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Medium 9788536325170

6. A teoria feminista psicanalítica e pós‑estruturalistae as respostas deleuzianas

Tina Chanter Grupo A PDF Criptografado

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A teoria feminista psicanalítica e pós­‑estruturalista e as respostas deleuzianas

Neste capítulo, começo por considerar a teoria feminista psicanalítica e depois analiso a importância da formulação de Derrida das oposições binárias para o feminismo. Depois, volto­‑me brevemente para uma crítica deleuziana tanto de uma teoria feminista de inspiração psicanalítica quanto de uma teoria pós­‑estruturalista. Finalmente, usando Moira

Gatens como meu principal ponto de referência, demonstrarei como o papel inspirador que Bento de Espinosa ofereceu a Deleuze e Guattari ajudou­‑me a levar a teoria feminista para além de um ponto de vista cartesiano que se tornou de alguma forma estéril.

Abigail Bray e Clare Colebrook fazem uso do distúrbio da anorexia para ilustrar as limitações do que chamam de feminismo corporal e das vantagens de uma moldura deleuziana (1998). Devo fazer uso de tal análise, que serve a um propósito útil, embora possa ignorar algumas das diferenças entre os vários teóricos que elas rotulam como feministas corporais. Bray e Colebrook destacam um problema geral com as críticas do “falocentrismo”, isto é, com as teorias feministas que tendem a construir uma narrativa totalizadora de relatos abrangentes de subjetividade e de experiência de tendência masculina, postulados como determinantes negativos e limitadores de qualquer expressão de autenticidade feminina.

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Medium 9789724415642

Terceira Parte

Charles De Second Montesquieu Grupo Almedina PDF Criptografado

Terceira ParteLivro XIVDas leis na relação que têm com a natureza do clima (*)Capítulo IIdeia geralSe for verdade que o carácter do espírito e as paixões do coração são extremamente diferentes nos diversos climas, as leis devem ser relativas tanto à diferença dessas paixões, como à diferença desses caracteres.(*) Montesquieu prossegue uma longa tradição intelectual que procurava relacionar a política e as condições climatéricas e geográficas, e que contava nas suas fileiras com os nomes de Aristóteles, Hipócrates, Galiano e, mais próximo deMontesquieu, em termos cronológicos e de influência, Jean Bodin. Ver, por exemplo, Platão, Leis, 747d-e, Aristóteles, Política, 1237b20-33 e Bodin, Les six livres de laRépublique, V.1. Bodin chegou ao ponto de dividir os povos do mundo em três grandes grupos – tal como Montesquieu também divide os países em «frios»,«temperados» e «quentes» – segundo uma rigorosa escala latitudinal. Assim, até aos trinta graus acima do Equador, havia as «regiões ardentes» habitadas pelos

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Medium 9789724415970

Porque sou um destino.

Friedrich Editora Almedina PDF Criptografado

ecce homo131Porque sou um destino1Conheço a minha sorte. Algum dia se associará ao meu nome a lembrança de alguma coisa de ingente – de uma crise como jamais outra existiu na Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão proferida contra tudo que até hoje foi objecto de fé, de exigência e de sacralização. Não sou um homem, sou dinamite.– E com tudo isto nada há em mim de um fundador de religião – as religiões são afazer da ralé, e eu preciso sempre de lavar as mãos depois de estar em contacto com homens religiosos... Nada quero com «crentes», penso que sou demasiado malicioso para acreditar em mim mesmo; nunca faloàs massas... Sinto uma angústia aterradora de que um dia me venham a canonizar; adivinhar­‑se­‑á porque é que antes publico este livro; ele deve impedir que comigo se cometam patifarias... Não quero ser santo algum, prefiro antes ser um arlequim... Sou porventura um arlequim... E apesar disso ou, antes, não apesar disso – pois até hoje nada houve de mais mentiroso do que um santo – a verdade fala por meu intermédio. – Mas a minha verdade é temível: com efeito, até hoje, chamou­‑se à mentira verdade.

