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XII. Da filosofia académica ou cética

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção XIIDa filosofia académica ou céticaParte INão existe maior número de raciocínios filosóficos, exibidos 116 sobre qualquer assunto, do que os que provam a existência de uma Divindade e refutam as falácias dos ateus; e, no entanto, os filósofos mais religiosos discutem ainda se um homem pode ser tão cego que seja um ateu especulativo. Como reconciliaremos estas contradições? O cavaleiro andante, que ia à aventura para limpar o mundo dos dragões e gigantes, nunca alimentou a menor dúvida em relação à existência desses monstros.O Cético é outro inimigo da religião, que naturalmente provoca a indignação de todos os teólogos e filósofos mais meditabundos, embora seja certo que ninguém encontrou alguma vez uma tal absurda criatura, ou conversou com um homem que não tivesse nenhuma opinião ou princípio relativo a qualquer assunto, quer de ação ou de especulação. Isto gera uma questão muito natural: o que é que significa ser um cético? E até que ponto é possível instigar os princípios filosóficos da dúvida e da incerteza?

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XI. De uma providência particulare de um estado futuro

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção XIDe uma providência particular e de um estado futuroUltimamente, conversei muito com um amigo que gosta de 102 paradoxos céticos; embora ele apresentasse muitos princípios que de nenhum modo posso aprovar, contudo, como parecem curiosos e têm alguma relação com a cadeia de raciocínio desenvolvida ao longo desta investigação, reproduzi-los-ei aqui de memória tão exatamente quanto me for possível, a fim de os submeter ao juízo do leitor.A nossa conversa começou por eu admirar a singular boa fortuna da filosofia, que, visto ela exigir a plena liberdade acima de todos os outros privilégios e prosperar sobretudo em virtude da livre oposição de sentimentos e da argumentação, teve o seu primeiro nascimento numa época e num país de liberdade e tolerância, e nunca foi coartada, mesmo nos seus princípios mais extravagantes, por quaisquer credos, concessões ou estatutos penais. Excetuando o desterro de Protágoras e a morte deSócrates, e este último evento brotou em parte de outros motivos, dificilmente se nos deparam na história antiga quaisquer casos de despeito fanático, com que tão pejada está a época presente. Epicuro viveu em Atenas até uma idade avançada, na paz e na tranquilidade; aos epicuristas(1) permitiu-se mesmo receber a função sacerdotal e oficiar no altar, nos mais sagrados

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X. Dos milagres

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção XDos milagresParte IExiste, nos escritos do Dr. Tillotson, um argumento contra 86 a presença real que é tão conciso, elegante e forte como talvez se pode supor qualquer argumento contra uma doutrina que tão pouco digna é de uma séria refutação. Sabe-se de todos os lados, diz o erudito prelado, que a autoridade, da escritura ou da tradição, se funda simplesmente no testemunho dos apóstolos, que foram testemunhas oculares dos milagres do nosso Salvador, pelos quais Ele demonstrou a sua divina missão. Portanto, a nossa evidência a favor da verdade da religião cristã é menor do que a evidência em prol da verdade dos nossos sentidos, porque, mesmo nos primeiros autores da nossa religião, ela não era maior; e é óbvio que deve diminuir ao passar deles para os seus discípulos; ninguém pode basear uma tal confiança no seu testemunho como no objeto imediato dos seus sentidos. Mas, uma evidência mais fraca nunca pode destruir uma mais forte; por conseguinte, se a doutrina da presença real estivesse tão claramente revelada na Escritura, seria diretamente contrária às regras do justo raciocínio dar-lhe o nosso assentimento. Contradiz os sentidos, embora tanto a Escritura como a tradição, sobre as quais supostamente se edifica, não tragam consigo tanta evidência como os sentidos, ao considerarem-se meramente como provas externas, e não serem mostradas claramente ao coração de cada um, pela ação imediata do Espírito Santo.

