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Medium 9789724417516

Prefácio da Segunda Edição

Edmund Burke Grupo Almedina PDF Criptografado

Prefácio da Segunda EdiçãoEsforcei-me por fazer esta edição um pouco mais completa e satisfatória que a primeira. Compilei com o maior dos cuidados, e li com igual atenção, tudo o que veio a lume contra as minhas opiniões. Tirei partido da liberdade cândida dos meus amigos; e se desta maneira fiquei mais apto a descobrir as imperfeições da obra, a indulgência com que foi recebida, imperfeita como era, proporcionou-me um novo motivo para não poupar quaisquer esforços no seu aperfeiçoamento. Apesar de não ter encontrado motivo suficiente, ou o que me parecia suficiente, para fazer uma alteração substancial na minha teoria, considerei necessário, em vários pontos, explicá-la, ilustrá-la e reforçá-la. Incluí um discurso introdutório acerca do gosto pois trata-se de uma matéria curiosa em si mesma e conduz, naturalmente,à investigação principal. Esta parte, juntamente com as outras explanações, tornou a obra consideravelmente maior. Mas, o incremento no seu volume, receio, aumentou os seus defeitos.

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Medium 9789724416748

1. Evolução das ideias na Inglaterra

John Locke Grupo Almedina PDF Criptografado

IV

O PROBLEMA DA TOLERÂNCIA

ENTRE 1667 E 1689

1. Evolução das ideias na Inglaterra

Um tema, contudo, permaneceu constantemente ausente da argumentação de Locke até 1667: a ideia de que a Igreja é uma sociedade livre e voluntária e que também é diferente do

Estado, no seu fim e nos seus meios, que a própria política não tem valor igual ao da fé religiosa(54), como Locke não deixa de afirmar. É que os tratados de 1660-1662 não são tratados sobre a tolerância, mas tratados sobre o poder do Magistrado em matéria de religião.

De facto, a ideia de igreja como societas spontanea e a da distinção entre Igreja e Estado, que se lhe segue, desenvolveram-se com a própria Reforma. Seja como for, elas estão já bem estabelecidas no pensamento de Locke pelo menos depois de 1661, como o revelam textos do Commonplace Book. É de Hooker(55) que declara ter extraído a sua definição de igreja como «sociedade sobrenatural e voluntária», que corresponde à inclinação para a vida social, tão natural ao homem e supõe um consen-

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Medium 9788536325187

A fusão dos horizontes

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

146

Iain Mackenzie

uma problemática perspectiva “branca”. A saída, postula ela, é “uma ética da diferença”, por ser essa a única maneira sensível ao contexto de aplicar a ideia de justiça. Nos termos de Flax: “um modelo homogêneo de domínio/opressão não consegue dar conta da constituição complicada e contraditória do gênero” (1995: 501). Os argumentos de Flax resumem muito bem a posição antiessencialista no âmbito do feminismo, e assim proporcionam uma (espécie de) resposta definitiva à interrogação norteadora deste capítulo: “Quem somos nós (mulheres)?” perguntam as feministas; “nós (mulheres) somos todas diferentes”, responde Flax.

Uma das questões que separa Okin e Flax mais acerbamente é o papel de “crítico distanciado” que Okin avoca como necessário em situações nas quais as mulheres chegaram a internalizar a opressão contra si. Para Okin, está claro que ser uma feminista branca, de classe média não representa um problema quando se trata de lutar contra práticas culturais que violam os direitos humanos básicos, tais como a mutilação de órgãos sexuais femininos. Mesmo que se encontre “distanciado” da prática cultural que se esteja criticando, sustenta Okin, ainda assim se pode asseverar, com toda razão, que essa é uma forma de abuso e opressão, devendo­‑se, portanto, como feminista, procurar intervir, por exemplo, protestando. Flax considera isso profundamente problemático. Para ela, a única posição justificável do crítico é interna. O crítico precisa entender completamente as questões e só o pode fazer estando por dentro do contexto cultural que esclarece a prática em si. Para Flax, é somente aí que a questão real vai emergir, em vez de permanecerem as questões potencialmente escondidas atrás de um letreiro proclamando a opressão universal do sexismo. Por baixo da questão de quem nós (mulheres) somos, está a questão de quem

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Medium 9789724413662

PRIMEIRO PROJETO (1822 e 1828)

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Grupo Almedina PDF Criptografado

PRIMEIRO PROJETO

(1822 e 1828)

Modos da historiografia

[Começado a] 31.X.1822;

[repetido em] 30.X.1828

Meus Senhores!

O objeto destas lições é a História Universal filosófica. A nossa ocupação será percorrer a própria História Universal global; não são reflexões gerais sobre a mesma que dela teríamos extraído e que pretenderíamos elucidar com exemplos a partir do seu conteúdo, mas o conteúdo da própria História

Universal.