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Medium 9789724420943

11. Baixa da Taxa do Lucro

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

11. BAIXA DA TAXA DO LUCRO(1)A constante diminuição relativa do número de operários empregados deve influenciar a taxa do lucro de modo particular.A finalidade das máquinas (do mesmo modo que a dos progressos técnicos dos períodos anteriores) é economizar trabalho. A mesma quantidade, ou mesmo uma quantidade maior, de mercadorias é produzida por um menor número de operários.O trabalho vivo, adquirindo um rendimento mais elevado, torna-se mais produtivo. Aumentar a produtividade, tal é o alfa e oómega de todo o progresso económico.Mas isso significa que o mesmo número de operários trabalha uma quantidade sempre maior de matérias-primas e de meios de trabalho. Se, por exemplo, graças à ajuda das máquinas, os operários podem fabricar dez vezes mais fios de algodão do que fabricavam antes no mesmo tempo, têm também necessidade de dez vezes mais algodão, a que se junta igualmente o corpo potente e precioso da máquina, de um valor bastante maior que o das antigas ferramentas do artesão. Noutras palavras, todo o progresso económico, e numa medida considerável o progresso suscitado pela máquina, aumenta a quantidade do capital constante posto em movimento por um dado número de operários. Mas diminui assim a taxa do lucro, como se conclui do quadro apresentado adiante.

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Medium 9788530944063

[3 = WI 7b. WI 3b. Mp XVI 2b. Mp. XVI 1b. Início de 1886 - Primavera de 1886]

Friedrich Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

[3 = WI 7b. WI 3b. Mp XVI 2b. Mp. XVI 1b.

Início de 1886 – Primavera de 1886]

3 (1)

História natural dos espíritos livres

3 (2)

Para a

História natural do espírito livre

Por

Friedrich Nietzsche

3 (3)

Dedicatória e pós-canto

“Para aquele que torna todo céu límpido

E todo mar tempestuoso –”

3 (4)

A vontade de poder.

Presságios de uma filosofia do futuro.

Por

Friedrich Nietzsche

3 (5)

Incompreensões da busca de domínio.

A serenidade como redenção.

A dança.

Escárnio quanto a “algo divino” – sintoma da convalescença.

A exigência de “fatos fixos” – Teoria do conhecimento o quanto de pessimismo há aí!

Z criar-se como seu adversário

144

FRIEDRICH NIETZSCHE

3 (6)

O amor à pátria é algo jovem na Europa e ainda se acha sobre pernas fracas: ele facilmente cai no chão! Não podemos nos deixar enganar pelo barulho que ele faz: são as crianças pequenas que gritam mais alto.

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Medium 9789724420080

Renda de Terra

Karl Editora Almedina PDF Criptografado

Renda de Terra

[I] O direito do proprietário fundiário tem a sua origem no roubo(1). Os senhores de terras, como todos os homens, gostam de recolher onde não semearam e exigem mesmo uma renda pelo produto natural da terra(2).

«Poderia supor-se que a renda de terra constitui apenas o lucro do capital que o proprietário utilizou para o melhoramento do solo... Há casos em que a renda de terra é em parte assim […] mas o proprietário fundiário exige 1) uma renda por terra não aproveitada, e aquilo que se pode considerar como interesse ou lucro sobre os custos de melhoramento é quase sempre uma adição à renda original; 2) além disso, tais melhoramentos nem sempre são feitos com o capital do proprietário fundiário, mas às vezes com o do rendeiro. Não obstante, quando se trata de renovar a renda, o proprietário exige ordinariamente um aumento de renda como se todos os sobreditos melhoramentos tivessem sido feitos com os seus próprios fundos; 3) por vezes, chega até a exigir uma renda por aquilo que já é absolutamente incapaz de ser melhorado por mãos humanas»(3).

