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Medium 9789724416175

IV. Dúvidas céticas acercadas operações do entendimento

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção IVDúvidas céticas acerca das operações do entendimentoParte ITodos os objetos da razão ou investigação humanas podem 20 naturalmente dividir-se em duas classes, a saber, Relações deIdeias (relations of ideas) e Questões de Facto (matters of fact)(*). Do primeiro tipo são as ciências da Geometria, Álgebra e Aritmética e, em suma, toda a afirmação que é intuitiva ou demonstrativamente certa. Que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos dois lados, é uma proposição que exprime uma relação entre estas figuras. Que três vezes cinco é igual à metade de trinta, expressa uma relação entre estes números. Proposições deste tipo podem descobrir-se pela simples operação do pensamento, sem dependência do que existe em alguma parte no universo. Ainda que nunca tivesse havido um círculo ou um triângulo na natureza, as verdades demonstradas por Euclides conservariam para sempre a sua certeza e evidência.As questões de facto, que constituem os segundos objetos da 21 razão humana, não são indagadas da mesma maneira, nem a nossa evidência da sua verdade, por maior que seja, é de natureza semelhante à precedente. O contrário de toda a questão

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Medium 9788530963071

Capítulo 2 - Introdução à Moral

DURKHEIM, Émile Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

Introdução à moral (1917)1

/81/ A palavra moral é tomada correntemente em dois sentidos diferentes.

1

Extraído da Revue philosophique, 89, 1920. Publicação póstuma preparada por Marcel Mauss que a fez preceder da nota seguinte:

79/ As poucas páginas que editamos aqui são o último escrito de Émile

Durkheim. Elas foram redigidas, entre março e setembro de 1917 durante o período em que os médicos lhe permitiram trabalhar.

A escrita é mais fina que jamais, e tremida. Ainda que seja já uma cópia, há, em intervalos, quedas de fins de palavras. A expressão trai algumas vezes a doença; mas o desenvolvimento é completo e não há senão alguns parágrafos,

– no meio do § II – que Durkheim estava reescrevendo.

Por mais fragmentário, por mais inacabada que seja, pensamos que essa publicação indicará em que sentido e em que estilo Durkheim teria escrito sua Morale.

Essas páginas são seu início. Ele a tinha, com efeito, começado – em um último ato de energia e de espírito de dever – quando ele sabia não poder acabá-la.

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Medium 9789724420097

6 Doutrina do Conceito para a Classe Superior (1809/10)

Hegel, G. W. F. Grupo Almedina PDF Criptografado

6DOUTRINA DO CONCEITOPARA A CLASSE SUPERIOR(*)(1809/10)(*) Texto segundo Rosenkranz (Terceiro Curso, Primeira Secção;Obras, vol. XVIII, p. 123 s.) – Aditamentos em parênteses por Rosenkranz, segundo ditados de Hegel.§1A lógica objetiva é a ciência do conceito em si, ou das categorias. A lógica subjetiva, que aqui é tratada, é a ciência do conceito como conceito ou do conceito de algo. Divide-se em três partes:1.  Na doutrina do conceito,2.  Na doutrina da sua realização.3.  Na doutrina da Ideia.primeira secçãoDOUTRINA DO CONCEITOI.  Conceito§2O conceito é o universal que é ao mesmo tempo determinado, mas na sua determinação permanece o mesmo todo, o universal, ou a determinidade que compreende em si as diversas determinações de uma coisa como unidade.§3Os momentos do conceito são a universalidade, a particularidade e a singularidade. Ele é a sua unidade.§4

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Medium 9788530965747

2. Estética da filosofia em Deleuze - notas adornianas sobre a teoria deleuziana da criação do conceito filosófico

MODERNO, João Ricardo Grupo Gen PDF Criptografado

ESTÉTICA DA FILOSOFIA EM DELEUZE

NOTAS ADORNIANAS SOBRE A TEORIA

DELEUZIANA DA CRIAÇÃO DO CONCEITO

FILOSÓFICO

2

Gilles Deleuze e Félix Guatarri suscitaram um debate internacional a partir de 1991 com a publicação de Qu’est-ce que la philosophie, que até hoje o meio filosófico internacional se faz sensível e reverbera produtivamente, ainda que nem sempre criticamente. No

Brasil, o pensamento deleuziano tem trânsito livre em todas as áreas de letras e ciências humanas das universidades, e as faculdades de filosofia em especial o transformaram num credo acrítico ingênuo e reificado que termina por impor um silêncio sobre as consequências filosóficas desde as mais penetrantes até as mais superficiais. Veremos mais adiante que essa tendência acrítica é aquela apontada por Theodor W. Adorno como o mal-entendido da filosofia como concepção do mundo.

