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Medium 9789724420097

10 Dois Fragmentos

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Grupo Almedina PDF Criptografado

10DOIS FRAGMENTOSUMA PÁGINA SOBRE DOUTRINADO ESPÍRITO(*)§1O nosso saber habitual representa para si apenas o objeto que sabe; mas não se representa a si ao mesmo tempo, isto é, o próprio saber; mas o todo que está presente no saber é não só o objeto, mas também Eu, que sabe, e a relação recíproca entre mim e o objeto, a consciência.§2O espírito consciente, pensado mais determinadamente, aparece.§3O espírito, porém, segundo a sua autoatividade dentro de si mesmo e em relação a si, considera-se na doutrina do espírito.(*)  Biblioteca estatal prussiana, Coleção Varnhagen (ed. Hoffmeister).360PROPEDÊUTIC A FILOSÓFIC AI PARTE§ (*)Na certeza do eu, reside apenas a pura relação positiva do objeto a mim; mas este último é ao mesmo tempo de mim diferente; ou o sujeito é assim também diferente do objeto; pelo que a certeza enquanto tal não é ainda verdade; com efeito, verdade é a consonância do meu saber com o objeto.

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Medium 9789724420943

10. Efeitos desses Progressos na Situação da Classe Operária

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

10. EFEITOS DESSES PROGRESSOS NA SITUAÇÃODA CLASSE OPERÁRIA(1) a) Trabalho das mulheres e das criançasNa medida em que torna supérflua a força muscular, a maquinização transforma-se num meio de empregar operários sem força muscular ou com um desenvolvimento físico incompleto, mas dotados de grande destreza de movimentos. Façamos trabalhar as mulheres e as crianças. Eis o que disse de si para si o capital, quando começou a servir-se das máquinas. Este poderoso substituto do trabalho e dos operários tornou-se assim um meio de aumentar o número dos assalariados, englobando nele todos os membros da família operária, sem distinção de sexo nem de idade. Todos foram diretamente submetidos ao capital. O trabalho forçado em proveito do capital substituiu os brinquedos da infância e até mesmo o trabalho livre que o operário realizava para a sua família no círculo doméstico e nos limites de uma sã moralidade(2).(1) T. I, cap. 13, n.os 3-10.(2) Durante a grande crise da indústria algodoeira que assolou a Inglaterra depois de 1860 — devido à guerra civil americana — o governo inglês enviou, para alguns distritos onde essa indústria se localizava, um médico, o Dr. Smith, com o encargo de inquirir sobre o estado sanitário dos operários.

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Medium 9788530965747

10. Gilperto da poesia

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

GILPERTO DA POESIA

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Nominais foi para mim um desafio e um exercício simultaneamente sentimental e intelectual de desenigmatização do poético. Foi Platão quem primeiro afirmou ser a poesia um enigma. Entretanto, foi Adorno quem mais elaborou a teoria do enigma da obra de arte.

Esta é um enigma à procura de corajosos decifradores estéticos. Desde o Platão do Sofista sabemos que naqueles tempos o termo “ctética” designava a arte de tomar da natureza aquilo que ela oferece – como a “arte da caça e da pesca” –, e o termo “poética” significava a arte da fabricação daquilo que falta à natureza – não tendo, pois, qualquer limitação à arte da palavra tal como a estética moderna lhe atribuiu. Nominais de certa forma exerce em sentido moderno a arte de fabricar o que falta na “natureza” da palavra na sociedade contemporânea. Principalmente brasileira.

Não há, portanto, filosofia da arte sem enfrentamento do desconhecido proporcionado pela obra de arte. A coragem é a condição prévia absoluta do exercício filosófico. Desde o Sócrates da cicuta que a filosofia não é uma atividade para covardes. Filosofar implica assumir riscos: os de natureza psicológica, econômica, política, cultural, social, entre outros, como os de vida, ou de morte, como querem os franceses. O enfrenta-

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Medium 9788536317175

10. Parcialidade de gênero

Steven French Grupo A PDF Criptografado

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Steven French

mulheres com altas posições na academia, por exemplo, diminui drasticamente na medida em que subimos na escada em direção às posições dos titulares.

Não estão claras quais sejam as razões para isso. Em geral, o tópico do cuidado das crianças é ventilado: as mulheres não são contratadas como cientistas porque elas são vistas como um risco na medida em que poderão deixar seu lugar para ficarem grávidas; as mulheres têm dificuldades de voltar

à profissão depois de terem dado à luz devido às providências para o cuidado adequado da criança; ou as mulheres têm dificuldade de se estabelecer como parte de uma equipe científica porque elas têm obrigações familiares que evitam que fiquem no laboratório as horas necessárias. Um relatório recente da União

Europeia abordou o assunto da seguinte forma:

As razões para o desequilíbrio são muitas. Certas áreas são consideradas a propriedade dos homens e, portanto, a parcialidade de gênero afeta os julgamentos de excelência científica. As indústrias e a academia também são relutantes em contratar mulheres porque elas não são vistas como flexíveis o suficiente.

