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Medium 9788520432860

8. Foucault e a alma como prisão do corpo

Paulo Ghiraldelli Jr. Manole PDF Criptografado

Capítulo 8

Foucault e a alma como prisão do corpo

I

Pronto para a morte, Sócrates a saudou dizendo que ela seria sua libertação do corpo. Modificada, essa expressão de

Sócrates poderia endossar um platonismo rasteiro, que afirmaria algo como “o corpo é a prisão da alma”. Os cristãos preferiram não falar em prisão. Douraram a pílula dizendo que “o corpo é o templo da alma”. Já em nossos tempos, o nietzscheano Foucault, na contramão, fustigou-nos dizendo que “a alma é a prisão do corpo”.

A alma é a prisão do corpo? Como? O que Foucault quis dizer com uma frase desse tipo que, convenhamos, não deixa de ser esquisita?

Falando sobre o nascimento e o desenvolvimento das prisões modernas, Foucault afirma que o “homem real”, que é “objeto do conhecimento, da reflexão filosófica ou da intervenção tecnológica” na modernidade, não é substituído pela alma,

“a ilusão dos teólogos”. É necessário notar, diz Foucault, que o próprio homem, nos tempos modernos, é o “efeito de uma subjetivação mais profunda”. Nesse sentido, pode-se então enxergar uma “alma que habita o homem e o traz à existência”.

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Medium 9788530958978

[31 = Z II 8. Inverno 1884-1885]

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

[31 = Z II 8. Inverno 1884-1885]

31 (1)

A superação prática da moral.

31 (2)

Em Zaratustra, 4 é necessário: dizer exatamente por que

é que agora é chegada a hora do grande meio-dia: ou seja, uma descrição do tempo, dada por meio das visitas, mas interpretada por Zaratustra.

Em Zaratustra, 4 é necessário: dizer exatamente por que é que “o povo eleito” precisou ser primeiro criado – trata-se da oposição das naturezas superiores exitosas em relação aos desvalidos

(caracterizada pelos visitantes): somente junto a esses visitantes

Zaratustra pode se comunicar sobre os problemas derradeiros, só deles é que ele pode supor a atividade para essa teoria (eles são fortes, saudáveis e duros o suficiente para tanto, sobretudo, nobres o suficiente!) e só em suas mãos ele pode dar o martelo sobre a terra.

Portanto, é preciso descrever em Zaratustra:

1) o mais extremo perigo do tipo superior (neste momento,

Zaratustra se lembra de sua primeira aparição)

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Medium 9788520434802

10. Norma culta: o certo e o errado são relativos e válidos

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

10.

Norma culta: o certo e o errado são relativos e válidos

A

linguagem é um todo vivo e dinâmico inventado por nós cotidianamente. Em primeiro lugar, há a comunicação e, só depois, a linguagem. A linguagem implica uma semântica, uma sintaxe e uma pragmática, que são formalizadas após os fenômenos de comunicação se estabelecerem entre usuários, que então são chamados de usuários de uma determinada linguagem. É assim que devemos entender a linguagem, a meu ver. E essa posição nada é senão a que, no campo filosófico, Donald Davidson endossou e fortaleceu.1

No campo linguístico, há uma série de posições paralelas ao que Davidson propôs. Todavia, enquanto nós, filósofos, nunca quisemos tirar nenhuma grande consequência prática de ensino dessas nossas conclusões sobre a linguagem, alguns

1

GHIRALDELLI JÚNIOR, P. Introdução à filosofia de Donald Davidson.

São Paulo-Rio de Janeiro: Luminária-Multifoco, 2010.

50

As lições de Paulo Freire

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Medium 9788520433430

Introdução

José Nicolao Julião Manole PDF Criptografado

introdução

Obra-prima da literatura alemã, Za 1 se inscreve numa dupla tradição, tanto filosófica quanto poética.

É bem verdade que Nietzsche recusou a atribuição de poesia ao Za tal como fez em EH ,2 para reivindicar à obra um estatuto ainda mais elevado do que as poesias

1 Para a citação da obra de Nietzsche, utilizamo-nos, sobretudo, da edição Kritische Studienausgabe, 1988. De agora em diante,

KSA, volume (V) seguido da numeração da passagem, somente para os póstumos. Para os textos editados como obra, citamos a seção ou aforismo conforme o caso. Utilizamo-nos da tradução de Rubens Torres Filho, em Obras incompletas, col. Os Pensadores,

1983. Por vezes fazemos uso da edição Werke Grossoktaveusgabe,

1920, sobretudo quando se trata de uma passagem consagrada e bastante referida. Foi de extrema importância para o trabalho a edição KGW – VI, 4 Nachberichts-Band zu also sprach Zarathustra,

1991, pois trata-se do material alternativo ao texto definitivo do

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Medium 9788530935399

(22 = W II 8b. Setembro-Outubro de 1888)

