos sons deve representar.A investigação filosófica de uma arte impele à indagação do seu conteúdo. A toda a arte é peculiar um âmbito de ideias, que ela representa com os seus meios de expressão: som, palavra, cor, pedra.A obra de arte individual encarna, pois, uma determinada ideia como belo em manifestação sensível. Esta ideia determinada, a forma que a corporifica e a unidade de ambas são as condições do conceito de beleza, de que nenhuma inquirição científica de uma arte qualquer pode já separar-se.O que constitui o conteúdo de uma obra da arte poética ou plástica pode expressar-se com palavras e reduzir-se a conceitos. Dizemos: este quadro representa uma florista, esta estátua um gladiador, aquele poema uma façanha de Rolando. A absorção mais ou menos perfeita do conteúdo assim determinado na manifestação artística fundamenta, em seguida, o nosso juízo sobre a beleza da obra de arte.

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Medium 9789724420943

Cronologia da Vida e da Obra de Karl Marx

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

CRONOLOGIA DA VIDAE DA OBRA DE KARL MARX18185 de maio183515 de outubro Começa a frequentar a Faculdade de Direito daUniversidade de Bona.183622 de outubro Entra para a Faculdade de Direito da Universidade de Berlim e relaciona-se com os JovensHegelianos.1841AbrilApresenta na Universidade de Jena a sua tese de doutoramento: Diferenças entre a Filosofia da Natureza de Demócrito e a Filosofia da Natureza de Epicuro e recebe o respetivo diploma.1842JaneiroEscreve o artigo «Notas acerca das Últimas Instruções da Censura Prussiana», publicado no ano seguinte no «Anekdota», de Arnold Ruge.AbrilInicia a colaboração no «Rheinische Zeitung».OutubroVai para Colónia e torna-se redator-chefe do«Rheinische Zeitung». Encontra-se com Engels pela primeira vez nesta cidade.Escreve e publica a Crítica da Filosofia do Direito deHegel.1842-1843

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Medium 9788536323923

Capítulo 2. Direito e moralidade

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Direito e moralidade

O Tribunal de Nuremberg e a Guerra do Iraque sugerem que a moralidade pode desempenhar algum papel em nossa compreensão do que

é o direito. Mesmo que o direito internacional não se aplique a esses dois eventos, a lei moral (natural) poderia se aplicar. Pois, poder­‑se­‑ia defender que, embora nenhum direito estabelecido de autoria humana tenha sido violado pelos nazistas ou pela invasão do Iraque, leis morais podem ter sido violadas. Contudo, o direito natural é suficiente nele mesmo para nos dar uma noção completa e legítima do direito? Se não for, seria pelo menos uma parte necessária do direito que deve ser sopesado juntamente com outras partes necessárias? Ou o positivismo jurídico estaria correto ao sustentar que estamos obrigados a obedecer ao direito independentemente de ele ser ou não moralmente justo?

A teoria do direito natural: Tomás de Aquino

A ideia de direito natural – que existem princípios universais de justiça intrínsecos à natureza humana e que o direito feito pelos homens deve respeitá­‑los – remonta à Grécia Antiga. Aristóteles fornece uma formulação inicial nos seguintes termos: “se a lei escrita depõe contra o nosso caso, devemos claramente apelar para a lei universal, e insistir em sua maior equidade e justiça” (Retórica, 1375a). A compreensão de Aristóteles foi desenvolvida posteriormente por uma filosofia conhecida como estoicismo, cujo maior teórico jurídico foi o filósofo romano Cícero (106­‑43 a.C.): “não haverá uma lei em Roma e outra em Atenas, uma agora e ou-

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Medium 9789724421490

Ao Senhor Edward Clarke,de Chipley

Locke, John Grupo Almedina PDF Criptografado

Ao Senhor Edward Clarke, de Chipley

Caro Senhor, estes Pensamentos sobre a Educação, que agora damos a conhecer ao mundo, a si pertencem por direito próprio, porque para si foram escritos e endereçados há alguns anos; e não contêm mais do que aquilo que já recebeu nas minhas cartas. Não fiz alterações, exceto na ordem das reflexões que lhe enviei em diferentes épocas e em distintas ocasiões. O leitor facilmente reconhecerá, pela simplicidade familiar e tom do estilo, que se trata mais de uma conversa privada entre dois amigos do que de um discurso pensado para o público.

As insistências dos amigos são o estímulo comum das publicações, porque os homens, por sua própria iniciativa, são tímidos para as lançar. Mas compreenda, e devo dizê-lo com sinceridade, que se algumas pessoas, que ouviram falar destes meus escritos, não tivessem insistido comigo que os queriam ler e ver publicados, eles teriam permanecido adormecidos no segredo da intimidade a que estavam destinados. Mas houve pessoas, cujo julgamento me merece a maior deferência, que me disseram estarem convencidas de que esta tosca dissertação poderia ser de alguma utilidade se fosse tornada pública; e estimularam-me com o que sempre exercerá em mim grande inspiração, porque creio que é dever indispensável de qualquer homem prestar ao seu país todo o serviço que for possível; e não vejo que diferença possa estabelecer entre si e os animais que o rodeiam quem viva sem esse pensamento. Este assunto é de tal forma importante, e um bom método de educação traz tantas vantagens, que, se o talento respondeu aos meus desejos, nem teria precisado

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Medium 9789724416748

1. Situação histórica do problema da tolerância em 1660 61.0

Locke, John Grupo Almedina PDF Criptografado

III

OS PRIMEIROS ESCRITOS

SOBRE A TOLERÂNCIA

1. Situação histórica do problema da tolerância em 1660

Fortalecidos com a determinação dos temas da argumentação utilizados por Locke na Carta de 1689, podemos retomar a sua meditação sobre a tolerância na altura em que no-la revelam os numerosos escritos a partir de 1660 e que actualmente estão conservados na Bodleian Library, em Oxford.

Em 1660, acaba de se desmoronar o protectorado. Os problemas religiosos, que foram a ocasião e, em larga medida, a causa da crise revolucionária, correm o risco de se pôr de novo, quando termina o reino tolerante dos independentes. Não se podem resolver por si próprios(1): cabe ao poder civil, ao

Rei e ao Parlamento, actuar pela via da autoridade, porque se defrontam as tendências mais opostas.

A Igreja de Inglaterra reconstitui-se e, endurecida pelas perseguições por que passou, forte com o regresso da monarquia pela qual sofreu e sobre a qual julga ter direitos, é muitas vezes animada por um desejo de vingança. Pode recear-se que encontre as exigências tirânicas que já uma vez foram as suas sob o impulso do arcebispo Laud, na época em que, depois de

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