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Medium 9789724418933

REFLEXÕES SOBRE A ARTE ABSTRATA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

REFLEXÕES SOBRE A ARTE ABSTRATA

Em 1931, Christian Zervos solicitou a Kandinsky, para os Cahiers d’Art, uma resposta a um inquérito sobre a arte abstrata, acusada:

«1. de ser voluntariamente inexpressiva e excessivamente cerebral e, por conseguinte, de estar em contradição com a própria natureza da verdadeira arte, a qual seria essencialmente de ordem sensual e emotiva;

«2. de ter voluntariamente substituído a emoção proveniente das longínquas profundezas do inconsciente por um exercício mais ou menos hábil e subtil, mas sempre objetivo, de tons puros e desenhos geométricos;

«3. de ter limitado as possibilidades que se ofereciam à pintura e à escultura até reduzir a obra de arte a um simples jogo de cores inscritas em formas de um racionalismo plástico muito restritivo, as quais poderiam ser muito convenientes para um cartaz ou um catálogo de publicidade mas de valor nulo para obras que se pretendem do domínio artístico;

«4. de ter, por severidade técnica e despojamento total, levado a arte a um impasse, assim suprimindo todas as suas possibilidades de evolução e de desenvolvimento.»

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Medium 9788565848763

Capítulo 10 - Avaliação: o GPS do ensino

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação: o GPS do ensino

Houve momentos em que a avaliação de alunos era um tabu inexpugnável. Contudo, as assombrações foram vencidas e o país embarcou na mesma tendência que se disseminou pelo mundo afora. Ao fim e ao cabo, se não avaliamos não sabemos onde estamos nem para onde vamos. A boa notícia é que temos um sistema sofisticado e abrangente para avaliar alunos e instituições, em todos os níveis.

Medimos bem a ruindade da nossa educação

Com o desenvolvimento dos mecanismos de avaliação, passamos a ter excelentes termômetros para avaliar o nosso ensino. E o que mostram esses termômetros não é alvissareiro. Ficamos sabendo com confiança e precisão que nossa educação é muito ruim.

Estamos no pior dos mundos. Pais, alunos e professores encontram-se redondamente enganados na ideia generosa que fazem da nossa educação.

E isso, apesar da existência de indicadores altamente confiáveis para medir a sua qualidade. De resto, todos dão a mesma notícia: nossa educação é péssima. Mas estamos nos antecipando.

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Medium 9788536323923

Capítulo 4. Crime e castigo

David Ingram Grupo A PDF Criptografado

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Crime e castigo

A maioria de nós tem uma boa compreensão do direito penal graças à ampla cobertura que a imprensa popular dá aos crimes. Malgrado nossa familiaridade com esse lado obscuro da vida, poucas pessoas tem uma ideia clara sobre o que distingue atos criminosos de outras formas de transgressões da lei ou outros delitos. No entanto, isto é certo: crimes são violações do direito que merecem punição porque causam um dano significativo para a sociedade. A desobediência civil é um caso anômalo por essa definição; embora seja punível (tal como o crime), é socialmente benéfica (ao contrário do crime). Os ilícitos tratados no direito privado, que examinaremos no próximo capítulo, não são criminosos, porque geralmente são considerados como menos danosos para a sociedade que os crimes. Prejuízos e quebras de contratos são infrações jurídicas, cujos danos são restritos a pessoas particulares e, portanto, são tratados como assuntos privados com os quais se lida melhor permitindo que as partes prejudicadas busquem compensações. Apenas quando esses delitos privados ameaçam a segurança pública – como no caso do roubo – eles se tornam também matéria de aplicação do direito penal.

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Medium 9789724420073

Prefácio à 1.ª edição

Hegel, G. W. F. Grupo Almedina PDF Criptografado

Prefácio à 1.ª edição

A necessidade de fornecer aos meus ouvintes um fio condutor para as minhas lições filosóficas é a primeira razão que me induz a publicar esta sinopse de todo o conjunto da filosofia mais cedo do que tinha pensado.

A natureza de um compêndio exclui não só uma exposição exaustiva das ideias segundo o seu conteúdo, mas também restringe em particular a exposição da sua dedução sistemática, a qual deve conter o que outrora se entendia por demonstração e que é indispensável a uma filosofia científica. O título devia mostrar, em parte, o âmbito de um todo e, em parte, a intenção que temos de reservar os pormenores para o ensino oral.