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

(22 = W II 8b. Setembro-Outubro de 1888)

22 (1)

Observação marginal sobre uma niaiserie anglaise. – “O que tu não queres que façam contigo, tu não deves fazer com os outros.” Isso é considerado uma sabedoria; isso é considerado uma astúcia; isso é considerado como fundamento da moral

– como “sentença dourada”. John Stuart Mill e tantos outros: quem não acredita nisso entre os ingleses... Mas a sentença não resiste ao mais simples ataque. O cálculo “não faça nada que não deve ser feito a ti mesmo” proíbe ações em virtude de suas consequências nocivas: o pensamento de fundo é o de que uma ação é sempre retribuída. Mas o que acontece, então, se alguém, com o “principe” na mão, dissesse que “precisamente tais ações seria preciso realizar para que outros não o façam antes de nós – para que coloquemos outros fora de condições de fazê-lo conosco? – Por outro lado: pensemos em um corso, para o qual sua honra ordena a vendetta. Ele também não deseja nenhuma bala de fuzil no corpo: mas a perspectiva de tal bala, a probabilidade de tal bala não o impede de satisfazer sua honra... E em todas as ações decentes não somos justamente intencionalmente indiferentes em relação a tudo aquilo que advém daí para nós? Evitar uma ação que teria consequências nocivas para nós – esta seria uma proibição para ações decentes em geral...

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Medium 9788530963071

Introdução

DURKHEIM, Émile Grupo Gen PDF Criptografado

Introdução

Barbara Freitag

Émile Durkheim (1858-1917), considerado um dos fundadores e clássicos da Sociologia, ao lado de Karl

Marx (1818-1883) e Max Weber (1864-1920), foi o autor que por meio de toda sua obra refletiu sobre a

“questão da moralidade” como um “fato sociológico”.

Destacou-se assim de seus contemporâneos e sucessores como o fundador de uma teoria sociológica da moral, criticando e até mesmo descartando em suas reflexões a contribuição da filosofia, da biologia, da psicologia e da teologia dada à questão da moralidade como veremos no texto Religião, Moral, Anomia, que a editora (Les Éditions de Minuit) pôs à disposição de seu público leitor (Paris, 1975), e agora também traduzido para o português.

Trata-se de um texto originalmente inserido entre dois outros, do mesmo autor, a saber: Elementos de uma teoria social e Funções sociais e instituições, que compõem o tripé da teoria sociológica de Durkheim, segundo Victor Karady. Este autor apresentou na

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Medium 9788530981679

OS MORANGOS HEIDEGGERIANOS DE AUSCHWITZ

MODERNO, João Ricardo Grupo Gen PDF Criptografado

OS MORANGOS HEIDEGGERIANOS DE

AUSCHWITZ

NOTAS CRÍTICAS SOBRE O NAZISMO COMO

“FILOSOFIA”

Os negros não têm história

Se agora levarmos em conta a questão da essência da história, pode-se pensar que decidimos arbitrariamente o que é a história, isto

é, que a história seria o que é distintivo do ser do homem. Poder-se-ia argumentar, em primeiro lugar, que há homens e grupos de homens − os negros, por exemplo, os cafres (Kaffer) – que não têm história, dos quais dizemos que são sem história. [...] Há também história fora do campo dos homens, e, em segundo lugar, dentro do mesmo campo humano, a história pode inexistir, como no caso dos negros.1

A natureza viva ou morta também tem a sua história. Mas como acabamos de dizer que os cafres são sem história? Porque eles têm tanta história quanto os macacos e os pássaros. Ou bem seria possível, apesar de tudo, que a terra, as plantas e os animais não tenham história? Parece certamente incontestável que o que é perecível pertence logo ao passado; mas tudo que é perecível e que pertence ao passado não entra necessariamente na história. O que são as rotações da hélice do avião? A hélice pode muito bem girar dias inteiros, entretanto, fazendo isso, não acontece nada. Mas claro, quando o avião transporta o Führer de Munique em direção a Mussolini, em Veneza, então isto

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Medium 9788530966058

CAPÍTULO II: O pensamento como eco

MAFFESOLI, Michel Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

O PENSAMENTO

COMO

ECO

Mas, para uma compreensão mais ampla e completa, vou agora desabotoá-lo ainda mais, e desprender-lhe do gibão as pontas das calças,e desafivelar-lhe as ligas, e soltar os ganchos e os colchetes das juntas de seus ossos mais íntimos, colocando-os diante de vós em suas condições extremas, isto é, em seu puro esqueleto.