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Medium 9789724420943

11. Baixa da Taxa do Lucro

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

11. BAIXA DA TAXA DO LUCRO(1)A constante diminuição relativa do número de operários empregados deve influenciar a taxa do lucro de modo particular.A finalidade das máquinas (do mesmo modo que a dos progressos técnicos dos períodos anteriores) é economizar trabalho. A mesma quantidade, ou mesmo uma quantidade maior, de mercadorias é produzida por um menor número de operários.O trabalho vivo, adquirindo um rendimento mais elevado, torna-se mais produtivo. Aumentar a produtividade, tal é o alfa e oómega de todo o progresso económico.Mas isso significa que o mesmo número de operários trabalha uma quantidade sempre maior de matérias-primas e de meios de trabalho. Se, por exemplo, graças à ajuda das máquinas, os operários podem fabricar dez vezes mais fios de algodão do que fabricavam antes no mesmo tempo, têm também necessidade de dez vezes mais algodão, a que se junta igualmente o corpo potente e precioso da máquina, de um valor bastante maior que o das antigas ferramentas do artesão. Noutras palavras, todo o progresso económico, e numa medida considerável o progresso suscitado pela máquina, aumenta a quantidade do capital constante posto em movimento por um dado número de operários. Mas diminui assim a taxa do lucro, como se conclui do quadro apresentado adiante.

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11. João Cabral, do Recife à Jerusalém celeste

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

JOÃO CABRAL, DO RECIFE

TERRESTRE À JERUSALÉM CELESTE

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Santo Agostinho, em A Cidade de Deus, confessa preferir Platão a qualquer divindade romana ou grega, conquanto Platão, “concebendo segundo a razão o Estado ideal, julga necessário dele banir os poetas como inimigos da verdade”. João Cabral de Melo Neto, que festejou seus 90 anos na Cidade de Deus, transitando do

Recife à Jerusalém Celeste por mediação da poesia, era um homem da verdade. A grande poesia é em si mesma verdade, que não é exclusividade da filosofia, não obstante que esta a alcance por meio da razão, e a outra por meio da imaginação criadora. O poeta-embaixador estabeleceu relações mais que diplomáticas com Deus, cuja representação é uma invariante sutil em toda a sua obra, que nem o ateísmo proclamado em boa parte da vida apagou: “Há vinte anos não digo palavra/que sempre espero de mim./ Ficarei indefinidamente contemplando/meu retrato eu morto.” Da Jerusalém Celeste,

João Cabral contempla seu rosto vivo ao ter falecido na santidade. Da santidade do poema ao poema da santidade. Cabral é expulso da cidade dos homens para retornar como deus da poesia. Morreu católico.

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Medium 9789724420943

12. A Acumulação do Capital

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

12. A ACUMULAÇÃO DO CAPITAL(1) a) A continuidade da produção (reprodução)Uma sociedade não poderia já deixar de consumir, assim como de produzir. Nenhuma sociedade pode produzir constantemente sem retransformar continuamente uma parte dos seus produtos em meios de produção. Permanecendo iguais todas as outras circunstâncias, ela não pode reproduzir ou manter a sua riqueza no mesmo nível sem que os meios de produção consumidos, por exemplo, ao ano (meios de trabalho, matérias-primas e matérias acessórias) sejam substituídos por uma quantidade igual de outros artigos da mesma espécie, que é necessário separar do conjunto anual dos produtos e incorporar de novo no processo de produção. Uma certa parte do produto anual pertence portanto à produção e deve ser fabricada para esse fim.Na sociedade capitalista, qualquer meio de produção serve de capital, porque proporciona ao seu possuidor mais-valia, através de um trabalho assalariado. De facto, o capitalista não quer apenas tirar do valor adiantado por si uma mais-valia única, mas sim uma mais-valia contínua.

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12. O gênio da história e a história do gênio

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

O GÊNIO DA HISTÓRIA E A HISTÓRIA

DO GÊNIO

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A arte não é a imitação de uma coisa criada, mas o próprio ato criador.