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Weber

MARCONDES, Danilo Zahar PDF Criptografado

Weber

O

pensador alemão Max Weber (1864-1920) foi um dos fundadores das ciências sociais contemporâneas. Suas obras representam uma importante contribuição ao pensamento político e econômico, à história e à filosofia, sobretudo à ética, sendo o clássico A ética protestante e o espírito do capita­lismo (1905) provavelmente seu livro mais conhecido neste campo.

Um dos temas centrais da análise sociológica e política de Weber é pre­cisamente a questão dos limites da responsabilidade moral, derivado de seu interesse pela influência do protestantismo, sobretudo calvinista, na formação da sociedade e da cultura europeias desde o século XVI.

Em sua discussão sobre a formação da sociedade moderna, Weber examina a importância do cálculo racional na tomada de decisão, quando se avaliam os melhores meios de se alcançar um objetivo e se discute a eficiência como critério para a determinação dos resultados das ações sociais. A questão da contribuição do progresso técnico e científico à sociedade ocupa igualmente um lugar central na análise de Weber.

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VIII. Da liberdade e necessidade

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção VIIIDa liberdade e necessidadeParte IPoderia com razão esperar-se, em questões que foram debati- 62 das e disputadas com grande ardor, desde a primeira origem da ciência e da filosofia, que pelo menos houvesse acordo entre os contendedores quanto ao significado de todos os termos; e que as nossas inquirições, no decurso de dois mil anos, houvessem passado das palavras para o verdadeiro e real tema da controvérsia. Pois, não parece muito fácil fornecer definições exatas dos termos empregues no raciocínio e fazer de tais definições, e não do mero som das palavras, o objeto de futuro escrutínio e exame? Mas, se considerarmos o assunto mais minuciosamente, conseguiremos tirar uma conclusão totalmente oposta. Em virtude de a circunstância apenas de uma controvérsia se ter mantido viva tanto tempo e permanecer ainda indecidida, podemos presumir que existe alguma ambiguidade na expressão e que os contendedores afixam ideias diferentes aos termos utilizados na controvérsia. Pois, visto que as faculdades da mente são por suposição naturalmente similares em todos os indivíduos – de outro modo nada podia ser mais infrutífero do que argumentar ou discutir em conjunto –, seria impossível, se os homens atribuíssem as mesmas ideias aos seus termos, que eles pudessem, durante tanto tempo, formar opiniões diversas sobre o mesmo assunto, sobretudo quando comunicam os seus pontos de vista e cada parte se revolve por todos os lados em busca de argu-

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Medium 9788530951016

VII – SOBRE MANET

ARTIÈRES, Philippe; BERT, Jean-François; GROS, Frédéric; REVEL, Judith Grupo Gen PDF Criptografado

VII

Sobre Manet

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O negro e a superfície

Este texto intitulado “O negro e a superfície”, lido por Foucault durante uma conferência sobre o pintor Manet, faz parte de um projeto de obra empreendido a partir de 1966 que estava prometido às edições de Minuit.

Essas pesquisas provocaram várias conferências: em Milão, em 1967, onde ele encontrou Umberto Eco; na

Albright-Knox Art Gallery de Buffalo, em 8 de abril de 1970, sobre o Bar des Folies Bergères, assim como em

Florença, em novembro de 1970; em Tóquio, durante o outono do mesmo ano, e, enfim, em Túnis, em 1971. Só era conhecida até então a apresentação feita por Foucault em Túnis, em 20 de maio de 1971, no Club Haddad, e intitulada “A Pintura de Manet”, retomada nos Cahiers d’Esthétique, e que republicamos aqui.

Das notas da conferência “Le noir et la surface” só foram retranscritas as passagens não riscadas pelo autor.