Herman Melville, Moby Dick1

A SAGA MÍTICA

A expressão familiar em francês que significa que alguém se entrega totalmente é muito instrutiva: il s’est

“déboutonné” [ele se “desabotoou”]. Em tal ocasião, em um momento de intensa autenticidade, ele rompeu a couraça caracterial isolando-o dos outros ou colocando-o ao abrigo de suas certezas e fora de alcance dos acontecimentos exteriores. É na mesma ordem de espírito, aliás, que é frequente ouvir as jovens gerações empregarem a

1

MELVILLE, Herman. Moby Dick. Trad. Alex Marins. São Paulo: Editora

Martin Claret, 2005, p. 454.

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Medium 9788530951016

VII – SOBRE MANET

ARTIÈRES, Philippe; BERT, Jean-François; GROS, Frédéric; REVEL, Judith Grupo Gen PDF Criptografado

VII

Sobre Manet

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O negro e a superfície

Este texto intitulado “O negro e a superfície”, lido por Foucault durante uma conferência sobre o pintor Manet, faz parte de um projeto de obra empreendido a partir de 1966 que estava prometido às edições de Minuit.

Essas pesquisas provocaram várias conferências: em Milão, em 1967, onde ele encontrou Umberto Eco; na

Albright-Knox Art Gallery de Buffalo, em 8 de abril de 1970, sobre o Bar des Folies Bergères, assim como em

Florença, em novembro de 1970; em Tóquio, durante o outono do mesmo ano, e, enfim, em Túnis, em 1971. Só era conhecida até então a apresentação feita por Foucault em Túnis, em 20 de maio de 1971, no Club Haddad, e intitulada “A Pintura de Manet”, retomada nos Cahiers d’Esthétique, e que republicamos aqui.

Das notas da conferência “Le noir et la surface” só foram retranscritas as passagens não riscadas pelo autor.

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Medium 9788536325187

O estado capitalista

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

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Iain Mackenzie

ços que definem o Estado, de acordo com Oakeshott (1991), são que ele está autorizado a reger o povo, tem o poder de assim se fazer investido no

“aparato de governo”, e as pessoas que são regidas estão obrigadas umas com as outras como cidadãs – isto é, estamos obrigados como membros da comunidade política, em vez de, por exemplo, como seguidores da mesma religião, ou membros da mesma tribo ou família. Deveríamos acrescentar que um dos traços que definem o Estado é que ele usa sua autoridade e poder no âmbito de um território como base na qual fundamente relações externas, ou o que comumente chamamos relações internacionais, com outros Estados. Na verdade, os Tratados de Vestfália, em 1684, que puseram fim à Guerra dos Trinta Anos, geralmente são concebidos como o momento histórico definidor de quando pela primeira vez se reconheceu que estava estabelecida uma Europa de Estados.

O que estas observações revelam é que o Estado tem duas faces: engloba o poder sobre as pessoas no seu território e expressa o poder do povo ao agir “em seu nome”. Embora não contraditório, como vimos no último capítulo, esse aspecto dual é digno de maior investigação. Na verdade, para muitos filósofos políticos, o entrelaçamento de poder que o Estado engloba é indicativo de correntes mais profundas de poder que estão operantes no âmbito das nossas relações sociais, econômicas, e mesmo de gênero. A fim de entender o Estado, precisamos perceber como o poder opera dentro e através do Estado. Uma das narrativas mais convincentes de onde reside o poder “real” do Estado encontra­‑se na obra de

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Medium 9788530934699

PARTE DOIS - 14 - HUMANO, DEMASIADO HUMANO

YOUNG, Julian Grupo Gen PDF Criptografado

HUMANO, DEMASIADO HUMANO

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No Ano-Novo de 1878, Nietzsche deu de presente sua cópia autografada da partitura de Tristão a Köselitz e a dos Mestres Cantores a um amigo de Köselitz e seu aluno ocasional, Paul Widemann. Se pensava em com isso se ver livre das obras wagnerianas, fracassou, pois no dia seguinte recebeu de Wagner uma cópia completa do libreto de sua última ópera, Parsifal. Nietzsche escreveu a Von Seydlitz,

A impressão da primeira leitura: mais Liszt [um católico] do que Wagner, o espírito da

Contrarreforma. Para mim, habituado aos gregos, os seres humanos universais, o libreto restringe-se demais à era cristã. Uma fantasia puramente psicológica, sem carne e muito sangue... A linguagem parece uma tradução de uma língua estrangeira.1

Por analogia com os santos e mártires sem ossos e carne, fantasmagóricos e elevando-se ao céu, de El Greco, percebemos o sentido da observação sobre Liszt e a Contrarreforma. Wagner previra esta reação autografando uma cópia “para seu querido amigo, Friedrich Nietzsche, Richard Wagner, Conselheiro da Igreja”, uma ironia depreciativa que Nietzsche teimosamente se recusou a aceitar. “Incrível”, ele comentou em Ecce Homo, “Wagner tornou-se um devoto”.2