Não posso tomar por base compêndio algum; de resto, nas minhas “Linhas fundamentais da filosofia do direito”, §§ 341 a

360 (fim), já indiquei o conceito mais pormenorizado de semelhante História Universal, bem como os princípios e os períodos em que a sua consideração se divide. Podem, pois, a partir daí familiarizar-se ao menos com os momentos que importam na sua forma abstrata.

A Introdução à nossa História Universal filosófica será por mim empreendida de modo a eu propor com antecedência uma representação (geral, determinada) do que é uma História Universal filosófica; em vista deste fim provisório, quero primeiro percorrer, descrever e assim comparar os outros modos de expor e tratar a História.

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Medium 9789724420196

CRONOLOGIAS

Sigmund Freud, Albert Einstein Grupo Almedina PDF Criptografado

CRONOLOGIASCronologia de Sigmund Freud1856 — Sigmund Freud nasce a 6 de maio em Freiberg, naMorávia, de família hebraica, segundo filho de Jacob Freud e­Amalie Nathanson. O pai tinha dois filhos de um anterior matrimónio, Emanuel e Philipp, que viviam com ele e tinham mais ou menos a mesma idade da jovem madrasta. Emanuel era casado e tinha um filho, John, um ano mais velho que Sigmund.1860 — Jacob Freud transfere-se definitivamente para Viena com a sua família. Sigmund é educado segundo as mais importantes tradições hebraicas. Além do alemão e do hebraico, aprende francês e inglês e estudará sozinho espanhol e italiano.1872 — Sigmund apaixona-se por Gisela Fluss, irmã de um amigo de infância.1873 — Completa brilhantemente o curso liceal e inscreve-se na faculdade de medicina da Universidade de Viena. Frequenta também cursos de biologia geral e de zoologia e um seminário de filosofia dirigido por Franz Brentano.1876 — Entra como aluno investigador no Instituto de Fisiologia dirigido por Ernst Wilhelm von Brücke (1819-1892).

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Medium 9789724420073

ENCICLOPÉDIA DAS CIÊNCIASFILOSÓFICAS EM EPÍTOME

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Grupo Almedina PDF Criptografado

ENCICLOPÉDIA DAS CIÊNCIASFILOSÓFICAS EM EPÍTOME

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Medium 9788530951016

I – UM PERCURSO EM PALAVRAS

Frederic Gros Grupo Gen PDF Criptografado

I

Um percurso em palavras

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Um irmão

Entrevista com Denys Foucault

Philippe Artières: Você tem seis anos de diferença com seu irmão Michel?

Denys Foucault: Sim, e nossa irmã mais velha tem um ano a mais que meu irmão. Para mim,

Michel foi um mentor: foi ele quem praticamente me ensinou o latim e o grego, de uma maneira muito indireta, mas ele era quase meu professor particular, se assim preferirem, em aula. Foi também um mestre, em letras, em todo caso. Havia a biblioteca médica de meu pai, mas minha mãe tinha uma biblioteca literária bastante bem provida que ela havia organizado e que tinha herdado de seus pais.

Nesse universo, minha mãe lia um romance por semana, da literatura contemporânea, mas, é claro, havia também na biblioteca os clássicos, Balzac, os romancistas do século XIX; havia todos os livros de

Jules Verne na grande coleção ilustrada. Meu irmão os tinha lido com certeza antes de mim.

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Medium 9789724415253

III – A Metafísica

René Descartes Grupo Almedina PDF Criptografado

INTRODUÇÃOxviiSuposta como realizada esta condição, ter-se-á realizado simultaneamente a sabedoria, e ter-se-ia, além disso, reconciliado a sabedoria com a ciência, já que todo o corpo das ciências assenta na perfeição de um espírito capaz de o construir.III – A Metafísica1 – A dúvida metódicaPara construir a filosofia é, pois, necessário adquirir, antes de mais, o hábito de bem pensar; mas, quando se quer aplicar o método a objectos sobre os quais temos opiniões já há muito formadas, é preciso, além disso, perder o hábito de mal pensar. A dúvida metódica consistirá, pois, antes de mais, em considerar provisoriamente como falsas todas as nossas opiniões passadas, mas depois, e sobretudo, em meditar longamente sobre as razões que podemos ter para as pôr efectivamente em dúvida. Impõe-se um esforço voluntário e prolongado para destruir a nossa tendência inveterada para acreditar no testemunho dos sentidos e para assim nos tornarmos tão espontaneamente desconfiados a seu respeito quanto permanecemos crédulos até agora. A consideração atenta dos erros que eles cometem perpetuamente, bem como as ilusões dos nossos sonhos ou da loucura, deve levar a razão a nunca se fiar nas percepções sensíveis; o exame dos erros que ela própria comete até nas matérias mais evidentes deve, além disso, convencê-la de que é talvez originariamente incapaz de atingir alguma verdade.

