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Medium 9789724416748

2. As obras de Locke sobre a tolerância.

John Locke Grupo Almedina PDF Criptografado

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CARTA SOBRE A TOLERÂNCIA

A sorte quis que a carta se espalhasse principalmente na versão inglesa, ao ponto de ser manifestamente traduzida para francês a partir do latim(7). Ora, se William Popple foi fiel ao sentido geral da obra, seguiu de modo pouco rigoroso o pormenor do texto; o seu prefácio To the Reader passou, durante muito tempo, por ser da autoria de Locke, ainda que apresente as ideias de uma maneira distorcida porque demasiado radical. Voltando ao texto latino, estaremos melhor colocados para compreender mais adequadamente o pensamento de Locke e encontrar com mais clareza a unidade da sua doutrina através das diversas formas que lhe deu a partir de 1660.

2. As obras de Locke sobre a tolerância

Citemos, antes de mais, para melhor esclarecimento, os principais textos em que Locke trata o problema da tolerância. A abertura ao público, na Bodleian Library, em Oxford, da

Lovelace Collection permitiu a revelação de vários deles; foi obra encetada por W. von Leyden, na introdução à sua edição dos

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Medium 9789724412818

Índice remissivo

John Stuart Mill Grupo Almedina PDF Criptografado

Índice remissivoAkbar, 41Alcibíades, 115Alcorão, 97Alemanha, 76Antigo Testamento, 95Argumentação negativa, 90Aristóteles, 62Bentham, 163Brescia, Arnaldo de, 67Calvino, 36, 86Carlos II, 145Carlos Magno, 41Carlyle, 58Castigos por opinião, 69Cátaros, 67China, 127, 128, 162Cícero, 78, 79Commonwealth, 150Comte, 45Comércio livre, doutrina do,161Cristã, moralidade, 95, 96Cristianismo, 63-66, 68, 69,71, 84-86, 98, 99, 128, 178Cristo, 38, 62, 64, 72, 86,96, 98Dano, princípio do, VII, IX-XIV, XIX, XXIDever para connosco, 139Direitos sociais, 153, 154Dr Johnson, 66Educação universal, 175Espanha, 68Estados Unidos, 151, 152Europa, 29, 30, 38, 75, 76,126, 128, 149, 179Fichte, 76Filosofia newtoniana, 57Fra Dolcino, 67França, VII, 184

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Medium 9789724421131

Segunda parte

Jean-Jacques Rousseau Grupo Almedina PDF Criptografado

Segunda parte

De acordo com uma antiga tradição passada do Egito para a Grécia, afirmava-se que um deus inimigo do repouso dos homens era o inventor das ciências.(5) Que terão, pois, pensado delas os próprios egípcios, que as viram nascer no seu seio? Porque eles viram de perto as fontes que as tinham brotado. De facto, seja folheando-se os anais do mundo, seja substituindo crónicas duvidosas por investigações filosóficas, não se encontrará uma origem para o conhecimento humano que corresponda à ideia que gostamos de fazer a seu respeito.

A astronomia nasceu da superstição; a eloquência, da ambição, do ódio, da bajulação, da mentira; a geometria, da avareza; a física, de uma curiosidade insignificante; todas elas, e até

(5)  Vê-se facilmente a alegoria da fábula de Prometeu; e parece que os gregos, que o agrilhoaram ao Cáucaso, não tinham dele uma opinião mais favorável do que os egípcios do seu deus Tot. «O sátiro», diz uma antiga fábula, «quis beijar e abraçar o fogo quando o viu pela primeira vez; mas Prometeu gritou-lhe: “Sátiro, chorarás a perda da barba do teu queixo, porque ele queima quando se lhe toca”.» É este o tema do frontispício.

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Medium 9789724415642

Terceira Parte

Charles De Second Montesquieu Grupo Almedina PDF Criptografado

Terceira ParteLivro XIVDas leis na relação que têm com a natureza do clima (*)Capítulo IIdeia geralSe for verdade que o carácter do espírito e as paixões do coração são extremamente diferentes nos diversos climas, as leis devem ser relativas tanto à diferença dessas paixões, como à diferença desses caracteres.(*) Montesquieu prossegue uma longa tradição intelectual que procurava relacionar a política e as condições climatéricas e geográficas, e que contava nas suas fileiras com os nomes de Aristóteles, Hipócrates, Galiano e, mais próximo deMontesquieu, em termos cronológicos e de influência, Jean Bodin. Ver, por exemplo, Platão, Leis, 747d-e, Aristóteles, Política, 1237b20-33 e Bodin, Les six livres de laRépublique, V.1. Bodin chegou ao ponto de dividir os povos do mundo em três grandes grupos – tal como Montesquieu também divide os países em «frios»,«temperados» e «quentes» – segundo uma rigorosa escala latitudinal. Assim, até aos trinta graus acima do Equador, havia as «regiões ardentes» habitadas pelos

