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Medium 9789724417134

3. A relação dos valores de actualidade com o cultodos monumentos

Alois Riegl Grupo Almedina PDF Criptografado

o culto moderno dos monumentosintencionais; daí que o valor de antiguidade seja de raiz o inimigo figadal do valor de memória intencional. Enquanto os homens não renunciarem à imortalidade terrena, também o culto do valor de antiguidade encontra as suas barreiras inultrapassáveis no culto do valor de memória intencional. Este conflito implacável entre valor de antiguidade e valor de memória intencional importa, contudo, menos dificuldades para a conservação dos monumentos do que poderíamos supor à primeira vista, porquanto o número de monumentos «intencionais» é relativamente escasso perante a grande massa dos que são pura e simplesmente não intencionais.3. A relação dos valores de actualidade com o culto dos monumentosA maioria dos monumentos possuiu igualmente a capacidade de satisfazer aquelas necessidades sensíveis ou intelectuais das pessoas para cuja saciação as novas formas modernas tão bem se prestam (quando não ainda melhor), e naquela capacidade, onde não está em causa, evidentemente, a génese no passado e o valor de memória que nela se escora, assenta o valor de actualidade de um monumento. Do ponto de vista deste valor, estaremos dispostos antecipadamente a considerar o monumento não como uma tal forma, mas sim igual a uma forma moderna acabada de ser produzida e, por isso, também a exigir do monumento (antigo) a manifestação exterior de cada obra humana (nova) no seu estado nascente (ver p. 28 e ss.): quer isto dizer a impressão de completa coesão e intangibilidade relativamente aos influxos deletérios naturais. Pode-se, sem dúvida, tolerar sintomas destes últimos, consoante a natureza do valor de actualidade que estiver a ser considerado; mas estes acabarão por colidir, mais cedo ou mais tarde, com limites inultrapassáveis, para além dos quais o valor de actualidade seria impossível e nos quais tem assim de esforçar-se por se impor contra o valor de antiguidade. O tratamento de um monumento segundo os princípios do culto do valor de antiguidade que, por princípio, gostaria de deixar as coisas, sempre e43

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Medium 9789724421490

Introdução

John Locke Grupo Almedina PDF Criptografado

Introdução

A última instância a que um homem recorre na conduta de si mesmo é o seu entendimento.

John Locke, The Conduct of the Understanding

I

Num tempo em que se discute se existem, ou não, temas perenes na filosofia política, não seria excessivamente ousado dizer que a família e a educação são duas daquelas questões que com teimosia permanecem no centro das nossas preocupações.

É evidente que as respostas que foram sendo propostas variaram e continuam a variar, mas persistem os pontos de interrogação em torno, por exemplo, da organização familiar, da estrutura da família, das relações entre os seus membros, das suas funções, da sua relação com o Estado político, assim como perdura o debate acerca, por exemplo, dos fins da educação, das agências que devem prover o bem da educação, da relação entre a educação e a família, o Estado ou a religião, ou dos métodos pedagógicos mais felizes.

Não é excessivamente ousado afirmar que Locke e Rousseau

(e Rousseau, em grande medida, por causa de Locke) são dois dos filósofos que mais contribuíram para a ideia moderna de família.

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Medium 9789724419961

Cronologia da Vida e da Obra de Nietzsche

Friedrich Nietzsche Grupo Almedina PDF Criptografado

Cronologia da Vida e da Obra de Nietzsche1844 15 de outubro: Friedrich Wilhelm Nietzsche nasce em Roecken,Prússia, como o primeiro filho do pastor luterano Karl LudwigNietzsche e de sua mulher Franziska, nascida em Oehler.1849 Morre o pai de Nietzsche.1850 Ida da família para Naumburg.1858 A partir de outubro, aluno do ginásio de Pforta, junto de Naumburg, onde Nietzsche se manterá até setembro de 1864.1859 Início da amizade com Paul Deussen.1861 Nietzsche, por intermédio do seu amigo Gustav Krug, toma conhecimento da partitura para piano do Tristão de Wagner. Começa também a compor. Primeiro encontro com Carl von Gersdorff.1864 Outubro: Estudo da teologia e da filologia clássica na Universidade de Bona.1865 Outubro: Continuação do estudo em Leipzig, para onde Nietzsche seguira o seu mestre Ritschl. Primeira leitura de Schopenhauer.1866 Começo da amizade com Erwin Rohde.1867 Zur Geschichte der Theognideischen Spruchsammlung

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Medium 9788536309637

Capítulo 5 - Felicidade

Dwight Furrow Grupo A PDF Criptografado

5

Ética

117

Felicidade

Os capítulos anteriores nos permitem concluir que nossas capacidades, na condição de agentes morais, estão sob a dependência de relacionamentos, que a razão moral é pluralista e dependente do contexto, e que as obrigações são requisitos morais limitados, baseados na presença de conexões reais entre pessoas que constituam relacionamentos.

No entanto, não dissemos muito a respeito dos tipos de relacionamentos que devemos manter, como determinar os padrões de correção e de erro que caracterizam os nossos relacionamentos, ou que tipos de tratamento além dos requisitos mínimos da obrigação nos ajudarão a desenvolver como seres humanos. Em outras palavras, precisamos de um conceito do que devemos valorizar e porquê. Para completar o quadro da moralidade, precisamos de uma visão de como viver, que torne inteligível as nossas vidas morais.

Uma vez que tenhamos decidido o que queremos da vida e descrito os melhores e os piores modos de viver, podemos partir para a descrição das qualidades de caráter necessárias para viver uma vida boa. Padrões de correção e erro são produtos colaterais desta compreensão de como viver.

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Medium 9788530958978

[40 = W I 7a. Agosto – Setembro de 1885]

Friedrich Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

[40 = W I 7a. Agosto – Setembro de 1885]

40 (1)

Cansados, sofredores, amedrontados pensam em paz, em imobilidade, em tranquilidade, em algo semelhante ao sono profundo, quando eles pensam na felicidade suprema. Muito dessas coisas entrou na filosofia. Assim como o temor diante do incerto, da plurissignificância, do que é capaz de negociação fez com que se honrasse o seu oposto, o simples, o que permanece igual a si mesmo, o calculável, o certo. – Um outro tipo de ser honraria os estados 7777777inversos. Mas quando eu há 100 anos – – –

40 (2)

A vontade de poder

Tentativa de uma nova interpretação de todo acontecimento.

(Prefácio sobre a ameaça da “falta de sentido”. Problema do pessimismo.)

Lógica.

Física.

Moral.

Arte.

Política.

40 (3)

Para quem esta interpretação é importante. Novos “filósofos”. Pode haver aqui e acolá alguém que, de maneira semelhante, ame sua independência, – mas nós não nos impomos uns aos outros, nós não “ansiamos” uns pelos outros.

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