Tendência internacional de tomar filósofos como ídolos da indústria cultural ou de time de futebol e a filosofia como hobby, diletantismo ou um profissionalismo inconsequente, pois na verdade segue o ídolo mas não é capaz de criar conceitos, nem mesmo aqueles da filosofia como concepção do mundo, somente repetindo-os

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Medium 9788530944063

[9 = W II 1. Outono de 1887]

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

[9 = W II 1. Outono de 1887]

PRIMEIRO LIVRO

9 (1)

(1)

(2)

Princípios e ponderações antecipadas.

1) Para a história do niilismo europeu.

Como consequência necessária dos ideais até aqui: absoluta ausência de valor.

2) A doutrina do eterno retorno: como sua consumação, como crise.

3) Todo esse desenvolvimento da filosofia como história do desenvolvimento da vontade de verdade. O seu próprio colocar-se em questão. Os sentimentos valorativos sociais exagerados e transformados em princípios valorativos absolutos.

4) O problema da vida: como vontade de poder (a preponderância temporária dos sentimentos valorativos sociais é compreensível e útil: trata-se da produção de uma subestrutura, na qual finalmente um gênero mais forte se torna possível). Critério de medida dos fortes: poder viver sob as avaliações inversas e querê-las eternamente de novo.

Estado e sociedade como subestrutura: ponto de vista da economia mundial, educação como cultivo.

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Medium 9789724420943

8. Métodos para o Aumento da Mais-Valia

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

8. MÉTODOS PARA O AUMENTO DA MAIS-VALIA(1)A mais-valia é produzida pelo emprego da força de trabalho.O capital compra a força de trabalho e paga, em troca, o salário.Ao trabalhar, o operário produz um novo valor, que não lhe pertence, mas sim ao capitalista. É necessário que trabalhe um certo tempo para restituir, unicamente, o valor do salário. Mas, feito isto, não para e trabalha ainda durante mais algumas horas do dia. O novo valor que então produz, e que ultrapassa, portanto, o montante do salário, chama-se mais-valia.O capital, por conseguinte, obtém primeiro uma produção de mais-valia prolongando muito simplesmente o dia de trabalho para lá do tempo de trabalho «necessário» («necessário» à substituição do valor da força de trabalho). O capital subordina-se primeiro ao trabalho segundo as condições técnicas em que o encontra historicamente. Não transforma, pois, imediatamente o modo de produção. A criação de mais-valia pelo simples prolongamento do dia de trabalho não foi menos eficaz na antiga panificação tradicional do que nas modernas fiações de algodão.

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Medium 9788536313696

2. A Filosofia como Logo: O pensamento rotulador e a rotulação do pensamento

Carel, Havi Grupo A PDF Criptografado

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A FILOSOFIA

COMO LOGO*

O pensamento rotulador e a rotulação do pensamento

Julie Kuhlken

Provavelmente existem poucas coisas que conseguem deflacionar a nossa busca séria da filosofia de modo tão efetivo quanto a descoberta de que o armazém da esquina já tem uma filosofia. Tenho em mente aqui a visão de Marks and Spencer** de “ser o standard com relação ao qual todos os outros são medidos”. 1 Agora com certeza Protágoras pode descançar em paz no seu túmulo. O fabricante das galinhas Korma, que podem ser assadas em forno de microondas, não está prestes a ofuscar o sucesso da noção grega antiga segundo a qual “o homem é a medida de todas as coisas”. No entanto, podemos escutar uma alusão a essa antiga sabedoria na visão corporativa da Marks and Spencer. Podemos escutar a aspiração a ser mais do que apenas promoções de cafeteria e calcinhas de boa qualidade. Marks and Spencer esforça-se por ser uma luz orientadora – ou mesmo a luz orientadora – de nossa busca de uma vida boa.

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Medium 9789724420097

1 Enciclopédia Filosófica para a Classe Superior (1808 s.)

Hegel, G. W. F. Grupo Almedina PDF Criptografado

1ENCICLOPÉDIA FILOSÓFICAPARA A CLASSE SUPERIOR(*)(1808 s.)(*)  Texto segundo Rosenkranz (Terceiro Curso, Segunda Secção;Obras, vol. XVIII, p. 146 s.) Nos parágrafos entre parênteses, trata-se de aditamentos de Rosenkranz de acordo com ditados de Hegel.Introdução§1Uma enciclopédia deve considerar todo o círculo das ciências segundo o objeto de cada uma e segundo o conceito fundamental de tal objeto.§2A diversidade de experiências acerca de um objeto universal coligida na unidade de representações gerais e os pensamentos gerados na consideração da sua essência constituem, na sua conexão, uma ciência particular.§3Se a esta conexão subjaz uma matéria empírica, de que ela constitui a universalidade apenas sinóptica, então a ciência é de género predominantemente histórico. Mas, se o universal precede na forma de determinações fundamentais e o particular deve do mesmo derivar-se, então a ciência é de género estritamente científico.

