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Medium 9788520432860

7. Nietzsche e o amor fati em busca da saúde

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

Capítulo 7

Nietzsche e o amor fati em busca da saúde

Amor fati – esta fórmula de Nietzsche é a medicina da alma que o alemão oferece em contraposição às medicinas gregas e cristãs, os quais, para ele, envolvem algum nível de moralização. As diretrizes ético-morais são confirmações da práxis de um povo e, ao mesmo tempo, uma ordem para que essa práxis não se perca, ou até se aperfeiçoe, o que asseguraria a existência histórica de seus protagonistas.

Essa ideia de sobrevivência nunca atraiu Nietzsche. Seu projeto era superar a nós mesmos, os humanos, que ele via como impossíveis de não serem pequeninos vermes morais, arrastando-se na sobrevivência.

Assim, a ideia do amor fati, para Nietzsche, jamais foi uma regra ético-moral – uma expressão para o dever ser. Ele a tomou como uma fórmula pela qual se pode enunciar a possibilidade do amor pela vida como ela é. Assim, talvez fosse possível dizer que Nietzsche, diferentemente de qualquer outro filósofo, foi médico da alma. O primeiro médico da alma que fez essa medicina se desgarrar da filosofia, ou seja, de algum projeto de dever ser. O que ele tinha nas mãos era menos a filosofia ético-moral como medicina, e, sim, uma pura medicina da alma. Nada além da ideia de conduta sadia contra a ideia da conduta moral.

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Medium 9788563899392

Capítulo 5 - Doutrinas e tópicos

Hans-Johann Glock Grupo A PDF Criptografado

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Doutrinas e tópicos

Muitos leitores sentirão que, até este estágio, estive fazendo rodeios. Já que a filosofia analítica constitui um movimento, uma tradição ou uma corrente filosófica genuína, não deveriam seus proponentes estar unidos por certos interesses ou certas visões filosóficas? Está mais do que na hora de poupar pensamento para a sugestão deveras

óbvia de que a filosofia analítica é caracterizada por certos tópicos e/ou certas doutrinas. Poderíamos chamar tais concepções tópicas ou doutrinárias da filosofia analítica de “materiais”, para distingui­‑las de concepções formais (metodológicas e estilísticas) a serem consideradas no capítulo seguinte.

Os filósofos têm uma queda notória pela discordância, e uma inspeção mais de perto tende a revelar a diversidade mesmo dentro de escolas ou movimentos paradigmáticos. No caso da filosofia analítica, esse fenômeno geral é particularmente pronunciado. A maioria dos comentadores estaria de acordo com a negação de Soames de que a filosofia analítica é uma “escola ou uma abordagem altamente coesa sobre a filosofia, com um conjunto de doutrinas tecidas de modo bem apertado que a definem”

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Medium 9788520432860

9. Mais doenças, mais remédios

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

Capítulo 9

Mais doenças, mais remédios

A inveja

Quando fiquei sabendo da morte de meu pai, enfartado em uma ambulância a caminho do hospital, a primeira coisa que perguntei para a minha mãe, que o acompanhava, é se ele, ao final, teve medo, se ficara angustiado pelo medo. O que eu não queria era que meu pai passasse pelo ataque de ansiedade.

Minha mãe disse que não, mas eu jamais saberei a verdade.

Ansiedade extrema, angústia, medo. Esses três estados da alma são primos entre si. São males terríveis. No mundo antigo, eles tiveram seu lugar especial. Epicuro considerou a ansiedade como o pior deles, fruto do medo e porta aberta para a angústia. Fez toda sua filosofia em torno da ideia de eliminar a ansiedade. Mas isso não quer dizer que os antigos não se ocuparam de outros infortúnios psíquicos. Sócrates viu na presunção desmedida uma doença da alma. Platão tomou a injustiça da cidade e a consequente anomia como uma preocupação importante. Aristóteles não deixou de considerar uma série de pequenos e grandes males. Todavia, nenhum deles deu a importância que nós, modernos, damos ao que consideramos o nosso pior mal: a inveja.

