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Medium 9788565848039

Capítulo 1. Introdução e contexto

Frank Lovett Grupo A PDF Criptografado

1

INTRODUÇÃO E CONTEXTO

1.1 BIOGRAFIA E HISTÓRICO

John Rawls (1921-2002) foi um filósofo político norte-americano. Seu pai, William

Lee Rawls, foi um advogado de sucesso e renome cuja família mudara-se de Baltimore para o sul do país durante a infância; a mãe, Anna Abell Rawls, descende da rica família Stump. Os pais de Rawls tinham forte interesse por política – a mãe, em especial, lutou pelos direitos das mulheres na Liga de Eleitoras. Rawls teve quatro irmãos, um mais velho e três mais jovens do que ele, dos quais dois morreram, por questões de saúde, quando o próprio Rawls era ainda jovem. Rawls estudou em Princeton, onde concluiu o curso de filosofia no outono de 1943. Embora tenha pensado em dedicar-se aos estudos religiosos depois de concluir a universidade, optou, como muitos de seus colegas à época, por alistar-se no exército. Serviu durante dois anos em uma unidade de inteligência e reconhecimento no Pacífico e, pelos serviços prestados, ganhou uma estrela de bronze, condecoração do exército norte-americano.

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Medium 9789724420066

Segunda secção. Determinação da tarefa proposta relativamenteàs faculdades de conhecer, que em nós constituem a razão pura

Immanuel Kant Grupo Almedina PDF Criptografado

/181 Segunda SecçãoDeterminação da tarefa proposta relativamente às faculdades de conhecer, que em nós constituem a razão puraSó assim é que o problema anterior se deixa resolver: importa primeiro considerá-lo na sua relação com as faculdades do homem, pelas quais ele é capaz de estender o seu conhecimento a priori e que nele constituem o que especificamente se pode chamar a sua razão pura. Se por razão pura de um ser em geral se entende a faculdade de conhecer coisas independentemente da experiência, por conseguinte, das representações sensíveis, nem por isso se determina de que /182 modo, em geral,é neste ser (por exemplo, em Deus ou num espírito superior) possível um tal conhecimento; e o problema permanece então indeterminado.Pelo contrário, no tocante ao homem, todo o seu conhecimento consta de conceito e de intuição. Cada um dos doisé, sem dúvida, representação, mas não ainda conhecimento.Representar-se algo mediante conceitos, isto é, no geral, chama-se pensar, e a faculdade de pensar tem o nome de entendimento.

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Medium 9788571109674

Stuart Mill

MARCONDES, Danilo Zahar PDF Criptografado

Stuart Mill

O

utilitarismo como corrente de pensamento no campo da ética e da filosofia política tem sua origem principalmente nas ideias do pensador francês

Claude-Adrien Helvétius (1715-71) e do inglês Jeremy Bentham (1748-1832), este influenciado por Helvétius. Esses pensadores formularam o “princípio de utilida­de” como critério do valor moral de um ato. De acordo com este princípio universal, o bem seria aquilo que maximiza o benefício e reduz a dor ou o sofrimento.

Terão mais valor de um ponto de vista ético, portanto, as ações que beneficiarem o maior número de pessoas possível. Trata-se de uma concepção que avalia o caráter ético de uma atitude a partir do ponto de vista de suas consequências ou resultados. Este princípio difundiu-se bastante no século XVIII, durante o

Iluminismo, por ir ao encontro de um projeto de reforma social. Constitui-se ao mesmo tempo em um princípio de aplicação prática, inspirando inclusive a

Revolução Francesa (1789), que chegou a conceder a Bentham o título de “ci­dadão honorário”. O útil (useful) é entendido como aquilo que contribui para o bem-estar geral. No entanto, o utilitarismo foi bastante criticado por pensadores racionalistas, por exemplo, Kant, adversário da ética das consequências.

