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Medium 9788530934699

PARTE TRÊS - 23 - A GENEALOGIA DA MORAL

YOUNG, Julian Grupo Gen PDF Criptografado

A GENEALOGIA DA MORAL

23

Parsifal, Dostoievski e um Terremoto “Bem-Intencionado”

O ano de 1887 começou com um frio intenso: a “Europa”, escreveu Nietzsche a

Elizabeth, no calor opressivo do Paraguai, “transformou-se em uma montanha de neve e em um urso polar”. Embora não houvesse neve em Nice, as colinas ao seu redor estavam cobertas de neve.1 Apesar do novo quarto com vista para o sul na Rue des Ponchettes (p. 535-536), seu problema de “cianose” persistiu, assim como um agravamento em sua saúde e em seu estado de espírito, um efeito cumulativo, ele pensou, de dois meses de frio e chuva.2 No entanto, no final de janeiro seu ânimo melhorou em razão de uma viagem inesperada: a ida a Monte Carlo para assistir o prelúdio de Parsifal. “Deixando de lado a questão do uso dessa música e observando-a do ponto de vista puramente estético”, ele escreveu a Köselitz,

Wagner compôs algo melhor? A percepção psicológica profunda e a precisão referente ao que deveria ser dito, expresso, transmitido, as formas mais curtas e diretas, cada nuance de sentimento reduzida a epigramas: a clareza da música como uma arte descritiva... e um sentimento sublime e extraordinário, a experiência memorável da alma no cerne da música que homenageia Wagner no mais alto grau.3

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Medium 9788530958978

[27 = Z II 5a. Verão – Outono de 1884]

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

[27 = Z II 5a. Verão – Outono de 1884]

27 (1)

A reflexão sobre a “liberdade e a falta de liberdade da vontade” levou-me a uma solução desse problema, que não se pode pensar de maneira alguma de modo mais fundamental e conclusivo – a saber, levou-me ao afastamento do problema, por força da intelecção alcançada: não há nenhuma vontade, nem uma vontade livre, nem uma desprovida de liberdade.

27 (2)

Sob certas circunstâncias, uma ação se segue a um pensamento: ao mesmo tempo, surge com o pensamento o afeto do que comanda – a ele pertence o sentimento de liberdade, que se transpõe comumente para a própria “vontade” (enquanto ele não passa de um efeito colateral do querer).

27 (3)

Todos os processos fisiológicos são iguais no fato de que eles são desencadeamentos de forças que, quando chegam ao sensorium commune, trazem consigo uma carta elevação e intensificação: essa elevação e intensificação, medidas a partir dos estados de pressão e de carga da coerção, são reinterpretadas como sentimento de “liberdade”.

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Medium 9788530934699

PARTE TRÊS - 27 - O FIM

YOUNG, Julian Grupo Gen PDF Criptografado

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O FIM

A Clínica na Basileia

Em 11 de janeiro de 1889, Franz Overbeck informou ao outro único contato remanescente de Nietzsche, Heinrich Köselitz, que internara Nietzsche, ou para ser mais exato internei um fantasma, que só um amigo reconheceria, em uma clínica psiquiátrica na Basileia. Ele sofre de ilusões de grandeza infinita, mas também de outros delírios, e seu estado mental não tem esperança de recuperação. Eu nunca tive uma visão tão terrível de destruição.1

Ele entregou o amigo aos cuidados do Dr. Ludwig Wille, a quem Nietzsche reconheceu imediatamente. “Acho que já nos encontramos”, disse a Wille com a dignidade civilizada de um professor da Basileia, “porém, sinto muito ter esquecido seu nome. Você poderia...” “Wille, meu nome é Wille”, respondeu o médico. “Ah, sim, Wille”, concordou Nietzsche. “Você é psiquiatra. Há alguns anos tivemos uma conversa sobre a insanidade religiosa.”2 Embora sua lembrança estivesse correta,

Nietzsche não tinha a menor ideia de quem ele era nem o motivo de não saber.