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Medium 9789724417516

Prefácio da Primeira Edição

Edmund Burke Grupo Almedina PDF Criptografado

Prefácio da Primeira EdiçãoO autor espera que não seja considerado impertinente dizer algo acerca dos motivos que o levaram a encetar a investigação que se segue. Já antes as matérias que constituem o objecto de estudo desta haviam ocupado bastante a sua atenção. Todavia, encontrou-se profundamente desorientado. Descobriu que estava longe de possuir uma teoria exacta acerca das nossas paixões, ou um conhecimento das suas fontes genuínas; que não poderia reduzir as suas noções a quaisquer princípios estáveis ou consistentes; e havia reparado que outros se enredavam nas mesmas dificuldades.Observou que as ideias do sublime e do belo eram frequentemente confundidas e que ambas eram indiscriminadamente aplicadas a objectos que diferiam muito, e às vezes de natureza directamente oposta. Até Longino(3), no seu discurso incomparável acerca de uma parte deste assunto, compreendeu, sob o nome comum de Sublime, coisas totalmente opostas. O abuso da palavra Beleza tem sido ainda mais generalizado e acarretou consequências bem piores.

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Medium 9788530957735

Capítulo IV - Quem é o animal laborans?

Adriano Correia Silva Grupo Gen PDF Criptografado

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4

QUEM É O ANIMAL LABORANS?

Viver é um descuido prosseguido.1

João Guimarães Rosa

A

vitória do animal laborans é um tema central à reflexão arendtiana sobre a modernidade política. Para examiná-la realizarei uma análise das variações semânticas do emprego arendtiano do termo, cuja compreensão é central

à articulação operada por ela entre a condição humana, o surgimento da sociedade e a prevalência de uma mentalidade atrelada ao mero viver via trabalho e consumo. Indicarei que há ao menos três sentidos principais do emprego da expressão animal laborans na obra de Hannah Arendt: como dimensão fundamental da existência condicionada pela vida; como produto da sociedade atomizada; e como mentalidade e “modo de vida” extraídos das condições do mero viver. Penso que tal empresa é um passo fundamental à compreensão da relação entre economia e política na era moderna.

O termo animal laborans aparece pela primeira vez na obra publicada de Hannah Arendt no texto “Ideologia e terror” (1953), incorporado à segunda edição de As origens do totalitarismo em 1958, mesmo ano de publicação de A con1

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Medium 9788530961930

Segundo Livro - Sexto capítulo: Limites e origens

Karl Jaspers Grupo Gen PDF Criptografado

Sexto capítulo: Limites e origens

Introdução: a questão fundamental (Teodiceia) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

O ser a partir da origem dos “estados” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Primeiro grupo: o impulso ao ouvir; segundo grupo: posturas fundamentais: o caráter distinto, a existência heroica, a alma dionisíaca; terceiro grupo: modos do ser no interior do ser.

O sim no repensar o ser . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Devir. – O eterno retorno do mesmo: a doutrina (1. A fundamentação da doutrina; 2. O transcender do pensamento enquanto suspensão da doutrina física; 3. O instante do pensamento; 4. O efeito existencial do pensamento; 5. O efeito histórico, síntese e a questão: Deus ou movimento circular? – Amor fati.

A mítica de Nietzsche . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Mítica natural. – Dioniso.

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Medium 9789724415895

VIII

Friedrich Nietzsche Grupo Almedina PDF Criptografado

A FILOSOFIA NA IDADE TRÁGICA DOS GREGOS

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VIII

Heraclito era orgulhoso, e quando o orgulho entra num filósofo, então, é um grande orgulho. A sua acção nunca o remete para um «público», para o aplauso das massas e para o coro entusiasta dos seus contemporâneos. Seguir um caminho solitário pertence à essência do filósofo.

O seu dom é o mais raro e, de certa maneira, o menos natural, excluindo e ameaçando todos os outros dons. O muro da sua auto-suficiência deve ser de diamante, para não ser destruído nem partido, porque tudo se movimenta contra ele. A sua viagem para a imortalidade é mais penosa e mais contrariada do que qualquer outra; e, no entanto, ninguém mais do que o filósofo pode estar seguro de nela alcançar o seu próprio fim – porque só ele sabe permanecer nas asas abertas de todas as épocas. O desprezo pelo presente e pelo momentâneo é parte integrante da grande natureza filosófica. Ele possui a verdade: a roda do tempo pode rodar para onde quiser, nunca poderá subtrair-se à verdade.