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Medium 9789724417134

Uma nova história da arte

Alois Riegl Grupo Almedina PDF Criptografado

Uma nova história da arteQuando Bramante foi incumbido pelo Papa Júlio II (21) de executar a construção da cúpula de São Pedro, no seu entusiasmo impulsivo, conseguiu fazer avançar a obra com uma celeridade tal que, alguns anos depois, aquando da morte do primeiro empreiteiro e construtor, os quatro poderosos pilares da cúpula erguiam-se prontos. Ora, a isso seguiu-se um longo intervalo de reflexão até que se tomou a decisão de avançar para a abóboda da cúpula e terminar assim a construção; conta-se que se examinou a capacidade de carga dos pilares e que ela foi considerada insuficiente, de tal modo que foi preciso proceder ao reforço substancial dos alicerces, antes de se continuar a construção. Foi necessário meio século, até Miguel Ângelo e Giacomo della Porta (22), para que a(21) Donato d’Angelo Lazzari, dito Bramante da Urbino (1444-1514), recebeu do Papa Júlio II, em 1503, a comissão de reconstruir a basílica de São Pedro em Roma. O seu projecto, que era marcadamente romano-bizantino, foi bastante alterado depois da sua morte.

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Medium 9788536317175

4. Justificação

Steven French Grupo A PDF Criptografado

4

Ciência

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Justificação

INTRODUÇÃO

Você fez a sua descoberta e pensa que está na trilha de algo importante, mas agora as pessoas estão começando a perguntar “Onde estão as evidências”? Essa pergunta leva-nos para a nossa próxima fase a respeito de como a ciência funciona, o que tem a ver com o modo como as teorias relacionam-se com as evidências. Isso é o que os filósofos da ciência chamam de “justificação”

(é evidente que, se as fases da descoberta e da justificação podem ser bem separadas, esta é em si mesmo uma questão filosófica).

Eis, então, a nossa questão fundamental: qual é o impacto dos dados experimentais nas teorias? Examinaremos duas respostas. A primeira coloca que os dados verificam as teorias; a segunda insiste que, ao contrário, os dados falsificam as teorias. Consideremos essas duas respostas antes de avançarmos para além delas.

VERIFICABILIDADE É TUDO O QUE IMPORTA!

A primeira resposta à nossa questão foi proposta, de maneira que ficou famosa, por um grupo heterogêneo de filósofos, cientistas, economistas e outros teóricos que vieram a ser conhecidos como os “positivistas lógicos”. Eles eram chamados assim porque, em primeiro lugar, eram vistos como parte de uma linha de comentários da ciência que enfatizava o conhecimento científico como o supremo ou, em certo sentido, a mais autêntica forma de conhecimento, obtido por meio do apoio positivo dado às teorias pelas observações através do método científico; e, em segundo lugar, por que eles empregavam todos os recursos da lógica, e em particular a formalização da lógica tornada acessível por teóricos como Hilbert, Russell e Whitehead no início do século XX, tanto para analisar quanto para representar essa forma de conhecimento.

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Medium 9788536317175

2. Descoberta

Steven French Grupo A PDF Criptografado

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Steven French

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Descoberta

Quando as pessoas pensam nos cientistas, elas normalmente pensam em um homem (tipicamente) vestido com um jaleco branco; e quando pensam no que os cientistas fazem, elas geralmente os imaginam fazendo grandes descobertas, pelas quais poderiam receber o Prêmio Nobel. A descoberta – de algum fato, de alguma explicação para um fenômeno, de alguma teoria ou hipótese – é vista como estando no centro da prática científica. Desse modo, a questão fundamental que procuraremos responder neste capítulo é: como são descobertas as teorias, as hipóteses, enfim, os modelos científicos? Comecemos com uma resposta bastante comum e bem-conhecida.

A VISÃO COMUM: O MOMENTO EURECA

Nos quadrinhos, a criatividade é muitas vezes representada por uma lâmpada sobre a cabeça do herói. Supõe-se que represente o lampejo da inspiração. De modo semelhante, as descobertas científicas são geralmente caracterizadas como algo que ocorre de repente, em um dramático momento criativo da imaginação, um lampejo de visão ou uma experiência do tipo “aha!”.