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Medium 9788530957735

Capítulo VII - O caso do conceito de poder – A Arendt de Habermas

CORREIA, Adriano Grupo Gen PDF Criptografado

7

7

O CASO DO CONCEITO DE PODER

– A ARENDT DE HABERMAS

O poder corresponde à habilidade humana não apenas para agir, mas para agir em concerto.1

Hannah Arendt

E

m 1976, em um texto pioneiro que se tornou clássico, concebido como uma laudatio a Hannah Arendt, falecida em 1975, Habermas se detém sobre o significado e a singularidade do conceito de poder na obra da autora. Nesse texto, intitulado “O conceito de poder em Hannah Arendt”, ao se apropriar do que nomeia poder comunicativo em Arendt,

Habermas se esforça por indicar o quanto tal conceito, ao implicar a recusa do modelo teleológico de ação, acaba por estabelecer um estreito vínculo entre poder e assentimento, fundado em um modelo comunicativo de ação política, no qual “os participantes orientam-se para o entendimento recíproco e não para o próprio sucesso”.2

A despeito de em grande medida Habermas se reconhecer amplamente na interpretação arendtiana do poder, que considera vigorosa e original, sua abordagem do conceito

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Medium 9788530944063

[1 = N VII 2b. Outono de 1885 - Início do ano 1886]

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

[1 = N VII 2b. Outono de 1885 – Início do ano 1886]

1 (1)

Deveria ter propriamente um círculo de homens profundos e sutis à minha volta, que me protegessem um pouco de mim mesmo e que também soubessem me divertir; pois, para alguém que pensa tais coisas, tal como eu as preciso pensar, o perigo de que ele mesmo se destrua sempre está à espreita.

1 (2)

É possível que ninguém acredite no fato de se vir a saltar um dia inopinadamente e com os dois pés em tal estado resoluto da alma, cuja testemunha ou alegoria pode ser justamente o tão decantado canto de dança. Antes de se aprender a dançar em tal medida, é preciso que se tenha aprendido de maneira sólida a andar e a correr, e já conseguir se colocar sobre as próprias pernas

é algo, para o que, ao que me parece, sempre só poucos estão predeterminados. No tempo em que se ousa pela primeira vez confiar nos próprios membros e sem andadeiras e corrimões, nos tempos da primeira força juvenil e de todos os estímulos de uma primavera própria, se está maximamente em perigo e se anda com frequência de maneira tímida, desanimada, como alguém que se perdeu do caminho, com uma consciência trêmula e com uma desconfiança espantada ante seu caminho: – quando a jovem liberdade do espírito é como um vinho.

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Medium 9789724420943

21. Infl uência do Tempo de Rotação sobre o Valor do CapitalAdiantado

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

21. INFLUÊNCIA DO TEMPO DE ROTAÇÃOSOBRE O VALOR DO CAPITAL ADIANTADO a) Libertação do capital-dinheiro durante o tempo de circulaçãoTomemos como exemplo(1) o capital-mercadoria produzido num período de trabalho de nove semanas. Abstraímo-nos, por agora, do valor acrescentado ao produto pelo desgaste médio do capital fixo, bem como da mais-valia. O valor deste produto será desde logo igual ao valor do capital circulante adiantado, isto é, ao do salário e das matérias-primas e auxiliares consumidas na produção. Suponhamos que este valor é de 900 francos; o adiantamento semanal será, portanto, de 100 francos. Tanto faz que se trate de um período de trabalho de nove semanas para um produto contínuo ou para um produto descontínuo, desde que a quantidade de produto descontínuo fornecida de uma só vez ao mercado custe nove semanas de trabalho. Suponhamos que o tempo de circulação dura três semanas. O período de rotação será, portanto, no total, de 12 semanas. O novo processo de produção só poderia, portanto, começar com a décima terceira semana, e a produção pararia por três semanas, isto é, durante um quarto do período total de rotação. Para que a produção seja contínua e prossiga regularmente semana a semana, só há duas soluções possíveis.