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Medium 9788530935399

(17 = MP XVII 4. MP XVI 4a W II 8a. W II 9a. Maio-Junho de 1888)

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

(17 = MP XVII 4. MP XVI 4a W II 8a. W II 9a.

Maio-Junho de 1888)

17 (1)

Primeiro capítulo

Segundo capítulo

Terceiro capítulo

Conceito do movimento niilista como expressão da decadência.

– a decadência por toda parte as formas típicas de expressão da decadência

1) Escolhe-se o que acelera o esgotamento

2) Não se sabe resistir

3) Confundem-se causa e efeito

4) Anseia-se por ausência de dor

(72) Em que medida o

“hedonismo” também é um tipo degenerado

5) O “mundo verdadeiro”: conceito da Realidade por meio de sofredores (46) primeiro caderno (72) a natureza oposta, os valores dionisíacos: (72) a era trágica

6) A falsificação niilista de todas as coisas boas

(59) (108) (109) amor do

“intelecto abúlico” o gênio arte do “sujeito livre em termos volitivos”

7) A impotência para o poder, a impotência: suas artes insidiosas (98)

17 (2)

A) Da degradação dos que comandam.

FRAGMENTOS PÓSTUMOS, 1887–1889 (Vol. VII)

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Medium 9788530954369

Capítulo 8 – Ordo Amoris

MAFFESOLI, Michel Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

8

Ordo Amoris

Non intratur in veritatem, nisi per caritatem.

Não se entra na verdade, a não ser pela caridade.

Santo Agostinho

UM “SER AMOROSO” ILIMITADO

A palavra caritas, via real da verdade para Santo Agostinho, enfraqueceu-se. A não ser pelo fato de encontrar nas numerosas manifestações caritativas um vigor renovado. O de um elo social em que o amor tem seu lugar. Não se trata, é claro, de um amor que se pode reduzir à esfera privada. Nem de um amor que designa o sentimento experimentado por duas pessoas uma pela outra. O amor em questão, em seu sentido pleno, é um termo cômodo para designar uma ambiência geral na qual se elabora e se desenvolve uma maneira de estar-junto.

Maneira não necessariamente nova, mas que foi oculta, ou, no mínimo, marginalizada, será preciso ver por que, ao longo de toda a modernidade. E a ligação agostiniana entre verdade e caritas é oportuna, se concordarmos, na ótica fenomenológica, em reconhecer que “o próprio da verdade é

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Medium 9788536320106

2. Lendo filosofia

Saunders, Clare Grupo A PDF Criptografado

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Lendo filosofia

A filosofia, assim como a maioria das disciplinas humanas, baseia-se muito em textos, e uma grande quantidade do tempo que você dedicará a ela será usada na leitura de textos filosóficos. Este capítulo oferece informações que deverão ajudá-lo a decidir o que e quando ler, além de sugerir uma série de estratégias que farão com que você retire o máximo de suas leituras e desenvolva sua própria capacidade de análise filosófica.

O que ler

Você poderá receber uma orientação especial sobre o que ler a cada semana, a fim de preparar-se para as aulas. Com frequência, toda leitura a ser feita está detalhada no programa do curso, o que faz com que seja fácil decidir o que ler com mais atenção. Contudo, essa talvez não seja a experiência de todos ao começar um curso de filosofia, pois a orientação de leitura varia enormemente de uma instituição para outra.

Mesmo quando você receber orientação prévia sobre o que ler para o próximo semestre, é provável que, em algum momento, especialmente quando estiver preparando um trabalho que será avaliado, tenha de assumir o controle de sua própria leitura e julgar o que leu.

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Medium 9788520432860

3. Epicuro e o Tetrapharmako contra a ansiedade

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

Capítulo 3

Epicuro e o Tetrapharmako contra a ansiedade

A pederastia e o homoerotismo, excessivamente presentes do contexto socrático-platônico, faltaram em Epicuro. Aliás, o próprio erotismo em geral adquiriu uma versão menos heroica no mundo de Epicuro. As relações entre os filósofos e os seus entusiastas estiveram muito mais afeitas à amizade que ao amor.