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Medium 9788536325187

Intersubjetividade e a política do reconhecimento

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

148

Iain Mackenzie

dos elementos que expressam necessidades humanas fundamentais e que poderia, portanto, enriquecer a nossa própria. Confrontando a questão de quais características do mundo poderiam garantir a base desse respeito igual, Taylor declara:

... no nível humano, poder­‑se­‑ia argumentar que é razoável supor que as culturas que têm proporcionado o horizonte de sentido para grande número de seres humanos, de caracteres e temperamentos distintos, ao longo de um largo período de tempo – que tenham, em outras palavras, articulado sua apreciação do bom, do santo, do admirável – com toda certeza terão alguma coisa que mereça nossa admiração e respeito, mesmo que seja acompanhada de muita coisa que precisamos reprovar e rejeitar. Talvez se possa dizer de outra maneira: seria extrema arrogância descartar a priori essa possibilidade. (1994: 72­‑3)

Reconhecer isso e cooperar com outros à base da fusão dos nossos horizontes culturais com os deles, de acordo com Taylor, é promover um diálogo verdadeiramente liberal com os outros, o qual corresponde às exigências da política contemporânea da identidade. Dito isso, parece acertado perguntar se a esperança de Taylor da fusão dos horizontes culturais é apenas isso, uma esperança, em vez de ser uma elaborada solução política de um problema central das democracias liberais. Pode ser que a descrição mais detalhada de Habermas do que exatamente está em jogo no diálogo possa sugerir um enfoque alternativo, ou complementar, que mesmo assim estabeleça com maior firmeza a esperança de Taylor.

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Medium 9788530966058

CAPÍTULO VI: Um saber comunitário

MAFFESOLI, Michel Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 6

UM SABER COMUNITÁRIO

É preciso excluir as palavras que não significam coisas.

Joseph de Maistre,

Mémoire au Duc de Brunschwick

DA DISTINÇÃO À CONJUNÇÃO

O ser é a reunião.

Heidegger

As coisas, com efeito, são primeiras e são, em muitos aspectos, menos efêmeras que os homens. Assim, no

âmbito de um pensamento concreto, não se deve conservar senão as palavras que se conformam com essas coisas. Ou seja, com o que é. Talvez seja isso que devolve uma atualidade nova a termos que remetem à simpatia, na verdade, à empatia. Vibrações comuns pelas quais, e graças às quais, se estabelece a “sintonia” entre

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A ORDEM DAS COISAS

MICHEL MAFFESOLI

o ambiente natural e os elos sociais.1 Vibração generalizada que permite compreender que simpatia, empatia e outros afetos não são nada menos que individuais, mas participam da constante esfera coletiva onde se situa a vida efetiva. Outra maneira de dizer interação da natureza e da cultura que constitui o dado mundano.

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Medium 9788536323923

Capítulo 7. Conclusão: o estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Conclusão: O estado de direito como ideologia – desafios marxistas, desconstrucionistas e CLS

Comecei esta obra afirmando que o significado do direito é essencialmente vinculado ao estado de direito. O estado de direito é um ideal liberal que sustenta os valores da liberdade individual e da responsabilidade porque fomenta a eficiência econômica bem como a igualdade civil

No último capítulo discutiu­‑se como eficiência e igualdade estão fundamentadas em noções distintas, ainda que inter­‑relacionadas, de racionalidade. Mostrou­‑se também que essas noções de racionalidade conflitam entre si na sociedade capitalista, pondo, portanto, em risco o estado de direito. Ao longo daquela exposição, no entanto, assumi que as noções de racionalidade em pauta eram significativas e válidas, embora de maneira limitada. Ao concluir este livro, gostaria de examinar algumas correntes jurídicas que questionam essa suposição.

As razões comunicativas e econômicas na base do estado de direito: Dewey e os realistas radicais

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Medium 9788536323923

Capítulo 3. Direito constitucional: estrutura, interpretação e fundamentação

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

3

Direito constitucional: estrutura, interpretação e fundamentação

As constituições ocupam um lugar especial na filosofia do direito por conta de seu status elevado como regras últimas de reconhecimento.

As constituições não são as únicas instituições que desempenham esse papel. O Reino Unido, por exemplo, não possui uma constituição escrita, mas tem outros documentos que, tomados em conjunto, estabelecem os direitos básicos e os correspondentes procedimentos para elaborar, julgar e executar o direito.

Constituições atraem nossa atenção por outra razão. Elas contêm o núcleo moral do direito. Ao dotar os cidadãos de direitos básicos, estabelecem a igualdade civil e política tão essencial para compreender porque somos obrigados a obedecer até mesmo às leis más. Normalmente, são os juízes que estão constitucionalmente dotados do poder de fazer cumprir esses direitos. Porém, como mostra a discussão exposta a seguir, sobre uma crise constitucional recente, esse poder é profundamente problemático.

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