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VII. Da ideia de conexão necessária

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção VIIDa ideia de conexão necessáriaParte IA grande vantagem das ciências matemáticas sobre as 48 morais consiste no facto de que as ideias das primeiras, sendo sensíveis, são sempre claras e determinadas, a mais pequena distinção entre elas é imediatamente percetível e os mesmos termos exprimem ainda as mesmas ideias, sem ambiguidade ou variação. Uma oval nunca se confunde com um círculo, nem uma hipérbole com uma elipse. O triângulo isósceles e o escaleno distinguem-se por limites mais exatos do que o vício e a virtude, o correto e o errado. Em geometria, se um termo estiver definido, a mente prontamente, por si mesma, em todas as ocasiões, substitui a definição pelo termo definido ou, mesmo quando nenhuma definição se emprega, o objeto pode apresentar-se por si mesmo aos sentidos e assim ser apreendido de maneira constante e clara. Mas os mais finos sentimentos da mente, as operações do entendimento, as várias agitações das paixões, embora em si mesmas realmente distintas, com facilidade nos escapam, quando inspecionadas pela reflexão, nem está em nosso poder evocar o objeto original, como muitas vezes tivemos ocasião de o contemplar.

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VI – USOS E VARIAÇÕES

ARTIÈRES, Philippe; BERT, Jean-François; GROS, Frédéric; REVEL, Judith Grupo Gen PDF Criptografado

VI

Usos e variações

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Atlas do impossível – Warburg,

Borges, Deleuze, Foucault

Georges Didi-Huberman

Quadro, tábua, releitura

O quadro: “uma imagem ou representação de algo feito por um pintor”, assim como o definia

Furetière, no século XVII; ou “a representação de um assunto que o pintor encerra num espaço ornado para o ordinário de um quadro ou moldura”, como se lê, no século XVIII, na Encyclopédie de Diderot e d’Alembert.1 Mas, além desse sentido habitual do quadro de pintura, destacou-se, muito rapidamente, uma acepção mais geral que supunha, ao mesmo tempo, a unidade visual e a imobilização temporal:

“Quadro, momento de fixação de uma cena, que cria uma unidade visual entre a disposição das personagens na cena e o arranjo do cenário, de modo a que o conjunto dê a ilusão de formar um afresco”, o que denota perfeitamente a expressão “quadro vivo”, de que se conhece o desafio estético crucial, do século

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VI. Da probabilidade

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção VIDa probabilidade(1)Embora não exista no mundo uma coisa como o acaso 46(chance), a nossa ignorância da causa real de qualquer evento tem a mesma influência sobre o entendimento e gera uma similar espécie de crença ou opinião.Há certamente uma probabilidade que brota da superioridade das contingências (chances) de um lado e, consoante esta superioridade aumenta e ultrapassa as possibilidades (chances) contrárias, a probabilidade recebe um aumento proporcional e produz ainda um mais elevado grau de crença ou de assentimento a esse lado em que descobrimos a superioridade. Se um dado for marcado com um número de pontos em quatro faces e com outro número de pontos nas duas faces restantes, será mais provável que apareçam as primeiras do que as últimas, embora, se ele tivesse mil faces assinaladas da mesma maneira e apenas uma face diferente, a probabilidade seria muito maior e a nossa crença ou expectação do evento mais firme e segura.Este processo do pensamento ou raciocínio pode parecer trivial e manifesto, mas àqueles que o considerem mais minucio(1)  O Sr. Locke divide todos os argumentos em demonstrativos e prováveis. Devemos afirmar que, nesta maneira de ver, é apenas provável que todos os homens têm de morrer ou que o sol se levantará amanhã. Mas, para adequarmos a nossa linguagem mais ao uso comum, deveríamos dividir os argumentos em demonstrações, provas e probabilidades. Por provas (proofs), entendemos os argumentos derivados da experiência que não deixam lugar à dúvida ou à oposição.