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Medium 9788530935399

(22 = W II 8b. Setembro-Outubro de 1888)

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

(22 = W II 8b. Setembro-Outubro de 1888)

22 (1)

Observação marginal sobre uma niaiserie anglaise. – “O que tu não queres que façam contigo, tu não deves fazer com os outros.” Isso é considerado uma sabedoria; isso é considerado uma astúcia; isso é considerado como fundamento da moral

– como “sentença dourada”. John Stuart Mill e tantos outros: quem não acredita nisso entre os ingleses... Mas a sentença não resiste ao mais simples ataque. O cálculo “não faça nada que não deve ser feito a ti mesmo” proíbe ações em virtude de suas consequências nocivas: o pensamento de fundo é o de que uma ação é sempre retribuída. Mas o que acontece, então, se alguém, com o “principe” na mão, dissesse que “precisamente tais ações seria preciso realizar para que outros não o façam antes de nós – para que coloquemos outros fora de condições de fazê-lo conosco? – Por outro lado: pensemos em um corso, para o qual sua honra ordena a vendetta. Ele também não deseja nenhuma bala de fuzil no corpo: mas a perspectiva de tal bala, a probabilidade de tal bala não o impede de satisfazer sua honra... E em todas as ações decentes não somos justamente intencionalmente indiferentes em relação a tudo aquilo que advém daí para nós? Evitar uma ação que teria consequências nocivas para nós – esta seria uma proibição para ações decentes em geral...

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Medium 9788530958978

[31 = Z II 8. Inverno 1884-1885]

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF Criptografado

[31 = Z II 8. Inverno 1884-1885]

31 (1)

A superação prática da moral.

31 (2)

Em Zaratustra, 4 é necessário: dizer exatamente por que

é que agora é chegada a hora do grande meio-dia: ou seja, uma descrição do tempo, dada por meio das visitas, mas interpretada por Zaratustra.

Em Zaratustra, 4 é necessário: dizer exatamente por que é que “o povo eleito” precisou ser primeiro criado – trata-se da oposição das naturezas superiores exitosas em relação aos desvalidos

(caracterizada pelos visitantes): somente junto a esses visitantes

Zaratustra pode se comunicar sobre os problemas derradeiros, só deles é que ele pode supor a atividade para essa teoria (eles são fortes, saudáveis e duros o suficiente para tanto, sobretudo, nobres o suficiente!) e só em suas mãos ele pode dar o martelo sobre a terra.

Portanto, é preciso descrever em Zaratustra:

1) o mais extremo perigo do tipo superior (neste momento,

Zaratustra se lembra de sua primeira aparição)

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Medium 9789724420943

23. A Reprodução e a Circulação do Capital Social Total

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

23. A REPRODUÇÃO E A CIRCULAÇÃODO CAPITAL SOCIAL TOTAL(1)OBJETO DA PESQUISAAnalisámos até agora: primeiro, o processo de produção capitalista como operação isolada e como processo de reprodução; a produção da mais-valia e a produção do capital.Depois considerámos as diferentes formas de que se reveste o capital no seu ciclo, assim como as formas diversas desse mesmo ciclo. Ao tempo de trabalho acrescentou-se então o tempo de circulação.A seguir, considerámos o ciclo como periódico, ou seja, como rotação. Mostrámos, por um lado, como os diversos elementos do capital (fixo e circulante) realizam, por tempos e segundo modos diferentes, o ciclo das formas; examinámos, por outro lado, as condições que influem na duração do período de circulação e nas diferentes particularidades dos seus elementos sobre a extensão do processo de produção, assim como sobre a taxa anual da mais-valia.Mas até aí tratava-se apenas de um capital individual. Ora, os ciclos dos capitais individuais entrecruzam-se reciprocamente, e é precisamente esse facto que constitui o movimento do capital social total. O ciclo do capital total implica, contudo, a circulação das mercadorias que não constituem capital, ou seja, da mais-valia