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Medium 9789724416960

Capítulo II – Das qualidades do sublimee do belo no homem em geral

Immanuel Kant Grupo Almedina PDF Criptografado

Capítulo IIDas qualidades do sublime e do belo no homem em geralO entendimento é sublime; o engenho é belo; a audáciaé grande e sublime; a astúcia pequena, porém, bela. A cautela dizia Cromwell, é uma virtude do regedor. A sinceridade e a rectidão são simples e nobres; o gracejo e a lisonja obsequiadora são finos e belos. A gentileza é a beleza da virtude.A solicitude desinteressada é nobre, a cortesia e a delicadeza 10 são belas. As qualidades sublimes infundem um respeito venerável; enquanto as belas inspiram o amor. As pessoas cujo sentimento tende preferencialmente para o belo, somente em caso de necessidade escolhem como companhia amigos honestos, confiáveis e sérios, enquanto para convivas no entretenimento escolhem pessoas agradáveis, atenciosas e elegantes. Quando se admira alguém de forma excessiva, então parece ser impossível amar essa pessoa, pois a despeito da admiração que por ela temos, encontra-se numa posição tão superior à nossa, que é difícil aproximar-nos dela com a confiança do amor.

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Medium 9788536323923

Capítulo 2. Direito e moralidade

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Direito e moralidade

O Tribunal de Nuremberg e a Guerra do Iraque sugerem que a moralidade pode desempenhar algum papel em nossa compreensão do que

é o direito. Mesmo que o direito internacional não se aplique a esses dois eventos, a lei moral (natural) poderia se aplicar. Pois, poder­‑se­‑ia defender que, embora nenhum direito estabelecido de autoria humana tenha sido violado pelos nazistas ou pela invasão do Iraque, leis morais podem ter sido violadas. Contudo, o direito natural é suficiente nele mesmo para nos dar uma noção completa e legítima do direito? Se não for, seria pelo menos uma parte necessária do direito que deve ser sopesado juntamente com outras partes necessárias? Ou o positivismo jurídico estaria correto ao sustentar que estamos obrigados a obedecer ao direito independentemente de ele ser ou não moralmente justo?

A teoria do direito natural: Tomás de Aquino

A ideia de direito natural – que existem princípios universais de justiça intrínsecos à natureza humana e que o direito feito pelos homens deve respeitá­‑los – remonta à Grécia Antiga. Aristóteles fornece uma formulação inicial nos seguintes termos: “se a lei escrita depõe contra o nosso caso, devemos claramente apelar para a lei universal, e insistir em sua maior equidade e justiça” (Retórica, 1375a). A compreensão de Aristóteles foi desenvolvida posteriormente por uma filosofia conhecida como estoicismo, cujo maior teórico jurídico foi o filósofo romano Cícero (106­‑43 a.C.): “não haverá uma lei em Roma e outra em Atenas, uma agora e ou-

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Medium 9786586618150

CAPÍTULO 1: Duas concepções de liberdade

Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros Editora Almedina PDF Criptografado

CAPÍTULO 1

Duas concepções de liberdade

No ensaio “Two concepts of liberty”, Berlin examina o que ele considera os dois principais sentidos historicamente atribuídos ao conceito de liberdade: o sentido negativo que responde à pergunta sobre qual deve ser a esfera de ação que o agente – indivíduo ou grupo de indivíduos – deve ter para realizar o que é capaz de realizar, sem sofrer a interferência de outros agentes; e o sentido positivo que responde à pergunta sobre a origem da determinação da ação do agente.

A liberdade no sentido negativo é caracterizada pela área na qual um agente tem a possibilidade de agir sem ser impedido ou de não agir sem ser coagido por outros agentes. Ela é desse modo definida pela não interferência, mais ou menos intencional, no campo de ação de um agente, impedindo-a ou tornando-a inelegível, tanto pela coação física direta quanto por uma ameaça verídica.

Berlin ressalta que apenas a coerção – a decisão de um agente de impedir ou restringir a ação de outro agente – pode ser considerada um obstáculo