Theodor W. Adorno

Carlos Nejar escreveu História da Literatura Brasileira como uma teoria da literatura, em busca do gênio da criação, brasileira em particular. Vale nuançar, ele busca a ontologia estética do gênio e em quem, como e quando se manifesta nos mais expressivos escritores nacionais. Essa vasta e eruditíssima obra é uma confrontação elegante entre o seu próprio tino inventivo e o dos demais escritores do País. Toda grande obra tem os sólidos rastros da autobiografia. Consciência de si, ao analisar criticamente um amplo número de escritores talentosos, lembrados ou esquecidos pela história. Neste caso, devidamente resgatados em sua dignidade criadora. Nejar alcança o gênio da história através do gênio da literatura, e este através daquele. Tal é a dialética estética da sua História. Esta é a mais nobre expressão da imaginação crítica e da defesa da razão criadora. É a melhor homenagem à literatura brasileira no ano do centenário de falecimento de Machado de Assis. O espírito de Machado está presente. É uma História machadiana.

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13. O Efeito da Acumulação sobre os Operários. O ExércitoIndustrial de Reserva. Teoria do Crescimento do Pauperismo

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

13. O EFEITO DA ACUMULAÇÃO SOBREOS OPERÁRIOS(1)O EXÉRCITO INDUSTRIAL DE RESERVATEORIA DO CRESCIMENTO DO PAUPERISMOSe uma parte da mais-valia se vai juntar ao capital e, por consequência, é empregue como capital adicional, é evidente que este capital adicional tem, por sua vez, necessidade de operários. Mesmo que todas as outras circunstâncias continuem a ser as mesmas, que em particular a mesma quantidade de meios de produção (capital constante) exija sempre a mesma quantidade de força de trabalho (capital variável) para ser valorizada, a procura de trabalho aumentará necessariamente, e isso tanto mais depressa quanto mais rápido for o aumento do capital. Ora, o capital produz todos os anos uma mais-valia, da qual uma fração se vai anualmente juntando ao capital primitivo; essa mais-valia aumenta todos os anos, uma vez que — em consequência da acumulação — o capital se tornou maior; finalmente, sob o aguilhão do instinto de enriquecimento, pela abertura, por exemplo, de novos mercados, o nascimento de novas indústrias, consequência de novas necessidades sociais, etc., basta ao capitalista reduzir o consumo de pessoal para estar em condições de acumular uma quantidade muito maior de mais-valia. Por todas estas razões, pode acontecer que as necessidades de acumulação do capital sejam superiores ao aumento do número dos operários e que, por

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13. Ontoestética do idoso

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

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ONTOESTÉTICA DO IDOSO

A Miguel Reale

Introdução

A contemporaneidade assiste a uma verdadeira revolução relativamente à história cultural das mentalidades no que concerne à dignificação das diversas etapas da vida humana, da infância à velhice. Durante milênios a humanidade conviveu com inúmeras formas culturais e sociais de preconceito, discriminação e hostilização generalizadas, sem que isso causasse constrangimentos éticos às culturas e às civilizações. Gradativa e lentamente, a humanidade foi integrando a todos no corpo da sociedade, e a nossa época foi a que mais honrou as muitas etapas da vida, apesar de encontrarmos ainda muitos obstáculos a uma humanização completa dessas relações internas da sociedade quanto ao convívio das diversas camadas etárias que a compõem. A contemporaneidade procura cada vez mais acentuar as singularidades das etapas da vida humana, concedendo a cada uma delas um estatuto social dignificado.

Ao abordar os aspectos filosóficos que cercam a problemática do idoso, inevitavelmente somos levados

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14. A Pretensa Acumulação Primitiva

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

14. A PRETENSA ACUMULAÇÃO PRIMITIVA(1)Vimos como o capital produz a mais-valia e como a mais-valia dá origem a mais capital. Mas a acumulação de capital pressupõe a mais-valia, a mais-valia a produção capitalista, e esta a concentração nas mãos dos produtores de mercadorias de quantidades consideráveis de capital ou de força de trabalho. Portanto, todo este movimento parece processar-se num ciclo vicioso, do qual só podemos sair pressupondo, anteriormente à produção capitalista, uma acumulação primitiva que seria não o resultado, mas o ponto de partida do modo de produção capitalista. Esta acumulação primitiva desempenha na Economia Política mais ou menos o mesmo papel que o pecado original na Teologia. Adão comeu a maçã, e o pecado caiu sobre todo o género humano. A origem desta acumulação é-nos explicada através de um acontecimento do passado bem longínquo.Há muito tempo, existia um escol laborioso, inteligente e sobretudo poupado, e malandrins preguiçosos que gastavam todos os seus bens e se endividavam em bodas e festins. A lenda do pecado original conta-nos, é certo, que o homem foi condenado a ganhar o pão com o suor do rosto; mas a história do pecado original económico ensina-nos que há pessoas que escapam a este esforço. Mas pouco importa. O que é certo é que os primeiros acumularam riqueza e que os outros chegaram a uma situação em que nada mais tinham a vender que a própria pele.