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Medium 9788536309118

Capítulo 1 - A ação moral

Dwight Furrow Grupo A PDF Criptografado

1

A ação moral

Para que possamos chegar a algumas conclusões a respeito de como devemos viver e quais obrigações específicas temos para com os outros, devemos começar por compreender a natureza humana e o que dá densidade aos seres humanos. De nada adiantaria vir com uma concepção de moralidade segundo a qual os seres humanos não poderiam viver ou só poderiam adotar com grande dificuldade, sacrificando algum outro componente essencial da existência humana. Consequentemente, desejamos começar nossa investigação descobrindo quais são os motivos que estão em jogo quando as pessoas agem moralmente e fornecem um relato do que faz com que a conduta moral seja inteligível para nós. Em outras palavras, queremos saber o que capacita os seres humanos a agir moralmente.

Um agente é alguém que age; um agente moral, portanto, é alguém que tem a habilidade para tomar decisões morais e agir de acordo com elas. Quais são as capacidades que nos habilitam a fazer julgamentos morais? A maioria dos filósofos, hoje, concordaria que, minimamente, para que sejamos agentes morais, devemos ter a capacidade de tomar as nossas próprias decisões e agir de acordo com elas. Isto, porque responsabilizamos os agentes morais por suas ações e os louvamos ou culpamos, dependendo da avaliação que fazemos de suas ações. Se não tomamos nossas próprias decisões, se nossas ações não estão sob nosso controle, a prática de louvar ou culpar outras pessoas por suas ações faria pouco sentido. Assim sendo, um requisito básico para o agir moral

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Medium 9788536320106

6. Recursos

Clare Saunders, David Mossley, George MacDonald Ross, Danielle Lamb, Julie Closs Grupo A PDF Criptografado

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Recursos

O aluno de uma universidade tem acesso a uma grande variedade de recursos. Neste capítulo, analisaremos os tipos de recursos que você poderá usar e mostraremos como obter o máximo deles.

Os dois lugares mais comuns quando pensamos em recursos são a biblioteca e a Internet. Além deles, há vários tipos de sistemas de apoio nas universidades, os quais o ajudarão a aproveitar ao máximo seu tempo de estudo.

Este capítulo finaliza com uma breve seção sobre termos filosóficos úteis que você provavelmente encontrará durante o curso.

Recursos da biblioteca

As bibliotecas de sua universidade dispõem de uma ampla variedade de recursos, tanto livros e revistas científicas quanto textos em forma eletrônica, como CD-ROMs, banco de dados para assinantes e material on-line. O site da biblioteca provavelmente lhe oferecerá uma boa ideia do que está disponível.

Também certamente haverá bibliotecários especializados em sua matéria, que poderão apontar os recursos mais adequados para o assunto que você estiver pesquisando e ajudá-lo a economizar tempo no processo de pesquisa.

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Medium 9788520433430

3. Proposta de leitura do Za como ensinamento da superação

JULIÃO, José Nicolao Manole PDF Criptografado

capítulo 3

proposta de leitura do

Za como ensinamento da superação

Apresentação

A hipótese interpretativa que desenvolvemos neste estudo é a de que o ensinamento da superação (die

Überwindung) se constitui como o principal tema abordado por Nietzsche em sua obra Za. O conceito de superação, segundo a nossa interpretação, é seu leitmotiv, ou seja, a dinâmica que impulsiona tanto a sua “ação dramática”1 do “tornar-se o que se é”,2 como a elaboração

1 Utilizamo-nos aqui da expressão de Lampert, L., Nietzsche’s

Teaching, 1986.