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Medium 9789724415642

Primeira parte

Charles De Second Montesquieu Grupo Almedina PDF Criptografado

Primeira parteLivro IDas leis em geralCapítulo IDas leis na sua relação com os vários seresNo seu significado mais amplo, as leis são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas. E, nesse sentido, todos os seres têm as suas leis; a Divindade (1) tem as suas leis; o mundo material tem as suas leis; as inteligências superiores ao homem têm as suas leis; os animais têm as suas leis; o homem tem as suas leis (*).(1) A lei, diz Plutarco, é a rainha de todos, mortais e imortais. No tratadoQue é Necessário que um Príncipe Seja Sábio.(*) À primeira vista, o termo leis aqui empregue reflecte uma relação de causalidade entre determinante e efeito. Poder-se-ia dizer que se trata de «leis» no sentido físico do termo (embora digam respeito tanto ao mundo físico como humano), na medida em que o efeito não é menos do que uma consequência necessária de uma causa inteligível. A causalidade, neste sentido, seria a condição de inteligibilidade num mundo que não é governado pela «fortuna». Se porventura a diversidade do mundo humano, por aparentar o caos e a desordem, nos assombra é porque nos esquecemos que todos os «acidentes particulares» são arrastados pelo «andamento principal» (CGR, XVIII). Em qualquer caso, as leis da

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Medium 9789724420127

4. Pela experiência não é possível resolver imediatamente o problema do progresso

Immanuel Editora Almedina PDF Criptografado

O CONFLITO DAS FACULDADES

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4. �Pela experiência não é possível resolver imediatamente o problema do progresso

Se se constatasse que o género humano, considerado no seu todo, avançou e progrediu durante tão longo tempo, ninguém, no entanto, pode garantir que, justamente agora, irrompeu, em virtude da disposição física da nossa espécie, a época da sua regressão; e inversamente, se se recuar e, com queda acelerada, se desembocar no pior, não há que desesperar de encontrar o ponto de inflexão (punctum flexus contrarii) em que, graças à disposição moral da nossa espécie o curso desta se vire de novo para o melhor. Com efeito, lidamos com seres que agem livremente, aos quais se pode, porventura, ditar de antemão o que devem fazer, mas não predizer o que farão e que, do sentimento dos males que a si próprios infligiram, sabem tirar, quando tal piora, um móbil reforçado para fazer ainda melhor do que se encontrava antes daquela situação. – Mas «pobres mortais

(diz o Abade Coyer), entre vós nada é constante a não ser a inconstância!»

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Medium 9789724420073

Notas dos editores alemães

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Grupo Almedina PDF Criptografado

NOTASDOS EDITORES ALEMÃESObservação preliminarPara as variantes e as leituras elucidativas quanto ao ponto de vista da crítica textual e do conteúdo, as diversas edições daEnciclopédia são designadas pelas abreviaturas seguintes:A = Primeira edição original (1817)B = Segunda edição original (1827)C = Terceira edição original (1830)O = �Obras de Hegel. Edição por um grupo de amigos. T. VI,VII/1, T. VII/2 (1840-1845)L = Edição de Lasson (Bibliot. Fil., 33), 4.ª ed. (1930)H = Edição de Hoffmeister (Bibliot. Fil., 33), 5.ª ed. (1949)Além disso, citam-se resumidamente as obras seguintes:Primeiros escr. impr. �G. W. F. Hegel: Erste Druckschriften, ed. G. Lasson,Lípsia 1928 (Bibliot. Fil., 62)Escritos de B. �G. W. F. Hegel: Berliner Schriften, ed. J. Hoffmeister,Hamburgo 1959 (Bibliot. Fil., 240)Lógica �G. W. F. Hegel: Wissenschaft der Logik, ed. G. Lasson,

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Medium 9789724416052

INTRODUÇÃO

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Editora Almedina PDF Criptografado

Introdução

Para conhecer a Ideia da vida ética absoluta, deve a intuição estabelecer-se de um modo inteiramente adequado ao conceito, pois a Ideia nada mais é do que a identidade dos dois.

Porém, para que tal identidade seja conhecida, deve ser pensada como um ser-adequado; mas em virtude de, no ser-igual, a intuição e o conceito se manterem um fora do outro, são postos com uma diferença, um na forma da universalidade, o outro na forma da particularidade contra o outro. Para que esta equiparação se torne perfeita, importa que o que aqui se pusera na forma da particularidade se ponha agora, inversamente, na forma da universalidade, e o que fora posto na forma da universalidade, agora se ponha na forma da particularidade.