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Medium 9789724420097

3 Lógica para a Classe Média (1808/09)

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Grupo Almedina PDF Criptografado

3LÓGICA PARA A CLASSE MÉDIA(*)(1808/09)(*)  O texto segue o manuscrito da Harvard University (ed. Hoffmeister).As notas à margem, no manuscrito de Hegel, reproduzem-se em corpo menor.§ [1/33](1)A razão conhece a verdade, porquanto a verdade é a consonância do conceito com o ser determinado. As determinações da razão, porém, são tanto pensamentos próprios como determinações da essência das coisas. – Por conseguinte, na consideração racional, remove-se a diferença até agora mencionada entre a consciência e o objeto; encontra-se aí contida tanto a certeza de mim mesmo como a objetalidade.§ [2/34]As determinações lógicas são as determinações universais, leis e movimentos do pensar, e são de dupla natureza, uma enquanto se atribuem ao ente, outra enquanto se imputam ao pensar enquanto tal; contudo, a razão é a consciência de que estas determinações cabem a um dos dois lados.(1)  O segundo número designa o número dos parágrafos de Hoffmeister. § [33], com que terminava a Doutrina do Espírito de 1808/09, foi aqui retomado para ilustrar a passagem de Hegel à Lógica. É, porém, discutível se o demonstrativo no início de § [2/34] se refere efetivamente a § [1/33].

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Medium 9789724419961

Os Quatro Grandes Erros

Friedrich Nietzsche Grupo Almedina PDF Criptografado

Os Quatro Grandes Erros1Erro da confusão entre causa e efeito. — Não há erro mais perigoso do que confundir o efeito com a causa: chamo-lhe a verdadeira perversão da razão. Não obstante, este erro pertence aos hábitos mais antigos e mais recentes da humanidade: foi santificado no meio de nós, leva o nome de «religião» ou «moral». Contém-no toda a proposição formulada pela religião e pela moral; os sacerdotes e legisladores moralistas são os autores de tal perversão da razão. — Dou um exemplo: toda a gente conhece o livro do famoso Cornaro, em que ele recomenda uma dieta exígua como receita para uma vida longa e feliz — e virtuosa. Poucos foram os livros que tanto se leram, e ainda hoje se imprimem anualmente, na Inglaterra, muitos milhares de exemplares. Não duvido que dificilmente algum livro (excetuando, como é justo, a Bíblia) tenha feito tanto dano, tenha encurtado tantas vidas como este curioso livro bem-intencionado. Motivo para tal: a confusão do efeito com a causa. O italiano honrado viu na sua dieta a causa da sua longa vida: ao passo que a condição prévia da sua longa vida, a extraordinária lentidão do metabolismo, o escasso consumo, foi a causa da sua exígua dieta. Não era livre de comer pouco ou muito, a sua frugalidade não era uma «vontade livre»: teria adoecido, se comesse mais. Mas quem não é uma carpa, não só faz bem em comer, mas é-lhe necessário comer na medida normal. Um letrado dos nossos dias, com o seu rápido desgaste de energia nervosa, destruir-se-ia completamente com o regime de Cornaro. Crede experto (18).(18)  «Acredita no perito», i.e., em quem sabe.

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Medium 9789724416748

4. Situação histórica em 1667 ......................e o Essay concerning Toleration

John Locke Grupo Almedina PDF Criptografado

INTRODUÇÃO

81

o consentimento da vontade não é necessário para o cumprimento desta ou daquela acção. Se o Magistrado ordena o que a lei divina ordena, há ao mesmo tempo obrigação material e obrigação formal: não há nenhuma liberdade, nem para o juízo, nem para a vontade, nem para a consciência. Se o Magistrado ordena uma coisa indiferente, há apenas uma obrigação formal; obriga a consciência, não suprime a sua liberdade; porque exige o consentimento da vontade, mas não o do juízo.

O cidadão é obrigado a agir, mas não a julgar. A liberdade de consciência encontra-se neste caso conciliada com a necessidade da acção(43). Se, finalmente, o Magistrado quiser impor como uma obrigação material uma coisa indiferente, poderia então ir contra a liberdade de juízo, logo, contra a liberdade e cometeria um pecado. A argumentação pode parecer subtil e pode pensar-se que só protege a liberdade de consciência de uma maneira muito verbal. Apesar de tudo, a liberdade do juízo está salva, o que, para Locke, será sempre o essencial, o princípio de toda a liberdade.