Philia e eros se tornaram palavras menos intercambiáveis e, em certo sentido, mais próximas do modo como nós, modernos, as entendemos.

A prática da medicina da alma se desenvolveu não mais tendo a cidade como uma comunidade, e sim fazendo-se na escola filosófica, que, por sua vez, tendeu a se tornar uma comunidade, às vezes em desdém aos deveres de cidadania. A filosofia não perdeu suas grandes áreas de investigação, mas, quanto à sua aplicação, ganhou um rumo menos articulado à política e, sem dúvida, mais subjetivo.

De Sócrates a Epicuro, a medicina da alma fez um estranho movimento. Em um primeiro momento, com Sócrates, o im­ portante da filosofia como cuidado da alma se fez pelo exercício do “exame da vida”. Em um segundo momento, com Platão, o amor ganhou o centro das atenções e o cuidado da alma recebeu um forte aporte teórico. Floresceu a ideia da descrição da atividade da alma como uma usina de transformação das

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Medium 9788520432860

5. Santo Agostinho, aspiração a cirurgião da alma má

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

Capítulo 5

Santo Agostinho, aspiração a cirurgião da alma má

A Rede Globo de TV não consegue admitir a existência do mal. Não se pode dizer se é ou não uma maneira de autodissimulação. O que se constata é que, em suas novelas, que são bem representativas da visão de mundo daquele aparato midiático, é claro que há a apresentação de personagens maldosos, mas, ao fim e ao cabo, quase sempre, eles são apresentados como psicopatas. “Falta-lhes um parafuso”, por isso cometem crimes bárbaros. O prazer que sentem com o mal de outros pode até ter lá, no meio da história, uma gênese mais ou menos cabível em termos literários. Mas, ao final, o destino do malfeitor é se apresentar maluco. A cadeia ou a morte do personagem maldoso não valem se este não se mostra, em algum aspecto, como um exemplar de alguma patologia.

Essa visão simplória tanto da loucura quanto do mal serve para produzir algum efeito tranquilizador ao final. Que não se preocupem os telespectadores, o mal – o demônio em pessoa

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Medium 9788530961930

Terceiro livro - Segundo capítulo: Como Nietzsche é compreendido por nós

JASPERS, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

Segundo capítulo: Como Nietzsche

é compreendido por nós

Caminhos da crítica a Nietzsche . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Crítica lógica. – Crítica de conteúdo. – Crítica existencial.

A vontade do puro aquém. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

A posição da ausência de Deus – A substituição da transcendência e seu fracasso. – O transcender de Nietzsche – O filosofar em face da falta de Deus.

O novo filosofar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

A negatividade absoluta. – Tentativas. – Nietzsche como vítima. – O que

Nietzsche é e fez permanece em aberto.

A apropriação de Nietzsche . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Ilusão por meio de Nietzsche. – O educador filosófico. – O comportamento em relação à exceção.

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Medium 9788530935061

V - A QUESTÃO PENAL NO ADVENTO DA REPÚBLICA

MOTTA, Manoel Bastos da Grupo Gen PDF Criptografado

V

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A QUESTÃO PENAL NO ADVENTO

DA REPÚBLICA

Em 1888, Francisco de Assis Rosa e Silva, último ministro da

Justiça do Império, às vésperas do momento em que a sociedade brasileira inaugura a nova ordem republicana, eis como define a função do sistema penal: “um bom sistema penitenciário desempenha um papel essencial na limitação dos males do presente”, sendo função essencial do Poder Público. Mas o Estado não se limita a prender, a sequestrar os delinquentes, a privá-los de liberdade. A função de punir é uma função cientificamente realizada, que recorre à ciência e