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Medium 9789898866349

VI. A INVENCÍVEL

D'Annunzio, Gabriele Grupo Almedina PDF Criptografado

viA INVENCÍVEL1Escolhido por um amigo e alugado em Ancona, expedido paraS.  Vito e transportado com grande trabalho para o Ermo, o piano foi recebido por Ippolita com uma alegria infantil. Colocaram-no na sala a que Giorgio chamava biblioteca, a maior e melhor da casa, onde estava o divã com os seus almofadões, as grandes cadeiras de vime, a rede de dormir, as esteiras, os tapetes, todos os objetos favoráveis à vida horizontal e ao sonho. De Roma, veio-lhes também uma caixa com músicas.Durante muitos dias, foi um novo delírio. Ambos, invadidos por uma sobrexcitação quase louca, renunciaram a todos os seus hábitos, esqueceram tudo e abismaram-se completamente naquela volúpia.Não os incomodava já a sufocação das longas tardes; não tinham as pesadas e irresistíveis sonolências, podiam prolongar os serões quase até à madrugada; podiam estar muito tempo sem comer, que nada sofriam, nem davam conta de nada, como se a sua vida corporal se purificasse, como se a sua substância se sublimasse e se despojasse de todas as vis necessidades. Julgavam sentir crescer a sua paixão, quimericamente, para além de todos os limites, e o palpitar do seu coração atingiu um poder prodigioso. Às vezes, parecia-lhes terem encontrado aquele minuto de supremo esquecimento, aquele minuto único que passou por eles no primeiro crepúsculo, e a sensação inexprimível de sentir indefinidamente dispersar-se no espaço

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Medium 9788520431528

VI – A Filosofia da Arte

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

VI

A Filosofia da Arte

A arte que foge do belo

Estética, belo & cia.

A estética filosófica lida com a chamada experiência estética. Trata-se do julgamento do belo e do gosto. A filosofia da arte, por sua vez, focaliza o objeto de arte e desenvolve uma reflexão sobre as noções de “expressão” e “representação” ligadas aos modos de apreciação da arte, além de ser uma narrativa a respeito da teoria da arte.

Boa parte da teoria da arte tem como tarefa mostrar as posições filosóficas paradigmáticas sobre a estética, mas não apenas isso. A teoria da arte tem a tarefa específica de estabelecer uma noção do que é arte ou mesmo de definir a arte, além de falar sobre o valor desta.

Uma vez postas sob o crivo de um panorama histórico, as teorias da arte mostram ao menos cinco grandes argumen­tações sobre o que é a arte.

Tradicionalmente, a arte é vista como “mimese”, “forma” ou “expressão” e, de modo menos tradicional, como “linguagem”. Filósofos contemporâ­neos como George Dickie (1926) e Arthur C. Danto (1924) dão alguns passos extras e tendem a definir arte a partir do que podemos chamar de “teoria institucional da arte”, considerando sua dependência quanto aos aspectos sociais e históricos.

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Medium 9789896942700

Veblen e a Economia Política Institucionalista – Jorge Bateira

Veblen, Thorstein Grupo Almedina PDF Criptografado

Veblen e a Economia Política

Institucionalista

Jorge Bateira(*)

Thorstein Veblen (1857-1929) é justamente considerado o fundador do pensamento institucionalista na Economia.

A Teoria da Classe do Lazer – Um Estudo Económico das

Instituições (1899) – de agora em diante uso o acrónimo

TCL – foi o seu primeiro livro, uma publicação que não deixou indiferente o meio académico e a intelectualidade norte-americana do início do século xx. Nesta obra, Veblen sistematiza elementos centrais do seu pensamento que já tinha introduzido, embora de forma menos elaborada, em artigos científicos anteriores. Na TCL encontramos uma análise original do capitalismo em que as instituições ocupam um lugar central, um programa de investigação a que Veblen dedicou toda a sua vida. A obra de

Veblen está na origem de uma escola do pensamento económico que teve grande relevo nos EUA entre as

Grandes Guerras e que, após a Segunda Grande Guerra,

(*)  PhD pela Universidade de Manchester, ex-docente de Economia

Política Internacional na FEUC.