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Medium 9789724420080

Autores e obras citados por Marx

Karl Marx Grupo Almedina PDF Criptografado

Autores e obras citados por MarxÉsquilo (525-426 a.C.)Anácarsis (séc. VI a.C.) Filósofo cita; por vezes, mencionado como um dos Sete Sábios da Grécia.Aristóteles (384-322 a.C).Bauer, Bruno (1809-82).Kritik der evangelischen Geschichte der Synoptiker, Vols. I-II (1841),III (1842).Die gute Sache der Freiheit und meine eigene Angelegenheit (1842). «DieFähigkeit der heutigen Juden und Christen, frei zu werden», inEinundzwanzig Bogen aus der Schweiz, org. Georg Herwegh (1843).Die Judenfrage (1843).Das entdeckte Christentum (1843).(org.) Allgemeine Literatur-Zeitung Monatsschrift, Vols. I-II (1844).Beaumont, Gustavo de la Bonniére de (1802-66).Marie, ou l’esclavage aux États-Unis (1835).Bergasse, Nicolas (1750-1832). Publicista francês; membro da AssembleiaNacional.Buchez, P. J. B. (1796-1865) e Roux-Lavergne, P. C. (1802-94).Histoire parlemenlaire de la Révolution française, Vol. 28 (1836).

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Medium 9788530935399

(24 = W II 9c. D 21. Outubro-Novembro de 1888)

Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

(24 = W II 9c. D 21. Outubro-Novembro de 1888)

24 (1)

Ecce homo

Ou:

Por que sei algumas coisas melhor.

De

Friedrich Nietzsche

1.

– Deter-me-ei em um problema que, ao menos ao que me parece, possui uma natureza mais séria do que o problema da “existência de Deus” e outras cristianices – falo do problema da alimentação. Trata-se, em suma, da questão: como é que tu tens de te alimentar, a fim de que possas alcançar o teu maximum de força, de virtù, de virtude no sentido da razão renascentista?

– Minhas experiências são aqui tão ruins quanto possível: fico espantado de ter chegado tão tarde, neste momento precisamente,

“à razão”, tarde demais em certo sentido: e somente a completa iniquidade de nossa formação alemã explica, para mim, em certa medida, por que é que eu justamente aqui me achava atrasado até as raias da “sacralidade”. Essa “formação”, que nos ensina a perder de vista fundamentalmente e desde o princípio as realidades, para se colocar à caça de metas assim chamadas “ideais” inteiramente problemáticas, por exemplo, à caça de uma assim chamada “formação clássica”! – como se não fosse de morrer de rir colocar juntos na boca os termos “clássico” e “alemão”. Pensemos simplesmente em um homem de Leipzig “classicamente formado”! – De fato, até os meus anos da mais plena maturidade, sempre comi mal – expresso em termos morais, sempre comi

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Medium 9788530965747

10. Gilperto da poesia

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

GILPERTO DA POESIA

10

Nominais foi para mim um desafio e um exercício simultaneamente sentimental e intelectual de desenigmatização do poético. Foi Platão quem primeiro afirmou ser a poesia um enigma. Entretanto, foi Adorno quem mais elaborou a teoria do enigma da obra de arte.

Esta é um enigma à procura de corajosos decifradores estéticos. Desde o Platão do Sofista sabemos que naqueles tempos o termo “ctética” designava a arte de tomar da natureza aquilo que ela oferece – como a “arte da caça e da pesca” –, e o termo “poética” significava a arte da fabricação daquilo que falta à natureza – não tendo, pois, qualquer limitação à arte da palavra tal como a estética moderna lhe atribuiu. Nominais de certa forma exerce em sentido moderno a arte de fabricar o que falta na “natureza” da palavra na sociedade contemporânea. Principalmente brasileira.

Não há, portanto, filosofia da arte sem enfrentamento do desconhecido proporcionado pela obra de arte. A coragem é a condição prévia absoluta do exercício filosófico. Desde o Sócrates da cicuta que a filosofia não é uma atividade para covardes. Filosofar implica assumir riscos: os de natureza psicológica, econômica, política, cultural, social, entre outros, como os de vida, ou de morte, como querem os franceses. O enfrenta-

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Medium 9789724420592

[27] Arrependimento e Renascimento

Max Scheler Grupo Almedina PDF Criptografado

[27] Arrependimento e Renascimento

[29] Nos impulsos da consciência moral, nos seus alertas, aconselhamentos e condenações, o olhar espiritual da crença percebe, sempre, os contornos de um juiz invisível, infinito. Estes impulsos aparecem como uma linguagem desprovida de palavras, natural, com que Deus fala com a alma – e cujas