à sociologia. Ante o progresso dessas, o direito e o dever do Estado perseguem um fim mais amplo, um fim mais nobre, outro fim mais humanitário, mais social, que não é assinalado apenas aqui, mas por acordo universal, que é a correção, a regeneração do delinquente.1

Esse discurso, que nos parece hoje tão atual, que pode parecer formulado por alguma personalidade esclarecida do ministério da Justiça, é quase contemporâneo da Proclamação da República entre nós. Ele é enunciado no momento de passagem para a República, quando emerge esse novo sistema político que no Brasil já conta com mais de um século de existência. O Estado afirma, de maneira clara e indiscutível, que a maneira de pensar, de resolver, de forma sistemática e coerente, o problema da criminalidade e da delinquência não é apenas pela punição, pelo castigo, mas que deve visar simultaneamente à regeneração, à recuperação, à correção dos delinquentes.

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Medium 9788536309149

Capítulo 3 - Indeterminação eaprendizado de línguas: comunicação como o encontro de mentes

José Medina Grupo A PDF Criptografado

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Indeterminação e aprendizado de línguas: comunicação como o encontro de mentes

Na sua leitura cética das Investigações filosóficas, Kripke (1982) encontrou uma forte convergência entre os argumentos de Wittgenstein e de Quine, quanto à indeterminação do significado. Seguindo Kripke, muitos comentadores têm argumentado que, não obstante importantes diferenças de detalhe e orientação, os dois filósofos concordam quanto aos essenciais:1 os argumentos quanto à indeterminação, de acordo com Wittgenstein e Quine, dizem eles, dão suporte à mesma visão holística da linguagem e uma abordagem pragmática semelhante para a semântica. Neste capítulo, tentarei mostrar que as semelhanças de superfície entre os argumentos de Wittgenstein e

Quine escondem diferenças profundas, e que seus argumentos, em última análise, levam a visões de linguagem que são incompatíveis. Além de elucidar estas perspectivas influentes na indeterminação do significado, também argumentarei que os contextos da comunicação cotidiana sujeitam nossas interações lingüísticas a consideráveis restrições de tal forma que nossos significados podem adquirir certos graus de determinação, mesmo se alguns graus de indeterminação ainda subsistem. Por intermédio de restrições contextuais, os significados de nossas interações lingüísticas localizadas podem tornar-se contextualmente determinadas, isto é, determinadas o suficiente para que a troca de comunicação possa continuar com sucesso. A determinação contextual é alcançada quando os participantes em uma comunicação restringem o conjunto de interpretações semânticas admissíveis por um processo de negociação, no qual diferentes interpretações são tácita ou explicitamente rejeitadas. É importante distinguir entre esta forma de determinação obtida contextualmente, que só ocorre em graus, e a idéia de determinação

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Medium 9788565848763

Capítulo 4 - Ensino médio: órfão de ideias, herdeiro de equívocos

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

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Ensino médio: órfão de ideias, herdeiro de equívocos

O ensino médio era nanico e só começou a crescer na década de 1990.

Essa expansão pôs a descoberto os problemas e indefinições que antes eram menos sérias ou não chamavam a atenção. Entre preparar para cidadania, para o mercado e para o ensino superior, o médio se vê afogado com excesso de tarefas e não faz nenhum bem. Ainda pior, é o

único no mundo que nem oferece alternativas diferentes para diferentes perfis de alunos nem permite escolhas dentro do curso.

Um aluno fez uma bela descrição do ensino médio. Segundo ele, quando cursava o fundamental, estudava coisas interessantes. Caminhando pelas ruas ou pelos campos, via no mundo real o que havia aprendido na escola. Ao galgar o médio, olhando na rua, não via nada do que havia aprendido. Era tudo abstrato e distante do mundo real. Estava frustrado.

Por tudo que sabemos, o médio é o nível mais engasgado. Está no meio do caminho. Não sabe o que fazer com a diversidade crescente de alunos – que também não sabem o que querem. Tem demasiadas missões: precisa arredondar a formação inicial do aluno, oferecer uma competência mínima nas ciências e nas humanidades e consolidar os valores de cidadania e identidade cultural.