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V. TEMPVS DESTRVENDI

D'Annunzio, Gabriele Grupo Almedina PDF Criptografado

vTEMPVS DESTRVENDI1Na loggia, a mesa tinha um ar alegre, com as porcelanas claras, os cristais azulinos, os cravos vermelhos, à luz doirada de um grande candeeiro fixo que atraía as borboletas noturnas errando no crepúsculo.– Olha, Giorgio, olha! Uma borboleta infernal! Tem olhos de diabo. Vê-los a luzir?Ippolita apontava para uma borboleta, maior que as outras, de aspeto estranho, coberta com uma espessa penugem loira, de olhos salientes que, contra a luz, brilhavam como dois carbúnculos.– Dirige-se para ti! Dirige-se para ti! Acautela-te! Riu estrepitosamente, divertindo-se com a atrapalhação instintiva que Giorgio costumava ter, quando um desses insetos queria tocá-lo.– Preciso de o agarrar! – exclamou ela com o entusiasmo de um capricho infantil.Preparou-se para apanhar a borboleta infernal, que, sem pousar, voejava à volta do candeeiro.– Que fúria! – disse Giorgio para a entusiasmar. – Mas não a agarras.– Hei de agarrá-la – replicou a teimosa, olhando-o no fundo dos olhos.

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V. Solução cética das dúvidas

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção VSolução cética das dúvidasParte IA paixão da filosofia, como a da religião, embora vise a 34 correção das nossas maneiras e a extirpação dos nossos vícios, parece sujeita ao inconveniente de poder servir apenas, por uso imprudente, para alimentar uma inclinação e empurrar a mente, com resolução mais determinada, para o lado que já puxa demasiado, em virtude do pendor e predisposição do temperamento natural. Ë certo que, ao aspirarmos à firmeza magnânima do sábio filosófico e ao tentarmos confinar totalmente os nossos prazeres ao interior das próprias mentes, podemos acabar por fazer a nossa filosofia semelhante à de Epicteto e de outros Estoicos, unicamente um sistema mais refinado de egoísmo, e dissuadir-nos de toda a virtude bem como do prazer social. Ao analisarmos com atenção a vaidade da vida humana e ao orientarmos todos os pensamentos para a natureza oca e transitória da riqueza e das honras, estamos talvez, durante todo esse tempo, a lisonjear a nossa indolência natural, que, ao detestar a azáfama do mundo e o trabalho excessivo do negócio, procura um simulacro de razão para se dar a si mesma uma plena e incontrolada complacência. Há, no entanto, uma espécie de filosofia que parece pouco sujeita a este inconveniente e isso porque não intervém com nenhuma paixão desordenada da mente humana nem pode associar-se a si mesma com nenhuma afeição ou tendência natural; e é ela a filosofia

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V – GEOGRAFIAS

ARTIÈRES, Philippe; BERT, Jean-François; GROS, Frédéric; REVEL, Judith Grupo Gen PDF Criptografado

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Geografias

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As fotografias aqui publicadas são obra de Michèle Bancilhon. A fotógrafa realizou várias séries de retratos de Foucault a partir dos anos 1970.

Publicamos aqui três conjuntos parcialmente inéditos: o filósofo em seu curso semanal no Collège de France (1974-1975); uma discussão entre Foucault e Bernard-Henri Lévy (1981); e uma sessão de fotos nos jardins do Museu Rodin alguns dias antes de sua morte (maio de 1984).

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Luzes alemãs

Martin Saar e Frieder Vogelmann

Existe um “Foucault alemão”? Não seria possível uma resposta simples a essa pergunta: as referências à sua obra foram muito diversas e muito heterogêneas ao longo de uma recepção no espaço germânico cuja história já dura há mais de 50 anos; muito numerosas gerações de leitoras e de leitores de Foucault se apoiaram de diferentes maneiras nessa obra, contradisseram-na ou se apropriaram dela de maneira produtiva para seus objetivos – frequentemente também em reação a interpretações já existentes (alemãs, francesas ou outras).

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