Num epítome, porém, espera-se mais apenas uma ordenação e disposição exteriormente conformes ao fim que se propõe, quando o conteúdo é já suposto e conhecido e cuja exposição se deve fazer com uma concisão intencional. A presente exposição não se encontra neste caso; propõe, antes, uma nova elaboração da filosofia segundo um método que, como espero, será reconhecido como o único, idêntico ao conteúdo, pelo que, se as circunstâncias me tivessem permitido, eu teria podido considerar mais vantajoso para o público fornecer-lhe primeiro um trabalho mais pormenorizado sobre as outras partes da filosofia, análogo

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Medium 9788536309149

Capítulo 5 - Falantes, comunidades lingüísticas e histórias de uso

José Medina Grupo A PDF Criptografado

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Linguagem

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Falantes, comunidades lingüísticas e histórias de uso

5.1 IDIOSINCRASIAS E CONVENÇÕES

Como vimos, Davidson reduz a comunicação ao encontro de idioletos.

Mas, nesta visão, tudo é individual e idiossincrático? Há, afinal, algum aspecto social na comunicação? Podem as convenções lingüísticas ser o produto de interações entre idioletos, mesmo se eles não constituem a base daquelas? Como pode uma comunidade emergir de interações comunicativas? Nesta seção examinaremos como uma abordagem individualista, como a de

Davidson, responde estas questões e, então, contrastaremos essas respostas com aquelas que as abordagens sociais da comunicação oferecem.

Davidson (1986) argumenta que compartilhar convenções lingüísticas não é uma precondição para uma comunicação bem sucedida: não necessitamos compartilhar convenções semânticas ou sintáticas para nos comunicarmos com sucesso. Ele desenvolve um argumento para este fim em sua discussão de malapropismos ou malaprops,1 isto é, violações das propriedades de uso, que tipicamente envolvem erros de escolha de palavras, de grafia ou de pronúncia : por exemplo, “Vá na frente e nós o antecederemos”. O próprio título do artigo de Davidson, A nice derangement of epitaphs (1986), é uma instância desse fenômeno: ele diz respeito à forma idiossincrática com que a

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Medium 9788520434802

2. Paulo Freire versus Martin Carnoy

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

2.

Paulo Freire versus Martin Carnoy

O

s comunistas odeiam utopias. Não foi à toa que Engels se insurgiu contra elas. As utopias são do campo da esperança e os comunistas gostam do campo do conhecimento.

As utopias são feitas por aquilo que os filósofos modernos, desde Hobbes e Descartes, temem: a imaginação. Contra o Renascimento, os modernos abominaram a imaginação e a substituíram pelo entendimento iluminador, que, depois, se transformou em iluminista. Antes conhecer que imaginar. Antes propor o caminho reto que criar utopias. Os marxistas fizeram-se herdeiros aferrados dessa tradição iluminista, praticamente cientificista.

As utopias, como o próprio nome diz, não estão em lugar algum no campo do existente. Não são pensadas para serem realizadas. As melhores utopias são apenas propostas negativas, de denúncia da sociedade existente. Rousseau com o seu Emílio irritou Durkheim exatamente porque, como o sociólogo dizia (e com razão), era algo irrealizável. Diferente de Durkheim, Marx estava preparado para conviver com as utopias, mas os marxistas

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Medium 9788565848763

Capítulo 9 - Educação com tecnologia?

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

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Educação com tecnologia?

A cada nova tecnologia que surge no horizonte, predica-se uma revolução definitiva no ensino. Não é bem assim. Contudo, cada vez mais, as tecnologias revelam um enorme potencial, seja como atores coadjuvantes, seja como elemento essencial.

Os computadores e seus mitos

É difícil não ser seduzido pelo potencial educativo dos computadores.

De fato, pesquisas em usos específicos mostram excelentes resultados.

Porém, a sociologia da escola não convive bem com eles. Daí que o seu impacto nos sistemas educativos tende a ser nulo ou próximo disso.

Tão logo inventados, os computadores foram usados na educação, ainda na década de 1950. Eram os mastodontes mainframe e a orientação era imitar os professores, ensinando as matérias, como se fossem mestres de carne e osso.

Escrevendo em 1966, P. Suppes (da Universidade de Stanford) predicava que, com os computadores, “[...] milhões de alunos poderiam ter acesso ao que Alexandre, filho de Felipe da Macedônia, teve como prerrogativa real: os serviços pessoais de um tutor tão bem informado e intencionado quanto Aristóteles [...]”.

Depois disso, evoluíram os computadores e aumentou a sua confiabilidade. Houve um extraordinário avanço nos softwares educativos e na variedade

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Medium 9789724420530

Bibliografia seleta

Malebranche, Nicolas Grupo Almedina PDF Criptografado

Bibliografia seleta sobre Malebranche

Blanchard, P., L’attention à Dieu selon Malebranche.

Méthode et doctrine, Paris, Desclée, 1956.

Connel, D., The Vision in God. Malebranche’s Scholastic

Sources, Paris/Lovaina, Nauwelaerts, 1967.