­instruções dizem respeito à salvação dessa alma individual e do mundo. Há uma pergunta que não deve ser decidida aqui: se é, em geral, possível desligar, desta interpretação enquanto interpretação de uma

«voz» secreta e de uma linguagem de sinais da parte de Deus, a unidade particular e o sentido dos, assim chamados, impulsos da «consciência moral» – de tal modo que a unidade daquilo que designamos por

«consciência moral» ainda continuasse, em geral, a subsistir. Duvido disso e creio antes que, sem a

­co-percepção (Mitgewahrung) neles de um juiz santo, estes próprios impulsos se desintegrariam numa multiplicidade de processos (­sentimentos, imagens, juízos) e creio que já não estaria à d

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Medium 9789724421810

CAPÍTULO III – Primeiros Princípios Metafísicos da Mecânica.

Immanuel Kant Grupo Almedina PDF Criptografado

/ CAPÍTULO III

Primeiros Princípios Metafísicos da Mecânica

Definição 1

A matéria é o elemento móvel enquanto tem, como tal, força motriz.

Observação

Eis a terceira definição de uma matéria. O conceito puramente dinâmico podia também considerar a matéria como em repouso; a força motriz, que então se examinou, dizia apenas respeito à repleção de um certo espaço sem que a matéria, que o enchia, houvesse de se considerar como em movimento.

A repulsão era, pois, uma força primordialmente motriz

/ 106

112

PR IMEIROS PR INCÍPIOS META FÍSICOS DA CIÊNCI A DA NATUR EZ A

para comunicar movimento; em contrapartida, na mecânica, considera-se a força de uma matéria posta em movimento a fim de transmitir este movimento a uma outra. Mas é claro que o móvel, graças ao seu movimento, não disporia de força motriz alguma se não possuísse forças primordialmente motrizes, em virtude das quais age em todos os lugares onde se encontra, antes de todo o movimento próprio; e que nenhuma matéria

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Medium 9788530935399

Os fragmentos póstumos do outono de 1885 ao outono de 1887 (Grupos 1-8)

Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

Pósfácio

Os fragmentos póstumos do outono de 1885 ao outono de 1887 (Grupos 1-8)

Um dos fragmentos póstumos merece toda a atenção particular daqueles que estão interessados pelo “enigma” Nietzsche:

“Exotérico – esotérico / 1. Tudo é vontade contra vontade / 2.

Não há nenhuma vontade / 1. Causalismo / 2. Não há nada como causa-efeito” (5 [9]). Se não nos equivocamos aqui, Nietzsche remete-se aí à antiga distinção entre a comunicação que é comumente compreendida por todos e o modo místico de expressão.

Além disso, nos exemplos que introduz, ele rebaixa a sua tese sobre a vontade – ou seja: sobre a vontade de poder – ao plano da representação popular. Isso corresponde ao nível especulativo maximamente elevado de Nietzsche e oferece-nos um ponto de partida para decifrarmos as contradições que parecem insolúveis em seu pensamento, sem que precisemos nos valer, nesse caso, de artifícios interpretativos. Muitas das formulações construtivas ou mesmo sistemáticas, que são características dos escritos desse ano ou dos anos seguintes, não depararão, então, nem com a perplexidade nem com a crítica do leitor. O que estava em jogo para Nietzsche aí era a tentativa de uma elaboração exotérica, cujas fraquezas tinham necessariamente de ser conhecidas por ele, uma vez que ele contrapõe a essa elaboração um ponto de vista esotérico. Sob essa perspectiva, os fragmentos póstumos conquistam um interesse novo e ainda maior e se transformam em algo mais do que uma mera coletânea de material para publicações planejadas. De fato, não há em Nietzsche nenhum lugar que permita reconhecer tão claramente quanto nos cadernos do arquivo póstumo a justaposição de uma apresentação exotérica, pensada com vistas à compreensibilidade geral, e um aprofundamento esotérico, secreto, totalmente pessoal do próprio pensamento. Referências a um interesse semelhante também aparecem mais tarde nos fragmentos de 1887-1888. Com isso, contudo, ainda não se está dizendo que a tendência expressa no fragmento

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