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14. Enigma e contradição estética em Adorno

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ENIGMA E CONTRADIÇÃO ESTÉTICA

EM ADORNO

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Para Olivier Revault d’Allonnes, in memoriam.

Enigma em Platão e Adorno

Platão descobriu o caráter enigmático da poesia, ainda que menos como arte individual humana que como uma expressão divina das Musas. A poesia

é uma resposta enigmática das Musas através do transe do poeta, como mania, a loucura ou delírio transitório derivado da mediação do poeta escolhido pelas

Musas. Nisso não haveria nenhum mérito pessoal do poeta, mero instrumento das Musas. Segundo Platão, o poeta fala por enigmas, como em Homero: “Somente, meu incomparável amigo, nosso poeta, tanto quanto os outros com pouca diferença, fala por enigma: com efeito, é um caráter natural por toda a poesia em bloco de ser enigmática; e não cabe ao primeiro qualquer um de compreender o que ela quer dizer! (c)” (O segundo

Alcebíades, 147b).1 No Hipias Maior, diálogo do jovem

Platão, a indagação sobre o enigma do Belo o conduz

à pergunta sobre a essência do Belo. A essência é um

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15. A Que Conduz a Acumulação Capitalista

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

15. A QUE CONDUZ A ACUMULAÇÃOCAPITALISTA(1)Que vem a ser afinal a acumulação primitiva do capital, ou seja, a sua génese histórica? Uma vez que não é a transformação direta de escravos e de servos em assalariados, por conseguinte uma simples alteração de forma expressa apenas a expropriação do produtor imediato, ou seja, a dissolução da propriedade privada baseada no trabalho pessoal.A propriedade privada do operário sobre os seus meios de produção é a condição necessária da pequena indústria, e esta é a condição necessária do desenvolvimento da produção social e da livre individualidade do próprio operário. É certo que este modo de produção existe também na escravatura, na servidão e em outros estados de dependência. Mas só prospera, só desenvolve toda a energia e só adquire a forma clássica adequada, quando o operário é o livre proprietário pessoal das condições de trabalho que ele próprio determina, quando o camponês possui o campo que cultiva, o artífice o instrumento de que se serve com perícia.

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15. Montaigne et le paradoxe de la barbarie - le royaume des cannibales et les cannibales du royaume

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MONTAIGNE ET LE PARADOXE DE LA

BARBARIE

LE ROYAUME DES CANNIBALES ET LES

CANNIBALES DU ROYAUME

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Montaigne fundou uma nova perspectiva da filosofia da cultura através de uma visão antropológica comparativa iniciada a partir da sua constatação estupefata do paradoxo da barbárie decorrente do confronto entre o Reino dos Canibais, terra do pau-brasil, e os

Canibais do Reino, terra francesa e europeia, destino do pau-brasil. São indicações e contribuições penetrantes do que poderíamos chamar de uma antropologia cultural filosófica. É altamente relevante e comprobatório o fato que o seu texto de caráter fragmentário inicia com a crítica do conceito de barbárie tal como chegara até ele, e as próprias dúvidas do Rei Pirro e Filipe, que, surpresos com a sofisticada organização militar romana, tomaram consciência de que o tradicional uso do termo bárbaro para todos que não fossem gregos havia se esgotado. Montaigne legitima a relativização do uso do termo barbárie, agora não somente pela via militar, mas pela confrontação das culturas, mores, costumes, comportamento e práticas políticas, econômicas, sociais, ideológicas, étnicas e demais atividades da sociedade.

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16. O Salário

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

16. O SALÁRIO(1) a) GeneralidadesPara a sociedade burguesa, o salário do operário apresenta-se como o preço do trabalho, determinada soma de dinheiro paga em troca de determinada quantidade de trabalho. Fala-se do valor do trabalho e dá-se à sua expressão monetária o nome de preço necessário ou natural. Fala-se igualmente de preços de mercado do trabalho, quer dizer, de preços superiores ou inferiores ao preço necessário.Mas que é o valor de uma mercadoria? É a forma objetiva do trabalho social despendido na sua produção. E como calculamos a grandeza do valor? Pela quantidade de trabalho que a mercadoria contém. Como seria então determinado por exemplo o valor de um dia de trabalho de 12 horas? Pelas 12 horas de trabalho contidas num dia de 12 horas. Mas é uma tautologia absurda(2).Para poder ser vendido como mercadoria no mercado, o trabalho deveria sempre existir antes de ser vendido. Mas, se o operário pudesse dar-lhe uma forma independente, venderia uma mercadoria e não trabalho.

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