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Medium 9789724420127

Das seitas religiosas

Kant, Immanuel Grupo Almedina PDF Criptografado

OBSERVAÇÃO GERALDAS SEITAS RELIGIOSASNo que em rigor merece denominar-se religião não pode haver diversidade de seitas (pois ela é una, universal e necessária, por conseguinte, imutável) mas, sim, no tocante à fé eclesial, quer ela se funde apenas na Bíblia ou também na tradição, na medida em que se considera a fé no que é unicamente veículo da religião como artigo seu.Seria um trabalho hercúleo e, ao mesmo tempo, ingrato enumerar simplesmente todas as seitas do cristianismo, se por este se entende a fé messiânica; de facto, ele é apenas uma seita (8) daúltima, de modo que se opõe ao judaísmo em sentido estrito (naúltima época da sua dominação integral sobre o povo), quando surge a pergunta: «És tu o que há de vir ou ainda temos de esperar outro?». Foi também assim que inicialmente os romanos o acolheram. Mas, nesta aceção, o cristianismo seria uma certa fé popular, baseada em dogmas e na Escritura, fé a cujo respeito não se poderia saber se seria válida para todos os homens ou a

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Medium 9789724413662

Advertência do tradutor

Hegel, G. W. F. Grupo Almedina PDF Criptografado

Advertência do tradutor

O texto aqui proposto é a versão integral da Primeira Parte das Vorlesungen über die Philosophie der Weltgeschichte, na edição de

Johannes Hoffmeister(*). Inclui os projetos de curso (1822-1828 e 1830), com alguns apêndices e os aditamentos de 1826-1827.

O critério da tradução foi o da fidelidade total ao texto, sem impedimento de maior para a consequente e desejada qualidade vernácula (inseridas no texto, entre parênteses retos [], indicam-se as páginas correspondentes à edição alemã; são a estas páginas que se reportam os «Aditamentos do Semestre de inverno de 1826-27», inseridos na edição portuguesa, pp. 203 e seguintes). É possível que esta, uma ou outra vez, acuse a incomodidade de quem à força teve de se deitar no leito de Procusto, mas a verdade é que Hegel nem sempre apresenta o caráter acabado do que escreveu ou disse. No futuro, adaptar-se-á o que aqui se fez à condição do texto crítico dos cursos de Hegel.

Aproveitaram-se as notas do editor acerca dos nomes e autores mencionados pelo filósofo nas suas lições; apenas se não atendeu às anotações escritas à margem (aliás, poucas e algumas delas feitas pelo filho de Hegel), que J. Hoffmeister em certos lugares propõe no rodapé.

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Medium 9789724415376

Prefácio

Kant, Immanuel Grupo Almedina PDF Criptografado

13// PrefácioA velha filosofia grega dividia-se em três ciências: a Física, aÉtica e a Lógica. (*) Esta divisão está perfeitamente conforme com a natureza das coisas, e nada há a corrigir nela a não ser apenas acrescentar o princípio em que se baseia, para deste modo, por um lado, nos assegurarmos da sua perfeição, e, por outro, podermos determinar exactamente as necessárias subdivisões.Todo o conhecimento é racional: ou material e considera qualquer objecto, ou formal e ocupa-se apenas da forma do entendimento e da razão em si mesmas e das regras univer­sais do pensar em geral, sem distinção dos objectos. A filosofia formal chama-se Lógica; a material porém, // que se ocupa de determinados objectos e das leis a que eles estão submetidos, é por sua vez dupla, pois que estas leis ou são leis da natureza ou leis da liberdade. A ciência da primeira chama-se Física, a da outra é a Ética; aquela chama-se também Teoria da Natureza, esta Teoria dos Costumes.A Lógica não pode ter parte empírica, isto é, parte em que as leis universais e necessárias do pensar assentassem em princípios

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Medium 9789724420943

16. O Salário

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

16. O SALÁRIO(1) a) GeneralidadesPara a sociedade burguesa, o salário do operário apresenta-se como o preço do trabalho, determinada soma de dinheiro paga em troca de determinada quantidade de trabalho. Fala-se do valor do trabalho e dá-se à sua expressão monetária o nome de preço necessário ou natural. Fala-se igualmente de preços de mercado do trabalho, quer dizer, de preços superiores ou inferiores ao preço necessário.Mas que é o valor de uma mercadoria? É a forma objetiva do trabalho social despendido na sua produção. E como calculamos a grandeza do valor? Pela quantidade de trabalho que a mercadoria contém. Como seria então determinado por exemplo o valor de um dia de trabalho de 12 horas? Pelas 12 horas de trabalho contidas num dia de 12 horas. Mas é uma tautologia absurda(2).Para poder ser vendido como mercadoria no mercado, o trabalho deveria sempre existir antes de ser vendido. Mas, se o operário pudesse dar-lhe uma forma independente, venderia uma mercadoria e não trabalho.