Mas o que verdadeiramente é o universal é a intuição; o verdadeiramente particular, porém, é o conceito absoluto. Cada um deve, pois, opor-se ao outro, uma vez sob a forma da particularidade, e outra sob a forma da universalidade; é preciso que se subsuma ora a intuição no conceito, ora o conceito na intuição. Embora a última relação seja a relação absoluta em virtude do fundamento aduzido, o primeiro é também absolutamente necessário, para que a igualdade absoluta exista para o conhecimento, pois a última é apenas em si mesma uma e apenas única relação e, por conseguinte, não está nela posta a absoluta igualdade da intuição e do conhecimento. Ora, a ideia da absoluta eticidade é o retomar em si da realidade absoluta

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Medium 9789724417516

SECÇÃO III A CAUSA DA DOR E DO MEDO

Edmund Editora Almedina PDF Criptografado

UMA INVESTIGAÇÃO FILOSÓFICA

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pedaço de terra; já para não falar das inexplicáveis antipatias que podemos sentir em relação a muitas pessoas, embora todas estas conclusões tenham provavelmente sido obtidas da experiência ou dos receios dos outros e algumas, com toda a probabilidade, tenham sido impressas bastante tarde. No entanto, tal como admitimos que muitas coisas nos afectam dum modo determinado, e não em virtude de quaisquer poderes naturais que possuam com vista a essa finalidade, mas devido à associação; do mesmo modo, e por outro lado, seria absurdo afirmar que todas as coisas só nos afectam por associação, uma vez que algumas deverão ter sido original e naturalmente agradáveis ou desagradáveis, e é delas que outras derivam os seus poderes associados. E seria inútil, segundo creio, procurar na associação a causa das nossas paixões, antes de desistirmos de a descobrir nas propriedades naturais das coisas.

secção iii

A CAUSA DA DOR E DO MEDO

Afirmei, anteriormente(*), que tudo aquilo que tem capacidade para suscitar terror pode servir de fundamento para o sublime, observação à qual acrescento o seguinte: Isto ocorre não só com aquelas mas também com muitas coisas que não representam qualquer perigo mas exercem um efeito similar porque operam de igual forma. Observei também(**) que qualquer coisa que produza um prazer positivo e um prazer original está apta para incorporar a beleza. Portanto, para esclarecer a natureza destas qualidades, poderá ser necessário explicar a natureza da dor e do prazer da qual dependem. Num homem que sofre uma dor violenta no corpo (imagino a dor mais intensa pois o efeito deverá ser mais evidente), os dentes cerram-se, os olhos fecham-se, as sobrancelhas contraem-se

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Medium 9789724416748

1. Evolução das ideias na Inglaterra

John Editora Almedina PDF Criptografado

IV

O PROBLEMA DA TOLERÂNCIA

ENTRE 1667 E 1689

1.  Evolução das ideias na Inglaterra

Um tema, contudo, permaneceu constantemente ausente da argumentação de Locke até 1667: a ideia de que a Igreja é uma sociedade livre e voluntária e que também é diferente do

Estado, no seu fim e nos seus meios, que a própria política não tem valor igual ao da fé religiosa(54), como Locke não deixa de afirmar. É que os tratados de 1660-1662 não são tratados sobre a tolerância, mas tratados sobre o poder do Magistrado em matéria de religião.

De facto, a ideia de igreja como societas spontanea e a da distinção entre Igreja e Estado, que se lhe segue, desenvolveram-se com a própria Reforma. Seja como for, elas estão já bem estabelecidas no pensamento de Locke pelo menos depois de 1661, como o revelam textos do Commonplace Book. É de Hooker(55) que declara ter extraído a sua definição de igreja como «sociedade sobrenatural e voluntária», que corresponde à inclinação para a vida social, tão natural ao homem e supõe um consen-

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Medium 9788530958978

[41 = W I 5. Agosto – Setembro de 1885]

Friedrich Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

[41 = W I 5. Agosto – Setembro de 1885]

41 (1)

Sils-Maria, Final de Agosto de 1885

Friedrich Nietzsche, Escritos reunidos

Primogênitos. O nascimento da tragédia.