Cuvillier, A., Essai sur la mystique de Malebranche, Paris,

Vrin, 1954.

Delbos, V., Étude de la philosophie de Malebranche, Paris,

Bloud et Gay, 1924.

De Montcheuil, Y., Malebranche et le Quiétisme, Paris,

Aubier, 1946.

Dreyfus, G., La volonté selon Malebranche, Paris, Vrin, 1958.

Gueroult, M., Malebranche, 3 vols. (I, La vision en Dieu;

II, Les cinq abîmes de la Providence, L’ordre et l’occasionalisme), Paris, Aubier, 1955-1959.

Gouthier, H., La vocation de Malebranche, Paris, Vrin,

1926.

Gouthier, H., La philosophie de Malebranche et son expérience religieuse, Paris, Vrin, 1926.

Laporte, L, La liberté selon Malebranche, in Études d’histoire de la philosophie française au xvii siecle, Paris, Vrin, 1951, pp. 193-248.

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Medium 9789724417134

Obra da natureza e obra de arte. I

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Obra da natureza e obra de arte. I

A concepção moderna da relação entre natureza e artes plásticas é dominada de uma ponta à outra pela noção de evolução.

Foi precedida pela concepção idealista que descortinava o objectivo das artes plásticas numa correcção da natureza, e acreditara que este objectivo fora alcançado na Antiguidade Clássica. Todas as restantes realizações humanas que se viriam a suceder nas artes plásticas seriam de entender apenas como obscurecimentos e imperfeições perante a ideia artística, pura e antiga, e o nosso objectivo prático seria hoje em dia atingir novamente essa correcção da natureza na obra de arte, se possível, na igual medida em que isso acontecera na Antiguidade Clássica.

A ideia de evolução, a que até as orientações artísticas não clássicas concedem uma razão de ser histórica, começou, em meados do século XIX, a ser compreendida pelo pensamento do homem moderno como património comum. Introduziu-se na história da arte, primeiramente, em nítida oposição à concepção idealista anterior, que recusava ao homem toda a capacidade de determinar o género da sua própria criação artística segundo a sua livre opinião. A concepção deste primeiro período da visão moderna da

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Medium 9789724416175

XI. De uma providência particulare de um estado futuro

Hume, David Grupo Almedina PDF Criptografado

Secção XI

De uma providência particular e de um estado futuro

Ultimamente, conversei muito com um amigo que gosta de 102 paradoxos céticos; embora ele apresentasse muitos princípios que de nenhum modo posso aprovar, contudo, como parecem curiosos e têm alguma relação com a cadeia de raciocínio desenvolvida ao longo desta investigação, reproduzi-los-ei aqui de memória tão exatamente quanto me for possível, a fim de os submeter ao juízo do leitor.

A nossa conversa começou por eu admirar a singular boa fortuna da filosofia, que, visto ela exigir a plena liberdade acima de todos os outros privilégios e prosperar sobretudo em virtude da livre oposição de sentimentos e da argumentação, teve o seu primeiro nascimento numa época e num país de liberdade e tolerância, e nunca foi coartada, mesmo nos seus princípios mais extravagantes, por quaisquer credos, concessões ou estatutos penais. Excetuando o desterro de Protágoras e a morte de

Sócrates, e este último evento brotou em parte de outros motivos, dificilmente se nos deparam na história antiga quaisquer casos de despeito fanático, com que tão pejada está a época presente. Epicuro viveu em Atenas até uma idade avançada, na paz e na tranquilidade; aos epicuristas(1) permitiu-se mesmo receber a função sacerdotal e oficiar no altar, nos mais sagrados

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Medium 9788530981679

BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO CONSTITUCIONAL

MODERNO, João Ricardo Grupo Gen PDF Criptografado

BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO

CONSTITUCIONAL

“O faraó Aquenáton (Amenófis IV) levou 17 anos para construir a nova capital, Aquenáton. Eu construí Brasília em cinco anos.

O faraó construiu um monumento para os mortos.

Brasília é um monumento para os vivos.”

Juscelino Kubitschek, ex-Presidente do Brasil.

Em 1992, três anos após a minha defesa de Doctorat d’État na Universidade de Paris I – Panthéon – Sorbonne, tive a clara intuição da necessidade de desfazer o golpe de Estado constitucional habilmente perpetrado por Juscelino Kubitschek, valendo-se das irresponsáveis cartas magnas passadas que permitiram dormitar em berço esplêndido a transferência da capital, cujo único argumento até então era interiorizá-la para afastar o perigo de ataques navais. Ora, desde a

Primeira Guerra Mundial a aviação militar destruía com facilidade qualquer cidade, e sequer precisamos mencionar a Segunda Guerra

Mundial e as condições militares à época da decisão de JK. Pura farsa. O conceito de golpe de Estado estende-se a um golpe no Estado.