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Medium 9788536325187

O estado patriarcal

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

Política

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altera seu caráter na proporção em que se altera a produção material? As ideias dominantes de cada período têm sido as ideias da classe dominante” (McLellan, 2000: 260). As tentativas liberais de justificar o poder do

Estado fundamentam­‑se em pressupostos como o de que a competição, e a desigualdade baseada na propriedade privada, é natural; o próprio mercado livre é um fenômeno natural, e a ganância pode ser boa: de acordo com Marx, tais suposições simplesmente servem ao propósito de legitimar não o Estado, mas o acúmulo de poder maciço por uma pequena minoria que possui os meios de produção e a grande miserificação da vasta maioria que não os possui. A seguinte passagem de A Ideologia Alemã resume bem a concepção do Estado de Marx:

Caso se entenda o poder como fundamento do direito, como Hobbes e outros fazem, então o direito, a lei, etc. são meramente sintomas, a expressão de outras relações sobre as quais o Estado repousa. A vida material dos indivíduos, que de forma alguma depende apenas de sua “vontade,” e sim do modo de produção e da forma de convívio, que mutuamente determinam um ao outro – essa é a base real do Estado e assim permanece sendo em todos os períodos em que a divisão do trabalho e a propriedade privada são ainda necessárias, independentemente da vontade dos indivíduos. As relações efetivas não são de forma alguma criadas pelo poder do Estado; mas são, ao contrário, o poder que o cria. (McLellan, 2000:184)

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Medium 9788536325187

Da democracia representativa à democracia deliberativa

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

Política

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damentalmente, com a igualdade do direito de cada pessoa a ter vez no governo. O princípio “uma pessoa, um voto” resume essa dimensão central igualitária do ideal democrático. A ideia motora aqui é que a única maneira de demonstrar que cada um é igual é fazer com que cada um tenha vez na condução do governo. Essa dimensão igualitária da democracia nega quaisquer desigualdades naturais entre os indivíduos (tais como as sustentadas pelos defensores do direito divino dos reis). Quer seja individual, quer seja coletiva, a liberdade que deriva da democracia, o aspecto porventura mais importante do governo democrático é que nos trata a todos como igualmente dignos de respeito, sejamos nós artesãos ou aristocratas.

Ainda assim, essa dimensão igualitária do ideal democrático não é tão definida como possa parecer. Na próxima seção, veremos como a natureza representativa das democracias liberais pode conspirar contra o ideal de influência igual no governo. É, porém, digno de nota que a igualdade democrática muitas vezes tem sido entendida como se estivesse em conflito com a busca da liberdade democrática. No século XIX, Alexis de

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Medium 9788530935399

(20 = WII 10a. Verão de 1888)

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

(20 = WII 10a. Verão de 1888)

20 (1)

O silêncio descarado –

Cinco ouvidos – e nenhum som aí!

O mundo emudeceu...

Obedeci com os ouvidos à minha curiosidade

Cinco vezes joguei o anzol sobre minha cabeça,

Cinco vezes não fisguei nenhum peixe –

Perguntei – nenhuma resposta entre em minha rede –

20 (2)

Tu corres rápido demais:

Somente agora quando tu estás cansado,

Tua felicidade te busca.

20 (3) uma alma coberta de neve, que fala com um vento frio.

20 (4) um riacho cintilante e dançante, que uma cama torta de rochas prendeu: entre pedras pretas reluz e encanta sua impaciência.

20 (5)

Tome cuidado para não advertir o audaz!

Em virtude da advertência ele continua andando em todos os abismos.

20 (6)

Bem perseguido, mal apanhado

FRAGMENTOS PÓSTUMOS, 1887–1889 (Vol. VII)

20 (7) grandes homens e correntes andam curvados, curvados, mas rumo à sua meta: esta é sua melhor coragem, eles não temem os caminhos tortos.

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