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Medium 9789724417134

História da arte e história universal

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

História da arte e história universalO meu médico de família conta-se entre aquela minoria dos seus colegas que não se dedica exclusivamente à clínica, mas que consagra também uma atenção constante às grandes questões teóricas da história da natureza. Tais paixões puramente científicas dos médicos nem sempre costumam ser profícuas para o sucesso da prática clínica; permita-se-me, pois, que realce o facto de que eu enquanto paciente fiquei sempre completamente satisfeito com o trabalho do meu médico. Menos satisfeito está ele comigo, ou antes, estava até há bem pouco tempo. O meu métier não lhe agrada. Não via na história da arte nada mais que uma tentativa votada ao fracasso de descrever, com meios secos e estéreis, o indescritível, nada mais que o decalque sóbrio do que foi criado na embriaguez do supremo entusiasmo e que, por conseguinte, se devia fruir igualmente em tal estado. Não compreende aquilo que outros gostariam de encontrar numa enumeração ordenada cronologicamente das datas externas das criações artísticas, e assim, para aclarar as suas ideias sobre isso, resolveu-se por fim a frequentar durante um semestre um curso sobre história da arte.Este versava por acaso a pintura holandesa. Não faltou a uma única

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Medium 9788521610397

17. A MOEDA

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

17. A MOEDA*

As mercadorias não podem ir sozinhas ao mercado nem trocar-se por si mesmas. Devemos, dessa forma, voltar os olhos para seus guardiães, ou seja, seus possuidores.

Para seu possuidor a mercadoria não tem valor de uso imediato. Senão ele não a levaria ao mercado. Mas ela tem valor de uso para outro. Para ele mesmo, ela não tem diretamente outro valor de uso que o de representar um valor de troca, de ser permutável.** É por isso que ele quer desfazer-se dela em troca de outra mercadoria cujo valor de uso lhe satisfaça. Essa mudança de mãos constitui a troca de mercadorias.

Para alienar um objeto de uso é preciso, primeiramente, que seu possuidor o tenha em uma quantidade que ultrapasse suas necessidades imediatas. Nesse caso, basta que, em um acordo tácito, os homens se reconheçam uns aos outros como possuidores privados desses objetos. Mas isso não pode acontecer entre os membros de uma comunidade primitiva, qualquer que seja sua forma: uma família patriarcal, uma antiga comunidade índia, os

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Medium 9789724420127

Conclusão da paz e resolução da disputa das faculdades

Kant, Immanuel Grupo Almedina PDF Criptografado

68IMMANUEL KANTfim, ainda menos pode elevar o misticismo, enquanto opinião do povo de conseguir partilhar por si da inspiração sobrenatural,à categoria de uma fé eclesial pública, porque nada de públicoé e, por isso, se subtrai de todo à influência do governo.CONCLUSÃO DA PAZ E RESOLUÇÃODA DISPUTA DAS FACULDADESNas controvérsias que concernem simplesmente à razão pura, mas prática, a Faculdade filosófica tem, sem contestação, a prerrogativa de fazer a exposição e, quanto ao [elemento] formal, a da instrução do processo; mas no tocante ao material, incumbe à teológica ocupar a cátedra, que indica a precedência, não porque possa reclamar porventura, nas coisas da razão, mais discernimento do que as restantes, mas porque concerne à preocupação humana mais importante e, por isso, tem o título de Faculdade superior (todavia, só enquanto prima inter pares).– Mas ela não fala em nome das leis da pura religião racional cognoscível a priori (pois então se rebaixaria e desceria para o banco filosófico), mas segundo prescrições estatutárias de fé, contidas num livro, de preferência chamado Bíblia, i.e., num código da revelação de uma aliança antiga e nova dos homens com Deus, há muitos séculos concluída, cuja autenticidade enquanto fé histórica (não precisamente moral, porque esta poderia de igual modo ir buscar-se à filosofia) deve, no entanto, exige muito e prolongado esforço, mas ele foi ensinado a esperar a sua beatitude do primeiro meio, não tem, pois, muito escrúpulo em transgredir (todavia com precaução) o seu dever, porque tem à mão um meio infalível de escapar ao castigo da justiça divina (só que não deve atrasar-se), graças à sua fé exata em todos os mistérios e à utilização urgente dos meios de graça; em contrapartida, se a doutrina da Igreja visasse justamente a moralidade, o juízo da sua consciência soaria de modo inteiramente diverso, a saber, que por todo o mal, por ele feito, e que não conseguiu compensar, teria de responder diante de um juiz futuro, sem afastar este destino em virtude de qualquer meio eclesial, de qualquer fé arrancada pela angústia, e ainda de tal oração (desine fata deum fleti sperare precando). – Ora em que fé é que o Estado tem maior garantia?

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