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Medium 9789724415895

XV

Friedrich Nietzsche Grupo Almedina PDF Criptografado

A FILOSOFIA NA IDADE TRÁGICA DOS GREGOS

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XV

É preciso olhar para os adversários dos Eleatas para fazer justiça às vantagens extraordinárias que oferece a hipótese de Parménides. Que dificuldades – a que Parménides se subtraíra – esperavam Anaxágoras e todos os que acreditavam na multiplicidade das substâncias, na pergunta: «Quantas substâncias há?» Anaxágoras deu o salto, fechou os olhos e disse: «Um número infinito»; assim escapou à comprovação extremamente penosa de enumerar determinado número de matérias primordiais. Como estas substâncias infinitamente numerosas deviam existir há eternidades sem aumento e sem modificação, esta suposição implicava a ideia contraditória de uma infinidade fechada e realizada. Em resumo, a multiplicidade, o movimento, o infinito, afugentados por Parménides graças ao princípio admirável do ser uno, voltavam do exílio e lançavam as suas flechas sobre os adversários de Parménides, para lhes fazerem feridas que não têm cura. Estes adversários não tinham, aparentemente, consciência clara da força terrível do pensamento dos Eleatas : «Não pode haver nem tempo nem movimento nem espaço, porque só podemos pensá-los como infinitos, quer dizer, infinitamente grandes, por um lado, divisíveis até ao infinito, por outro; mas todo o infinito não tem ser, não existe» – ninguém contesta esta ideia

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Medium 9788536309637

Capítulo 4 - Obrigação

Dwight Furrow Grupo A PDF Criptografado

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Ética

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Obrigação

Nós já encontramos o conceito de obrigação, especialmente em conexão com a teoria de Kant. No entanto, não dissemos muito sobre o que seja uma obrigação e que tipo de trabalho ela deva empreender. Olhando de perto a ideia de obrigação, começamos a compreender a ideia de que a moralidade nos faz exigências.

Uma obrigação moral ou dever é uma exigência moral que leva um indivíduo a fazer ou não fazer alguma coisa. Nós tipicamente expressamos obrigações em frases que contêm a palavra “deve”, mas o sentido moral dessa palavra tem uma autoridade adicional associada a ela. Frequentemente usamos a palavra “dever” para significar que devemos fazer alguma coisa, ou alguma consequência má isto terá. “Eu devo ir para a cama às 11 horas, se quiser estar alerta amanhã”. Mas não sou moralmente obrigado a ir para cama às 11 horas.

Por outro lado, o uso moral de “deve” seguidamente, embora nem sempre, expressa o pensamento de que somos moralmente obrigados ou proibidos de fazer uma determinada ação – que uma ação é obrigatória.

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Medium 9789724421131

Última resposta de Jean-Jacques Rousseau,de Genebra

Jean-Jacques Rousseau Grupo Almedina PDF Criptografado

Última resposta de Jean-Jacques

Rousseau, de Genebra(*)

Ne, dum tacemus, non verecundiae sed diffidentiae causa tacere videamur(**)

Cipriano, Contra Demet[rianus]

É com repulsa extrema que entretenho com as minhas disputas leitores indolentes que se preocupam muito pouco com a verdade. Mas a maneira como ela acabou de ser atacada,

(*)  Apesar do título desta carta, não é esta a última resposta de Jean-Jacques Rousseau aos seus críticos; essa será a carta a Lecat. Charles

Borde (1711–1781), ou Bordes, proferiu um discurso (Discurso sobre os benefícios das ciências e das artes) diante da Academia de Lyon, em 22 de junho de 1751. Em dezembro do mesmo ano, é publicado no Mercure de France. No seguimento do discurso de Charles Bordes, Rousseau, que mantinha com ele relações de amizade ainda que algo distantes, escreveu esta resposta que surge em abril de 1752. [N. do T.]

(**)  Não fiquemos mais em silêncio por receio de que pareça ditado pela fraqueza e não pela discrição. [N. do T.]

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Medium 9788536325187

Pluralismo de valores

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

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Iain Mackenzie

cada parte – do indivíduo ou da cidade – cumprir seu papel em estabelecer a vida boa para o todo: a pessoa ou a polis.

Qual é a relação entre a forma da cadeira e a forma da justiça? Para

Platão, assim como os indivíduos e as cidades estão organizadas hierarquicamente, assim também, as formas: afinal, não faria sentido argumentar que a ideia de uma cadeira é igual à ideia da justiça. Assim sendo, não nos surpreende verificar que há uma forma no topo da hierarquia. Todas as formas, desde as de objetos até as de ideias como a da justiça, são essencialmente expressões da forma suprema “do Bem”: “contemplar o

Bem” é a missão suprema do filósofo em sua escalada à boca da caverna.

Isso é o que chamaremos agora a versão paradigmática do monismo do valor: a afirmação de que todos os valores se encaixam harmoniosamente e não conflitam um com o outro. Nesse caso, porque todos encontram seu lugar no âmbito de um ideal abrangente da vida boa. Uma sociedade verdadeiramente justa, portanto, é aquela em que todo mundo consegue realizar seu potencial e desenvolver seus talentos – como artesão, soldado ou governante, dependendo dos talentos de cada um – porque fazer assim vai vincular o indivíduo e a polis como uma única expressão harmoniosa da “vida boa.”

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