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Medium 9788536325187

A vida boa

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

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Justiça e igualdade social

Até aqui discutimos diferentes maneiras de se poder afirmar que o governo está autorizado a reinar sobre nós a bem de proteger nossas liberdades (Capítulo 2), e como, na verdade, essa autorização se manifesta muitas vezes como um poder do Estado para oprimir ou disciplinar seus cidadãos, ameaçando essas próprias liberdades (Capítulo 3). Pode ser que seja necessário levantar um conjunto de questões ligeiramente diferentes, embora relacionadas, para atingir os problemas fundamentais da filosofia política. Uma das perguntas que tem boas perspectivas de estar no próprio cerne da filosofia política é esta: o que significaria para nós todos sermos tratados com justiça e igualdade? Certamente, hoje em dia, estamos propensos a pressupor que a justiça requer igualdade (em algum sentido), mas essa é uma maneira relativamente moderna de refletir sobre esses conceitos. Nem sempre se presumiu que justiça e igualdade estivessem ligadas. A fim de entender por que, vale a pena retornar aos inícios da filosofia política ocidental: à República de Platão.

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Medium 9789724420110

Nota Prévia

Schelling, F. W. J. Grupo Almedina PDF Criptografado

Nota Prévia(10)

Acerca do tratado que se segue, o autor tem pouco a dizer.

Pelo facto de se atribuir ao ser da natureza espiritual, em primeiro lugar, a razão, o pensar e o conhecer, a oposição entre natureza e espírito foi, desde logo, considerada de acordo com esta perspetiva. A simples crença numa razão simplesmente humana, a convicção da total subjetividade de todo o conhecer e de todo o pensar e da total ausência de razão e de pensamento na natureza, juntamente com o modo mecanicista de representar, dominante em toda a parte (já que também a dinâmica, ressuscitada por Kant, se transformou, unicamente, numa mecânica de nível superior, sem ser de forma alguma reconhecida a sua identidade com o espiritual), justificam o curso seguido pelo modo de considerar esta questão. Mas aquela raiz da oposição foi agora arrancada e a posse de um ponto de vista mais rigoroso pode tranquilamente ser confiada ao progresso geral em direção a um melhor conhecimento.

É tempo de se pôr em evidência a mais alta, ou melhor, a autêntica oposição, a oposição entre necessidade e liberdade, com a qual, somente, se pode tomar em consideração o ponto central mais íntimo da filosofia.

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Medium 9788520434802

4. A universidade bancária

GHIRALDELLI JR., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

4.

A universidade bancária

A

“pedagogia bancária” é uma das melhores caracterizações da pedagogia adotada pela maior parte de nossos professores, inclusive no ensino superior, onde realmente ela não se aplicaria. Trata-se de uma figura criada por Paulo Freire, exatamente para denunciar o caráter dos procedimentos tradicionais em educação. Nos anos 1960-1970, Paulo Freire a utilizou para servir de sparring da sua“pedagogia libertadora”. Com essa expressão,“pedagogia bancária”, o que ele queria dizer, basicamente, é que a dinâmica tradicional em sala de aula implica um professor que deposita informações para os estudantes, os quais por sua vez guardam-nas “no cofre” da memória. Essas informações são, depois, sacadas pelo professor, em geral, no dia da prova. O aluno é o “banco” e o professor o usuário dessa

“casa bancária”.

É bastante interessante que, na universidade atual, até mesmo os professores que se dizem freireanos acabam por ceder à comodidade da “pedagogia bancária”. Uns fazem isso por

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Medium 9789724419961

Prefácio

Nietzsche, Friedrich Grupo Almedina PDF Criptografado

Prefácio

Não é proeza pequena conservar a serenidade no meio de uma ocupação sombria e desmesuradamente cheia de responsabilidade; e, no entanto, que há de mais necessário do que a serenidade? Nenhuma coisa tem êxito se nela não tiver parte a orgulhosa alegria. Só o excesso de força é a prova da força.

— Uma transmutação de todos os valores, este ponto de interrogação tão negro, tão monstruoso, que arroja sombras sobre quem o escreve — uma tal fatalidade de deveres compele, a todo o momento, a correr para o sol, a sacudir de si uma seriedade pesada, que se tornou demasiado opressiva. Para isso todo o meio

é bom, toda a «eventualidade» um golpe de sorte. Sobretudo a guerra. A guerra foi sempre a grande sabedoria de todos os espíritos que se interiorizam, que se tornam demasiado profundos; na própria ferida reside o remédio. Foi, durante muito tempo, divisa minha um aforismo cuja origem escondo à curiosidade dos eruditos:

Increscunt animi, virescit volnere virtus (2)

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