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Medium 9789724420080

PRIMEIRO MANUSCRITO

Karl Marx Grupo Almedina PDF Criptografado

Primeiro manuscritoSalário do trabalho[I] O salário é determinado pela luta amarga entre o capitalista e o trabalhador. A necessária vitória do capitalista.O capitalista pode viver mais tempo sem o trabalhador do que o trabalhador sem o capitalista. A união entre capitalistas é habitual e eficiente, ao passo que a união entre trabalhadoresé proibida e traz-lhes as mais penosas consequências. Além disso, o proprietário fundiário e o capitalista podem completar os seus rendimentos com os lucros da indústria, ao passo que o trabalhador não tem renda da terra nem juros sobre o capital para somar ao seu salário industrial. Daí a intensidade da concorrência entre os trabalhadores. Por conseguinte, só para os trabalhadores é que a separação do capital, da propriedade de raiz e do trabalho constitui uma separação inelutável, vital e perniciosa. O capital e a propriedade de raiz não precisam de persistir nesta abstração, mas sim o trabalho do operário.Para o trabalhador, portanto, a separação do capital, da renda da terra e do trabalho é fatal.

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Medium 9789724415970

Porque sou um destino.

Friedrich Nietzsche Grupo Almedina PDF Criptografado

ecce homo131Porque sou um destino1Conheço a minha sorte. Algum dia se associará ao meu nome a lembrança de alguma coisa de ingente – de uma crise como jamais outra existiu na Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão proferida contra tudo que até hoje foi objecto de fé, de exigência e de sacralização. Não sou um homem, sou dinamite.– E com tudo isto nada há em mim de um fundador de religião – as religiões são afazer da ralé, e eu preciso sempre de lavar as mãos depois de estar em contacto com homens religiosos... Nada quero com «crentes», penso que sou demasiado malicioso para acreditar em mim mesmo; nunca faloàs massas... Sinto uma angústia aterradora de que um dia me venham a canonizar; adivinhar­‑se­‑á porque é que antes publico este livro; ele deve impedir que comigo se cometam patifarias... Não quero ser santo algum, prefiro antes ser um arlequim... Sou porventura um arlequim... E apesar disso ou, antes, não apesar disso – pois até hoje nada houve de mais mentiroso do que um santo – a verdade fala por meu intermédio. – Mas a minha verdade é temível: com efeito, até hoje, chamou­‑se à mentira verdade.

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Medium 9789724420127

Introdução

Immanuel Kant Grupo Almedina PDF Criptografado

IntroduçãoNão foi uma inspiração calamitosa a de quem primeiro concebeu o pensamento e o propôs à realização pública de tratar todo o conjunto do saber (em rigor, das cabeças a ele votadas) por assim dizer industrialmente em que, graças à divisão do trabalho, se nomeariam tantos mestres públicos, professores, quantos os ramos das ciências; seriam eles como os seus depositários, formariam em conjunto uma espécie de entidade coletiva erudita, chamada universidade (ou escola superior), que teria a sua autonomia (pois só eruditos podem, enquanto tais, julgar eruditos); por conseguinte, a universidade, graças às suasFaculdades (3) (pequenas sociedades diferentes, segundo a diversidade dos principais ramos da erudição em que se dividem os outros universitários), é autorizada quer a admitir os alunos das escolas inferiores que a ela aspiram, quer a fornecer mestres livres (que não constituem membros seus), chamados doutores, após exame prévio e por poder próprio, com uma categoria universalmente reconhecida (para lhes conferir um grau), i.e., os criar.

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Medium 9789724420066

Dos conceitos a priori

Immanuel Kant Grupo Almedina PDF Criptografado

26IMMANUEL KANTpois o Eu sensível é determinado pelo Eu intelectual para a receção da mesma na consciência.Toda a observação psicológica interna, por nós empreendida, nos pode servir de prova e exemplo de que isso é assim, pois se exige que, pela atenção, afetemos o sentido interno – o que, em parte, pode ir até ao grau da fadiga (os pensamentos, enquanto determinações efetivas da faculdade representativa, pertencem também à representação empírica do nosso estado) para termos primeiramente na intuição de nós mesmos um /38 conhecimento do que nos apresenta o sentido interno, conhecimento que, em seguida, unicamente nos representa a nós como nos aparecemos, ao passo que o Eu lógico revela o sujeito tal como é em si, numa consciência pura, não como recetividade, mas como pura espontaneidade, sendo, porém, incapaz de conhecer a sua natureza.Dos conceitos a prioriA forma subjetiva da sensibilidade, se se aplicar, como tal deve acontecer, segundo a teoria dos seus objetos enquanto fenómenos, a objetos (Objekte) enquanto suas formas, suscita na sua determinação uma representação que dela é inseparável, a saber, a do composto. Com efeito, não nos podemos representar num determinado espaço senão ao traçá-lo, isto

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Medium 9789724419268

Prefácio

John Stuart Mill Grupo Almedina PDF Criptografado

Prefácio

Em 1806, ano em que John Stuart Mill nasceu em Londres, a Europa encontrava-se quase completamente dominada por

Napoleão. Pode dizer-se que a Inglaterra era o único foco de resistência às pretensões napoleónicas de domínio europeu.