Considerações extemporâneas.

Discursos sobre Homero.

Humano, demasiadamente humano. Um livro para espíritos livres.

“Entre nós”. Opiniões e sentenças misturadas.

Aurora. Pensamentos sobre os preconceitos morais.

Gai saber. Prelúdio a uma filosofia do futuro.

Assim falou Zaratustra. Um livro para todos e para ninguém.

Meio-dia e eternidade. Patrimônio de um vidente.

“Exultabit Solitudo et florebit quasi lilium”126

Isaías.

41 (2)

Nova consideração extemporânea

1.

Venera-se e despreza-se como um louco em anos de juventude e oferecem-se seus sentimentos mais ternos e mais elevados para a interpretação de homens e coisas que não nos pertencem, assim como nós não pertencemos a eles. A própria juventude é algo falsificador e enganador. Parece que o elemento venerando e iracundo, que é próprio à juventude, não tem de modo algum nenhuma tranquilidade, até que ele tenha “falsificado” de maneira retificadora os homens e as coisas, até que ele possa descarregar seus afetos sobre eles. Mais tarde, quando nos tornamos mais

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Medium 9789724420066

Primeiro estádio da metafísica no tempo e no país designados

Immanuel Editora Almedina PDF Criptografado

44IMMANUEL KANT/68 Primeiro estádio da metafísica no tempo e no país designadosO que concerne à análise dos puros conceitos de entendimento e dos princípios a priori utilizados para o conhecimento da experiência constitui a ontologia; não pode negar-se aos dois filósofos nomeados, sobretudo ao ilustre Wolff, o grande mérito de terem exercido maior clareza, precisão e esforço pela solidez demonstrativa do que alguma vez acontecera antes, ou fora daAlemanha, no domínio da metafísica. Mesmo sem denunciar a falta de /69 acabamento, visto que nenhuma crítica estabelecera um quadro das categorias segundo um princípio firme, a carência de toda a intuição a priori, que não era reconhecida como princípio e que Leibniz, pelo contrário, intelectualizara, isto é, transformara em simples conceitos confusos, foi, no entanto, a causa de ele considerar impossível o que não podia representar por simples conceitos do entendimento, e de estabelecer princípios que violentam o bom senso e não possuem solidez.

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Medium 9789724420158

A Quarta Petição

Lutero Editora Almedina PDF Criptografado

a quarta petiçãoO pão nosso de cada dia nos dai hojeAté aqui empregámos as palavrinhas: vosso, vossa. Daqui em diante diremos: nosso, nós, nos, etc. Veremos que há uma razão para isto.Quando, nas três primeiras petições, Deus nos atende e em nós santifica o seu nome, introduz-nos no seu Reino, difundindo em nós a sua graça, que começa a justificar-nos. Logo que esta graça começa a fazer a vontade de Deus, descobre umAdão recalcitrante. Por isso, S. Paulo, lamentando-se, afirma que não faz o bem que quereria (1). De facto, o querer próprio, inato depois de Adão, resiste em todos os nossos membros contra as boas inclinações. Por isso, do fundo do coração, a graça faz subir até Deus o seu grito contra este mesmo Adão, e declara: «Seja feita a vossa vontade.» É que o homem se encontra rudemente oprimido por si mesmo. Portanto, quandoDeus ouve este grito, quer ir socorrer a sua graça muito amada e aumentar o seu Reino já começado; intervém com severidade e com força contra o cabecilha principal, o velho Adão, inflige-lhe todas as desgraças, aniquila tudo o que empreende, cega-o e ultraja-o de todos os lados. É o que acontece quando nos envia sofrimentos e adversidades de todo o género, e a tal se prestam necessariamente as más-línguas, as pessoas maldosas e pérfidas; e quando os homens não são suficientes, os demónios também contribuem a fim de que o nosso querer seja decapitado, com todas as suas más inclinações, para que

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