2 “Wie man wird, was man ist”. Essa famosa máxima de Píndaro

(Pítias, II, 72), que tanto inspirou os poetas Goethe e Hölderlin, serviu a Nietzsche como subtítulo para a sua autobiografia EH; ela aparece, também, de forma variada no aforismo 270 de FW – “Du sollst der werden, der du bist” (Deves tornar-te aquilo que és); no aforismo 335 de FW – “Wir aber wollen Die werden, die wir sind”

(Mas nós queremos nos tornar aquilo que somos). No Za, nas seções “O convalescente” – “wer du bist und werden musst” (quem

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Medium 9789724420943

27. Observações Históricas sobre o Capital Comercial

Marx, Karl Grupo Almedina PDF Criptografado

27. OBSERVAÇÕES HISTÓRICAS SOBREO CAPITAL COMERCIAL(1)No decurso da investigação científica a formação da taxa geral do lucro aparece como proveniente dos capitais produtivos e da sua concorrência, e como não sendo corrigida, completada e modificada senão mais tarde pela intervenção do capital comercial. No decurso da história, pelo contrário, a marcha dos acontecimentos apresenta-se exatamente de modo inverso.Segundo o que já foi dito, nada seria mais absurdo do que ver no capital comercial, sob uma das suas duas formas, uma espécie particular do capital industrial, semelhante à agricultura, à criação de gado, às manufaturas, à indústria dos transportes, etc. Para escapar a esta conceção grosseira, é suficiente ter em mente que todo o capital produtivo, pela venda dos produtos e compra das suas matérias-primas, realiza exatamente as mesmas funções que o capital comercial. O capital comercial não é mais que uma parte destacada, e tornada independente, do capital produtivo, parte que reveste constantemente as formas e exerce constantemente as funções necessárias à conversão das mercadorias em dinheiro

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Medium 9788536325170

6. A teoria feminista psicanalítica e pós‑estruturalistae as respostas deleuzianas

Tina Chanter Grupo A PDF Criptografado

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A teoria feminista psicanalítica e pós­‑estruturalista e as respostas deleuzianas

Neste capítulo, começo por considerar a teoria feminista psicanalítica e depois analiso a importância da formulação de Derrida das oposições binárias para o feminismo. Depois, volto­‑me brevemente para uma crítica deleuziana tanto de uma teoria feminista de inspiração psicanalítica quanto de uma teoria pós­‑estruturalista. Finalmente, usando Moira

Gatens como meu principal ponto de referência, demonstrarei como o papel inspirador que Bento de Espinosa ofereceu a Deleuze e Guattari ajudou­‑me a levar a teoria feminista para além de um ponto de vista cartesiano que se tornou de alguma forma estéril.

Abigail Bray e Clare Colebrook fazem uso do distúrbio da anorexia para ilustrar as limitações do que chamam de feminismo corporal e das vantagens de uma moldura deleuziana (1998). Devo fazer uso de tal análise, que serve a um propósito útil, embora possa ignorar algumas das diferenças entre os vários teóricos que elas rotulam como feministas corporais. Bray e Colebrook destacam um problema geral com as críticas do “falocentrismo”, isto é, com as teorias feministas que tendem a construir uma narrativa totalizadora de relatos abrangentes de subjetividade e de experiência de tendência masculina, postulados como determinantes negativos e limitadores de qualquer expressão de autenticidade feminina.

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Medium 9788530939205

Parte II. Capítulo 2. A Linguagem do Cálculo de Predicados e sua Interpretação

HEGENBERG, Leônidas Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

^

A Linguagem do Cálculo de Predicados e sua

Interpretação

Sumário

Conhecida, de modo intuitivo, a linguagem do cálculo de predicados, as noções serão agora reapresentadas de modo geral e abstrato.

A fim de dar sentido preciso à noção de sentença verdadeira, fala-se nas interpretações e se define “sentença verdadeira em uma interpretação”. Em correspondência, tem-se a noção de um aberto “satisfeito” por determinados objetos. A satisfatoriedade é objeto de exame no final do capítulo. A maioria dos teoremas é citada sem demonstração, esperando-se que o leitor possa compreender seu alcance, embora não os demonstre. Prepara-se o terreno para introduzir, em seguida, a noção de “verdade lógica”, a ser investigada no próximo capítulo.

2.1. Símbolos, fórmulas e sentenças

Apresentando a questão de modo geral, pretendemos falar dos objetos de um conjunto A, não vazio, com certos elementos especificados, a1, a2, etc., entre os quais se estabelecem certas relações R1, R2, etc.

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