Era de lá que partia sempre a contra-ofensiva; a Inglaterra era, de facto, a alma de todas as coligações diplomáticas e militares contra o expansionismo francês. Neste país, poucas instituições e altas-personalidades foram tocadas pelas ideias da Revolução

Francesa (sabemos bem porquê) ou pelo prestígio pessoal da grande figura de Napoleão, a que, no entanto, não puderam fugir alguns dos grandes homens do século xix, como Dostoievski,

Stendhal, Hegel, etc. Na Autobiografia não há a mais pequena referência à pessoa de Napoleão, um dos ingleses mais típicos do século xix mostra-se de todo indiferente à sua personalidade.

A Autobiografia ajuda-nos a compreender a razão deste alheamento. A educação de John Stuart Mill, sem que ele se aperceba disso, é feita à margem da vida social inglesa, em qualquer dos seus aspectos. E mais tarde, quando já formado intelectualmente, podendo, portanto, orientar-se como entendesse, continua à margem da vida da grande massa da nação. Isto não é desmentido pela atitude que tomou quando membro dos Comuns, muito pelo contrário: é sempre como protector, portanto, como aristocrata que se apresenta. Ora, durante os três primeiros quartéis do século xix em que Stuart Mill vive, a Europa atravessa uma das fases mais críticas do seu desenvolvimento.

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Medium 9788530935399

(24 = W II 9c. D 21. Outubro-Novembro de 1888)

Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

(24 = W II 9c. D 21. Outubro-Novembro de 1888)

24 (1)

Ecce homo

Ou:

Por que sei algumas coisas melhor.

De

Friedrich Nietzsche

1.

– Deter-me-ei em um problema que, ao menos ao que me parece, possui uma natureza mais séria do que o problema da “existência de Deus” e outras cristianices – falo do problema da alimentação. Trata-se, em suma, da questão: como é que tu tens de te alimentar, a fim de que possas alcançar o teu maximum de força, de virtù, de virtude no sentido da razão renascentista?

– Minhas experiências são aqui tão ruins quanto possível: fico espantado de ter chegado tão tarde, neste momento precisamente,

“à razão”, tarde demais em certo sentido: e somente a completa iniquidade de nossa formação alemã explica, para mim, em certa medida, por que é que eu justamente aqui me achava atrasado até as raias da “sacralidade”. Essa “formação”, que nos ensina a perder de vista fundamentalmente e desde o princípio as realidades, para se colocar à caça de metas assim chamadas “ideais” inteiramente problemáticas, por exemplo, à caça de uma assim chamada “formação clássica”! – como se não fosse de morrer de rir colocar juntos na boca os termos “clássico” e “alemão”. Pensemos simplesmente em um homem de Leipzig “classicamente formado”! – De fato, até os meus anos da mais plena maturidade, sempre comi mal – expresso em termos morais, sempre comi

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Medium 9788536325187

Normas e variedades de filosofia política

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

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Iain Mackenzie

por assim dizer. O liberalismo, para Foucault, acarretou a “governamentalização” de todas as nossas vidas, de tal forma que como indivíduos somos induzidos a nos governarmos continuamente (visto que a quantidade de pessoas que precisam ser governadas é tão imensa que o governo não consegue simplesmente impor sua vontade ao “povo.”) De acordo com

Foucault, portanto, regimes liberais são os que se definem não pelas liberdades que abrigam, mas antes pelo fato de instilarem nos indivíduos um senso de liberdade que age como mecanismo para disciplinar um populacho heterogêneo a governar a si próprio. Consequentemente, não há necessidade do aparato tradicional de governo para bem gerir um país.

Um exemplo famoso que ele apresentou desse processo em andamento é o uso crescente da vigilância na sociedade (Foucault, 1977).

Justifica­‑se a mesma em nome do direito à liberdade de movimento e pela necessidade de segurança; na verdade, porém, a vigilância nos leva a censurar nossa própria conduta para o caso de sermos “apanhados pela câmara.” Um indivíduo bem disciplinado, que tenha internalizado a necessidade de portar­‑se assim como deveria, não carece de forte ação do governo sobre si. Enquanto nós, indivíduos, vemos os direitos como meios de proteção, de acordo com Foucault, os mesmos representam parte de um complexo aparato social destinado a nos disciplinar a uma atividade humana “normal.” Por essa razão, o governo efetivo da nossa própria sociedade não está ocorrendo nem mediante a maquinaria do Estado, nem por meio de novos espaços institucionais conquistados desde os anos de

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